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"Acho que finalmente me dei conta que o que você faz com a sua vida é somente metade da equação. A outra metade, a metade mais importante na verdade, é com quem está quando está fazendo isso."

sábado, 29 de dezembro de 2012

Bruna e Keyla




 
Bruna e Keyla é a dupla representante das mulheres no sertanejo! São instrumentistas, cantoras, compositoras e assinam repertório autoral. Bruna e Keyla é a mais nova dupla sertaneja de Belo Horizonte, que chega para dar destaque à presença feminina no cenário musical brasileiro.
 
 
Com uma proposta irreverente, a dupla representa as mulheres no sertanejo universitário, estilo que vem conquistando todo o Brasil. No repertório, artistas consagrados, como: Fernando e Sorocaba, Jorge e Mateus, Michel Teló, João Bosco e Vinícius, Paula Fernandes, Zezé di Camargo e Luciano, Luan Santana, entre outros nomes do sertanejo.

Demonstrando ampla variedade de estilos, Bruna e Keyla apostam, também, em diversos nomes da música brasileira e internacional, como Ivete Sangalo, Queen, Katy Perry e Roy Orbison, por exemplo. As cantoras assinam um repertório autoral, composto por músicas já conhecidas pelo público, como “Pra mim já deu”, “Nunca por você” e “Minha tia já dizia”, que estão disponíveis na internet.

 


A dupla acabou de lançar um CD com 12 faixas inéditas, 100% assinadas por elas. O lançamento ocorreu numa das maiores casas de shows de BH: O Alambique e já estão em turnê nacional divulgando este trabalho.
 
Bruna Braga nasceu em Belo Horizonte, é jornalista e começou a cantar lírico aos dez anos de idade na igreja. Estudou piano clássico, teatro e aos doze anos se tornou solista mirim do Palácio das Artes. Trabalhou com importantes nomes da música MPB mineira como o violonista Beto Lopes.
 

Em 2004 participou do programa de calouros Raul Gil e foi classificada como uma das melhores participantes do ano e finalista do concurso.

De 2008 a 2010 atuou como vocalista em uma renomada banda baiana. Sua irreverência e alegria contagiava o público pelos trios do Brasil.Com a paixão pelo sertanejo e alegria contagiante dos trios baianos nasceu o projeto Bruna & Keyla.

Keyla Vilaça nasceu em Belo Horizonte e desde cedo começou a se interessar pela música. Aos quatro anos já cantava com o pai e aos sete se apresentava na igreja perto de casa. Aos treze, tocava gaita, violão e cantava. Na adolescência começou a se apresentar em bares tocando MPB e participou de bandas de baile experimentando vários ritmos.

Em 2007 foi semifinalista do programa Ídolos do SBT. Atualmente contribui com sua voz aveludada e seu jeito doce no projeto da dupla Bruna & Keyla.​

Keyla se destaca com seu jeito ímpar e seu talento​nato de tocar violão contagiando e emocionando ​todos que escutam.

(E eu que gostava da música "Por Um Minuto" apenas nas vozes de Bruno e Marrone... resolvi escrever este post sobre a dupla Bruna e Keyla pelo modo especial que interpretaram esta música...)

A dupla sertaneja Bruna e Keyla, formada por duas mineiras da cidade de Belo Horizonte, foi a vencedora do quadro “Mulheres que Brilham”, exibido no programa Raul Gil (SBT) desde maio. As mineiras foram as melhores entre 64 candidatas que chegaram à fase classificatória. Como prêmio elas assinam um contrato de um ano com a gravadora S Sony Music e gravarão um CD pelo selo Mulheres que Brilham parceria entre a Bombril, patrocinadora do concurso, e o programa “Raul Gil” com a Sony.
 
Ao todo, dez candidatas chegaram às finais e Bruna e Keyla fizeram cinco apresentações. A música que concedeu a vitória à dupla foi “Nova York”, música já gravada por Chrystian e Ralf e Victor e Leo. Com estilo sertanejo e sintonia elogiada pelo júri, as mineiras conquistaram o público.

O júri avaliou afinação, técnica vocal, presença de palco e carisma e selecionou 32 candidatas para a fase pós-classificatória. Foram escolhidos 16 talentos femininos, além de quatro cantoras, eleitas pelo público na repescagem, que se classificaram para as semifinais. No total, 20 candidatas concorreram à final.

Parte da renda obtida com o álbum que Bruna e Keyla lançarão pelo selo Mulheres que Brilham será revertida para o Instituto Roberto Sampaio Ferreira, braço para ações de sustentabilidade e responsabilidade social da Bombril. “Participar do concurso foi uma experiência que marcou as nossas vidas. Foi uma competição exclusivamente feminina, com excelentes candidatas que juntas defenderam diversos estilos musicais”, afirmam as vencedoras, Bruna Braga e Keyla Vilaça.

Serviço:
Saiba mais sobre o concurso “Mulheres que brilham” e assista a vídeos das apresentações pelo site: www.bombrilmulheres.com.br.

Perfis
Bruna Braga canta desde criança e começou a carreira como cantora lírica. A mineira já participou como solista de corais em Belo Horizonte, trabalhou em bandas e em bailes e morou em Salvador por três anos cantando axé. Além de cantora é jornalista, compositora e instrumentista.


Keyla Vilaça também começou sua carreira na infância, cantando em Igrejas, e enveredou para a MPB. Violonista, tocava em bares, é compositora e atualmente cursa Tecnologia da Informação em Belo Horizonte. Como dupla, têm se apresentado em cidades como Pedro Leopoldo, Entre Rios de Minas, Três Pontas, Cachoeira do Campo, entre outras. Um diferencial da dupla é o fato de não ter primeira e segunda vozes definidas, pois ambas realizam as duas alternadamente.

Um Pouco Mais...

No dia 30 de junho de 2004, escrevei um artigo jornalístico intitulado “Havia uma pedra no caminho de Bruna”. Reportava-me, na ocasião, à eliminação – a meu ver, injusta – de uma calouro de nome Bruna Braga, de Belo Horizonte, no Quadro “Quem sabe canta, quem não sabe dança”, do Programa Raul Gil, que era levado aos ar aos sábados na Rede Record de Televisão. Tratava-se, segundo minha ótica, de uma excelente promessa da MPB – que muito me fazia lembrar a diva Elis Regina, no seu início de carreira , no programa de rádio “Clube do Guri”, em Porto Alegre.
 
Atribuí a saída prematura de Bruna à incompetência (ou talvez inveja), de alguém do júri, que denotava má vontade ao comentar sobre a candidata de forma não condizente com suas exelentes interpretações musicais. Como milhares de telespectadores, lamentei muito a saída de Bruna daquele programa de TV, cuja trajetória eu acompanhava com entusiasmo, inclusive gravando suas canções em VHS, para “curtir” depois, como até hoje faço. No fecho daquele artigo, expressei minha intuição de que um dia Bruna Braga haveria de voltar a um programa de televisão semelhante àquele, dessa vez para vencer e ver coroado o seu esforço e o seu enorme potencial artístico, algo que aquele júri do “Raul Gil” não soube reconhecer.
 
