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"Acho que finalmente me dei conta que o que você faz com a sua vida é somente metade da equação. A outra metade, a metade mais importante na verdade, é com quem está quando está fazendo isso."

sábado, 19 de março de 2011

João Carlos Assis Brasil


Tenho paixão por piano... acreditem tentei aprender certa vez, mas não aconteceu. E passei para a coxia ou seja para os bastidores, dentro do universo da música - mas fora de cena. Embora ainda sonhe tocar uma música completa (digo completa porque me ensinaram tocar primeiro com a mão direita, depois com a mão esquerda e então juntar as duas. Um desastre as duas não se alcançavam \0/ faltava sintonia, harmonia... e então desisti. Segundo meu amigo Edmar Correa eis aí o erro).

Nesta postagem vou destacar o pianista cujas teclas ambientam-se com igual destreza entre o erudito, o popular e o limiar entre ambos, o carioca João Carlos Assis Brasil. Virtuoso ao piano, João Carlos Assis Brasil é um raro caso de músico erudito que se dá bem no terreno da música popular.

Sua arte dilui as divisas entre a música erudita e popular, sempre com primazia da qualidade e do refinamento artísticos. É ele um dos músicos que melhor representa essa vertente e um dos nomes mais respeitados no cenário da MPB, alem de representar o Brasil em várias turnês realizadas pela Europa e Estados Unidos.



João Carlos Miranda de Assis Brasil - 28/8/1945 Rio de Janeiro/RJ -

João Carlos iniciou seus estudos de piano no Conservatório Brasileiro de Música (RJ), onde estudou piano, harmonia e teoria musical. Aos 10 anos de idade, recebeu o 1º Premio do Conservatório. Irmão gêmeo do falecido saxofonista Victor Assis Brasil, aos 15 anos de idade João Carlos já era acompanhado por orquestras em concertos.

Em 1960, continuou seus estudos com o concertista Jacques Klein. Dois anos depois, venceu o Concurso Nacional de Piano da Bahia. Em 1964, viajou para Paris (França), onde estudou com Pierre Sancan.

Em 1965, na Áustria, ganhou o terceiro prêmio do Concurso Internacional Beethoven. Ainda na Áustria, atuou como solista na Orquestra Filarmônica de Viena e em seguida viajou pela Europa e pelo mundo apresentando-se em grandes concertos.

Em 1965, participou do Concurso Internacional Beethoven, realizado em Viena (Áustria). Classificou-se em 3º lugar, disputando com mais de 60 candidatos. Nessa capital, aprimorou seus estudos com Richard Hauser e Dieter Weber, e atuou como solista na Orquestra Filarmônica de Viena.

Apesar de consagrado como concertista clássico, João Carlos Assis Brasil envolveu-se com a música popular a partir da década de 80, quando formou o João Carlos Assis Brasil Trio com Zeca Assumpção (baixo) e Cláudio Caribé (bateria).

No ano seguinte, apresentou-se no Wigmore Hall (Londres), no Brahmsaal (Viena), no auditório da Família Meneghine (Milão) e no Teatro de Belgrado (Iuguslávia).

Em 1970, estudou com Ilona Kabos, em Londres.

Em 1975, apresentou-se na Universidade Católica em Washington.

Na década de 1980, formou, com Zeca Assumpção (baixo) e Cláudio Caribé (bateria), o João Carlos Assis Brasil Trio, que mais tarde contou com a participação de David Chew (violoncelo) e Idriss Boudrioua (sax). Apresentou-se, com o grupo, em vários concertos.

Ainda nessa época, atuou como professor do Conservatório Brasileiro de Música e, durante cinco anos, como professor e diretor da Faculdade de Música da Universidade Estácio de Sá (RJ).

A partir de 1982, começou a desenvolver um trabalho com Clara Sverner (dois pianos e quatro mãos), gravando o LP "Clara Sverner e João Carlos Assis Brasil: Satie-Joplin", considerado um dos 10 melhores disco do ano pelas revistas "Manchete" e "IstoÉ".

Em 1985, atuou como membro do júri do Concurso Nacional de Piano Arnaldo Strela, realizado em Juiz de Fora (MG). Apresentou-se, nesse ano, novamente ao lado de Clara Sverner, no Teatro Cultura Artística (SP), em concerto gravado ao vivo e lançado no LP "Clara Sverner e João Carlos Assis Brasil: Gershwin-Fauré".

Mais tarde, apresentou-se no Rio e em São Paulo, em duo piano-oboé com Harold Emert, e em duo piano-violino com Oscar Lafer.

Atuou em inúmeros concertos com a Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal, com a Orquestra Sinfônica Brasileira, com a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre e com a Orquestra Sinfônica de São Paulo, sob a regência de Eleazar de Carvalho e John Neschling, entre outros maestros.

Dirigiu a série "Concertos de Sábado", no Shopping Cassino Atlântico (RJ).

Atuou nos projetos "Metrô-Música" e "Rioarte instrumental" (RJ).

Acompanhou artistas como Maria Bethânia e Zizi Possi e gravou com grandes nomes da MPB, como Wagner Tiso, Jaques Morelenbaum, Ney Matogrosso, Alaíde Costa e Olivia Byington, entre outros, destacando-se por sua atuação, em 1987, no show "Pescador de pérolas", de Ney Matogrosso, com o qual viajou pelo Brasil e Portugal.

Em 1988, além de inúmeras apresentações em salas de concerto, gravou, com Ney Matogrosso e Wagner Tiso, e participação de Jaques Morelenbaum e Jurim Moreira, o disco "A Floresta Amazônica - Villa-Lobos".
 
Lançou dois discos sobre Villa-Lobos, o primeiro com a cantora Leila Guimarães, executando a Bachiana nº 5, e o segundo realizando a primeira gravação do 3º movimento da Bachiana nº 2.

João Carlos Assis Brasil apresentou nestes álbuns a íntegra das Bachianas Brasileiras Nº4, e das Cirandas, do compositor Villa-Lobos, além de um epílogo composto especialmente para o álbum. A obra As Bachianas tem uma emoção apaixonada, lírica, de construção rigorosa, como convém ao seu grande inspirador, J.S.Bach, já as Cirandas são composições mais curtas, a maioria de grande leveza, onde Villa-Lobos extrapolou suas visões musicais criando para o piano uma linguagem sofisticada e instigante.

Em 1989, apresentou-se, ao lado de Olívia Byington, no Rio de Janeiro (Rio Jazz Clube) e em outras capitais, em show que gerou um disco gravado ao vivo.

Lançou a seguir, o disco "Self portrait" sobre a obra de seu irmão Vitor Assis Brasil, com a participação de Zeca Assumpção (contrabaixo), Jurim Moreira (bateria) e Paulo Sérgio Santos (clarineta e sax).

Em 1992, apresentou-se, ao lado de Alaíde Costa, em show que originou a gravação de um CD.



De 1994 a 1997, idealizou e apresentou o programa "Instrumental informal", transmitido pela TVE.

Em 2000, dividiu o palco do Teatro Café Pequeno (RJ) com Claudia Netto e Claudio Botelho, no show "American concert", interpretando clássicos da canção norte-americana de autoria de George & Ira Gershwin, Irving Berling, Cole Porter e Rodgers & Hart, entre outros.

Nesse mesmo ano, fez recital na Fundação Eva Klabin (RJ), ao lado de Clara Sverner, interpretando obras de Erik Satie, Villa-Lobos, Ernesto Nazareth e Ravel.

Apresentou-se, em 2001, na Série Instrumental da Sala Cecília Meireles (RJ), interpretando obras de Gershwin, Chiquinha Gonzaga, Nazareth, Cole Porter e do irmão Victor Assis Brasil.

Em 2004, gravou o CD "Todos os pianos". Fez show de lançamento do disco no Mistura Fina (RJ). Nesse mesmo ano, apresentou-se no tributo "Para Victor, com carinho", em homenagem a seu irmão Victor Assis Brasil, no espaço que leva o nome do instrumentista e compositor falecido em 1981, no Parque dos Patins, na Lagoa (RJ), do qual também participaram Nivaldo Ornellas e Luiz Avellar Trio.

Em 2005, apresentou-se, ao lado de Claudia Lira, no Café Teatro Arena (RJ), com o show "Chão de Estrelas - Uma homenagem à Era do Rádio".

Além de sua trajetória como pianista, atua como professor de piano.

Em 2010 (06/06/10) o pianista João Carlos Assis Brasil participou do Projeto Villa-Lobos Popular que lembrou os 50 anos da morte do maestro Heitor Villa-Lobos (1887-1959) - no Centro Cultural Correios da capital pernambucana. O carioca, que era violonista e violoncelista, se apropriou da cultura popular e de elementos da natureza para compor sua obra antropofágica, referência do modernismo musical brasileiro.

Em novembro/2010, dia 24, na casa de espetáculos Carnegie Hall, em Manhattan - no Weill Recital Hall, aconteceu o espetáculo “Brazilian Classics: From Villa-Lobos to Tom Jobim”, com o maestro João Carlos Assis Brasil ao piano, Duo Santoro (dueto de cello), Paulo Pedrassol (violão), Karla Bach (percussão) e as cantoras Angélica de la Riva e Glisse Campos.

No dia 05/11/2010 - O Centro Cultural Correios Salvador (Salvador/BA) apresentou o Projeto de João Carlos Assis Brasil “Mestres Brasileiros” é uma homenagem aos compositores de maior expressividade de nosso país que fizeram história dentro da Música Popular Brasileira e que são prestigiados e reconhecidos por suas belíssimas obras que estão eternizadas para sempre dentro dos corações do grande público brasileiro. São eles: Tom Jobim, Villa Lobos, Vinicius de Moraes, Chico Buarque, Edu Lobo, Francis Hime, Cartola, entre outros.



