quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Elymar Santos


Um homem vencedor. Assim podemos descrever Elymar Santos - cuja infância pobre no Morro do Alemão, no RJ, foi superada graças à garra e a determinação de seguir a carreira de cantor. Quando não ajudava no orçamento de casa, vendendo garrafas, capinando quintal e fazendo carretos na feira de Olaria, o menino Elymar brincava de ser um cantor com uma vassoura de microfone, imitando seus ídolos: "Cauby Peixoto" e "Emilinha Barbosa".

Na adolescência começou a cantar em pequenos bares, churrascarias ou qualquer lugar que o aceitasse. Tentou a sorte como calouro nos programas de "Flávio Cavalcanti" e "Chacrinha", vencendo-os.


Um grande salto, porém, se deu em 85. Convencido por uma amiga que os barzinhos haviam se tornado pequenos para seu público, Elymar ousou alugar o Canecão por apenas uma noite. E conseguiu. O gesto o tornou conhecido em todo o país. Gravações de discos se seguiram e logo Elymar emplacou "Cachaça", um dos seus maiores hits. Admirado por todos, o cantor já foi tema de sambas-enredo e tem a honra de ser o único artista a fazer parte de sua escola do coração: a Imperatriz Leopoldinense.

Um Favor
Eu hoje acordei pensando
Porque que é que eu vivo chorando
Podendo lhe procurar
Se a lágrima é tão maldita

Que a pessoa mais bonita
Cobre o rosto pra chorar
E refletindo um segundo
Resolvi pedir ao mundo

Que me fizesse um favor
Para que eu não mais chorasse
Que alguém me ajudasse
A encontrar meu amor

Maestros, músicos, cantores
Gente de todas as cores
Façam um favor para mim

Quem souber cantar, que cante
Quem souber tocar, que toque
Flauta, trombone ou clarim
Quem puder gritar, que grite
Quem tiver apito, apite

Façam este mundo acordar
Para que onde ela esteja
Saiba que alguém rasteja
Pedindo pra ela voltar

VIDA E OBRA

Elymar Santos (Rio de Janeiro, 11 de outubro de 1952) é um cantor brasileiro de MPB.

Elimar, nasceu no Morro do Alemão, que abriga uma das mais violentas favelas do Rio de Janeiro, reduto de traficantes de drogas. Morou também em São Gonçalo do Sapucaí, interior de Minas Gerais, cidade natal de sua mãe. Trocou o ‘i’ de seu nome pelo ‘y' quando começou a cantar em barzinhos e churrascarias ainda na adolescência. Tornou-se razoavelmente conhecido ao ganhar concursos de calouros nos programas de Chacrinha e Flávio Cavalcanti. Antes de adquirir um estilo próprio, imitava Cauby Peixoto, seu ídolo.

Elymar atingiu o sucesso num lance de ousadia: vendeu tudo o tinha para fazer um espetáculo na maior casa de shows do Rio, o Canecão, em 1985. Encheu a casa e deslanchou sua carreira.

Homem de Sorte by Elymar Santos

Em 1986/1987, participou, em São Paulo, da ópera-rock, "Evita", onde interpretava Che Guevara, ganhando o prêmio de melhor ator.

Em 94 devido a morte de Ayrton Senna compôs em sua homenagem a canção "Guerreiros Não Morrem Jamais".


Entre 1991 e 2000 foi homenageado quatro vezes por escolas de samba.

Em 1991, foi tema da escola Em cima da hora, do grupo de acesso do Rio, com o enredo "Elymar: o sonho que virou canção". Em 1998, foi homenageado na Império da Tijuca, com "Elymar Superpopular".


Em 1999, a Camisa Verde e Branco lançou o tema "Escancarando o coração verde e branco: Elymar mais popular", sendo a primeira escola paulista a homenageá-lo.

Em 2000 foi incluído como um dos destaques da história dos 500 anos do Brasil, enredo de outra escola paulista, a Acadêmicos do Tucuruvi.

SÚPLICA CEARENSE (Gordurinha e Nelinho)
by ELYMAR SANTOS E CARMÉLIA ALVES

Nos anos 90 aproximou-se de Rosinha Matheus, sua fã de longa data, que não perdia nenhum de seus espetáculos em Campos. Quando Rosinha ganhou um programa em uma rádio da cidade, levou Elymar para uma entrevista que transcorreu em clima de emoção. Mais tarde, candidata à governadora do estado do Rio de Janeiro, convidou Elymar para gravar seu jingle de campanha, o que o cantor fez, sem cobrar cachê.


