terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Aggeu Marques


Diário da Música: Aggeu Marques: "O cantor e compositor Aggeu Marques é mineiro, músico desde a adolescência, 'beatlemaníaco' e como se não bastasse, é pediatra e ultrassonografista.

Música e medicina são a vida do cantor e ultrassonografista Aggeu Vieira Marques Neto que, aos 43 anos, lançou, em novembro/2007, seu terceiro CD solo. “Ultrasom” é o título do trabalho que reúne canções autorais, em um estilo que ele considera “pop misturado ao velho e bom rock and roll”.

Aggeu - Luz dos Meus Sonhos


Deu uma coisa em mim,
Já não vejo no céu as nuvens,
Vem comigo dormir lá fora.

Ou ao menos deixar,
As janelas abertas, lua,
Brilha em mim com sua luz agora.

E deixa, o tempo, cuidar do amanhã,
pois na manhã que vem,
Quero ouvir a sua voz,
chamando o meu nome, e quando,
Abrir os meus olhos e ver o seu rosto,
Sei que é você o meu bem

Deu uma coisa em mim,
Já não vejo no céu as nuvens,
Vem comigo dormir lá fora

Ou ao menos deixar
As janelas abertas, lua,
Brilha em mim com sua luz agora

E deixa, o tempo, cuidar do amanhã,
pois na manhã que vem,
Quero ouvir a sua voz,
chamando o meu nome, e quando,
Abrir os meus olhos e ver o seu rosto,
Sei que é você o meu bem

E deixa, o tempo, cuidar do amanhã,
pois na manhã que vem,
Quero ouvir a sua voz,
chamando o meu nome, e quando,
Abrir os meus olhos e ver no seu rosto,
a luz dos meus sonhos,
Tenho a certeza,
sei que é você o meu bem

Viva o sonho, seca o pranto,
amanhã é um novo dia ...

Com arranjos, produção, letras e melodias de Aggeu Marques, “Ultra-som” traz 11 faixas, entre elas, parcerias com os músicos Flávio Venturini, Marcela Biasi e Murilo Antunes. O médico-músico orgulha-se em dizer que “Uma velha canção rock and roll”, regravação da banda 14 Bis, está no novo disco.

“Ultra-som é um pouco de ‘Clube da Esquina’ com ‘Beatles’”, explica. Mineiro de Caratinga e criado em Montes Claros, Aggeu Marques tem um rico passado musical. Cresceu ouvindo Beatles e, quando menos
esperava, já dedilhava as cordas do violão sem precisar da ajuda de professor.

Beatlemaníaco, Marques tocou nos anos 80 e 90 em duas bandas cover do grupo de Liverpool: “Hocus Pocus” e “Yesterdays”.



 Banda Yesterday apresentou Beatles no Palácio das Artes (29/02/2010) com coral e orquestra! O grupo é formado por Aggeu (guitarra e voz), Eduardo Gallo (teclados), Guilherme Rancanti (guitarra), Carlos Ivan (teclados), Tiago (baixo) e André Godoi (bateria). O coral presente é o Voz & Cia e a orquestra, Libertas, formada por instrumentistas da Filarmônica e da Sinfônica de Minas Gerais e regida por Rodrigo Garcia (Khykho do Cartoon). O show foi apresentado em duas partes. Na primeira, só música dos Beatles. Na segunda, canções da carreira solo de John, Paul, George e Ringo.



Aggeu também participou da “Sargent Peppers”, com a qual viajou em turnê internacional.

Profissionalmente, a medicina começou primeiro. Aggeu Marques formou-se pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) em 1988. “Só depois de formado, passei a levar a música a sério e a dividir meu tempo entre as apresentações com a banda e o atendimento no consultório”, conta.

Embora já tenha alcançado reconhecimento no meio musical, Marques afirma que não é possível viver só de música.

Casado com a médica Ângela Pinheiro Chagas Marques e pai da Paula, ele procura conciliar sua agenda de músico com a agenda do consultório. “Sou sério nos dias úteis e roqueiro nos finais de semana”, brinca.

Aggeu Marques vê a medicina com uma fonte de inspiração para compor suas músicas e acredita que seu equilíbrio está em exercer, ao mesmo tempo, a medicina e o trabalho musical. “Não busco o sucesso como músico, busco prestígio, que para mim é ver meus amigos ouvindo meus discos.”



A discografia de Aggeu Marques ainda contempla os CDs “Quer Saber”, de 2001, e “Aggeu”, de 2004, ambos lançados pelo selo de Flávio Venturini.

Agenda de shows e downloads de trechos das músicas estão disponíveis no site.

Tributo a Mário Castelo - Aggeu Marques - Empty Life


Programa de televisão veiculado pela Rede Minas e apresentado pelo músico Túlio Mourão em memória do falecido baterista Mário Castelo. Show realizado no Palácio das Artes em julho de 2005 e que teve a participação de diversos músicos e artistas mineiros com quem Mário Castelo trabalhou. Skank, Toninho Horta, Beto Guedes, Lô Borges, Flávio e Cláudio Venturini, são alguns "modestos" nomes dessa lista. A noite do show contou ainda com a presença do maestro e compositor Marcus Viana. Nesse vídeo o músico Mário Castelo toca bateria em playback através do áudio extraído da gravação original do cd de Aggeu Marques.


FONTE: AQUI

Pacífico Mascarenhas


"Fazedor de música, sou bossanovista doente, candidato a entrar para o 'Guinness World Records' (Pacífico Mascarenhas)". Na década de 1960, o músico e compositor Pacífico Mascarenhas liderou o Conjunto Sambacana, tendo como objetivo tocar e criar canções bossa-novistas, mostrando, especialmente através da discografia disponível, as interações e reapropriações da Bossa Nova mineira, tendo em vista o que já era feito no Rio de Janeiro...

O Vento que soprou (Pacifico Mascarenhas) by Renato Motha


O vento que soprou
a noite sem cessar
Talvez para avisar
que o amor que eu tinha
não existe mais...

Esperava
nunca esse dia chegar
E o vento sopra forte ai

O vento que soprou
partiu sem dizer
se vai devolver o amor
que ele levou...

O vento que soprou
não volta nunca mais...

VIDA E OBRA

Pacífico Mascarenhas é um compositor, nascido em Belo Horizonte em 1935.

Um dos principais integrantes da Turma da Savassi nos anos 1950, se dedicava a fazer serenatas para as moças e namoradas, quando no início dos anos 1960, resolveu formar o Conjunto Sambacana, do qual outro compositor destacado, Roberto Guimarães, também participou.

 Conjunto Sambacana - Músicas de Pacifico Mascarenhas Medley #1


As obras de Pacífico Mascarenhas são especialmente bossa-novistas, o que estabeleceu uma ponte considerável entre Rio de Janeiro e Minas Gerais nos anos 1960, sendo que a partir daí, o músico mineiro foi gravado por uma série de artistas famosos, de Luiz Eça a Kliff Korman e recentemente Jorge Cutello da Argentina.

Pacífico também foi responsável por abrir as portas do mundo musical a Joyce que viria a se destacar na Bossa Nova anos mais tarde e também a Milton Nascimento, principal expoente do Clube da Esquina.


(Os Artistas os músicos, amigos e compositores que protagonizaram a história do Clube da Esquina contam-nos a história de suas vidas e do Clube da Esquina em depoimentos. Essas narrativas foram registradas em vídeo em Minas Gerais - nas cidades de Belo Horizonte e Três Pontas -, no Rio de Janeiro e São Paulo -, entre os anos de 2004 e 2007. Fruto da parceria da Associação de Amigos do Museu Clube da Esquina com o Instituto Museu da Pessoa.Net)

Pacifico Mascarenhas começou a compor no final dos anos 1950.

Em 1958, Pacífico Mascarenhas gravou seu primeiro LP “Um Passeio Musical” com suas composições nos estúdios da Cia Brasileira de Discos RJ que depois passou a se chamar “Sinter, Polydor, Philips, Polygram (hoje Universal) com Paulinho e seu Conjunto.

Este foi o primeiro disco independente feito no Brasil. Desde essa época Pacífico também fazia músicas falando de Belo Horizonte, precisamente da Savassi que é um tema predileto e permanente do compositor.

É por sua causa o primeiro compacto 45” transformado em 33 RPM na Cia Industrial de Discos, no início da década de 60, por sua sugestão ao Sr. Zuckerman que acatou sua idéia de lançar o seu compacto “Para os Namorados”, que foi o pioneiro neste lançamento.

Liderou o Quarteto Sambacana, com o qual lançou, em 1965, o LP "Muito pra frente", contendo suas composições "Tom da canção", "O vento que soprou", "Até você voltar", "Aladim", "Era um dia assim", "Estrela caindo", "Eu e você", "Sem me olhar", "Fui olhar pra você", "Mesmo céu", "Você é muito mais", "Tarde azul" (c/ "Marcos de Castro), "Apareceu na tarde" e "O navio e você" (c/ Wagner Tiso).