Tendo me tornado amigo de Bruna, fiquei sabendo que ela formava Dupla com Keyla Vilaça – também ex-calouro de televisão – fazendo sucesso no gênero Sertanejo universitário, com CD gravado, shows em Belo Horizonte e outras cidades da Região Sudeste. Um dia desses, Bruna anunciou no “face” que vinha uma surpresa boa, por aí, em relação à Dupla “Bruna & Keyla”. Não me foi difícil imaginar que se tratava dá possível participação no Quadro “Mulheres que Brilham”, do programa Raul Gil no SBT, o que realmente veio a acontecer. A partir daí, tudo foi festa e emoção. A cada apresentação da Dupla, uma etapa vencida, regada a elogios do júri, aplausos do auditório, muita torcida na telinha e manifestações de apoio nas redes sociais.

 
 
No último sábado – 8 de setembro de 2012 – aquilo que eu vaticinara, movido por um desejo de justiça, finalmente aconteceu. O Duo “Bruna & Keyla” entra em cena para a grande final, ostentando um visual de encher os olhos, e, com a excelente performance de sempre, conquista a todos, cantando a música “Nova York”. Momentos depois, tudo o que restou às duas estrelas, no palco da decisão, foi pular de alegria e partir para o abraço, após ouvir a jurado Fran Fortunato anunciar a grande campeão do “Mulheres que brilham”, dizendo com todas as letras “a nossa escolhida foi “Bruna & Keyla”. Junto com a vitória, o sonho de gravar um CD e assinar contrato de um ano com a Sony Music, uma das mais renomadas produtores de discos do mundo. A consagração de “Bruna & Keyla” marca o início de uma nova era na música sertaneja, que passa a contar agora com uma Dupla feminina de elevado padrão artístico, ao nível das mais destacadas duplas masculinas desse gênero musical, que é a cara do Brasil.




Informações de contato


FONTE

http://www.brunaekeyla.com.br

http://www.correiodeuberlandia.com.br

 

Munhoz e Mariano



Intérpretes da música-chiclete ‘Camaro Amarelo’ (“Agora fiquei doce, igual a caramelo”), Munhoz e Mariano visitaram a confeitaria Cavé, no Centro, e comprovaram o sucesso que fazem além do Mato Grosso do Sul, estado de onde saíram. “Por todo o Brasil, por onde passamos, ouvimos: ‘Olha os doces sertanejos’. "É divertido”, assume Mariano.



Tanta doçura também rende financeiramente. Depois de emplacarem a música nas rádios e programas de TV, Munhoz e Mariano aumentaram seus patrimônios, seus shows hoje custam 10 vezes mais caro (a dupla não revela o valor) e, lógico, cada um comprou seu Camaro Amarelo, avaliado em R$ 200 mil. “Sempre fui fissurado por carro, é minha paixão, pareço jogador de futebol”, brinca Munhoz.

Os cantores de apenas 26 anos, que se conhecem desde os seis, nem de longe sonhavam com tamanho sucesso. Começaram a cantar por hobby, no bar do amigo Thiago, em Campo Grande. “Era para passar hora, reunir os amigos, ganhar cerveja. Nosso primeiro cachê foram seis garrafas”, conta Mariano. Hoje, os dois investem em terrenos, casas, e conseguiram aposentar os pais. “A melhor parte é poder dar mais tranquilidade aos nossos pais, realizar os sonhos deles, da avó, de um tio querido”, analisa Munhoz.

Sonhos realizados à parte, é claro que o assédio também se transformou. “Hoje, quando estou em Campo Grande e vou a alguma boate, as mulheres caem em cima. Até quem me deu toco no passado me quer”, brinca o cantor. O amigo Mariano, que começou namoro com a jornalista Nadja Haddad, da Band, também não tem do que reclamar. “A Nadja é linda, né? Inteligente madura, independente. Estamos nos conhecendo, está bem legal. Agora, vou morar em São Paulo e ficaremos mais perto. Vamos ver no que dá”, conta ele, que não coleciona somente vitórias.

Bem no comecinho dos nossos shows, lá no Mato Grosso, tinha uma menina enlouquecida na frente do palco, se esgoelando por nós. No dia seguinte, eu estava na minha moto, indo entregar marmita num sol de meio-dia e encontrei essa garota no sinal. Tentei abordá-la, ela fechou o vidro na minha cara. Isso me marcou”, relata.

Solteiros assumidos, os dois admitem que não descartam viver um romance com uma fã. “Se eu estou no meio do show e vejo uma menina que me interessa, eu peço para chamar. Mas ela precisa me agradar, não é porque é fã que vou beijar, vou sair. Isso acontece, mas tentamos contornar e ser educados com elas”, diz Munhoz. Mariano resume: “Se não quero relacionamento sério, só levo em conta a beleza física mesmo”.



SUCESSO CARREGADO DE SENSUALIDADE

A música ‘Camaro Amarelo’ surgiu há sete meses na vida da dupla e revolucionou a história dos dois. “Graças a ela, conhecemos lugares e pessoas incríveis. Fechamos uma turnê nos Estados Unidos, em quatro estados, de fevereiro a março. A vida está um sonho”, diz Mariano.

Mesmo sendo criticados por ainda não terem estourado outro sucesso, eles não se importam. “Não nos incomoda sermos rotulados como uma dupla de uma música só. Mas sugiro que as pessoas escutem o CD inteiro. Vão ver que temos canções de outros estilos. Temos nove ou dez composições nossas, num álbum de 22 faixas. É um trabalho muito especial para nós”, conta Mariano, que lidera o ranking de sertanejos sexies. “Mexemos mesmo com sensualidade no palco, o desejo da fã. Para o ego, ser elogiado é muito bom”, assume.

Um Pouco Mais Sobre A Dupla

A dupla  Munhoz & Mariano apresentou-se na 33ª Festa da Fogueira de Jateí\MS, em prol a ACCGD (Hospital do Câncer de Dourados).

Gosto da interpretação da dupla para as músicas "Na Sua Estante" (Tô aproveitando cada segundo Antes que isso aqui vire uma tragédia E não adianta nem me procurar Em outros timbres, outros risos Eu estava aqui o tempo todo Só você não viu...);  "Quando dois Olhos" (Quando dois olhos se olham no mesmo olhar O coração não consegue mais segurar E quer amar, se apaixonar...); "Sem Ar" (Você é o encaixe perfeito do meu coração O teu sorriso é chama da minha paixão...); "Uma Saudade" (Como eu queria que estivesse aqui, Pra fazer o nosso sonho ser verdade, De tudo o que você pudesse ser pra mim, Escolheu apenas ser uma saudade...")