Elymar ficou conhecido por ser um cantor extremamente versátil. Cantava músicas de vários autores nacionais, como: Gordurinha, Wando, Cazuza, Raul Seixas, Roupa Nova, Elis Regina e também internacionais como: Corazón Partido, de Alejandro Sanz. Mas também compõs inúmeras músicas próprias, sendo que seus maiores sucessos são as músicas Escancarando de Vez e Guerreiros Não Morrem Jamais, composta em homenagem á memória do piloto de F1 Ayrton Senna.


Por proposta do Deputado Dionísio Lins, Elymar Santos recebeu a Medalha Tiradentes, na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro em 16 de dezembro de 2009.

Em novembro/2009, Elymar Santos, uma das vozes mais populares do Brasil, foi atração do Happy Hour Especial do Sesc Poço, mês que Elymar comemorou 25 anos de carreira.


Elymar Santos também planeja um filme sobre a sua vida. O roteiro dessa produção está nas mãos do cineasta Alberto Sal­vá, diretor de “Um Homem Sem Importância” (1971) e “A Me­nina do Lado” (1987), entre outros.


Sua discografia possui mais de 30 álbuns. Seu novo DVD, que celebra seus 25 anos de carreira, é “Homem de Sorte”, que traz músicas inéditas e outras canções de grande sucesso.


Em dezembro/2010, a Acadêmicos do Salgueiro fez a gravação do DVD da Velha Guarda do Salgueiro, com a participação de Elymar Santos, Dudu Nobre, Margareth Menezes, Negra Li, Quinho, Eduardo Dusek, Marquinhos Sathan e outros, na quadra.

Teu Jogo by Elymar Santos

FONTE

Wikipédia

Claudette Soares


Claudette Soares teve grande destaque nos anos sessenta, quando participou dos festivais musicais, eventos que dominaram a cena artística brasileira na época. Apesar de ter nascido no Rio de Janeiro, sempre esteve mais vinculada ao núcleo "bossa-novista" de São Paulo, o que lhe valeu o Título de Cidadã Paulistana, dado em 1996 pela Câmara Municipal.


VIDA E OBRA

Claudette Cloubert Soares, Claudete Soares ou Claudette Soares (Rio de Janeiro, 31 de outubro de 1937) é uma cantora brasileira. Começou sua carreira muito cedo: foi revelada no programa A raia miúda, de Renato Murce, na Rádio Nacional. Apresentou-se no programa da Rádio Mauá chamado Clube do Guri, de Silveira Lima. Depois também se apresentou no programa Papel Carbono, de Renato Murce.


Na Rádio Tupi, Claudette Soares participou do programa Salve o Baião!, conhecendo Luiz Gonzaga, o Rei do Baião. Ele a apelidou de Princesinha do baião. Ainda na década de 1950, na Rádio Tamoio, ela apresentou ao lado de Ademilde Fonseca o programa No mundo do baião (programa de Zé Gonzaga, irmão do Luís).

Silvinha Telles chamou-a para substituí-la como cantora na boate do Plaza, no final da década de 1950. Dividiu o palco com Luiz Eça, João Donato, Baden Powell e Milton Banana e outros músicos.


Participou do programa de TV - Brasil 60, da apresentadora de TV e atriz Bibi Ferreira, pela TV Excelsior - canal 9, de São Paulo. Divulgou as canções da Bossa Nova em São Paulo, nas casas noturnas Baiúca, Cambridge e João Sebastião Bar. Inaugurou a boate Ela, Cravo e Canela, junto com o pianista Pedrinho Mattar, apresentando o espetáculo Um show de show.




Em 1967, compareceu ao programa de TV Jovem Guarda, da TV Record, (Rede Record), canal 7 de São Paulo, ocasião em que interpretou Como é grande o meu amor por você (Roberto Carlos/Erasmo Carlos).



Casou-se com o músico Júlio César Figueiredo, em 1972.

Seu grande sucesso "De tanto amor", foi um presente de casamento dado por Roberto Carlos, que foi seu padrinho. Claudette se divorciou em 1990.


