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"Acho que finalmente me dei conta que o que você faz com a sua vida é somente metade da equação. A outra metade, a metade mais importante na verdade, é com quem está quando está fazendo isso."

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Arrigo Barnabé


Arrigo Barnabé nasceu em Londrina/PR, em 14 de setembro de 1951. Ele é um músico e ator brasileiro. Compositor renomado, tem vários discos gravados. Um de seus sucessos mais elogiados pela crítica é "Clara Crocodilo". Tem como principal característica de composição o dodecafonismo.

Em São Paulo, cursou a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (1971 a 1973) e a Escola de Comunicações e Artes (1974 a 1979), onde fez o curso de composição, no Departamento de Musica.

Ainda na década de 1970, participou do Festival Universitário da TV Cultura com a musica "Diversões eletrônicas". Lançou seu primeiro LP, Clara Crocodilo, em 1980.

Excursionou pelo Brasil em 1983, ano em que compôs a Saga de Clara Crocodilo para a Orquestra Sinfônica Juvenil do Estado de São Paulo e grupo de rock.

Ainda em 1983, recebeu prêmio de melhor trilha sonora no Festival de Gramado/RS pela musica do filme Janete, de Chico Botelho.

No ano seguinte, obteve reconhecimento internacional com seu segundo disco "Tubarões voadores" (selo Barclay), eleito pela revista francesa Jazz Hot como um dos melhores do mundo.

Em 1985 foi premiado no Riocine Festival pela musica do filme Estrela nua, de José Antônio Garcia e Ícaro Martins.

Um ano depois, a APETESP deu-lhe o prêmio de melhor composição para teatro, pela musica de Santa Joana.

No mesmo ano, lançou o LP Cidade oculta e recebeu prêmio de melhor trilha sonora no Riocine Festival, pela musica do filme Cidade oculta, de Chico Botelho.

Dois anos depois, no Festival de Cinema de Brasília DF, ganhou o prêmio de melhor trilha sonora, pelo filme Vera, de Sérgio Toledo.

No Festival de Cinema de Curitiba/PR de 1988, ganhou o prêmio de melhor trilha sonora pela musica do filme Lua cheia, de Alain Fresnot.

Com Itamar Assumpção, participou de shows por todo o Brasil, em 1991. No ano seguinte, lançou o CD Façanhas.

Em 1993 apresentou-se no Podenville, em Berlim, Alemanha. Sua peça 'Nunca conheci quem tivesse levado porrada', para a Orquestra Jazz Sinfônica, banda de rock e quarteto de cordas, teve apresentação no Memorial da América Latina, em São Paulo, em 1994.

Em 1995 participou do Primeiro Festival de Jazz e Música Latino-Americana, em Córdoba, Argentina. No Teatro Municipal, de São Paulo, apresentou sua peça Musica para dois pianos, percussão, quarteto de cordas e banda de rock.

Trabalhou então com um grupo heterodoxo: um quinteto de percussão (do qual fazia parte), um quarteto de cordas de São Paulo e a Patife Band, de rock pesado, liderada por Paulo Barnabé, seu irmão.

Apresentou-se em 1996 no Teatro Rival, na serie Encontros Notáveis, em duo de pianos com Paulo Braga. No mesmo ano, dividiu com Tetê Espíndola um show no Centro Cultural São Paulo.

Com trabalho singular na musica brasileira, tem composições de características que vão do dodecafonismo a atonalidade.

Sempre na fronteira entre o erudito contemporâneo e o popular, na década de 1990 escreveu quartetos de cordas e peças para a Orquestra Jazz Sinfônica de São Paulo.

Em 1997, depois de quatro anos sem gravar, lançou o CD 'Ed Mort', do selo Rob Digital, trilha sonora do filme de mesmo nome, dirigido por Alain Fresnot.

Além das trilhas sonoras dos filmes “ED Mort” de Allain Fraisnot, “Alô” de Mara Mourão (em parceria com seu irmão Paulo) e "Oriundi" de Ricardo Bravo (protagonizado por Anthony Quinn), e a música para a peça "Plaidoyer en faveur des larmes d'Heraclite" de Bruno Bayen, apresentada no Teatro Nacional de Chaillot, em Paris (junho de 2003).

Em 2004 compõe “Missa In memoriam Itamar Assumpção" apresentada em outubro no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, e lançada em cd em outubro de 2006, no Centro Cultural Banco do Brasil.

Ainda em 2004 escreve a trilha sonora para o documentário de longa metragem “Doutores da alegria” de Mara Mourão, que recebe o prêmio Sesi-Fiesp de melhor trilha sonora, em 2006.

Em 2005 se apresenta como narrador numa versão em português da “Ode a Napoleão” de Arnold Schoenberg, juntamente com o “Quarteto de cordas da cidade de São Paulo” e Paulo Braga (piano).

Ainda em 2005 escreve a ópera “Enquanto estiverem acesos os avisos luminosos” com libreto de Bruno Bayen, apresentada no SESC Ipiranda em agosto.

É professor de composição no departamento de cursos livres da ULM e idealizador e apresentador do programa Supertônica, na rádio Cultura FM, premiado em 2005 pela Associação paulista dos críticos de arte de São Paulo como Revelação de programa de rádio.

Em 2006 recebe o prêmio de melhor trilha sonora do Festival de cinema da FIESP, pela música do longa “Doutores da alegria”.

Em 2008 compõe “Caixa da música” e “Out of Cage” para o grupo de percussão “Drumming”, que, com encenação de Ricardo Pais, teve sua estréia absoluta no Teatro Nacional São João em junho deste ano.

Atualmente é artista-residente na Unicamp em São Paulo. É convidado para ser artista-residente na Unicamp durante o 1º semestre de 2008, e realiza com os alunos do curso, e alunos e professores de outros departamentos do instituto de Artes da Unicamp, o espetáculo “Salão de beleza”, apresentado no Centro de Convivência, em Campinas nos dias 8 e 9 de setembro.

Ainda em 2008 realizou a curadoria e direção artística de “Crisantemúsica”, uma série de recitais no Centro Cultural Banco do Brasil em São Paulo, evento comemorativo dos 100 anos da imigração japonesa no Brasil.

Para essa série, Arrigo escreveu “Viver”, música para piano, violino, koto e guitarra elétrica, que terá sua première em 20 de maio. Atualmente escreve a trilha sonora para o filme de Allain Fraisnot
“Família muda e vende tudo”.

Tem atualmente um programa de rádio na Rádio Cultura de São Paulo, o Supertônica.

Escreveu várias composições para trilhas sonoras de filmes brasileiros.

Arrigo Barnabé é citado na música "Língua", de Caetano Veloso e "Eu Quero Saber Quem Matou" de Rogério Skylab.

Você Sabia?
*Arrigo Barnabé é citado na música "Língua", de Caetano Veloso e "Eu Quero Saber Quem Matou", de Rogério Skylab.

*Em 1983, Arrigo recebeu prêmio de melhor trilha sonora no Festival de Gramado RS pela música do filme Janete, de Chico Botelho.

Arrigo Barnabé no Festival Universitário da MPB - parte 2


Arrigo Barnabé canta Ninguém Chora por Você


"O Encontro de Tom Jobim & Arrigo Barnabé"-
por Paulo Jobim, Arrigo Barnabé & Daniel Taubkin


FONTE

SITELETRAS

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Arnaldo Baptista


Arnaldo Dias Baptista, mais conhecido como Arnaldo Baptista, nasceu em 6 de Julho de 1948, em São Paulo. Arnaldo é um cantor e compositor brasileiro, mais conhecido por seu trabalho com Os Mutantes.

Já em 1962, completamente tomado pela febre do rock'n'roll, Arnaldo formou juntamente com seu irmão Cláudio César e o amigo Rafael o grupo The Thunders.

Em 1968, juntamente com seu irmão Sérgio e Rita Lee, formou Os Mutantes. Onde Arnaldo acabou se tornando o principal líder, arranjador e compositor. Após vários problemas e discussões internas, Arnaldo decidiu abandonar o grupo em 1973. Em julho do mesmo ano Arnaldo fez sua estréia solo no Festival de São Lourenço.

Ainda em 1973, Arnaldo, resolveu virar produtor musical e chegou a produzir o primeiro compacto da banda Joelho de Porco "Se Você Vai De Xaxado, Eu Vou De Rock'n'Roll/Fly América". Infelizmente nem o compacto e nem a carreira de Arnaldo como produtor acabaram decolando.

Já em 1974, lançou o Lp "Loki?". Um álbum que trouxe um Arnaldo amargurado, sofrido, alucinado, porém, não menos genial. Arnaldo pareceu querer mostrar aquelas canções sofridas e amarguradas para o mundo, como se isso fosse aliviar seu próprio sofrimento. No decorrer das 10 faixas, ficou evidente que a maioria das canções, tinham como tema central seu tempestuoso relacionamento com Rita Lee. Gravado em poucas sessões e praticamente ao vivo em estúdio, o álbum contou com a participação do velho amigo e maestro Rogério Duprat nos arranjos, Liminha no baixo, Dinho na bateria e surpreendentemente Rita Lee nos backing vocals de duas canções.

Aliás, essa "visita" de Rita aos estúdios só ajudou a piorar ainda mais as crises depressivas e atitudes estranhas de Arnaldo. Ainda mais quando ele descobriu que Rita já o havia "trocado" por Andy Mills (técnico de som do cantor Alice Cooper). Ignorado na época por crítica e público, o álbum com o passar dos anos foi finalmente sendo reconhecido com uma marco único na música brasileira.

Nunca um LP foi tão confessional e lírico ao mesmo tempo. Onde o humor, a loucura e o sarcasmo se apresentam em doses exatas. Um álbum mais atual do que nunca. Para poucos, pois poucos tiveram a sensibilidade de sentir o que Arnaldo estava passando naquele momento. Um disco que pode ser resumido na trilha sonora de dor, mais absurdamente exposta que já se ouviu. Um marco não só do rock brasileiro, mas sim um marco da música brasileira num todo.

No ano de 1976, Arnaldo formou o grupo Arnaldo e Phoenix. O grupo, do qual hoje o próprio Arnaldo não se lembra, chegou a ser convidado para tocar no lendário festival de Águas Claras. Após quatro dias adiando a participação do grupo, o ex-Mutante, na última hora, não teve coragem de subir no palco. Ao fazer isso, Arnaldo, não se deu conta de que estava decretando o fim da meteórica carreira do grupo.

Em meados de 1977, após recusar o convite do irmão Sérgio para voltar aos Mutantes, Arnaldo, ainda mais deprimido e alucinado, formou a Patrulha do Espaço. Uma banda que juntava Punk, Beatles, Elton John, Ficção Científica e toda generalidade de Arnaldo já iniciada em "Loki?". Juntamente com o ex-Mutante estavam Osvaldo Cokinho Gennari (ex-Neblina e Banho de Lua), Palhinha na guitarra e Flávio Pimenta na bateria. Antes mesmo do primeiro ensaio acontecer Palhinha e Flávio decidiram sair. Para os seus lugares foram chamados respectivamente John Flavin (ex-Secos & Molhados) na guitarra e Rolando Castello Jr. (ex-Tarântula, El Tri, Aço, Aeroblues e Made In Brazil) na bateria.

