quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Giana Viscardi


Cantora, compositora, Giani Viscardi estudou no Centro Livre de Aprendizagem Musical (CLAM/SP). Participou do Coral da USP. Freqüentou o Groove, Curso Livre de Música, em São Paulo. Estudou na Berklee College of Music, em Boston. Iniciou a carreira apresentando-se no Circuito Universitário de Música, onde contracenou com Tom Zé.

Em 1999, foi morar nos Estados Unidos, onde atuou na cena musical do eixo Boston-Nova York. Em uma de suas excursões pela Europa, apresentou-se no Montreux Jazz Festival.

Lançou os CDs autorais "Tinge" (2003) e "4321" (2005).




A Música Plena de Giana Viscardi
Por Chico César

Giana Viscardi é o tipo de artista que, naturalmente privilegiado, não se acomoda com o que lhe foi dado pela natureza. Persegue a cultura e aperfeiçoa-se a si próprio. Vejamos: dona de bela e afinada voz e de extensa tessitura, ainda muito cedo foi estudar no CLAM, escola dirigida pelo histórico Zimbo Trio, onde entrou em contato com as sutilezas da bossa nova e do jazz. Depois migraria para Boston, nos Estados Unidos, a fim de estudar e viver música longe dos cuidados da família e da proteção dos amigos - que costumam amolecer o espírito de muitos artistas jovens.



Escrevi o parágrafo anterior há quatro anos, quando esta querida parceira retornava ao Brasil para lançar seu primeiro disco: “Tinge”. De lá para cá tenho acompanhado a evolução da artista em seu intenso mergulho na alma brasileira, guiada pela generosa busca de traduzir a seu modo em música a nossa subjetividade. Melodista de rara intuição e letrista criteriosa, tem-se afirmado como uma das mais importantes artistas de sua geração.

Poderia ser mais uma das ótimas cantoras de nossa época, o que não seria pouco. Mas é uma esteta, que se apóia na música para expressar seu tempo. Nosso tempo. Não se prende ao bom gosto de salão, que aprisiona muitos jovens. Arrisca-se no delicado e fino fio estendido entre a música brasileira e o jazz, como mostrou em seu segundo álbum: o elogiadíssimo em todo o mundo “4321″. Sua parceria com excelente guitarrista Michael Ruzitschka tem rendido extensas turnês internacionais, o que a liberta para vôos cada vez mais ousados em que à técnica alia inquietação e insubmissão aos restritivos cânones do mercado. Mais está por vir.

É com vivo interesse que aguardo seu terceiro disco. Como quem espera a chuva e já escuta seu ruído, já sente seu cheiro e pressente os raios. Que mais gente se molhe nessa agua e deixe a música de Giana entrar pelos poros, pelos ouvidos, pelos cabelos, pela boca e se aloje num ponto entre a cabeça e o coração. A música plena de Giana não é para ser entendida nem amada. É para ser vivida e compartilhada, pois não é de mais uma diva que se trata. Estamos na companhia de uma sacerdotisa da deusa música que vem para nos transformar e nos revelar a nós mesmos, permitam-me que revele. (Chico César)



UMA BELA VOZ NA CONTRAMÃO DOS MODISMOS
Por Carlos Calado

Giana Viscardi não tem receio de seguir pela contramão.

Hoje, quando a eletrônica parece estar presente em grande parte da produção musical, a cantora e compositora paulista lança “4321”, um álbum de canções essencialmente acústico, que destaca o violão e os arranjos de seu parceiro Michael Ruzitschka. Num momento em que o rock volta a ser incensado pela mídia como nova tendência dominante, Giana afirma sua personalidade musical com um trabalho inspirado na mais rica tradição da MPB, recheado de influências jazzísticas.

“Cresci cantando samba e bossa nova”, diz a talentosa paulistana de 30 anos, contando que seu envolvimento com a música aconteceu aos seis anos, quando começou a cultivar a idéia de ser cantora. A primeira música que aprendeu já indicava o caminho que veio a seguir: o clássico samba “Rosa Morena”, de Dorival Caymmi, não à toa gravado por ela em seu primeiro disco.



“Sei quase todas as músicas da bossa nova e tenho um repertório vasto de samba, Djavan, Cartola, Noel Rosa. Em casa, meu pai sempre ouviu Paulinho da Viola, Beth Carvalho, muito samba. Minha mãe gostava mais de jazz e ouvia Chet Baker, Billie Holiday, Ella Fitzgerald. Já o meu tio ouvia muita bossa nova, João Gilberto, Caetano Veloso e Gilberto Gil”, ela recorda, desfiando suas primeiras influências musicais.



Giana também foi uma compositora precoce. “Com 11 anos eu já fazia musiquinhas, me acompanhando ao violão”, conta, lembrando que adotou o hábito de escrever na adolescência. Hoje, ela possui uma coleção de cadernos com centenas de poemas e esboços de letras de canções, inspiradas por poetas e letristas como Fernando Pessoa, Carlos Drummond de Andrade, Vinícius de Moraes e Chico Buarque, entre outros.

Foi a partir desses primeiros escritos que nasceram as composições que ela exibiu em “Tinge”, seu álbum de estréia, gravado em 2001. Também foi a esses cadernos que Giana recorreu para criar várias das canções do CD “4321”, oito delas em parceria com Michael Ruzitschka.

Antes de decidir se dedicar integralmente à música, Giana freqüentou o curso de arquitetura da Universidade de São Paulo, entre 1995 e 1997. Ali, misturando poemas com artes plásticas, ela começou a desenvolver uma espécie de poesia concreta que marca até hoje seu estilo de composição. Essencial também para sua bagagem de intérprete de música brasileira foi o período em que atuou como vocalista da banda Rebento, com a qual mergulhou na melhor tradição nordestina do forró, do xote e do baião. Finalmente, a decisão pela carreira musical acabou por levá-la aos EUA, em 1999, para cursar a prestigiosa Berklee College of Music, em Boston.

“Fui aprofundar meus estudos de jazz e acabei encontrando meu próprio estilo”, diz Giana, que ali formou uma banda de jazz brasileiro, estimulada pelos professores da escola. “Eles já ouviram demais essa coisa de Tom Jobim com Stan Getz e têm curiosidade por outro tipo de música brasileira. Então cantei muito Milton Nascimento, Djavan, João Donato, Tom Zé, Chico Buarque, Toninho Horta, um repertório com abertura para o jazz, também ao lado de músicos não-brasileiros.

Essa foi uma grande escola para mim. Assim fui me arriscando mais nas improvisações e descobrindo o meu próprio som”.

Além de dividir palcos com nomes de expressão na cena do jazz norte-americano, como Jerry Bergonzi, George Garzone e Bill Pierce, Giana também participou do badalado Montreux Jazz Festival, na Suíça, em 2001. Desde então já fez seis turnês pela Europa, apresentando-se em respeitados palcos de Munique, Viena e Zurique, entre outras cidades. “É essa dinâmica que a vida está nos apresentando hoje: tocamos e trabalhamos mais no exterior e compomos no Brasil”, observa Giana, referindo-se à parceria musical que ela e Michael Ruzitschka iniciaram em 2001, nos EUA. Depois de contribuir com os arranjos e boa parte da produção do álbum “Tinge”, o violonista austríaco mudou-se com Giana para São Paulo, em 2003, época em que os dois passaram a compor com mais intensidade.

“Aprender a língua portuguesa foi essencial para mim”, diz Michael, que se apaixonou pelo violão brasileiro de Baden Powell e João Gilberto ainda na adolescência. “As letras das canções são muito importantes.