Tinha um projeto junto com Dick Farney de gravar uma série de músicas brasileiras, mas, com a morte do amigo, isso foi abandonado. Claudette retomou à sua carreira artística, depois do seu divórcio. Fez turnês por Paris e Lisboa.

Claudette Soares - Vivo Sonhando

Prêmios
1966 - Troféu Euterpe de "melhor cantora do ano"
1990 - Recebeu o título de Cidadã paulistana.

Festivais de música
1966 - I Festival Internacional da Canção - fase nacional - cantando "Chorar e cantar" (Vera Brasil/Sivan Castelo Neto)
1970 - V Festival Internacional da Canção (Fic) - fase nacional - interpretando a música "Mundo novo, vida nova", de Gonzaguinha


Espetáculos
1960 - "A noite do amor, do sorriso e da flor" - Faculdade de Arquitetura do Rio de Janeiro;
1966 - "Primeiro tempo 5x0" - junto com o cantor e compositor Taiguara e o Jongo Trio - direção: Miele/Bôscoli - realizado na casa noturna Rui Bar Bossa, e depois no Teatro Princesa Isabel;
1971 - "Fica combinado assim" - com Agildo Ribeiro e Pedrinho Mattar, no Teatro Princesa Isabel;
1991 - "Nova leitura" - Teatro Rival, no Rio de Janeiro;
1992 - "Não há mulheres iguais" - de Chiquinha Gonzaga à Rita Lee. Uma homenagem´`as maiores compositoras brasileiras;
1993 - "Claudette Soares interpreta Vinicius" - Homenagem à Vinicius de Moraes;
1996 - "Claudette encanta Taiguara: Geração 70" - com acompanhamento da orquestra de cordas Cellos em Sampa - Memorial da América Latina, em São Paulo;
2000 - "Claudete Soares ao vivo" - gravado na casa noturna carioca Mistura Fina. Em comemoração aos seus 50 anos de carreira. Convidados: Roberto Menescal, Claudia Telles, Velha guarda da Mangueira, Lucinha Lins, Paulinho da Viola, Jorge Benjor, Fábio Júnior, Fafá de Belém, e outros mais;
2002 - "Claudette Soares & Leandro Braga, na casa noturna Mistura Fina, em Copacabana, no Rio de Janeiro;
2003 - "Pano de fundo" - com o pianista Marco Tommaso e do saxofonista Chico Costa, no Vinicius Piano Bar;
2005 - Retrospectiva da carreira, se apresentando no Botafogo Praia Shopping, Bingos Méier, Centro e Tijuca, no Rio de Janeiro, e Bingo Icaraí, em Niterói, e Sesc Teresópolis.


Em 2008, Claudette Soares completou 50 anos de carreira e para comemorar ela fez um show no Auditório Simón Bolívar do Memorial da América Latina. O repertório do show foi composto pela fina flor da bossa nova, além de sucessos de Roberto e Erasmo Carlos, Gonzaguinha e Taiguara.

Claudette Soares - Entrevista Sem Censura 2010

Claudette Soares comemora seus mais 50 anos de carreira com o lançamento da biografia "A Bossa Sexy e Romântica de Claudette Soares", escrita pelo jornalista e pesquisador Rodrigo Faour. Aqui, eles são entrevistados por Leda Nagle no programa "Sem Censura", em Nov/2010 - 2ª e última parte.


FONTE

Wikipédia

claudetesoares

cifrantiga

Os Festivais de Música Popular Brasileira


Com os acontecimentos de 1964, a concientização popular aumentou e começaram a surgir protestos de todas as áreas ligadas à cultura. Na música popular, os artistas sentiram necessidade de compor canções de cunho social e isso culminaria com os festivais, que foram, sem dúvida alguma, a mais brilhante fase de nossa música, na década de sessenta, depois do advento da Bossa Nova.

Festival de Música Popular Brasileira foi um gênero de programa, competitivo e musical, apresentado por várias emissoras de televisão brasileiras (TV Excelsior, TV Record, TV Rio, Rede Globo) a partir de 1965 até 1985.

