"Velha Infância", interpretada pelo Tribalistas é uma das músicas mais lindas que eu conheço... a letra desperta um sentimento lúdico e ao mesmo tempo romântico que mexe muito comigo, mantem viva boas lembranças, aumenta a saudade, me faz sonhar...
"Velha Infância",Tribalistas
Você é assim
Um sonho prá mim
E quando eu não te vejo
Eu penso em você
Desde o amanhecer
Até quando eu me deito...
Eu gosto de você
E gosto de ficar com você
Meu riso é tão feliz contigo
O meu melhor amigo
É o meu amor...
E a gente canta
E a gente dança
E a gente não se cansa
De ser criança
A gente brinca
Na nossa velha infância...
Seus olhos meu clarão
Me guiam dentro da escuridão
Seus pés me abrem o caminho
Eu sigo e nunca me sinto só...
Você é assim
Um sonho prá mim
Quero te encher de beijos
Eu penso em você
Desde o amanhecer
Até quando eu me deito...
Eu gosto de você
E gosto de ficar com você
Meu riso é tão feliz contigo
O meu melhor amigo
É o meu amor...
E a gente canta
E a gente dança
E a gente não se cansa
De ser criança
A gente brinca
Na nossa velha infância...
Seus olhos meu clarão
Me guiam dentro da escuridão
Seus pés me abrem o caminho
Eu sigo e nunca me sinto só...
Você é assim
Um sonho prá mim
Você é assim...
Você é assim...
Você é assim...
-"Você é assim
Um sonho prá mim
E quando eu não te vejo
Penso em você
Desde o amanhecer
Até quando me deito
Eu gosto de você
Eu gosto de ficar com você
Meu riso é tão feliz contigo
O meu melhor amigo
É o meu amor"
Tribalistas, foi um trio musical brasileiro de MPB composto por Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte. Tal reunião resultou em um único álbum lançado no Brasil em 2002 pela gravadora Phonomotor Records com distribuição nacional e internacional da EMI e no exterior lançando em 2003.
O álbum vendeu mais de um milhão cópias somente no Brasil. Recebeu cinco indicações para o Grammy Latino em 2003, ganhando um. Algumas faixas do CD/DVD foram remasterizadas em inglês e fizeram muito sucesso na Europa.
O curioso é que o trio nunca se apresentou junto, com três raras exceções Grammy Latino, e no DVD Ao Vivo no Estúdio, e a terceira aberta ao público no Sarau do Brown, mas foram vaiados por cantar apenas duas músicas. Marisa Monte é unica que cantou várias músicas do grupo na tour mundial Universo Particular.
Assim como a formação do grupo, o álbum não surgiu repentinamente. Tudo começou quando Marisa Monte foi gravar uma participação no disco que Arnaldo estava fazendo, produzido por Brown. O grupo ficou junto por uma semana e resolveu fazer algumas músicas, embora não pensassem em gravar um disco juntos.
Para eles, o Tribalistas não era um projeto, era um sonho, um desejo que cada um tinha. Quando o grupo saiu da Bahia já se tinha um repertório que podia ser gravado pelos três juntos. E então, depois de muitas reuniões, decidiram-se por lançar um CD com um DVD incluso.
O nome do grupo veio de uma música composta pelo grupo que recebeu o título de "Tribalistas". Um nome que vem de "tri" (três integrantes), de tribo. A canção foi feita já com esta idéia.
O álbum foi gravado secretamente em treze dias, um para cada canção, na casa de Marisa no Rio. Seu DVD apresenta a gravação das treze faixas do álbum além de diálogos do trio no estúdio, entre uma faixa e outra.
Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte cruzaram inúmeras vezes suas vidas profissionais em composições, gravações, produções de discos e shows. A crítica musical já havia apontado o trio, separadamente, como nomes de ponta na renovação do cenário MPB. Também não chega a ser novidade a amizade e a colaboração artística entre a trinca, mas nada disso diminuiu a expectativa criada em torno do projeto Tribalistas, lançado pela gravadora EMI.
A dobradinha de CD e DVD foi concebida, composta e produzida em conjunto por Marisa, Brown e Arnaldo. O pacote aterrissou de forma grandiosa na mídia no final de 2002, com ampla divulgação pela imprensa, a inauguração de um site oficial dedicado ao disco (www.tribalistas.com.br) e a exibição de um making of do disco na Rede Globo.
O trio ficou trancafiado em um estúdio carioca, produzindo um álbum a seis mãos. O disco foi feito com dois dias de ensaio e treze dias de gravação. Bossa ("Pecado é lhe Deixar de Molho"), sonoridades sutilmente eletrônicas ("Lá de Longe"), valsa ("Carnalismo"), romântica ("Velha Infância") e pop rock ("Já Sei Namorar") estão entre as tonalidades sonoras pintadas pelo trio.
O resultado foi um disco quase acústico, de arranjos econômicos, percussões esparsas e ênfase em pianos e violões. Toda a instrumentação ficou a cargo do trio, com a colaboração de Cezar Mendes e Dadi. A produção sobrou para Alê Moraes. Tudo foi registrado por câmeras digitais, que forneceram as imagens para o DVD.
Este projeto, que não prevê apresentações ao vivo, traz ao público o registro de momentos da intimidade desta parceria de sucesso.
Em 2003, os Tribalistas ganharam o reconhecimento internacional concorrendo e vencendo na categoria Melhor Álbum Pop Contemporâneo Brasileiro do Grammy Latino.
Olha essa!!! "Falados os segredos calam / E as ondas devoram léguas / Vou lhe botar num altar / Na certeza de não apressar o mundo / Não vou divulgar / Só do meu coração para o seu[...]"
"Um a Um" é bem interessante... diz que no amor não se quer ganhar ou perder, se quer apenas o empate... Acho legal quando diz: "[...] Me ensina a fazer canção com você...". Os dois namorando, num jogo tão bom de se jogar que quando os dois quando estão juntos sempre extrapolam o "tempo regulamentar".
Maria Gadú, criada por uma mãe atenta e dedicada ao talento da filha, preferia a companhia dos adultos da casa – e da música - a das outras crianças. Sua mãe ao fazer de tudo para aproximar os pequenos amigos da filha, encheu a casa de atrações em tinta, discos e brinquedos, e propiciou assim o ambiente onde Gadú, sem saber, iniciaria a sua formação artística: um laboratório aconchegante e particular.