Já em 1978, quando já estava com eles o guitarrista Eduardo Dudu Chemont (ex-Santa Fé, substituindo Flavin), Arnaldo resolveu retirar-se do grupo, principalmente por motivos de cansaço. O público só veio a tomar conhecimento dessa fase obscura de Arnaldo, com o lançamento em 1988 do álbum "Elo Perdido" (gravado em 1977) e do álbum "Faremos Uma Noitada Excelente" (gravado em 1978) e lançado em 1987.

Ainda no ano de 78, após sair da Patrulha, o próprio Arnaldo anunciou que estaria retornando ao Mutantes, para shows e a gravação de um novíssimo Lp. O que não aconteceu.

Em 1979, ainda meio sem rumo, Arnaldo foi para o Rio de Janeiro onde foi convidado a participar do grupo Unziotru. Além do ex-Mutante, o grupo ainda contava com Lulu Santos (ex-Vímana) na guitarra, Antônio Pedro de Medeiros (ex-Mutantes) no baixo e como convidado especial Rui Motta (ex-Mutantes). Em um dos shows a bateria foi executada por Lobão (ex-Vímana). Com o grupo formado, acabaram marcando 4 shows na Funarte, no Rio de Janeiro.

Os shows acabaram valendo mais por seu conteúdo histórico do que por outra coisa. Durante os shows Arnaldo apresentou apenas pequenos fragmentos no piano tocando boogie-woogie enquanto Lulu cantou algumas coisas do seu repertório inicial. Após esses quatro espetáculos o grupo acabou se dissolvendo.

Já em 1982, Arnaldo entrou em estúdio para gravar "Singin' Alone". Um disco que poderia perfeitamente ser chamado de "Loki? Vol.2", pois assim como em "Loki?", Arnaldo agiu com se estivesse vomitando todas as suas decepções, mágoas, dores e depressões em desesperadas viagens musicais fora dos padrões normais de compreensão. "I Feel In Love Again" (ainda da época da Patrulha), "Bomba H Sobre São Paulo" e "Jesus Come Back To Earth" são claros exemplos. Vale como detalhe o fato de Arnaldo ter decidido gravar sozinho todos os instrumentos, comprovando ainda mais a completo valor pessoal de cada composição.

Ainda em 82, devido a seu comportamento agressivo e seu aumento do problema com as drogas (Arnaldo já havia sido internado em outras cinco oportunidades) ele foi novamente internado no hospital psiquiátrico para tratamento. Cada vez mais depressivo, ele saltou do terceiro andar indo seu corpo atingir o solo pouco depois com fratura na base do crânio (fratura essa que além de ser gravíssima, na maioria das vezes leva a pessoa à morte), edemas, fraturas e diversas lesões pelo corpo. Após quatro meses e onze dias em coma, Arnaldo, e várias sessões de terapia alternativa, quase que por milagre acordou, deixou o hospital e foi para casa.

Em abril de 1983, Arnaldo fez uma de suas primeiras aparições em público desde o seu acidente. Isso foi proporcionado pelo canto Belchior, que com um show no Tuca, convidou Arnaldo para uma participação especial. Essa apresentação proporcionou reações bem distintas na platéia.

A primeira foi de alegria, por ver um Arnaldo vivo e com forças para a longa recuperação que teria que encarar. E a segunda de pura tristeza, pois ainda encontraram um Arnaldo bastante debilitado.

O ex-Mutante foi trazido até o microfone por duas pessoas, que o posicionaram em frente ao mesmo, colocaram suas mão sob o microfone, e ali o deixaram, e ali ele ficou imóvel, durante todo o seu set, que incluiu "Será Que Eu Vou Virar Bolor", "Cê Tá Pensando Que Eu Sou Loki?" (único momento em que ele soltou uma das mãos para fazer o movimento espiral como dedo indicador próximo a orelha, ilustrando a letra), entre outras pérolas.

Arnaldo se comunicou com o público apenas por gestos e por uma fala ainda incompreensível. Apesar de todas as dificuldades, mostrou a todos que estava vivo, que havia conseguido sobreviver ao inferno e principalmente: havia voltado ainda mais genial.

Ainda no ano de 83, Arnaldo decidiu formar a banda "Ghy" pra acompanhá-lo em uma série de apresentações. Após poucos meses de vida o grupo encerrou suas atividades.

No ano de 1987, Arnaldo lançou o Lp "Disco Voador". Apesar de ter sido gravado do modo mais caseiro possível (tendo Arnaldo tocado apenas um teclado com ritmo eletrônico e gravando todas as faixas em apenas dois canais), o álbum além de servir como uma espécie de terapia, também serviu para mostrar mais uma vez a todos que sua recuperação havia apresentado resultados fantásticos.

Em 1989, decidiu voltar a tocar ao vivo. Infelizmente a sua volta ao palcos acabou se resumindo a duas participações especiais, cantando e tocando teclados ao lado das bandas "3 Hombres" e "Maria Angélica". Esses shows marcaram o lançamento do disco "Sanguinho Novo". Um Lp onde treze bandas prestaram um tributo a Arnaldo gravando treze de suas composições, sendo elas conhecidas ou não.

No ano de 1995, compôs a trilha sonora do curta-metragem "Sinhá Demência e Outras Histórias" do cineasta Christian Saghaard.

Em 1996, Arnaldo foi contratado pela gravadora Virgin para o relançamento em cd do seu álbum "Singin' Alone". Aproveitando a chance, entrou em estúdio após quatorze anos, pra regravar como bônus de "Singin' Alone" uma nova versão de sua já clássica "Balada do Louco". A mesma acabou se tornando parte da novela "Fim do Mundo" exibida na Rede Globo.

Morando a quase quinze anos em seu pacato sítio em Juiz de Fora, Minas Gerais, Arnaldo passa os dias juntamente com sua mulher Lucinha Barbosa. Ele divide seu tempo entre pintar quadros, camisetas, escrevendo, lendo muito, tocando e compondo. Para o futuro, pretende fazer exposições de seus trabalhos artísticos, lançar livros (tem vários do gênero "Ficção Científica" prontos) e principalmente lançar um disco inédito (seu contrato com a Virgin prevê ainda a gravação de um álbum), que por enquanto tem o título provisório de "Let It Bed".

Em 2004, com a ajuda de John, da banda Pato Fu, e Rubinho Trol, Arnaldo Baptista lança o álbum Let It Bed.

John e Rubinho levaram para o sítio equipamento suficiente para um bom home-estúdio. Logo de cara perceberam que Arnaldo queria tocar de tudo e passava muito rapidamente de um instrumento para outro. Por isso decidiram espalhar microfones por todo o estúdio do sítio, deixando tudo ligado o tempo todo para manter o momento criativo sempre em alta.

Com o CD pronto só faltava a gravadora para lançar o disco, mas por incrível que pareça, nenhuma se interessou pelo novo disco do dele. Então com o apoio do Lobão, lançaram o CD de forma independente nas bancas junto com a revista Outra Coisa, sendo um sucesso de vendas e da crítica.

Você Sabia?
*Em 2008, o cantor e compositor Arnaldo Baptista foi homenageado na Calçada da Fama do Rock Brasileiro. O artista deixou as marcas das mãos e sua assinatura imortalizadas na RockWalk Brasil. A impressão das mãos nas placas de concreto foi realizada no apartamento do cantor em Belo Horizonte.

*Arnaldo Baptista já foi premiado como Melhor Documentário pelo Júri Popular na última edição do Festival do Rio, na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e foi eleito o melhor do gênero no 13* Festival de Cinema Brasileiro de Miami. Também foi apresentado na sétima edição do Cine Fest Petrobras, no complexo de cinemas Tribeca, de Robert DeNiro, em Nova York.

*Em 1974, logo após sair dos Mutantes, Arnaldo grava seu primeiro solo, produzido pelo Roberto Menescal. Lóki? (Philips, 1974) é, até hoje, o disco mais visceralmente revolucionário da música brasileira.
Agora o CD LOKI? está sendo relançado pela Universal Music. Uma boa oportunidade de se adquirir esta obra. Ouçam na íntegra o cd aqui. E aguardem o filme em DVD até o fim do ano. Adiantamos que além do documentário, o DVD terá como bônus uma surpresa que agradará os fãs.

*Após circular nos principais festivais de cinema, ganhando prêmios, em Sâo Paulo/Rio/Cuiabá/Miami/Toronto e Nova York e de ter sido exibido em várias salas de cinemas em todo o país, o Canal Brasil lança em DVD, LOKI-ARNALDO BAPTISTA, seu primeiro produto cinematográfico. Num primeiro momento a Livraria Cultura terá exclusividade das vendas do DVD e no dia 28 de novembro de 2009, data oficial do lançamento, a Livraria Cultura receberá Arnaldo Baptista para uma tarde de autógrafos.

*Após circular pelos festivais nacionais, ganhando prêmios, o documentário produzido pelo Canal Brasil e dirigido por Paulo Henrique Fontenelle, faz sucesso também em festivais internacionais - San Francisco, Argentina, San Diego e Seattle - o que levou a crer que vale a pena entrar no circuito comercial. O filme sobre a vida e a obra do Arnaldo Baptista é um mergulho profundo em labirintos sonoros e multicores da alma de um dos mais instigantes criadores desse País. Então prepara-te: Loki - Arnaldo Baptista no cinema à partir de 19/06/2009. Inteire-se sobre o filme no hotsite do Canal Brasil.

*A revista MTV nº 50, elege os 50 imortais da música brasileira, e o Arnaldo Baptista está lá, fazendo jus à sua trajetória na MPB. A eleição foi feita por um júri de críticos, jornalistas e estudiosos do assunto que escolheram os artistas mais importantes de todos os tempos da nossa música. Nesta mesma edição da revista MTV é apresentado os 50 livros mais importantes sobre música, e Os Mutantes comparecem com o livro: “A Divina Comédia dos Mutantes” de Carlos Calado – ed. 34.

*A revista Bizz está de volta com uma edição especial sobre as 100 maiores capas de todos os tempos.Os Mutantes marcam presença em 4 capas da seguinte forma:
40ª colocação com o disco: OS MUTANTES, 1968;
45ª da eleição no disco-manifesto: TROPICÁLIA OU PANIS ET CIRCENSIS, 1968;
54ª posição na capa: A DIVINA COMÉDIA OU ANDO MEIO DESLIGADO, 1970;
E ainda comparecem em uma nota sobre capas psicodélicas no álbum: MUTANTES E SEUS COMETAS NO PAÍS DOS BAURETS, 1972.