O I Festival de Música Popular Brasileira realizado foi o da TV Excelsior de São Paulo que aconteceu em Guarujá, durante o mês de abril de 1965 e teve como finalistas as músicas:

1º Lugar
"Arrastão", de Edu Lobo e Vinícius de Moraes, interpretada por Elis Regina

"Arrastão", por Edu Lobo

2º Lugar
"Valsa do Amor Que Não Vem", de Baden Powell e Vinícius de Moraes, interpretada por Eliseth Cardoso

3º Lugar
"Eu Só Queria Ser", de Vera Brasil e Míriam Ribeiro, interpretada por Claudete Soares

4º Lugar
"Queixa", de Sidney Miller, Zé Keti e Paulo Tiago, interpretada por Ciro Monteiro

5º Lugar
"Rio do Meu Amor", de Billy Blanco, interpretada por Wilson Simonal

O enorme sucesso desse festival daria margem à realização de uma série de outros. O Festival Nacional de Música Popular Brasileira aconteceu em junho/1966, tendo por finalistas:

1º Lugar
"Porta-estandarte", de Geraldo Vandré e Fernando Lona, interpretada por Tuca e Airto Moreira

2º Lugar
"Inaê", de Vera Brasil e Maricene Costa, interpretada por Nilson

3º Lugar
"Chora Céu", de Adilson Godói e Luís Roberto, interpretada por Cláudia

4º Lugar
"Cidade Vazia", de Baden Powell e Lula Freire, interpretada por Milton Nascimento

5º Lugar
"Boa Palavra", de Caetano Veloso, interpretada por Maria Odete

Ainda no ano de 1966, durante os meses de setembro e outubro, realizar-se-ia mais um festival, desta vez pela TV Record, também de São Paulo, no Teatro Record, em Setembro e Outubro 1966, com o Prêmio Viola de Ouro.


                                            Jair Rodrigues, Nara Leão e Chico Buarque

Em primeiro lugar empataram A Banda de Chico Buarque, interpretada por Nara Leão e Disparada de Geraldo Vandré e Théo de Barros, interpretada por Jair Rodrigues
 
1º Lugar
"A Banda", de Chico Buarque, interpretada por Chico Buarque e Nara Leão

2º Lugar
"Disparada", de Geraldo Vandré e Theo de Barros, interpretada por Jair Rodrigues, Trio Maraiá e Trio Novo (também em 1º lugar);

"De Amor ou Paz", de Luís Carlos Paraná e Adauto Santos, interpretada por Elza Soares (2º lugar);

3º Lugar
"Canção para Maria", de Paulinho da Viola e Capinam, interpretada por Jair Rodrigues

4º Lugar
"Canção de Não Cantar", de Sérgio Bittencourt, interpretada por MPB-4

5º Lugar
"Ensaio Geral", de Gilberto Gil, interpretada por Elis Regina

Em 1967, realizou-se no Teatro Paramount, o III Festival de Música Popular Brasileira, o mais famoso entre todos registrados no Brasil, o que maior sucesso alcançou e o que maior número de compositores novos deu à música popular. Foram suas finalistas:

1º Lugar
"Ponteio", de Edu Lobo e Capinam, interpretada por Edu Lobo, Marília Medalha e Quarteto Novo

2º Lugar
"Domingo no Parque", de Gilberto Gil, interpretada por Gilberto Gil e Os Mutantes

3º Lugar
"Roda Viva", de Chico Buarque, interpretada por Chico Buarque e MPB-4

4º Lugar
"Alegria, Alegria", de Caetano Veloso, interpretada por Caetano Veloso e Beat Boys

5º Lugar
"Maria, Carnaval e Cinzas", de Luís Carlos Paraná, interpretada por Roberto Carlos e O Grupo

I Bienal do Samba

Data: Maio 1968

Classificação:

1° Lugar: Lapinha (Baden Powell e Paulo César Pinheiro) - interprete: Elis Regina e Os Originais do Samba

2° Lugar: Bom Tempo (Chico Buarque)

Durante os meses de novembro e dezembro de 1968, acontecia no Teatro Record o IV Festival de Música Popular Brasileira, que teve como vitoriosas do júri especial e do júri popular, respectivamente:

1º Lugar
"São Paulo, Meu Amor", de Tom Zé, interpretada por Tom Zé

2º Lugar
"Memórias de Marta Saré", de Edu Lobo e Gianfrancesco Guarnieri, interpretada por Edu Lobo e Marília Medalha