Na companhia da mãe e da avó, Maria conhecia o repertório de cantores e cantoras que a influenciariam: Carmem Miranda, Dolores Duran, Adoniran Barbosa, Maria Bethânia, Caetano, Chico Buarque, Gal Costa.
Na Escola Municipal de Educação Artística da prefeitura de São Paulo ajudou Gadú, ainda na infância, a dar os primeiros passos, mais tarde, ela não conseguiu adequar-se a qualquer método formal de música. Contraditoriamente, Gadú estudou sua própria voz e criou suas próprias técnicas, através de livros de métodos vocais de jazz e soul, sozinha, em frente ao espelho. Autodidata também para instrumentos, aprendeu a tocar piano e violão.
Aos 4 anos ela não titubeou quando viu um músico, em um shopping, largar o piano e descansar para o intervalo. Sentou-se no banquinho como se tivesse chegado sua vez e tocou um trecho de Chopin. Estupefata, a platéia da praça de alimentação perguntou a ela o que era aquilo. Maria respondeu: “a música do gás”.
Já aos 8, Maria Gadú tocava piano e violão e chamava a prima para a fazer a segunda voz nas canções que queria gravar. A outra criança não entendia o que fazer e seguia a voz de Maria, que chorava de raiva, dizendo: “Não me imite, canta diferente!”.
Com 10 anos, na paradisíaca Ilha Grande compôs “Shimbalaiê”, MPB de levada afro, uma das músicas mais populares de seus shows, que carrega o verso: “quando mentir, for preciso, poder falar a verdade” .
Shimbalaiê ઇઉ Maria Gadú (legendado)
Após a adolescência e a longa passagem pela formação da escola que é tocar em barzinhos, resolveu ir para a Europa com um amigo percussionista para se apresentar em festivais de música independente. De agosto a outubro, tocando na Itália e Irlanda em festivais, casas e shows e até na rua, Maria Gadú retornou ao Brasil para festas de fim de ano, com o objetivo de rever a família e rapidamente se organizar para voltar a Europa. Resolveu passar a virada do ano no Rio, para rever alguns amigos, e daqui não saiu mais, fazendo shows e desenvolvendo a carreira na cidade...
Maria Gadu - Tudo Diferente (com letra)
VIDA E OBRA
Maria Gadú (São Paulo, 1986) é uma cantora, compositora e violonista brasileira de MPB.
Mayra Corrêa Aygadoux mais conhecida como Maria Gadú , paulistana foi introduzida à prática musical ainda na infância. Aos 7 anos de idade, já gravava músicas em fitas cassetes. Fez poucos meses de aulas de violão, longe do suficiente para ler partituras, mas o possível para compor através da prática. Fez desde os 13 anos shows em bares e festas de família em sua cidade de São Paulo.
Mudou-se para o Rio de Janeiro no início de 2008, quando começou a tocar em bares da Barra da Tijuca e da Zona Sul. Sua carreira passou a ter ascensão ao despertar atenção de famosos ligados ao meio musical, como Caetano Veloso, Milton Nascimento, João Donato, dentre outros.
Maria Gadú ganhou destaque ao interpretar "Ne me quitte pas", de Jacques Brel, para o diretor Jayme Monjardim, que estava em fase de pré-produção da minissérie Maysa - Quando Fala o Coração. Maysa Matarazzo, cantora e mãe do diretor, fez muito sucesso nas décadas de 1950 e 60 cantando, dentre outras, esta canção. A versão de Gadú, logo, foi incluída na trilha sonora da minissérie que estreara em janeiro 2009, na qual a cantora, ainda, fez uma participação especial como atriz.
Ne Me Quite Pas - Maria Gadú
No início de 2009, aos 22 anos de idade, Maria Gadú preparava seu primeiro álbum, homônimo, lançado pelo selo SLAP, da gravadora Som Livre, e produzido por Rodrigo Vidal. Além disso, iniciou uma temporada de shows no Cinemathèque, no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro. Após o lançamento do álbum em meados de 2009, a cantora, rapidamente, foi ganhando espaço na mídia brasileira.
A canção "Shimbalaiê", sua primeira composição aos 10 anos de idade, foi incluída na trilha sonora de mais uma produção da TV Globo, desta vez em horário nobre, a novela Viver a Vida. Ne me quitte pas foi regravada e, junto com "A história de Lilly Braun", está na trilha sonora da minissérie Cinquentinha, de Aguinaldo Silva.
Gadú, participou de um show do cantor e compositor sueco-americano Eagle-Eye Cherry em São Paulo, no dia 21 de Janeiro de 2010, realizado na Via Funchal. O show foi registrado para o DVD ao vivo do cantor.
Maria Gadú conta sempre com seu parceiro Leandro Léo em seus shows, quando cantam: Linda Rosa, Laranja, "A falta que a falta faz", entre outras.
Também participou do CD e do DVD do álbum N9ve da cantora e compositora Ana Carolina cantando a música inédita "Mais que a mim".
No dia 21/02/2010, Maria Gadu ganhou disco de ouro pela vendagem de mais de 50 mil cópias do seu 1º CD.
A trilha sonora do filme Sonhos Roubados tem a participação de Maria Gadú na faixa principal. A faixa homônima ao longa saiu na internet em Abril e foi lançada para promover o filme.
Também em 2010, a cantora fez uma participação com XUXA no DVD XSPB-Xuxa Só Para Baixinhos, cantando a música "Leãozinho", de Caetano Veloso. No mesmo ano, recebeu sua primeira indicação ao Grammy Latino, na categoria Melhor Artista Revelação.