Para se sentir mesmo a música brasileira, você precisa entender o que as canções falam, precisa assimilar a cultura do país. Eu gosto do som autêntico do violão brasileiro, esse violão maravilhoso que tem grandes músicos. É mais do que só tocar, é entender o que as pessoas sentem e pensam”, comenta o austríaco de 30 anos, que cursou um conservatório erudito antes de se envolver com o violão e os ritmos brasileiros.

“Estudei oboé e até cheguei a tocar em orquestra, mas peguei a febre verde-amarela da música brasileira”, ele brinca.

Apoiados em um sério estudo da linguagem do jazz, que ambos sabem utilizar com critério e inventividade em suas performances e gravações, Giana e Michael mostram em “4 3 2 1” que não precisam apelar a clichês da eletrônica ou do rock para fazerem uma música brasileira que soa fresca e atual. Na contramão dos modismos atuais, eles estão criando e interpretando uma MPB contemporânea, da melhor qualidade. Agora só falta que mais brasileiros comecem a apreciá-la, como já fazem os europeus e os norte-americanos.


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Veronica Ferriani


Em agosto de 2010 a cantora Verônica Ferriani cantou 100 Anos de Adoniran e Noel, na Praça central do Shopping Santa Úrsula. Paulista de Ribeirão Preto, Verônica tem seis anos de carreira. Estreou em 2004, como vocalista da banda do compositor e instrumentista Chico Saraiva.

Vivendo há 13 anos em São Paulo, Veronica formou-se em arquitetura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, mas o que surgiu inicialmente como um hobby, a música, acabou se tornando sua prioridade.

Nas palavras de Ivan Lins: “Verônica Ferriani é uma das mais bonitas vozes da nova geração de cantoras brasileiras, dotada de uma belíssima e emocional presença de palco”. Nélson Motta declarou: “Verônica Ferriani é uma das melhores revelações dos últimos tempos, aliando técnica e personalidade, um fraseado fluente e sempre de bom gosto, além de ótimas escolhas de projetos e repertórios” (Sintonia Fina, 2010).



Nascida em Ribeirão Preto/SP, aos 8 anos de idade Verônica ganhou seu primeiro violão, cultivando desde então o amor pela música. Aos 17 anos, mudou-se para São Paulo para estudar Arquitetura e Urbanismo na conceituada FAU-USP. Ao final da faculdade, porém, tendo voltado a estudar música, redescobriu sua real e intensa vontade de cantar.

Verônica subiu ao palco pela primeira vez a convite do violonista e compositor Chico Saraiva, vencedor do Prêmio Visa 2003. Com ele se apresentou por dois anos pelo Brasil. Paralelamente, dava seus primeiros passos em rodas de samba em São Paulo e no Rio de Janeiro.


Em temporada de 6 meses no Traço de União (SP, 2004), abriu shows de artistas da Velha Guarda como Monarco, Nélson Sargento, Riachão, Tia Surica, Tia Doca, Noca da Portela, Seu Jair do Cavaco, Walter Alfaiate, Wilson Moreira, Moacyr Luz, Luiz Carlos da Vila, Wilson das Neves e Billy Blanco, assistindo de perto e passando a integrar, junto à nova geração, o movimento de valorização e renovação do samba ocorrido na última década. Naquele ano, a casa de shows ganhou da Revista Veja o prêmio de melhor casa de música ao vivo de SP.


Entre 2005 e 2008, conquistou admiradores em longas temporadas no Ó do Borogodó (Vila Madalena – SP), com Áurea Martins no Carioca da Gema (Lapa – RJ) e com a Gafieira São Paulo no Tom Jazz (SP), o que a levou a ser convidada, ainda antes do lançamento de seu primeiro álbum, a participar do programa “Som Brasil – Ivan Lins” (TV Globo, 2007) e a se apresentar no Palco das Meninas, da Virada Cultural, em show considerado um dos 4 melhores e mais divertidos shows de toda a Virada pelo crítico Lauro Lisboa – matéria em O Estado de SP.

Em 2009, Verônica Ferriani lançou seu primeiro disco – “Verônica Ferriani” – , com produção musical de BiD e distribuição da Tratore. Fruto de cuidadosa pesquisa, o CD apresenta um repertório surpreendente.


Além de lindas canções inéditas, como o frevo “Na volta da ladeira” – com arranjo de metais e participação do Maestro Spok – e o bolero-canção “Bem feito”, ressurgem, em versões frescas e contemporâneas, pérolas escondidas de compositores consagrados, como “Perder e ganhar”, de Paulinho da Viola, a provocadora “Com mais de trinta”, de Marcos Valle, a suave “Ahiê”, de João Donato e “Um sorriso nos lábios”, um Gonzaguinha característico muito pouco conhecido, que abre o disco.

O CD traz ainda “If you want to be a lover”, parceria de Luiz Henrique com o americano Oscar Brown Jr, gravada originalmente por Luiz e Liza Minelli.

Apaixonada por percussão e pela música brasileira, Verônica incorpora também elementos da música latina e africana em seu trabalho, trazendo um primeiro disco contagiante – “um dos melhores lançamentos de 2009″, segundo o crítico Toninho Spessoto.



Ainda em 2009, Verônica e Chico Saraiva foram contemplados pelo Projeto Pixinguinha (Funarte – MinC), gravando juntos o álbum “Sobre Palavras”, projeto a seis mãos exclusivamente com músicas inéditas de Chico e Mauro Aguiar.

Em um país de lindas vozes femininas, Verônica Ferriani se destaca. Com forte presença de palco e muita graciosidade, ela mostra ao vivo em seus shows por que tem sido convidada a dividir o palco com artistas consagrados como Beth Carvalho, Ivan Lins, Spokfrevo Orquestra, Toquinho, Mart’nália, Francis Hime, Marcelo D2, Jair Rodrigues, Tom Zé, Moska e Martinho da Vila.



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Greice Ive


Surpreendente as interpretações de Greice Ive!! Gostei de tudo que li e ouvi. Greice não é cantora de um único ritmo, estilo, hit... Versátil ela ultrapassa com segurança o lugar comum entre "cantar uma música" e "dar vida a música", cativando desde os primeiros acordes.

Até Você Passar
Composição: Greice Ive/Dudu Falcão/Marco Brito


O que a gente vai fazer com essa paixão
Distraído coração
Eu fiz festa pra esse amor a noite inteira
E amanhece a ilusão.

Nada, sombra e silêncio
Hoje eu vou ficar aqui até você passar.

O que a gente vai fazer com essa paixão
Distraída solidão
Que passeia em frente a minha lua cheia
Sem deixar sombras no chão.

Nada, sombra e silêncio
Eu não vou sair daqui até você passar.

(Refrão)
Nenhum sinal, nenhum recado
Hoje é melhor deixar o amor fora do ar
Tudo acontece, eu sei
Tudo se entende
E de repente tudo volta pro lugar.

A música popular brasileira tem sido pródiga em sempre revelar novas e belas vozes femininas. Algumas foram descobertas pelo grande público recentemente, embora suas donas venham tentando projetá-las há bem mais tempo. É o caso da brasiliense Greice Ive, intérprete de belo timbre que chegou aos ouvintes graças à trilha sonora de Passione, a novela de Silvio de Abreu exibida pela TV Globo na faixa das 21h.

O rosto de Greice Ive ainda é pouco conhecido do grande público, mas a voz tem sido bastante ouvida nos últimos meses na trilha das novelas Malhação e Passione, nas quais se faz presente com as canções "Seu olhar" e "Até você passar", respectivamente.