3º Lugar
"Divino Maravilhoso", de Caetano Veloso, interpretada por Gal Costa

4º Lugar
"Dois Mil e Um" de Rita Lee e Tom Zé, interpretada por Os Mutantes

5º Lugar
"Dia da Graça", de Sérgio Ricardo, interpretada por Sérgio Ricardo e Modern Tropical Quintet

"Benvinda", de Chico Buarque, interpretada por Chico Buarque (1º lugar);
"Memórias de Marta Saré" (2º lugar);
"A Família", de Chico Anísio e Ari Toledo, interpretada por Jair Rodrigues (3º lugar);
"Bonita", de Geraldo Vandré e Hilton Accioly, interpretada por Trio Maraiá (4º lugar);
"São Paulo, Meu Amor" (5º lugar).

O V Festival de Música Popular Brasileira, mais uma produção da TV Record, deu-se em novembro de 1969 e nele se classificaram:

1º Lugar
"Sinal Fechado", de Paulinho da Viola, interpretada por Paulinho da Viola

2º Lugar
"Clarisse", de Eneida e João Magalhães, interpretada por Agnaldo Rayol

3º Lugar
"Comunicação", de Hélio Mateus e Edson Alencar, interpretada por Vanusa

4º Lugar
"Gostei de Ver", de Eduardo Gudin e Marco Antônio da Silva Ramos, interpretada por Márcia e Originais do Samba

5º Lugar
"Monjolo", de Dino Galvão Bueno e Milton Eric Nepomuceno, interpretada por Maria Odete

Paralelamente aos festivais nacionais de música popular, aconteciam, desde 1966, os festivais internacionais da canção popular, nos quais a música popular brasileira teve participação destacada.

No Primeiro Festival Internacional da Canção Popular, realizado em 1966, "Saveiros", de Dory Caymmi e Nelson Mota, interpretada por Nana Caymmi, ficaria com o 1º lugar.

Em 1967, no II FIC, o 1º lugar seria de "Margarida", de Gutemberg Guarabira, interpretada por Gutemberg Guarabira e Grupo Manifesto; o 2º lugar ficaria para "Travessia", de Milton Nascimento e Fernando Brant, interpretada por Milton Nascimento e "Carolina", de Chico Buarque, interpretada por Cynara e Cybele, classificar-se-ia em 3º lugar.

Em 1968, no III FIC, "Sabiá", de Chico Buarque e Tom Jobim, interpretada por Cynara e Cybele e "Caminhando", de Geraldo Vandré, interpretada por Geraldo Vandré, arrebataram, respectivamente, os 1º e 2º lugares.



“Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”

Talvez nenhuma música explique tão bem a repressão na ditadura militar do Brasil do que Pra não dizer que não falei das flores, do compositor e intérprete paraibano, Geraldo Vandré.

A canção caiu na boca do povo ao ser interpretada pelo próprio Vandré no Festival Internacional da canção de 1968. Logo que acabou o Festival, onde a música ficou em segundo lugar, a censura da ditadura militar já a proibiu de ser cantada.

Através da canção, Vandré falou e cantou o que todos estavam querendo dizer, mas não tinham coragem. A música ficou proibida de 1968 até 1979, período que Vandré foi exilado.

"Pra não dizer que não falei das flores" é um hino de um homem que brigou para ser a voz de todos os brasileiros indignados de 1968. 

Nos festivais internacionais seguintes, realizados até 1972, as primeiras colocações também ficaram para as músicas brasileiras, como acontecia desde 1966, quando da realização do primeiro da série. Com exceção deste, os demais festivais internacionais da canção foram produzidos pela TV Globo, que anos mais tarde reviveria, com o Festival Abertura, realizado em 1974, e, depois, com os festivais da canção dos anos oitenta, aquele clima inesquecível, que marcou uma época gloriosa da história da música popular brasileira.

CURIOSIDADES

*Minissérie de Gilberto Braga que retratou um período da ditadura militar no Brasil (1964 à 1979). E, em 1965, numa época de efervescência política e cultural, surge Elis Regina no I Festival de Música Popular Brasileira. A minisérie traz a interpretação de Elis Regina para 'Arrastão' (Vinícius de Moraes e Edu Lobo).