Em 1964 começou a gravar sua série Sambacana na Emi Odeon, totalizando-se 06 (seis) LP’s com suas composições. De 1964 a 1995 foi sempre considerado pelos críticos musicais da cidade como o melhor compositor de Minas Gerais, nas promoções dos jornalistas Wilson Miranda (Folha de Minas/ 1964) e Alfredo Buzelin.



Nestes discos que foram até 1981 estrearam artistas hoje consagrados como a cantora Joyce, Milton Nascimento, Wagner Tiso com participações de Eumir Deodato (radicado nos EUA) Roberto Menescal, Toninho Horta, Nivaldo Ornelas, Juarez Moreira, Helvius Vilela, Suzana e Bob Tostes entre outros.

O Sambacana também foi o melhor LP de 1964 (Folha de Minas). Também ficou na relação dos discos mais vendidos no mês de outubro, deste mesmo ano da Odeon.

É sua a patente de invenção para “Processo de acompanhamentos com posições desenhadas para violão, para capas e contra capas de discos ou em folhetos anexos das melodias gravadas no disco”, sob o n.º 147671, em 18/03/63, no Departamento Nacional de Propriedade Industrial. Processo lançado nos LP’s Sambacana.

Em 1978 recebeu o Troféu “O Globo de Ouro” pelo melhor jingle do ano “Praça da Savassi” para a “Toulon”.

Em 1980 foi entrevistado pelo repórter Odilon Coutinho no Fantástico, na Rede Globo com o título “Uma Cidade à Venda”, sobre Biribiri (município de Diamantina) de propriedade de sua família.

Luiz Eça considerado o melhor pianista do país integrante do ex Tamba-Trio, também gravou 20 composições do Pacífico no seu último CD gravado em 1991 nos estúdios da Emi Odeon e lançado pela gravadora Velas.

Em 1995 ganhou o Troféu Pró-Música, idealizado por Ildeu Lino Soares, amplamente divulgado no Estado de Minas como o melhor compositor daquele ano. Também o CD Luiz Eça Trio com suas músicas foi eleito o melhor CD de 1991.

Em 1995 compôs o hino da copa do mundo de natação realizado no Rio de Janeiro, a convite de seu atual Presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos, Coaracy Nunes Filho.

Em 1997 por ocasião do centenário de Belo Horizonte recebeu no Clube de Diretores Lojistas CDL, o título “Filho Ilustre de BH 100 anos” da Fundação Cultural dos Professores do Estado de Minas Gerais.

Em 1998, recebeu da Câmara de Vereadores de BH a “Comenda do Mérito Artístico Rômulo Paes” por indicação do vereador Márcio Cunha.

A convite da Editora Leme está terminando o livro “Grandes Sucessos da Bossa Nova” assim como o seu Song Book com 145 músicas de sua autoria com partituras e posições para acompanhamentos de violão.

Em 2001 um dos conceituados pianistas dos EUA, Cliff Korman gravou o CD “Bossa Jazz” com 19 de suas composições cujos cronistas especializados do jornal O Globo escrito por José Domingues Rafaelli, na Edição de 06/02/01, comentou ser o melhor CD dos últimos tempos, recebendo cinco estrelas e cotado para ser o melhor instrumental de 2001 e recomendado pelo mesmo jornal em 27/02/01.

Artistas de renome nacional e internacional como Nara Leão, Isaura Garcia, Tito Madi, Claudete Soares, Os Cariocas, Eumir Deodato, Ana Caram, Cliff Korman Quartet, Marzano Trio, Alarme Falso, Via Láctea, Carlos Hamilton, Aguinaldo Rabelo, Sambacana, Super Som C&A, Luiz Cláudio, Luiz Eça Trio, Renato Motha, Paula Santoro, Sérgio Santos, Marina Machado, Milton Nascimento, Affonsinho, Sônia Delfino, Suzana e Bob Tostes, Ângela Evans, Aécio Flávio, Celso Garcia, Gilberto Mascarenhas, Quatro por Quatro, Alceu Tunes, Célio Balona, Alberto Chimelli Trio, Tadeu Franco, Robertinho Brant, Conjunto Paulo Modesto, Zecarlos Lassi, Marilton Borges, Carla Villar, Rosana Sabença, Pendulum, Geraldo Tonelli, Beto Lopes, Roberto Brandão, Trio Iraquitan, Carlão, Luiza, Osmar Navarro, Coral de Ouro Preto, Eunice Ferrer, Francisco Carioca, Ronnie Will, Roberta Lombardi e Jorge Cutello (Argentina), gravaram algumas de suas composições.

Foi uma das personalidades do “Brasil 500 Anos” promoção da Rádio Itatiaia amplamente divulgado pela emissora em 2002.

No final de 2002 foi lançado durante as comemorações do Centenário da Emi Odeon o CD com 14 músicas de sua autoria “Muito pra Frente”, gravado em 1965 com a participação dos então estreantes Milton Nascimento e Wagner Tiso que iniciaram suas carreiras neste LP ficando os mesmos no Rio após estas gravações.

Em 2002 lançou o “CD Guinness”, Bossa Novíssima com 60 músicas de sua autoria, um Song Disc para entrar no livro dos recordes devido ao número de músicas nele contidas com a participação de 15 cantores mineiros com o apoio do Guiatel que distribuiu o CD para seus principais clientes.

Em maio de 2003, lançou o CD “Belo Horizonte Que Eu Gosto” com 22 composições suas para homenagear Belo Horizonte, com apoio do Guiatel e Telemar.

A Prefeitura de BH e Belotur também distribuíram o mesmo CD com outra capa na campanha “Quem gosta de BH tem seu jeito de mostrar”, com a participação de doze cantores mineiros, entre eles Renato Motha, Paula Santoro, Marilton Borges, Gilberto Mascarenhas, Roberto Brandão, Claudinho Campos, Suzana e Bob Tostes, Affonsinho, Alarme Falso, Beto Lopes, Marina Machado, Sérgio Santos, Severino Filho, Neil Teixeira (Os Cariocas) e Maurício Maestro (Boca Livre) com os músicos também mineiros, Juarez Moreira, Chiquito Braga (violão), Alberto Chimelli (teclados) e Esdra Neném (bateria).

Estes intérpretes e músicos mineiros, acrescidos de Marco Marzano, Pacífico e Xande Mascarenhas foram os mesmos que gravaram o “CD Guinness”.

O seu terceiro Sambacana foi lançado no Japão no início de 2003.

Em 2003 compôs a música “Um Ilustre Brasileiro” na comemoração do centenário de Juscelino Kubitschek de Oliveira e aprovado por unanimidade pela comissão organizadora em Brasília e executada pela Banda da Polícia Militar na Vesperata de 12/09/03, no encerramento do Centenário de JK em Diamantina.

Em 2004, lançou o CD "Belo Horizonte que eu gosto", uma homenagem à sua cidade natal, contendo 22 composições próprias, em um total de 27 canções interpretadas por Renato Motha, Sérgio Santos, Sambacana, Marina Machado, e Suzana e Bob Tostes. O disco tem a participação de Juarez Moreira (violão), Alberto Chimelli (piano, teclado e baixo) e Neném (bateria).

Em 2006, lança o CD Cliff Korman Quartet Vol. II, interpretando outras músicas de sua autoria, com apoio total das empresas agropecuárias de Gabriel Donato de Andrade. Também em 2006 lança o “Setimo Sambacana” e o CD “Bem-Vindo ao Rio”, com músicas sobre o RJ.

Participou do vídeo filme “Belo Horizonte Centenária” do Ministério da Cultura.

Pacifico Mascarenhas foi citado nos livros:

*“Chega de Saudade” de Ruy Castro nas páginas 9, 16, 146, 178, 233, 234, 236, 396, 428, 443 e 457;

*“Na Cadência do Samba” de Haroldo Costa;

*“Os sonhos não Envelhecem” de Márcio Borges, nas páginas 68, 69 e 118;

*“O Livro das Mágicas do Pequeno Maluquinho” de Ziraldo, no prefácio na página 7;

*Song Book da Bossa Nova de Almir Chediak, nos livros 1 e 3, nas páginas 59 e 107, respectivamente;

*“Saudade Seresteira” n.º 2, de Ronald Pimenta nas páginas 276, 277 e 295;

*“Bossa Nova Som e Imagem” nas páginas 76, 90, 91 e 115;

*"Breve História da Música de BH", de Marcelo Dolabela;

*“Simplesmente uma Turma” de Gilberto Mascarenhas;

*“Retratos da Música” de Fernando Fiuza na página 32;

*“A Onda que se ergueu do mar” de Ruy Castro, páginas 127 e 235;

*“100 Retratos Brasileiros Apaixonados por Carro”, na página 32 de Luiz Americano;

*Revista Forbes Brasil na página 61 (27/09/02) por Daniela Camargo;

*"O Homem que Salvou um Packard”, na revista “Quatro Rodas Especial” - Edição 3 janeiro/2004, na página 6;

*“Bossa Nova e outras Bossas”, de Caetano Rodrigues e Charles Gavin – pag. 220, e no livro “A Canção no Tempo - Volume 2”, de Jairo Severiano;

*"Zuza Homem de Melo", na página 61

*"Dicionário Cravo Albin" de Música Brasileira.