Discografia
2009 - Maria Gadú
2010 - Maria Gadú
Trilhas sonoras
2009
"Shimbalaiê" em Viver a Vida
"Linda Rosa" em Cama de Gato
"A História de Lilly Braun" em Cinquentinha
"Ne me quitte pas" em Cinquentinha e Maysa - Quando Fala o Coração
"O palco é o mundo do artista. Bem-vindo ao meu mundo". Jorge Vercillo
As músicas de Jorge Vercillo são perfeitas. As letras são pura Poesia. Gosto de várias!!!! Dê uma olhadinha na letra e música de "Final Feliz" Chega de fingir Eu não tenho nada a esconder. Agora é pra valer, haja o que houver. Não tô nem aí. Eu não tô nem aqui pro que dizem. Eu quero é ser feliz, e viver pra ti. Pode me abraçar sem medo. Pode encostar tua mão na minha Meu Amor, Deixa o tempo se arrastar sem fim Meu amor, Não há mal nenhum gostar assim, Oh, Meu bem, Acredite no final feliz... Meu amor... Meu amor... E ainda tem "Arco-íris"; "Monalisa"; "Caso Perdido";"Deve Ser"; "Memória do Prazer".
Memória do Prazer
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Deve Ser
Composição: Dudu Falcão/Jorge Vercillo
Deve ser uma ilha descoberta em mim
um sinal de que seria assim
começar gostar de ti
Deve ser um princípio de fascinação
o poder de uma revolução
ser tocado por você
Porque foi assim como a primavera
para quem dorme do seu lado
Porque foi pra mim
Toda fantasia faz espelho nos seus lábios
Deve ser como de repente o céu se abrir
Como ver o que eu não percebi
começar gostar de ti
Deve ser ser agraciado e não saber
Nem imaginava merecer
ser amado por você
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Jorge Vercillo é o nome artistico de Jorge Luís Sant'Anna Vercillo. Cantor, violonista, produtor musical e compositor, Jorge Vercillo nasceu no dia 11 de outubro de 1968, no Rio de Janeiro. Formado em Jornalismo não chegou a exercer a profissão. Aos 16 anos, depois de "desviado" dos treinos de futebol no Flamengo, e contando com o incentivo de sua tia Lêda Barbosa, ele escolheu sua nova paixão: a Música.
Em 1989, Jorge Vercilo conquistou o primeiro lugar com a música "Alegre" e o prêmio de melhor intérprete no Festival Internacional de Curaçau.
Em 1993, ele lançou seu primeiro disco: "Encontro das Águas", com duas faixas sendo executadas em novelas da TV Globo - Encontro das Águas; Mulheres de Areia; e Praia Nua em Tropicaliente.
Encontro das Águas - Jorge Vercilo
Em 1996, lançou seu segundo trabalho: "Em tudo que é Belo". A faixa "Infinito Amor" fez parte da trilha sonora da novela "A Indomada", da Rede Globo.
Em 2002, Jorge Vercilo lançou seu 4º disco ELO, pela EMI - com vendagem superior a 250.000 cópias e além das faixas "Que Nem Maré", música mais executada durante o ano de 2002, "Homem aranha" e "Reino das Águas Claras", foram executadas no Sítio do Picapau Amarelo e "Fênix", na Casa das Sete Mulheres, da Rede Globo.
Que Nem Maré - Jorge Vercillo
Em 2003, lançou "Livre", seu primeiro DVD - com os bastidores da gravação - contou com mais de 100.000 cópias vendidas. A música Monalisa foi a mais executada.
Em 2004, Jorge Vercillo foi premiado no II Troféu Universo Musical na categoria Melhor Show de MPB.
Em 2005, lançou "Signo de Ar", em parceria com Ana Carolina, Dudu Falcão, Jota Maranhão, Nico Rezende. A faixa "Ciclo", fez parte da trilha sonora da novela A lua me Disse, da Rede Globo.
Em 2006, Jorge Vercilo gravou "Jorge Vercilo" Ao Vivo. Seu primeiro DVD - gravado no Canecão nos dias 28 e 29 de Abril de 2006 - traz antigos sucessos, além de Beatriz, de Chico Buraque e Edu Lobo, também as inéditas: "Eu e a vida" e "Vela de Acender", "Vela de Navegar". Recebeu o Prêmio TIM de melhor cantor na categoria voto livre em 2006 e 2007.
Em 2007, Jorge Vercilo gravou ao lado de Jorge Benjor, Jorge Mautner e Jorge Aragão o show "Coisa de Jorge" em 23 de abril na praia de Copacabana, que reuniu os Jorges da música brasileira (Vercilo, Benjor, Mautner e Aragão) em homenagem a São Jorge. O CD/DVD "Coisa de Jorge" conta com canções inéditas e outros sucessos dos quatro artistas. Recebeu o Prêmio TIM na categoria Voto Popular de Melhor Cantor.
Em novembro de 2007 lançou o seu 8º disco de inéditas, "Todos Nós Somos Um", apostando nos ritmos brasileiros e com uma novidade: mais um “L” acrescentado ao seu sobrenome, voltando ao original de batismo.
As Faixas "Devaneio" e "Ela une todas asCoisas" foram executadas nas Novelas: Negócios da China e Duas Caras - da Rede Globo. Jorge Vercillo contou com a parceria de Marcos Valle, Leila Pinheiro, Jota Maranhão, Paulo Cesar feital, Guinga e, Dudu Falcão.
Devaneio - Jorge Vercillo
Jorge Vercilo - Ela une todas as coisas
Em 2008, Jorge Vercillo grava o DVD "Trem da minha vida" e concorreu ao Grammy Latino com a canção "Ela une todas as coisas", em parceria com Jota Maranhão.
Em 2009, Concorreu ao Grammy Latino mais uma vez, na categoria Melhor Álbum de Música Popular Brasileira, com "Trem da Minha Vida".
Em 2010, lançou DNA seu o oitavo álbum de estúdio. O álbum foi indicado ao Grammy Latino na categoria de "Melhor Álbum de Música Popular Brasileira", e a canção "Há de Ser", que conta com a participação de Milton Nascimento, foi indicada à categoria de "Melhor Canção Brasileira".
Da safra do novo disco, Jorge Vercillo interpreta o standard jazz “Memória do prazer”. A canção, que tem melodia do compositor, marca a primeira parceria do cantor com sua esposa, Gabriela Vercillo. Ainda do repertório inédito, foram eleitas o samba funk latino “Arco-Íris”, parceria de Vercillo com o premiado multi-instrumentista Filó Machado, e “CasoPerdido”, primeira parceria do compositor com Max Viana. “Deve ser”, parceria de Vercillo com Dudu Falcão entrou como faixa bônus no CD “D.N.A.”, e embalou o romance do casal Helena (Taís Araújo) e Bruno (Thiago Lacerda) em “Viver a vida”, novela de Manoel Carlos, da TV Globo.