Roteiro do show:

Apanhei-te cavaquinho (Ernesto Nazareth) 4:00
Odeon (Ernesto Nazareth) 3:00
As rosas não falam (Cartola) 4:00
Samba de uma nota só (Tom Jobim/Newton Mendonça) 4:50
Impressões seresteiras (Villa Lobos) 4:00
Retrato em branco e preto (Tom Jobim e Chico Buarque) 3:40
Manhã de carnaval (Luis Bonfá e Antonio Maria) 4:20
Minha (Francis Hyme e Ruy Guerra) 4:00
Aracê (Chiquinha Gonzaga) 3:40
Tico tico no fubá (Zequinha de Abreu) 4:00
Suíte improviso (João Carlos Assis Brasil) 4:15



O pianista e compositor Kenny Werner, em seu livro "Effortless Mastery liberatin the Masther Musician Winth" editado nos Estados Unidos em 1996, relata a influência marcante e definitiva de sua convivência com João Carlos Assis Brasil e as conseqüências sobre sua trajetória profissional e de vida.

João Carlos Assis Brasil é reconhecido em razão do seu talento, domínio técnico e apurada sensibilidade. Atualmente prepara seu novo CD, assim como o magistério, atividade que faz questão de continuar desenvolvendo.

Gershwin [Medley] - Joao Carlos Assis Brasil & Olivia Byington


FONTE

Biscoito Fino

Dicionário MPB

Zé da Velha e Silvério Pontes


Nascido em Sergipe, Zé da Velha (José Alberto Rodrigues Matos) foi influenciado musicalmente pelo pai, alfaiate profissional e flautista e saxofonista amador. Morando no Rio, aos 15 anos começou a tocar trombone, primeiro de pistão, mais tarde de vara.

Zé da Velha, o mais conceituado trombonista de choro em atividade, ganhou o apelido dos seus mestres Pixinguinha, Donga e João da Bahiana. Tocou com Jacob do Bandolim, Valdir Azevedo, Copinha, Abel Ferreira e Joel do Nascimento e junto com Paulo Moura animou muitos bailes de gafieira, levando nossa música a vários paises. Fez base dos discos de Beth Carvalho, Martinho da Vila e muitos outros.

Paralela à atividade de instrumentista, trabalhou em companhias aéreas por mais de 40 anos, até se aposentar.



Silvério Pontes é filho de trompetista, nasceu apaixonado pelo instrumento tendo iniciado a carreira de trompetista aos oito anos de idade.Teve sua formação em banda de música no interior do Estado do Rio de Janeiro, sendo o único trompetista brasileiro da atualidade que se dedica exclusivamente ao Choro, gênero com uma linguagem brasileira, tendo participado com vários artistas importantes da Música Brasileira como Tim Maia, Luís Melodia e outros tantos.

O trompetista Silvério Pontes, 20 anos mais jovem que Zé da Velha, transita pela área do choro e tocou ao lado de artistas como Luiz Melodia, Tim Maia, Elza Soares e integra o naipe de metais do grupo de reggae Cidade Negra.

A parceria entre Silvério e Zé da Velha começou em 1991, e deu tão certo que os dois passaram a se apresentar juntos e em 1995 gravaram o disco "Só Gafieira", indicado para o prêmio Sharp.



Em 1999 veio o segundo CD, "Tudo Dança — Choros, Maxixes, Sambas", trazendo faixas como "Bole Bole" (Jacob do Bandolim), "O Bom Filho a Casa Torna" (Bonfiglio de Oliveira) e "Pra Machucar Meu Coração" (Ary Barroso).

Em 2000 veio "Ele e Eu", com repertório de choros e sambas.



A dupla, considerada pela mídia como a “menor Big Band” do mundo pela sonoridade reproduzida pelos seus respectivos instrumentos, esse ano completa 25 anos de carreira...

Pra entrar no clima das comemorações assista o DVD 'Nas Rodas do Choro' um documentário que passeia pelo universo do choro tendo como interesse principal o processo de aprendizado deste gênero tipicamente brasileiro. Com a direção de Milena Sá, o filme já foi exibido em festivais na França e Espanha. E nessa roda, participam nomes do samba e choro como Luciana Rabello, Odette Ernest Dias, Joel Nascimento, Mauricio Carrilho, Paulo César Pinheiro, Zé da Velha, Silvério Pontes, Nilze Carvalho, Trio Madeira Brasil, Marco César, Bozó 7 cordas.

Repertório do DVD -

Assanhado
Sonoroso
Beliscando
Ternura
Chorinho do Suvaco de Cobra
Corta Jaca
O Bom Filho á Casa Torna
Moderado
Santa Morena
Carinhoso
Rosa
Urubatã
Beliscando o Cavaquinho
Feia
Carioquinha
Flamengo
Machucando
Doce de Coco
Sensível
Otávio no Choro

FONTE

CLIQUEMUSIC

Blog da dupla

Assis Valente


Este é sem dúvida o Ano Assis Valente, conforme denominado pelo Ministério da Cultura. Assis Valente, ícone da criatividade poético musical do século XX e indiscutivelmente um dos mais importantes e expressivos nomes da musica popular brasileira, respeitado também no exterior através das interpretações da cantora e atriz Carmem Miranda.

Entre ser protético ou compositor, Assis Valente ficou com as duas profissões. Batucando na bancada do consultório, poesia e melodia nascendo juntas. Se estivesse vivo, o compositor baiano chegaria hoje ao seu centenário.

Assis Valente criou o nosso hino natalino, "Boas Festas", e sambas como "E o mundo não se acabou". Sua farta produção foi capaz de popularizar expressões, que eram faladas por todo o Brasil, como: "Deixa estar, jacaré" – ou durante todos os anos voltar a ser tocadas, como "Cai, Cai, Balão"...



José de Assis Valente (Campo da Pólvora/BA, 19 de março de 1911 — Rio de Janeiro, 6 de março de 1958) foi um compositor brasileiro, levado ao suicídio por dívidas. Dentre suas composições mais famosas está "Brasil Pandeiro".

Filho de José de Assis Valente e Maria Esteves Valente. Segundo relatava, tinha sido roubado aos pais, ainda pequeno, sendo depois entregue a uma família Santoamarense, que lhe deu educação, ao tempo em que o iniciou no trabalho, algo extenuante.

Aos dez anos de idade, Assis Valente já revelava grande admiração por poetas, como Castro Alves e Guerra Junqueiro, cujos versos declamava, encantando aos que ouviam. Por essa idade segue com um circo mambembe, até que finalmente radicou-se em Salvador, onde tornou-se aluno do Liceu de Artes e Ofícios da Bahia, aprendendo também a confeccionar dentaduras.

Em 1927 mudou-se para o Rio, onde se empregou como protético e conseguiu publicar alguns desenhos.

Na década de 1930, Assis Valente compos seus primeiros sambas, bastante incentivado por Heitor dos Prazeres. Muitas de suas composições alcançaram sucesso, nas vozes de grandes intérpretes da época, como Carmem Miranda, Orlando Silva, Altamiro Carrilho e muitos outros.


Sua admiração por Carmem fez com que Assis Valente aprendesse a tocar, pensando que o professor fosse pai adotivo da cantora - o que não procedia. A paixão não impediu que para ela compusesse várias canções, sempre presentes em seus discos.

Após ter uma dívida sua cobrada por Elvira Pagã, que lhe cantara alguns sucessos, junto com a irmã, Assis Valente tenta o suicídio pela primeira vez, cortando os pulsos.

Assis casou-se, em 23 de dezembro de 1939, com Nadyli da Silva Santos. Em 1941 (13 de maio) tentou o suicídio mais uma vez, saltando do Corcovado – tentativa frustrada por haver a queda sido amortecida pelas árvores.

Em 1942 nasceu sua única filha, Nara Nadyli. Assis separou-se da esposa.

Aos poucos, suas músicas caíam no esquecimento. Afundado em dívidas, inseguro quanto ao futuro, Assis Valente esforça-se para recuperar a carreira, compondo baiões, rancheiras, guarânias, na moda, mas fora de seu gênero. Em vão. Era sambista de letras brilhantes, reportagens sonoras, e não encontra mais espaço.

Desesperado com as dívidas, Assis vai ao escritório de direitos autorais, na esperança de conseguir dinheiro. Ali só consegue um calmante. Telefona aos empregados, instruindo-os no caso de sua morte, e depois para dois amigos, comunicando sua decisão.

Sentando-se num banco de rua, ingere formicida, deixando no bolso um bilhete à polícia, onde pedia ao também compositor e amigo Ary Barroso que pagasse dois alugueis seus, em atraso. Morreu às seis horas da tarde. No bilhete, deixou o último "verso":

"Vou parar de escrever, pois estou chorando de saudade de todos, e de tudo."


CURIOSIDADES

*Aos seis anos, foi raptado por um certo Laurindo que, achando "injusto um menino tão perspicaz viver em ambiente tão pobre", pediu para que a família Canna Brasil, de Alagoinhas, o criasse. Tudo correu bem até que o casal mudou-se para o Rio de Janeiro, deixando o menino na Bahia. Encaminhado para um hospital, passou a viver ali como lavador de frascos da farmácia.

*Passava um circo pela cidade, e o menino a ele se uniu, como comediante. Percorreu o Estado e, em Salvador, abandonou o circo, iniciando curso de prótese dentária e se empregando como desenhista em uma revista até que resolveu tentar a sorte no Sul.

*Como desenhista das revistas Shimmy e Fon-Fon, Assis Valente aproximou-se do meio artístico.

*Em 1917, Assis se mudou para Bonfim, onde se tornou responsável pela farmácia do hospital. Invejosos, os farmacêuticos locais enviaram uma receita contendo poderoso veneno para ser por ele aviada. Leu a fórmula, recusou-se a prepará-la e seu prestígio cresceu.

*Seu trabalho foi um dos mais profícuos da música, constando que chegava a compor quase uma canção por dia – muitas delas vendidas a baixos preços para outros, que então figuravam como autores.