É de Greice a voz que se ouve em Até você passar, canção que ela compôs em parceria com Dudu Falcão e Marco Brito, tema de Fátima, a adolescente romântica vivida pela jovem atriz Bianca Bin. A música caiu no gosto dos telespectadores e tem 250 mil page visualizações no YouTube e dezenas de clipes postados na internet. Bianca diz que ouvi-la a ajudou a compor a personagem.

Uma outra música interpretada por Greice foi parar em trilha sonora. Seu olhar, do compositor e cantor candango Paulo D’Jorge, pode ser apreciada na nova fase de Malhação. “Ninguém pode negar a importância das trilhas de novelas, que surgem como uma poderosa mídia. Quem consegue chegar a ela, com certeza, tem sua voz e seu trabalho ampliados”, comemora a cantora.

Greice, porém, não esconde a surpresa por ter emplacado essas duas canções em trilhas de novelas globais. “Soube que a produção da Globo tomou conhecimento das músicas por meio de um CD demo que extraí da gravação de um DVD feita no Teatro Rival (no Rio), depois distribuído entre amigos e profissionais do meio. Ao decidir pela inclusão delas nas trilhas de Passione e Malhação, entraram em contato com a C2 Produções, empresa que cuida dos meus interesses, solicitando a liberação”, conta.



INÍCIO DA CARREIRA

O início musical da brasiliense Greice Ive deu-se com uma brincadeira de criança, aos cinco anos de idade. Seu pai, também músico, percebeu que a menina nascera com o dom que poderia torná-la uma das maiores revelações da Nova Música Popular. Na época, a pequena Greice acompanhava, fascinada, suas apresentações, fazendo participações especiais.

Aos 13, a jovem cantora tornou-se atração musical em estabelecimentos na noite de Brasília, levando em seu repertório os maiores expoentes da nossa música. Este foi um momento especial em sua carreira, onde a artista amadureceu naquela confluência de talentos e estilos, que foram, aos poucos, delineando a personalidade musical que hoje a vem evidenciando no vasto universo da música brasileira.

Por volta dos 16 anos, foi convidada a participar como vocalista de uma das mais conceituadas bandas de baile do Centro-Oeste. Aceitou o desafio, expandindo seu repertório para além das fronteiras geográficas. Tal experiência foi um exercício de versatilidade, permitindo à artista adaptar-se aos mais variados estilos musicais.

Foi ouvindo o que havia de melhor na música que Greice absorveu influências diversas, de grandes mestres nacionais e estrangeiros. Dois deles se tornariam seus admiradores e impulsionadores, Ivan Lins e Márcio Montarroyos. Montarroyos, que a conheceu quando dava uma “canja” num bar no Rio de Janeiro, tornou-se declaradamente seu fã, definindo-a publicamente como “Greice Ive, voz de cristal, a mais bela do Brasil”. Curiosamente, a última gravação feita pelo músico foi justamente no disco de Greice, que dedica a ele o trabalho, numa homenagem póstuma.

E foi na Cidade Maravilhosa, que Greice Ive recebeu o convite da Indie Records para gravar “Ao som de Greice Ive”, com produção de Marco Brito, tecladista que acompanha Ivan Lins há 13 anos, e que reúne um time da melhor qualidade. Entre os quais, Léo Amoedo, Armando Marçal, Cláudio Infante, André Vasconcellos.

Nele, há uma miscelânea que bem apresenta a cantora. Além da inédita “Seu Olhar”, de Paulo Djorge, o repertório apresenta releituras de canções como “Apenas Mais Uma de Amor” (Lulu Santos), “Eu Queria Ter Uma Bomba” (Cazuza), “Desculpe o Auê” (Rita Lee) “Somos Quem Podemos Ser” (Humberto Gessinger). Grandes composições interpretadas por essa bela voz tornam esse trabalho um daqueles cd’s que você canta do começo ao fim.



A cantora que iniciou a carreira na adolescência, apresentando-se em bares da cidade, não chegou a ser muito conhecida pelo brasiliense. Em 2002, ao assistir a um show de Ivan Lins no Clube Naval, foi apresentada ao tecladista Marco Brito. Logo começaram a namorar. “Naquele ano mesmo, fui para o Rio de Janeiro morar com o Marco. Fiz alguns contatos e passei a dar canjas em bares da Barra da Tijuca”, lembra.



Numa dessas vezes, Greice teve na plateia o multi-instrumentista Márcio Montarroyos, que, entusiasmado com o que ouviu, a convidou para participar do show que faria no Cais do Oriente, no Centro do Rio, e passou a falar dela para outros músicos. “Certa vez, o Marco estava tocando no Espírito das Artes, na Cobal do Humaitá, e fui vista pelo Leonardo Amuedo, da banda do Ivan Lins, que soube de mim pelo Léo. Aí fiz chegar ao Ivan uma demo com Seu olhar, e ele gostou bastante”, revela.

Quem também tomou conhecimento de Greice por meio da demo foi o jornalista e produtor Nelson Motta. “Assim que o CD chegou às mãos dele, Nelson comentou que ficara impressionado, principalmente com Todo embaçado e só (Ricardo Ribeiro, Alessandro Lustosa e Ana Flávia Garcia). Tanto que a tocou no Sintonia fina, programa que apresenta na rádio MPB FM, aqui no Rio (em Brasília é retransmitido pela Verde-oliva FM).”



CD de estreia

O primeiro disco da brasiliense, Ao som de Greice Ive, saiu pela Indie Records há dois anos. “Fui indicada pelo Ivan (Lins) à gravadora, pela qual gravei um CD de releituras.” Entre as 12 faixas estão Refazenda (Gilberto Gil), Outono (Djavan), Desculpe o auê (Rita Lee), Quase um segundo e Saber amar (Herbert Vianna).

Num show que fez no Teatro Rival, em 2009, ela foi assistida por Ricardo Leão e Yuri Cunha, produtores do Som Brasil, da TV Globo, que depois a convidaram para participar do especial sobre Os Paralamas do Sucesso. “Cantei três músicas, Meu erro, Uma brasileira e Quase um segundo. A repercussão foi bem legal, pois me fez mais conhecida”, comenta.



No momento, Greice está finalizando o segundo CD, no qual a metade das músicas é de sua autoria. Há parcerias com Dudu Falcão, Jorge Vercillo e Ivan Lins, e releituras como as de É o que interessa (Lenine e Dudu Falcão) e Descobridor dos sete mares (Michel e Gilson Mendonça), sucesso de Tim Maia.

No circuito das casas noturnas do Rio de Janeiro, a cantora, que iniciou a carreira como vocalista de bandas de baile aqui na cidade, tem vários admiradores, inclusive artistas consagrados como Ivan Lins e Jorge Vercillo. Outro fã é o letrista, escritor e produtor Nelson Motta.

Em julho, depois de longa ausência dos palcos brasilienses, Greice apresentou durante evento ligado à biodiversidade, no Jardim Botânico. Hoje, de volta à capital, ela faz show no Feitiço Mineiro, acompanhado por Marco Brito (teclado) e Jordão Wesley (percussão). Aproveita para mostrar músicas do Sem moldura, o segundo CD, com lançamento previsto para março de 2011.

Com esse show, Greice cumpriu temporada recentemente no Rio Rock Blues, na Lapa. “Estou emocionada em trazer meu trabalho a Brasília, agora que é veiculado pela mídia. No roteiro, estão quase todas as músicas do Sem moldura e algumas do Ao som de Greice Ive, disco de estreia, lançado há dois anos pela Indie Records. Entre as músicas estão Refazenda (Gilberto Gil). “Tem também algumas releituras de canções que não fazem parte de nenhum dos CDs, como Divino maravilhoso (Caetano Veloso) e Feira de mangaio (Sivuca e Glorinha Gadelha)”, anuncia.