*“Minas Tênis Clube Tradição e Modernidade” nas páginas 65, 66 e 181.
***Biografia enviada por Elizabeth em 31/3/2010 para o Site Letras.com.br***

 Eu gosto mais do Rio - Pacifico Mascarenhas com Nara leão e Roberto Menescal


VOCÊ SABIA?!

* Pacífico Mascarenhas, diretor Social do Minas Tênis Clube há quase 20 anos. é quem organiza todas as festas do clube, contrata orquestras e supervisiona tudo de perto. Foi ele quem implantou a Danceteria do Minas a famosa Sexta Jovem, sucesso desde a sua implantação, já tendo reunido numa noite no clube 5.000 jovens. Outro evento de sucesso é o " Bossa Jazz " que acontece toda primeira sexta feira do mês com a apresentação de grandes artistas como Carlos Lyra, Os Cariocas, Emílio Santiago, J. Alf, Marcos Vale, Leila Pinheiro entre outros. "Graças a Deus, tudo é sucesso no Minas ", diz confiante.

*Da década de 50, Mascarenhas trouxe a "Missa Dançante" para os sócios da velha guarda. A atração acontece aos sábados e domingos, sempre no horário da tarde. " O nome vem do tempo em que a hora dançante acontecia às 11 da manhã, horário de missa ". Relembra. No mês de junho, o Minas Tênis realiza a sua tradicional festa junina com a apresentação de 10 orquestras.

*Pacifico recebeu o troféu social/cultural como melhor diretor social do Brasil entre os mais de 6000 clubes inscritos na Confederação Brasileira de Clubes no XVI congresso nacional em 05/11/2005 em Salvador, Bahia.

* Além das atividades artísticas e sociais temos a outra parte objetiva do Pacífico Mascarenhas. Ele é Diretor acionista de um complexo industrial têxtil que congrega fábricas de tecidos em: Contagem, Gouveia e Diamantina. E a famosa Vila histórica de Biribiri, no Município de Diamantina e que hoje é um hotel fazenda. A indústria têxtil produz três milhões de metros mensais e emprega 1200 funcionários. Distribui tecidos estampados para todo o Brasil e Mercosul.
 
*Pacífico tem como principal hobby, colecionar automóveis antigos. Possui dezenas de carros das mais variadas marcas e modelos diferentes. Destes carros, muitos estão em perfeitas condições de funcionamento e foram restaurados com peças originais.

Destaca-se nesta coleção, o Packard Super Dietrich 1502 que transportou o Presidente Getúlio Vargas, Juscelino Kubistchek, os Governadores Bias Fortes, Magalhães Pinto, Tancredo Neves, Rei Leopoldo da Bélgica, Café Filho, a imagem de Nossa Senhora de Fátima, com o Bispo Dom Cabral, tornando-se por isso o carro mais importante do Brasil. Getúlio Vargas e Café Filho foram nele inaugurar a Siderúrgica Mannesmann, em agosto de 1954. O Packard esteve na minissérie "JK", (2006-Rede Globo) transportando o ator José Wilker, que interpretou Juscelino Kubistchec.

Horch 1937, modelo 951 A Pullman Limousine, 7 passageiros, a restaurar, que foi presente de Adolf Hitler a Getúlio Vargas, idêntico modelo usado nas paradas nazistas. Apenas 23 fabricados.

Mercedes Bens 1931, primeiro carro fabricado no mundo com suspensão independente nas quatro rodas e este modelo está na relação dos 50 automóveis que inovaram o século, segundo a revista francesa "Automobiles Classiques" que publicou.

*Em 1956 em Belo Horizonte, a turma da Savassi já ganhara nome e, geralmente, quem se responsabilizava por traduzir os sentimentos da turma em canções era Pacífico. A partir de então, suas canções começaram a ganhar uma conotação bossa-novista. "...aí eu notei também que tinha muita coisa que a gente queria falar pras moças e pras namoradas dos amigos, coisa que não tinha música ainda. Então eu inventava, por exemplo, ‘Se eu tivesse ao menos coragem de dizer que te amo’, então tudo que a turma sentia, eu ia fazendo melodias, com as letras falando nesses assuntos". (Entrevista com Pacífico Mascarenhas, BH/MG,2007).

*Milton Nascimento gravou em estúdio com Pacífico Mascarenhas o LP Quarteto Sambacana Muito pra frente, em 1965.

*Em 1963, Pacífico inventou um método de acompanhamento de violão com os acordes desenhados para aparecer na capa do disco. E para esse LP, intitulado Conjunto Sambacana, lançado em 1964 pela Odeon, os arranjos ficaram por conta de Roberto Menescal e Hugo Marotta, os teclados, a cargo de Eumir Deodato e vozes eram de um tal de Toninho (que nunca mais apareceu) e Joyce, que, convidada por Menescal, pela primeira vez colocava sua voz em disco.
 
*O nome que mais veio a se destacar dentre os jovens que freqüentavam a Praça da Savassi, no bairro dos Funcionários, em Belo Horizonte, foi Pacífico Mascarenhas. Jovem de classe média, relativamente bem situado do ponto de vista social, Pacífico já levava jeito com o piano e o violão e embalava as serenatas juntamente com seus amigos da turma da Savassi. (o ponto de encontro era na Padaria do Savassi).

*O CD Cliff Korman Quartet com 19 de suas músicas recebeu o troféu Pró Música de melhor CD do ano de 2001 numa solenidade na Capital.

*Participou do show do centenário de Belo Horizonte, na Praça da Estação e na Av. Afonso Pena em frente à Prefeitura de Belo Horizonte, com grande participação do público.

*Compôs a música “O Jogo” tema do filme Tostão a Fera de Ouro” gravado por Milton Nascimento.

*Foi chamado carinhosamente pelo compositor e cantor Toninho Horta de “O Rei de Belo Horizonte” durante sua apresentação na noite dos violonistas no Minas Tênis Clube e pelo cronista Eduardo Couri na sua coluna do Estado de Minas, pelo programador musical Claudinei Albertini, pelo cantor Affonsinho, pelo ex presidente do Minas Tênis Clube Urbano Santiago de “O Tom Jobim de Belo Horizonte”.

*O renomado jornalista Luiz Nassif escreveu na sua crônica na folha de São Paulo, em 22/07/2001, que o Pacífico seria um compositor conhecido da dimensão de um Roberto Menescal, caso morasse no Rio de Janeiro.

*O cronista musical Silvio Túlio Cardoso (RJ) na sua coluna “O Globo nos Discos Populares” (junho de 64) comentando o lp Sambacana escreveu que Pacífico é o “O Frank Borzage da Bossa Nova”.

*O jornalista Kiko Ferreira escreveu na sua reportagem no Estado de Minas em 16 de junho de 2001, que Pacífico é um dos nomes de maior projeção nacional quando o assunto é Bossa Nova.

*Quatro escritores fizeram crônicas a seu respeito (não reportagens) publicadas em jornais: Euclides Marques “Gente” (Diário de Minas) em 19/08/62, Roberto Carvalho Mattos “Pacífico” Estado de Minas (anos 60), Ronaldo Boscoli “Bossa Nova e Carros Velhos” Jornal “O Dia” RJ em 15/09/91, Plinio Barreto “Pacífico” Estado de Minas em 13/09/03.

*Tem 190 citações diferentes na Internet, 21 reportagens de página inteira em jornais de Belo Horizonte sendo 03 vezes no mesmo ano no Estado de Minas.

*Seis compositores fizeram músicas em sua homenagem com referência nominal a sua pessoa com os títulos “Ao Mestre com carinho” de Beto Lopes, Claudinho Campos e Paulo Brandão. “Um tema para o Pacifico”, de José Guimarães. "Travessia no tempo", de Valter Braga e Jorge Fernando dos Santos e “Nas Praias do Pacífico’ de Marco Antônio Marzano e “Pacífico o Magnifico” de Geraldinho Alvarenga e Paulinho Pedra Azul e o samba enredo “O Poeta da Paz” de Marcos Lemos, Brasa Liberato e Gilberto Curi.

*Samuel Rosa durante o show do Skank em dezembro de 2002 no Minas Tênis Clube dedicou sua música de sucesso a Pacífico dizendo no microfone ser ele o maior Bossanovista do Brasil.

*Convidado pela Prefeitura Municipal de Belo Horizonte para participar do show “A música abraça a cidade” com grande público na Praça Tom Jobim.

*Novamente a convite da Prefeitura fez o show em homenagem a JK no Museu Abílio Barreto nas comemorações do seu centenário, em 12/09/2002.

*Compõs o tema Hino “Bem-Vindo ao Rio”, com Eustáquio Sena, para o 1º Festival Internacional de Bossa Nova, programado para ser realizado em 2006, no RJ.

*Pacífico Mascarenhas é diretor social do Minas Tênis Clube à 18 anos seguidos, sendo eleito para o triênio 2005 à 2007. Recebeu o Escudo de Ouro do clube em 29/11/96 por méritos minastenistas.

*Recebeu outra medalha especial em 16/11/95 durante a festa de 60 anos do clube por ter feito no Minas um palco de estrelas.