*Seu primeiro sucesso, ainda de 1932, foi "Tem Francesa no Morro", interpretado por Aracy Cortes.


*Foi autor, também, de peças para o Teatro de revista, como Rei Momo na Guerra, de 1943, em parceria com Freire Júnior.

*Após sua morte, foi sendo esquecido, para ser finalmente redescoberto nos anos 1960, nas vozes de grandes intérpretes da MPB, como Chico Buarque, Maria Bethânia, Novos Baianos, Elis Regina, Adriana Calcanhoto, etc. Assim a obra de Assis Valente permanece, até hoje, sendo cantada e regravada pelas gerações que vieram depois de sua morte.

*O pesquisador e colecionador de discos de cera da música popular brasileira, Miguel Ângelo de Azevedo, o popular Nirez, é um dos entusiastas da obra do autor do samba "Brasil pandeiro".



Segundo Miguel Angelo, atual diretor do Museu da Imagem e do Som do Ceará (MIS), Assis Valente, mesmo não sendo carioca, foi um dos grandes sambistas de sua época. "Ele entrou para a música popular brasileira porque era apaixonado, não só pela intérprete, mas pela mulher, Carmen Miranda. Com o tempo, conseguiu realizar o seu sonho", conta Nirez.

Isso aconteceu, a partir do início da década de 30 quando a Pequena Notável emprestou sua voz para grandes clássicos de com letras e melodias Assis Valente, como "Good by boy", "Etcetera", "Minha embaixada chegou", "Uva de caminhão", "Camisa listrada", "E o mundo não se acabou" e "Recenseamento".

Na época, Carmen Miranda tornou-se a cantora que gravou mais músicas do compositor baiano. Ela também foi responsável por projetar suas criações, não só para o grande público brasileiro, mas também nos Estados Unidos.

No entanto, a parceria entre Assis Valente e Carmen Miranda não terminou muito bem. Depois de ter feito muito sucesso registrando parte da obra do compositor, Carmen não quis gravar o antológico "Brasil pandeiro".

Nirez lembra também que, antes desse episódio, o samba "Camisa listrada" chegou a ser gravado pelas Irmãs Pagãs. No entanto, Assis Valente não liberou a versão, esperando que sua interprete favorita o gravasse, como veio a acontecer depois.

No caso da recusa da cantora (portuguesa de nascimento, naturalizada brasileira e famosa nos EUA), Nirez diz que, "apesar deles serem muito amigos, quando ela veio dos Estados Unidos e já estava muito famosa, se negou a gravar o samba ´Brasil pandeiro´, pois o mesmo fazia críticas ao impacto da grande invasão artística, e, particularmente musical da cultura estadunidense no Brasil, tudo em nome do que se chamou da dita, política da boa vizinhança".

O samba só foi gravado um pouco depois. A versão mais antiga é do grupo Anjos do Inferno, conforme lembra o pesquisador cearense.

Quanto ao aspecto da criatividade de Assis Valente como compositor e sobre a importância de sua obra para a música popular brasileira, Nirez é categórico. "Embora, profissionalmente, no início ele tenha sido protético, na época ele se ombreava com os grandes compositores de samba no Rio de Janeiro e acabou se tornando um grande sambista. O suicídio era uma constante em sua vida e terminou morrendo, ingerindo guaraná com veneno", lamenta.

Como os anos 30 são considerados a verdadeira "Era de Ouro" da MPB, Assis Valente é lembrado como um dos grandes deste momento de nossa história cultural. Ao comparar com outros compositores de seu tempo, Nirez "como dois outros que não eram cariocas, os mineiros Ary Barroso e Ataulpho Alves, Assis se destacou bastante. Na minha opinião, talvez o Assis Valente tenha tido uma obra tão criativa quanto os outros que são sempre mais lembrados, como no caso de Noel Rosa. Acredito que o Assis Valente merece tanto destaque quanto o Noel, pois o baiano é também um compositor muito talentoso", defende o admirador.

Como algumas criações de compositores que se destacaram a partir das década de 30 na música popular brasileira são constantemente regravadas, Nirez lembra que realmente essas canções se tornaram clássicos da MPB. "As músicas das décadas de 30 e 40 continuam atualíssimas e não só as criações de Assis Valente são constantemente cantadas e gravadas até os dias de hoje. Entre outros, Ataulpho Alves também é um compositor que sempre tem suas músicas registradas", aponta.

Além de Carmen Miranda, também gravaram composições de Assis Valente em sua época Araci Cortes ("Tem francesa no morro"); Bando da Lua ("Maria Boa"); o quinteto cearense Quatro Ases e um Coringa ("Boneca de pano"); Aracy de Almeida ("Fez bobagem"), composta depois da segunda tentativa de suicídio do autor baiano; Moreira da Silva ("Prá lá de boa" e "Oi Maria"), entre outras; Aurora Miranda ("Sou da Comissão de frente") e Carlos Galhardo ("Boas festas"), a qual se tornou o hino do natal brasileiro, sendo até hoje cantado nas festas de dezembro em todo o Brasil.


Outro conterrâneo de Assis Valente foi o responsável da revitalização de sua obra para as novas gerações. No começo da década de 70, João Gilberto foi quem apresentou canções como "Brasil pandeiro" e "Boas festas" para Morais Moreira, que as gravou com os Novos Baianos. O baiano também tem músicas gravadas por Adriana Calcanhoto, Nara Leão, Chico Buarque, Maria Bethânia, Olívia Byington e Maria Alcina, só para citar outros intérpretes.

Bebel Gilberto - Camisa Listrada - Heineken Concerts - 1994

HOMENAGENS

A cidade de Santo Amaro da Purificação, no recôncavo baiano, vai se transformar a partir de hoje dia 19/03/2011 (às 18h), num grande cenário de diversas linguagens artísticas homenageando durante todo o ano o compositor santamarense Assis Valente, que completa um centenário.

O evento comemorativo faz parte de uma das ações do Festival de Turismo e Cultura Assis Valente, envolvendo as linguagens da gastronomia, do artesanato, da música e do folclore.

O local escolhido é o Coreto da Praça da Purificação, que foi recentemente reformado e ganhará o novo nome Coreto Assis Valente, com cerimônia que acontece paralelamente a programação do projeto, uma iniciativa que é um passaporte para o lançamento oficial seguido de muitas surpresas.

Esta homenagem da Bahia ao seu ilustre filho Assis Valente tem como banda base o regional Os Ingênuos, apresentações do Coral do Maestro Miguel Lima com a participação da ilustríssima Dona Canô, e aproximadamente vinte convidados especiais do cenário musical baiano como Lindro Amor, Barquinha de Saubara, Roberto Mendes, Marcia Short, Aloísio Menezes, Moreno Veloso, entre outros cantores e instrumentistas, além da exposição da vida e obra de Assis Valente por Jorge Portugal como mestre de cerimônia.

O evento tem Direção Geral de Nilson Mendes, Musical de Jota Veloso e Produção da Hessel Produções, que, juntamente com Rodrigo Veloso, idealizaram o projeto.

Para o fechamento do evento está programada a participação de todos os convidados acompanhados da banda base e do grupo percussivo Didá, onde este sairá em cortejo desfilando pela Praça.

O público estimado para esta grande festa é de 03 mil pessoas, com registro e transmissão pelo Instituto de Rádio e Difusão do Estado da Bahia (IRDEB) em rede regional para mais de 60 mil telespectadores e da TV Bahia através do programa Mosaico.

Uva de Caminhão - Olivia Byington & João Carlos de Assis Brasil


Discografia e homenagens

Quatro álbuns póstumos reúnem trabalhos do compositor:

*Assis Valente (1970) - RCA/Abril Cultural 33/10 pol

*Assis Valente (1977) - Abril Cultural 33/10 pol.

*Assis Valente (1989) - FUNARTE LP

*Assis Valente com Dendê - Sons da Bahia (Secretaria da Cultura e Turismo da Bahia - Bahiatursa); Salvador, 1999.

*De 1956 é o álbum "Marlene Apresenta Sucessos de Assis Valente", da cantora Marlene.

*A Rede Globo, em 1977, dedica-lhe todo um programa da série "Brasil Especial". A mesma emissora, na década de 1980, usa um título de uma composição sua para nominar um programa – "Brasil Pandeiro" – apresentado pela atriz Beth Faria.

*"Brasil Pandeiro - Assis Valente", obra da Ed. Irmãos Vitale (Coleção "Canta um Conto", 2004, ISBN 8574071730) traz um pouco da obra do grande compositor.


FONTE

Wikipédia

Diário do Nordeste

cifra antiga

Bahia Informa

sexta-feira, 18 de março de 2011

Pouca Vogal


Sabe aqueles dias que você sente que um descaso foi a "gota d'água"?! É isso!!! 'Serei sempre apego pelo que vale a pena e desapego pelo que não quer valer'. Então, eu escolhi as músicas do Pouca Vogal pra curtir esse momento...

Depois Da Curva
by Pouca Vogal


Amanhã, talvez
Esse vendaval faça algum sentido
Dá pra se dizer
Qualquer coisa sobre todo mundo

Por hoje é só
Vou deixar passar a ventania
Talvez amanhã
Vento, vela e velocidade

Mar azul
Céu azul sem nuvens
Logo ali... depois da curva
Ali, logo ali, ali...
depois da curva

Amanhã talvez
Esse temporal saia do caminho
Dá pra escrever
O papel aceita toda qualquer coisa

Por hoje é só
Vou deixar passar a tempestade
Talvez amanhã
Água pura e toda verdade

Mar azul
Céu azul sem nuvens
Logo ali... depois da curva
Ali, logo ali, ali...
depois da curva

Ali, logo ali, ali...
depois da curva
Ali, logo ali
Eu vi, eu vim, venci a curva

BIO

Pouca Vogal é um projeto paralelo de rock brasileiro criado pelos cantores gaúchos Duca Leindecker (líder e guitarrista da banda Cidadão Quem) e Humberto Gessinger (líder e baixista do grupo Engenheiros do Hawaii).

