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"Acho que finalmente me dei conta que o que você faz com a sua vida é somente metade da equação. A outra metade, a metade mais importante na verdade, é com quem está quando está fazendo isso."

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Zé Fortuna e Pitangueira


Os irmãos José Fortuna (Itápolis, 2 de outubro de 1923 — São Paulo, 10 de novembro de 1983) e Elclides Fortuna (Itápolis, 1928), conhecidos como: Zé Fortuna e Pitangueira, foram uma dupla de cantores de música sertaneja raiz do Brasil.

Zé Fortuna foi cantor, compositor, autor teatral e ator. Começou a compor ainda criança, quando acompanhava o pai em andanças pela lavoura, escrevendo versos no chão de terra com um pedaço de madeira.

Com 11 anos de idade compôs "Quinze a sete", numa homenagem a seu time de futebol.

Em 1947, José Fortuna e Elclides Fortuna, criaram a dupla Zé Fortuna e Pitangueira.

No mesmo período, mudaram-se para São Paulo onde conheceram o acordeonista Juventus Merenda. Os três formaram então um trio no qual Merenda ficou pouco tempo.


Em 1948, conheceram o acordeonista Coqueirinho, formando com ele o trio "Os Maracanãs".

Apresentaram-se no mesmo ano na Rádio Record de São Paulo.

Em 1953, a acordeonista Rosinha substituiu Coqueirinho, e Os Maracanãs passou a atuar com sucesso no programa "Terra, sempre terra", na Rádio Piratininga em São Paulo.

Em 1956, gravaram o cateretê "O selo de sangue", de Zé Fortuna e Pitangueira, e um de seus maiores sucessos.

Em 1957, emplacaram outro sucesso com a valsa "Lenda da valsa dos noivos", de Zé Fortuna e Pitangueira.

Em 1958, passaram a atuar na Rádio Bandeirantes.

Em fins dos anos 1950, passou a fazer parte do trio o acordeonista Zé do Fole, em lugar de Rosinha, dando assim forma definitiva ao trio "Os Maracanãs" até a sua dissolução, em 1973.

Em 1959, gravaram a valsa "Paineira véia", de Zé Fortuna, e que tornou um dos maiores sucessos do trio.



Em 1960, interpretaram a composição "Sob o céu de Brasília" na inauguração da nova capital brasileira, e considerado como o hino inaugural de Brasília.

No mesmo ano, gravaram a guarânia "Por que?", de Zé Fortuna e Pitangueira e o tango "O tango do adeus", de Zé Fortuna e Lucílio Antunes dos Santos.

Em 1961, fizeram grande sucesso com a valsa "Retalhos de amor", de José Fortuna, no mesmo disco em que gravaram o tango "Divina pecadora", de José Fortuna e Pitangueira.

Em 1962, foram para a Rádio Tupi. Em 1962, fizeram sucesso com a guarânia "Lembrança", de José Fortuna.



Em 1963, gravaram o tango "Justiça de um filho", de Leo Canhoto.

Em 1964, passaram a atuar na Rádio Nove de Julho, em São Paulo.

Em 1965, transferiram-se para a Rádio Nacional, também em São Paulo.

Ao longo dos anos 1950 e 1960, apresentaram-se nas principais rádios de quase todos os estados do Brasil.

Em 1968, lançaram o LP "O Sol e a Lua".

Gravaram cerca de 40 LPs e diversos discos em 78 rotações. A maior parte das gravações do trio eram composições dos irmãos José Fortuna e Pitangueira.

Em 1979, a Secretaria do Trabalho do Estado de São Paulo, oficializou “O Hino do Trabalhador Brasileiro”, de José Fortuna e Carlos Cezar.

Em 1981, no Festival da Rádio Record, concorrendo com mais de dez mil composições, obtêve o primeiro lugar com a música “O VAI E VEM DO CARREIRO”, além de ganhar, juntamente com Carlos Cezar, os troféus de melhor letra, melodia, orquestração, interpretação e arranjo.

(interpretes Lauro e Lauri)

José Fortuna faleceu em 10 de novembro de 1983, vítima de doença de Chagas. Suas composições eram gravadas por grandes nomes da música sertaneja raiz como: Tonico & Tinoco, Mococa & Paraíso, Teixeirinha, Liu e Léu, etc.

Suas composições foram também regravadas por inúmeros intérpretes da Fina Flor da MPB, entre os quais, Maria Bethania, Gal Costa, Caetano Veloso, Nara Leão e Ângela Maria.

E o autor brasileiro com o maior número de músicas gravadas, deixou em 40 anos de carreira cerca de 2500 composições, destas 900 músicas inéditas; além de 42 dramas teatrais.

Segundo Iara, filha de Zé Fortuna, os irmãos Fortuna nunca se apresentaram em dupla, mas sempre como trio, Zé Fortuna, Pitangueira e Zé do Fole, também conhecidos como "Os Maracanãs".

O repertório do trio constituía-se, principalmente, de tangos, valsas e guarânias. Interpretavam, também, canções humorísticas, excelentes para o ambiente circence, como "Mané preguiça", de José Fortuna.

Em outras composições interpretavam verdadeiras histórias musicadas, tais como "A lenda da valsa dos noivos" e "Drama da vida" e , a primeira de José Fortuna e Pitangueira e a última de José Fortuna.

No âmbito da música sertaneja pode-se afirmar que não há um intérprete que não tenha gravado obras de José Fortuna, desde Chitãozinho e Xororó, Leandro e Leonardo, João Paulo e Daniel, Milionário e José Rico, Tião Carreiro e Pardinho, Tonico e Tinoco(estes inclusive gravaram um LP com doze faixas só com obras de José Fortuna, homenageando o compositor), Sérgio Reis, Roberta Miranda, Cezar e Paulinho, Mococa e Paraíso, enfim, todos os intérpretes do gênero sertanejo, têm com certeza em seu repertório passado ou recente, obras musicais de José Fortuna.




VOCÊ SABIA??

*Um fato curioso acontecido em sua vida, foi quando da inauguração da cidade de Brasília, ocasião em que José Fortuna têve o prazer de receber das mãos do então Presidente da República Juscelino Kubitschek de Oliveira, um cartão de congratulações e mérito por sua composição “SOB O CÉU DE BRASÍLIA”, tida como o Hino Inaugural de Brasília.
*Um de seus maiores sucessos foi a versão da guarânia “ÍNDIA”, composta há sessenta anos, do outro lado de “MEU PRIMEIRO AMOR”, também versão de José Fortuna, gravados originalmente por Cascatinha e Inhana, no ano de 1952, músicas que chegaram a vender na ocasião mais de um milhão de cópias. Estas duas composições foram regravadas por dezenas de duplas sertanejas, como também por intérpretes da música popular brasileira, como por exemplo: Agnaldo Timóteo, Ângela Maria, Nara Leão, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gal Costa, que regravou “ÍNDIA”, nome dado a um de seus shows no Canecão-Rio de Janeiro. Recentemente a obra foi tema da novela global “ALMA GÊMEA”, de Walcir Carrasco, na interpretação de ROBERTO CARLOS.

*Além de compositor, José Fortuna foi também autor e escritor de 42 peças de teatro, tais como “O PUNHAL DA VINGANÇA”, “O SELO DE SANGUE”, “VOZ DE CRIANÇA”, “LENDA DA VALSA DOS NOIVOS”, “CRIME DE AMOR”, “OS VALENTES TAMBÉM AMAM”, “CORAÇÃO DE HOMEM”, etc... percorrendo por conseguinte todo o Brasil, e algumas cidades da América do Sul, com sua Companhia Teatral Maracanã. Além de escritor, atuava também como ator de destaque em todas as suas criações teatrais, e sua Companhia Teatral acabou por receber inúmeros prêmios e troféus, tornando-se assim conhecidos dentro do universo da música sertaneja como: "Os reis do teatro".

*Zé Fortuna publicou também 40 livretos com as letras de suas obras musicais e dezenas de estórias completas, todas em verso - Literatura de Cordel.

*Nos anos de 1979, 1980 e 1981, Zé Fortuna venceu os festivais consecutivamente. Em 1979, ele obteve os três primeiros lugares com as músicas: "Riozinho"(1º lugar), "Berrante de Ouro"(2º lugar) e "Brasil Viola" (3º lugar). “Berrante de Ouro”, por exemplo já tem mais de setenta regravações. Isto tudo ocorreu em meio a Festivais onde participavam mais de 13.600 concorrentes, durante um período de seis meses, com eliminatórias em todas as Capitais e grandes cidades brasileiras.



*“Meu Primeiro Amor”, a versão para “LEJANIA”, composta no mesmo ano para o outro lado de “INDIA”, e também muito regravada, foi relançada nos últimos anos pelos intérpretes Joana e Fagner. Uma curiosidade é que “ÍNDIA”, foi a responsável pela introdução da guarânia como estilo musical no Brasil, posto que até então tal gênero musical era desconhecido por aqui, não possuindo mercado propício para a sua expansão, e assim sendo, após o enorme sucesso gravado por Cascatinha e Inhana, intensificou-se o intercâmbio cultural entre Brasil e Paraguai. Estas duas guarânias, bem como outras de autoria de José Fortuna, tais como: ANAHY, SOLIDÃO, MINHA TERRA DISTANTE, VAI COM DEUS, etc... geraram inúmeras regravações, inclusive no exterior.

*Paralelamente às suas atividades como compositor, José Fortuna mantêve um trio, do qual pertencia também seu irmão Euclides Fortuna, o “Pitangueira”, formando com Zé do Fóle o Trio “OS MARACANÃS”. Eles gravaram mais de quarenta LPs e dezenas de discos ainda em 78 rotações, como também muitos compactos com músicas de José Fortuna. Apresentaram-se em todas as emissoras da Capital e do interior. Curiosamente foi o Trio que inaugurou o canal 5, hoje Rede Globo de Televisão, em 1950.

*O Rádio também foi outra de suas grandes paixões. Zé Fortuna foi radialista durante toda a sua vida artística, e apresentou o Programa José Fortuna em quase todas as Rádios da Capital: Tupi, Piratininga, Gazeta, Jornal, Record, Nove de Julho, São Paulo, Cometa, Nacional, Difusora, Globo, Morada do Sol, etc...

*Zé Fortuna teve o prazer de receber inúmeros troféus, títulos e congratulações, destacando-se dentre estes: o título de Cidadão Osasquense, o Cartão de Prata e a Medalha Anchieta por iniciativa da Câmara Municipal do Estado de São Paulo, o Título de Cidadão Paulistano, também por iniciativa da Câmara Municipal, a Sala José Fortuna no Museu de sua Cidade natal Itápolis, bem como a Avenida José Fortuna, na mesma cidade (inaugurada por ele apenas vinte dias antes de seu falecimento).

