domingo, 22 de junho de 2008

Zélia Duncan


A cantora e compositora Zélia Duncan (Niterói, 28 de outubro de 1964) começou a carreira em Brasília, com Oswaldo Montenegro na Oficina dos Menestréis, como Zélia Cristina.

Certas Coisas
Zélia Duncan e Lenine
Composição: Lulu Santos / Nelson Motta
Não existiria som
Se não
Houvesse o silêncio
Não haveria luz
Se não
Fosse a escuridão
A vida é mesmo assim
Dia e noite, não e sim...

Cada voz que canta
O amor não diz
Tudo o que quer dizer
Tudo o que cala, fala mais
Alto ao coração
Silenciosamente
Eu te falo com paixão...

Eu te amo calado
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncios e de luz
Nós somos medo e desejo
Somos feitos de silêncio e som
Tem certas coisas
Que eu não sei dizer...

Vou te contar
Os olhos já não podem ver
Coisas que só coração
Pode entender
Fundamental é mesmo o amor
É impossível ser feliz sozinho...

O resto é mar
É tudo que eu não sei contar
São coisas lindas
Que eu tenho pra te dar
O amor se deixa surpreender
Enquanto a noite
Vem nos envolver...

Fundamental é mesmo o amor
É impossível ser feliz sozinho
Fundamental é mesmo o amor
É impossível ser feliz sozinho...

Tem certas coisas
Que eu não sei dizer
Nós somos feitos desejos
Somos feitos de silêncio e som...

VIDA E OBRA

Zélia Duncan despontou no cenário da MPB juntamente com Cássia Eller e Selma Reis. Usando seu nome de batismo, Zélia Cristina, lançou seu primeiro disco pela Eldorado, em 1990; mas insatisfeita, passou um semestre nos Emirados Árabes, cantando em um hotel.

No primeiro disco, teve que enfrentar o grande problema de quem tem talento mas ainda sem nome: um disco bastante comercial, mesmo sendo pela Eldorado, mas contendo algumas pérolas escondidas dentro dele, como a gravação de "Segredo" de Luiz Melodia com a participação dele; e "Astúcia", de Jussi Campelo.

Em 1992 e gravou uma faixa no songbook de Dorival Caymmi produzido pela editora Lumiar. Mudou o nome para Duncan e passou a ser incluída numa nova safra de cantoras que surgiu na década de 90, ao lado de Adriana Calcanhoto, Cássia Eller e Marisa Monte.

Em 1994 lançou o CD "Zélia Duncan", incluindo o hit "Catedral"(versão do sucesso da cantora alemã Tanita Tikaram), que jogou os holofotes sobre a violonista, compositora e cantora de voz grave.

ZELIA DUNCAN - Catedral (live)

Foi no segundo CD que mudou o nome para Zélia Duncan (sobrenome de sua avó) - seu trabalho se consagrou e foi reconhecida como a grande revelação Pop/Rock nacional - desde Marina Lima, no final dos anos 70, ninguém ainda aparecera, individualmente, para mostrar a força da nova geração, como aconteceu com Zélia e também Cássia Eller.

Com voz grave e suave, Zélia se consagrou com o segundo CD, como cantora e compositora pop - mas marca também sua presença na MPB compondo pérolas com Lucina, como Miopia, A Fé, Coração na Boca e Inteira Pra Mim, ou ainda em gravações para a Série SongBook, de Almir Chediak - a música Sábado em Copacabana, de Dorival Caymmi, ganhou nova roupagem e interpretação deliciosa por parte dela.


Em 1997 gravou "Intimidade", que a levou para uma temporada no Japão e Europa. No ano seguinte, é a vez de "Acesso", produzido por Christiaan Oyens, com maior teor folk e pop e com participações de Jacques Morelenbaum e do grupo Uakti.


Em seu CD de 2004, Zélia presta um verdadeiro tributo à música - com direção musical e produção de Bia Paes Leme, "Eu me transformo em outras" traz deliciosas recriações do repertório de grandes cantoras brasileiras de todos os tempos, uma belíssima homenagem de Zélia a suas referências musicais, com arranjos cuidadosos e interpretação impecável.


O álbum seguinte foi “Pré Pós Tudo Bossa Band”, lançado em 2005 pela Duncan Discos. A canção título, que abre o CD, é um composição de Zélia com Lenine. Além disso, o trabalho também traz parceria com Mart'nália, Moska, Pedro Luís, Beto Villares e Christiaan Oyens.

Em 2006, a cantora se uniu aos irmãos Serginho e Arnaldo Baptista e o baterista Dinho e saiu em turnê internacional na badalada volta dos Mutantes, substituindo os vocais que um dia foram de Rita Lee. O sucesso das apresentações na Europa foi tão grande, que Zélia foi convidada a integrar oficialmente a banda.

Zélia Duncan - Alma

Em 2007, além da carreira solo, substitui Rita Lee nos vocais femininos de Os Mutantes, saindo do grupo no mesmo ano. Em 2008 dedica-se ao lançamento e apresentações em turnês pelo país do espetáculo Amigo É Casa ao lado de um dos ídolos da juventude, a cantora Simone.