Amigos desde o fim dos anos 80, Humberto Gessinger e Duca Leindecker são band-leaders de duas das maiores bandas do rock gaúcho, os Engenheiros do Hawaii e a Cidadão Quem.

No ano de 2008, ambas as bandas encerraram as turnês dos seus respectivos discos (Novos Horizontes, álbum acústico lançado pelos Engenheiros em 2007; e 7, álbum de estúdio do Cidadão Quem, lançado em 2006), interrompendo as atividades das bandas e viabilizando a realização do projeto, há bastante tempo idealizado pelos cantores.

A dupla gravou oito canções em arranjos eletro-acústicos, que foram lançados no website oficial do grupo e deram origem ao álbum Pouca Vogal - Gessinger+Leindecker. Posteriormente à gravação das mesmas, a dupla vem fazendo shows por várias cidades do país.

Em março de 2009, o duo gravou o CD, DVD e Blu-ray Pouca Vogal Ao Vivo Em Porto Alegre, no teatro do CIEE, na capital gaúcha. O show reúne músicas dos Engenheiros e da Cidadão Quem, além das músicas que a dupla compôs durante o ano de 2008.



Além das canções, o DVD tem as participações da orquestra gaúcha PoA Pops, sob regência do maestro Fernando Cordella, com os arranjos de Tiago Kreutzer; e do baixista Luciano Leindecker (irmão de Duca e baixista do Cidadão Quem), tocando o contrabaixo e um instrumento criado por ele, chamado quince.

Gravado de maneira independente, houve um intervalo de nove meses entre sua gravação e seu lançamento, através da gravadora carioca Som Livre (ligada às Organizações Globo).

Segundo Gessinger em 2011 os Engenheiros podem voltar, (lembrando que isto já foi especulado no início de 2010). Duca interrompeu os trabalhos da Cidadão Quem devido ao tratamento do irmão e baixista Luciano, que se recupera de um câncer.

O Vôo Do Besouro
by Pouca Vogal


Fala sério, o que (é) que há
O que falta enxergar
Nessa noite de luar
Nesse dia devagar
Fala sério, o que (é) que há
O que falta enxergar

Quem não sabe finge saber
Quando vê o ouro brilhar
Quando vê o couro comer
E o besouro voar

Fala sério, o que (é) que tem
Quem tem medo de enfrentar
A lembrança sempre vem
Numa noite sem luar
Fala sério, o que (é) que foi
Onde a gente foi parar

Quem não sabe finge saber
Quando vê o ouro brilhar
Quando vê o couro comer
E o besouro voar

Fala agora onde está
Quem está no seu lugar
No espelho na estrada
Esperando o inesperado
Fala sério, o que (é) que há
O que falta enxergar

Quem não sabe finge saber
Quando vê o ouro brilhar
Quando vê o couro comer
E o besouro voar

Formação

Humberto Gessinger -
voz, violão, viola caipira, harmônica, piano, percussão eletrônica, midi pedalboard e dobro

Duca Leindecker -
voz, guitarra, violão, pandeirola e bumbo

Convidados

Carlos Maltz - percussão e voz
Luciano Leindecker - baixo
Renato Borghetti - sanfona

Discografia

Pouca Vogal - Gessinger+Leindecker - 2008
Ao Vivo Em Porto Alegre - 2009

Tententender
by Pouca Vogal
Se eu disser que vi rastejar,
a sombra do avião
feito cobra no chão
tententender a minha alegria,
a sombra mostrou o que a luz escondia

se eu quiser ser mais direto
eu vou me perder
melhor deixar quieto
tententender tentenxergar
o meu olhar pela janela do avião

[refrão 2x]
Que amor era esse que não saiu do chão?
não saiu do lugar só fez rastejar o coração.

se eu disser,
que tive na mão a bola do jogo
não acredite!
tententender a minha ironia
se eu disser que já sabia

o jogo acabou de repente,
o céu desabou sobre a gente,
tententender eu quero abrigo,
e não consigo ser mais direto

[2x]
Que amor era esse que não saiu do chão?
não saiu do lugar só fez rastejar o coração


FONTE

WIKIPÉDIA









quinta-feira, 17 de março de 2011

Grenade


Goodday é o nome daquela música "gostasa de se ouvir" do comercial de televisão de uma operadora telefônica que apresenta o filme "Máquina de lavar". O roteiro, cada vez mais comum em publicidade, traz o dia a dia de pessoas que moram sozinhas, gostam de sair pra se divertirem e têm necessidade de estarem sempre conectadas à internet...

A música Goodday é da banda Grenade, de Londrina/PR. (A campanha feita pela *F/Nazca para a Claro tem três filmes diferentes).

=) Sabe que me identifiquei com a mesma!!



I love you more
I love you all the time
I love you like there's no one
else behind your eyes

Good day, sunshine away

The way you move
The way you keep me safe
The way you bring the whole world
back To my head
Good day, sunshine away

And when you ask me
When you let me stay

When you give me things
That I can't replace
Good day, sunshine away

But I'm never strong to make you rise
When you sleep I start to dig your eyes
Good day, your sunshine away

BIO

Grenade é uma banda de Londrina/PR, que toca Rock. Iniciada como projeto lo-fi de Rodrigo César, o Grenade conta atualmente com uma formação estável e é uma das bandas de maior nome no cenário do rock alternativo nacional.

No início da década de 90 Rodrigo Guedes integrava a banda piracicabana Killing Chainsaw, pioneira do chamado rock alternativo nacional. A banda gravou dois discos (“Killing Chainsaw”, 1992, e “Slim Fast Formula”, 1993) e deu início a uma nova geração de músicos e bandas independentes que surgiram anos mais tarde.

Em 98, Rodrigo retornou de forma bastante particular, gravado suas músicas em casa, sem obrigações artísticas, tomando conta da gravação, produção e até mesmo a distribuição de seus discos. Convidando amigos para algumas gravações e eventuais shows, nasce o Grenade.

Em menos de 2 anos lança 3 álbuns, (“A Child´s Introduction to Square Dancing”, 1998 / “Out of Body Experience”, 1999 / “Shortwave Young Love Kingdom”, 1999). Além da distribuição de seus discos pelo selo Ordinary Recordings (São Paulo), após alguns contatos, o selo Duckweed Records (Seattle, USA) começa a distribuir seus discos também nos USA.

Em 2001 o Grenade assume sua forma definitiva como uma banda de rock. Contando com Eric (parceiro de Rodrigo desde 99), Eduardo e Paulo, a banda começa uma nova etapa, mais orgânica e voltada para os palcos. Neste ano o grupo fez shows em várias cidades (Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis, Maringá, Londrina, Sorocaba, Goiânia) e participou de quase todos os grandes festivais independentes nacionais: Balaio Brasil, Circadélica, Geração Pedreira, UPLOAD e Goiânia Noise Festival.

Em 2003 o Grenade está pronto para retornar as gravações e começa a preparar o primeiro disco como banda. 16 canções são registradas ao vivo num pequeno estúdio em Londrina e masterizadas por Steve Fallone no conceituado Sterling Sound, em Nova Iorque. Após definir o lançamento com a gravadora Slag Records e enquanto aguarda o disco fica pronto, a banda lança uma compilação de músicas inéditas chamado “Splinters (2000#2002)” através do selo Bay King Music (BH). São 14 músicas, que encerram a primeira fase da banda.

Em março de 2004 sai o tão aguardado CD “Grenade” (Slag Records), considerado um dos melhores lançamentos independentes do ano. Eduardo sai da banda e em seu lugar, na bateria, entra Vitor. O novo Grenade está melhor do que nunca e a mudança foi conferida nos palcos, mostrando definitivamente porque o tempo e a espera foram importantes para banda. Em novembro, em uma apresentação muito elogiada, apresentam-se no Tim Festival ao lado dos britânicos do Libertines e dos americanos do Mars Volta.

Em 2005 saiu Eric e entrou Adauto Mangue (ex-Mudcracks) na guitarra...

Em 2008, lançou o álbum "Life is a Sinner".



Discografia/Álbums

Life As A Sinner(Slag Records) - 2008

Grenade(Slag Records) - 2004

Splinters(Bay King Music) - 2001

Heartless EP (Ordinary Recordings) - 2000

Grenade Is An Out of Body Experience(Low Tech Recs / Ordinary Recordings / Duckweed Records) - 1999

Shortwave Young Love Kingdom(Ordinary Recordings / Duckweed Records) - 1999

A Child's Introduction to Square Dancing(Ordinary Recordings) - 1998

CURIOSIDADES

* A pouco mais de quinze anos Rodrigo César vem participando da cena independente brasileira através do Killing Chainsaw, uma das primeiras formações de indie rock a pintar por aqui.

*Depois de dois discos lançados a KC(Killing Chainsaw) a banda piracibana acabou, Rodrigo se casou e mudou-se para Londrina/PR, onde começou o Grenade, inicialmente um projeto solo.

* É sintomático, portanto, que a frase que abra Grenade (lançado pela Slag Records) seja "it's time to turn the page" (“é hora de virar a página”).

*O acréscimo dos novos integrantes fortaleceu a pegada das músicas. É um disco de rock mesmo, com ecos que vão desde Stones de boa safra ("Old Wish") até Neil Young & Crazy Horse ("Erase Your Head"). Destaque ainda para "Leave Me Alone" (e sua guitarra à Pink Floyd), "Gooday" (com pequeno sample de "Good Day Sunshine") e a tocante balada "For Her". O álbum soa muito bem, um pouco pela masterização do americano Steve Fallone – o mesmo de discões como Keep It Like A Secret (Built To Spill) e Yoko (Beulah) e que recentemente trabalhou em Room On Fire (Strokes).