Loki Trailer


Arnaldo Baptista - Será que eu vou virar Bolor?


Arnaldo Baptista - Uma Pessoa Só


FONTE

wikipédia

terça-feira, 27 de maio de 2008

Anna Ratto


Anna Luisa, cantora e compositora, lançou "Do Zero", seu primeiro álbum. “Do Zero” não é sinônimo de “do nada”, afinal Anna Luisa trilha o caminho musical desde sua infância com aulas de canto e violão.

Anna também mostra seu talento como compositora, o álbum vem com metade das músicas de sua autoria, com ou sem parceria com os integrantes da banda, além disso, ela também é uma excelente intérprete, já que sabe escolher o repertório que encaixa com seu estilo e sua voz.

Apesar de ser o primeiro álbum, a cantora já mostra que não é só mais uma moça bonita na MPB, mais que tem muito conteúdo e musicalidade. Das seis canções que são de outros compositores, cinco são inéditas, Pedro Luis que foi um "padrinho" para Anna conta com duas canções, entre elas "Do Zero" em parceria com seu Jorge e a canção "Vale quanto pesa".

Rodrigo Maranhão (conhecido por ter suas músicas gravadas por Maria Rita e outros cantores/cantoras da MPB) não deixou por menos e conta com três canções: "O Osso", "Pra Tocar no Rádio" (música que ele participa) e por ultimo "Ciranda".

A única regravação do álbum é da canção "Um Par" de Rodrigo Amarante, nessa Anna Luisa acrescenta algo novo em uma música já conhecida.

Anna Luisa vai surpreender você, é uma cantora extremamente talentosa, suas canções exploram e muito a musicalidade regional, no caso da "Cabra-Cega" aonde é possível reconhecer o toque do baião, em outra canção ela explora um pouco do pop/reggae e o samba também é lembrado.

Enfim, Anna chegou para ficar e marcar seu nome no cenário da MPB e com certeza vamos ouvir por muito tempo seu nome.

Anna Luisa muda nome artístico para Anna Ratto

Cantora carioca radicada nas noites do Leblon, Anna Luisa está mudando seu nome artístico. Uma cantora de nome similar ganhou na Justiça o direito de usar o nome com exclusividade, pelo fato de tê-lo registrado em 2001. Anna decidiu então mudar seu nome para Anna Ratto (nome de batismo). A cantora continuará fazendo a divulgação de seu novo disco, Girando, com o nome Ratto.

Olá a todos que acompanham o meu trabalho, Venho informar, com todo o respeito a vocês, que estou modificando o meu nome (artístico). A razão é simples, objetiva e 'legal'. Não tem a ver com esoterismo, numerologia ou coisa parecida. O fato é que há outra artista, de nome semelhante, que conseguiu o direito de mantê-lo por ter registrado como MARCA (em 2001), o que juridicamente basta. Ainda que a grafia seja distinta (Anna Luisa x Ana Luiza), a semelhança é problemática. Legalmente, a anterioridade de registro é o que conta. Sendo assim, optei por ANNA RATTO, com sobrenone de nascimento. O Ratto não me soa novo, de verdade, já que me acompanha desde sempre. Continua sendo minha verdade. Sem adição ou subtração de letras. E já 'vesti a camisa' da novidade! Apesar da estranheza inicial e natural que possa gerar, estou apostando na perspectiva da mudança, otimista! Confesso que já sinto renovação no ar. Estamos preparando uma divulgação direcionada e oficial. E queremos contar também com a ajuda de todos vocês para fazermos essa 'migração'! Aos poucos, vai acontecendo. E vamos continuar GIRANDO!! Beijo carinhoso a todos. ANNA RATTO

Anna Ratto - Ouro de Tolo (Raul Seixas) - SOM Brasil GLOBO


Anna Ratto - Tente Outra Vez (Raul Seixas) GLOBO


Anna Ratto - A Maçã (Raul Seixas) GLOBO


FONTE

annaratto

domingo, 25 de maio de 2008

Angela Rô Rô


Compositora de talento e êxito, Ângela Rô Rô ao longo de seus 30 anos de carreira, gravou mais de 30 canções de sua autoria. Várias delas alcançaram grande sucesso, entrando para o hall dos clássicos da MPB. Nestes trinta anos de carreira, celebrizaram-se as canções - Amor, Meu Grande Amor, Gota de Sangue, Tola Foi Você, Não Há Cabeça, Me Acalmo Danando, Agito e Uso, Mares da Espanha, Só Nos Resta Viver, Renúncia, Came e Case, Querem Nos Matar, Fogueira, Gata, Moleque, Ninfa, A Vida é Mesmo Assim, O Cinema, a Princesa, e o Mar, Viciei em Você, Compasso e Outono. (todas de sua autoria) E mais: Bárbara (Chico Buarque / Ruy Guerra), Fica Comigo Esta Noite (Adelino Moreira / Nelson Gonçalves), Escândalo (Caetano Veloso), Simples Carinho (João Donato / Abel Silva), Demais (Tom Jobim / Aloysio de Oliveira), Você Não Sabe Amar (Carlos Guinle / Dorival Caymmi / Hugo Lima), Sempre Uma Dose a Mais (Bernardo Vilhena / Lobão), Joana Francesa (Chico Buarque) e Gota D'Água (Chico Buarque).


VIDA E OBRA

Ângela Maria Diniz Gonçalves, a Ângela Ro Ro, nasceu no Rio de Janeiro em 5 de dezembro de 1949. Cantora, compositora e pianista, Angela Ro Ro iniciou a carreira em casas noturnas do Rio de Janeiro. O apelido Rô Rô veio por causa da voz grossa e rouca.

Influenciada por cantoras como Maysa e musas do jazz norte-americano como Ella Fitzgerald, foi para Londres na época do regime militar, onde cantou em pubs a trabalhou em restaurantes.

De volta ao Brasil, gravou seu primeiro disco em 1979, com "Amor, Meu Grande Amor" (com Ana Terra), seu primeiro grande sucesso, e "Tola Foi Você". Era um disco bastante romântico, com clima bluseiro, algo incomum na época. Em, 80, gravou o LP "Só Nos Resta Viver", cuja faixa-título de sua autoria é sucesso até hoje.

"Escândalo", seu terceiro LP, trazia o título na capa como uma manchete de jornal, parodiando as notícias escandalosas que saíram na imprensa por conta de seu rompimento com a cantora Zizi Possi. A faixa-título de Caetano era um blues que traduzia perfeitamente aquele momento da cantora.

Em 82, Angela estourou com "Simples Carinho" (João Donato/ Abel Silva). No ano seguinte, Maria Bethânia voltou a gravar uma música de sua autoria, "Fogueira" (a primeira fora "Gota de Sangue", no LP "Mel" (79).

Em 84, fez sucesso com o fox "A Vida É Mesmo Assim" e no ano seguinte, com "Mônica", feita sobre a morte de uma estudante assassinada pelo namorado.

Conhecida por seu temperamento irreverente, por suas "doses a mais" de bebida e por ter sido a primeira cantora brasileira a trazer a público (e às letras de suas canções) sua homossexualidade, Angela acabou ficando uma artista maldita, gravando desde então apenas dois discos ("Prova de Amor", em 88 e "Nosso Amor ao Armagedom - Ao Vivo", em 93), e participando dos Songbooks, produzidos por Almir Chediak. As músicas mais marcantes de seu repertório são baladas de amor, blues e jazz.

Em 2000, Angela Ro Ro retoma sua carreira, com o CD “Acertei no milênio”, que traz nove canções inéditas e quatro releituras de clássicos da MPB.

Destaque para a romântica "A Princesa E O Mar", além de "All of Me" (composta em 1931 e gravada por Billie Holiday, Frank Sinatra, Ella Fitzgerald, entre outros), uma versão elétrica de Don’t Let Me Be Misunderstood (clássico nas interpretações de The Animals) e a bela Gota D’Água (composta por Chico Buarque para a peça homônima) em ritmo de blues.

Ângela Ro Ro - Compasso (ao vivo)



Em 2004 e 2005 Ângela tornou-se apresentadora do talk-show Escândalo, na emissora de TV a cabo Canal Brasil recebendo dezenas de colegas da MPB.

Em 2006, assinou contrato com a independente Indie Records, pertencente a Líber Gadelha (ex-marido de sua namorada Zizi Possi e pai da cantora teen Luiza Possi), para a gravação do disco Compasso e do primeiro DVD ao vivo, gravado em um espetáculo no Circo Voador, na Lapa (bairro do Rio de Janeiro), em 20 de setembro de 2006. A canção de mesmo nome alcançou enorme sucesso, conquistando os hits de parada das rádios.

Em 2008 participou do projeto "Loucos por música", o qual dividiu palco com Ivete Sangalo, Elba Ramalho e Ana Carolina.

Em dezembro de 2009 a Descobertas e Canal Brasil têm o orgulho de resgatar os áudios de canções gravadas no programa Escândalo no esquema intimista de voz e piano, fazendo shows pelo Brasil, tendo em alguns deles, convidados mais que especiais, como Sandra de Sá e Ana Carolina.
Amor, meu grande amor - Angela Rô Rô


FONTE

Wikipédia

Angela Maria


Ângela Maria, nome artístico de Abelim Maria da Cunha (Conceição de Macabu, 13 de maio de 1928) é uma cantora brasileira.

Começou cantando em coro de Igreja. Enquanto trabalhava numa fábrica de lâmpadas, participava, às escondidas, de programas de calouros. Adotou o nome de Ângela Maria para não ser identificada pela família.

Como ganhava todos os concursos, foi cantar no famoso Dancing Avenida e depois na rádio Mayrink Veiga.

Em 1951 gravou o primeiro disco. Veio assim o sucesso que sempre a acompanhou. Atuou em cinema, no longa-metragem Portugal, Minha Saudade (1973).

Ângela Maria consagrou-se como uma das grandes intérpretes do gênero samba-canção (surgido na década de 30), ao lado de Maysa, Nora Ney e Dolores Duran.

Gravou dezenas de sucessos como Não Tenho Você, Babalu, Cinderela, Moça Bonita, Vá, mas Volte, Garota Solitária, Falhaste coração, Canto paraguaio, A noite e a despedida, Gente humilde, Lábios de mel, etc.

Em 1996, foi contratada pela gravadora Sony Music e lançou o CD Amigos, com a participação de vários artistas como Roberto Carlos, Maria Bethânia, Caetano Veloso, Chico Buarque, entre outros. O trabalho foi um sucesso, celebrado num espetáculo no Metropolitan, atual Claro Hall (Rio de Janeiro), e um especial na Rede Globo. O disco vendeu mais de 500 mil cópias.