Greice explica que a escolha de "Sem moldura" para título do novo álbum tem a ver com o conceito do trabalho, que desenvolve desde o começo do ano passado. A liberdade para fazer misturas é uma das marcas do álbum. “Há canções em que a sonoridade acústica funde-se com a elétrica, de forma natural. Há baladas românticas lado a lado com músicas mais ritmadas.”


Autora de algumas das canções do CD, a cantora tem parceiros em algumas faixas. Com Ivan Lins e Jorge Vercilo, fez Nas margens. “Havia composto as partes A e B e deixei de lado por um tempo. Aí o Ivan ouviu, gostou e complementou, criando a parte C. Em seguida, o Jorge escreveu a letra”, conta. “Já com Marquinho (Brito) e Isabella Taviani, compus Conecte-me to play”, acrescenta. Outras faixa do disco são Telepatia (Flávio Venturini e Jorge Vercillo) e É o que me interessa (Lenine e Dudu Falcão).

Seu olhar (do brasiliense Paulo D’Jorge), da trilha de Malhação, e Até você passar (Marco Brito, Greice Ive e Dudu Falcão), tema de Fátima (personagem vivido pela jovem atriz Bianca Bin), em Passione, são os destaques do Sem moldura. “Essas duas canções têm me dado muita satisfação. Com elas, cheguei ao público de todo o país. As pessoas ainda não me conhecem, mas têm me ouvido. A resposta vem por meio de milhares de page views e dezenas de clipes postados por fãs na internet”, comemora.



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Sebo do Vinil


Sorocaba ganha um sebo do vinil para a compra, venda e troca dos antigos (e de novo na moda) LPs


Quando Antonio Vilmar Walter, proprietário da Transasom, decidiu mudar a loja da rua Miranda Azevedo para a rua da Penha, no Centro, em 1998, ele recolheu os bolachões das prateleiras. Era então, o auge do CD.

Mas com isso, acabou perdendo uns clientes que só estão retornando agora. “Depois que voltei a comercializar o vinil”, diz Vilmar.

São cerca de 6 mil LPs (Long-plays) que ele e os funcionários estão organizando desde novembro para deixar disponível aos adeptos dos discos com seus grandes encartes.

“Funciona como um sebo. Compra, vende e troca”, diz.

Vilmar ouve mais vinil a CD. Ultimamente, tem ouvido uma galera bem selecionada da MPB como Ednardo, Elomar, Lenine e Paulinho Moska.

Para ele, álbuns de artistas novos como Pitty não tem público consumidor. “Porque é formado por uma geração que ouvem música em MP3”, explica.

Entre os cerca 6 mil bolachões ele retira um álbum da gravadora Odeon “Brasília Ritmos”, com Valdir Azevedo e Sivuca tocando juntos. E mostra outras raridades como Chuck Berry, original de 1973; “Rarites”
(1980), álbum triplo dos Beatles; “As classificadas e vencedoras da 1ª Bienal do Samba” (1968) e trilhas sonoras de novelas como “Rosa dos Ventos” (1973), da extinta Rede Tupi de Televisão.

Polysom
No Brasil, a única gravadora de vinil é a Polysom, que fica no Rio de Janeiro e foi comprada pela gravadora Deck. Este ano o lançamento da Polysom do selo “Classicos em vinil” será o “Afrocibederlia”, do Chico Science e Nação Zumbi;

Preços
Como os LPs ainda estão sendo organizados na Transasom, o cliente pode escolher o álbum e passar no dia seguinte para conferir o preço.

FONTE
Rede Bom Dia - Fernanda Ikedo

Sivuca


Severino Oliveira, mais conhecido como Sivuca, (Itabaiana, 26 de maio de 1930 — João Pessoa, 14 de dezembro de 2006) foi um dos maiores artistas do século XX, responsável por revelar a amplitude e a diversidade da sanfona nordestina no cenário mundial da música. Exímio executante da sanfona, multi-instrumentista, maestro, arranjador, compositor, orquestrador e cantor.

Sivuca contribuiu significativamente para o enriquecimento da música brasileira, ao revelar a universalidade da música nordestina e a nordestinidade da música universal. É reconhecido mundialmente por seu trabalho. Suas composições e trabalhos incluem, dentre outros ritmos, choros, frevos, forrós, baião, música clássica, blues, jazz, entre muitos outros.



Ganhou a sanfona de presente do pai em 13 de junho de 1939, num dia de Santo Antônio, aos nove anos. A partir daí, a inseparável companheira o levaria para mundos desconhecidos.

Aos quinze anos, ingressou na Rádio Clube de Pernambuco, no Recife, e adotou nome artistico.



Em 1948, fez parte do cast da Rádio Jornal do Commercio.

Aos 18 tornou-se aluno do maestro Guerra-Peixe, com quem aprendeu arranjo e composição.



Em 1951, gravou o primeiro disco em 78 rotações, pela Continental, com "Carioquinha do Flamengo"
(Waldir Azevedo, Bonfiglio de Oliveira) e "Tico-Tico no Fubá" (Zequinha de Abreu). Nesse mesmo ano, lançou o primeiro sucesso nacional, em parceira com Humberto Teixeira, , "Adeus, Maria Fulô" (que foi regravado numa versão psicodélica pelos Mutantes, em 1968).



Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1955, sendo contratado pela Rádio e TV Tupi.

Gravou mais três LPs e fez algum sucesso, até que em 1958 foi pela primeira vez para a Europa com o grupo Os Brasileiros, de que era o acordeonista. Acabou radicando-se em Lisboa, e em seguida em Paris, onde gravou discos e fez diversas apresentações. Foi considerado o melhor instrumentista de 1962 pela imprensa parisiense. Gravou o disco "Samba Nouvelle Vague" (Barclay), com vários sucessos de bossa-nova.

PaEm 1964 mudou-se para Nova York, e lá viveu por 12 anos. Trabalhou com Miriam Makeba, cantora sul-africana também conhecida como "Mama África" e grande ativista pelos direitos humanos e contra o apartheid na sua terra natal, para quem fez o célebre arranjo do mega sucesso "Pata Pata", e com ela excursionou pela Ásia, África, Europa e Américas, até 1969.

Nos Estados Unidos trabalhou com outros artistas brasileiros, como Hermeto Pascoal, Airto Moreira e Gloria Gadelha, com quem se casou e compôs "Feira de Mangaio", considerado um dos clássicos do forró.



Outras parceria bem-sucedidas são "João e Maria" (com Chico Buarque), "No Tempo dos Quintais" (com Paulo Tapajós), "Energia" (com Glória Gadelha) e "Cabelo de Milho" (com Paulo Tapajós).

Na década de 70 tornou-se popular nos países escandinavos, gravando discos ao vivo e fazendo muitos shows.

Sivuca compôs trilhas para os filmes "Os Trapalhões na Serra Pelada" (1982) e "Os Vagabundos Trapalhões" (1982).

Um dos discos mais emblemáticos da carreira do artista é o "Sivuca Sinfônico" (Biscoito Fino, 2006), em que ele toca ao lado da Orquestra Sinfônica do Recife sete arranjos orquestrais de sua autoria, um registro inédito, único e completo de sua obra erudita. A Orquestra Sinfônica do Recife (OSR) fundada em 1930 pelo maestro Vicente Fittipaldi, por Walter Cox e pelo compositor Ernani Braga, é considerada a orquestra mais antiga do genêro no Brasil em atividade ininterrupta.

As composições sinfônicas de Sivuca são absolutamente singulares na música erudita brasileira, porque o artista inseriu a sanfona como o instrumento principal de sua obra.