*Recebeu também medalha como Diretor Social Compositor na festa do Brasil 500 Anos em 21/05/01.

*Recebeu o Troféu-Pró Música de melhor produtor artístico de 1996 pelos eventos no Minas Tênis Clube.

*Recebeu o diploma de Honra ao Mérito, da Ordem dos Músicos de Minas Gerais, pelo relevante incentivo e apoio a classe musical do estado de Minas Gerais em 09 de abril de 2003.

*A convite do Governador Aécio Neves, recebeu a medalha Presidente Juscelino Kubitschek, no dia 12 de setembro de 2003, em Diamantina.

*Em fevereiro de 2004, foi convidado para ser o 7º(entre 10), membros Diretores do Museu do Clube de Esquina.

*Compôs novamente a pedido de Coaracy Nunes Filho, presidente da CBDA, um novo hino para a Copa do Mundo de Natação, realizada em fevereiro de 2005 em Belo Horizonte no Minas Tênis Clube.

*É empresário têxtil de um grupo de quatro fábricas de família pioneira de tecidos no estado de Minas Gerais. Conhecido como pioneiro em coleção de carros antigos, tendo sido o primeiro presidente do Veteran Car Clube do Brasil - MG.

*Casado com Emília Margarida. Tem 03 filhos: os arquitetos Francisca, Alexandre e o restaurador Carlos; e dois netos Ivon Francisco e Antônio.

*Recebeu o troféu social/cultural pela atuação no Minas Tênis Clube, da CBC "Confederação Brasileira de Clubes", como melhor diretor social do Brasil, entre os mais de 6000 clubes filiados, no XVI congresso brasileiro de clubes em Salvador, Bahia em 05/11/2005.
*Galeria de fotos de Pacifico Mascarenhas

FONTE

Site Letras.com
PacificoMascarenhas
Wikipédia
Semana da Música

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Carminha Mascarenhas


Carminha Mascarenhas (Cármina Allegretti), nasceu em Muzambinho - MG (14/4/1930). Conhecida Carminha Mascarenha é uma cantora brasileira que integra atualmente o grupo "As Eternas Cantoras do Rádio", ao lado de outras como Ellen de Lima, Carmélia Alves e Violeta Cavancanti.

Descendente de italianos, Carminha Mascarenhas mudou-se com a família para São Paulo, quando tinha ainda poucos meses de idade e, mais tarde, foi morar em Poços de Caldas, MG. Formou-se como professora primária.

Começou a cantar no coral da Igreja Matriz de Poços de Caldas, destacando-se pela voz de contralto. Interessou-se pela música popular, acompanhada pelo pai e pelo tio ao violão. Iniciou sua carreira artística como crooner do conjunto de José Maria, ao lado do pianista Raul Mascarenhas, com quem veio a casar-se em 1952, com quem teve um filho, o saxofonista Raul Mascarenhas Jr, que foi casado com a cantora Fafá de Belém, casamento do qual nasceu Mariana, também cantora.

No ano seguinte, gravou seu primeiro disco com as canções de Hervé Cordovil Nossos caminhos divergem e Folha caída. Nessa época, transferiu-se com o marido para Belo Horizonte, apresentando-se com ele na Rádio Inconfidência e em casas noturnas.


Em 1955, estreou como crooner do Copacabana Palace, substituindo Nora Ney. Ainda nesse ano foi eleita, juntamente com Sylvia Telles, "Cantora Revelação do Ano" e contratada para fazer parte do elenco da Rádio Nacional, estreando na emissora no programa Nada além de 2 minutos, produzido por Paulo Roberto.

Em 1956, deixou o trabalho do Copacabana Palace e começou a apresentar-se na boate Sacha's. Separou-se do marido e viajou para o Uruguai, onde se apresentou na boate Cave e no Cassino de Punta del Este. Seguiu, depois, para Argentina e Paraguai. Gravou vários discos em 78 rpm e participou, com Elisete Cardoso e Heleninha Costa, de um LP dedicado à obra de Fernando Lobo.

A cantora Carminha Mascarenhas canta a música "Toada do Beijo" em 1956. Número musical do filme "Quem Sabe, Sabe".

Carminha Mascarenhas canta "Toada do Beijo" (1956)


Em 1959, gravou seu primeiro LP solo, intitulado Carminha Mascarenhas, em que registra a faixa Eu não existo sem você, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes. Ainda nesse ano, assinou contrato com a TV Rio para apresentar o programa Carrossel, atuando ao lado de Lúcio Alves, Elizeth Cardoso, Carlos José, Hernany Filho, Norma Bengel e Elizabeth Gasper.

Em 1960, foi convidada para participar do show Ary Barroso, 1960, ao lado do compositor e de Os Cariocas, Castrinho, Terezinha Elisa e Joãozinho da Goméia. O show ficou um ano e meio em cartaz na boate Fred's. Em seguida, participou, ainda com o mesmo elenco de artistas, do show Os quindins de Yá Yá, parcialmente gravado pela Copacabana Discos no compacto duplo Musical Ary Barroso, 1960.


Compôs, em parceria com Dora Lopes, as músicas Toalha de mesa, uma homenagem a São Paulo, gravada por Noite Ilustrada, e Samba da madrugada, gravada até no exterior, sendo considerado um hino dos boemios dos anos 1960 e 1970 em Copacabana, razão porque foi dedicada pelas autoras à cantora Maysa. Mais tarde participou, com Marisa Gata Mansa e Hernany Filho, do LP Em cada estrela uma canção, em homenagem à obra de Newton Mendonça, interpretando as faixas Discussão, Meditação, Desafinado e Samba de uma nota só, parcerias do compositor com Tom Jobim.



Viajou diversas vezes para o exterior e participou de discos de vários intérpretes. Ainda na década de 60, registrou no LP A noite é de Carminha as canções que apresentava na noite carioca. O LP incluiu Per omnia saecula, saeculorum (Para sempre. Eternamente. Até o fim dos tempos), samba de Miguel Gustavo, cuja execução foi proibida pela censura.


Nos anos 80, apresentou-se no Sambão e Sinhá, casa noturna de Ivon Curi, com o espetáculo Carnavalesque, que ela própria escreveu. Mudou-se para Teresópolis, em 1986, apresentando-se ocasionalmente em shows.

Em 1999, comemorou 50 anos de carreira em espetáculo realizado na Associação Brasileira de Imprensa (ABI).


Em 2001, depois de retirada em sua casa de Teresópolis por vários anos, atuou ao lado de Ellen de Lima, Carmélia Alves e Violeta Cavalcanti no espetáculo As Cantoras do Rádio: Estão voltando as flores. No show, que revivia a época de ouro de cantoras que marcaram a história do rádio no Brasil, Carminha Mascarenhas cantava, do repertório de Isaura Garcia, Mensagem, além de sucessos da sua própria carreira, bem como os das carreiras de Dolores Duran, Carmen e Aurora Miranda e Linda e Dircinha Batista.




FONTE
Cifrantiga

Myllena


Da adolescência vivida em Itajubá, cidade do interior de Minas Gerais, passando por bares noturnos de Juiz de Fora e o dominical “Garagem do Faustão”, em 2009, passaram-se mais de dez anos até que a cantora Myllena chegasse à abertura da novela “Tempos Modernos”, da Rede Globo, entoando a regravação da música “Cérebro Eletrônico”, de Gilberto Gil. Myllena além de emplacar três trilhas sonoras, quase ao mesmo tempo (“Quando”, em “Caras & Bocas”, e em “Malhação ID”, com “Apenas Mais Uma de Amor”) concilia os palcos com as salas de emergências do hospital onde trabalha, em Juiz de Fora...

Quando by Myllena
Composição: Myllena  


Quando eu quis me aproximar
Você fingiu que não me via
Quando eu fui me declarar
Você fugiu para outra esquina
E quando eu quis parar você
E quando eu fui te convencer...

Quando a minha mão firmou
Você sorriu... eu trepidava
Quando o furacão passou
A tua boca é que ventava
Se eu parasse o tempo ali
E eu não tivesse mais que ir

Você me acompanhava
E me daria a mão?
Na sua calmaria
Eu ia ser vulcão...
E quando o sol se for
E o frio me tocar
É com você que eu vou estar

VIDA E OBRA

Myllena Varginha, mais conhecida como Myllena (Itajubá, Minas Gerais), é uma cantora e médica brasileira.

Myllena nasceu em Itajubá/MG e foi criada pela avó na cidade de Carvalhos/MG. Quando pequena, ganhou a discografia "A Arca de Noé", de Vinícius de Moraes e aos 2 anos de idade já cantava as músicas da Rita Lee, segundo sua avó conta.

Aos nove, Myllena resolveu participar do coral da igreja, já que Carvalhos era uma cidade pequena e com poucas opções musicais. Assim, ficou no coro da igreja até os onze anos. Tempos depois, entrou para a faculdade de Medicina e veio estudar em Juiz de Fora, onde mora nos dias atuais.

Myllena adora cozinhar, mas prefere fugir da cozinha tradicional. Também ama cinema e leitura e quando criança teve como primeiro livro "O menino maluquinho". Hoje, além dos inúmeros livros de medicina, ela leu a coletânea de Harry Potter e diz gostar do jeito surreal de Gabriel Garcia Marques.