VOCÊ SABIA?? - O cantor Jorge Vercillo
*Recebeu o Premio Sharp na categoria Melhor cantor.
*Participou do Festival de Música Brasileira da TV Globo.
*Em 2000 lançou LEVE, seu terceiro trabalho tendo como parceiros Zeppa, Paulo Façanha e Beto Paiva.
*Fez Show no Canecão para apresentar se álbum "LEVE" e teve bilhetagem máxima vendida.
*Na canção autobiográfica "Tudo o que Tenho", apresenta suas influências musicais: Djavan, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque e Gal Costa...
*Jorge Vercillo apoia as causas da Visão Mundial, desde 2002, além de apadrinhar crianças pela organização, em julho/2010 contatou a Visão Mundial para realizar um show beneficente em prol das crianças vítimas das enchentes em Pernambuco e Alagoas. Neste show, Jorge Vercillo cantou seus grandes sucessos em Voz e Violão.
Nos dias 19 e 21 de outubro de 1967 - no palco do II Festival Internacional da Canção, realizado no Maracanãzinho/RJ - o cantor, violonista e compositor Milton Nascimento, poucos dias antes de completar 25 anos, não poderia imaginar que suas três músicas: “Travessia”, “Morro Velho” e “Maria, Minha Fé” –, fariam tamanho sucesso.
O tempo passou, vai música e vem música e eu temho pra mim que dificilmente você vai encontrar alguem que não tenha uma ou mais músicas de Milton Nascimento elencadas entre as suas músicas preferidas. "Bola de Meia, Bola de Gude" é a minha preferida.
Bola de Meia, Bola de Gude
Milton Nascimento
Composição: Milton Nascimento
Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem pra me dar a mão
Há um passado no meu presente
Um sol bem quente lá no meu quintal
Toda vez que a bruxa me assombra
O menino me dá a mão
E me fala de coisas bonitas
Que eu acredito
Que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito
Caráter, bondade alegria e amor
Pois não posso
Não devo
Não quero
Viver como toda essa gente
Insiste em viver
E não posso aceitar sossegado
Qualquer sacanagem ser coisa normal
Bola de meia, bola de gude
O solidário não quer solidão
Toda vez que a tristeza me alcança
O menino me dá a mão
Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto fraqueja
Ele vem pra me dar a mão
Depois vem "O SOL"...música lindissima e que tem tudo haver comigo. Não fico tempo mais que o necessário insistindo com a dor, procuro logo me ocupar daquilo que me faz feliz. A vida é muito curta pra ser disperdiçada...
O SOL
Composição: Antônio Júlio Nastácia
Ei, dor!
Eu não te escuto mais
Você não me leva a nada
Ei, medo!
Eu não te escuto mais
Você não me leva a nada...
E se quiser saber
Pra onde eu vou
Pra onde tenha Sol
É pra lá que eu vou... (2x)
E se quiser saber
Pra onde eu vou
Pra onde tenha Sol
É pra lá que eu vou...
É pra lá que eu vou... (3x)
As músicas do Milton Nascimento trazem letras e melodias poéticas e me fazem lembrar uma pessoa que eu amo e que sempre compartilha suas músicas comigo.... tanto carinho que eu me pergunto se existe algum mistério em termos nos conhecido... e a resposta eu encontro nas palavras de Gustave Flaubert: "Por que nos conhecemos? Por que o acaso o quis? Foi porque através da distância, sem dúvida, como dois rios que correm a unir-se, nossas inclinações particulares nos impeliram um para o outro".
Voltando ao texto. Parece que eu não consigo terminar minha lista de músicas preferidas, não é mesmo?! Então, eu prometo. Prometo quevou destacar apenas mais duas ou três. Talvez quatro. "Caçador de Mim"; "Teia de Renda"; "Vendedor de Sonhos"; "Quem Sabe IssoQuer Dizer Amor"...
Quem Sabe Isso Quer Dizer Amor
Quem sabe isso quer dizer amor
Milton Nascimento
Composição: Márcio Borges e Lô Borges
Cheguei a tempo de te ver acordar
Eu vim correndo à frente do sol
Abri a porta e antes de entrar
Revi a vida inteira
Pensei em tudo que é possível falar
Que sirva apenas para nós dois
Sinais de bem, desejos vitais
Pequenos fragmentos de luz
Falar da cor dos temporais
Do céu azul, das flores de abril
Pensar além do bem e do mal
Lembrar de coisas que ninguém viu
O mundo lá sempre a rodar
E em cima dele tudo vale
Quem sabe isso quer dizer amor,
Estrada de fazer o sonho acontecer
Pensei no tempo e era tempo demais
Você olhou sorrindo pra mim
Me acenou um beijo de paz
Virou minha cabeça
Eu simplesmente não consigo parar
Lá fora o dia já clareou
Mas se você quiser transformar
O ribeirão em braço de mar
Você vai ter que encontrar
Aonde nasce a fonte do ser
E perceber meu coração
Bater mais forte só por você
O mundo lá sempre a rodar,
E em cima dele tudo vale
Quem sabe isso quer dizer amor,
Estrada de fazer o sonho acontecer
VOCÊ SABIA??!
*Recentemente o cantor norte-americano Jason Mraz esteve no Brasil para gravar uma das faixas do repertório de seu próximo disco de inéditas com Milton Nascimento. Os dois gravaram a música "Simplesmente Tudo", que terá versões em inglês e português.
*"...E A GENTE SONHANDO" o novo disco de Milton Nascimento, reuniu 25 jovens músicos da mineira Três Pontas, cidade onde ele cresceu. Longe de ser um retorno ao passado, do tempo do Clube da Esquina, o álbum traz marcas do presente. Nele Milton amplifica em poesia a metáfora da vida. Sua música reflete essa sua capacidade de transformar o momento atual em arte...