O ano foi do Gangnam Style. Por todo lado há versões da música do rapper Psy e alguém fazendo o passinho da cavalgada. No entanto, aqui no Brasil o hit enfrentou um forte concorrente. Camaro Amarelo, sucesso de Munhoz & Mariano, acelerou na frente do recordista de 2012 e termina o ano como a música campeã de acessos no YouTube no País.

Munhoz & Mariano é uma dupla sertaneja brasileira de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, formada em 2006 por Raphael Calux Munhoz Pinheiro, o Munhoz, e Ricardo Mariano Bijos Gomes, o Mariano. Com seis anos de formação e três anos de estrada profissional, a dupla Munhoz e Mariano é sucesso da música sertaneja brasileira.

Naturais de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Raphael e Ricardo são amigos de infância e começaram a tocar por hobby em bares da cidade. E foi assim, na brincadeira, dois violões e 2 microfones ligados em uma pequena caixa de som, que os sertanejos ganharam a admiração das pessoas.

Entre um bar e outro, cantorias e violadas, surgiu então a dupla Ricardo e Raphael. Porém, este nome já havia seido usado por outra dupla, surgiu então, a ideia de alguns amigos e familiares de usarem os sobrenomes dos músicos, se tornando assim: Munhoz e Mariano.

Depois de diversas apresentações em bares, a dupla recebeu um convite para fazer o primeiro show.
Foi em 2007 em Campo Grande, numa festa tradicional da ACQM - Associação Campograndense de Criadores de Quarto de Milha -, que Munhoz e Mariano se apresentaram para um grande público e conheceram o atual empresário da dupla. Joaquim Junior, começou a inserir a dupla nas melhores violadas e bares da cidade.

A dupla Munhoz e Mariano conquistou uma forte marca na capital e logo surgiram shows na região e até fora do Estado. A dupla vem adquirindo cada vez mais reconhecimento e hoje fazem cerca de 20 shows por mês.

Gravação do CD

No dia 9 de janeiro de 2009, os amigos Raphael e Ricardo gravaram o primeiro CD em Campo Grande.

A dupla levou um susto ao chegar no local e ver a grande quantidade de pessoas. "Teve muitos que até ficaram para fora, pois a casa não tinha capacidade para mais gente", declara Munhoz.

Com canções animadas e letras despojadas, a dupla animou 3 mil pessoas em 2 horas de show.
O CD ao vivo teve 16 faixas e canções de sucesso como Zé Goré, Putaiada e Beberrão.

Após a gravação, a dupla escolheu mais uma vez a cidade natal para o lançamento do CD onde novamente surpreenderam: sucesso de público e quase 5 mil pessoas em um clube fechado da cidade.

CD e DVD Ao Vivo em Campo Grande

No dia 17 de julho veio a realização de um grande sonho: a Gravação do 1º CD e DVD da Dupla.
Foi no Parque de Exposições Laucídio Coelho em Campo Grande que cerca de 20 mil pessoas compareceram cantando, vibrando e se emocionando com Munhoz e Mariano. Nem mesmo o forte frio daquele dia, atrapalhou a concretização desta nova etapa na carreira dos jovens cantores. Foram gravadas 13 músicas inéditas e 8 regravações entre elas os sucessos Putaiada, Comendo Água(Alô To Num Bar), Zé Goré, entre outras.

Garagem do Faustão

Após 3 meses da gravação do DVD, Munhoz e Mariano foram inscritos na Garagem do Faustão por uma fã com a música SONHO BOM. Após algumas etapas de eliminação, no dia 10 de Outubro de 2010 a dupla foi escolhida e ficou entre os 4 finalistas do programa, começando assim a votação onde selecionariam apenas 2 ganhadores.

As votações duraram uma semana e no dia 17 de outubro o resultado foi anunciado ao vivo no Domingão do Faustão. Com talento e carisma, Munhoz e Mariano venceram assim o 1° Concurso Sertanejo da Garagem do Faustão e conquistaram a liderança com 35% dos votos. Como prêmio, se apresentarem no maior festival de música sertaneja do país: o Sertanejo Pop Festival no dia 24 de Outubro de 2010 na cidade de São Paulo. A partir daí um novo start foi dado na carreira de Munhoz e Mariano que receberam inclusive o convite para lançar o CD e o DVD titulado "Ao vivo em Campo Grande" pela Gravadora Som Livre.

Gravação do 2° DVD
A dupla escolheu Campo Grande - MS novamente para a realização de mais um sonho: a gravação do 2° DVD ao vivo. A gravação acontecerá no dia 6 de Maio, a partir das 16 horas no Parque das Nações Indígenas. Munhoz e Mariano pretendem gravar algumas músicas com o pôr do sol e prometem surpreender a todos. Serão regravados os sucessos: Te Quero Bem, Final de Semana, Eu Vou Pegar Você e Tãe e Sexto Sentido. A música Nuvem Negra também irá fazer parte do novo repertório...

FONTE

http://www.munhozemariano.com.br

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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Felipe Cerquize



Felipe Cerquize é engenheiro químico, compositor, poeta, cantor e violinista com forte atuação na vida cultural do Rio de Janeiro.


Em 1999, lançou o CD de MPB chamado Léguas, com apresentação do compositor Guttemberg Guarabyra. Como melodista e letrista, possui mais de trezentas obras.

A melodia de Avalanche é de Tavito. Além de compositor, Tavito também atuou como produtor de discos, tendo sido responsável por trabalhos de Marcos Valle, Renato Teixeira e Sá & Guarabyra, entre outros.

Assinou, ainda, arranjos vocais para vários artistas, destacando-se Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Ivan Lins. Na relação dos intérpretes de suas canções se destacam: Zé Rodrix, Elis Regina, Roupa Nova, Zizi Possi, Erasmo Carlos, Sandra de Sá e Zé Ramalho.

Paula Santoro canta, “Avalanche” de Tavito e Felipe Cerquize. Melhor Música com Letra do IV Festival de Música Rádio Mec e Rádio Nacional do Rio de Janeiro.
 

 
A canção "Avalanche", venceu o IV Festival de Música das Rádios MEC e Nacional. O resultado foi anunciado no dia 4 de novembro de 2012, no Programa "Puxa o fole", da Rádio Nacional. Paula Santoro, que interpretou a canção brilhantemente, conquistou o prêmio de melhor intérprete do festival.
 
 

A entrega dos prêmios aconteceu no dia 7 de dezembro, no Pavilhão de São Cristóvão (RJ).
Felipe Cerquize
5/7/1958 Rio de Janeiro, RJ

Em 1996, lançou o livro “Rhumor”, coletânea de contos e crônicas classificada pela comissão julgadora do Prêmio Nestlé de Literatura no ano de seu lançamento.