*Outras cidades também homenagearam Zé Fortuna dando seu nome à algumas praças e ruas são: São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, Guarulhos, São Paulo ( São Miguel Paulista), Osasco, Blumenau (Santa Catarina), São Carlos, Mogi das Cruzes, Mogi-Mirim, etc...



FONTE

SITELETRAS
siteoficial
saudadesertaneja

Circuito Off de Música


Ah! Se eu tivesse tempo, se estivesse por perto... não perderia nenhum dia deste Festival!!! Selecionei alguns vídeos que trazem uma amostra perfeita destes quatro grupos que prometem fazer os dias deste circuito ser inesquecíveis!!!!

A CAIXA Cultural Curitiba apresenta a 11ª edição do Circuito OFF de Música, de 21 a 30 de janeiro. O festival, tradicional na capital paranaense, apresenta shows com grupos do Peru, Argentina e Brasil e aposta na sonoridade multiétnica.

Inspirado no Montreux Jazz Festival, o Circuito OFF de Música foi criado como uma extensão da Oficina de Música, mas se consolidou como um evento independente e singular. A programação desta edição é exclusiva e se apresentam quatro grupos: os peruanos do Colectivo Palenke, os cariocas Eduardo e Roberto Taufic, o Trio Curupira de Campinas e os argentinos do Aca Seca Trio.

O grupo de arte peruano Colectivo Palenke, formado por cantores, músicos e bailarinos, apresenta um espetáculo que recria gêneros e ritmos afroperuanos, os fundido com elementos modernos e contemporâneos.



O Palenke, desde 2008, busca difundir a cultura e a história peruana, através de apresentações cheias de força e energia. Pierr Padilla Vásquez (direção, dança, percussão e toque), Antonio Vilchez (dança, percussão e toque), Eddy Sànchez (guitarra), Luís Linares (baixo) e María Del Carmen Padilla (cantora) formam o grupo.



Os cariocas Eduardo e Roberto Taufic apresentam o projeto "Dois Irmãos", celebrando a união de dois experientes instrumentistas com uma parceria criativa entre o violão e o piano. Descendentes de árabe, os irmãos possuem uma sonoridade peculiar com toques multiétnicos e uma pitada de jazz. O repertório é de composições próprias, em clima de descontração e improvisação.







O Trio Curupira, de Campinas, realiza um dos trabalhos mais criativos do gênero instrumental e foi destaque no Rock In Rio - Lisboa, em 2004. Foi também um dos finalistas no Prêmio Visa Instrumental no mesmo ano. Nascido em 1996, o grupo é composto por André Marques (pianista do grupo de Hermeto Pascoal), Fábio Gouvêa e Cleber Almeida.



O Trio Curupira, que tem como base a genuína música do Brasil, passeia por diversos ritmos e apresenta uma enorme variedade de timbres. Em suas apresentações são usadas a formação tradicional de trio (piano, baixo e bateria) e outras com flautas, cavaquinho, guitarra, percussão, escaleta, entre outros instrumentos.



Já o Aca Seca Trio, formado por Andrew Beeuwsaert (teclados), Juan Quintero (violão e vocal) e Mariano Cantero (percussão), foi criado em 1999 e é voltado para a folk music.



É referência de grupo folclórico e, em 2007, recebeu o prêmio concedido pela Fundação Konex como personalidade dos últimos 10 anos e foi nomeado pelo Prêmio Clarín como revelação do folclore.



Em seu terceiro álbum o Aca Seca contou com a participação de Liliana Herrero, Malosetti Javier, Pedro Aznar, entre outros músicos ilustres.



PROGRAMAÇÃO
21 e 22 de janeiro - sexta e sábado: Colectivo Palenke - 19h
23 de janeiro - domingo: Colectivo Palenke (Peru) - 19h e 21h
Workshop com o grupo no dia 22 (sábado) das 14h às 16h - inscrições gratuitas no e-mail
28 de janeiro - sexta: Irmãos Taufic (Rio de Janeiro) - 19h
29 de janeiro - sábado: Trio Curupira (Campinas) - 19h
30 de janeiro - domingo: Aca Seca (Buenos Aires) - 19h e 21h

FONTE
Paranaonline

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Paula Fernandes


Cantora, compositora e instrumentista, artista já foi indicada ao Prêmio TIM de Música e soma mais de 1 milhão de visualizações dos novos clipes. Paula Fernandes vive uma ótima fase em sua carreira ela vem se destacando no cenário sertanejo e ganhando reconhecimento como cantora e compositora.

A mineira radicada em São Paulo ganhou disco de platina com o álbum "Pássaro de Fogo" que ultrapassou a marca de 80 mil cópias vendidas. Paula Fernandes reúne todos os indícios de uma artista de carreira sólida e durável. Talento para cantar, compositora primorosa, destreza no violão de seis, sete e 12 cordas, segurança, carisma, espontaneidade e muita persistência e otimismo...


Cansei de mentir pra mim
E decidi o que fazer
Agora vou dizer que sim
Vou mostrar que gosto de você
Vou voando, deslizando ao vento
Sem saber aonde chegar
Se um dia vou, em pensamento
Te encontrar em algum lugar
Vou abrir os olhos, perder o medo
Deixo o sonho me levar
Vou dizer pro mundo inteiro agora
Que cansei de me enganar
Assumindo que sou todo teu
Que aprendi a te amar
E se a vida acabar agora
Contigo eu quero estar
Não vou desistir
Vou acreditar
Ter você pra mim
É melhor que o ar
Não vou desistir
Vou soltar a voz
Vou até o fim
Eu só penso em nós



VIDA E OBRA



Paula Fernandes (Sete Lagoas/MG, 28 de agosto de 1983) é uma cantora e compositora brasileira.



Começou a cantar com oito anos de idade e lançou o seu primeiro álbum aos dez, em disco de vinil. Aos doze anos, mudou-se para São Paulo e foi contratada por uma companhia de rodeios, com a qual viajou por todo o país e aprendeu muito sobre palcos.

O segundo álbum, o CD Voarei, foi inspirado no sucesso da novela Ana Raio e Zé Trovão. Dificuldades na carreira fizeram com que, aos 18 anos, desistisse da carreira artística e voltasse para Minas Gerais. Cursou Geografia e, paralelamente, tocava e cantava em barezinhos.

Após gravar o sucesso Ave Maria Natureza para a telenovela América, lançou um CD com diversos estilos musicais, embora com ênfase em sertanejo romântico - Canções do Vento Sul. Por esse álbum, foi indicada ao Prêmio Tim de Música Brasileira de 2006, na categoria de Melhor Cantora Popular.

Pra que inventar o amor? Paula Fernandes


A partir daí, Paula consolidou-se como uma cantora de bela voz, muito eclética (chegando a gravar músicas em inglês, como Dust in the Wind) e popular.

Seu sucesso Jeito de Mato, do CD Pássaro de Fogo, foi a música mais popular da telenovela Paraíso, como tema de amor dos protagonistas.



Paula Fernandes está incluída na trilha sonora da novela da Rede Globo "Escrito nas Estrelas", cujo tema de abertura é a regravação de "Quando a Chuva Passar, sucesso da cantora baiana Ivete Sangalo.



Em Outubro de 2010, Paula Fernandes gravou o seu primeiro DVD da carreira contendo os seus grandes sucessos e músicas inéditas, inclusive com participações especiais de Victor & Leo e Leonardo. O DVD será lançado no inicio de 2011.

No dia 25 de dezembro de 2010, Paula Fernandes cantou para 700.000 pessoas, participando do especial de fim de ano de Roberto Carlos, transmitido ao vivo pela TV Globo, direto da praia de Copacabana, no Rio de janeiro.



Foi uma das atrações do Show da Virada da Rede Globo, exibido no dia 31 de dezembro do mesmo ano.

FONTE
Wikipédia

Pitty


A cantora Pitty virou personagem de história em quadrinhos na nova fase da Luluzinha, lembram dela? Aquela menina fofinha de vestido vermelho e cabelos encaracolados que estava sempre lutando por espaço junto aos meninos? Pois é, ela cresceu, está agora com 16 anos e para contar as aventuras desta nova fase, a editora Ediouro lançou no dia 5 de junho/2009, a revista em quadrinhos “Luluzinha Teen e sua Turma”.


As histórias divididas em capítulos e temporadas, no estilo mangá, contam com a participação de pessoas da vida real e, no primeiro episódio, Pitty foi a convidada especial, como a madrinha da banda do Bolinha. A cantora baiana ainda fez um show e deu uma entrevista para o blog da Luluzinha (disponível para ser lida no site).

Equalize by Pitty
Composição: Peu Sousa / Pitty


Às vezes se eu me distraio
Se eu não me vigio um instante
Me transporto pra perto de você
Já vi que não posso ficar tão solta
Me vem logo aquele cheiro
Que passa de você pra mim
Num fluxo perfeito

Enquanto você conversa e me beija
Ao mesmo tempo eu vejo
As suas cores no seu olho, tão de perto
Me balanço devagar
Como quando você me embala
O ritmo rola fácil
Parece que foi ensaiado

E eu acho que eu gosto mesmo de você
Bem do jeito que você é
Eu vou equalizar você
Numa freqüência que só a gente sabe
Eu te transformei nessa canção
Pra poder te gravar em mim

Adoro essa sua cara de sono
E o timbre da sua voz
Que fica me dizendo coisas tão malucas
E que quase me mata de rir
Quando tenta me convencer
Que eu só fiquei aqui
Porque nós dois somos iguais

Até parece que você já tinha
O meu manual de instruções
Porque você decifra os meus sonhos
Porque você sabe o que eu gosto
E porque quando você me abraça
O mundo gira devagar

E o tempo é só meu
E ninguém registra a cena
De repente vira um filme
Todo em câmera lenta
E eu acho que eu gosto mesmo de você
Bem do jeito que você é

Eu vou equalizar você
Numa freqüência que só a gente sabe
Eu te transformei nessa canção
Pra poder te gravar em mim (2x)


VIDA E OBRA

Pitty, nome artístico de Priscila Novaes Leone, (Salvador, 7 de outubro de 1977) é uma cantora brasileira de rock. Já passou por duas bandas, Inkoma e Shes, e em 2003, com nova banda (Pitty), a cantora adotou definitivamente seu nome artístico.