Em 2006 o músico lançou o DVD “Sivuca – O Poeta do Som”, que contou com a participação de 160 músicos convidados. Foram gravadas 13 faixas, além de duas reproduzidas em parceria com a Orquestra Sinfônica da Paraíba.

Faleceu em 14 de dezembro de 2006, depois de dois dias internado para tratamento de um câncer, que já o acometia desde 2004. Sivuca deixa uma filha, Flávia, que atualmente está levantando o acervo do pai, e mais três netos, Lirah, Lívia e Pedro.



CURIOSIDADE

A banda pernambucana Seu Chico, especializada em versões para músicas de Chico Buarque, publicou na internet uma das músicas de seu primeiro DVD, gravado ao vivo no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro, lançado em jan./2011. A canção divulgada é "João e Maria", uma composição do sanfoneiro Sivuca com letra de Chico Buarque.






FONTE

letras.com.br
Wikipédia

Hugo e Tiago


A dupla Hugo e Tiago comemora 6 anos de carreira e promete “tudo novo” para 2011. Além da gravação do DVD, a dupla vai estrear novo site e Hugo vai mostrar seu lado ator no filme Sonhos de um Sonhador, que contará a vida de Frank Aguiar. “Eu participo do filme do Frank Aguiar interpreto um dos músicos da primeira banda dele!, diz.



Agora que eu te achei
Que eu me apaixonei
Você diz que não
pro meu coração
Huumm

Pra onde você vai?
Como é que você sai
sem explicação?
Se era tão bom
Me diz a razão

Mas quando você ler
as cartas que eu te escrevi
Você vai descobrir
que é cedo pra partir
E mesmo que você demore
um tempo pra voltar
Quando você chegar
eu ainda vou te amar

Te quero tanto bem
Porque você não vem
Viver esse amor
Se era tão bom
Se sempre foi bom
Era tão bom
Pra que deixar tudo acabar
Se era tão bom

Vou ficar pedindo ao tempo
que ele volte atrás
Pra sentir de novo a paz
O bem que só você me faz

Esse amor que eu sinto
agora nunca vai ter fim
E vai ser sempre assim
Até você voltar pra mim

Não quero te esquecer
Tô louco pra te ver
Me diz pra que solidão
Se era tudo tão bom
Tudo tão bom

Pra onde você vai?
Como é que você sai
e diz adeus?
Se era tão bom
E sempre foi bom
Era tão bom
Pra que deixar tudo acabar
Se era tão bom

Era tão bom
Eu não vou deixar tudo acabar
Se era tão bom

Hugo e Tiago é uma dupla sertaneja brasileira formada no programa Fama da Rede Globo. Entre suas musicas de maior sucesso, estão: "Apaixonado" (versão para "Imbranato", do italiano Tiziano Ferro); "Oito Segundos", tema da novela "América"; "Fora de Área" (versão para "Lo Hare Por Ti", da mexicana Paulina Rubio) e "Tão Bom" (versão de "Home", do canadense Michael Bublé). Os novos singles "Misteriosa" e "Virou Rotina" destacam bem a nova face musical da dupla, com canções completas e bem harmonizadas.



Hugo Rosa dos Santos Alves

Nasceu em Goiânia no dia 12 de maio de 1982. Ainda jovem foi morar em Goianésia junto a seu pai, mãe e irmãos. Seu pai, Hélio Alves, adquiriu nesta época um mercadinho, onde todos da família trabalhavam e somavam ali boas experiências.

Nos anos de Juventude, Hugo viveu em uma fazenda na cidade de Campinaçu, onde ali ajudava nos serviços da roça. Foi neste período que o cantor descobriu seu talento para a música.

Costumeiramente Hugo Alves ia até a cidade junto de seus irmãos, ora a pé, ora de carona, para estudar, pois já sabia que o estudo era de grande valia para sua carreira artistica.

Em 2001, Hugo voltou a cidade de Goiânia, morando junto com sua avó, para terminar seus estudos e também para procurar um emprego. A partir deste período, Hugo teve muitas experiências na carreira, formando várias duplas. Sua dupla de maior destaque chamava-se Hugo Reis e Juliano. Esta dupla participava de programas locais de rádio e tinha músicas na programação de várias rádios de Goias.

Após a insistência de sua tia Eleuza, Hugo finalmente decidiu se inscrever no programa FAMA e ali teve enfim sua oportunidade para mostrar seu dom de cantar a todo o país. Foi ali também que Hugo conheceu a Tiago, atual parceiro e grande amigo.

Tiago
Tiago Hércules da Silva nasceu na cidade de Fartura/SP no dia 24 de Janeiro de 1984. Desde pequeno Tiago já mostrava seu talento para a música, tanto que aos 8 anos de idade já se apresentava em celebrações na igreja, festas de escola e até em festivais na cidade de Fartura e cidades da região.

Tiago vencia a quase todos festivais que participava, tendo sempre como parceiros seus irmãos Django e Franco Neto, que se revezavam na formação de dupla com Tiago.

Aos 13 anos, Tiago começava a se apresentar em bares, junto ao grupo "Jr. e Cia", buscando sempre seu sonho de carreira artistica. E justamente atrás deste sonho é que Tiago viajava por todo o Estado de São Paulo, participando de concursos e eventos.

Porém, aos 17 anos Tiago teve uma mudança em sua vida. Após um derrame que seu pai sofrerá, Tiago assumiu o bar de sua família, mas sem desistir da carreira musical. Mesmo se dedicando ao bar, Tiago continuava cantando, participando do grupo "Latitude 7", além de cantar com seu amigo Vito Cola e ainda participar de uma dupla com seu irmão: Franco e Tiago. Mesmo com toda dedicação, Tiago ainda não tirava todo seu sustento da arte. Além de trabalhar no bar, vendia porcos e revendia cervejas.

Com a oportunidade do programa FAMA, Tiago nao pensou duas vezes e se inscreveu na atração, sendo um dos selecionados e finalmente mostrando todo seu talento para o Brasil, formando mais tarde uma dupla com Hugo, também participante.

A Dupla

Após a formação da dupla em 2004, Hugo e Tiago lançaram seu primeiro cd, intitulado " Hugo e Tiago", com faixas conhecidas pelo público.

Destacou-se nesta fase da carreira a música: Apaixonado, versão da música mundialmente conhecida "Imbranato" de Tiziano Ferro, além de " Oito segundos", presente na novela "América" da rede Globo.



Em 2006 chega o primeiro cd de músicas exclusivas da dupla, intitulado "Os corações não são iguais". Nesta gravação, a dupla pode finalmente mostrar todo seu talento e criatividade. As músicas sempre apaixonantes comprovam a grande afinidade de Hugo e Tiago e já anunciavam a qualidade e competência desta dupla.

Em 2007, com o cd "Inesquecivel", a dupla conquista seu espaço. As músicas "Vira-Lata", "Inesquecivel" e "Pirataria" tornam-se sucesso nas rádios pelo país. É também um momento de consagração para Tiago, que escreveu muitas das letras do álbum.



Com agenda sempre agitada, programas de televisao e radio, alem dos compromissos como artistas, a dupla se projetou para todo o Brasil, conquistando muitas fãs e recebendo carinho em todos os lugares em que passaram.

Em 2008 a dupla lançou o single "Misteriosa", música composta por Tiago e responsável por mostrar uma nova roupagem do som da dupla, mais refinada e sempre com letras cativantes. Após o sucesso de "Misteriosa", Hugo e Tiago lançaram o single "Virou Rotina", que só veio a confirmar todo o carinho do pais pela dupla.