Foi uma fase muito feliz da carreira da cantora que, no ano seguinte, apresentou o álbum Pela Saudade que Me Invade, com sucessos de Dalva de Oliveira, e um ano depois gravou, com Agnaldo Timóteo, o CD Só Sucessos, também na lista dos cem álbuns nacionais mais vendidos.

Após a saída da Sony, Ângela voltou a gravar em 2003, desta vez pela Lua Discos, o Disco de Ouro, com um viés eclético, abrangendo compositores que vão de Djavan a Dolores Duran.

Você Sabia?
*Angela Maria foi enredo da Escola de Samba Rosa de Ouro(SP)em 1994.A Escola colocou na Avenida a História de Angela, numa das mais bonitas homenagens que São Paulo já prestou a um artista.
*Fato inédito na carreira de Angela Maria, aconteceu às vésperas do Dia das Mães nos idos 1956, quando na Casa Garson da Rua Uruguaiana, no Rio de Janeiro/RJ, formaram-se filas para comprar o disco "Mamãe". Informada do acontecido, Angela foi verificar o fato in loco, para sua surpresa.
*A cantora Angela Maria é batizada com o nome de Abelim Maria da Cunha e cantava numa igreja quando foi descoberta.
*Em 1973, Angela Maria participou do filme "Portugal...minha saudade", de Mazzaropi, interpretando a canção"Fim de ano". O grande sucesso dessa fase foi o "Tango pra Teresa", de Jair Amorim e Evaldo Gouveia gravado em 1975 e que se tornou um clássico tanto do seu repertório quanto no dos compositores desse tango.
*Ângela gravou praticamente todos os compositores brasileiros mais importantes, de Noel Rosa e Pixinguinha a Cazuza e Renato Russo.
*Ângela Maria foi demitida da fábrica de lâmpadas GE porque cantava o tempo todo.
*Ao longo de sua carreira, Ângela Maria gravou 114 discos e se tornou, nos anos cinqüenta, referência de voz feminina na MPB. Influenciou cantoras como Elis Regina e Clara Nunes e também cantores, como Cauby Peixoto e Djavan.
*Ângela Maria sempre transitou por todos os ritmos, brasileiros ou latinos: sambas, mambos, chá-chá-chás, boleros, tangos, guarânias, baladas. Mas, os seus maiores sucessos foram mesmo o samba-canção. Uma única exceção e que é até hoje o seu maior sucesso: o mambo cubano Babalu, gravado em 1958 com a orquestra de Waldir Calmon.
*Em 1954, em concurso popular, Angela Maria tornou-se a Rainha do Rádio, e no mesmo ano estreou no cinema, participando do filme Rua sem sol, de Alex Viany.
*Em homenagem Dalva de Oliveira, quem inspirou seus primeiros passos na música, Ângela Maria gravou em 1997 um CD totalmente dedicado a ela.
*Rodrigo Faour entrevista Angela Maria

Angela Maria 1957 "Mentindo"


Angela Maria, canta no filme "Rio Fantasia" de 1957, direção de Watson Macedo.

Ângela Maria - "Adeus, querido" - 1956


Participação da cantora Ângela Maria (cantando "Adeus, querido") no filme, "Fuzileiro do Amor", de 1956 com Mazzaropi.

A NOITE E A DESPEDIDA - ANGELA MARIA


FONTE

Wikipédia
angelamaria

Andrea Ferrer


Para Andrea Ferrer, o canto foi um caminho natural a seguir. Baiana de Salvador, ela nasceu no seio de uma família musical.

O pai, o engenheiro Renato, era cantor diletante de ópera – um tenor dramático, apreciador dos grandes mestres italianos, que não perdia uma oportunidade de cantar a “Ave Maria” de Gounod em casamentos e nem de brindar os amigos nas festas com suas interpretações de canções napolitanas como “O Sole Mio”.

Já a mãe de Andrea, Ana Maria, dava aulas de violão e de acordeom e gostava de soltar a voz com as três filhas, em pequenos recitais caseiros.

“Além das óperas que o meu pai colocava na vitrola, com todo entusiasmo e volume, eu cresci ouvindo a minha mãe tocar ao violão o diverso repertório de Dorival Caymmi, que mais tarde se tornou ainda mais envolvente para mim, quando me deparei com a literatura de Jorge Amado”, conta Andrea – que, aliás, ainda teve por intermédio do avô materno, Oscar (que era médico e barítono nas horas vagas), uma preciosa introdução à música folclórica brasileira – em especial, a obra de Hekel Tavares.

Em suma: o melhor dos mundos musicais estava bem ali, dentro do lar da futura intérprete da MPB.

Nos primeiros anos de vida, Andrea Ferrer ouviu um cancioneiro que ia dos clássicos da ópera e das composições imortais de Tom Jobim e Vinícius de Moraes aos sucessos de Dolores Duran, Maysa, Chico Buarque e Roberto Carlos (cantor que, por sinal, despertou seu gosto pela canção pop romântica).

Logo, Andrea também começou a querer participar da farra musical. “Muitas vezes, os versos do Poetinha eram entremeados às canções dele e declamados por mim, quando a minha família se apresentava entre amigos”, lembra.

Assim, não poderia dar outra: logo que entrou na adolescência, Andrea já estava compondo suas primeiras canções, junto com a irmã Daniella – uma delas, “Nas Nuvens”, acabou até sendo gravada pela cantora em seu mais recente disco, Andrea Ferrer.

Vida que segue, Andrea começou a estudar teatro e a participar de montagens
cênicas. Na TV, apareceu em programas e campanhas publicitárias – tudo isso, enquanto ainda cursava Serviço Social na universidade.

O teatro, porém, acabou falando mais alto e, em certa altura, ela resolveu apostar num sonho, largar tudo e se mudar para o Rio de Janeiro, onde encontraria melhores oportunidades para se projetar artisticamente.

Uma vez na cidade, fez cursos em instituições como a Casa de Arte de Laranjeiras (CAL) e o Tablado. Também participou de novelas, de programas de TV, de montagens teatrais e até de espetáculos mistos de recital e musical, como Canto às Criaturas (que ficou em cartaz por quatro meses no Teatro Paço Imperial) e Acordes (com o qual viajou para Recife), ambos ao lado do ator Carlos Vereza. Neles, a atriz ensaiou, ainda que brevemente, uma volta ao canto.

A carreira de cantora de Andrea Ferrer, no entanto, deslancharia na virada do milênio, com uma série de shows (Pensando em Ti, Séculos e Caetaneando, este um exercício lúdico a partir da obra de Caetano Veloso, reunindo música, poesia e teatro), que ela apresentou em badaladas casas cariocas como o Mistura Fina, o Mika’s, o Merci Piano Bar, Vinícius, o Bastidores, a Casa Julieta de Serpa, o Teatro Café Pequeno e os teatros do SESC.

Com Caetaneando, a cantora ainda foi a Curitiba, Florianópolis, Brasília e Salvador. Já Séculos, fruto de uma parceria com o baixista e produtor musical Luca Maciel, acabou dando origem ao seu primeiro disco, de mesmo nome, lançado em 2003, com show no Mistura Fina.

Nas faixas do CD de estréia, Andrea reuniu, sob a asa da MPB clássica, um repertório que reflete bem o ecletismo de sua formação musical. A seleção abre com o “Trenzinho do Caipira”, de Villa-Lobos, e passa por Guilherme Arantes (“Êxtase”), Secos & Molhados (“Sangue Latino”), Tom e Vinicius (“Por Toda Minha Vida”), Chico Buarque (“Todo Sentimento”) e a dupla da era de ouro do rádio, Herivelto Martins e David Nasser (“Pensando em Ti”).

Ainda no disco (e como que a reconhecer toda a importância da formação musical que teve dentro de casa), a cantora gravou uma homenagem póstuma ao pai, falecido em 1998: “Séculos”, parceria da irmã Daniella Firpo com Keko Pires.

Em 2009, com um caminho musical ainda mais bem-traçado, a cantora abriu o leque estilístico em um CD que fez questão de chamar Andrea Ferrer – aquele que melhor retratou o seu ecletismo, indo do erudito ao pop romântico com escalas no que há de mais variado no painel da música popular brasileira.

Mais uma vez com produção musical de Luca Maciel, o disco reúne composições de ninguém menos que Carlinhos Brown (“Marina dos Mares”), Ivan Lins (“Ai, Ai, Ai, Ai, Ai”), Lobão (“Chorando no Campo”), Edu Lobo (“Reza”), João Bosco (“Corsário”), Chico Buarque (“Vida”) e o sempre presente Villa-Lobos (“Melodia Sentimental”). Diferentes escolas unidas por um canto plural.

Ainda nesse trabalho, Andrea também mostrou seu lado compositora, em canções refinadas e acessíveis (em parceria com Luca Maciel) como “Poder Insano”, “Pertinho” e “O Que Ficou” – boas mostras de sua pronunciada veia pop-romântica, herdeira de Roberto Carlos e Guilherme Arantes.

Já na faixa “Nas Nuvens”, ela resgatou a parceria com a irmã Daniella Firpo, e fechou, assim, um ciclo numa carreira que o Brasil está começando a conhecer.

Andrea Ferrer é um registro mais elaborado de uma voz empenhada em traduzir o que a música brasileira tem de mais tradicional, moderna e apaixonada – e que em breve poderá ser apreciada também naquele que será a realização de seu grande sonho artístico: o musical A Cantora e o Seresteiro, de Carlos Sérgio Bittencourt.

"Para mim, não há barreiras entre o popular, o romântico e o sofisticado. Por isso mesmo, meus dois CDs traduzem exatamente o meu perfil e toda a minha trajetória", acredita Andrea – uma intérprete que tem um longo caminho pela frente e muito ainda a mostrar nos discos e palcos.

Andrea Ferrer - "Último Desejo", de Noel Rosa


Andrea Ferrer e João Carlos Coutinho em "Melodia Sentimental"


FONTE

andreaferrer

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Andréa Cleoni


Andréa Cleoni nasceu no dia 03/05/1963 na Bahia (Bahia) - Brasil. Andréa é compositora e cantora e também é professora de Inglês com licenciatura plena, Inglês/Português e Suas Literaturas pela Fafi-BH a mais de 10 anos.

Andréa que está concluindo a pós-graduação em Neuropsicologia atualmente é diretora do Colégio Estadual Abdias Menezes, em Vitória da Conquista/BA, com 80 professores e mais de 2.500 estudantes.

Andréa canta em casamentos, aniversários, barzinhos, teatros e praças públicas. Ela é compositora, já participou de vários festivais, e tem um CD gravado e várias músicas gravadas em coletâneas.

Andréa também compõe jingles de propaganda. O hino do E.C. Vitória da Conquista lançado em outubro/2006, véspera da grande final do Campeonato Baiano da 2ª Divisão, é de autoria dos esportistas Antonio Eduardo S. Moraes e Benjamin Nunes Pereira, música e voz de Andrea Cleoni, arranjo, voz e grito de guerra de Lúcio Ferraz e participação especial de Nina Ferraz.