Nascida na capital baiana, Pitty passou a infância em Porto Seguro, no mesmo estado. Seu pai, músico e dono de bar, tocava bastante as canções do conterrâneo Raul Seixas, e ainda de outros tantos rockeiros dos anos 1960 e 1970, como Beatles, Elvis Presley e Lou Reed. Posteriormente, artistas como AC/DC, Nirvana, Alice in Chains, Metallica, Pantera, Faith No More,The Smiths, Mars Volta, Queens of the Stone Age,The White Stripes, Muse e até a cantora Madonna fizeram parte de suas principais influências.

Cresceu em meio ao cenário de bandas baianas independentes, com as quais participou de rodas de shows em um bar de Salvador. Um dia, entrou na roda cantando "Smells Like Teen Spirit" da banda Nirvana e desde então decidiu investir na área musical, com o apoio do grande nome do cenário underground Rogério Big Brother (dono do selo bigbross records).



Também participou da banda Shes (1997–1999) como baterista. A banda era também formada por Carol Ribeiro (guitarra), Liz Bee (guitarra e vocal) e Lulu (baixo). Pitty participou também da banda Inkoma (1995–2001), iniciando sua carreira como vocalista.

Foi aluna da Faculdade de Música da Universidade Federal da Bahia.

Pitty foi procurada pelo produtor musical Rafael Ramos (o mesmo de bandas do mainstream adolescente brasileiro e do cenário independente, como Raimundos e Matanza).

Em 2003, lança seu primeiro álbum "Admirável Chip Novo", onde ela conquistou sua fama e vendeu mais de 420 mil cópias.

Em 2005 ela lançou o CD Anacrônico e mostrou que veio para ficar, sempre emplacando vários sucessos. Esse álbum vendeu mais de 510 mil cópias.

Em 2007, após a turnê do Anacrônico, ela lançou seu primeiro DVD ao vivo, o "{Des}Concerto" ao Vivo. Além de ser lançado nos formatos CD, DVD e DualDisc, o registro de show da banda foi também lançado em um modelo de aparelho celular, resultado de uma parceria com a Nokia. Com isso, Pitty recebeu o prêmio "Celular de Platina" pela vendagem de 450 mil aparelhos contendo seu álbum.
Em 2009, lançou seu mais atual álbum chamado Chiaroscuro. O primeiro single do álbum, "Me Adora", logo atingiu os primeiros lugares nas principais rádios brasileiras. Chiaroscuro ganhou um jogo de celular que é baseado em suas músicas, algo inédito no país, chamado Chiaroscuro: O Jogo.

Seu clipe "Me Adora" ja possui mais de 10 milhões de views no Youtube em apenas 1 ano.



Em 2010, A Revista Época elegeu a Pitty entre os 100 brasileiros mais influentes do ano. Na publicação um texto escrito por Carlinhos Brown resaltava que a Pitty levou o rock da Bahia para o resto do país – e o mundo.

Devido ao voto popular, Pitty levou vários prêmios no MTV Video Music Brasil, da MTV Brasil, entre eles já foi duas vezes artista do ano, ganhou o prêmio de clipe do ano, show do ano, três vezes seguidas como vocalista da banda dos sonhos e muitos outros. Pitty ganhou aproximadamente 51 prêmios ao longo dos seus sete anos de carreira.

No dia 22 de dezembro de 2010, a cantora casou-se com o baterista da banda NX Zero. O casamento foi de forma inusitada, pois ela casou-se de vermelho e em um famoso bar.



FONTE
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pitty

siteoficial

domingo, 16 de janeiro de 2011

Zé Renato


"Pai fecha a torneira que a água do mundo ta acabando...!" Foi a partir deste pedido, do seu filho caçula Benjamin, que o cantor e compositor Zé Renato teve a idéia do projeto musical "Água Pras Crianças" - Cada Gota é um Tesouro, onde ele pretende levar até as crianças de forma envolvente e original, um trabalho musical que transmita boas idéias e enriqueça sua sensibilidade.

Ouça abaixo uma pequena amostra do projeto:
Água, pra quê?
Declaração Universal dos Direitos da Água

***Gostei desse assunto... em 2002 eu fiz a minha Monografia tendo por temática o Poema "Águas" do poeta sul-matogrossense Manoel de Barros.

ÁGUAS

Desde o começo dos tempos águas
e chão se Eles se encontram amorosamenteamam.
E se fecundam.
Nascem formas rudimentares de seres e plantas
Filhos dessa fecundação.
Nascem peixes para habitar os rios
E nascem pássaros para habitar as árvores.
Águas ainda ajudam na formação das
conchas e dos caranguejos.
As águas são a epifania da Natureza.
Agora penso nas águas do Pantanal
Nos nossos rios infantis
Que ainda procuram declives para correr.
Porque as águas deste lugar ainda são espraiadas
Para o alvoroço dos pássaros.
Prezo os espraiados destas águas
com as suas beijadas garças.
Nossos rios precisam de idade ainda
para formar os seus barrancos
Para pousar em seus leitos.
Penso com humildade que fui convidado
para o banquete destas águas.
Porque sou de bugre.
Porque sou de brejo.
Acho que as águas iniciam os pássaros
Acho que as águas iniciam as árvores
e os peixes
E acho que as águas iniciam os homens.
Nos iniciam.
E nos alimentam e no dessedentam.
Louvo esta fonte de todos os seres,
de todas as plantas, de todas as pedras.
Louvo as natências do homem do Pantanal.
Todos somos devedores destas águas.
Somos todos começos de brejos e de rãs.
E a fala dos nossos vaqueiros
carrega murmúrios
Destas águas.
Parece que a fala de nossos vaqueiros
tem consoantes Líquidas
E carrega de umidez as suas palavras.
Penso que os homens deste lugar
São a continuação destas águas.
(Barros, Manoel de. Águas, 2001)

Com mais de 30 anos de história na música, Zé Renato aterrisa em Campinas com repertório extenso para o show que faz nesta quarta-feira (19/01/11), às 21h, no Almanaque Café. Na apresentação, o cantor relembrará alguns de seus sucessos, enquanto será acompanhado pelo conjunto campineiro Quarteto de Cordas Vocais.

Zé Renato ficou conhecido por tocar no grupo Boca de Livre, mas paralelamente ao conjunto o cantor construiu sua carreira solo, que já reúne oito álbuns. Emplacou diversos sucessos, como as músicas “Pelo sim, pelo não” e “A hora e a vez”, incluídas na trilha da novela “Roque Santeiro”.

Mas o cantor e compositor capixaba ganhou mesmo projeção ao interpretar e homenagear grandes nomes da música nacional, como Sílvio Caldas, Zé Kéti, Noel Rosa e Chico Buarque, entre outros...(EPCampinas)

Zé Renato canta "Namoradinha de um amigo meu",
Composição de Roberto Carlos - no Estúdio Outra Margem



Estou amando loucamente
A namoradinha de um amigo meu
Sei que estou errado
Mas nem mesmo sei como isso aconteceu

Um dia sem querer olhei em seu olhar
E disfarcei até pra ninguém notar.
Não sei mais o que faço
Pra ninguém saber que estou gamado assim

Se os dois souberem
Nem mesmo sei o que eles vão pensar de mim
Eu sei que vou sofrer mas tenho que esquecer
O que é dos outros não se deve ter

Vou procurar alguém que não tenha ninguém
Pois comigo aconteceu
Gostar da namorada de um amigo meu.

VIDA E OBRA

José Renato Botelho Moschkovich, mais conhecido como Zé Renato (1 de Abril de 1956) é um cantor, instrumentista e compositor capixaba.

Aos 9 anos de idade, Zé Renato atuou em uma peça de teatro dirigida por Ziembinski. Na adolescência aprendeu a tocar violão.

Zé Renato participou de festivais de música e em 1977 integrou o grupo Cantares.

Em 1982 lançou um álbum solo Luz e mistério.

Em 1984 passou a integrar o grupo Boca Livre.

Em 1986 formou com Cláudio Nucci, Ricardo Silveira, Marcos Ariel, Zé Nogueira, Jurim Moreira e João Batista, a Banda Zil, no ano seguinte integrou a banda Al di Meola.

Nos Anos 90 lançou de vez em carreira solo.

Zé Renato foi casado com a atriz Patricia Pillar por 10 anos (1985-1995).




Em 2010 - Papo de Passarim - *Duas vozes, dois violões, um pouco de percussão. O formato limpo e intimista é a base do magistral encontro de Zé Renato e Renato Braz. A dupla coleciona muitas afinidades: cantores afinadíssimos e sofisticados constroem suas carreiras por caminhos bem próprios, com assinatura. E o novo ponto, interseção entre as duas histórias, acontece no show que virou CD, vai ser DVD, e volta para a estrada como show. Papo de Passarim, singelo assim.

Zé Renato foi referência para Renato Braz no início de uma carreira que já soma 20 anos. O primeiro encontro no palco do capixaba Zé Renato com o paulista Renato Braz aconteceu em duas apresentações especialíssimas no Sesc Vila Mariana. Com o sucesso do duo, Zé Renato e Renato Braz receberam convite do Canal Brasil para um especial, que foi gravado nos últimos dias de maio no Teatro Fecap, também em São Paulo. O nobre show chega primeiro nesse CD ao vivo, que abre alas para o especial de TV e o lançamento em DVD.

Somando ideias o repertório foi construído a partir de papos informais entre os dois artistas.

Entram sambas do mineiro João Bosco com o carioca Aldir Blanc (Kid Cavaquinho/De frente pro crime) e do paulistano Paulo Vanzolini (Capoeira do Arnaldo). A poesia de Paulo Cesar Pinheiro aparece com os parceiros Wilson das Neves (Um novo amor chegou e O dia em que o morro descer e não for carnaval) e Dori Caymmi (Rio Amazonas e Desenredo). Ares cubanos chegam em composição de Ela O'Farrill (Adios felicidad) enquanto o nordeste brasileiro está representado com Raymundo Evangelista e Ary Monteiro (Panelada de bochecha, com direito a versos que celebram o papo de passarim). O cancioneiro clássico brasileiro ainda aparece na parceria de João de Barro e Antonio Almeida (A saudade mata a gente).

Da obra de Zé Renato, recriam duas parcerias com Milton Nascimento: "Ponto de encontro" e "Anima", essa costurada a "Sem fim", de Novelli e Cacaso. Com Xico Chaves, Zé assina o "Papo de passarim" que batiza o trabalho enquanto com Cláudio Nucci e Ronaldo Bastos apresenta "A hora e a vez".