Ainda no ano de 2009 a dupla não para. Com a nova música "O amor de antes" com participação especial da dupla Zezé Di Camargo e Luciano, Hugo e Tiago tocam em todas as rádios. E para uma atenção especial as fãs, a dupla conta com Twitter, Orkut e Videolog, todos podendo ser acessados através do site da dupla. Há também o novo cd, que será lançado em Setembro.



CURIOSIDADES

O canal sertanejo das aeronaves da TAM, durante os meses de janeiro e fevereiro, traz como destaque um programa especial com a dupla Hugo & Tiago.

Além de informações sobre a carreira, o especial apresenta os grandes sucessos da dupla, inclusive a atual música de trabalho “Insanidade”, produzida pelo maestro Pinocchio, que já é sucesso nas principais rádios do país.

Antes de Hugo & Tiago, no ano de 2010, a TAM exibiu um especial de Guilherme & Santiago.

A dupla já possui 6 anos de carreira e conta com 5 CDs gravados, além de alguns singles em sua discografia.

FONTE
PorteiraBrasil

Wikipédia

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Paralamas do Sucesso


Comemorando 30 anos de carreira, o grupo Paralamas do Sucesso lança, neste ano, o CD e DVD do show da turnê do último álbum de estúdio da banda, Brasil afora, de 2009. O trabalho, que deve chegar às lojas em março – mês em que o conjunto faz aniversário –, traz uma apresentação da banda de Herbert Vianna (vocal e guitarra), Bi Ribeiro (baixo) e João Barone (bateria) realizada em dezembro do ano passado, no Espaço Tom Jobim, no Rio de Janeiro.

Além de hits dos anos 1980 como Romance ideal, A novidade, Alagados, Vital e sua moto, Óculos e Meu erro, o DVD traz duas participações especiais: da roqueira Pitty, em uma releitura de Tendo a lua, e do músico Zé Ramalho em Mormaço, que integra o CD Brasil afora.



Todo dia o sol da manhã
Vem e lhes desafia
Traz do sonho pro mundo
Quem já não o queria
Palafitas, trapiches, farrapos
Filhos da mesma agonia
E a cidade que tem braços abertos
Num cartão postal
Com os punhos fechados na vida real
Lhe nega oportunidades
Mostra a face dura do mal

Alagados, Trenchtown,
Favela da Maré
A esperança não vem do mar
Nem das antenas de TV
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em quê
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em quê

Todo dia o sol da manhã
Vem e lhes desafia
Traz do sonho pro mundo
Quem já não o queria
Palafitas, trapiches, farrapos
Filhos da mesma agonia
E a cidade que tem braços abertos
Num cartão postal
Com os punhos fechados na vida real
Lhe nega oportunidades
Mostra a face dura do mal

Alagados, Trenchtown,
Favela da Maré
A esperança não vem do mar
Nem das antenas de TV
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em quê
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em quê

Os Paralamas do Sucesso (também conhecida somente por Paralamas) é uma banda de rock brasileiro, formada no Rio de Janeiro no final dos anos 70. Seus integrantes desde 1982 são Herbert Vianna (guitarra e vocal), Bi Ribeiro (baixo) e João Barone (bateria).

No início a banda misturava rock com reggae, posteriormente passaram a agregar instrumentos de sopro e ritmos latinos. Juntamente com os Titãs, Barão Vermelho, e Legião Urbana foram a banda de maior popularidade e prestígio no Brasil nos anos 80.

Apesar dos Paralamas serem considerados parte da "Turma de Brasília", por terem vivido e criado amizade com as bandas locais, é uma banda formada no Rio. Herbert e Bi se conheceram crianças em Brasília, por serem vizinhos (o pai de Herbert era militar, e o de Bi, diplomata).

Em 1977, Herbert foi para o Rio fazer o colégio militar, e reencontrou Bi, que foi fazer o 3º ano. Os dois resolveram formar uma banda, Herbert com sua guitarra Gibson e Bi um baixo comprado em uma viagem à Inglaterra. Os dois depois se juntaria o baterista Vital. O grupo se separou em 1979 para fazerem o vestibular, e em 1981 se reuniram.

O grupo ensaiava em um sítio em Mendes, interior fluminense, e na casa da avó de Bi, em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro. Esses ensaios lhe renderam a música "Vovó Ondina é Gente Fina".

O repertório não era sério (com canções como "Pinguins já não os vejo pois não está na estação", "Mandingas de Amor" e "Reis do 49"), e tentaram criar um nome no mesmo estilo, a primeira sugestão sendo "As Cadeirinhas da Vovó".

O nome "Paralamas do Sucesso" foi invenção de Bi, e adotado porque todos acharam engraçado. Inicialmente o grupo tinha dois cantores (Herbert só tocava), Ronel e Naldo, que saíram em 1982.

Em 1982, Vital faltou a uma apresentação na Universidade Rural do Rio e foi substituído por João Barone, que assumiu de vez o lugar na banda.

Escreveram, tendo como "protagonista" seu ex-baterista, "Vital e sua Moto", e mandaram uma fita com essa e mais 3 músicas para Rádio Fluminense. "Vital" foi muito tocada durante o verão de 83, e os Paralamas tiveram a primeira grande apresentação, ao abrir para Lulu Santos no Circo Voador.

Também assinariam contrato com a EMI, gravando o álbum Cinema Mudo (definido por Herbert como "manipulado pelo pessoal da gravadora"), e um sucesso moderado.

Em 1984, lançaram o álbum O Passo do Lui, que teve enorme sequência de sucessos ("Óculos", "Me Liga", "Meu Erro", "Romance Ideal", "Ska") e aclamação crítica, levando o grupo a tocar no Rock in Rio, no qual o show dos Paralamas foi considerado um dos melhores.

Depois de grande turnê, lançaram Selvagem? em 1986, considerado o álbum mais crítico e politizado de toda a carreira da banda, devido a canções como "Alagados", "A Novidade", "Selvagem" e "Teerã" (em que o autor estabelece um paralelo entre a situação das crianças de rua brasileiras e a Guerra Irã-Iraque).

Não obstante, este álbum ia em sentido contrário a toda a situação do cenário musical da época (que era norteado pela música americana e inglesa, desde sua capa (com o irmão de Bi no meio do mato apenas com uma camiseta em torno da cintura) e passando pelas novas influências, como MPB e Reggae.

Com sucessos como "Alagados", "A Novidade" (a primeira com participação de Gilberto Gil, e a segunda co-escrita com ele), "Melô do Marinheiro" e "Você" (de Tim Maia), Selvagem? vendeu 700.000 cópias e credenciou os Paralamas a tocar no cultuado Festival de Montreux, em 1987.

O show no festival da cidade suíça viraria o primeiro disco ao vivo da banda, D. Nele, a novidade, em meio ao show com os sucessos já conhecidos, era a inclusão de um "4º paralama", o tecladista João Fera, que excursiona com a banda até hoje, como músico de apoio.

Os Paralamas também fizeram turnê pela América do Sul, ganhando popularidade em Argentina, Uruguai, Chile e Venezuela.

O sucessor de Selvagem?, Bora-Bora (1988) acrescentou metais ao som da banda. O álbum mesclava faixas de cunho político-social como "O Beco" com as introspectivas "Quase Um Segundo" e "Uns Dias" (reflexo talvez do fim do relacionamento com a vocalista da banda Kid Abelha, Paula Toller). Bora-Bora é tão aclamado pela crítica quanto O Passo do Lui.

Big Bang (1989) seguia o mesmo estilo, tendo como hits a alegre "Perplexo" e a lírica "Lanterna dos Afogados". Seguiu-se a coletânea Arquivo, com uma regravação de "Vital" e a inédita "Caleidoscópio"
(antes gravada por Dulce Quental, do grupo Sempre Livre).