FONTE

TRAMA VIRTUAL

Blog

mondo bacana

* - A F/Nazca nasceu em 1994, pertence a rede internacional de agências Saatchi & Saatchi, e faz parte do Publicis Group, que possui 6.500 funcionários trabalhando em 140 escritórios espalhados por 80 países. Em 2000 a agência recebeu seu primeiro título internacional, o de Agência do Ano para as Américas, concedido pela publicação norte-americana Advertising Age. No ano anterior, em 1999, recebeu o principal prêmio da propaganda brasileira, o Prêmio Caboré de Agência do Ano. Já em 2001 conquistou seu maior título, o de Agência do Ano, no Festival de Cannes, considerado o Oscar da propaganda, por ter sido a mais premiada do mundo naquele evento, com oito Leões (três bronzes em filmes, dois ouros em mídia impressa e um ouro e dois bronzes em internet). Recebeu oito vezes e por cinco anos consecutivos (1999, 2001 e de 2003 a 2008) o título de Agência do Ano no Festival Brasileiro de Publicidade, promovido pela Associação Brasileira de Propaganda. A agência é responsável por cases de sucesso e slogans como “Desce redondo”, para a Skol, “Nem parece banco”, para o Unibanco, e “O melhor plano de saúde é viver. O segundo melhor é Unimed”, para a Unimed. Personagens como as formiguinhas da Philco e a tartaruga da Brahma também foram criações da F/Nazca. Pela quinta vez nos seus 16 anos de vida a F/Nazca está entre as três indicadas para a categoria Agência de Propaganda, do Prêmio Caboré 2010.

**A F Nazca não tem mais a conta da Claro. O anunciante optou por ser atendido somente pela Ogilvy, que passa a concentrar uma verba que somou em 2009 R$ 165 milhões. Em agosto do ano passado a Claro, tinha encerrado acordo com a Almap (a agência mais premiada do mundo em 2010). Uma das alavancas do sucesso da Ogilvy com o cliente teria sido a bem sucedida estratégia do Twitter de Ronaldo durante a Copa de 2010, projeto que permanece e já atrai hoje mais de 1,2 milhao de seguidores ao microblog do ex jogador.

terça-feira, 15 de março de 2011

Elizângela


Eu até batizei uma boneca minha com o nome de Elizângela por causa dessa música...

Elizângela começou a atuar com 7 anos, na TV Excelsior. Ainda criança, ela fez inúmeros comerciais, de colchão a gelatina. Apresentou noticiários na telinha e, nos anos 70, atacou de cantora. "Vendi muito", lembra. A canção mais famosa foi Pertinho de Você, mas Elizângela não queria ser refém da indústria fonográfica. "Era uma manipulação horrorosa. Queriam me forçar a entrar em um gênero e eu queria buscar meu estilo." E estilo não falta à atriz, assim como humor - e uma ótima gargalhada! (aqui)

A atriz Global Elizângela se tornou a cantora da música de maior sucesso em vendagens de discos no Brasil, na era do vinil. A música "Pertinho de Você" ficou um ano inteiro em 1º lugar na Parada de Sucessos, além de ser a música mais vendida segundo a Associação Brasileira de Produtores de Discos, que reune as grandes gravadoras. Foi também a campeã em execuções pelo ECAD.


(No "Fantástico" de 23 de julho de 78, Elizângela laçou-se como cantora com a música Pertinho de Você, de Hugo Bellard. O compacto simples de "Pertinho de Você" permaneceu 52 semanas em primeiro lugar nas paradas de sucesso e veio a ser a gravação feminina mais vendida no Brasil naquele ano.) O disco lançado pela então RCA (hoje BMG), se transformou no compacto simples mais vendido da história da musica brasileira, com mais de 1 milhão de discos vendidos no Brasil e exterior, numa época em que vender 100.000 discos já era dificil, disco de ouro então, uma façanha.

Este record provavelmente nunca será batido, já que o vinil e o compacto simples acabaram. E tudo começou de brincadeira. Elizangela e seu então marido estavam na casa do produtor de discos Hugo Bellard, na Lagoa, Rio de Janeiro, quando brincou sobre gravar um disco cantando.

Passadas algumas semanas, Hugo ligou seu Sintetizador e compôs 2 musicas para Elizangela: "Ele ou Você" e "Pertinho de Você". Tudo na brincadeira, na verdade ninguém ali pensava em comercializar a gravação. A voz, foi colocada no mini studio que havia no local. Todos os instrumentos foram gravados por Hugo num sintetizador Arp Soloist, um dos primeiros sintetizadores existentes.

O que nem Hugo e nem Elizangela sabiam, era que ali estava sendo criado o disco mais vendido no Brasil, que viria a ficar 54 semanas em 1º lugar nas paradas de sucesso oficiais das gravadoras: o NOPEM e a parada da ABPD (Associação Brasileira de Produtores de Discos).

Quando Hugo se deu conta de que aquilo que tinha em suas mãos tinha tudo para ser sucesso, levou a fita nas principais gravadoras. Curiosamente ninguem acreditou no produto. Polygram, EMI, Som Livre, RCA e CBS (hoje Sony), uma a uma recusaram o disco.

Quando Elizangela e Hugo já haviam esquecido da gravação, o diretor da RCA Durval Ferreira ligou para Hugo perguntando pela fita ( ele acabara de lançar o ator Francisco Cuoco com relativo sucesso ! ) O disco foi lançado, mas a RCA não se interessou em trabalhar o produto nas radios, preferindo investir toda sua máquina na cantora Lilian, produzida por Roberto Livi, e que venho a ser sucesso com a musica "Sou Rebelde" com 250.000 discos vendidos.

Mas a música "Ele ou Você" fez parte da trilha sonora da novela "Pecado Rasgado" da TV Globo. Porém o melhor ainda estaria por vir.



Uma apresentação de Elizangela produzida por Aluizio Legey para o Fantástico, fez com que o outro lado do disco começasse a fazer sucesso estrondoso. Primeiro no norte / nordeste, depois no Rio de Janeiro e São Paulo.

Em poucos dias Elizangela vendia cerca de 20.000 discos por semana em todo Brasil. Em 5 meses já passava de 500.000. Em um ano ultrapassava 1 milhão de discos, sendo 200.000 em espanhol na America Latina.

Para muitos historiadores, a batida de "Pertinho de Você" aliado ao balanço que Elizangela fazia com as pernas, que era muito imitado pelo público no nordeste, seria o inicio do que viria a ser a futura lambada, o ritmo que sacudiria a Europa.

Na verdade, segundo Hugo, ele misturou o ritmo de um disco do Jesse Green, que fazia sucesso nas discotecas no momento, com o estilo da Tina Charles, da Ivone Elyman (flautas) e da Marilyn McCoo. E compôs uma música inédita usando esta mistura ritmica, que acabou dando certo aqui.

A musica "Pertinho de Você" teve mais de 30 regravações até 1999. Mel com Terra, Limão com Mel, Conrado, Mariane, os Motokas, Forrozão Baby Som, Calcinha Preta e dezenas de outros artistas gravaram e tocam o sucesso de Elizangela, de autoria e arranjo de Hugo Bellard, em seus shows.

Em 2001, uma regravação de PERTINHO DE VOCÊ com o grupo de forró CAPIM COM MEL, vendeu mais de 250.000 cópias ! A mesma música mostrou sua força através das décadas.

Elizangela ainda gravou outro sucesso: "Esperando Você".



Depois, sem poder dividir o sucesso das novelas com os sucessos dos discos, Elizangela acabou por encerrar prematuramente sua carreira de cantora.


(Elizangela recebendo premio de disco mais vendido no Brasil - "Pertinho de Você" foi a música mais vendida no Brasil em Compacto Simples em todos os tempos, produção, composição, letra e arranjo de Hugo Bellard.)

BIO

Elizângela do Amaral Vergueiro (Resende, 11 de dezembro de 1957) é uma atriz brasileira.

Começou na televisão no Clube do Guri da TV Tupi do Rio e em 1965 apresentou o programa Essa Gente Inocente na TV Excelsior do Rio.

Na TV Globo do Rio estreou em 1966 no Clube do Capitão Furacão, programa infantil da TV Globo comandado por Pietro Mário.

Elizângela começou a atuar em novelas nos anos 70.

Em 1978 gravou a música Pertinho de Você, que fez muito sucesso e se tornou o compacto simples mais vendido da história da música brasileira, com mais de um milhão de discos vendidos no Brasil e exterior.

Interpretou diversos personagens marcantes na TV. Entre eles a bela e mimada Patrícia de Locomotivas (1977), a dissimulada Mariúcha de Jogo da Vida (1982), a obsessiva Marilda de Roque Santeiro (1985), a extravagante Rosemary Pontes de Pedra sobre Pedra (1992), a chantagista Djenane de Senhora do Destino (2004), a interesseira Shirley Miranda de Cobras e Lagartos (2006)e a cafetina Cilene na novela A Favorita de João Emanuel Carneiro. Atualmente interpreta a divertida Nicole no remake de Ti Ti Ti de Maria Adelaide Amaral.

A partir de Agosto de 2007, passa a integrar o elenco do sucesso "Os Monólogos da Vagina", de Eve Ensler com tradução, adaptação e direção de Miguel Falabella. Elizângela divide o palco com Fafy Siqueira e Vera Setta. A atriz substitui Tânia Alves.



Vaidosa, Elizângela confessa ter feito duas plásticas e é adepta da malhação. Casada duas vezes e mãe de Marcelle, a atriz abraçou a solteirice e hoje se define como "ficante convicta". A atriz também revelou que não vê problema nenhum em se envolver com homens mais novos, mas sem exageros.

Sou uma ficante convicta. Um namoro só se for uma coisa muito interessante, senão… Não me interessa não. É engraçado porque isso faz com que as pessoas grudem. Quanto mais a gente diz que não quer, as pessoas grudam. Eles não acreditam que eu não quero casar”, contou em entrevista.