Em 1999, lançou o CD “Léguas” contendo suas composições “Infelizmente”, “Chuva de canivete”, “Vidraça”, “Azular”, “Cada um por só”, “Outra canção”, “Hoje eu sei”, “Fique certa”, “Mundo 3”, “Descatequese”, “Sem choro”, “Estátua de cristal”, “Mel que bebeu” e a faixa-título. O disco teve apresentação do compositor Gutemberg Guarabyra.

Em 2001, participou do livro “Excelência Literária”, lançado pela Editora Litteris na X Bienal do Livro do Rio de Janeiro.

Venceu, em 2003, o concurso de poesias da Faculdade Educacional Unificada Campograndense (FEUC/RJ), com a obra intitulada “Poema transverso”, entre as mais de 400 poesias inscritas. Nesse mesmo ano, foi classificado em sexto lugar entre as 12 finalistas do Festival Internet de Música Popular do Clube dos Compositores do Brasil, com sua canção “Apático pacto”, tendo sido selecionado na primeira fase do festival entre mais de 1650 músicas concorrentes.

Em 2005, lançou na XII Bienal Internacional do Rio de Janeiro o livro “Contos Sinistros”, com prefácio de Tibério Gaspar.

Em 2007, foi classificado em 1º lugar no concurso Balada do Impostor, promovido pelo poeta Geraldo Carneiro, com um texto sobre a morte de Paul McCartney. Nesse mesmo ano, classificou-se em 1º lugar no concurso de poesias da FEUC (RJ) com a obra “Como Nossos Filhos”. Ainda em 2007, lançou na XIII Bienal Internacional do Rio de Janeiro o livro de poesias “Conversa Rimada”, feito em parceria com a cantora, compositora e poetisa Luhli. A obra foi premiada pela União Brasileira dos Escritores.

Em 2008, recebeu Menção Distinta no Prêmio Internacional Nósside (Itália) com a “poesia em canção” intitulada “A Cada Passo”. Também nesse ano, sua canção “Medida”, parceria com o músico Felipe Radicetti, foi indicada para a final do prêmio internacional Hollywood Music Awards, realizada em Los Angeles (EUA).

No ano seguinte, foi vencedor do concurso de microcontos 140 Letras e obteve o 3º lugar no concurso de poesias da FEUC (RJ) com a obra “Semântica”.

Em 2010, foi classificado entre os dez primeiros colocados nos concursos de microcontos Blog do Noblat (“Jornal O Globo”), Mínimos Contos (Simpósio Internacional de Contadores de História) e TOC 140 (Fliporto 2010). Ainda nesse ano, obteve sua melhor classificação no Prêmio Internacional Nósside, com a “poesia em canção” “Flor do Tempo”, tendo viajado à Itália para entrevistas e premiação.

Em 2011, lançou o livro “Pelos caminhos da Estrada Real” na XV Bienal Internacional do Rio de Janeiro. Esse trabalho, que tem o prefácio de Fernando Brant, faz uma narrativa, ilustrada com mais de cem fotos coloridas, de suas experiências de viagem por cidades de Minas Gerais que estão no circuito da Estrada Real.

Em 2012, lançou o CD “Minas Real”, com canções em parceria com Heitor Branquinho (“Minas Real”), Tavito (“Avalanche”), Murilo Antunes (“Tudo isso de viver”), Márcio Borges (“Nossos filhos”), Fernando Brant e Célio Mattos (“Cães & Gatos”) respectivamente nas vozes de Renato Braz, Paula Santoro, Claudio Nucci, Déa Trancoso e Maurício Maestro.



 
 
FONTE
 
 
 
 

domingo, 2 de dezembro de 2012

Gitana Pimentel



Gitana Pimentel nasceu na cidade de Patos no sertão da Paraíba. Começou a cantar aos 14 anos quando participou de um festival na sua cidade, encorajada por seu professor de música.



Aos 17 anos, ela muda-se para a cidade de Campina Grande, também na Paraíba e recebe o convite para cantar na banda Som Estéreo Rock Club. Como vocalista da Banda, Gitana começa a fazer suas primeiras composições. Algumas em parceria com o músico Olavo Almeida, e fazem parte do repertório de um CD gravado pela banda Som Estéreo Rock Club.


Após sua saída da banda, Gitana foi convidada para integrar a banda do cantor Ton Oliveira como backing vocal, assim como na banda do cantor sertanejo Léo Sttar, participando da gravação do seu dvd.

Em 2009, Gitana Pimentel seguiu por uma outra linha, optando pelo samba e sua vertentes, dando início ao grupo Amigos do Samba.


Em 2010, iniciando sua carreira solo, gravou seu primeiro cd autoral intitulado "Enfim Só".

Gitana já participou de eventos de grande importância cultural no estado da Paraíba, como: Projeto Sete Notas, realizado pelo SESC, no qual interpretou canções de Adoniran Barbosa em seu show intitulado “Samba Anarfabeto”; Projeto Seis e Meia, no qual fez abertura do show do cantor e compositor Alex Cohen.


Em 2011, cantou na abertura do show de Ana Carolina no Estação Nordeste, realizado na Praia de Tambaú, em João Pessoa – PB.

No mesmo ano gravou a trilha sonora do documentário “Por Nossos Filhos” e do curta-metragem “30 Segundos”.



Apresentou seu show autoral no 36º Festival de Inverno de Campina Grande e no Projeto Sete Notas. Recebeu das mão do Deputado Federal Hugo Motta o troféu Profissionais do Ano, na área da música.



Em 2012, foi atração do Circuito das Praças, na capital paraibana; cantou no Caminhos do Frio – Rota Cultural 2012, na 37ª edição Festival de Inverno de Campina Grande e no Projeto Sete Notas, interpretando canções de Rosil Cavalcanti.



O Blog está mais completo mas infelizmente não se consegue copiar nada de lá... http://gitanapimentel.com


FONTE

http://tnb.art.br/rede/gitanapimentel

Rosil Cavalcanti



Rosil de Assis Cavalcanti (Macaparana, PE, 20 de dezembro de 1915 – Campina Grande, PB, 10 de julho de 1968) foi um ator, compositor e radialista brasileiro.

Compositor e animador de programas de rádio e televisão, Rosil de Assis Cavalcanti foi funcionário do Ministério da Agricultura. Em 1943 foi transferido para Campina Grande, PB, onde iniciou a carreira de compositor. Autor de 130 canções, algumas delas em parceria com Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e outros.

Suas canções mais famosas: “Sebastiana” (gravada por vários intérpretes, como Jakson do Pandeiro, Gal Costa, Gilberto Gil, Baby do Brasil, Rastapé,.), “Na Base da Chinela”, “Quadro Negro”, entre outras.