Você Sabia?
*Andréa é compositora e cantora e também é professora de Inglês com licenciatura plena, Inglês/Português e Suas Literaturas pela Fafi-BH a mais de 10 anos.

Andréa Cleoni - Please


Amor do Mundo - Andréa Cleoni


FONTE

SITE LETRAS

Ana de Hollanda


Ana de Hollanda nasceu em uma família ligada à música, estreou aos 16 anos cantando em um espetáculo musical no colégio.

Irmã de Chico Buarque, Miúcha e Cristina Buarque, Ana de Hollanda cantou em 1968 no III Festival Internacional da Canção Popular.

Depois de participar de especiais e shows na companhia dos irmãos, Ana gravou seu primeiro disco solo, "Ana de Hollanda", em 1980, pelo selo Eldorado.

O segundo álbum só sairia 15 anos depois, pela Movieplay: "Tão Simples". Nesse intervalo, fez shows pelo Brasil e em países como Uruguai, Angola e Cuba.

Em seu repertório Ana de Hollanda inclui sambas de Noel Rosa e Geraldo Pereira, canções de Chico Buarque, bossa nova e outros estilos sempre ligados à MPB.

Ana atuou como vocalista também em discos de Toquinho, Vinícius de Moraes, Fafá de Belém, Tom Jobim e outros. Além de cantora, trabalha como atriz, principalmente em musicais.

1. DADOS PESSOAIS
Nome completo: Anna Maria Buarque de Hollanda
Nome artístico: Ana de Hollanda
Data de nascimento: 12 de Agosto de 1948
Filiação: Sérgio Buarque de Hollanda
Maria Amélia Alvim Buarque de Hollanda

2. FORMAÇÃO ARTÍSTICA

1979 a 1996 - estuda técnica vocal e interpretação com a professora e fonoaudióloga Rosemarie Shock - SP

1980 e1981 - Curso de Formação de Atores no Teatro Vento Forte - SP

1990 - Curso de Interpretação Teatral na Escola Internacional de Teatro da América Latina e Caribe - Machurrucutu, CUBA

1990 - Oficina de Técnica Vocal com o professor francês Robert Cohen, na Escola Internacional de Teatro da América Latina e Caribe - Machurrucutu, CUBA

1993 - estudou técnica vocal com a fonoaudióloga Sônia Corazza - SP

1993 - participou da Oficina de Técnica Vocal ministrada pela fonoaudióloga Glória Beutenmüller, promovido pela SMC da Prefeitura de São Paulo - SP

3. EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL NA ÁREA DE MÚSICA

1964 - estreou cantando em palcos no Teatro do Colégio Rio Branco, no show Primeira Audição, integrando o vocal Chico Buarque e As Quatro Mais - SP

1964 - o mesmo show acima é reapresentado na TV Record.

1968 - primeira gravação fonográfica, canção Dança das Rosas de Chico Maranhão, no LP do III Festival Internacional da Canção Popular.

1978 - participa como vocalista do show Tom, Vinícius, Toquinho e Miucha no Canecão - RJ - e no Anhembi - SP

1978 - participa do Especial de Fim-de-Ano Chico Buarque, da TV Bandeirantes.

1979 - participa do Especial de Fim-de-Ano Chico Buarque, da TV Bandeirantes.

1979 - convidada pelo Selo Eldorado a se apresentar como cantora-solista, acompanhada pelo maestro Édson José Alves, no programa radiofônico FM-Ineditos Apresenta Ana de Hollanda - SP

1980 - grava pelo Selo Eldorado seu primeiro LP solo, Ana de Hollanda.

1995 - grava pelo selo Movie Play seu CD Tão Simples.

1997 - grava no Song-Book de Chico Buarque a canção Lua Cheia, de Toquinho e Chico Buarque.

1980 a 2001 - apresenta-se em shows nos seguintes estados brasileiros: São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Bahia, Maranhão, Pará, Amazonas, e Pernambuco.

1980 a 2001 - apresenta em shows nos seguintes países: Angola, Cuba e Uruguai e França.

1968 a 2001 - participa de gravações como solista ou vocalista em discos de Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Toquinho, Miucha, Fafá de Belém, Chico Buarque, Christina Buarque, Chico Maranhão, entre outros.

1982 - compôs e gravou para a campanha do candidato a Governador de Estado, Franco Montoro, o "dingle" Acorda Meu Povo! - SP

1985 - fez a Direção Musical do curta-metragem Vianinha, dos diretores Gilmar Candeias e Jorge Achôa - SP

1999 - ministrou a oficina O Cantor e a Segurança Interpretativa na Música Popular, no SESC Vila Mariana - SP

1999 - ministrou cursos de dois meses para dois grupos O Cantor e a Segurança Interpretativa na Música Popular, no SESC Vila Mariana - SP

1999 - deu aulas avulsas para dois grupos do curso de canto do CEM - SESC Consolação - SP

1999 - ministrou a oficina O Cantor e a Segurança Interpretativa na Música Popular, na Universidade Livre de Música Tom Jobim - SP

1999 - ministrou o curso de dois meses O Cantor e a Segurança Interpretativa na Música Popular, no SESC Ipiranga - SP

2000 - ministrou a oficina O Cantor e a Segurança Interpretativa na Música Popular, na Oficina da Palavra - Casa Mário de Andrade da Secretaria do Estado de Cultura - SP

2000 - ministrou a oficina O Cantor e a Segurança Interpretativa na Música Popular, na Oficina Cultural Sérgio Buarque de Hollanda da Secretaria do Estado de Cultura, na Cidade de São Carlos - SP

2000 - ministrou um curso de quatro meses A Palavra e a Música, na Oficina da Palavra - Casa Mário de Andrade da Secretaria do Estado da Cultura - SP

2000 - compõe novas canções para seu novo CD.

2001 - grava pelo Selo JAM Music o CD Um Filme que sai em Agosto de 2001, promovendo shows de lançamento nas principais capitais e cidades brasileiras.

2001 - ministra o curso O Cantor e a Segurança Interpretativa na Música Popular, na Oficina Cultural Oswald de Andrade, da Secretaria de Cultura do estado de São Paulo - SP

4. EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL NA ÁREA DE TEATRO

1990 - participa como atriz do espetáculo baseado no conto O Reino deste Mundo, de Alejo Carpentier, dirigido por Amir Haddad - Machurrucutu - CUBA

1990 - escreve em conjunto com a dramaturga Consuelo de Castro a peça Paixões Provisórias.

1993 - participa como atriz e cantora da peça musical Nunca Te Vi, Sempre Te Amei, de Guto Maia, na Jornada Teatral - 1993 no Teatro SESC Anchieta, no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) e no Pícolo Teatro - SP

1993 - participa como atriz e cantora da peça João e o Pé de Feijão, com direção de Neuza Maria Faro, no Auditório Augusta e no Teatro Ruth Escobar - SP

1994 - indicada para o Prêmio APETESP-1993, como Atriz Revelação pela atuação na peça João e o Pé de Feijão - SP

1994 - participa da leitura dramática da peça Morte e Vida Severina, de João Cabral de Mello Neto, dirigida por Silney Siqueira, dentro do projeto Aberto Para Balanço, no TUCA - SP

1995 - dirigida no show Tão Simples pela atriz e diretora Éster Góes.

1980 a 1996 - dirigida e orientada cenicamente em diversos espetáculos pelo diretor e ator Fernando Peixoto.

CPC-UMES lança novo álbum de Ana de Hollanda, Só na Canção, no qual a cantora apresenta-se como letrista, em parcerias com Novelli, Jards Macalé, Nivaldo Ornelas, entre outros grandes nomes da canção popular.

Dedicada aos trabalhos culturais, com importante atuação, a cantora Ana de Hollanda afastou-se dos palcos por um tempo, mas sem deixar de lado a verve que pulsa em sua criação: concomitantemente, passou a dar ampla atenção ao ofício de letrista (já experimentado no CD anterior), dedicandose então à composição de letraspara canções de importantes parceiros.

O resultado se encontra no novo lançamento da CPC-UMES, Só na Canção, cuidadoso trabalho no qual a cantora, desdobrada em uma letrista de primeira linha, centra-se nas composições de Novelli, Jards Macalé, Nivaldo Ornelas, Lucina, Helvius Vilela, Alexandre de la Peña e Cláudio Guimarães, consolidando um novo momento de sua carreira – a de cancionista, compositora atenta à delicadeza das canções nas quais a “poesia-letra” de Ana conflui e sobressai-se harmoniosamente com o as melodias de seus parceiros.

Ana de Hollanda iniciou sua carreira artística como cantora ao lado dos irmãos Chico Buarque e Cristina, nos anos 60, e a partir daí, gradativamente, trilhou seu caminho como intérprete, sempre atenta ao bom gosto e à sofisticação em arranjos e escolha de repertório.

Em seu quarto álbum, Só na Canção (com arranjos de Helvius Vilela e direção musical e Helvius Vilela e Maurício Carrilho), a cantora e compositora atém-se a um árduo processo de criação, oferecendo-nos um conjunto de canções alinhadas conceitualmente num roteiro composto por 14 temas autorais – uma delas com música e letra de Ana, sem perder jamais o alinhamento estético ao qual se propõe: canções em sua autenticidade extrema, interpretadas pela compositora cuja inteligência musical se coloca a serviço de leituras delicadas e comedidas.

“Aproveitei as horas vagas para exercer minha musicalidade ao escutar melodias que grandes músicos e amigos me entregavam, e traduzir em palavras o que elas me sugeriam. Eu me dedicava a ouvi-las incansavelmente para assimilar cada melodia até me deixar levar pelas mais variadas imagens e sentidos: prazer, tristeza, solidão, saudade, humor, todos os seus enredos”, enfatiza a artista.

Se como intérprete Ana de Hollanda já havia impresso definitivamente seu estilo em nossa música popular – como diz o diretor artístico do CD, Marcus Vinícius de Andrade (CPC-UMES), a leveza da voz se torna mais forte diante da inteligência e sensibilidade da artista –, sua atuação como letrista comprova ainda mais a qualidade de seu trabalho, esse cada vez mais atraindo o interesse de outros intérpretes, como Simone Guimarães, que recentemente gravou Novo Amigo, parceria de Ana com Novelli, também presente em Só na Canção.

“Melodias que de leve nos acolherão”, verso de Choro por um Silêncio (letra e música de Ana), sentencia a tônica do disco, que atinge ápices de beleza em temas como Alegria de Ser (com Nivaldo Ornelas), Que me tira o juizo (com Helvius Vilela, esse ainda parceiro em Estrada da Vida, na qual embeleza a toada com sua voz), Canção pra Aninha e Balada (ambas com Jards Macalé, a segunda contando com as participações especialíssimas de Cristina Buarque, Píi e de Helvius Vilela), e a dilacerante Beija-flor, colibri (com Novelli), na qual a densidade poética da letrista nos remete, inevitavelmente, ao universo de poetas como Cecília Meireles e Mário Quintana. E isso, de fato, ocorre com a letra-poesia de Ana de Hollanda (ou com sua poesia-letra de canção) que, ao se “casar” com a música de seus parceiros, trazem à luz a canção brasileira propriamente dita, em sua verdade absoluta e transparente.