O disco não marca apenas o encontro de dois trabalhos, é efetivamente uma obra de duo. Nesse trabalho os dois dividem vocais, direção musical e se dobram nos violões e nas percussões. A dupla tem o acompanhamento luxuoso do baixo de Sizão Machado, pontuando elegante o ambiente. (*Por Beto Feitosa)




FONTE
Wikipédia
Musicaria Brasil

Djavan




"É um milagre tudo que Deus criou pensando em você. Fez a via láctea, fez os dinossauros. Sem pensar em nada fez a minha vida e te deu. Sem contar os dias quem me faz morrer, sem saber de tí, jogado à solidão. Mas se quer saber se eu quero outra vida??? Não, não...!!" (Djavan)

Se by Djavan


Você disse que não sabe se não
Mas também não tem certeza que sim
Quer saber?
Quando é assim
Deixa vir do coração

Você sabe que eu só penso em você
Você diz que vive pensando em mim
Pode ser
Se é assim
Você tem que largar a mão do não
Soltar essa louca, arder de paixão
Não há como doer pra decidir
Só dizer sim ou não
Mas você adora um se...

Eu levo a sério, mas você disfarça
Você me diz à beça e eu nessa de horror
E me remete ao frio que vem lá do sul
Insiste em zero a zero e eu quero um a um
Sei lá o que te dá que não quer meu calor
São Jorge por favor me empresta o dragão
Mais fácil aprender japonês em braile
Do que você decidir se dá ou não

VIDA E OBRA

Djavan Caetano Viana (Maceió, 27 de janeiro de 1949) é um cantor, compositor, produtor musical e violonista brasileiro. Djavan combina tradicionais ritmos sul-americanos com música popular dos Estados Unidos, Europa e África. Entre seus sucessos musicais destacam-se, "Seduzir", "Flor de Lís", "Lilás", "Pétala", "Se…", "Eu te Devoro", "Açaí", "Segredo", "A Ilha", "Faltando um Pedaço", "Oceano", "Esquinas" e "Boa Noite".



As músicas de Djavan são conhecidas pelas suas "cores". Ele retrata muito bem em suas composições a riqueza das cores do dia-a-dia e se utiliza de seus elementos em construções metafóricas que nenhum outro compositor consegue nem mesmo ousar. As músicas são amplas, confortáveis chegando ao requinte de um luxo acessível a todos. Até hoje é conhecido mundialmente pela sua tradição e o ritmo da música cantada.

Nascido em Maceió, capital de Alagoas, filho de uma mãe afro-brasileira e de um pai neerlando-brasileiro. Sua mãe, lavadeira, entoava canções de Ângela Maria e Nelson Gonçalves.

Djavan poderia ter sido jogador de futebol. Lá pelos 11, 12 anos, o garoto Djavan Caetano Viana divide seu tempo e sua paixão entre o jogo de bola nas várzeas de Maceió e o equipamento de som quadrifônico da casa de Dr. Ismar Gatto, pai de um amigo de escola.

Da primeira paixão, despontava como meio-campo no time do CSA, onde poderia ter feito até carreira profissional. Mas é na viagem sonora pela coleção de discos do Dr. Ismar, que para o pequeno alagoano parecia conter toda a música do mundo, que desponta um artista: o compositor, cantor, violonista e arranjador Djavan.



Nascido em 27 de janeiro de 1949, em família pobre, aprende violão sozinho, nas deficientes cifras de revistas do jornaleiro. Aos 18, já anima bailes da cidade com o conjunto Luz, Som, Dimensão (LSD). Não demora a ter certeza: precisa compor. Aos dezenove anos deixou definitivamente o futebol e passou a dedicar-se apenas à música.

Aos 23, chega ao Rio de Janeiro para tentar a sorte no mercado musical. É crooner de boates famosas - Number One e 706. Com a ajuda de Edson Mauro, radialista e conterrâneo, conhece João Mello, produtor da Som Livre, que o leva para a TV Globo. Passa a cantar trilhas sonoras de novelas, para as quais grava músicas de compositores consagrados como "Alegre Menina" (Jorge Amado e Dorival Caymmi), da novela "Gabriela"; e "Calmaria e Vendaval" (Toquinho e Vinícius de Moraes), da novela "Fogo sobre Terra".

Em três anos, nas horas vagas do microfone, compõe mais de 60 músicas, de variados gêneros. Com uma delas, "Fato Consumado", tira segundo lugar no Festival Abertura, realizado pela Rede Globo em 1975, e chega ao estúdio da Som Livre . De lá sai com seu primeiro disco, das mãos do mítico (de Carmen Miranda a Tom Jobim) produtor Aloysio de Oliveira.



"A voz, o violão, a música de Djavan", de 1976, é um disco de samba sacudido, sincopado e diferente de tudo que se fazia na época. Visto hoje, este trabalho não marca apenas a estreia de Djavan. Torna-o figura incontornável na história da música brasileira.

O seu primeiro álbum trouxe o "carro-chefe": "Flor de Lis" que se torna um grande hit nas rádios. Além dos sucessos: "Flor de Lís" e "Fato Consumado", o álbum mostra outras composições que ganharam reconhecimento entre críticos e fãs: "Maria das Mercedes", "Embola Bola", "Para-Raio", "E Que Deus Ajude", etc.

Depois de algum tempo fez shows solos por durante três meses para a boate 706, posteriormente sairia da Somlivre integrando-se a Odeon. Djavan grava seu segundo disco, de nome homônimo: Djavan lançado em 1978 , posteriormente recebe o subtítulo de "Cara de índio" (a primeira faixa do álbum).

Além de "Cara de Índio" que retrata a cultura e a visão social dos índios brasileiros, o álbum possui a canção "Álibi" que em mesma época seria gravada por Maria Bethânia, se tornando um enorme sucesso no país, do qual seria faixa-título do álbum de maior sucesso da cantora: Álibi (sendo este o primeiro álbum na história da música brasileira, que por uma interprete feminina ultrapassou 1 milhão de cópias), entre outras canções seriam do mesmo álbum seriam regravadas: "Dupla Traição" por Nana Caymmi e "Samba Dobrado" por Elis Regina no Montreux Jazz Festival.

Djavan também grava um videoclipe da canção "Serrado" para o programa Fantástico da Rede Globo mesmo não estando mais na Somlivre a fazendo se tornar mais um sucesso do artista, entre outras canções significantes ao álbum está "Nereci" estando em variadas coletâneas internacionais, sendo classicada na maioria como uma canção dancante.

Empolgada com seu novo artista, a EMI-Odeon investe pesado no segundo disco, "Djavan". Com uma orquestra dos melhores músicos da praça de 1978, o álbum, marcado pela descoberta das grandes canções de amor e desamor, consagra-o como um compositor completo.

Dois anos depois, em 1980, Djavan lança "Alumbramento" e mostra que, além de completo, dialoga bem com seus pares. O disco inaugura parcerias com Aldir Blanc, Cacasoem "Triste Baía de Guanabara" e Chico Buarque em "A Rosa", agora definitivamente colegas de primeiro time da MPB.

A esta altura, talento reconhecido por crítica e público, Djavan vê algumas de suas músicas ganharem outras vozes: Nana Caymmi grava "Dupla traição", Maria Bethânia, “Álibi, Roberto Carlos, “A ilha”, Gal Costa, “Açaí" e “Faltando um pedaço” e Caetano Veloso, retribuindo a homenagem do verbo caetanear, substitui-o por djavanear em sua versão de "Sina".

A canção "Meu Bem Querer" foi trilha sonora da telenovela Rede Globo: "Coração Alado" como tema da personagem Vívian, interpretada por Vera Fischer. A música se tornou um dos maiores sucessos da carreira do cantor.

Em 81 e 82, Djavan leva o prêmio de melhor compositor pela Associação Paulista dos Críticos de Arte. O ciclo vitorioso de lançamentos pela EMI-Odeon encerra-se em 1981, com "Seduzir". Um disco de afirmação, como o próprio Djavan escreveria em seu encarte: "O pouco que aprendi está aqui. Pleno. Dos pés à cabeça".

Depois de uma viagem de Djavan a cidade de Luanda na Angola, surgem as primeiras canções a falar da África e o início das turnês pelo Brasil, guiadas pela produtora Monique Gardenberg e o diretor Paulinho Albuquerque.

O álbum "Seduzir" foi avaliado pela allmusic com nota máxima, onde o crítico Alex Henderson compara as composições e estilo musical de Djavan aos do Beatles e Stevie Wonder, além de citar como significantes faixas como "Seduzir", "Morena de Endoidecer", "Jogral" e "Faltando um Pedaço". Heranças de "Seduzir" são a primeira banda própria, Sururu de Capote, composta por Luiz Avellar no piano, Sizão Machado no baixo, Téo Lima como baterista e Zé Nogueira nos sopros.

Em 1982, a música "Flor-de-lis", hit instantâneo do disco inaugural, torna-se o primeiro sucesso de Djavan no disputado mercado americano, na voz da diva Carmen McRae, com o título de "Upside Down".



Chega o convite da gravadora CBS, futura Sony Music, e Djavan embarca para Los Angeles para gravar, sob a produção de Ronnie Foster, um dos principais da soul music americana, "Luz" (1982), que tem a participação de Stevie Wonder na canção Samurai, além de outros imensos sucessos como Sina, Pétala , Açaí, Capim e Luz. O trabalho resulta em uma mescla da musicalidade brasileira típica de se exportar com a influência jazzy americana.

Em 1984, em Los Angeles, Djavan grava ainda um segundo disco, "Lilás". Seguem-se dois anos de viagens em turnê pelo mundo.

Ainda nesta época, Djavan se dedica a carreira de ator, no filme Para Viver um Grande Amor, filme de Miguel Faria Jr., no qual Djavan interpreta um mendigo apaixonado que se apaixona pela moça rica, interpretada por Patrícia Pillar. Djavan também produziu e compos juntamente com Chico Buarque "Para Viver um Grande Amor".

Em 1983 participou do maior hit, "Superfantástico", do grupo infantil de grande sucesso "Turma do Balão Mágico".

Djavan lança o álbum Lilás, com a faixa título: Lilás (canção), que foi executada mais de 1.300 vezes nas rádios brasileiras em seu dia de estréia. O álbum ainda produz outro grande sucesso para as rádios: Esquinas. Em 1985, é lançada uma compilação do repertório dos álbuns Luz e Lilás nos EUA.