Como animador, usava o nome de “Zé Lagoa”, um tipo engraçado que criou e que fez muito sucesso na televisão e, sobretudo, no rádio. Atuou nas rádios Borborema e Caturité e na TV Borborema, todas de Campina Grande.

Nunca gravou uma de suas canções porque reconhecia que tinha “pouca voz”. Na Rádio Borborema, também apresentou o programa Radar, um noticiário policial recheado de humorismo. Compunha todos os gêneros da música regional nordestina (baião, xote, coco etc.).

Rosil veio para Paraíba, de Macaparana, Pernambuco, logo cedo. Atrás de estudo e trabalho. Trouxe consigo o brejeirismo e a poesia daquelas encostas chuvosas da Borborema sudeste, coalhada de pequenos produtores de banana e mandioca.

Culto e talentoso, dono de uma forma poética típica da nossa "nordestinidade", que se algum crítico, algum dia procurar caracterizar, rotular, necessariamente falará de um "realismo nordestino".

Suas músicas eram crônicas da vida do povão dos agrestes, brejos e sertões do Nordeste. Em suas narrativas, muito de comédia e drama; de João Grilo e Djacyr Menezes; de Zé da Luz e Zélins; de Zé Limeira e Gilberto Freyre. Seus forrós, baiões, rojões ou lamentos eram a expressão rítmica da vida nordestina.

ROSIL CAVALCANTI, O CAPITÃO ZÉ LAGOA
Compositor de 'Sebastiana', sucesso na voz de Jackson do Pandeiro, Rosil Cavalcanti era amante do rádio. Suas composições foram gravadas por diversos nomes da música popular nordestina




Rômulo Nóbrega e José Batista Alves
Revista de História da Biblioteca Nacional

As semelhanças não são poucas. Nasceram em regiões dominadas pela cultura da cana-de-açúcar e pela colonização negra. Quando adultos, foram casados, mas não tiveram filhos. E as coincidências não se restringem à vida. Em anos diferentes, morreram de infarto no mesmo dia e mês. Rosil Cavalcanti (1915 – 1968) e Jackson do Pandeiro (1919 – 1982) tiveram uma relação que muito além de 'Sebastiana'. Muito antes de ser proclamado o rei do ritmo, Jackson já convivia com o talento musical de Rosil.

De família tradicional na política de Pernambuco, Rosil de Assis Cavalcanti trabalhou durante toda sua vida como funcionário público. Seu primo de segundo grau, Joaquim Francisco chegou a ser governador do estado. Em 1943, com pouco mais de 20 anos, outro parente de Rosil assumiu a prefeitura da cidade de Macaparana, que continua sob influência da família, pois Maviael Cavalcanti (DEM) é o atual prefeito da cidade. Mas a paixão de Rosil era outra.

Rosil Cavalcanti residiu em Pombal por alguns anos e, em 1947, instalou na cidade o Serviço de Alto-Faltantes Tupã, que durou três anos, até 1950.

Ignácio Tavares, em artigo intitulado “No Tempo da Rádio Difusora Tupã”, publicado em 6 de junho de 2007, faz referência a presença de Rosil Cavalcanti em Pombal.
 
Diz Inácio que “..em pouco tempo a Rádio Difusora Tupã, passou a ser o centro das atenções e logo conquistou corações e mentes do povo da terrinha..”. “...de forma engenhosa e inteligente, o jovem empresário implantou um tipo de jornalismo até então desconhecido pelo povo. As noticias, que eram garimpadas e catalogadas pela sua secretaria e esposa, abrangiam todos os recantos do Brasil, do Estado, afora o noticiário local. As informações eram repassadas através de auto-falantes localizados em pontos estratégicos da cidade...”. “...dessa forma, a questão do desrespeito a pessoa humana, passou a ser a âncora do jornal diário da Rádio Difusora Tupã. Centenas de pessoas acotovelavam-se em frente ao estúdio, para escutar os editoriais, que eram lidos antes do inicio do jornal de cada dia, escritos caprichosamente pelo editor do jornal. Rosil sabia muito bem o risco que estava correndo, diante das posições assumidas contra grupo em questão. Corajoso e destemido, em nenhum momento curvou-se à pressão da força repressora udenista, em assim sendo, continuou a deitar falação e denunciar firmemente os atos de barbárie cometidos contra as pessoas indefesos. O seu propósito era o de acabar, de uma vez por todas, com esse tipo de agressão perversa e gratuita. Não tardou, numa certa noite, quando encerrou a sua programação foi atacado por desconhecidos de forma brutal e humilhante. Diante do quadro de terror que se instalou na cidade, resolveu definitivamente sair de Pombal e decidiu fixar residência em Campina Grande”.

 

Em João Pessoa, no ano de 1947, Rosil deu seus primeiros passos no rádio, participando em programas noturnos na Rádio Tabajara. Nesta ocasião, formou a dupla caipira ‘Café com Leite’ com um rapaz conhecido como Jack, que mais tarde seria o famoso Jackson do Pandeiro. O nome fazia alusão à aparência dos dois. Jackson, cafuzo de pele escura, era o café. Rosil, branco, era o leite. Tocando emboladas, a dupla alcançou um grande sucesso, garantido também pelas tiradas cômicas que faziam os ouvintes darem gargalhadas no auditório.
 
Nascia o imponderável. Jackson já era artista do povo daqui e queria ser artista do Brasil. Rosil era um poeta, que nas horas vagas se dedicava àquela arte.

Rosil Cavalcanti, auto-definido como um pernambucano de Campina Grande desempenhou papel importante na vida de Jackson. Era radialista, produtor, compositor (30 de suas músicas foram gravadas por Jackson, incluindo Sebastiana), humorista e apresentador. Seu maior sucesso foi o programa "Forró do Zé Lagoa", na Rádio Borbo-rema de Campina Grande, nos anos 1950, que ele apresentava sozinho fazendo várias vozes. No programa, o Zé Lagoa era uma espécie de mediador dos dramas e comédias da cidade, intercaladas de muita música – um radioteatro musical.

Apesar de boêmio e frequentar bares e cabarés, Rosil quase não bebia. Ele estreou na Rádio Tabajara de Jo-ão Pessoa em 30 de maio de 1947, cantando acompanhado por um conjunto regional do qual Jackson fazia parte. Os dois tornaram-se amigos, e essa cumplicidade e humor des-pertaram a atenção de Orlando Vasconcelos, diretor artístico da Tabajara, que criou a dupla Café com Leite, tornando-se a versão paraibana de Jararaca e Ratinho. A dupla só durou três meses, após o que Jackson foi convidado para o rádio pernambucano. Ro-sil morreu no dia 10 de julho de 1968.
 
Jackson seguiu em busca de seu destino. Foi para Recife. Rosil seguiu para Campina Grande, onde foi trabalhar como fiscal de renda, fiscalizando a qualidade do algodão comercializado na "Liverpool das Américas", como chamavam Campina na época.