VIDA E OBRA
O cantor e compositor Milton Nascimento, reconhecido como um dos mais influentes e talentosos cantores e compositores da Música Popular Brasileira, nasceu no Rio de Janeiro em 26 de outubro de 1942, mas considera-se: Mineiro de coração
Milton ficou conhecido quando a canção "Travessia", composição dele e de Brant, conquistou a segunda posição no Festival Internacional da Canção, de 1967.
Milton Nascimento - Travessia
Wayne Shorter, Pat Metheny, Peter Gabriel, Gal Costa, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Elis Regina, e outros já fizeram parceria com Milton em shows e gravações e outros já regravaram várias de suas canções.
Em 1998, Milton Nascimento ganhou o Grammy de Best World Music Album in 1997. Foi nomeado novamente para o Grammy em 1991 e 1995. Milton já se apresentou na América do Sul, América do Norte, Europa, Ásia e África.
Conhecido também pelo apelido de Bituca, Milton filho de Maria do Carmo Nascimento, uma empregada doméstica, foi adotado pelo casal Josino Campos (dono de uma estação de rádio) e Lília Silva Campos (professora de música). Mudou-se para Três Pontas, em Minas Gerais, antes dos dois anos e aos treze anos já cantava em festas e bailes da cidade.
Milton gravou a primeira canção "Barulho de trem", em 1962. Em Três Pontas, integrava, ao lado de Wagner Tiso, o grupo W's Boys, que tocava em bailes.
Em Belo Horizonte, pra onde mudou para cursar Economia, Milton também passou a tocar em bares e clubes noturnos, passando a compor com mais frequência; datam dessa época as composições: "Novena" e "Gira Girou" (1964), ambas com Márcio Borges.
Na pensão onde foi morar na capital, no Edifício Levy, Milton conheceu os irmãos Borges, Marilton, Lô e Márcio. Dos encontros na esquina das Ruas Divinópolis com Paraisópolis surgiram os acordes e letras de canções como Cravo e Canela, Alunar, Para Lennon e McCartney, Trem azul, Nada será como antes, Estrelas, São Vicente e Cais. Aos meninos fãs do The Beatles e do The Platters vieram juntar-se Tavinho Moura, Flavio Venturini, Beto Guedes, Fernando Brant, Vermelho, Toninho Horta.
Em 1972 a EMI gravou o primeiro LP - Duplo "Clube da esquina", apresentando um grupo de jovens que chamava a atenção pelas composições engajadas, a miscelânea de sons e riqueza poética.
O Clube da esquina escreveu um dos mais importantes capítulos da história da MPB. Chamou a atenção dos músicos brasileiros e estrangeiros, dada a sua ousadia artística e criatividade inovadora.
Contudo, a crítica não teve a capacidade de entender o que estava acontecendo e fez comentários severos a respeito da obra. Pouco tempo depois o disco teve reconhecimento internacional e ganhou o prestígio merecido aqui no Brasil também.
O álbum virou disco de cabeceira de músicos no mundo inteiro, tornando-se referência estilística e estética da música contemporânea, e levou Milton Nascimento a ser convidado por Wayne Shorter a gravar um disco com ele, em 1975. O disco chamou-se "Native Dancer" e serviu para projetar Milton de uma vez por todas no mercado norte-americano.
Milton transcendeu o anonimato como cantor gravando um LP no Rio de Janeiro em 1966.
Em 1967, segundo o trecho da contracapa do disco Milton e Tamba Trio: Milton Nascimento entrou no estúdio acompanhado pelo 'Tamba Trio', no Rio de Janeiro, em 1967, para gravar seu primeiro disco.
O encontro de 'Milton & Tamba' com os arranjos de Luizinho Eça fazem de 'Travessia' um álbum definitivo e eternamente moderno. No mesmo ano, a composição Canção do Sal foi gravada por Elis Regina. A convite do músico Eumir Deodato, gravou um LP nos Estados Unidos (Courage), onde se destacam Catavento e uma versão de Travessia chamada Bridges.
Em 1970, Milton realiza temporadas no Rio de Janeiro e em São Paulo com o conjunto Som Imaginário, destacando-se desse período Para Lennon e McCartney (1970, com Fernando Brant, Márcio Borges e Lo Borges) e Clube da Esquina. No disco Sentinela (1980), foi um grande sucesso a composição Canção da América.
No ano seguinte, estourou a canção "Caçador de Mim", composição de Luiz Carlos Sá e Sergio Magrão. Milton também participou e compôs a trilha sonora de filmes, como: Os Deuses e Os Mortos (1969, direção de Ruy Guerra), e Fitzcarraldo (1981, direção de Werner Herzog).
Entre outros sucessos, destacam-se Maria, Maria (1978, com Fernando Brant), e a interpretação de "Coração de Estudante" (Wagner Tiso), que se tornou o hino das Diretas Já (movimento sócio-político de reivindicação por eleições diretas, 1984) e dos funerais de Tancredo Neves (1985).
Milton Nascimento Coração de Estudante - 1984
Posteriormente, a "Canção da América", que versa sobre a Amizade, foi o tema de fundo dos funerais de Ayrton Senna (1994).
Canção da América - Amigo é coisa pra se guardar...
Originalmente idealizado para a montagem do ballet teatro do Balé Teatro Guaíra (Curitiba, 1982), o espetáculo O Grande Circo Místico foi lançado em 1983.
Milton Nascimento integrou o grupo seleto de intérpretes da MPB que viajaram o país durante dois anos apresentando o projeto, um dos maiores e mais completos espetáculos teatrais já apresentados, para uma plateia de mais de 200 mil pessoas.
Milton interpretou a canção "Beatriz", composta pela dupla Chico Buarque e Edu Lobo.
O espetáculo conta a história de amor entre um aristocrata e uma acrobata e a saga da família austríaca proprietária do Grande Circo Knie, que vagava pelo mundo nas primeiras décadas do século.
Valendo-se ainda do filão engajado da pós-ditadura, cantou no coro da versão brasileira de "We are the world", o hit americano que juntou vozes e levantou fundos para a África ou USA for Africa. O projeto Nordeste já (1985) abraçou a causa da seca nordestina, unindo 155 vozes num compacto, de criação coletiva, com as canções Chega de mágoa e Seca d'água. Elogiado pela competência das interpretações individuais.