O começo da década de 90 foi dedicado às experimentações. Os Grãos (1991), disco com enfoque nos teclados e menor apelo popular, não foi bem nas paradas (apesar de ter tido 2 sucessos, "Trac-Trac" - versão do argentino Fito Páez - e "Tendo a Lua") e nem vendeu muito, algo que também pode ser atribuído à grave crise econômica pela qual o Brasil passava.

Após uma pequena pausa (na qual Herbert lançou seu primeiro disco solo), o trio retorna aos shows, que continuavam cheios, embora a banda passasse por fortes críticas da imprensa.

No fim de 1993, a banda viaja para a Inglaterra, onde, sob a produção de Phil Manzanera, gravam Severino. O álbum, lançado em 1994, teve participação do guitarrista Brian May da banda inglesa Queen na música "El Vampiro Bajo El Sol". Este disco era ainda mais experimental, com arranjos muito elaborados, e foi ignorado pelas rádios e grande público, vendendo 55 mil cópias.

Mas se no Brasil os Paralamas estavam esquecidos, no resto da América eles eram ídolos. Paralamas (1992), coletânea de versões em espanhol e Dos Margaritas (a versão hispânica de Severino) estouraram principalmente na Argentina.

A despeito das fracas vendagens do CD, a turnê de Severino estava sendo muito bem sucedida, com o público recebendo sempre bem os Paralamas. Uma série de três shows, gravada no fim de 1994, viraria em 1995 o disco ao vivo Vamo Batê Lata.

Vamo Batê Lata era acompanhado de um CD com 4 músicas inéditas, e o sucesso de "Uma Brasileira"
(parceria de Herbert com Carlinhos Brown e participação de Djavan), "Saber Amar" e a controvertida Luís Inácio (300 Picaretas) (que criticava a política brasileira e os anões do orçamento) atraiu a atenção de público e imprensa de volta aos Paralamas.



A volta às canções de fácil compreensão e ao formato pop colaborou definitivamente para o retorno ao sucesso de crítica e público, resultando na maior vendagem da carreira da banda (900 mil cópias).

Também começou aí a fase dos videoclipes superproduzidos, que levariam 11 VMB de 1995 a 1999, começando por Uma Brasileira, vencedor nas categorias Clipe Pop e Escolha da Audiência.

Nove Luas, de 1996 e Hey Na Na, de 1998 continuaram o caminho de êxito com faixas como Lourinha Bombril, La Bella Luna e Ela Disse Adeus (Nove Luas vendeu 250.000 cópias em um mês, enquanto Hey Na Na vendeu o mesmo em apenas uma semana).

Em 1999 a MTV Brasil chamou os Paralamas para gravar um Acústico MTV. O álbum, com canções menos conhecidas e as participações de Dado Villa-Lobos, ex-Legião Urbana, e da Banda Vitória Régia (que sempre acompanhou Tim Maia em seus shows), vendeu 500.000 cópias, ganhou o Grammy Latino e teve turnê de shows lotados.

Em 2000, lançaram uma segunda coletânea, Arquivo II, com músicas de todos os álbuns entre 1991 e 1998 (exceto Severino), uma regravação de "Mensagem de Amor" e a inédita "Aonde Quer Que Eu Vá", parceria de Herbert com Paulo Sérgio Valle (a dupla também escrevera sucessos para Ivete Sangalo).

Em 4 de Fevereiro de 2001, um ultraleve pilotado por Herbert Vianna teve um acidente em Angra dos Reis. A mulher de Herbert, Lucy, estava a bordo e morreu. Herbert fora resgatado e levado para a capital.

As sequelas foram duras (Herbert fora entubado e acabara preso a uma cadeira de rodas), mas assim que Herbert mostrou que podia tocar, Bi e João resolveram voltar aos ensaios e gravar um disco cujas canções já estavam preparadas antes do acidente. Longo Caminho foi lançado em 2002.

O som voltava ao principio, sem metais, em busca de um som mais "cru". Uma apresentação no programa Fantástico, da TV Globo, serviu como a reestreia da banda, pós-acidente.

A volta às turnês teve muito êxito, com shows lotados, até pela curiosidade do público em saber das reais condições de Herbert e da ansiedade em ver a banda reunida novamente. Tudo isso, aliado aos novos sucessos radiofônicos ("O Calibre", "Seguindo Estrelas", "Cuide Bem do Seu Amor" - esta última incluída na trilha sonora da novela Sabor da Paixão), impulsionou as vendas de Longo Caminho, que chegaram a 300 mil cópias.



Aproveitando o caráter fortemente emocional e emocionado dos shows da turnê, a banda grava Uns Dias Ao Vivo (2004), cheio de participações especiais (Dado Villa-Lobos, Andreas Kisser, Edgard Scandurra, Djavan, Nando Reis, Paulo Miklos, George Israel e Roberto Frejat).

O disco mostrou uma banda pesada como quase nunca havia se visto. Velhos sucessos, como "Meu Erro", ganhavam versões turbinadas. As novas músicas soavam ainda mais cruas.

Além de tudo, a banda decidira fazer a primeira parte da apresentação num pequeno palco armado no meio da pista. A proximidade com o público colaborou para que o resultado final ficasse caloroso e captasse fielmente a emoção dos shows.

Em 2005, os Paralamas lançam Hoje, o primeiro com músicas totalmente inéditas. A recepção foi boa e músicas como "2A", "Na Pista" e "De Perto" fizeram sucesso, embora não tenham sido grandes hits. Embora o disco voltasse a trazer um som mais solar, com a volta do uso de metais, não esquecia a parte pesada que havia sido abordada em Longo Caminho, em canções como "220 Desencapado", "Ponto de Vista" - que contou com o auxílio de Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura - e "Fora de Lugar". Ainda havia uma regravação de "Deus lhe Pague", de Chico Buarque, escolhida numa votação no site oficial da banda.

No início de 2006, foi lançado o DVD Hoje Ao Vivo, contendo um show da banda (feito sem plateia, no Pólo de Cinema e Vídeo, no Rio de Janeiro), com as músicas do disco, além de duas versões para "O Muro", música que Herbert gravara em O Som do Sim, disco solo de 2000, e Busca Vida. Ainda em 2006, é lançado documentário sobre Herbert Vianna, Herbert de Perto. A direção é de Roberto Berliner, que também dirigiu o DVD.

Em 2008, os Paralamas completam 25 anos de carreira, comemorados com uma série de shows junto com os Titãs, também há 25 anos na estrada. A série de shows culminou em um espetáculo realizado na Marina da Glória, Rio de Janeiro, lançado em CD e DVD e intitulado Paralamas e Titãs: Juntos e Ao Vivo.

Em 2009, os Paralamas lançam seu mais recente disco, Brasil Afora, que ficou primeiramente disponível para download (com uma música à mais) e pouco depois foi lançado em CD. O disco conta com as participações de Carlinhos Brown e Zé Ramalho, fora uma versão de uma música de Fito Paez.



FONTE
Wikipédia


Diário da Música: Cauby Peixoto


Diário da Música: Cauby Peixoto: Cauby Peixoto lança CD e DVD dedicados à obra de Frank Sinatra. O álbum era um sonho que foi realizado pelo cantor de "Conceição"

Conceição by Cauby Peixoto e Conjunto MPB4


Gravar um disco com o repertório de Franck Sinatra é um desejo de Cauby Peixoto desde o começo dos anos 60, quando chegou a atuar ao lado ídolo, nos estúdios da então poderosa gravadora americana CBS, quando registrou "Na baixa do sapateiro", de Ary Barroso. O sonho acaba de se concretizar na forma de umo CD e DVD ao vivo "Cauby sings Sinatra".