Sobre cada canção, segundo Ana de Hollanda:

1. Alegria de ser
(Nivaldo Ornelas – Ana de Hollanda)
Nivaldo me contou que a melodia de Alegria de ser foi composta numa madrugada em que ele olhou para o céu limpo e flagrou uma estrela cadente. A partir daí descrevi o deslumbramento de assistir a passagem da noite para o nascer do dia na cidade do Rio de Janeiro.

2. Beija-Flor, colibri
(Novelli – Ana de Hollanda)
A melodia de Beija-flor, colibri me trouxe, desde o início, uma sensação da nostalgia de uma pureza inatingível ou muito distante, talvez utópica. A beleza do pássaro que vive a sugar flores e a natureza em extinção me levou a lembranças e romantismos quase apagados em minha memória.

3. Estrada da Vida
(Helvius Vilela – Ana de Hollanda)
Essa toada mineira atinou em mim a imagem da estrada, e daí para a “estrada da vida” que traçamos na infância, juventude e, no decorrer dos anos, vemos se dissolver e se afastar do que planejamos até que, em dado momento, de forma inesperada, reconhecemos os sinais daquela tal estrada.

4. Choro por um silêncio
(Ana de Hollanda)
Inicialmente compus as frases musicais de um choro-canção que foi tomando caminhos estranhos, misteriosos, e daí essa letra.

5. Por si só
(Nivaldo Ornelas – Ana de Hollanda)
Foi minha primeira parceria com Nivaldo. A melodia me parece uma súplica e eu segui o que ela me dizia.

6. Tropeço
(Alexandre de la Peña – Ana de Hollanda)
Essa melodia cheia de caminhos e voltas me insinuava um enredo detalhado. Comentei com Alexandre e ele concordou que ela contava uma história e nós só tínhamos que descobrir qual era. Foi o desafio que me motivou.

7. Jogos de Azar
(Lucina– Ana de Hollanda)
Foi inspirada numa história fantástica de duas amigas que viveram até as últimas conseqüências os sonhos românticos da era hippie.

8. Canção para Aninha
(Jards Macalé – Ana de Hollanda)
Macalé compôs a melodia de Canção para Aninha a partir de uma antiga canção de ninar americana, Rock-a-bye Baby, que minha mãe cantava para os filhos e netos, assim como o fez no batizado de minha netinha Ana, no qual ele estava presente. Macal recordou-se então desse acalanto que sua avó também lhe entoava.

9. Minha Criança
(Nivaldo Ornelas – Ana de Hollanda)
Nivaldo estava com uma encomenda de canções infantis para algum trabalho e me entregou essa valsinha para letrar. Baixou uma menininha em mim e fui embora.

10. Eu e você
(Helvius Vilela – Ana de Hollanda)
Essa melodia me lembrou imediatamente o clássico Tea for Two. Daí emendei pra um “me for you and you for me”, ambientado para nossas praias.

11. Novo amigo
(Novelli – Ana de Hollanda)
Essa melodia é de uma tristeza dilacerante. Para encontrar palavras que traduzissem a dor que ela me provocava, eu criei situações, sensações, chorei junto, enfim, até hoje cobro Novelli pelo tanto que me fez sofrer.

12. Que me tira o juízo
(Helvius Vilela – Ana de Hollanda)
Esse bolero não me motivava a pensar, sentir nada a não ser uma vontade louca de dançar e me deixar levar por esse ritmo delicioso. Fiz isso por um bom tempo até perceber que era exatamente esse o mote.

12. Balada
(Jards Macalé – Ana de Hollanda)
Balada me lembra aquelas músicas americanas que nós, as irmãs, e às vezes os irmãos, cantávamos em casa, e cada um fazia sua gracinha. Chamei Miúcha, Piii e Cristina, e dividimos as vozes. Na véspera da gravação Miúcha caiu e fraturou o pé, o que a impediu de subir os cinco lances de escadas estreitas do estúdio. Assim, as três “Hollandetes” (batizadas pelo Maurício Carrilho) gravaram-na, permitindo, por motivos óbvios, a participação vocal do Hélvius Vilela.

13. Só na canção
(Cláudio Guimarães – Ana de Hollanda)
Essa é uma daquelas belas canções que por si só dizem tudo. Na medida em que eu escutava, pensava em tantas canções que descrevem histórias fictícias ou não, e emocionam sempre porque tornam presentes situações fortes que talvez nunca tenham existido. Mas o que importa é que a canção tem a capacidade de tornar imortal aquele momento ou sentimento.

Samba Triste - Ana de Hollanda


No Rancho Fundo - Ana de Hollanda


FONTE

Site Oficial

Ana e Jorge


"Ana & Jorge" é o nome de um espetáculo de grande sucesso realizado no ano de 2005 em São Paulo com os cantores Ana Carolina e Seu Jorge. O sucesso de público gerou um CD e um DVD com gravações ao vivo.

Ao serem convidados pela casa de shows Tom Brasil, Ana Carolina e Seu Jorge não imaginavam o sucesso que a parceria musical alcançaria.

A princípio, os cantores iriam inaugurar o projeto Tom Acústico com apenas um dia de apresentação. A procura foi tão grande que o show se estendeu para outros dois dias.

No repertório, cada um canta seus sucessos, além das interpretações em duo, como "É Isso Aí", e uma versão feita por Ana para a canção "The Blower´s Daughter", de Damien Rice.



Sem roteiro, e livre para o improviso, o encontro acaba de ser lançado agora no CD e DVD Ana e Jorge ao Vivo.

O disco ao vivo "Ana e Jorge" ganha também edição em DVD. Em shows os cantores e compositores aparecem em momentos solo e juntos tocando músicas próprias e composições de nomes como Lecy Brandão e Chico Buarque, entre outros, em um clima informal de "encontro de amigos pra fazer um som".

Com violões, baixo elétrico, pandeiros e clarinete, Seu Jorge e Ana Carolina apresentam versões acústicas despretensiosas que privilegiam a simplicidade. O cantor abre a noite sozinho, com a canção "São Gonça", do grupo Farofa Carioca.



O sucesso "Carolina", quinta música da noite, é a deixa para Ana Carolina entrar no palco. A partir daí, a dupla apresenta uma primeira seqüência de músicas como "Tanta Saudade", "Nega Marrenta" e o atual hit "É Isso Aí", versão para "The Blower's Daughter". "É Isso Aí" foi considerada a canção de maior sucesso do álbum, sendo lançada como primeiro single.Vendeu 300 mil no Brasil, sendo certificado de três vezes platina.



Ana Carolina tem então seu momento solo, com canções como "Notícias Populares" e "Mais Que Isso", para em seguida receber de novo o amigo para mais quatro músicas --entre elas a swingada "O Beat da Beata"--, que encerram a noite de reunião dos cantores e seus respectivos fãs.

Os extras do DVD trazem mais cenas do show, fotos e imagens da dupla em uma roda de samba interpretando canções de Dona Ivone Lara e outros sambistas.



Você Sabia?

*Celebrando o grande sucesso de Estampado, Ana Carolina lança Ana & Jorge, o álbum que registra um show que a cantora fez em parceria com Seu Jorge em agosto de 2005, em São Paulo. Uma apresentação belíssima em formato acústico, possibilitando que os dois mostrassem suas canções de uma forma mais próxima à maneira como foram criadas. O repertório inclui "É Isso Aí", uma versão de Ana para "Blower´s Daughter" (Damien Rice), do filme Closer, canções das carreiras solo de ambos e dois textos de Elisa Lucinda, musicados pela dupla: "Só de Sacanagem" e "Alfredo é Gisele".



FONTE

Wikipédia

Ana Carolina


Ana Carolina Souza (Juiz de Fora, 9 de setembro de 1974) é uma cantora, compositora, arranjadora e instrumentista brasileira de Pop, Pop Rock, Bossa Nova, Samba e MPB. Ganhadora de 4 Prêmio Multishow de Música Brasileira, 3 Troféu Imprensa e 1 Prêmio TIM de Música. De 1999 até hoje lançou nove álbuns e cinco Digital Versatile Disc, vendendo dois milhões de discos. Ela é uma das cantoras que mais venderam na década de 2000.

Carreira

Ana Carolina nasceu no dia 9 de Setembro de 1974 em Juiz de Fora em Minas Gerais. Logo aos dois meses de idade ela perdeu o pai, que morreu de trombose. Ana tem um irmão e uma irmã, chamada Selma que é 14 anos mais velha.

Sua influência musical vem do berço. Sua avó cantava em rádio, seus tios-avós tocavam percussão, piano, cello e violino. Ana Carolina cresceu ouvindo ícones da música brasileira Chico Buarque, João Bosco, Maria Bethânia; na sua preferência internacional destaca-se Nina Simone, Bjork e Alanis Morrissete. Ainda na adolescência, iniciou a carreira de cantora apresentando-se em bares de sua cidade natal.

Sua mãe era proprietária de um salão de cabeleireiro e, Ana fazia do local seu palco, usava como microfone um rolo de cabelo e cantava versos de Caetano, entre outros. Morava no bairro Granbery, e estudou no Instituto Granbery da Igreja Metodista a maior parte de sua vida.

Aos 12 anos, começou a tocar violão, sozinha, apenas ouvindo, inspirada pelos também mineiro João Bosco. Com apenas 16 anos descobriu ter diabetes, depois de emagrecer 6 quilos de uma hora para outra, ter enjôos e depois de ser internada descobriu a doença quando sua glicemia chegou a 600.

Conhecida por seu registro vocal grave, é classificada como contralto, porém, pode alcançar notas relativamente agudas, portanto, tendo uma grande extensão vocal. Isso a ajudou muito em sua carreira, possibilitando-a interpretar uma ampla variedade de músicas e estilos.

Começou profissionalmente aos 18 anos nos barzinhos da cidade com o repertório de Jobim, Chico, Ary Barroso e outros clássicos. Em entrevista, Ana diz que sua experiência em bares foi, para ela, uma escola, além de cantar sucessos do rádio, já cantava outras canções.

Foi quando Ana Carolina conhecera Luciana David e Keley Lopes, duas estudantes de Comunicação, que gostaram do que ouviram e se tornaram suas empresárias. Então, começaram a surgir convites de mais bares nas cidade vizinhas e, acompanhada sempre pelo amigo e percussionaista Knorr, rodou alguns quilômetros da Zona da Mata mineira. Nesse tempo, Ana começou a compor, contudo essas não foram interpretadas tão cedo.