Campina era a potência econômica de todo Nordeste. Ali sempre estava cheio de gringos e paulistas. Vinham em busca do "Ouro branco" dos sertões. Campina tinha um ar metropolitano em comparação as pequenas cidades espalhadas Nordeste adentro. Era uma extensão de Recife.

O trem que transportava o algodão e as riquezas paraibanas ligava Campina a Recife, via Itabaiana. Daí que, em Campina se respirava muito dos ares cosmopolita recifense. Ao mesmo tempo Campina recebia o sertão diariamente. Levas de sertanejos almocreves transportavam sua produção e sua cultura ao entroncamento da Borborema. Ali se vivia um clima propício à poesia.

Ali efervescia um movimento cultural espontâneo, síntese de uma região, que no processo de industrialização nacional se amoldava como a parte "atrasada" de um capitalismo desigual e combinado que se configurava no Brasil, seguindo os moldes do capitalismo mundial.

Em Campina, Rosil não continha seu impulso artístico. Foi trabalhar na rádio Borborema. Criou um programa de noticiário policial Radar, ancestral de qualidade desses folhetins deploráveis que se tornaram os boletins polícias das emissoras de rádio de hoje em dia, apenas expressando a situação também deplorável que se vive no "submundo" do crime. Mas, o grande sucesso de Rosil foi o "Forró do Zé Lagoa".

Programa de forró que animava as noites de toda a Borborema. Do Cariri ao Brejo, onde chegavam as ondas sonoras em Amplitude Modulada (AM), da Rádio Borborema. As pessoas paravam para ouvir o Zé Lagoa. O aparelho de rádio se popularizava em Campina Grande e em seus arredores e Zé Lagoa (Rosil Cavalcanti) era a estrela maior. Sua audiência era total. A Rádio Borborema tinha auditório e o Programa era transmitido do auditório, ao vivo. Ali se fez concurso de sanfoneiro, de dançarino, de beleza, de teatro, etc.

Na realidade era uma rádio-teatro. Rosil tinha um carisma impressionante e cativava todos e todas. Os artistas famosos da Rainha da Borborema e de todo o Nordeste tinham presença garantida nos finais de semana. Campina virou uma espécie de centro da cultura regional.

Rosil não parava de compor. Certo dia enviou para o amigo Jackson, uma "brincadeira" musical para Jackson "improvisar" em suas apresentações quase sempre frustradas na rádio Jornal do Comércio.

Nesse dia Jackson se soltou. Entrou no palco com a ginga dos sambistas que conheceu no "Zepa", em Campina Grande, com os ritmos das coquistas de seu quilombo em Alagoa Grande, com as mugangas dos tempos de Bedegueba em cima de caminhões em pastoris por Queimadas, São José da Mata, Bodocongó, Ligeiro, Barracão de Luiz de Melo, etc. Entrou com um pandeiro na mão e gritou: Convidei a cumade Sebastiana pra dançar um xaxado na Paraíba. Ela veio cum uma dança diferente pulava qui só uma guariba e gritava A, E I, O, U ipsilone.

"Sebastiana" é o lado "b" do disco inicial de Jackson do Pandeiro (José Gomes Filho) na Copacabana, que tem no lado "a" "Forró em Limoeiro". Ambas estão entre os maiores sucessos deste paraibano de Alagoa Grande, um dos mais originais, espirituosos e influentes artistas que o Nordeste produziu.

Imbatível na inventividade rítmica, Jackson formou nos anos quarenta com Rosil Cavalcanti - também pandeirista - a Dupla Café com Leite. Depois, quando o primeiro foi fazer carreira em Recife, a dupla se desfez, tornando-se Rosil um popularíssimo radialista em Campina Grande (PB), com o programa "Forro do Zé Lagoa", continuando entretanto a ligação entre os dois.

Primeira música gravada de Rosil, "Sebastiana" foi lançada no programa pós-carnavalesco no auditório da Rádio Jornal do Comércio de Recife, com a colaboração da teatróloga Luísa de Oliveira. Ao chegar no insólito breque "a-e-i-o-u-ipsilone", tendo como parceira Almira Castilhos, ela resolveu dar uma umbigada em Jackson, conquistando a platéia. Foi o início de um passo marcante, que se tornou obrigatório nas apresentações em palco de Jackson do Pandeiro. "Sebastiana" seria relançada em ' por Gal Costa em dueto com Gilberto Gil.

Sebastiana (coco, 1953) - Rosil Cavalcanti - Intérprete: Jackson do Pandeiro

"Sebastiana" é o lado "b" do disco inicial de Jackson do Pandeiro (José Gomes Filho) na Copacabana, que tem no lado "a" "Forró em Limoeiro". Ambas estão entre os maiores sucessos deste paraibano de Alagoa Grande, um dos mais originais, espirituosos e influentes artistas que o Nordeste produziu.

Imbatível na inventividade rítmica, Jackson formou nos anos quarenta com Rosil Cavalcanti - também pandeirista - a Dupla Café com Leite. Depois, quando o primeiro foi fazer carreira em Recife, a dupla se desfez, tornando-se Rosil um popularíssimo radialista em Campina Grande (PB), com o programa "Forro do Zé Lagoa", continuando entretanto a ligação entre os dois.

Primeira música gravada de Rosil, "Sebastiana" foi lançada no programa pós-carnavalesco no auditório da Rádio Jornal do Comércio de Recife, com a colaboração da teatróloga Luísa de Oliveira. Ao chegar no insólito breque "a-e-i-o-u-ipsilone", tendo como parceira Almira Castilhos, ela resolveu dar uma umbigada em Jackson, conquistando a platéia. Foi o início de um passo marcante, que se tornou obrigatório nas apresentações em palco de Jackson do Pandeiro. "Sebastiana" seria relançada em ' por Gal Costa em dueto com Gilberto Gil.

Sebastiana (coco, 1953) - Rosil Cavalcanti - Intérprete: Jackson do Pandeiro

 

Convidei a comadre Sebastiana
Pra dançar e xaxar na Paraíba.
(coro repete)
Ela veio com uma dança diferente
E pulava que só uma guariba.
(coro repete)
E gritava: a, e, i, o, u, ipsilone...
(coro repete)Já cansada no meio da brincadeira
E dançando fora do compasso
Segurei Sebastiana pelo braço
E gritei: Não faça sujeira
O xaxado esquentou na gafieira
Sebastiana não deu mais fracasso.
Mas gritava: a, e, i, o, u, ipsilone...
(coro repete)


Nesse dia nasce Jackson ou JackSOM do Pandeiro. O sucesso da "Cumade Sebastiana" que recebeu o título de Sebastiana foi tanto que em pouco tempo, os palcos de Jackson eram no Rio de Janeiro e São Paulo.