Com sua potente e aveludada voz, o "Professor" (forma como é tratado pelos amigos e como costuma trata seus músicos) o intérprete traz uma pronúncia escorreita do idioma inglês. Desta maneira, em "Cauby sings Sinatra" são resgatadas pérolas do brilho das mais populares como: "Strangers in the night", "All the way", "Let me try again", "Fly me to the moon", "My way" e "Theme from New York New York" e outras não tão conhecidas, do homem de olhos azuis,
 como: "The world we knew", "All the things you are" e "Triste".


Apesar de ser acompanhado por uma banda, a sonoridade obtida em "Cauby sings Sinatra" nos remete ao som de uma competente orquestra. A direção musical é da dupla Thiago Marques Luiz e Ronaldo Rayol (que também tocou violão e guitarra).


Hanilton Messias ficou no piano; Eric Budney, no baixo acústico; Nahame Casseb, na bateria; Ubaldo Versolato, no sax-alto; Marcelo Monteiro, no sax-barítono; Nahor Gomes, no trompete; e Duarsen de Campos, no trombone. A participação especial fica por conta de Kecco Brandão que assina o arranjo e toca piano na música "Laura".

No DVD constam quinze músicas. Do CD ficou de fora a versão em inglês de "Triste", de Tom Jobim. O repertório, os instrumentistas e arranjadores foram escolhidos pelo próprio Cauby Peixoto. O registro foi feito numa apresentação que aconteceu em 2 de maio de 2010, no Teatro Fecap, em São Paulo.


A apresentação de Cauby Peixoto é impecável. Durante as interpretações das músicas, ele faz intervenções ilustrativas do projeto artístico. Fala das performances dos instrumentistas, os quais imprimem uma atmosfera jazzística para as composições, como também agradece ao diretor da gravadora Lua Music, Thomas Roth, presente no públcio do espetáculo, pela execução do que ele considerou uma realização na minha trajetória musical.


Cauby disse que se sentiu muito à vontade quando da escolha do set list: "São músicas belíssimas e também as mais conhecidas do cancioneiro americano", acrescentando sobre o cantor Frank Sinatra, que é "a maior voz do mundo".

O produtor Thiago Marques Luiz explica a empolgação do cantor, diante do projeto "Cauby sings Sinatra": "Realizar esse sonho de Cauby não tem preço. Há anos, ele me falava desse projeto com brilho nos olhos. Foram só duas semanas de ensaios, pois ele já estava com tudo na ponta da língua. Esse é um dos motivos para ele se mostrar tão à vontade em cena", detalhou.


O projeto em CD e DVD "Cauby sings Sinatra" é uma segunda investida do cantor nascido Cauby Peixoto Barros em Niterói, no Rio de Janeiro, no dia 10 de fevereiro de 1931. Portanto, no início do próximo mês, teremos mais um oitentão na música popular brasileira.


O intérprete, em 1995, já havia lançado o álbum "Cauby canta Sinatra", no qual cantava versões em português de clássicos imortalizados pelo artista americano, ao lado de grandes vozes da MPB como Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil e Zizi Possi, entre outros.

Como os artistas que lançam seus novos produtos sempre partem para as divulgações e geralmente realizam apresentações nas principais capitais do Brasil, vamos aguardar que o cantor comece logo a fazer os shows de "Cauby sings Sinatra"...

Documentário "Cauby - Começaria Tudo Outra Vez"


O documentário "Cauby - Começaria tudo outra vez", direção de Nelson Hoineff, traz para as telas vida e obra de um dos grandes nomes da música popular brasileira: Cauby Peixoto. Cauby tem fãs de todas as idades. Pelo menos sempre que Cauby canta no Bar Brahma, na esquina das míticas avenidas Ipiranga e São João, em São Paulo, em apresentações semanais, às segundas-feiras, às 22h30, gerações variadas se reúnem na plateia para aplaudi-lo aos acordes de "Conceição" e "Bastidores". 


"Vi o Cauby pela primeira vez no Hotel Quitandinha. Eu tinha 5 ou 6 anos, e aquela figura cercada de fãs enlouquecidas me encantou" - lembra Nelson Hoineff, crítico de cinema e documentarista famoso por seu estilo escrachado, perverso para alguns, hilário para outros, premiado em 2009 pelo júri popular do Festival de Paulínia com "Caro Francis".

"Mais tarde, eu percebi que havia em Cauby dois vetores que me fascinavam. Um estava na ousadia de seu comportamento, uma espécie de militância velada da transgressão. Outro, na firmeza da sua interpretação. Saber exatamente do que está falando. Reconheço isso em pouquíssimos artistas: Bethânia, Caetano, Chico, João (Gilberto), Gonzaguinha e também (Agnaldo) Timóteo", diz Nelson.

"O Cauby é uma pessoa muito fechada. Seu mundo é sua música. É quase impossível extrair revelações. O próprio Faour já tinha me adiantado isso. A irmã do Cauby, com quem fui me aconselhar, foi taxativa: "Meu filho, ninguém tira nada dele." Mas a gente insistiu, criou truques. A partir daí, acho que conseguimos revelações inéditas sobre a sua visão da sexualidade e a conturbada relação com o empresário Di Veras, por exemplo" - diz Hoineff.

"Fico envaidecido com esse interesse do cinema brasileiro por mim. Vi o filme que o Nelson fez sobre o Chacrinha ("Alô, Alô, Terezinha") e gostei muito. Quero muito estar no Rio para a estreia [...] Não tomo álcool. Não bebo nada gelado. Faço tudo para preservar a voz. Com ela, eu gravei muita gente importante como Tom Jobim, Chico Buarque, Ivan Lins e até Sinatra. Eu acho que já gravei todo mundo que está ou já esteve por aí na Música Popular Brasileira. Gosto de ouvir o bom trabalho de vozes mais jovens do que a minha, como Alcione, Emílio Santiago e Zizi Possi. Mas sinto falta das composições do passado", diz Cauby. 



A literatura foi a primeiraa homenagear Cauby
Em 2001, o jornalista Rodrigo Faour publicou, via Record, o livro "Bastidores - Cauby Peixoto: 50 anos da voz e do mito", elogiado pela crítica especializada como uma das melhores biografias ligadas à música da década passada.


Em 2006, foi a vez do teatro: Diogo Villela protagonizou o musical "Cauby! Cauby!", cujo texto, de Flávio Marinho, foi editado pela Imago. Faltava o cinema reverenciar o artista que, de acordo com o "Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira", "é considerado por dez entre dez figuras da MPB o maior cantor do Brasil".

CURIOSIDADES

*My Way by Cauby Peixoto

(Cauby interpreta a música My Way, de Frank Sinatra).

My Way (Claude François/Jacques Revaux/Paul Anka) é o título em inglês da canção francesa Comme d'habitude, lançada pelo autor, Claude François, em 1967, na França. Em 1968, Frank Sinatra lançou sua versão em língua inglesa, adaptada por Paul Anka e que virou um de seus maiores clássicos. É uma das músicas populares mais gravadas da história.

A versão de estúdio de Elvis Presley foi gravada em junho de 1971; e lançada só em 1995 no disco "Walk A Mile In My Shoes".



* Cauby Peixoto, que sempre dizia não ter sucessor para ele, aponta sua sobrinha, Adriana, como a “nova voz” da MPB. “Ela é fantástica, uma voz linda, um timbre diferente de tudo o que está aí.”

FONTE