Televisão

1971 - O Cafona - Dalva (Globo)
1972 - O Bofe - Sandra (Globo)
1972 - Bandeira 2 - Taís (Globo)
1973 - Cavalo de Aço - Teresa (Globo)
1974 - Supermanoela - Elizângela (Globo)
1975 - Pecado Capital - Emilene (Globo)
1975 - Cuca Legal - Lu (Globo)
1976 - O Casarão - Mônica (Globo)
1976 - O feijão e o sonho - Cidoca (Globo)
1977 - Locomotivas - Patrícia (Globo)
1978 - Te Contei? - Ritinha (Globo)
1979 - Feijão Maravilha - Adelaide (Globo)
1980 - Plumas & Paetês - Sandra (Globo)
1981 - Jogo da Vida - Mariúcha (Globo)
1982 - Paraíso - Maria Rosa (Globo)
1983 - Voltei pra Você - Lucinha (Globo)
1984 - Partido Alto - Cidinha (Globo)
1985 - Roque Santeiro - Marilda (Globo)
1986 - Tudo ou nada - Guadalupe (TV Manchete)
1992 - Pedra sobre Pedra - Rosemary Pontes (Globo)
1994 - Éramos Seis - Marion (SBT)
1994 - As Pupilas do Senhor Reitor - Teresa (SBT)
1996 - Malhação - Zizi (Globo)
1997 - Por Amor - Magnólia (Globo)
1999 - Suave Veneno - Nazaré (Globo)
2001 - O Clone - Noêmia (Globo)
2004 - Senhora do Destino - Djenane / Edileuza (Globo)
2005 - A Lua me Disse - Assunta (Globo)
2006 - Cobras e Lagartos - Shirley Miranda (Globo)
2008 - A Favorita - Cilene (Jucilene Maria Gonzaga) (Globo)
2010 - Ti Ti Ti - Nicole (Globo)


Cinema

1969 - Quelé do Pajeú
1970 - O Enterro da Cafetina
1971 - Vale do Canaã
1973 - O Judoka
2006 - 1972
2008 - Xuxa Gêmeas - Tia

FONTE

MUSIKCITY
wikipédia

Roberto Martins


O compositor Roberto Martins nasceu no Rio de Janeiro/RJ em 29/1/1909 e faleceu em 14/3/1992. Órfão de pai com um ano de idade, estudou na Escola Pública Teófilo Otoni e aos 12 anos trabalhava numa fábrica no bairro da Tijuca, do Rio de Janeiro, passando depois para outra indústria no bairro de São Cristóvão, onde ficou até os 15 anos.

A influência musical marcou-o bem cedo em casa: a mãe tocava piano, instrumento que ele logo começou a aprender. Por volta de 1925, já havia feito algumas composições, de que ele próprio não gostava. Seu terceiro emprego foi no ramo de calçados - fábricas e lojas -, atividade em que permaneceu até os 20 anos, quando decidiu entrar para a polícia como guarda-civil.

Nesse período compôs seu primeiro samba, Justiça (1929), que, embora não chegasse a ser gravado, teve sua letra publicada no livro Samba, de Orestes Barbosa.

Em 1933 conseguiu que duas de suas composições fossem gravadas por Leonel Faria, na Odeon: Regenerado e Segredo.

Em 1936, com Valdemar Silva, compôs Favela, interpretado por Francisco Alves em disco Victor, um de seus maiores sucessos, que se tornou um dos grandes clássicos da música popular brasileira e que foi regravada por outros grandes nomes da MPB. Essa música acabou recebendo mais de cem outras gravações, além de ser uma das primeiras brasileiras editadas nos Estados Unidos.

Em 1937 foi transferido para o 5° Distrito, como investigador, lá ficando até 1939, quando conseguiu licença de dois anos e não mais voltou à polícia, desempenhando a partir dai somente atividades relacionadas com a música.

SE ESSA RUA FOSSE MINHA (Roberto Martins e Mário Lago) Luiz Barbosa


O ano de 1939 é o de seu grande sucesso, Meu consolo é você (com Nássara), samba gravado por Orlando Silva, que ganhou o concurso de músicas carnavalescas da prefeitura.

No Carnaval seguinte, sua batucada, Cai, cai, gravada por Joel e Gaúcho, se transformou num clássico de Carnaval (continuando entre as mais tocadas em bailes durante a década de 1970). Cai-cai foi executada em nada menos de dez filmes estrangeiros, embora no concurso da Prefeitura do Rio de Janeiro tivesse obtido apenas um modesto terceiro lugar. Foi com os direitos de Cai-cai que comprou a casa em que residiu na Ilha do Governador.

CAI, CAI (Roberto Martins) Joel e Gaúcho 1939


Desde 1937, até 1945, já vinha participando, como ritmista, da Orquestra de Simon Bountman, e em 1943 começou a trabalhar na UBC, da qual foi sócio fundador e conselheiro permanente.

No mesmo ano, com Mário Rossi, compôs Beija-me, gravada por Ciro Monteiro, e Renúncia, um dos primeiros êxitos de Nelson Gonçalves.

Em 1945 alcançou sucesso no Carnaval com a marcha O cordão dos puxa-sacos (com Eratóstenes Frazão), gravada pelos Anjos do Inferno.


Nos Carnavais seguintes, a Marcha dos gafanhotos (com Frazão) e Cadê Zazá? (com Ari Monteiro) foram grandes êxitos, nas vozes de Albertinho Fortuna (1947) e Carlos Galhardo (1948), respectivamente. Seu último grande sucesso foi uma gravação de Blecaute, de 1949, Pedreiro Waldemar (com Wilson Batista).

Pedreiro Waldemar


A partir daí, passaria a se engajar cada vez mais na luta pelos direitos autorais. Aposentou-se na década de 1980, afastando-se dos meios artísticos.

Teve muitos outros parceiros, entre eles Benedito Lacerda, Jorge Faraj, Mário Lago e Mário Rossi, em composições de vários gêneros: sambas, batucadas, marchas, valsas e fox-trots.

BRINQUEI DE AMOR (Roberto Martins e Mário Rossi) Carlos Galhardo 1940


Foi sócio-fundador da UBC (União Brasileira de Compositores), onde teve vários cargos importantes. Entre suas composições de sucesso estão: Beija-me, Favela, Meu consolo é você, Cordão dos Puxa Sacos, Renúncia, Dá-me tuas mãos, Cai Cai, Cadê Zazá , Marcha dos Gafanhotos, Pedreiro Valdemar, Bodas de Prata.

Aliança Partida - Roberto Martins e Benedito Lacerda by Orlando Silva


Bodas de Prata (Roberto Martins e Mário Rossi)


Em 1988, foi homenageado na série carnavalesca da Funarte com o show O cordão dos puxa-sacos, criado e dirigido por Ricardo Cravo Albin, no qual o compositor apareceu narrando sua vida e falando de sua obra, cantada na ocasião pela dupla Marília Barbosa e Chamon, que substituiria o cantor Roberto Paiva na véspera da estréia.

Em 1989 foi homenageado com o show À Roberto Martins: nos seus 80 anos de vida, música e carnaval, criado e dirigido por Ricardo Cravo Albin, no qual o compositor apareceu narrando sua vida e falando de sua obra, cantada na ocasião pela dupla Marília Barbosa e Chamon.

No cenário atual, Roberto Martins, foi regravado por Moacyr Luz, que redescobriu os sambas Não Deves Sorrir para Mim e Leva Meu Coração, parceria com Mário Lago. Elza Soares, Thalma de Freitas e Zeca Pagodinho gravaram o samba Beija-me, parceria com Mário Rossi.

Roberto Martins faleceu no Rio de Janeiro aos 83 anos, deixando viúva Isaura e seus três filhos: Yole, Jorge Roberto e Elizabeth.

Em 2009, os cem anos de nascimento do compositor Roberto Martins foram celebrados com projeto de CD e livro idealizado pela família do artista e desenvolvido pela Elaborar.

Uma seleção de cantores, músicos, arranjadores, escritores e pesquisadores foi reunida para homenagear o autor de “Cade Zazá”, “Renúncia”, “Cordão dos Puxa-Sacos”, “Pedreiro Waldemar” e outras canções de Roberto Martins com parceiros como Mario Lago, Mario Rossi e Wilson Batista.

O CD+livro trará gravações com Simone, Zé Renato, Joyce, Elton Medeiros, Cristina Buarque, Beth Carvalho, Leny Andrade, Tito Madi, Aldir Blanc, Jards Macalé e outros artistas, sob direção musical de Moacyr Luz e com arranjos feitos especialmente para o projeto por Cristóvão Bastos, Kiko Horta e Afonso Machado.

O livro incluirá fotos, textos de Sérgio Cabral, João Máximo, Zuza Homem de Melo, Hermínio Bello de Carvalho, Ricardo Cravo Albin e Fernando Faro, a cronologia de vida e obra do compositor feita pelo pesquisador Jairo Severiano, e a reprodução de jornais, revistas, partituras e documentos do acervo da família.

Mil unidades deste CD (com o livro) serão distribuídas gratuitamente a bibliotecas, centros culturais e escolas de música. O projeto terá ainda site sobre o compositor, com sua obra completa. O projeto está aprovado na Lei de Incentivo à Cultura, em fase de captação de recursos. (site Elaborar).

Cowboy do Amor



FONTE

Cifrantiga

Portal Luis Nassiff

Vocalistas Tropicais


Os Vocalistas Tropicais, conjunto vocal e instrumental brasileiro formado em Fortaleza, Ceará, em 1941 (que deu voz a várias canções de Lauro Maia) teve várias formações até se definir, em 1946, com os seguintes componentes: os fortalezenses Nilo Xavier da Mota (1922), líder, violão e arranjos; Raimundo Evandro Jataí de Sousa (1926), vocal, viola americana e arranjos; Artur Oliveira (1922), vocal e percussão; Danúbio Barbosa Lima (1921), percussão; e o recifense Arlindo Borges (1921), vocal e violão solo.