Em 1986, volta a gravar no Brasil. "Meu lado", além do retorno, é também um recomeço. Uma volta ao samba, já com estilo musical identificado pelo público, mas também um passeio por baiões, canções e baladas. Este é o Djavan em dez anos de carreira: explorador do som das palavras, das imagens inusitadas, da variedade rítmica, das brincadeiras com andamentos, melodias fora dos padrões e riqueza harmônica.

Presente em outras canções, a ancestralidade africana está impressa em "Meu lado", com a "Hino da Juventude Negra da África do Sul" e com ainda maior vigor em "Soweto", sua primeira canção efetivamente de protesto, música que abre "Não é azul, mas é mar" (1987), gravado novamente em Los Angeles e lançado como Bird of Paradise, com canções em inglês de Djavan, Stephe's Kingdom (com participação de Stevie Wonder Bird of Paradise e Miss Sussana).

O disco seguinte, "Djavan" (1989), é lembrado como " aquele de 'Oceano' ", o clássico, uma daquelas raras canções perfeita em forma, conteúdo, música e letra.



A faixa título, inclusa na trilha sonora da novela "Top Model" torna-se um dos maiores sucessos do compositor. O álbum produz ainda outros sucessos, como: "Cigano", "Avião" e "Mal de Mim", esta inclusa na minissérie da TV Globo "O Sorriso do Lagarto" .

Assim como Bird of Paradise , Oceano também é lançado no exterior em 1990, com o título de Puzzle of Hearts contendo versões em inglês para as faixas "Avião" (Being Cool),"Oceano" (Puzzle of Hearts) e "Curumim" (Amazon Farewell).

Djavan inicia os anos 90 com o aclamado álbum "Coisa de Acender". Lançado em 1992,é um dos álbuns mais criativos e diversificados do cantor, onde se pode notar uma grande influência de estilos como jazz, soul, blues e funk norte-americano, aliados ao estilo inconfundível de suas composições. Merecem destaque as faixas "Linha do Equador" (parceria de Djavan e Caetano Veloso), "Se", "Boa Noite", "Alivio" e "Outono".

Em 1992, na fusão de ritmos e harmonias inovadoras de "Coisa de Acender", voltam as parcerias, entre elas, com a filha Flávia Virginia, no vocal em várias faixas. Aos 45 anos de vida e 20 de carreira, em 1994, Djavan lança "Novena", obra que marca sua maturidade. Inteiramente composto, produzido e arranjado por ele, o disco consolida o trabalho com sua banda, composta então por Paulo Calazans no teclado, Marcelo Mariano ou Arthur Maia, baixo, Carlos Bala na bateria e Marcelo Martins, sopros.

Com "Malásia" (1996), a banda se expande e ganha a participação do naipe de metais: Marçalzinho na percussão, Walmir Gil no trompete e François Lima no trombone. O álbum traz, raro, três faixas de outros compositores: “Coração leviano”, de Paulinho da Viola, “Sorri”, versão de Braguinha para “Smile”, de Chaplin e “Correnteza”, de Tom Jobim e Luiz Bonfá. No disco, Djavan está reflexivo e melódico.

"Bicho Solto" (1998), dois anos depois, já traz o artista festivo e dançante, incendiando pistas ao ritmo do funk. Ambos os trabalhos comemoram os 20 de carreira, o primeiro com seu estilo pessoal, o segundo, com o rejuvenescimento do artista.

Entre as parcerias, a entrada definitiva do guitarrista Max Viana, seu filho, na banda. A marca de dois milhões de cópias vendidas fica a cargo do duplo "Ao Vivo" (1999). Primeiro gravado fora dos estúdios, o disco traz quase uma antologia de sua obra, com 24 faixas, 22 grandes sucessos. O lançamento leva Djavan a três anos de turnê.

A canção "Acelerou" foi escolhida a melhor canção brasileira de 2000 no Grammy Latino. Em 2000, Djavan recebeu os Prêmios Multishow de melhor cantor, melhor show e melhor CD. Seu álbum Matizes foi lançado em 2007 e ele partiu em turnê pelo Brasil para promovê-lo.

"Milagreiro", de 2001, é uma dupla volta para casa. O primeiro gravado integralmente em seu estúdio caseiro, com a ajuda dos filhos Max e João Viana e Flávia Virginia e um retorno à casa original, Alagoas, com a onipresente temática nordestina.

Em 2004, o músico comemora independência total, com a criação de sua própria gravadora, a Luanda Records, que viria a lançar seus dois discos seguintes, "Vaidade" (2004) e "Matizes" (2007), além de um de suas canções remixadas para dançar, "Na pista etc"(2005). É o surgimento do empresário Djavan Caetano Viana.

Em 2010, "Ária" é o primeiro em que Djavan exerce exclusivamente a arte de interpretar canções de outros compositores. Sempre rigoroso na condução de sua carreira, ele aguardou o auge da maturidade vocal para se debruçar sobre um repertório escolhido entre a sua memória afetiva e suas antenas sempre ligadas para o que é musical e interessante.



São 34 anos de carreira e mais de 20 discos gravados. Eclético, já transitou por gêneros como o samba, o jazz e a valsa. Gravou com artistas como Chico Buarque, Stevie Wonder e o violonista espanhol Paco de Lucía. Chegou até mesmo a se arriscar como ator no filme "Para viver um grande amor", musical dirigido por Miguel Faria Júnior em 1983. Mas, apesar dos tantos caminhos percorridos, ainda faltava um desafio para o cantor e compositor alagoano Djavan: um trabalho como intérprete.

"Foi uma dificuldade. Mas a dificuldade me move", declarou o músico sobre "Ária", lançamento que reúne versões para 12 canções selecionadas seguindo critérios distintos.

"Há reminiscências da infância e da adolescência, coisas que cantava na época em que era crooner de boate", diz Djavan sobre o repertório, que inclui "Oração ao tempo" (Cateano Veloso), "Treze de dezembro" (Luiz Gonzaga e Zé Dantas), "Disfarça e chora" (Cartola e Dalmo Castelo) e "Fly me to the moon" (Barth Howard), famosa na voz de Frank Sinatra.

Com arranjos debruçados sobre o violão do próprio compositor, o álbum traz ainda o baixista André Vasconcellos, os percussionistas Marco Lobo e Marcos Suzano e o guitarrista Torcuato Mariano.

CURIOSIDADES

*
Djavan tem um violão que o acompanha desde os anos 70. Veja no vídeo de quem e como ele ganhou o instrumento.

Um Amor Puro

O que há dentro do meu coração
Eu tenho guardado pra te dar
E todas as horas que o tempo
Tem pra me conceder
São tuas até morrer

E a tua história, eu não sei
Mas me diga só o que for bom
Um amor tão puro que ainda nem sabe
A força que tem
é teu e de mais ninguém

Te adoro em tudo, tudo, tudo
Quero mais que tudo, tudo, tudo
Te amar sem limites
Viver uma grande história

Aqui ou noutro lugar
Que pode ser feio ou bonito
Se nós estivermos juntos
Haverá um céu azul

Um amor puro
Não sabe a força que tem
Meu amor eu juro
Ser teu e de mais ninguém
Um amor puro

FONTE

Wikipédia

Siteoficial

G1

Chico Science

    "Um passo à frente e você não está mais no mesmo lugar" Chico Science

“Modernizar o passado é uma evolução musical.”
Chico Science e Nação Zumbi, da música "Monólogo ao Pé do Ouvido"



Com a frase acima, Chico Science abria seu primeiro disco com a Nação Zumbi, "Da Lama ao Caos". Era a pedra fundamental da movimentação que viria a ficar conhecida como manguebeat. Manguebeat (também grafado como manguebit ou mangue beat) é um movimento musical que surgiu no Brasil na década de 90 em Recife que mistura ritmos regionais, como o maracatu, com rock, hip hop, funk e música eletrônica.

Esse estilo tem como ícone o músico Chico Science , ex-vocalista, da banda Chico Science e Nação Zumbi, idealizador do rótulo mangue e principal divulgador das idéias, ritmos e contestações do Manguebeat. Outro grande responsável pelo crescimento desse movimento foi Fred 04, vocalista da banda Mundo Livre S/A e autor do primeiro manifesto do Mangue de 1992, intitulado "Caranguejos com cérebro".

O objetivo do movimento surgiu de uma metáfora idealizada por Zero Quatro, ao trabalhar em vídeos ecológicos. Como o mangue é o ecossistema biologicamente mais rico do planeta, o Manguebeat precisava formar uma cena musical tão rica e diversificada como os manguezais.

Devido a principal bandeira do mangue ser a diversidade, a agitação na música contaminou outras formas de expressão culturais como o cinema, a moda e as artes plásticas. O Manguebeat influenciou muitas bandas de Pernambuco e do Brasil, sendo o principal motor para Recife voltar a ser um centro musical, e permanecer com esse título até hoje.

Notáveis bandas do gênero manguebeat incluem Mundo Livre S/A, Chico Science & Nação Zumbi, Sheik Tosado, Mestre Ambrósio, Eddie, Via Sat, Querosene Jacaré, Jorge Cabeleira, Arrastamangue e Caiçara.

Homem, caranguejo, mangue, caçuá, guaiamum, lama encenam uma espécie de dramaturgia do sujo, na qual o contra-ser – apesar de toda a repugnância – tenta retirar da imundície seu sustento, como revelam os versos do compositor baiano Waldeck Artur de Macedo (10/08/1922-16/01/1969), o Gordurinha, na canção "Vendedor de Caranguejos"(1975). "Vendedor de caranguejo", foi gravado por Clara Nunes, em 74, e por Gilberto Gil no seu ‘Quanta’, de 1997. E depois outros interpretes como: Ary Lobo, Dominguinhos, Zé Ramalho...

Gordurinha prenunciou o Mangue beat de Josué de Castro e Chico Science ao cantar: "Caranguejo Uçá/ Caranguejo Uçá/ Apanho ele na lama/ e boto no meu caçuá/ Tem caranguejo/ tem gordo guaiamum/ cada corda de dez/ eu dou mais um/ eu dou mais um/ eu dou mais um/ cada corda de dez/ eu dou mais um. eu perdi a mocidade/ com os pés sujos de lama/ eu fiquei analfabeto/ mas meus filho criou fama/ pelos gosto dos menino/ pelo gosto da mulher/ eu já ia descansar/ não sujava mais os pé/ os bichinho tão criado/ satisfiz o meu desejo/ eu podia descansar/ mas continuo vendendo caranguejo..."