O estilo musical de Milton pode ser classificado como Música Popular Brasileira, surgido de um desdobramento do movimento da bossa nova, com fortes influências desta, do jazz, do jazz-rock e de grandes expoentes do rock, como os Beatles, Bob Dylan e com pitadas tanto da música hispano-americana de Mercedes Sosa, Violeta Parra e Victor Jara, quanto dos sons caribenhos de Pablo Milanes e Silvio Rodrigues. Ao mesmo tempo, o estilo de Milton Nascimento não deixa de beber nas fontes regionais brasileiras, nos cantos folclóricos de Minas Gerais e de outros estados.
O estilo foi inaugurado com a inesquecível interpretação da canção Arrastão (Edu Lobo / Vinícius de Moraes), pela novata Elis Regina, na estreia do I Festival de Música Popular Brasileira. Até agora,Milton Nascimento já gravou trinta e quatro álbuns.
Cantou com dúzias de outros artistas, incluindo Angra, Maria Bethânia, Elis Regina, Gal Costa, Jorge Ben Jor, Caetano Veloso, Simone, Chico Buarque, Clementina de Jesus, Gilberto Gil, Beto Guedes, Paul Simon, Peter Gabriel (com quem co-escreveu a música Breath after Breath do Duran Duran), Herbie Hancock, Quincy Jones e Jon Anderson.
Elegeu Elis Regina como a grande musa inspiradora para quem compôs inúmeras canções. A filha de Elis, Maria Rita, teve sua carreira catapultada pelo padrinho Milton Nascimento com a participação no álbum Pietá, cantando as faixas Voa Bicho, Vozes do Vento e Tristesse.
"Sou fascinado pela minha família, acho que eu não poderia ter tido mais amor, educação e liberdade em nenhuma outra família no mundo. Eles moldaram a minha vida. Meu primeiro instrumento foi uma harmônica dada pela minha avó. Ela me deu um acordeão, e foi aí que minha vida musical começou."
Milton Nascimento
Em 2010, Milton Nascimento foi o homenageado do Festival Internacional de Corais (FIC) de Belo Horizonte. No encerramento do festival Milton esteve presente e recebeu uma homenagem de mais de mil vozes que cantaram "A Voz Coral", composição de Fernando Brant e Leonardo Cunha.
***C U R I O S I D A D E***
**Consta na biografia oficial do cantor, “Travessia: a Vida de Milton Nascimento”, de 2006, escrita por Maria Dolores. Em 1988, depois de finalizar uma turnê pelos Estados Unidos, Milton Nascimento resolveu tirar uma folga em Nova Iorque e ficou hospedado num hotel chamado Mayflower, perto de um ap onde estavam Xuxa e Simone. Milton ia visitá-las constantemente para ouvir música e ver filmes e tal. Numa dessas vezes, viram ser anunciado para mais tarde um filme chamado Conta Comigo, de Rob Reiner, e resolveram assistir, mas acabaram esquecendo. Quando Milton voltou pro seu quarto de hotel, o filme já havia começado.
Ao ver River Phoenix na tela, Milton sentiu algo, uma ligação, uma sensação que não conseguia explicar. Milton cita muito os olhos, sempre os olhos de Phoenix como catalisadores de um sentimento original, qualquer coisa arrebatadora à qual ninguém ainda havia dado um nome. Ficou atento aos créditos e depois de ver “River Phoenix” se acender na tela, sentiu não ter dúvida de que aquele era o nome do garoto que o encantara. Milton procurou a programação da TV, localizou os horários em que Conta Comigo seria reprisado, e passou a ver e rever o filme todas as vezes que podia. Acabou escrevendo uma música.
Já de volta ao Brasil, Milton queria que a música para Phoenix abrisse o lado A do seu disco “Miltons” (1989), e resolveu batizá-la com o nome do ator. No entanto, precisava da autorização de River. Seu agente conseguiu o telefone da mãe do ator, Arlyn “Heart” Phoenix (que era quem cuidava da sua carreira), e Milton ligou contando o que havia ocorrido. Arlyn, que nunca ouvira falar dele, achou que era mais um fã doido e desligou.
Ao saber o que havia acontecido, River correu ligar de volta para Milton, dizendo que, recentemente, quando estava hospedado no hotel Mayflower em Nova Iorque, resolveu entrar numa loja de discos na mesma rua e, sem saber por que, comprou um disco de Milton Nascimento, cantor brasileiro de quem ele nunca havia ouvido falar. Quando ouviu o disco, se apaixonou perdidamente. River Phoenix veio ao Brasil, a convite de Milton, e ficou hospedado na sua casa. Os dois tornaram-se amigos.
Hugo Bellard é um arranjador, maestro, produtor musical, compositor, letrista e autor de jingles brasileiro. Sua carreira começou profissionalmente com 16 anos, quando já tocava em orquestras. Começou tocando jazz, bossa nova e soul music mas, como arranjador e produtor de música pop e rock, contribuiu para o sucesso de dezenas de artistas conhecidos. Foi quando formou seu primeiro conjunto, o Forma 4, do qual fazia parte o baterista de jazz Paschoal Meirelles.
Ao mesmo tempo Hugo entrou para uma banda chamada Os Homens de Ouro. A banda era formada por músicos da Orquestra Sinfônica do Rio de Janeiro, músicos da orquestra da TV Globo, e o cantor Hugo Brando. Hugo Bellard era o único jovem no meio de feras como Aurino Ferreira, Altamiro Carrilho, Jorginho do Sax e outros grandes nomes da música instrumental. Aos 18 anos, enquanto estudava orquestração e composição com Guerra Peixe na Pro-Arte, na mesma turma da qual faziam parte o hoje produtor e gaitista Rildo Hora e o pianista e arranjador Antônio Adolfo (colegas de turma), Hugo fundou junto com o jornalista Armando Henrique, o movimento Musicanossa, que reuniu os maiores nomes da bossa nova em shows semanais no Teatro Santa Rosa do Alrimar Rocha em Ipanema. A direção musical dos shows era de Hugo Bellard, Antonio Adolfo e Roberto Menescal.