A cantora e instrumentista concilia a música com a medicina. Do signo de libra e ascendente em capricórnio, adora desafios e achou que a medicina lhe proporcionaria grandes obstáculos e muita dedicação e estudo, "assim como a música, que exige aperfeiçoamento constante", garante ela.

Com uma voz maravilhosa, ótimas letras e toda sua musicalidade, Myllena é reconhecida nas ruas e constantemente abordada por seus fãs desde o lançamento do seu primeiro CD em 2004. Este possui 10 faixas com apenas quatro interpretações: Ouro Pra Mim, O Rock Que Você Pediu, Aquela Estrela e I Will Survive.

As outras canções são todas composições próprias e dentre elas, Myllena declara que uma música muito importante é a sua composição "Agora Vai" e diz: "Essa é a mais marcante. Fala de uma época na vida em que algumas coisas não estavam legais, mas que eu precisava continuar em frente e continuei".

Praticamente autodidata, teve apenas duas aulas de violão na cidade natal e após o "sumiço" de seu professor, resolveu se dedicar sozinha e conta: "Sempre gostei de instrumentos de corda e o violão foi o escolhido, apesar de gostar muito de cello".

Mesmo ainda tendo que se dividir entre sua atuação como médica e os shows nas noites, Myllena Varginha tem alçado outros vôos, feito diversos shows fora da cidade, conquistado grande público e novas parcerias nas grandes capitais.

Myllena, um talento de peso da música brasileira


Sucesso dos folhetins globais pela voz firme e envolvente, a cantora e compositora Myllena, da cidade de Carvalhos (MG), é a responsável por dar o tom às canções “Cérebro Eletrônico”, de Gilberto Gil, tema de abertura da novela “Tempos Modernos”, da Rede Globo, “Quando”, composição própria que fez parte da trilha sonora de “Caras & Bocas”, e “Apenas Mais Uma de Amor”, de Lulu Santos, da novela Teen “Malhação ID”.

Marcada no mercado fonográfico pela personalidade musical que mescla a atitude do Rock com arranjos da MPB e a alegria do Pop, a autodidata, que começou sua carreira de cantora, timidamente, em 1999, com apresentações em bares de algumas cidades do estado de Minas Gerais, conquistou, em 2009, em curto intervalo de tempo, um espaço para que suas canções se transformassem em sucesso nacional.

A primeira repercussão nacional da mineira, que, além de cantora é médica, foi no quadro “Garagem do Faustão”, do programa Domingão do Faustão, no final de março de 2009. O vídeo da canção “Quando”, que é uma das faixas do seu segundo CD, homônimo do seu nome, “Myllena”, foi recebido pela produção do programa como um trabalho de qualidade admirável.

Sendo assim, o diretor musical da Rede Globo, Mariozinho Rocha, deu o título a cantora como “destaque” do “Garagem do Faustão” e emplacou a canção na trilha sonora da novela “Caras e Bocas”, de Walcyr Carrasco.

O reconhecimento à musicalidade de Myllena foi ainda maior. O “Garagem” era um quadro trabalhado como vitrine, onde era exibido somente o vídeo de alguns cantores. Mas, a minera de Carvalhos (MG) foi tão certeira que recebeu o convite para se apresentar ao vivo no programa.

No dia 05 de abril de 2009, a cantora deu um show no palco do Domingão do Faustão. A partir daí, foram apenas sete dias até a assinatura de seu primeiro contrato fonográfico com uma gravadora, a Som Livre.

Produzido por Marcelo Sussekind, o mesmo produtor de Paralamas do Sucesso, Capital Inicial, Ira, entre outros, o CD “Myllena” foi muito bem aceito pela gravadora devido ao padrão apresentado. O álbum traz composições próprias como as canções: “Quando”, “Não Há”, “Só Sei Te Amar”, “Decisão”, “Meu Jeito”, “A letra da Canção” e releituras, onde artistas consagrados passeiam pelo repertório, como “Tô Em Liquidação”, de Vander Lee, “Senhas”, de Adriana Calcanhoto, “Apenas Mais Uma de Amor”, de Lulu Santos, “Meu Plano”, do cantor Lenine, e “É Ouro Pra Mim”, de Peninha.

Sem economizar elogios, o jornalista e crítico Nelson Motta aprovou o CD “Myllena” e escreveu no site do seu programa na rádio Eldorado, “Sintonia Fina”: “Uma ótima banda, guitarra rasgando, suingue pesado, ela bota fogo no seu disco. Solta a voz poderosa num ótimo samba funkeado ou, sei lá, um funk sambeado, mostrando que é doutora em música”, dá a referência.

Uma surpresa notada no CD é a participação especial do cantor Emmerson Nogueira no arranjo, vilão e voz, na canção “Apenas Mais Uma de Amor”. “Essa música é linda! A idéia era interpretar, apresentar algo diferente e gostoso de escutar. Escolhi fazer um dueto com o cantor Emmerson Nogueira por admirar o seu trabalho”, revela Myllena. O acústico de “Apenas Mais Uma de Amor” ficou muito bem feito que, em dezembro de 2009, a canção passou a fazer parte da trilha sonora da novela “Malhação ID”.

Emmerson Nogueira e Myllena: Apenas Mais Uma de Amor


A repercussão foi tão imediata e a voz muito bem aceita, que 10 dias após a estréia de sua música na novela Teen, da TV Globo, a cantora foi convidada a colocar voz na canção “Cérebro Eletrônico”, de Gilberto Gil, para a abertura da novela “Tempos Modernos”, da Rede Globo.

A “médica cantora”, de 31 anos, que aprendeu a tocar violão e a cantar sozinha, que deu muitos plantões no hospital para juntar dinheiro e lançar o seu primeiro CD em 2004, chamado “Melhor pra Mim”, e que há nove anos se reveza entre plantões e shows, tem o começo de um sonho realizado com o sucesso nacional de suas canções. “Essa repercussão é surpreendente! Agora, em forma de agradecimento, tenho que continuar trabalhando muito”, ressalta Myllena.

No primeiro semestre de 2010, a cantora deu início a sua primeira turnê nacional. Acompanhada pela banda formada por Renato Mello (bateria), Rodrigo Antunes (guitarra e voz), Marcos Languanje (percussão) e Reinaldo Santos (baixo), Myllena levando o seu show para várias cidades do Brasil.

Myllena - Meu Jeito


Para saber mais acesse: myllena

Carmen Costa


Cantora profissional desde 1935, Carmen Costa, um dos grandes nomes da época de ouro do Rádio no Brasil, apresentava-se anualmente no baile popular do carnaval carioca na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro.

Carmelita Madriaga, conhecida como Carmen Costa, (Trajano de Morais, 5 de janeiro de 1920 — Rio de Janeiro, 25 de abril de 2007) foi uma cantora e compositora brasileira.

Natural do interior do estado do Rio de Janeiro, Carmelita foi para a capital aos 15 anos e se empregou como doméstica na casa de Francisco Alves. Numa festa ele a fez cantar para os convidados, entre eles Carmen Miranda, que a incentivou a iniciar uma carreira.

Carmelita começou a fazer coros em gravações de nomes famosos da MPB e a freqüentar os programas de calouros. E em 1937 adotou o nome Carmen Costa por sugestão do compositor Henricão, com quem formou uma dupla que passou a se apresentar em feiras pelo país e com quem iniciou sua carreira profissional, em 1938, cantando em dupla numa feira de amostras, o Arraial do Rancho Fundo, em Juiz de Fora/MG.

No ano seguinte, de volta ao Rio de Janeiro, Carmen Costa apresentou-se numa feira de amostras da Praça Quinze de Novembro, onde cantavam Carmen e Aurora Miranda, a dupla Alvarenga e Ranchinho, e as Irmãs Pagãs. Cantando em dupla com Henricão até 1942, obteve alguns êxitos gravados em 78 rpm da Odeon: Onde está o dinheiro (Henricão), Dance mais um bocado (Henricão e Príncipe Pretinho) e Samba, meu nego (Buci Moreira e Miguel Baúso).

A carreira solo começou em 1942, quando Carmen Costa lançou pela Victor a valsa "Está Chegando a Hora", versão feita por Henricão e Rubens Campos de uma música mexicana ("Cielito Lindo"), que se tornou um sucesso no carnaval daquele ano e de todos os carnavais seguintes.

Carmen gravou "Xamego", de Luiz Gonzaga, sendo uma das primeiras a gravar o compositor.

A cantora Carmen Costa lançou outro sucesso carnavalesco que se tornou eterno: "Cachaça" (Mirabeau/ H. Lobato/ L. Castro/ Marinósio Filho).

O sucesso de "Cachaça" no carnaval de 53 ( "Você pensa que cachaça é água/ cachaça não é água não / cachaça nasce no alambique / e água vem do ribeirão") deflagrou um ciclo etílico de marchinhas que imperaria nos carnavais seguintes ("Saca-rolha" (54), "Ressaca" (55), "Turma do Funil" (56)).