Em suas letras Chico Science fazia referências a pessoas, lugares, atividades sócio-políticas, tradições..., como exemplo temos a música "Da Lama ao caos" que menciona Josué de Castro. "Vi um caranguejo andando pro sul/ Saiu do mangue, virou gabiru/ Oh, Josué, eu nunca vi tamanha desgraça/ Quanto mais miséria tem, mais urubu ameaça." (Chico Science)

Crítico das especializações, o trabalho científico de Josué de Castro foi marcado pela multidisciplinaridade. E a fome foi sua principal e corajosa escolha. Mas além da fome, também estudou questões de interesse global que lhe são relacionadas, como o meio ambiente, o subdesenvolvimento e a paz.

Nas obras científicas que se seguiram, Josué ampliou suas convicções e aprimorou seus conceitos, visando sempre a inclusão social. Compreendeu que era imprescindível aumentar a renda do trabalhador, e foi um dos precursores na defesa do salário mínimo. Sabia dos males que a nutrição deficiente, nas crianças, poderia acarretar, e ajudou a formular a política de merenda escolar, iniciativa que ainda hoje atende a expressivo número de estudantes em nosso País.

Na agricultura familiar, tinha certeza, estaria a melhor forma de fixar o homem no campo e possibilitar sua alimentação. Assim, combateu o latifúndio e defendeu a reforma agrária. Recebeu o Prêmio Internacional da Paz e indicações para receber o Prêmio Nobel da Paz . Percebeu, prematuramente, as agressões que sofria o meio ambiente e colocou-se como um combatente ecológico, em tempos em que até a expressão ainda era novidade.

Após uma longa carreira de êxitos científicos, Josué de Castro teve seus direitos políticos cassados pelo regime militar que dominou o País a partir de 1964. Exilou-se em Paris onde passou a lecionar na Sorbonne., e onde morreu em 1973, sem ter voltado vivo ao seu País. morreu sem mesmo ter recebido oficialmente e nominalmente anistia...

O ano de 2008 assinala o centenário de nascimento de Josué de Castro. Um brasileiro cuja trajetória de vida merece ser lembrada. Médico, escritor, político, professor, cientista social, um homem de múltiplos saberes e de ações que sempre visavam atender os anseios dos mais pobres, especialmente daqueles que enfrentavam o problema da fome e suas conseqüências (por Anna Maria de Castro Professora titular da UFRJ Doutora em Sociologia Aplicada - filha de Josué de Castro)

Quem quiser uma leitura específica sobre as referências de Chico Science a Josué de Castro, recomendo a leitura do texto "Chico Science encontra Josué de Castro: Recife sob o signo do homem-caranguejo", de Moisés Neto (para ler, clique AQUI).

Depois do Da Lama ao Caos, seguiu outro álbum de muito sucesso, Afrociberdelia.



A morte de Chico Science, em um acidente de carro, há 13 anos, quando ele contava apenas 30, não foi capaz de deter a cooperativa cultural pernambucana que, no início dos anos 1990, revolucionou a música pop brasileira ao globalizar ritmos regionais como o maracatu e o coco, misturando-os com rock, hip hop e música eletrônica.

As influências e os frutos do mangue beat chegam aos dias atuais, mais de 15 anos após o lançamento do álbum que iniciou o movimento, "Da lama ao caos", de Chico Science e Nação Zumbi. (fotogaleria) Em homenagem à revolução que veio do Recife. A mostra "Ocupação Chico Science" aconteceu em 2010 no Itaú Cultural. Pela primeira vez, a mostra, teve como tema um músico, convidando o público a conhecer a obra e o processo criativo de Francisco de Assis França (nome de batismo de Science).

Hoje, Amanhã E Depois


Do começo ao fim
Quem vai ficar, quem vai ouvir, quem vai ver
O amanhã já sabe, vive-se hoje então
E de lá, sempre daqui pra o que foi
Aquele que esquece lembra tudo depois
E se antes do filme isso ainda começar
Um olho aceso dentro da escuridão
Deixado vivo e bem atento no chão
Na estica do dia dançando o furacão
Pagou e
Devendo ainda assim foi

Hoje correndo atrás do amanhã e depois
Uns play, outros pray e outros nem sei

Isso não tem fim

Outro endereço desse mesmo lugar
Acende a lembrança o agora já foi
De esquina pra esquina conhecendo o chão
Tudo isso andado pra quem já começou
E de lá, sempre daqui pra o depois
Já tenho o que quero pra chegar onde vou
Deixado vivo e bem atento no chão
Na estica do dia
Dançando o furacão
Pagou e
Devendo ainda assim foi

Isso não tem

Hoje correndo atras do amanhã e depois
Uns play, outros pray e outros nem sei

VIDA E OBRA


Francisco de Assis França, mais conhecido pela alcunha de Chico Science (Olinda, 13 de março de 1966 — Recife, 2 de fevereiro de 1997) foi um cantor e compositor olindense, um dos principais colaboradores do movimento manguebeat em meados da década de 1990.

Líder da banda Chico Science  e Nação Zumbi, deixou dois discos gravados: "Da Lama ao Caos" e "Afrociberdelia", tendo sua carreira precocemente encerrada por um acidente de carro na rodovia entre as cidades de Olinda e Recife.



Seus dois álbuns foram incluídos na lista dos 100 melhores discos da música brasileira da revista Rolling Stone, elaborada a partir de uma votação com 60 jornalistas, produtores e estudiosos de música brasileira.

Chico Science participava de grupos de dança e hip hop em Pernambuco no início dos anos 1980. No final da década integrou algumas bandas de música como Orla Orbe e Loustal, inspiradas na música soul, no funk e no hip hop.

A fusão com os ritmos nordestinos, principalmente o maracatu, veio em 1991, quando Science entrou em contato com o bloco afro Lamento Negro, de Peixinhos, subúrbio de Olinda. Misturou o ritmo da percussão com o som de sua antiga banda e formou o Nação Zumbi.



A partir daí o grupo começou a se apresentar no Recife e em Olinda e iniciou o "movimento" mangue beat, com direito a manifesto ("Caranguejos com Cérebro", de Fred 04, da Mundo Livre S/A).

Em 1993 uma rápida turnê por São Paulo e Belo Horizonte chamou a atenção da mídia.

O primeiro disco, "Da Lama ao Caos", projetou a banda nacionalmente.

O segundo, "Afrociberdelia", mais pop e eletrônico, confirmou a tendência inovadora de Chico Science e Nação Zumbi, que excursionaram pela Europa e Estados Unidos, onde fizeram sucesso de público e crítica.

O Nação Zumbi lançou um CD duplo em 1998, depois da morte do líder, com músicas novas e versões ao vivo remixadas por DJs.

A família de Chico Science recebeu indenização de cerca de 10 milhões de reais da montadora Fiat, responsabilizada pela morte do cantor e compositor no acidente que lhe tirou a vida, devido a falhas no cinto de segurança do carro que dirigia e que poderia ter lhe poupado a vida.

Podem ser citadas como bandas relacionadas a Chico Science, as conterrâneas Mundo Livre S/A, Bonsucesso Samba Clube, as mais recentes Cordel do Fogo Encantado, Mombojó e Otto, passando por Sepultura (mais especificamente o álbum Roots), Cássia Eller (intérprete de músicas como Corpo de Lama e Quando a Maré Encher), Fernanda Abreu (álbum Raio X) e Arnaldo Antunes (álbum O Silêncio), além da antiga parceira e ainda em atividade: Nação Zumbi.

Em 2007, recebeu homenagem do prêmio Multishow, do canal da Globosat de mesmo nome.



CURIOSIDADES

Movimento musical surgido na cidade de Recife, no começo dos anos 90, quando bandas como Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S/A decidiram misturar a música pop internacional de ponta (o rap, as várias vertentes eletrônicas e o rock neopsicodélico inglês) aos gêneros tradicionais da música de Pernambuco (maracatu, coco, ciranda, caboclinho etc.).

Originalmente chamado de Mangue Bit (bit entendido como unidade de memória dos computadores), o movimento teve seu primeiro manifesto, Caranguejos com Cérebro, escrito pelo ex-punk Fred 04 (do Mundo Livre) e Renato L, publicado pela imprensa local em 1992. "Imagem símbolo: uma antena parabólica enfiada na lama. Ou um caranguejo remixando Anthena, do Kraftwerk, no computador", explicavam.

O "núcleo de pesquisa e produção de idéias pop" articulado por essa juventude recifense tinha como objetivo "engendrar um circuito energético, capaz de conectar as boas vibrações dos mangues com a rede mundial de circulação de conceitos pop".

Surgia a denominação de "mangueboys e manguegirls". "(...) São indivíduos interessados em: quadrinhos, TV interativa, antipsiquiatra, Bezerra da Silva, hip hop, midiotia, artismo, música de rua, John Coltrane, acaso, sexo não-virtual, conflitos étnicos e todos os avanços da química aplicada no terreno da alteração e expansão da consciência", dizia o manifesto.

No começo dos anos 80, Chico Science (ou melhor, Francisco França) era integrantes da Legião Hip Hop, equipe de dança de rua que imitava os breakers americanos. Com o guitarrista Lúcio Maia e Alexandre Dengue, participou do grupo de rock pós-punk Loustal. Da fusão do Loustal com o bloco de samba-reggae Lamento Negro, surgiu no começo dos anos 90 a Nação Zumbi, que estreou nos palcos de Recife em junho de 91. A Soparia de Roger (citado por Chico Science na música Macô)e o bar Arte Viva, em Boa Viagem, acolheram as primeiras manifestações dos mangueboys.

Mangue na mídia

Propagada por Chico e pelo Mundo Livre, a batida do Mangue (Mangue Beat) chegou ao Sudeste, onde, depois de algumas entusiasmadas reportagens em jornais, as principais gravadoras do país se interessaram por aquela novidade vinda de uma cidade nordestina de forte tradição musical que quase duas décadas antes havia revelado seu último grande produto pop: Alceu Valença. A Sony contratou Chico e a Nação Zumbi e o selo Banguela Discos (dos Titãs) ficou com o Mundo Livre.

Em 1993, lançaram seus discos de estréia "Da Lama ao Caos" e "Samba Esquema Noise" (título que logo denunciou a influência de Jorge Ben – seu disco de estréia se chamou "Samba Esquema Novo – sofrida pelo Mundo"). Com as músicas "A Cidade" e "A Praieira", bem-engendradas fusões de rap com maracatu, a Nação saiu à frente em termos de reconhecimento popular – isso, apesar de os dois discos terem sido igualmente muito bem recebidos pela crítica musical de todo o país.