Apresentavam-se na Ceará Rádio Clube até 1944, quando excursionaram por São Luís do Maranhão, onde se apresentaram na Rádio Timbira e no Hotel Cassino Central, e em Manaus/AM, apresentando-se na Rádio Baré.

Em 1945, o conjunto seguiu para o Rio de Janeiro em busca de melhores oportunidades de trabalho. Ali, eles assinaram contratos com a Rádio Mundial e com a gravadora Odeon, pela qual lançaram o primeiro disco, em 1946, com o fox Papai, Mamãe, Você e Eu, da autoria de Paulo Sucupira, e o balanceio Tão Fácil, Tão Bom, de Lauro Maia. Foi um sucesso. Nessa época, o cantor e compositor Paulo Sucupira integrou o conjunto, e gravou com eles os primeiros discos.

Em 1949, emplacaram seu primeiro sucesso de Carnaval: Jacarepaguá (Marino Pinto, Paquito e Romeu Gentil), que chegou a vencer o Concurso Oficial da Prefeitura do Distrito Federal, realizado no Teatro João Caetano.






Terminado o contrato com a Rádio Mundial, o grupo passou a se apresentar na Rádio Tupi. Eles trabalharam em diversos cassinos cariocas, antes mesmo destes serem fechados e proibidos, e participaram de cinco filmes brasileiros.

Participaram das revistas musicais Quem está de ronda é São Borja e Confete na Boca (1949 e 1950, respectivamente) com Dercy Gonçalves, realizados no Teatro Glória.



O grupo se desfez em 1963 por não ter mais espaço na mídia, como tantos outros artistas, deixando 49 discos em 78rpm nas gravadoras Odeon, Copacabana e Continental.



Em 2004, Os freqüentadores habituais do projeto “Café + Tapioca" fizeram uma viagem à época dos Vocalistas Tropicais. Foi a proposta do filme “Fragmentos de Harmonia”, do cineasta carioca Nilo Mota. O documentário inédito abriu a sessão “Café + Tapioca” do Espaço Unibanco, de Cinema.

O documentário, que aborda a história do grupo cearense Vocalistas Tropicais, foi apresentado à seleção do Cine Ceará, mas não foi classificado. Assim, permanece inédito inclusive para o público de Fortaleza.

Contando com imagens raras dos Vocalistas e de alguns dos filmes de que o grupo participou, na áurea época da Atlântida, o filme de Nilo Mota parte do depoimento de Danúbio Barbosa Lima, um dos últimos remanescentes do grupo, ao lado de Vicente Ferreira, para contar a história dos cearenses que, reunidos inicialmente no Liceu do Ceará, partiram para o Rio de Janeiro capital da República e conquistaram sucesso no rádio e no cinema, com projeção nacional nas décadas de 40 a 60.

Para um conjunto dar certo, é preciso ter duas coisas: harmonia e harmonia”, declarou Danúbio, quando a história dos Vocalistas e a produção de Nilo Mota mereceram amplo destaque. Nilo Mota afirma que seu filme é uma espécie de “acerto de contas” com a memória de seu pai.

Os Vocalistas sumiram da mídia. Falam mais dos Quatro Ases e um Coringa, ou dos Cariocas, do conjunto do Adoniran... Esqueceram esse grupo que nasceu aqui no Ceará e arrebentou no Rio de Janeiro por mais de 25 anos”, avalia o diretor, que já atuou como camera-flyer (cinegrafista de saltos de pára-quedas) e repórter cinematográfico da Rede Globo durante vários anos.

Para Nilo Mota, o objetivo do filme, mais do que elaborar uma biografia aprofundada dos Vocalistas, é “mostrar as lembranças do Danúbio, o sentimento de saudade que ele tem e a tristeza dele em ver que a indústria da música acabou com esses grandes conjuntos vocais”.

Rodado entre novembro e janeiro de 2003, o filme inclui ainda fotos antigas do álbum pessoal de Danúbio Barbosa Lima (que deverá comparecer à sessão de hoje), além de depoimentos dos pesquisadores Miguel Ângelo de Azevedo, o Nirez, e Christiano Câmara. Fragmentos da memória, na tela do cinema.

Originalmente composto por seis integrantes, o grupo passou por várias formações - incluindo Paulo de Tarso Siqueira, Paulo Sucupira, Eduardo Pamplona e Vicente Ferreira da Silva - até chegar ao quinteto que se notabilizou, a partir de 1946: o pernambucano aqui radicado Arlindo Borges (crooner e violão-solo), e os cearenses Artur Oliveira (violão, percussão e vocais), Raimundo Jataí de Sousa (viola americana e vocais), Nilo Xavier Mota (percussão, pai do cineasta José Nilo Moura Mota, diretor de “Fragmentos de Harmonia”) e Danúbio, também percussionista.



Sucessos

A Maior Maria, João de Deus Ressurreição e G. Cardoso (1949)
Coitadinho do Papai, Henrique de Almeida e M. Garcez (c/Marlene) (1947)
Daqui Não Saio, Paquito e Romeu Gentil (1950)
Diamante Negro, David Nasser e Marino Pinto (1950)
Exaltação a Noel, Waldemar Ressurreição (1948)
Guarda-Chuva de Pobre, Raul Sampaio, Chico Anysio e Rubens Silva (1955)
Jacarepaguá, Paquito, Romeu Gentil e Marino Pinto (1949)
Marieta Vai, Arlindo Marques Júnior e Roberto Roberti (1953)
Não Falem Mal de Ninguém, Dias da Cruz e Ciro Monteiro (1952)
Não Manche Meu Panamá, Alcebíades Nogueira (1948)
O Lugar da Solteira, Pedro Caetano, Clemente Moniz e Guilherme Neto (1955)
Pedido a São João, Herivelto Martins e Darci de Oliveira (c/Ruy Rey) (1953)
Samba, Maestro!, Alcebíades Nogueira (1953)
Tomara Que Chova, Paquito e Romeu Gentil (1950)
Trevo de Quatro Folhas (I'm Looking Over a Four Leaf Clover), Harry Woods e Mort Dixon, versão de Nilo Sérgio (1949)
Turma do Funil, Mirabeau, Milton de Oliveira e Urgel de Castro (1956)

Filmografia

Caídos do Céu (1946)
Eu Quero É Movimento (1949)
Carnaval no Fogo (1950)
Guerra ao Samba (1955)
Depois Eu Conto (1956)

FONTE

WIKIPÉDIA

Diário do Nordeste

Barra da Saia


Admiradas por gente como Hebe Camargo e Ronie Vonn, o Barra da Saia vem cada vez mais ganhando destaque na imprensa e no meio sertanejo. No ano passado gravaram um DVD no Villa Country com a participação de Sérgio Reis, As Galvão, Zeca Baleiro e Pepeu Gomes. Antes disso representaram o Brasil por duas vezes em festivais de chamamé na Argentina, se apresentando inclusive em programas de TV daquele país.

Já no Brasil, a presença da banda em programas de alcande nacional tem se multiplicado gradativamente. As últimas grandes aparições foram nos programas Domingão do Faustão, Altas Horas da Rede Globo e Hebe do SBT, além de uma recente participação no DVD da apresentadora Hebe Camargo.


(Ficou a cargo do Grupo Barra da Saia a interpretação da música Índia no DVD de Hebe Camargo, gravado em 2010, em São Paulo. Ao lado de Hebe, o grupo formado só por mulheres subiu ao palco do Credicard Hall, a convite da própria apresentadora)

Antenadas e plugadas nas tendências contemporâneas, a banda Barra da Saia faz a tradução da música global para dialetos brasileiros, misturando o country norte-americano, o rock internacional, músicas de raiz sul-americanas, tudo com toques femininos e brasileiros.

Seis talentosas garotas se uniram para formar uma banda de qualidade: Fernanda (violino), Júlia Lage (contrabaixo), Adriana Farias (voz, violão e viola), Adriana Sanchez (voz, teclado e acordeon), Bê Ezabella (bateria) e Tatiana Pará (guitarra).

O CD traz um show de boa música, em tom ora sertanejo, ora romântico, ora pop. As faixas 1 e 5 são alegres, em estilo country. Adriana Farias e Adriana Sanchez, as cantoras, ainda participam como compositoras de algumas músicas. E Bosco Fonseca, José Antonio Almeida, Elias Almeida, Carlos Arena e Ney Marques estão presentes, em algumas faixas, como músicos participantes deste álbum, que teve uma engenhosa produção de capa, apresentando as integrantes da banda com seus instrumentos musicais.

Agora que este CD começou a rodar pelo Brasil o trabalho delas aumentou, através da participação em shows constantes e novos projetos para o futuro. O talento está presente na Banda através da execução instrumental, das vozes harmoniosas, da escolha do repertório, valorizando a música popular brasileira, e da produção do disco, a cargo de Bosco Fonseca. Por tudo isto é que Adriana Sanchez se expressa afirmando que "Barra da Saia é mais do que um trabalho: é uma divertida família".



BARRA DA SAIA: A BANDA QUE VEM SURPREENDENDO COM O ROÇA´N ROLL - Banda faz sucesso com estilo musical único, fazendo releitura da música sertaneja, numa visão moderna, porém, sem perder suas características originais.

Formada por jovens artistas de altíssimo nível técnico, a BARRA DA SAIA é a primeira banda brasileira essencialmente feminina no segmento que elas mesmas denominam de Roça´n Roll: a mistura da música raiz e caipira, com pitadas do country e do rock´n roll.

Na estrada desde 1999, com shows por todo o Brasil, lançaram seu primeiro CD intitulado BARRA DA SAIA em 2004, emplacando a música “Seu DJ” entre as 10 mais da Terra FM durante um ano.

Em 2003 e 2004, participaram da turnê “Te Amo Demais” do cantor Leonardo, tocando e cantando com ele o momento raiz, abrindo shows nas maiores casas de espetáculo do país, como Olympia (S.Paulo) e Canecão (Rio de Janeiro).