Com melodias parecidas, sempre no modo menor, mas gravadas com grande animação, três dessas marchinhas ("Cachaça", "Tem nego bebo aí" e "Turma do Funil") projetaram Mirabeau Pinheiro, como compositor.

Cachaça (marcha/carnaval, 1953)
Composição: Mirabeau, L. Castro e H. Lobato

D
Você pensa que cachaça é água
A7
Cachaça vem do alambique
Cachaça não é água não
D
Bm Em A7
E água vem do ribeirão
D
Pode me faltar tudo na vida / Arroz, feijão e pão
D7 G
Pode me faltar manteiga / E tudo mais não faz falta não Pode me faltar o amor / Disto até acho graça
Só não quero que me falte /A danada da cachaça
D A7 D


Além desse, teve outros êxitos com "Marambaia (Só Vendo que Beleza)" (Henricão/Rubens Campos), "Jarro da Saudade" (Mirabeau/ G. Blota/ D. Barbosa), "Quase" (Mirabeau/ Jorge Gonçalves) e "Eu Sou a Outra" (Ricardo Galeno).

CARMEM COSTA - QUASE

A partir de 1954, baixou os tons de suas músicas e adotou um estilo coloquial de interpretação. Em 1955, Carmen Costa participou do filme "Carnaval em Marte", de Watson Macedo. No mesmo ano, gravou a marcha "Tem nêgo bebo aí", de Mirabeau e Airton Amorim, e que foi escolhida por um júri reunido no Teatro João Caetano como um das dez mais populares marchas do carnaval daquele ano.

Em 1961, permaneceu uma temporada no Brasil, a fim de gravar "Se eu morrer amanhã", de José Garcia. No mesmo ano, gravou a "Marcha do Cordão do Bola Preta", de Nélson Barbosa e Vicente Paiva,"hino" do famoso cordão carnavalesco carioca.


Carmen Costa participou do lendário concerto de bossa nova no Carneggie Hall, em Los Angeles

Em 1962, participou, com o violonista Bola Sete, do lendário concerto de bossa nova no Carnegie Hall, em Nova York, ao lado de Tom Jobim, Vinícius de Moraes, João Gilberto, Stan Getz, entre outros.

Nessa época, dividiu-se entre o Brasil e os Estados Unidos. Casou-se com um americano e foi viver com ele nos Estados Unidos. Participou do nascimento da Bossa Nova. Voltou ao Brasil e conheceu o compositor e instrumentista Mirabeau Pinheiro, com quem viveu um romance por cinco anos e com quem teve sua única filha, Silésia.

Carmen gravou 33 músicas de autoria de Mirabeau, sendo por intermédio da voz dela que ele se tornou conhecido, alcançando o auge de sua carreira no período de 1953 a 1956. Juntos tiveram sucessos como: "Cachaça não é água" (quando foram acusados de plágio) e Obsessão.

CARMEM COSTA - OBSESSÃO

Nesta mesma época, Carmen Costa também fez sucesso com o samba-canção do jornalista e compositor Ricardo Galeno (Jorge Costa Nascimento) "Eu sou a outra" ("ele é casado/eu sou a outra na vida dele..."), que retratava uma situação que a própria Carmen vivia e, anos depois, assumia.

EU SOU A OUTRA

EU SOU A OUTRA by ÁUREA MARTINS

Retornando ao Brasil, Carmen Costa exibiu-se em boates paulistas e cariocas, e em 1973 lançou pela RCA Victor o LP intitulado Trinta anos depois, reinterpretando antigos sucessos e gravando novas canções. No mesmo ano atuou num espetáculo realizado na igreja do Outeiro da Glória, no Rio de Janeiro, onde, dirigida por Artur Laranjeira e Antônio Crisóstomo, interpretou hinos sacros, benditos e rezas, com arranjos do saxofonista Paulo Moura.

Realizou recitais semelhantes em vários locais do Brasil, como na igreja do Embu/SP, na catedral de Brasília/DF e no Teatro Guaíra, em Curitiba/PR. Ainda em 1973, ao lado do veterano sambista Ismael Silva, apresentou-se no espetáculo "Se você jurar", estreado em Curitiba.

Em 1974, juntamente com Paulo Marques, lançou pela etiqueta Marcus Pereira o LP A música de Paulo Vanzolini, disco reeditado em CD na década de 1990.

Em 1980, Carmen Costa reencontrou Henricão no programa Tudo é Música, da TV Educativa do Rio de Janeiro, quando relembraram sucessos da dupla, refeita em outubro desse ano para gravação especial em duas faixas do LP Henricão - Recomeço, do Estúdio Eldorado. Foi o último encontro da dupla: Carmen Costa prosseguiu carreira solo. O cantor e compositor Henricão (Henrique Filipe da Costa) morreu em 11 de junho de 1984.

As última gravações de Carmen Costa foi com o cantor Elymar Santos, de quem era convidada especial em alguns shows.

Depois que voltou definitivamente ao Brasil, gravou outros discos e fez shows por todo o país.

Lançou com Agnaldo Timóteo o LP "Na galeria do amor", em 1981, no qual os dois interpretaram músicas como "Olhos nos Olhos" e "Sob medida", de Chico Buarque.

Em 1996 lançou o CD "Tantos Caminhos".

Carmen Costa apresentou-se com o cantor Elymar Santos durante a turnê do show "Elymar mais popular", em 1999, tendo se apresentado entre outras casas de espetáculos, no Canecão e no ATL Hall. Ela dividia o palco com o neto Gilberto Koelher, que acompanhava a avó em pequenos shows que a cantora costumava fazer.

Em 2002, Carmen Costa apresentou-se em baile popular durante o carnaval na Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, cantando antigos sucessos como a marcha "Tem nêgo bebo aí", com grande agrado do público.

No mesmo ano, Carmen comemorou seus 82 anos de idade e 70 de carreira artística com um show no Clube Recreativo Posto Seis em Copacabana no Rio de Janeiro, no qual interpretou seus sucessos como "Tempo de criança", "Está chegando a hora", "Carmelita", "Quase", "Eu sou a outra", "Obsessão" e "Jarro da saudade". Também no mesmo ano, prestou depoimento ao Museu da Imagem e do Som.


Por iniciativa do Museu da República (RJ) e da Câmara Municipal da Cidade do Rio de Janeiro, a cantora Carmen Costa tornou-se, aos 83 anos, patrimônio cultural do Brasil - com direito a "tombamento" simbólico, como o dedicado a monumentos públicos.

Em 2003, por ocasião de seus 83 anos, em encontro com o Ministro da Cultura Gilberto Gil, propôs seu "tombamento" como patrimônio artístico nacional como já ocorre em países como a França.

Na ocasião, Carmen Costa cantou para o Ministro a música "Tombamento", composta por ela: "Eu sou a raça/Sou mistura/Sou aquela criatura/Que o tempo vai tombar/sei que não serei a derradeira/Mas quero ser a primeira/para a história conservar/Senhor Ministro da Cultura/por que não se tomba/Uma criatura/Quando é patrimônio nacional?". Por conta do pedido foi homenageada pelo Museu da República e pelo vereador do Município do Rio de Janeiro Edson Santos com o tombamento simbólico como patrimônio cultural carioca.

A nomeação, idealizada pelo vereador Edson Santos (PT), pretende motivar o Ministério da Cultura a encampar o projeto de tombamento de pessoas “com notório saber ou bons serviços prestados à cultura”. O homenageado ganharia então uma aposentadoria especial paga pela União, para se apresentar pelo país.

Em 2004, fez show no Centro Cultural da Justiça, na Cinelândia/RJ na série "Cartão postal da MPB".

Carmen Costa, morreu no Hospital Lourenço Jorge, aos 87 anos.