O Abril Pro Rock, festival anual que inicialmente se restringia à cena de Recife, aos poucos abriu seu espaço para bandas (principalmente as novas) de todo o país, acabando por se tornar o mais importante evento da nova música pop do Brasil. Paralelamente à cena mangue, Recife também viu o cinema ganhar fôlego, com produções como o Baile Perfumado, dos diretores Paulo Caldas e Lírio Ferreira, que teve trilha sonora feita por Chico e o Nação, Fred 04, Mestre Ambrósio, entre outros.

Caranguejos chegam à Europa

Destaque absoluto da cena de Recife, Chico Science e Nação Zumbi ganharam o país e embarcaram em 1995 numa bem-sucedida turnê européia ao lado os Paralamas do Sucesso – em alguns shows, foram até a atração principal. Em 1996, lançaram sua obra-prima, o disco Afrociberdelia, em que o maracatu da banda ficou mais eletrônico e internacional, com participações especiais de artistas como Gilberto Gil, que gravou na faixa Macô. O primeiro sucesso do disco "Maracatu Atômico" (de Jorge Mautner e Nelson Jacobina) fazia outra ligação com a geração anterior da MPB.

Meses depois, no dia 2 de fevereiro de 1997, Chico morreu num acidente de carro em Recife, deixando órfã toda uma geração de mangueboys e manguegirls. Alguns apostaram que seria o fim desse movimento, freqüentemente comparado ao Tropicalismo. Mas os artistas do Mangue Beat procuraram outros caminhos dentro da diversidade. Aparaceram trabalhos elogiados como o do ex-percussionista do Mundo Livre Otto (Samba pra Burro, eleito o melhor disco de 1998 pela Associação Paulista dos Criticos de Arte), do DJ Dolores e da cantora e tecladista Stella Campos.


FONTE

wikipedia.Chico_Science

Wikipédia.manguebeat

Cliquemusic

Utopias: Josué de Castro e o Mangue Beat

Herivelto Martins


O agente da antiga Estrada de Ferro Central do Brasil, Félix Bueno Martins, tinha o gosto pelo teatro e organizava espetáculos teatrais e bandas, num lugarejo chamado Rodeio, hoje, Paulo de Frontin. A empolgação do velho Félix era tanta que empregava todo o seu salário nessa atividade.

Seu filho Herivelto Martins, aos cinco anos já participava não só dessas representações, mas junto com seus três irmãos vendia doces feitos pela mãe para suprir as necessidades domésticas. Ao mesmo tempo Herivelto Martins aprendia os segredos da representação teatral e circense, o que de muito lhe serviu até firmar-se como artista e compositor. Jamais esqueceu sua primeira experiência em um teatrinho infantil montado com irmãos e amigos da vizinhança, num palco no quintal de casa, onde até os adultos iam ver aquela "brincadeira de criança" por 200 réis.

Assim "nasceu" um dos grandes personagens de nossa música popular: Herivelto Martins. Herivelto compôs vários clássicos do gênero samba, eternizados nas vozes do Trio de Ouro e de inúmeros intérpretes da MPB como Francisco Alves, Aracy de Almeida, Sílvio Caldas, Aurora Miranda, Carmen Miranda, Nelson Gonçalves e muitos outros. Hoje, a par de inúmeras gravações e orquestrações internacionais, suas inesquecíveis composições têm em seu filho Pery Ribeiro um de seus maiores intérpretes.

Pensando em Ti

(Pensando em Ti - na voz de Pery Ribeiro - aqui em homenagem a José Messias)

Eu amanheço pensando em ti
Eu anoiteço pensando em ti
Eu não te esqueço
É dia e noite pensando em ti
Eu vejo a vida pela luz dos olhos teus
Me deixa ao menos, por favor, pensar em Deus

Nos cigarros que eu fumo
Te vejo nas espirais
Nos livros que eu tento ler
Em cada frase tu estás
Nas orações que eu faço
Eu encontro os olhos teus
Me deixa ao menos, por favor, pensar em Deus

Pedro, Antonio e João


Com a Filha De João
Antônio Ia Se Casar
Mas Pedro Fugiu Com a Noiva
Na Hora De Ir Pro Altar

A Fogueira Está Queimando
E Um Balão Está Subindo
Antônio Estava Chorando
E Pedro Estava Sorrindo
E no Fim Dessa História
Ao Apagar-se a Fogueira
João Consolava Antônio
Que Caiu na Bebedeira

VIDA E OBRA

Herivelto de Oliveira Martins (Engenheiro Paulo de Frontin, 30 de janeiro de 1912 — Rio de Janeiro, 17 de setembro de 1992) foi um compositor, cantor, músico e ator brasileiro.

Filho do agente ferroviário Félix Bueno Martins e da costureira e doceira Dona Carlota, nascido no distrito de Rodeio, em Engenheiro Paulo de Frontin, Herivelto Martins, aos três anos de idade, já se apresentava de casaca, declamando versos em eventos organizados por seu pai.

Em 1916, a família mudou-se para Barra do Piraí, onde "seu" Félix fundou a Sociedade Dramática Dançante Carnavalesca Florescente de Barra do Piraí, que além de bailes, criava e dirigia espetáculos teatrais. Ele organizou, ainda, o grupo Pastorinhas de Barra do Piraí, que se apresentava no Natal, com Herivelto vestido de Papai Noel.

As atividades artísticas do pai motivaram o pequeno Herivelto a criar o seu próprio grupo teatral, com seus irmãos Hedelacy, Hedenir e Holdira e algumas meninos da vizinhança. Aos 9 anos de idade, compôs a paródia Quero Uma Mulher Bem Nua (Quiero una mujer desnuda) e o samba Nunca Mais, que não foi gravado.

Aos 10 anos aprendeu música na Sociedade Musical União dos Artistas, de Barra do Piraí, onde tocou bombardino, pistom, e caixa, até a idade de 19 anos, mas apresentava preferência pelo violão e cavaquinho, que já "arranhava". Entre 1922 e 1931, participou como músico da banda da Sociedade Musical União dos Artistas de Barra do Piraí.

Os problemas financeiros eram constantes, assim como as discussões domésticas. Herivelto e seus irmãos ajudavam, vendendo os doces que sua mãe fazia. A família acabou falindo e perdendo a casa, para pagamento de dívidas da Sociedade fundada por "Seu" Félix. Aos 12 anos de idade, Herivelto foi ser caixeiro em uma loja de móveis, emprego que o pai lhe arranjou.

Em 1925, com apenas 13 anos, Herivelto conheceu os artistas circenses Zeca Lima e Colosso, que passavam pela cidade, e com eles formou um trio e seguiu para Juparanã, onde apresentaram um grandioso espetáculo. Durante um ano, o trio apresentou-se pelo interior do Rio de Janeiro, até que, procurados pela Polícia, Colosso e Zeca Lima foram presos em Vassouras e o delegado mandou Herivelto para casa.

Em 1930, com a promoção de "Seu" Félix, a família foi morar no Brás, a Rua Saião Lobato, em São Paulo e se empregou em um botequim, onde ganhou o apelido de Carioca.

Após mais uma discussão com o pai, aos 18 anos de idade e com apenas 1 conto e 200 réis no bolso, Herivelto partiu para o Rio de Janeiro, com o desejo de tentar uma carreira artística. Ele passou a dividir o aluguel de um pequeno quarto com seu irmão, Hedelacy, e mais seis rapazes, quatro deles mortos na Revolução de 32. Para sobreviver, teve de vender o relógio Roskoff "Estrada de Ferro", presente de seu padrinho.

No Rio de Janeiro, Herivelto foi palhaço de circo, vendedor, ajudante de contabilidade e, aos sábados, fazia barbas na barbearia onde o irmão Hedelacy trabalhava. Com o dinheiro da gorjeta, garantia o "Feijão à Camões" (prato fundo com feijão preto e uma colher de arroz no meio), do Bar de "Seu" Machado", da semana.

Foi no Bar de "Seu" Machado que Herivelto recebeu o convite de "Seu" Licínio, para gerenciar sua barbearia no Morro de São Carlos. Era sua oportunidade de conhecer os grandes sambistas que ali moravam. Foi no São Carlos onde Herivelto conheceu o compositor José Luís da Costa - Príncipe Pretinho - que lhe apresentou a J.B. de Carvalho, do Conjunto Tupi, amigo do dono da gravadora RCA Victor.

Em 1932, Herivelto Martins, através de uma parceria com J.B. de Carvalho, conseguiu lançar, pela RCA Victor, sua composição "Da Cor do Meu Violão", homenagem a uma namorada que teve no bairro do Carvão, em Barra do Piraí, que seu pai insistia em dizer que era escura demais para ele.

A marchinha fez grande sucesso no carnaval daquele ano, o que levou Herivelto a integrar o coro do Conjunto Tupi como ritmista. Ele inovou ao fazer breques durante as gravações, quando isso não era permitido, e por essa e outras iniciativas, Mister Evans, diretor geral da RCA Victor, o promoveu a diretor do coro.

No início da década de 30, Herivelto conheceu Maria Aparecida Pereira de Mello, sua primeira mulher, com quem teve os filhos Hélcio Pereira Martins e Hélio Pereira Martins. A convivência durou, aproximadamente, cinco anos. Separaram-se por Maria não aguentar mais as bebedeiras e traições de Herivelto.

Em 1932, Herivelto Martins conheceu Francisco Sena, seu colega no Conjunto Tupi, e com ele começou a ensaiar algumas canções, entre as quais a música Preto e Branco. No ano seguinte, o Teatro Odeon estava em busca de um grupo que pudesse se apresentar nos intervalos das sessões. O Conjunto Tupi se apresentou e não foi aprovado.

A convite de Vicente Marzulo, Herivelto e Francisco fizeram o teste, em dueto, chamando a atenção de todos. Foram contratados. o nome da Dupla, O Preto e O Branco, foi dado por Marzulo. Herivelto passou a compor para a dupla.

Em 1933, Herivelto teve mais duas músicas gravadas: O Terço do Zé Faustino, com Euclides J. Moreira, pelo Conjunto Tupi, e O Enterro da Filomena, pelo Conjunto RCA.

Em uma época em que o samba ainda não havia descido o morro e ganhado a cidade, Herivelto criou várias músicas para homenagear a Estação Primeira de Mangueira, entre elas: "Saudosa Mangueira" e "Lá em Mangueira".

Em 1934, Herivelto gravou, com Francisco Sena, o primeiro disco da Dupla Preto e Branco, lançado pela Odeon, contendo os sambas "Quatro Horas", com Sena, e "Preto e Branco", de sua autoria. Compôs, em parceria com Francisco Sena, as marchas "A Vida é Boa", gravada por Carlos Galhardo e "Vamos Soltar Balão", gravada pela Dupla. Gravou, ainda, "Como é Belo", de Gastão Viana e Pereira Filho.