Ana fez um cursinho pré-vestibular no Colégio e Curso Meta ingressando na faculdade de Letras, na Universidade Federal de Juiz de Fora, onde cursou por pouco tempo.

Conforme o tempo foi passando, Ana ia se tornando mais conhecida, até o dia em que foi convidada para participar em shows maiores, como na abertura do concerto da Orquestra Internacional de Ray Conniff, em 1997.

Posteriormente, o italiano Máximo Pratesi convidou alguns artistas para se apresentarem em Roma. Além de Ana, ele convidou o grupo de mpb da cidade, o Lúdica Música. No Rio, onde assinariam o contrato, Pratesi descobre que Ana era diabética, desistindo de fechar o negócio. No Rio, Ana, muitas vezes, ficava hospedada na casa da amiga Cássia Eller.

Fiquei triste num primeiro momento, mas depois agradeci por não ter ido, pois o fato de eu ter ficado aqui me permitiu crescer e amadurecer na música, a ponto de gravar meu primeiro disco anos depois e ser sucesso no Brasil — Ana Carolina

Depois de realizar vários shows em Belo Horizonte, um rapaz chegou ao camarim com a letra de uma música que compôs enquanto a assistia. Esse rapaz, era o compositor gaúcho, José Antônio Franco Villeroy que se tornaria um dos melhores amigos e parceiros de Ana, a música era "Garganta" - música que foi o primeiro sucesso da carreira da cantora. "Depois me lembrei que conhecia Totonho, eu tinha ido a um show dele no Rio, no Mistura Fina, e adorei, tanto que comprei os dois discos independentes dele.", recorda Ana…

Com a finalidade de fazer da música uma profissão, Ana deixa o curso de Letras e segue para o Rio. Em um show no Mistura Fina, Luciana De Moraes (filha de Vinícius de Moraes) encanta-se com a sua voz grave e cheia de melodia. Resultado, em apenas 15 dias, a jovem e promissora cantora assinou um contrato com a BMG.

Em 1998, ela se apresentou no Hipódromo e no famigerado bar Mistura Fina, e na plateia estava a neta de Vinicius de Moraes, Luciana, a qual entregou uma fita demo. Depois de quinze dias, Ana estava com proposta de duas gravadoras, contudo, assinou o contrato com a BMG. Isso fez com que ela se mudasse para o Recreio dos Bandeirantes, e começasse a produzir seu primeiro álbum, Ana Carolina.

Naquele ano, duas canções desse trabalho foram parar em duas trilha sonoras de novelas da TV Globo: "Garganta" foi para em "Andando nas Nuvens" e "Tô Saindo" parou na sucessora, "Vila Madalena". "Nada pra Mim", uma inédita composta por John, do mineiro Pato Fu, integrou a trilha de Malhação, em 2000, mesmo ano em que veio a indicação à primeira edição do GRAMMY Latino, na categoria brasileira de "Melhor Álbum Pop Contemporâneo".

Com o álbum, Ana ganhou disco de ouro pelos 250 mil cópias vendidas e foi apontada como "a grande promessa da MPB", comparada com Cássia Eller e Zélia Duncan. Em 2001, Ana Carolina fez composições e interpretou música para o filme "Amores Possíveis", "Velas e Vento" e "Margem da Pele", esta última é interpretada por Paula Lima.

Assim, em 1999, chegou ao público de todo o Brasil o CD “Ana Carolina”. O CD, uma verdadeira obra de arte, resgastou os clássicos antigos da MPB (“Beatriz”, “Alguém me disse” e “Retrato em branco e preto” de Chico Buarque) passa pelo Pop de Lulu Santos (“Tudo bem”) e revela Ana Carolina como compositora (“A canção tocou na hora errada”, “Trancado”, “Armazem” e “O avesso dos ponteiros”) e também a Totonho Villeroy (“Garganta” e “Tô saindo”), que passa a ser o seu grande parceiro em composições. Foi através desse CD que Ana Carolina foi indicada ao Grammy Latino.

Ana Carolina conta, hoje, com inúmeras canções de sucesso, entre elas o single "Quem de Nós Dois", "Encostar Na Tua", "Uma Louca Tempestade", "Rosas" e "Carvão".

Em Abril do mesmo ano, o segundo álbum, Ana Rita Joana Iracema e Carolina, com onze letras compostas por ela e, as várias mulheres criadas por Chico Buarque, fazem parte do título do álbum, como uma homenagem que a cantora faz ao seu grande ídolo.

O álbum vendeu 100 mil cópias, e ficou com duas semanas com o 2° mais vendido do Rio de Janeiro e São Paulo e, em 15 dias foi contemplado com o disco de ouro, depois de platina, ultrapassando a marca de 300 mil exemplares. "Quem de Nós Dois (La Mia Storia Tra le Dita)", versão de Ana e Dudu Falcão para um sucesso italiano dos anos 1990, que fez parte da trilha de mais uma novela das 7, Um Anjo Caiu do Céu.

Em 1° de Maio de 2001, às cinco da manhã, Ana saía do apartamento de Paulinho Moska, no Leblon, em direção ao seu na Barra, quando na Av. das Américas perdeu o controle do seu Mercedes-Benz Classe A, que se espatifou contra um poste. Ainda lúcida, foi resgatada e levada para a UTI do Hospital Barra D'Or. Ana sofreu fratura na tíbia e um corte na cabeça, um pouco acima da orelha, onde foram necessários 30 pontos. Em consequência disso, o início da turnê foi adiado.

Em agosto de 2003, lança seu terceiro álbum, batizado de Estampado, Ana diz que ele tem a sua cara. O disco é mais rock'n'roll, o violão nervoso de Ana guia todos os seus batimentos, e os gritos são mais do que confissões. São 13 canções próprias e novos parceiros, como Chico César e Seu Jorge.

Em outubro de 2003, Ana lança o DVD "Estampado", um documentário que contém os bastidores da gravação do álbum, a fase de composições, gravação e finalização, com bate-papos com João Bosco, Chico Buarque e Maria Bethânia, entre outros amigos.

Estampado rendeu 100 mil cópias. O álbum foi considerado o melhor de sua carreira e por todos os cantos se ouvia Ana Carolina, tanto que recebeu disco de ouro em 2004.

Como se não bastasse, Ana lançou o segundo DVD, Estampado - Um Instante Que não Para", gravado no Claro Hall, com a presença de 9 mil pessoas. Nessa versão, encontramos as canções "Vestido Estampado", "Sinais de Fogo", "Outra Vez" e "Eu Gosto é de Mulher", sucesso de 20 anos atrás do Ultraje a Rigor, agora transformado em discurso gay.

Em 2005, chegou ao mercado Perfil, coletânea de sucessos que logo alcançou o lugar mais alto no ranking dos mais procurados, com mais de 320 mil exemplares vendidos. O álbum rendeu a Ana três certificados: de Platina, Platina Duplo e Diamante, no mesmo ano de lançamento. No Brasil, foi o quarto CD mais vendido de 2007.

Ana & Jorge

Ana & Jorge, foi gravado durante o projeto "Tom Acústico" de 2004, promovido pela casa de shows paulista Tom Brasil (Hoje HSBC Brasil), que reúne artistas de diferentes gêneros musicais, mas com grandes afinidades. O show rendeu um álbum e um DVD, intitulado "Ana & Jorge", lançado pela gravadora Sony no ano seguinte, obtendo ótima receptividade de público e crítica. O single "É Isso Aí (The Blower's Daughter)", uma versão de Ana Carolina para The Blower's Daughter, do cantor Damien Rice, estourou nas rádios.

A partir de agosto de 2006, Ana Carolina passou a integrar o corpo de apresentadoras do programa Saia Justa, no canal GNT. A partir aí, lançou um novo álbum, o duplo Dois Quartos. Assim, como os antigos discos de vinil, o álbum tem dois lados. Lançado pela Sony, traz discos parecidos, mas com personalidades diferentes: O primeiro, "Quarto", traz faixas de trabalho e o pop tradicional de Ana, conhecido pelas rádios e pelos fãs. O segundo, "Quartinho", Ana ousa outras linguagens e novos formatos.

Neles, a cantora se supera, em maturidade, criatividade e em ousadia, apresentando faixas como "Cantinho", numa letra cheia de desejos proibidos, e 'Eu Comi a Madonna", em que fala de mulheres provocantes. Outras músicas se destacaram, como "Rosas", "Carvão" - que foi incluída na trilha sonora da telenovela Paraíso Tropical, da Rede Globo -, "Aqui", "Nada te Faltará", "Vai" (composta por Simone Saback), "Ruas de Outono" e "O Cristo de Madeira". O álbum rendeu a Ana Carolina o Prêmio Multishow 2007 na categoria Melhor Cantora.

O sétimo álbum de Ana Carolina foi gravado nos dias 24 e 25 de novembro de 2007 no Credicard Hall, em São Paulo. O show teve 20 canções, a maioria do sexto álbum: "Nada te faltará", "Rosas", "Tolerância" e "Ruas de Outono". Entre as surpresas, há a canção que fez para Mart'nália "Cabide" e "Eu Que Não Sei Quase Nada do Mar" composta com Jorge Vercilo para Maria Bethânia, e ainda teve a regravação de "Três", sucesso de Marina Lima). O ponto alto do show fica por conta de É Isso Aí, cantada e executada ao piano. "Multishow ao Vivo: Dois Quartos" venceu o Prêmio Multishow 2008 na categoria Melhor Show e foi indicado a melhor DVD de música no Prêmio Multishow em 2009.

Aqui - Ana Carolina


Ana carolina - Eu e Você


Quem de Nós Dois - Ana Carolina


FONTE

fãclubeoficial

Wikipédia

Itamar de Assumpção


Itamar de Assumpção (Tietê, 13 de setembro de 1949 — São Paulo, 12 de junho de 2003) foi um compositor, cantor, instrumentista, arranjador e produtor musical brasileiro, que se destacou na cena independente e alternativa de São Paulo nos anos 1980 e 1990.

Itamar Assumpção foi um dos grandes nomes e contribuidores da cena alternativa que dominou São Paulo nos anos 70-80 do século XX, movimento que convencionou-se chamar de Vanguarda Paulista. A Vanguarda Paulista reuniu artistas que decidiram romper o controle das gravadoras sobre a produção e lançamento de novos talentos nos anos finais da Época das Trevas Modernas - anos anteriores a Internet.

Os representantes desse movimento eram artistas que produziam e lançavam seus trabalhos independentemente das grandes gravadoras, eram os - hoje pecas de museu - LPs. Criavam suas próprias micro-empresas e gerenciavam a si mesmos.

Itamar Assumpção era nome frequente na lista de shows do Teatro Lira Paulistana em Pinheiros, palco que foi denominador comum a todos os membros da Vanguarda Paulista - todos os representantes do movimento invariavelmente por ali passaram - Quem não cantou no Lira, não Sonhou' já disse o poeta da Vanguarda Paulista, J'Cor (Le Dantas & Cordeiro).