Também se dedica ao selo Duncan Discos, estuda choro e cursa a faculdade de Letras na Universidade Cândido Mendes.

Zélia Duncan pratica corrida regularmente, tendo, em 2010 participado de sua primeira meia maratona em Nova York. "Correr foi se tornando uma terapia, um alívio, uma meditação...bem, dia 17/3, desembarquei em NYC, para minha primeira meia-maratona(21km)."

Relações Artísticas

Zélia Duncan é parceira e amiga de grandes nomes da MPB, como Rita Lee, John Ulhoa, Fernanda Takai, Isabella Taviani, Lenine, Ana Costa, Mart'nália, Paulinho Moska, Lucina, Christiaan Oyeens, Simone, Lulu Santos, Erasmo Carlos, Alcione, Zeca Baleiro, Oswaldo Montenegro, Roberto Frejat, Teresa Cristina, Marcelo Jeneci, Beto Villares, Anelis Assumpção, Dinho Ouro Preto, Leci Brandão, Nando Reis, Ná Ozzetti, Rodrigo Santos. Também é amiga de Lúcia Veríssimo, Cláudia Jimenez, Ana Beatriz Nogueira, Leilane Neubarth, Leda Nagle e Jean Wyllys, tendo inclusive declarado seu voto a ele como Deputado Federal nas Eleições 2010.

Tudo sobre você - Zélia Duncan (com letra)

Discografia

1990 - Outra Luz - (Eldorado)

1994 - Zélia Duncan - (Warner Music)

1996 - Intimidade - (Warner Music)

1998 - Acesso - (Warner Music)

2001 - Sortimento - (Universal Music)

2002 - Sortimento Vivo - (Universal Music)

2004 - Eu me Transformo em Outras - (Universal Music)

2005 - Pré-Pós-Tudo-Bossa-Band - (Universal Music)

2006 - Os Mutantes - Live In Barbican Theatre (Com os Mutantes) - (SonyBMG)

2008 - Amigo é casa (Ao Vivo Com Simone) - (Biscoito Fino)

2009 - Pelo Sabor do Gesto (Universal Music)

Todos os verbos - Zélia Duncan (Legendado)

Errar é útil
Sofrer é chato
Chorar é triste
Sorrir é rápido
Não ver é fácil
Trair é tátil
Olhar é móvel
Falar é mágico
Calar é tático
Desfazer é árduo
Esperar é sábio
Refazer é ótimo
Amar é profundo
E nele sempre cabem de vez
Todos os verbos do mundo
Abraçar é quente
Beijar é chama
Pensar é ser humano
Fantasiar também
Nascer é dar partida
Viver é ser alguém
Saudade é despedida
Morrer um dia vem
Mas amar é profundo
E nele sempre cabem de vez
Todos os verbos do mundo

PRÊMIO MELHOR CANTORA(POP/ROCK)/2010

Zélia Duncan recebeu o prêmio de Melhor Cantora na categoria pop/rock do Prêmio da Música Brasileira 2010.


Como convidada do Projeto Adoniran, Zélia Duncan subiu ao palco do Memorial da América Latina, em São Paulo, no dia 16 de setembro/2010. O show integrou a temporada de lançamento de seu mais recente CD, Pelo Sabor do Gesto, com direção assinada por Ana Beatriz Nogueira e cenário de Analu Prestes e Luiz Martins.

O espetáculo mostra Zélia Duncan numa performance mais ousada, não só na escolha do repertório, mas também na forma de apresentá-lo ao público. Sem eliminar o tom intimista característico de suas apresentações, a cantora lança mão de artifícios teatrais para intensificar a comunicação com a plateia.

Além das canções inéditas, o novo disco traz regravações (Ambição, de Rita Lee, Os Dentes Brancos do Mundo, de Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle e Telhado de Paris, de Nei Lisboa ) e versões de músicas do artista francês Alex Beaupin, inseridas na trilha sonora do filme Canções de Amor, de 2008 ( Boas Razões e a faixa título Pelo Sabor do Gesto ).

Para plena alegria dos fãs, o roteiro do show contempla também os sucessos que marcaram sua carreira.

No palco, trajando figurino de Luiza Marcier, a artista conta com o talento dos músicos Ézio Filho (direção musical e baixo), Webster Santos ( violão, bandolim e guitarra ), Jadna Zimmerman ( bateria e flauta ) e Leo Brandão (teclados e acordeon).

Zélia Duncan participou em Toronto do show de encerramento do Brazil Film Fest em outubro/2010. Além de apresentar um repertório de altíssima qualidade, a cantora ainda sambou, contou piadas e histórias de início de carreira, e fez o público cantar.


O público, formado na sua maioria por brasileiros, desafiou o frio e a chuva em Toronto para acompanhar com grande entusiasmo o show, aplaudindo os grandes sucessos da cantora, como: “Alma”, “Sentidos”, “Catedral”, “Telhados de Paris”e tantos outros. Supersimpática, ao final do show Zélia ainda posou para fotos com seus fãs.



FONTE

Wiquipédia- Zélia Duncan

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