A música do Nordeste deixou de ser só o Baião do Lua do Nordeste, o Gonzagão, para ser também: o Rojão e o Forró; o Coco. Jackson vai "empareiar-se" com Gonzaga em termo de sucesso, de apelo popular. Vai fazer sombra ao Lua do Sertão. Gonzaga já abrira as portas da Indústria Fonográfica para a música originária da parte "atrasada" do Brasil. Jackson escancara.

Rosil não deixara Campina. Ali havia criado raízes. Sentia-se em casa. Era de fato, sua casa e sua família. Nas madrugadas de sextas, sábados e/ou domingos ele juntava uma trupe e ia caçar em alguma fazenda próxima a Campina. Nessas caçadas de nhambu, caçava também talentos e, sobretudo, a alma popular nordestina. Nessas caçadas Rosil encontrou os sanfoneiros Pedro Mendes, Diomedes, Josinaldo, Chicó e tantos outros que ele levava para as apresentações em seu Programa. Também promoveu os forrozeiros de Oito Baixos e cantores da mais autêntica música brasileira, produzida ali entre os penhascos da Borborema. Vivia-se a época de ouro do Forró.

Em suas fugas, Rosil preferia o Cariri. Tinha um cantinho preferido na Vaca Brava ou Tôco do Pade, hoje Campo de Emas, onde nasci, vivi e retorno quando posso. Lá, Zé Lagoa, como o chamavam, enrolava seus amigos, dizendo-se caçador, dava uma volta e apreciava a paisagem caririzeira. Voltava antes de todo mundo, tomava uma "bicada" na "Bodega de Hemetério" e armava uma rede, sempre limpa e pronta para o Zé Lagoa, sob a sombra carinhosamente organizada pelos galhos de uma Quixabeira e de um Umbuzeiro, entrelaçados. Parece, sabiam as árvores, que ali estava um ramo seu, um poeta de suas dores e alegrias.

O chão sempre limpo, pois rodas de aprendizes de sanfoneiros e sanfoneiros já premiados se "aprochegavam" à Rosil para criarem versos, músicas e brincarem ao dedilhar da sanfona de Pedro Mendes. Ali nasceu Meu Cariri e Aquarela Nordestina, duas das mais lindas canções de Rosil. Suas andanças nas terras caririzeiras também o instigaram à Festa do Milho e diversas outras que fizeram e fazem nordestinos chorarem Brasil afora.

Ao deixar Pombal e se fixar em Campina Grande, em 1951 Rosil Cavalcanti entra definitivamente para o rádio como redator na Rádio Caturité, recém inaugurada por Drault Ernani, onde lançou o programa Rádio Atrações.
Rosil tinha um grande defeito: era birrento, pegava ar por qualquer coisa. Em 1978, durante um almoço no Restaurante Manuel da Carne de Sol, em Campina Grande, o Rei do Baião – Luiz Gonzaga – me contou essa história: havia se desentendido com Rosil por conta da uma alteração que a gravadora RCA Victor exigiu que fosse feita em uma música de Rosil. Ele não gostou e deixou de falar com o “velho Lua”. Ficaram quase um ano sem se falar.
Eis que Gonzagão vem a Campina e pede a Zé Bezerra para intermediar uma conversa com Rosil. Os dois se encontram, mas a conversa foi pouco produtiva. Luiz Gonzaga se encarregou de cumprimenta-lo, perguntar como estava a patroa, dizer que estava com saudades de notícias suas, etc. e tal. Rosil pouco falou, pediu licença, disse que ia ter que trabalhar e se retirou.
Trancou-se em uma sala e poucos minutos depois entregou a Luiz Gonzaga um papel datilografado com esta, que considero uma das músicas mais bonitas de sua autoria (“Amigo Velho), gravada em 1963 por Gonzaga: “Ô amigo velho, como vai, como passou? / Pedi notícia sua, porém você não mandou / Me diga como vai sua distinta família / Como vai aquela jóia que é sua linda filha / Como vai seu filho, tipo do rapaz perfeito / E sua senhora, lhe transmito meu respeito / Amigo velho foi prazer ter lhe encontrado / Eis aqui um forte abraço desse seu menor criado / Você está mais forte, bem disposto e humorado / Parece vender saúde, deve andar bem sossegado / Logo que cheguei, pretendia lhe avistar / Porém lhe vendo agora, quero lhe cumprimentar / Amigo velho depois eu falo consigo / Dê licença a seu amigo, que vou ter que trabalhar. Esta letra retrata simplesmente o encontro dos dois, que fizeram as pazes, se abraçaram e choraram muito.
 
 
No dia 10 de julho de 1968, no início da tarde, Rosil se sentiu mal quando descansava sob a sombra do Umbuzeiro e da Quixabeira. Pediu um chá para "desempachar", reclamou mais uma vez do mal-estar e anunciou: vou pra Campina, não estou bem. Na noite daquele dia, como em todos os outros, moradores, trabalhadores rurais, fazendeiros e a população daquela área em geral se aglutinava nas casas onde havia um Rádio, daqueles grandes, a bateria, pra ouvir o Forró de Zé Lagoa. Em vez da música introdutória na voz vibrante de seu parceiro Café, dizendo: se você não viu, vá ver que coisa boa, em Campina Grande, o Forró do Zé Lagoa, se ouviu uma fúnebre anunciando o falecimento do poeta da caatinga, dos cariris, do Nordeste. O Nordeste parou. Campina Grande assistiu a mais profunda comoção que a atingira. Desaparecera subitamente sua síntese poética, suas alegrias e suas tristezas. Os contornos da feira central ficaram sem graça. A feira da Prata perdeu o charme.

Macambiras e xiquexiques murcharam. Juritis, asas brancas, ribaçãs arribaram. O povo, a população simples e pobre das periferias de Campina e dos municípios visinhos se encerrou em luto. Campina Grande não comportou a quantidade de pessoas para o último adeus ao poeta que a cidade adotou.

Jackson continuou sem Rosil. Cantou composições de dezenas de outros compositores e muitas suas, que ele não assinava. Cantou o samba nordestino, urbano, da malandragem da periferia do Zepa, de Bodocongó, da Liberdade, do Serrotão e uma diversidade de crônicas riquíssima da vida nordestina. Viveu 15 ou 16 anos sem sua mistura preferida. Num 10 de julho do início dos anos 80, voltam a se misturar noutra dimensão. Jackson volta a encontrar Rosil. Certamente as paisagens cantadas, as histórias narradas, as caricaturas e brincadeiras da cultura regional voltou a ser matéria prima do Café com Leite.