Itamar, ao lado de Arrigo Barnabé, Grupo Rumo, Premê (Premeditando o Breque), dos Pracianos - Dari Luzio, Pedro Lua, Paulo Barroso, Le Dantas & Cordeiro e outros, marcou sua obra basicamente por não ter tido interferência dos burocratas das gravadoras, o que fez com que sua obra fosse tida por tais 'gerentes' e críticos de cultura rasa, como 'difícil'.

Esses artistas, pela rebeldia, ousadia e audácia ganharam a alcunha de "Malditos". Itamar detestava tal rotulo e retrucava. A polemica era outra área na qual dava-se bem, talentoso que era com as palavras não só no âmbito poético. O duelo verbal lhe apetecia como forma honesta de defender a integridade do artista assim como - ao observador atento assim parecia - dava-lhe prazer triturar argumentos dos que com cultura limitada tentavam dirigir o processo de criação do artista.

Em uma de suas tiradas mais famosas disse: 'Se tivesse que ouvir conselho, pediria ao Hermeto Pascoal...' ou então: "Eu sou artista popular!", bradava indignado. Entre suas canções mais conhecidas estão: "Fico Louco", "Parece que bebe", "Beijo na Boca", "Sutil", "Milágrimas", "Vida de Artista", "Dor Elegante" e "Estropício".



Francisco José Itamar de Assumpção nasceu em Tietê (interior de São Paulo) no dia 13 de setembro de 1949. Conhecido como "maldito da MPB", o músico misturou samba com rock e funk, entre outros ritmos, em letras impregnadas de sátira e crítica social.

Teve forte presença na vanguarda paulista ao lado do amigo Arrigo Barnabé, da banda Sabor de Veneno, Premeditando o Breque e Grupo Rumo.

Foi influenciado pelos trabalhos de músicos de variados gêneros, como Adoniran Barbosa, Cartola, Jimi Hendrix e Miles Davis, além de poetas como Paulo Leminski e Alice Ruiz.

Bisneto de escravos angolanos, cresceu em Arapongas, no Paraná, onde se mudou aos 12 anos. Chegou a cursar até o segundo ano de Contabilidade, mas abandonou a faculdade para fazer teatro e shows em Londrina.

Aprendeu a tocar violão sozinho e, ouvindo Jimi Hendrix e arranjos de baixo e bateria, apaixonou-se pelo baixo. Mudou-se para São Paulo em 1973 para se dedicar à música.

Começou a se apresentar em shows no final da década de 70, na Lira Paulistana em São Paulo.

Seus três primeiros LPs, todos independentes (Beleléu leléu eu, 1980; As Próprias Custas S.A., 1983; Sampa Midnight, 1986), foram relançados em CD pela Baratos Afins em 1994. Seu único LP produzido por uma grande gravadora e da Continental, intitulado Intercontinental! Quem diria! Era só o que faltava..., de 1988.

Em 1994 lançou a série Bicho de Sete Cabeças (três LPs também na forma de dois CDs), acompanhado pela banda Orquídeas do Brasil. Em 1995 lançou um CD com músicas de Ataulfo Alves que foi premiado como melhor do ano pela APCA.

Entre composições suas que fizeram sucesso com outros interpretes estão Nego Dito, com o sambista Branca de Neve, e Já deu pra sentir, com Cássia Eller.

DISCOGRAFIA

Vasconcelos e Assumpção - isso vai dar repercussão, Elo Music/Boitatá, 2004. Com Naná Vasconcelos.
Pretobrás, Atração, 1998.
Ataulfo Alves por Itamar Assumpção - Pra Sempre Agora, Paradoxx, 1996.
Bicho de Sete Cabeças Vol III, Baratos e Afins, 1993.
Bicho de Sete Cabeças Vol II, Baratos e Afins, 1993.
Bicho de Sete Cabeças Vol I, Baratos e Afins, 1993.
Intercontinental ! Quem Diria! Era Só o Que Faltava !!!, Atração, 1988.
Sampa Midnight - isso não vai ficar assim, independente, 1983.
Às Próprias Custas S/A. Lira Paulistana, 1981.
Beleléu, Leléu, Eu. Lira Paulistana, 1980.

PARCEIROS

Ademir Assunção
Alice Ruiz
Alzira Espíndola
Bocato
Chico César
Luiz Tatit
Paulo Leminski
Paulo Lepetit
Vange Milliet
Arrigo Barnabé
Vânia Bastos
Suzana Salles
Virgínia Rosa

MÚSICOS QUE JÁ GRAVARAM ITAMAR

Cássia Eller
Denise Assumpção
Luiza Possi
Ney Matogrosso
Rita Lee
Tom Zé
Vange Milliet
Zélia Duncan
Naná Vasconcelos
Branca Di Neve
Ceumar
Bocato

FONTE

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Ana Cañas


Ana Cañas é diferente de todas as cantoras que você já ouviu falar. Quando criança, ela não cantava em churrasco de família e não ouvia a coleção de vinis dos pais nos toca-discos de sua casa. Ela também não fez aula de canto e sempre teve o sonho de ser professora de teatro. Aos 22 anos tudo isso mudou. Ana descobriu o jazz, e com o ritmo, a sua própria musicalidade. Em 2007, aprendeu a tocar violão, lançou o primeiro disco independente e foi considerada uma das maiores revelações da MPB.
(Revista Contigo)

O curioso é descobrir que Ana Cañas virou cantora quase por acaso. Anos atrás, estudante de Artes Dramáticas da USP, ela foi fazer um teste para uma peça de teatro. O espetáculo trazia na trilha sonora uma canção do repertório da cantora americana Ella Fitzgerald. Ana se apaixonou pela canção e pôs na cabeça que seria cantora. Peregrinou por casas noturnas até se fixar no Baretto. Ali, chamou a atenção de Chico Buarque e Caetano Veloso, entre outros grandes nomes da MPB. (Revista Veja)

Nando Reis e Ana Canas - Pra Voce Guardei O Amor


O ex-Titã Arnaldo Antunes, que assina com Ana Cañas cinco faixas do disco, era conhecido apenas “de estrada” e foi sugestão do produtor. “Da primeira vez que o vi, eu chorei. Ele é um gênio, tem muita intimidade com a palavra. É um poeta cru e quente. Bastaram alguns vinhos durante uma noite para fazermos quatro letras”, conta a artista.(Ana Cañas - G1)



O excelente disco de estréia de Ana Cañas prima por ser autoral, audacioso e distante do que se convencionou denominar MPB. Amadurecida por mais de cinco anos em jam sessions na noite de São Paulo, a cantora imprime nas canções do álbum uma atmosfera jazzística, usando e abusando de um andamento musical imprevisível e inovador.

Carismática, sua poderosa voz de contralto fez dela uma das grandes descobertas recentes da música brasileira, antes mesmo de gravar o primeiro disco, já sendo apreciada por gente como Chico Buarque, Toquinho, Seu Jorge e uma infinidade de jazzófilos que batem ponto no Baretto, muito provavelmente o melhor piano-bar do Brasil, onde Ana se apresentou nos últimos anos.

Talvez provenha do Baretto - onde os músicos cultivam o hábito de tocar por satisfação própria -, a liberdade e a autonomia que essa paulistana de 27 anos exibe não só ao cantar, como também ao compor. São dela, com seus parceiros, sete das dez faixas do muito bem-vindo “Amor e Caos”.

Nas canções, por vezes, Ana subverte modelos de cantigas infantis para tratar da condição humana falando de si com universalismo, sem se levar tão a sério, mas também sem fazer qualquer tipo de concessão comercial.

A segunda faixa, intitulada “A Ana”, por exemplo, carrega esta expressão em 25 dos 28 versos, divididos em estrofes como esta: “Foi a Ana que fez/ Foi a Ana que foi/ Foi a Ana em fá/ Foi a Ana, foi”. E a música é uma maravilha, sob todos os aspectos.

Os arranjos, que ficaram por conta de Fabá Jimenez e Alexandre Fontanetti, parceiros de Ana nas composições, esbanjam inventividade, tirando sempre que possível as sonoridades mais surpreendentes de cada instrumento. Isso desde o início da deliciosa faixa de abertura, “Mandinga não”, em que Fontanetti coloca a sua guitarra synth praticamente para silvar, no início de uma viagem que vai acabar na fantástica interpretação de Ana para “Rainy Day Women”, de Bob Dylan, em dueto memorável com o violão tenor do mesmo Fontanetti.

Além de Bob Dylan, o disco conta com uma regravação de Caetano, “Coração vagabundo”, que ficou ao mesmo tempo mais singela e arrebatadora na voz de Ana; e outra de Jorge Mautner, “Super mulher”, que conta com a luxuosa percussão de Naná Vasconcelos, outro entusiasta do trabalho da cantora, que acabou se escalando como convidado especial do álbum, depois de se encantar com a faixa “Devolve Moço”.

A propósito, “Devolve Moço” deve ter encorajado Ana a fazer um trabalho tão audacioso. Pré-lançada no Site My Space, a canção rendeu um formidável feedback obtendo em menos de três meses mais de 5 mil acessos. Mas talvez seja a impactante “Vacina na Veia” a canção que melhor traduza a coragem de Ana (“Pra onde foi? Onde ficou aquela coisa verdadeira? / O forte ficou fraco, e do homem fez-se o rato/ (...) Vacina na veia para não cair na teia (...)

Outra faceta da artista que não pode ser desconsiderada é o fato de ela ser formada em artes cênicas. Ana diz que o teatro brasileiro não perdeu nada, muito pelo contrário, com sua desistência de ser atriz para abraçar a música, mas a verdade é que ela veste e interpreta as canções de uma forma tão particular e plena que mais parece possuída por uma personagem. O vasto leque de nuances tonais da belíssima “Cadê você” explicitam esse traço da Ana cantora.

“Para todas as coisas” vale como uma auto-entrevista, em que ela cita algumas de suas admirações. Há Guimarães Rosa, Marisa Monte, Clarice Lispector e Machado de Assis, além de outras confidências tão ou mais reveladoras. Em “?” (sim é este o ‘nome’ da música), Ana também se expõe, mas só que, em vez de responder, ela apenas faz indagações. As duas canções, lado a lado no disco, corroboram o talento e a versatilidade da Ana Cañas compositora.

Enfim, “Amor e Caos” deve ser saudado como um dos melhores discos de estréia dos últimos anos da música brasileira, seja pelo surgimento da compositora, seja pela afirmação da cantora. Em 2009 lançou Hein?, que contêm o hit "Esconderijo", da trilha sonora de Viver a Vida.
Esconderijo - Ana Cañas - videoclipe oficial


Ana Cañas -- Codinome Beija-Flor


FONTE

Wikipédia