Em 2006 lançaram seu segundo CD/DVD intitulado “Roça´n Roll” escolhido como Melhor CD Independente de 2006 no segmento sertanejo e em 2007 foi indicado ao Grammy Latino na categoria de Melhor CD de Música Regional.

Mas a história da BARRA DA SAIA não começa aí...

Suas integrantes - Fernanda Kostchak (violino), Adriana Sanchez (voz, acordeon e teclado), Adriana Farias (voz, viola e violão) e Julia Lage (vocal e contrabaixo) - têm em seus currículos trabalhos com artistas, bandas e orquestras dos mais variados segmentos, o que sem dúvida foi o fator fundamental para a criação, com características de inovação, do seu som único e moderno.

Em janeiro de 2009 representou o Brasil na 19ª Fiesta Nacional Del Chamame e 5ª Fiesta Del Mercosur em Corrientes na Argentina, onde foi aplaudida de pé pelo público que lotava o Anfiteatro Cocomarola.

Também em 2009 gravou ao vivo em São Paulo seu 2º DVD, comemorando 10 anos de carreira , com a participação de Sergio Reis, As Galvão, Pepeu Gomes, Amon Lima, Os Favoritos da Catira e Zeca Baleiro. Toda a renda do DVD foi doada em prol do Hospital de Cancêr de Barretos.



Em fevereiro de 2010 devido ao grande sucesso retornou a Corrientes na Argentina para representar o Brasil na 20ª Fiesta Nacional Del Chamame e 6ª Fiesta Del Mercosur ao lado de Juan Carlos Borges, Gilberto Monteiro e Renato Borghetti.



Destaque para um dos grandes diferenciais da banda, que faz uma fusão de timbres e estilos juntando guitarras distorcidas e violino celta com acordeon latino e viola caipira, assim como música de raiz e pop com country e rock.

Formada por jovens artistas de altíssimo nível técnico, a BARRA DA SAIA é a primeira banda brasileira essencialmente feminina no segmento que elas mesmas denominam de Roça´n Roll: a mistura da música raiz e caipira, com pitadas do country e do rock´n roll.
Barra da Saia - Pout-porri


FONTE

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Thais Bonizzi



Aos 17 anos, Thais Bonizzi fazia o Semi-Noite no Anglo Alphaville e pretendia prestar “Audiovisual” na USP e no Senac, “Imagem e Som” na UFSCar e “Música” na Unicamp. O interesse pela música é antigo: Thais canta desde os 12 anos de idade e já fez aula de canto, além de estar aprendendo Teoria Musical, ela também decidiu que queria apresentar-se em bares e com a ajuda do Fabio Cadore produziu um show, ele fez os arranjos e a partir deste show sua carreira musical deslanchou...

Suas referências estão calcadas na MPB. Desde os clássicos Chico Buarque, Elis Regina, Mílton, Vinícius, Tom Jobim, à nova geração de MPB paulista com Vinicius Calderoni, Tó Brandileone, Fabio Cadore, Luíz Murá, Dani Black, Tatiana Parra, Dani Gurgel, Léo Biachini, Pedro Viáfora, Pedro Altério, Dani Black, Vinicius Calderoni, Fabio Cadore, Bruna Caram, Léo Versolato, e etc.

No dia 28/10, foi ao ar na novela O Profeta, exibida na Rede Globo, uma cena em que Thais Bonizzi, participou como uma cantora de época, cantando a música “Em Flor”. A canção, gravada em setembro deste ano pela própria aluna, é a versão brasileira de “Too Young” de Nat King Cole e está na trilha sonora da nova novela.

A oportunidade para gravar a música para a trilha sonora veio através do pai de uma amiga que, tendo assistido a um vídeo de Thais cantando, a indicou para o diretor de núcleo da novela, Roberto Talma. “O Roberto ouviu e gostou, e pediu para que o Produtor musical da novela me ligasse”...


O amigo Fabio Cadore além de ser um grande amigo e dirigir Thais Bonizzi musicalmente, também a apresentou a intérpretes e compositores especiais que muito lhe influenciaram como: Rosa Passos, Chico Pinheiro, Giana Viscardi e tantos outros.


Thais Bonizzi participou do documentário sobre a rainha do rádio Marlene -a Era de Ouro do Rádio: cantoras e repertórios, idealizado por Neilla Uema.

Por se tratar de uma época antiga, década de 40/50, Thais Bonizzi ainda não tinha "uma bagagem completa" sobre o assunto, mas após o convite fez várias pesquisas sobre as rainhas do rádio e o contexto sócio cultural da época.

O projeto também lhe deu a oportunidade de cantar ao lado de grandes rainhas do rádio, não só Marlene, mas Carmélia Alves, rainha do baião, Ademilde Fonseca, rainha do chorinho brasileiro, Bob Nélson, o pioneiro do caubói nacional, Ellen de Lima, Carminha Mascarenhas, enfim, muita gente que ela não teria a oportunidade de conhecer se não fosse pelo projeto.


(Parte do documentário "Marlene - A rainha e os artistas do rádio" de patrocínio cultural Petrobrás e Infraero. Thais Bonizzi homenageia Emilinha Borba sob o comando do Diretor musical Paulo Henrique Castanheira).

Além de também poder cantar e homenagear Emilinha Borba, Thais pode fazer parte das conversas e também ouvir muitas histórias da época que eles viajavam o mundo cantando, uma oportunidade única.

Thais Bonizzi provou ter uma ótima cantora, a paulista de 19 anos entrou no Top 12 do Ídolos 2009 e representou o samba nas finais do programa da Rede Record. Thais Bonizzi passou pela fase do teatro no Ídolos 2009.





Nelson Cavaquinho


Nelson completaria 100 anos de vida em 2011 - Para marcar a data, a gravadora EMI lança o CD duplo Nelson Cavaquinho – Degraus da vida. Idealizado e produzido pelo jornalista e pesquisador musical Rodrigo Faour, o álbum traz 28 sambas do compositor nas vozes de diversos intérpretes, como Elizeth Cardoso, Clara Nunes, Beth Carvalho, Paulinho da Viola, Nora Ney, Elza Soares, Emílio Santiago, entre outros.

As faixas foram divididas em 'Sambas consagrados'(Folhas secas, Minha festa, Juízo Final, Palhaço, A flor e o espinho) e 'Sambas guardados ' (Tenha paciência, Caridade, Deus não me esqueceu, Cigarro, Sinal de paz). “Descobri músicas maravilhosas, muitas delas pouco conhecidas. A música brasileira é um baú sem fundo”, diz Faour...



Carioca de São Cristóvão, o imperial bairro de rica musicalidade, Nelson começou tocando cavaquinho (daí o apelido) na adolescência e, como o pai era contramestre da banda da Polícia Militar, acabou por se tornar soldado em 1930.

Nelson Cavaquinho casou, descasou, trocou de mulher e de instrumento, passando para o violão e criando sua maneira personalíssima de tocar. Já boêmio da mais fina extração, freqüentava os redutos de samba, principalmente na Mangueira, onde se fez amigo de Cartola, Carlos Cachaça, Zé da Zilda e outros compositores, iniciando-se na arte de criar sambas...

BIO

Nelson Cavaquinho, nome artístico de Nelson Antônio da Silva, (Rio de Janeiro, 29 de outubro de 1911— Rio de Janeiro, 17 de fevereiro de 1986) foi um importante músico brasileiro. Sambista carioca, compositor e cavaquinista na juventude, na maturidade optou pelo violão, desenvolvendo um estilo inimitável de tocá-lo, utilizando apenas dois dedos da mão direita.



Seu envolvimento com a música inicia-se na família. Seu pai, Brás Antônio da Silva, era músico da banda da Polícia Militar e seu tio Elvino tocava violino. Depois, morando na Gávea, passou a frequentar as rodas de choro. Foi nessa época que surge o apelido que o acompanhou por toda a vida.

Casou-se por volta dos seus 20 anos com Alice Ferreira Neves, com quem teve quatro filhos. Na mesma época consegue, com indicação de seu pai, um trabalho na polícia fazendo rondas noturnas a cavalo. E foi assim, durante as rondas, que conheceu e passou a frequentar o morro da Mangueira, onde conheceu sambistas como Cartola e Carlos Cachaça.

Deixou mais de quatrocentas composições, entre elas clássicos como: "A Flor e o Espinho" e "Folhas Secas", ambas em parceria com Guilherme de Brito, seu parceiro mais frequente. Por falta de dinheiro, depois de deixar a polícia, Nelson eventualmente "vendia" parcerias de sambas que compunha sozinho, o que fez com que Cartola optasse por abandonar a parceria e manter a amizade.

Sua primeira canção gravada foi "Não Faça Vontade a Ela", em 1939, por Alcides Gerardi, mas não teve muita repercussão. Anos mais tarde foi descoberto por Cyro Monteiro que fez várias gravações de suas músicas.

Nelson Cavaquinho começou a se apresentar em público apenas em 1960, no Zicartola, bar de Cartola e Dona Zica no centro do Rio.

Em 1970, Nelson Cavaquinho lançou seu primeiro LP, "Depoimento de Poeta", pela gravadora Castelinho.

Suas canções eram feitas com extrema simplicidade e letras quase sempre remetendo a questões como o violão, mulheres, botequins e, principalmente, a morte, como em "Rugas", "Quando Eu me Chamar Saudade", "Luto", "Eu e as Flores" e "Juízo Final".

Com mais de 50 anos de idade, conheceu Durvalina, trinta anos mais moça do que ele, sua companheira pelo resto da vida. Nelson Cavaquinho morreu na madrugada de 18 de fevereiro de 1986, aos 74 anos, vítima de um enfisema pulmonar.

No carnaval de 2011 a escola de samba G.R.E.S. Estação Primeira de Mangueira homenageou Nelson Cavaquinho pelo seu centenário. "O Filho Fiel, Sempre Mangueira" é o nome do enredo que a agremiação levará para a avenida. O músico era torcedor da escola de samba carioca.



FONTE

Wikipédia