A 45 anos da morte de um e 30 da do outro, tenho a impressão que a lacuna deixada por eles ainda não fechou, nem fechará. As estripulias do Bedegueba de pastoril que conquistou o Brasil que formava uma unidade indissolúvel com a pureza da poesia de Rosil desandaram por um tremelique sem graça, como pacote comercial: hermético, fechado, sem poesia, sem a malicia deliciosa dos personagens de Ariano; sem a alma criativa de Zé da Luz; sem os absurdos extravagantes e maravilhosos de Zé Limeira; sem a alma nordestina.

Venceu a imbecilidade do mercado!

Mas a dupla está mais presente do que nunca entre os amantes da boa música. A tecnologia que é usada brutalmente para ferir a cultura popular, também nos permite ouvir Jackson do Pandeiro, sentir o gingado, a malandragem do povão de Campina, do Nordeste, do Brasil. É possível matar a saudade de Rosil Cavalcanti ouvindo o próprio Jackson, mas também Gonzaga e uma diversidade enorme de sons. Pois é, dia 10 de julho é um dia fatídico para a cultura popular nordestina, mas é também o dia de reencontro, da mistura perfeita do Café com Leite.
 
 


Quando a dupla se desfez, Jackson levou debaixo do braço várias músicas de Rosil. Uma delas seria o grande destaque do carnaval de 1953. Era o coco 'Sebastiana', que foi originalmente lançado em um disco pelo selo Copacabana e posteriormente regravado por Gal Costa.

SEBASTIANA, primeira música gravada de Rosil Cavalcanti, foi lançada num programa de auditório da Rádio Jornal do Comércio, sob a interpretação de Jackson do Pandeiro e a colaboração da teatróloga Luísa de Oliveira. Na passagem "A-E-I-O-Uipsilone", Luísa deu uma umbigada em Jackson, o que conquistou a platéia. Mais tarde, a umbigada tornou-se a marca de Almira Castilho, que substituiu Luísa nos programas de auditório da Rádio Jornal. Sebastiana faz parte do lado A de um 78 rpm da Copacabana que tem no lado B Forró em Limoeiro, rojão de Edgar Ferreira.

Por sua vez, Rosil ganhou destaque dez anos depois com o programa ‘Forró de Zé Lagoa’, que teve grande repercussão em Campina Grande.
 


Apresentado diariamente na Rádio Borborema, que transmitia em ondas médias e tropicais, a atração era uma mescla de notícias com brincadeiras, onde Rosil encenava o papel do capitão Zé Lagoa e contracenava com os soldados Jaca Mole e Jaca Dura. Entre uma piada e outra, muitos repentistas e cantores passaram por lá, como Genival Lacerda, Zé Calixto, Marinês e Abdias.

Mas, mesmo antes de Sebastiana, Rosil já havia composto uma música gravada comercialmente. Apresentada à cantora Dilú Melo, a canção se chama ‘Meu Cariri’ e foi interpretada por Ademilde Fonseca e Marinês, na sua versão mais famosa.
 
 
 
Porém, Rosil não guardava boas recordações de sua estréia nas vitrolas. Apesar de ter composto música e letra, os créditos do disco apontavam Dilú como parceira de Rosil. Mas não faltariam oportunidades futuras para o devido reconhecimento.

Ao todo, Rosil teve mais de vinte músicas gravadas por Jackson do Pandeiro, como 'Cabo Tenório', 'Lei da Compensação', 'Quadro Negro', 'Forró na Gafieira' e 'Na Base da Chinela'. Feita em parceria com o rei do ritmo, esta última foi regravada posteriormente por Elba Ramalho.
 
 
 
Na voz de Marinês destacam-se Saudade de Campina Grande e Aquarela Nordestina, que foi também interpretada por Luiz Gonzaga.
 
 
 
Rosil teve ainda canções gravadas pelo Trio Nordestino, Zé Calixto, Genival Lacerda, Anastácia, Ary Lobo, entre muitos outros.

Canções

  • A festa do milho - Luiz Gonzaga (1963)
  • Amigo velho - Luiz Gonzaga (1963)
  • Aquarela nordestina - Marinês (1958)
  • Cabo Tenório - Jackson do Pandeiro (1954)
  • Coco do Norte - Jackson do Pandeiro (1955)
  • Coco social - Jackson do Pandeiro (1954)
  • Coisas do Norte - Marinês (1963)
  • Cumpadre João - Jackson do Pandeiro (1958)
  • Faz força, Zé, Luiz Gonzaga (1963)
  • Forró do Zé Lagoa - Genival Lacerda (1962)
  • Forró na gafieira - Jackson do Pandeiro (1959)
  • Meu Cariri, com Dilu Melo - Ademilde Fonseca (1951)
  • Moxotó, com José Gomes - Jackson do Pandeiro (1958)
  • Na base da chinela, com Jackson do Pandeiro (1962)
  • Ô véio macho - Luiz Gonzaga (1962)
  • Os cabelos de Maria, com Jackson do Pandeiro (1960)
  • Saudade de Campina Grande - Marinês (1958)
  • Sebastiana - Jackson do Pandeiro (1953)
  • Tropeiros da Borborema - Luiz Gonzaga (1980)

Em agosto (2012)  a segunda noite de apresentações do Projeto 7 Notas trouxe as canções de Rosil Cavalcanti interpretadas por Gitana Pimentel. Difundindo e promovendo a cena musical local, abrindo espaço para novos artistas, e homenageando grandes nomes da música brasileira.



Gitana Pimentel começou sua carreira aos 14 anos e se destaca no meio musical cantando ritmos latinos com uma pegada de samba. Na proposta do 7 Notas, ela irá apresentar uma releitura da obra de Rosil Cavalcante mantendo a originalidade e a essência dos clássicos do músico que se consagrou como uma lenda campinense e teve a sua poesia cantada por grandes nomes como Jackson do Pandeiro, Luiz Gonzaga e Marinês.

O 7 Notas acontece em cinco etapas entre os meses de Julho a Dezembro, a programação de Agosto contou ainda com a apresentação do grupo Armazém da Melodia Incompleta fechando a segunda etapa do projeto. As apresentações acontecem sempre no Cine Teatro do Sesc Centro, em Campina Grande. O Projeto 7 Notas é uma realização do Sesc Paraíba em parceria com a Fecomércio.

FONTE

http://pt.wikipedia.org/wiki/Rosil_Cavalcanti

http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2011/resumos/R6-2315-1.pdf

http://cifrantiga3.blogspot.com/2006/05/sebastiana.html#ixzz2DuonaY6I

http://ambienteacreano.blogspot.com.br/2009/03/rosil-cavalcanti-o-capitao-ze-lagoa.html

http://www.forroemvinil.com/desafio-quem-e-2

http://www.onordeste.com/onordeste/enciclopediaNordeste/index.php?titulo=Jackson+do+Pandeiro+e+Rosil+Cavalcanti&ltr=J&id_perso=151

http://clemildo-brunet.blogspot.com.br/2009/07/lembrancas-de-rosil-cavalcanti-o.html