Do movimento fizeram parte os maiores nomes da Bossa Nova como Marcos Valle, Nara Leão, João Donato, Roberto Menescal, Paulo Sérgio Valle, Cláudia, Márcia, Beth Carvalho, Egberto Gismonti, Ronaldo Boscoli, Rosinha de Valença, Tito Madi, Carlinhos Lyra, Paulo Moura, Quarteto em Cy, Mauricio Einhorn, Johnny Alf, Lúcio Alves, Ugo Marotta, Trio 3D, Oscar Castro Neves, Don Salvador, Mauricio Duboc, Toninho Horta, e Taiguara dentre outros.
Hugo, além de fazer arranjos, era Diretor Musical de um dos 3 grupos. As principais gravadoras lançaram 3 Álbuns históricos do movimento. Com o fim do movimento, Hugo Bellard ingressou como tecladista no grupo Fórmula 7, um dos mais conceituados grupos instrumentais e de pop music do Rio de Janeiro. Na foto à direita o grupo se apresentando na TV Globo.
Do grupo faziam parte feras como Marcio Montarroyos, Luis Maya (o Luisão no baixo), Hélio Delmiro na guitarra, e mais João Luis, Pedrinho, Sérgio Trumpete e Gerson King Combo. O grupo tocava em clubes de elite e chegou a acompanhar Roberto Carlos em alguns programas na TV Rio, no lugar do RC7.
Na foto Hugo Bellard está à direita aos teclados. Ao fundo o baterista Paschoal Meirelles.
Do Fórmula 7 Hugo Bellard foi direto tocar com Ivan Lins, no auge da carreira do cantor-compositor. Madalena e Que Pena eram sucessos nas rádios. Ivan Lins e seu grupo se apresentavam semanalmente em cada capital do Brasil, no programa da TV Globo Som Livre Exportação, programa esse que marcou época. Foram 2 anos com Ivan Lins, em viagens por todo o Brasil. Com o final do grupo do Ivan, Hugo passou a compor e arranjar Jingles para a Zurana, empresa de Marcos Valle, Nelson Motta e Paulo Sérgio Valle. Um dos mais famosos arranjos foi da Canção de Natal da TV Globo, o arranjo original. A música até hoje é tocada nos finais de ano da emissora. Ao mesmo tempo Hugo trabalhava para a empresa cinematográfica e de jingles Laza Cinematográfica, aonde compôs um jingle para o então novo Boeing Jumbo 747 da empresa aérea Panam. Este jingle ganhou uma concorrência internacional promovida pela Panam, com compositores de cada cidade do mundo aonde a Panam pousava. Hugo Bellard venceu concorrentes de peso como Burt Bacharach que representou os Estados Unidos. Nas grandes gravadoras a presença de Hugo Bellard nos teclados era quase obrigatória. Participou de faixas com diversos artistas de nome como Raul Seixas (Raulzito), Milton Nascimento, O Terço, João Nogueira, Luis Melodia, Ivan Lins, Doris Monteiro, Marisa Gata Mansa (Viagem), e muitos outros. Como lazer, Hugo Bellard tocava no Clube de Jazz e Bossa dirigido por Ricardo Cravo Albin em Ipanema - Veja no Dicionário Cravo Albin.
Tecladista Trabalhou como tecladista de Ivan Lins de 1971 a 1973. Outros artistas com quem trabalhou foram Pery Ribeiro, Leny Andrade, Marcos Valle, Banda Veneno de Erlon Chaves e Taiguara, além de tocar em discos de Raul Seixas, Marcos Valle, Marisa Gata Mansa, Doris Monteiro, Lúcio Alves, Hermínio Belo de Carvalho, João Nogueira, Tito Madi, Evinha, Roberto Ribeiro, Geraldo Vespar, Milton Nascimento, Agnaldo Timóteo, Silvio Cesar, O Terço, e outros. Foi integrante do Formula 7, grupo instrumental de soul jazz com Marcio Montarroyos, Helio Delmiro, Luis Maya e Gerson King Combo.
Direções musicais Fez arranjos e direções musicais para peças de Millor Fernandes, espetáculos de Carlos Lyra e Juca Chaves, dentre outros.
Foi diretor musical do espetáculo GEMINI V 2, com Pery Ribeiro e Leny Andrade, com direção geral de Miele & Bôscoli.
Arranjador Discografia: Marcos Valle (LP Vento Sul, 1972), Peninha (Sonhos, 1977), Carlos Lyra (LPs Eu e Elas, Carlos Lyra, e Herói do Medo), Leny Andrade, Fernando Mendes (Você Não me Ensinou a te Esquecer), José Augusto, Pery Ribeiro, Renato e Seus Blue Caps, Sally Baldwyng, Marizinha, Golden Boys, Zé Rodrix (Soy Latino Americano), Sidney Magal, The Fevers, Canção de Natal da TV Globo, Montezuma, Sandy Q, Superbacana, Odair José, Othavio Bonfá, Adriana, Rosemary, Ian Guest e outros.
Produtor Como produtor, além de produzir três discos antológicos do grande nome da MPB Carlinhos Lyra, descobriu o cantor e baterista Serginho, do grupo Roupa Nova, e lançou a atriz Elizângela como cantora, que resultou no compacto simples mais vendido do mercado de discos brasileiros com a música Pertinho De Você, que também foi lançado em língua espanhola em países da América Latina.
Autor - compositor Como autor tem músicas gravadas por dezenas de artistas como Leny Andrade, Carlos Lyra, The Fevers, Gerson King Combo, Adriana, Golden Boys, Marizinha, Sidney Magal, Renato e Seus Blue Caps, Wando, Silvio Cesar, Forma 4, Limão com Mel, Sula Miranda, Fernando Mendes, Quinteto Ternura, Montezuma, e muitos outros.
Algumas de suas composições foram em parceria com Paulo Sérgio Valle, Fernando Mendes e Renato Barros (do grupo Renato & Seus Blue Caps).
Disco lançado no exterior
O disco de Hugo Bellard Free Love Concert, em que misturou dance, rock e pop com a utilização dos sintetizadores pioneiros Moog e Arp Soloist, foi lançado em diversos países como Inglaterra, Estados Unidos, México, Espanha, Chile, Porto Rico, Japão e Alemanha, pelas gravadoras Capitol, EMI, Decca e Odeon.