   DISCOGRAFIA

  1. Onde está o dinheiro?/Não dou motivo (1939) Odeon 78
  2. Dance mais um bocado/Não quero conselho (1940) Columbia 78
  3. Eu sambo meu nego/Não posso viver sem você (1941) Columbia 78
  4. Está chegando a hora/Só vendo que beleza (1942) Odeon 78
  5. Depois que ela partiu(Com Henricão)/Formosa morena (1942) Odeon 78
  6. Carmilito/Festa na roça (1942) Victor 78
  7. Caramba/A festa é boa (1943) Victor 78
  8. A coisa melhorou/Já é de madrugada (1943) Victor 78
  9. Estrela D'Alva (1943) Victor 78
  10. Quero ver-te uma vez mais/Velho realejo (1943) Victor 78
  11. Chorei de dor/Não me abandone (1944) Victor 78
  12. Madalena/Não há (1944) Victor 78
  13. Chamego/Casinha da Marambaia (1944) Victor 78
  14. Garota esportiva/A mulher do Lino (1944) Victor 78
  15. Outro céu/Manduca (1944) Victor 78
  16. Sarapaté/Ciúme (1945) Victor 78
  17. E não tarda a amanhecer/Bilu-bilu (1945) Victor 78
  18. No lesco lesco/Não posso aceitar (1945) Victor 78
  19. Siga seu destino/Meu barraco (1946) Victor 78
  20. Sonhei que estava em Pernambuco (1949) Star 78
  21. Dona Juliana/Chiquinha (1949) Star 78
  22. Se é pecado eu não sei/Cetim para as baianas (1951) Star 78
  23. Busto calado/Coco duro (1952) Star 78
  24. Tô te esperando/Quando chega a noite (1952) Star 78
  25. Não me deixe/Tô te esperando (1952) Star 78
  26. Cachaça (Com Colé) (1952) Copacabana 78
  27. Defesa/Resposta (1953) Copacabana 78.
  28. Maria Pé de Boi/Batendo pé (1953) Copacabana 78
  29. Eu sou a outra/Não pode mexer (1953) Copacabana 78
  30. Tranca rua/Mais tempero (1954) Copacabana 78
  31. Tio biruta/Mexerica (1954) Copacabana 78
  32. Canção da alma/Quase (1954) Copacabana 78
  33. Não é só vestir saia/Manchetes de jornal (1954) Copacabana 78
  34. Busto calado/Coco duro (1954) Copacabana 78
  35. Sacode a lapela/Operário (1955) Copacabana 78
  36. Tem nego bebo aí/Até amanhã (1955) Copacabana 78
  37. Gente cega/Reencontro (1955) Copacabana 78
  38. Presidiário/Se você me quer bem (1955) Copacabana 78
  39. Sei de tudo/Obsessão (1955) Copacabana 78
  40. Começo de vida/A morena sou eu (1955) Copacabana 78
  41. Drama da favela/Acacamauê (1956) Copacabana 78
  42. Na paz de Deus/Deixa o cabrito berrar (1956) Copacabana 78
  43. Amor barato/Se eu fosse contar (1956) Copacabana 78
  44. Don Charles/Só você (1956) Copacabana 78
  45. Jarro da saudade/Está bem (1956) Copacabana 78
  46. Gato escaldado/Nem só de pão (1957) Copacabana 78
  47. Jarro da saudade (1957) Copacabana 78
  48. Facundo/Drama de amor (1957) Copacabana 78
  49. Cai sereno/Palácio improvisado (1957) Copacabana 78
  50. Carmen Costa nº 2 (1957) Copacabana LP
  51. Indecisão/Como eu chorei (1958) Copacabana 78
  52. Lágrimas de sangue/Augusto Calheiros (1958) RCA Victor 78
  53. Aquela noite/Está chegando a hora (1959) RCA Victor 78
  54. Se eu morrer amanhã/Cretcheu (Amor) (1961) RCA Victor 78
  55. Marcha do cordão da Bola Preta/Se eu morrer amanhã (1961) RCA Victor 78
  56. Eu sou a outra/Quase (1963) Copacabana 78
  57. Ensina ndo a bossa nova/Melancolia (1963) Copacabana 78
  58. O samba no Brasil/Tem bobo pra tudo (1963) RCA Victor 78
  59. Não fique triste/Mal que faz bem (1964) Copacabana 78
  60. Embaixatriz do samba (1964) Copacabana LP
  61. Ziriguidum no Sambão (1971) RCA Candem LP
  62. Trinta anos depois (1973) RCA Victor LP
  63. A Música de Paulo Vanzolini - Carmen Costa e Paulo Marques (1974) Discos Marcus Pereira LP
  64. Carmen Costa (1980) Continental LP
  65. Agnaldo Timóteo & Carmen Costa - Na Galeria do amor (1981) EMI/Odeon LP
  66. Benditos, Hinos e Ladainhas (1983) Alvorada/Continental LP
  67. Tantos caminhos (1996) Som Livre CD
  68. Bis Cantores do Rádio - Carmen Costa (2000) EMI CD

Carmen Costa - Marchinha - Cachaça

CURIOSIDADES

*Carmen Madriaga, a cantora Carmen Costa por cinco anos viveu um romance com o compositor Mirabeu Pinheiro (pai de Sinézia, sua única filha).

*Carmem Costa tinha entre seus companheiros mais assíduos o jornalista Ivan Costa, falecido em 2006. Ivan era dos poucos niteroienses que reconheciam e reverenciavam Mirabeau nos bares do centro da cidade e tinha ("em offíssimo", como costumava dizer) uma informação que, por motivos óbvios, nunca teve tons de oficialidade: a de que Carmen Costa foi uma espécie de amor platônico de Ataulfo Alves. Como Carmen era apaixonada por Mirabeau, o autor de "Amélia" acabou sem chances.


Mas a paixão não correspondida teria provocado um dos duelos musicais mais admiráveis da MPB, gerando alguns sambas pra lá de antológicos. O mais cantado deles, de Ataulfo, é o "Pois é" ("Pois é, falaram tanto, que dessa vez a morena foi embora..."). A morena em off na letra de Ataulfo era, claro, Carmen Costa. Tanto, que Mirabeau contra-atacou em on, com "A morena sou eu", gravada pela própria. Ivan, cujo sobrenome nada tinha a ver com o da cantora, foi dos poucos jornalistas a ouvir essa história do próprio Mirabeau.


*Fluminense de Trajano de Moraes, Carmen conheceu Mirabeau no início dos anos 50. A cantora vinha de um casamento fracassado com um americano e acabou se contentando em ser a outra na vida do compositor.

*No livro "A Outra: um estudo antropológico sobre a identidade da amante do homem casado", publicado em 1990 pela antropóloga Mirian Goldenberg, há um depoimento lúcido e sofrido de Carmen sobre sua convivência com o compositor niteroiense. Uma confissão de amor que, entre outras coisas, mostra que a Ataulfo só restava mesmo o plano platônico.


** Carmen revela a Mirian seu romance com Mirabeau:

"Conheci Mirabeau em 1952 na boate Mocambo, na rua Prado Júnior, em Copacabana (zona sul do Rio). Ele cantava e tocava bateria. Ouvi e gostei de suas composições "Cachaça não é água" e "Quase" . Naquela época eu estava muito só. Fui casada 11 anos com um americano, mas me separei em 1945. Eu e Mirabeau começamos a andar juntos por toda parte, até que fiquei grávida. Ele era casado e na época tinha uma filha. Quando nasceu seu segundo filho (*) fui arranjar o dinheiro do parto, com Ataulfo Alves. Sua mulher aparecia para falar comigo e me chamava de vagabunda, mas eu tinha a cabeça erguida. Era independente, ganhava meu dinheiro. E ela só queria o dinheiro dele. Hoje canto suas músicas e os direitos autorais vão todos para ela. Chegamos a morar juntos, só que nosso amor foi minguando. Nossa história foi dura e difícil. Só não fomos mais felizes porque ele era casado. Tivemos uma filha, Sinézia, que está com 43 anos. Recebi a música "Eu sou a outra" pelo telefone, porque algumas pessoas sabiam do nosso caso. Hoje ainda é um sucesso, que deu coragem para as outras aparecerem. Naquela época era mais sossegado que hoje, não havia tanta fofoca. Os que sabiam me censuravam. Mirabeau não tinha coragem de se separar, mas chegou a pensar em se casar comigo no Uruguai, só que sua mulher não assinava o divórcio. Acabamos brigando e eu fui para os Estados Unidos procurar meu primeiro marido, em 1959, voltei ao Brasil no ano seguinte. Passei a não aceitar duas vidas, não queria mais me dividir, viver um amor partido. Durante muito tempo mantivemos correspondência, mas a atração de corpo acabou. Faria tudo de novo, mas ia exigir mais. Acho que ele faz muita falta, principalmente como compositor".


*"Eu sou a outra" ("Ele é casado, eu sou a outra na vida dele..."), parte cantada da biografia de Carmen Costa, é obra do jornalista e compositor Ricardo Galeno.


*Ataulfo Alves resolveu ele próprio registrar em disco as músicas, inclusive a composta por Mirabeau, em torno de Carmen Costa. Estão todas num pot-pouri de oito minutos que abre o LP "Eternamente Samba", gravado pela Polygram em 1966. Carmen participou das gravações, junto com Ataulfo Alves Jr.



FONTE
Clique Músic
 Wiquipédia
Cifrantiga - Carmen Costa
Cifrantiga- Mirabeau Pinheiro
Cifrantiga - Henricão

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Angela Maria


A cantora Angela Maria participou da última edição da Noite da Seresta em 2010 (09/12/2010). O evento promovido pela Fundação Municipal de Cultura (Fundac) aconteceu na Concha Acústica Família Espíndola, na praça do Rádio Clube, no centro de Campo Grande/MS (gratuitamente), com apresentação de seresteiros da Capital. Apesar de ter gravado muitos tangos, boleros, baladas, músicas italianas e espanholas foram através dos sambas-canções que conquistou o seu espaço.

Noite da Seresta é um projeto da Prefeitura Municipal de Campo Grande/MS realizado por meio da Fundação Municipal de Cultura (Fundac). Ao longo do ano de 2010, a Fundac trouxe diversos artistas de renome nacional, como Almir Guineto, Altemar Dutra Júnior e Os Incríveis.

Com mais de 60 anos de carreira, Ângela Maria encantou o público, com vários sucessos que coleciona ao longo da carreira, como: “Não tenho você”, “Babalu”, “Cinderela”, “Moça bonita”, “Vá, mas volte”, “Garota solitária”, “Falhaste coração”, “Canto paraguaio”, “A noite e a despedida”, “Gente humilde”, “Lábios de mel”, entre outros.