Em 1935, a Dupla Preto e Branco gravou as marchas "Bronzeada", de Moisés Friedman e Pedro Paraguassu, "Passado, presente, futuro", de sua autoria, "Um pouquinho só" e "Bela morena", ambas de Príncipe Pretinho, e fez algumas apresentações na Rádio Tupi do Rio de Janeiro, mas o sucesso foi interrompido com a morte de Francisco Sena.

Herivelto passou a atuar sozinho, até ser contratado pelo Teatro Pátria, de Pascoal Segreto, no Largo da Cancela, em São Cristóvão, onde criou o palhaço caipira Zé Catinga, que fez muito sucesso, principalmente com as crianças.

No ano seguinte, um amigo de infância de Herivelto lhe apresentou seu irmão, o cantor e compositor Nilo Chagas, com quem formou a nova Dupla Preto e Branco, por ter gostado da voz de Nilo.

Em 1935, no Cine Pátria, Herivelto conheceu Dalva de Oliveira e passaram a cantar em dueto. Dalva era dona de uma voz poderosa por quem Herivelto se apaixonou.

Iniciaram um namoro e, no ano seguinte, iniciaram uma convivência conjugal, oficializada em 1939 num ritual de umbanda, que gerou os filhos Pery Ribeiro e Ubiratan de Oliveira Martins.


Em 1937, a Dupla Preto e Branco gravou, junto com Dalva de Oliveira, o batuque Itaquari e a marcha Ceci e Peri, ambas do Príncipe Pretinho. O disco foi um sucesso, rendendo várias apresentações nas Rádios. Foi César Ladeira, em seu programa na Rádio Mayrink Veiga, que pela primeira vez anunciou o Trio de Ouro.



A União de Dalva e Herivelto durou até 1947, quando as constantes brigas e traições da parte dele deram fim ao casamento...

Em 1946, Herivelto passou a namorar a Aeromoça Lurdes Nura Torelly, uma mulher desquitada que tinha um filho do 1º casamento. Ela uma mulher rica, prima do Barão de Itararé.

Em 1949, após a separação oficial do casal e o final da primeira formação do Trio de Ouro, Herivelto e Dalva iniciaram uma discussão, inclusive através das composições que gravaram, bastante explorada pelos jornais e revistas da época.

Depois de uma pequena turne na Venezuela, Herivelto sai de casa, logo depois, tira de Dalva a guarda dos filhos, e os manda para um internato. Passa a publicar em todos os jornais que Dalva é prostituta e promove orgias dentro de casa, o que a levou a fazer as canções "de guerra" um para o outro.

Herivelto Martins tem sua trajetória dividida em duas partes: antes e depois de Dalva de Oliveira, de 1936 até 1950, quando se separaram definitivamente.

A vida conjugal de Herivelto e Dalva foi sempre muito tumultuada. Após 10 anos de casamento e dois filhos Pery e Ubiratan, separaram-se, protagonizando um escândalo nacional, divulgado pela imprensa.

Esse episódio serviu para fortalecer a carreira de Herivelto, pois, diante do sofrimento da separação, fez letras que eram maravilhosas, retratando fielmente, a crise que estava vivendo.

A partir daí houve um verdadeiro duelo musical, ele de um lado, juntamente com David Nasser (jornalista e compositor) e Dalva de outro, sustentada por letras/músicas de Ataulfo Alves, Nelson Cavaquinho,Mário Rossi, J. Piedade e Marino Pinto.

Tudo começou com o samba de Herivelto "Cabelos Brancos", respondido por Dalva com o "Tudo acabado", de J. Piedade e Osvaldo Martins.

Herivelto respondia com outras canções como "Caminhemos", "Quarto Vazio", "Caminho Certo" e "Segredo".

Dalva rebatia com "Calúnia", "Errei sim" e "Mentira de Amor". E o público brasileiro era quem ganhava. A época era de viver uma boa fossa e as música embalavam os suspiros a favor, ora de Herivelto, ora de Dalva.

Herivelto conheceu Lurdes Torelly, seu grande amor e companheira pelo resto da vida. Em 1952, Herivelto e Lurdes passaram a viver juntos, tendo oficializado a união em 1978. Herivelto e Lurdes geraram os filhos: Fernando José (já falecido), a atriz Yaçanã Martins e Herivelto Filho, além dele criar o filho de Lurdes como seu. O casamento durou 44 anos, até a morte de Lurdes, em 1990...

Em 1986, Herivelto Martins foi homenageado pela escola de samba Unidos da Ponte, com o enredo "Tá na hora do samba, que fala mais alto, que fala primeiro", o homenageado participou do desfile.

Em 2010, Herivelto foi homenageado na minissérie "Dalva e Herivelto, (Rede Globo) uma canção de amor", microssérie em cinco capítulos, protagonizada por Adriana Esteves e Fábio Assunção, trazendo à tona a trajetória de dois grandes artistas, extremamente passionais em tudo que faziam.

- É uma história de amor, um grande drama, um novelão que emocionou o país na época em que aconteceu. Essa foi, talvez, uma das mais ruidosas separações que o Brasil já conheceu – afirma a autora Maria Adelaide Amaral, ressaltando que trata-se de uma obra de ficção: - Não faço telejornalismo, mas teledramaturgia. Não tive o compromisso com a estrita realidade dos fatos, quis fazer o que me parecia mais emocionante aos olhos de quem vai assistir.

Retratada nas décadas de 1930 a 1970, a microssérie resgata a Era do Rádio, época em que a televisão praticamente não existia, sendo um artigo de luxo para poucos. Por isso, o rádio reinava absoluto junto à população, revelando seus grandes ídolos: cantores que enfeitiçavam multidões com suas vozes potentes e músicas de letras quase ingênuas, mas de grande força dramática. Caso de Marlene (na trama, vivida por Rita Elmôr), Emilinha Borba (Soraya Ravenle), as irmãs Linda (Cláudia Netto) e Dircinha Batista (Luciana Fregolente), Francisco Alves (Fernando Eiras) e Orlando Silva (Édio Nunes). Nessa lista, é claro, entram Dalva de Oliveira, Herivelto Martins e Nilo Chagas (Maurício Xavier), que juntos formaram o que se denominou Trio de Ouro, conjunto vocal de tremendo sucesso, que badalou nas rádios Mayrink Veiga e Nacional e, depois, no Cassino da Urca.



CURIOSIDADES

*As canções de Herivelto Martins saíram do anonimato nas vozes de Silvio Caldas (que gravou a marcha "Samaritana") e de Aracy de Almeida ("Pedindo a São João").

*Durante as décadas de 40 e 50, no auge da carreira, compôs clássicos, como: "Praça Onze", "Isaura", "A Lapa", "Caminhemos", "Atiraste uma Pedra", "Negro Telefone".



*O samba "Ave Maria do Morro", de 1942, para muitos a sua maior canção, causou ao mesmo tempo ódio e paixão – no Brasil foi condenado como sacrilégio pelo cardeal Sebastião Leme e na Europa adotado como canção religiosa.



*O tumultuado casamento com Dalva, que terminou no fim da década de 40, contribuiu, ironicamente, para um grande duelo entre os compositores e intérpretes da época. Por causa da briga conjugal, que se tornou pública, houve uma racha no meio artístico. Ao lado de Herivelto, ficaram Lupicínio Rodrigues ("Vingança"), Nelson Cavaquinho ("Palhaço") e Wilson Batista ("Calúnia)". Com Dalva, Ataulfo Alves ("Errei, Sim"), Marino Pinto e Mário Rossi ("Abajur Lilás") e Heitor dos Prazeres ("Tudo Acabado"). Acabaram todos fazendo sucesso e se divertindo por causa dos tabefes musicais trocados pelo casal.

*Em 1950 Herivelto ganhou um avião de presente do presidente Adhemar de Barros, em troca de "Vou Votar em Madureira", uma marchinha feita para  a sua campanha presidencial.

*O Trio de Ouro seguiu com outras formações até terminar em 1957.

*Herivelto Martins passou a se apresentar em alguns festivais e a dirigir grupos de sambas.

*Em 1971, Herivelto foi eleito presidente do Sindicato de Compositores do Rio de Janeiro, mas foi impedido pela ditadura militar de tomar posse, acusado de subversivo.

*Em 1992, alguns meses antes de sua morte, foi lançada a biografia "Herivelto Martins: uma escola de samba" (Ensaio Editora), dos jornalistas Jonas Vieira e Natalício Norberto.

*Herivelto Martins Filho, de 51 anos, é filho de Herivelto Martins, cantor e compositor famoso, que terá a vida “contada” na minissérie “Dalva e Herivelto”. Ele, porém, é filho de aeromoça Lurdes Nura Torelli. Ele é médico residente em Dourados/MS. Segundo ele, a escolha pela cidade foi devido à carreira. Martins atuou como diretor técnico do Hospital da Vida (antigo Trauma) e hoje é concursado pela prefeitura com vínculo no HU (Hospital Universitário). Questionado a respeito de como se sente hoje, com a história do pai e da família exposta para mais de 150 milhões de expectadores, ele explica que não é um documentário, que tem o compromisso com a exploração da realidade, mas uma minissérie, semelhante a uma telenovela. “Tem muita coisa que não é bem isso”, diz ele. Martins é categórico ao afirmar a inteligência do pai. “Ele era um gênio”, diz. (aqui)

*Em destaque na televisão com a minissérie Dalva e Herivelto, de Maria Adelaide Amaral, a história do compositor Herivelto Martins também foi conhecida pela visão dele próprio, durante sua participação no programa Ensaio, dirigido por Fernando Faro e gravado em 1990, na TV Cultura. Herivelto abriu o programa lembrando como foi o fim de um dos mais importantes símbolos musicais brasileiros, local que o inspirou, ao lado de Grande Otelo, para compor um de seus maiores sucessos, a música
"Praça Onze". A infância, o início na música, seu primeiro instrumento - um reco-reco - e o começo da carreira profissional, com as primeiras gravações em disco de cera, também são mencionados.

Numa conversa intimista, o músico explica como aconteceu a formação da dupla Preto e Branco e do Trio de Ouro, formado por ele, Nilo Sergio e pela cantora Dalva de Oliveira, com a qual viveria uma conturbada história de amor, retratada na citada minissérie global. (aqui)

*Parte da Reportagem sobre a morte de "Herivelto Martins". 1992


FONTE
 
memorialdafama
 
MSaqui

SITELETRAS

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