Jingles É ainda autor de dezenas de jingles, sendo que ganhou uma concorrência internacional para o jingle da Pan Am defendendo o Brasil, quando do lançamento do Jumbo, concorrência da qual participou até Burt Bacharach, representando os Estados Unidos. Outro exemplo é o arranjo original da música de natal da TV Globo.
Dos jingles, Hugo Bellard passou a ser convidado para fazer arranjos para outros artistas. Foram dezenas de discos de ouro e platina, com destaque para arranjos para Jorge Benjor, Zé Rodrix, Carlinhos Lyra, Marcos Valle, Peninha (Sonhos), Sidney Magal (Sandra Rosa Madalena), Fernando Mendes (Você Não Me Ensinou a Te Esquecer), Luis Ayrão, Pery Ribeiro, Marizinha, Renato & Seus Blue Caps, The Fevers, Rosana, José Augusto, Golden Boys, Juca Chaves, e muitos outros de todos os estilos. Os arranjos para novelas da Globo também foram muitos. Paralelamente Hugo Bellard compunha com parceiros de nome como Paulo Sérgio Valle (foto à direita), Wando e outros, isso quando não fazia suas próprias letras. Algumas destas composições foram grande sucesso.
As direções musicais de teatro eram muitas. E as produções musicais para as grandes gravadoras eram frequentes, a ponto de passar praticamente 18 horas por dia em estúdios, e fazer perto de 40 arranjos por mês. Para a gravadora EMI, hoje administrada pela Universal, Hugo Bellard gravou um disco próprio no estilo pop-dance, o Free Love Concert, que foi lançado no mundo inteiro, chegando a entrar na parada de sucessos do México e de outros países. Nos Estados Unidos e na Inglaterra foi lançado pela Capitol.
Outros discos que Hugo Bellard gravou foram o Alcatraz Black Band, e o Som Jovem Italiano, que foi lançado na Itália e entrou na parada de sucessos daquele país. No repertório deste disco estavam clássicos da música brasileira em ritmo dance, com letras em italiano. O Album era cantado por grandes nomes da música brasileira do momento como Evinha, Claudinha Telles, Marizinha, Valter Montezuma dentre outros.
Com o cantor Peninha, em 1978 veio um dos maiores sucessos em vendagens no Brasil, com arranjos de Hugo Bellard: "Sonhos", do Peninha. A música além de vender mais de 500.000 discos naquele ano, um recorde para a época, veio a ser regravada por Caetano Veloso mais tarde, voltando a ser um grande hit.
Mas o grande sucesso veio com a atriz global Elizangela, numa brincadeira gravada em casa que virou sucesso. A música "Pertinho de Você", música, letra, produção e arranjo de Hugo Bellard, tornou-se o Compacto Simples mais vendido de todos os tempos da era do vinil, vendendo no total acima de 1 milhão de discos, numa época em que vender 100 mil discos já era um grande feito.
A música viria a ser regravada por mais de 50 cantores e bandas, como por exemplo até em forró, pela banda Limão com Mel, dentre outros. Além desse feito, a música ficou 48 semanas em primeiro lugar na parada Nopem, que era a parada de sucessos oficial seguida pelas rádios naquela época.
O mega sucesso de Hugo Bellard no Brasil, acabou o levando ao exterior. Nos Estados Unidos compôs parcerias com o produtor da West Coast Kim Foley, um dos mais excêntricos produtores e compositores do meio musical americano, com diversos discos de ouro por lá. Na época Hugo Bellard foi convidado para inúmeros eventos pela revista Cash Box, a revista rival da Bilboard. Num destes eventos, o lançamento do disco e aniversário da cantora Latoya Jackson, Hugo Bellard conheceu Michael Jackson.
Outro arranjo de peso foi feito para o cantor José Augusto: "Primeiro Amor". Lançado no exterior em espanhol, a música vendeu mais de 1 milhão de discos no México, Espanha e países de língua espanhola.
Desde 1997 o maestro Hugo Bellard entrou na era da informática, fundando o site MusikCity, atualmente um dos mais visitados do brasil com cerca de 70.000 visitantes únicos por dia segundo o provedor de hospedagem e o principal motor de pesquisa do mundo. São 320 mil a 450 mil páginas vistas por dia através do motor de pesquisa, além das pessoas que entram por já conhecerem o site nos últimos 17 anos.
O site, que foi feito com apoio de radialistas de todo o Brasil, já tem cerca de 6.700 radialistas cadastrados. Além disso já recebeu mais de 65 milhões de visitantes em 17 anos. Os principais atrativos do site são a Parada de Sucessos, que é seguida pela maioria das rádios brasileiras, a mostra turística de mais de 400 cidades brasileiras, além de mostras da música brasileira para o exterior e ajuda em divulgação de rádios de todo o brasil.
Na foto em 2013 a galera do Roupa Nova - Kiko, guitarrista (esquerda)
Na foto regendo o seu arranjo de "Sonhos", do Peninha, na gravadora Universal-Polygram no Rio, que virou Disco de Platina.
Hugo Bellard tem seu nome em mais de 200 álbuns de artistas de nome no Brasil e no exterior. Seus discos já foram lançados nos Estados Unidos, Inglaterra e mais 18 países.
Na foto o maestro Hugo Bellard no Rio com o cantor D'Black, que estourou várias músicas no topo das paradas de sucesso. A foto foi tirada em 2009, no Hard Rock Cafe, Rio de Janeiro.
Na foto com nossa equipe, o Buchecha da dupla Claudinho e Buchecha. A Parada de Sucessos do site MusikCity é seguida por radialistas e cantores.
Com o amigo Ricardo Fegalli, tecladista e arranjador do Roupa Nova, que também é produtor e arranjador da cantora Aline Barros. na casa dele (2013). Foi o maestro Hugo Bellard quem apresentou o Serginho (baterista e cantor) ao grupo Roupa Nova.
Na foto o maestro Hugo Bellard e o autor Fernando Mendes preparam a gravação de "Você Não Me ensinou A Te Esquecer", que virou um clássico da MPB e disco de platina tanto na voz de Fernando Mendes quanto na de Caetano Veloso.
Na foto a coordenadora da Parada MusikCity Sabrina Niskier com Claudia Leite, na entrega do prêmio Cidadã Carioca à cantora.