Angela Maria contabiliza 114 discos gravados, tornando-se uma recordista mundial brasileira. Ela que começou a frequentar programas de calouros nas rádios brasileiras, antes dos 20 anos, foi considerada a cantora mais popular do Brasil na década de 50, conhecida como a Rainha do Rádio por sua legião de fãs e por ganhar um dos principais concursos de rádio no período de quatro anos seguidos (entre 52 e 56).

Getúlio Vargas, certa vez lhe disse: "Menina, você tem a voz doce e a cor do sapoti". O apelido pegou. A “sapoti”, que nasceu Abelim Maria, começou cantando no coro da igreja do bairro do Estácio, no Rio de Janeiro.


Ângela Maria, nome artístico de Abelim Maria da Cunha (Conceição de Macabu, 13 de maio de 1928) é uma cantora brasileira. Filha de pastor protestante, passou a infância nas cidades fluminenses de Niterói, São Gonçalo e São João de Meriti; e desde menina cantava em coro de igrejas. Foi operária tecelã, mas sonhava com o radio, embora a família – por princípios religiosos – fosse contra a carreira artística.

Por volta de 1947, começou a frequentar programas de calouros. Apresentou-se no Pescando Estrelas, de Arnaldo Amaral, na Radio Clube do Brasil (hoje Mundial), na Hora do Pato, de Jorge Curi, na Radio Nacional, e no programa de calouros de Ari Barroso, na Rádio Tupi. Usando o nome de Ângela Maria, para não ser descoberta pela família, participou também do Trem da Alegria, dirigido pelo "Trio de Osso" (os magérrimos Lamartine Babo, Iara Sales e Heber de Bôscoli), na Radio Nacional. Sua voz foi se tornando conhecida dos ouvintes, o que dificultou sua participação, pois não era mais caloura.

Nessa época, era inspetora de lâmpadas numa fabrica da General Eletric e, decidindo tentar realmente a carreira de cantora, abandonou a família e foi morar com uma irmã no subúrbio de Bonsucesso. Em 1948, foi convidada a apresentar-se na Rádio Mayrink Veiga; e conseguiu lançar-se como crooner no Dancing Avenida. Em sua noite de estreia, cantou Olhos verdes, de Herivelto Martins e Benedito Lacerda.


No Dancing, foi ouvida pelos compositores Erasmo Silva e Jaime Moreira Filho, que a apresentaram a Gilberto Martins, diretor da Radio Mayrink Veiga. Feito o teste, começou carreira na emissora, interpretando musicas de Othon Russo e Ciro Monteiro, compositores que a ajudaram a criar um repertório pessoal, abandonando a influência de Dalva de Oliveira.

Adotou o nome de Ângela Maria para não ser identificada pela família. Como ganhava todos os concursos, foi cantar no famoso Dancing Avenida e depois na Rádio Mayrink Veiga.


Firmando-se a partir de 1950 como intérprete. Em 1951 estreou em disco com Sou feliz (Augusto Mesquita e Ari Monteiro) e Quando alguém vai embora (Ciro Monteiro e Dias Cruz), na Victor. Em 1952, sua gravação do samba Não tenho você (Paulo Marques e Ari Monteiro) bateu recordes de venda, marcando o primeiro grande sucesso de sua carreira.


Durante a década de 1950, atuou intensamente no rádio, apresentando-se na Radio Nacional, nos programas de César de Alencar e Manuel Barcelos, e na Rádio Mayrink Veiga, como a estrela de A Princesa Canta, nome derivado de seu titulo de Princesa do Radio, um dos muitos que recebeu em sua carreira.

Em 1951 gravou o primeiro disco. Veio assim o sucesso que sempre a acompanhou. Atuou em cinema, no longa-metragem Portugal, Minha Saudade (1973).

Ângela Maria consagrou-se como uma das grandes intérpretes do gênero samba-canção (surgido na década de 30), ao lado de Maysa, Altemar Dutra, Nora Ney e Dolores Duran.

Gravou dezenas de sucessos, como: Não Tenho Você, Babalu, Cinderela, Moça Bonita, Vá, mas Volte, Garota Solitária, Falhaste coração, Canto paraguaio, A noite e a despedida, Gente humilde, Lábios de mel, entre outras.


Em 1954, em concurso popular, tornou-se a Rainha do Radio, e no mesmo ano estreou no cinema, participando do filme Rua sem sol, de Alex Viany.

Apelidada Sapoti pelo presidente Getúlio Vargas, tornou-se a cantora mais popular do Brasil durante a década de 1950, alcançando os maiores êxitos com os sambas-canções Fósforo queimado (Paulo Marques, Milton Legey e Roberto Lamego), Vida de bailarina (Américo Seixas e Chocolate), Orgulho (Valdir Rocha e Nelson Wederkind), Ave Maria no morro (Herivelto Martins) e Lábios de mel (João Vilaça Júnior e Nage), alem da canção afro-cubana Babalu (Margarita Lecuona).

Voltando a gravar na RCA Victor em fins da década de 1950, em 1963.

Angela Maria - Escuta (1955)

Ângela Maria interpreta "Escuta", canção composta por Ivon Curi, no filme "O Rei do Movimento", em 1955, dirigido por Victor Lima.

Angela Maria 1957 "Pretexto"

Angela Maria canta "Pretexto", de H da Silva e Augusto Mesquita, em trecho do filme "Rio Zona Norte" dirigido por Nelson Pereira dos Santos, em 1957, e estrelado por Grande Otelo

Angela Maria viajou para Portugal e África, cantando para soldados portugueses que então lutavam nas colônias. Um de seus grandes êxitos na segunda metade da década de 1960 foi a canção Gente humilde (Garoto, Chico Buarque e Vinícius de Moraes).

Angela Mariam fez diversas turnês pela Europa, Estados unidos, América Central e África

Em 1970, a cantora Ângela Maria recebeu o Troféu Roquete Pinto de Melhor Cantora.

Em 1975, com 25 anos de uma carreira de muitos sucessos, preferia apresentar-se em clubes do interior ou em churrascarias das grandes cidades, ambientes onde, ao contrario da televisão e das boates sofisticadas, sentia mais de perto a reação do povo.

Em 1979, com João da Baiana, participou do documentário Maxixe, a dança perdida, de Alex Viany.

 Ângela Maria - "Inspiração"

O especial de Ângela Maria dentro da série "Grandes Nomes" foi ao ar pela TV Globo em 02/05/80. O programa, que era também uma homenagem ao centésimo disco da cantora, começou com este número, "Inspiração", que Ângela gravou em 1956. "Abelim Maria da Cunha" teve direção de Daniel Filho.


Em 81 faz a sua primeira gravação ao lado de Cauby Peixoto, uma parceria que funcionou tão bem que no ano seguinte gravaram juntos o LP Ângela e Cauby proporcionando a dupla uma série de shows por todo o Brasil.


Em 1982 foi lançado o LP Odeon com Ângela Maria e Cauby Peixoto, primeiro encontro em disco dos dois intérpretes. 

Em 1992 apresentou-se com Cauby no show Canta Brasil, com grande sucesso de publico, sendo lançado em disco Ângela e Cauby ao vivo (RCA/BMG, 1992).


Em 1996, foi contratada pela gravadora Sony Music e lançou o CD Amigos, com a participação de vários artistas como Roberto Carlos, Maria Bethânia, Caetano Veloso, Chico Buarque, entre outros. O trabalho foi um sucesso, celebrado num espetáculo no Metropolitan, atual Claro Hall (Rio de Janeiro), e um especial na Rede Globo.

O disco vendeu mais de 500 mil cópias; e no ano seguinte, um tributo a Dalva de Oliveira, sua primeira inspiração Pela Saudade Que Me Invade, e em 99, depois de 20 anos volta a gravar com Agnaldo Timóteo Sempre Sucesso.


Foi uma fase muito feliz da carreira da cantora que, no ano seguinte, apresentou o álbum Pela Saudade que Me Invade, com sucessos de Dalva de Oliveira, e um ano depois gravou, com Agnaldo Timóteo, o CD Só Sucessos, também na lista dos cem álbuns nacionais mais vendidos. Após a saída da Sony, Ângela voltou a gravar em 2003, desta vez pela Lua Discos, o Disco de Ouro, com um viés eclético, abrangendo compositores que vão de Djavan a Dolores Duran.

Angela Maria 1957 "Mentindo"

Angela Maria, canta no filme "Rio Fantasia" de 1957, direção de Watson Macedo

Em 2009, Ângela Maria ganhou um coletânea para comemorar os 80 anos de vida com músicas pouco conhecidas em sua voz, como Marina e Atrás da Porta.

Você Sabia?

*Em homenagem Dalva de Oliveira, quem inspirou seus primeiros passos na música, Ângela Maria gravou em 1997 um CD totalmente dedicado a ela.





FONTE

letras.com - biografia/angela-maria

Noite da Seresta/MS 2010

MPB- net

Angela Maria