            *Sergio Ricardo se revolta contra as vaias da platéia e quebra o violão

Na final do Festival da Record em 1967, Sérgio Ricardo foi vaiado,de maneira inclemente pela platéia ao fazer sua apresentação da música "Beto Bom de Bola", ao ponto de, no final da música, bradar, quebrar o violão no palco e arremessá-lo ao público. O livro "Quem quebrou meu violão", de Sérgio Ricardo (Record, 1991), narra, em primeira pessoa, o episódio.  O livro é interessante, tem um viés ideológico muito forte acerca da música e da cultura popular brasileira...



O documentário musical, de Renato Terra e Ricardo Calil, resgata a história do III Festival de Música Popular Brasileira da TV Record que mudou os rumos da MPB e teve como finalistas Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil, entre outros.



Os diretores Renato Terra e Ricardo Calil falam sobre a idéia inicial de falar sobre os festivais da música dos anos 60, o uso das imagens de arquivo da TV Record, o tom humorístico dado pelos repórteres da época, a importância do consultor Zuza Homem de Mello e a qualidade da cena musical atual. Saiba mais sobre o documentário "Uma Noite em 67".

Tendo o festival ocorrido em plena ditadura militar, o pano de fundo está no duelo ideológico entre a "verdadeira" música brasileira, e a música dita "jovem". Roberto Carlos, Caetano Veloso, Chico Buarque de Holanda, Gilberto Gil, Edu Lobo, Nara Leão, Nana Caymmi, Jair Rodrigues, MPB-4 e Elis Regina (uma omissão do documentário, que sequer fez referência à música "o Cantador", que ela defendeu e ganhou como melhor intérprete), todos eles estavam ali defendendo canções belíssimas, cada uma com sua história.

O documentário traz também cenas da passeata contra a guitarra elétrica que tomou a av. Brigadeiro Luís Antonio, em junho de 67. A marcha foi liderada por Elis Regina, Edu Lobo, Geraldo Vandré, os músicos do MPB-4 e outros representantes da MPB "tradicional".



Em material extra do filme Uma Noite em 67, o compositor Sérgio Ricardo volta a cantar "Beto Bom de Bola", 43 anos após ser interrompido no III Festival da Record (em 1967).

FONTE

luizamerico

Wikipédia

tropicaline

musicaemprosa

Oficina de Música de Curitiba



O cenário artístico curitibano vive um momento de efervescência. Não raras são as notícias sobre bandas e artistas locais que figuram entre os grandes talentos do cenário nacional. P'ra começar, a capital paranaense é sede do Festival de Curitiba – que até pouco tempo era chamado de Festival de Teatro de Curitiba. Pudera: Curitiba possui cerca de 20 teatros e abriga o tradicional Teatro Guaíra, complexo formado por duas salas de espetáculos – Guairão e Guairinha. Todos os anos, em março, o Festival de Curitiba recebe atores e espectadores de todo o país – e até de fora. Em 2010, foram mais de 400 espetáculos entre a programação oficial e a mostra paralela, o Fringe.

Músicos, estudantes e apreciadores da arte reúnem-se agora em janeiro na capital do Paraná para a Oficina de Música de Curitiba, a maior do segmento na América Latina. Em 2011, será a 29ª. edição do evento, que traz acordes para todos os gostos. Música erudita, popular, contemporânea, não importa: Curitiba recebe orquestras sinfônicas, conjuntos de sopro, grupos de chorinho e artistas da música eletrônica e do blues. Todos juntos para fazer música, trocar informações e participar de shows e concertos abertos ao público.



Considerado um dos maiores eventos de formação musical da América Latina, a 29ª Oficina de Música de Curitiba (2011) deve receber cerca de 1,5 mil estudantes de diversas áreas musicais e professores de vários continentes, a partir de domingo (dia 9) até o dia 29 deste mês (janeiro). Promovida pela Fundação Cultural de Curitiba, a Oficina é um dos maiores eventos de música da América Latina e recebe todos os anos um contingente de alunos de todo o Brasil e de outros países, na procura de aperfeiçoamento com renomados professores brasileiros e estrangeiros.

O Concerto e Cerimônia de abertura será no domingo, às 20h30, no auditório Bento Munhoz da Rocha Neto do Teatro GUAÍRA (fone 3304-7900).

Com o tema "Celebrando as Comunidades", o concerto reúne diversos músicos convidados, mostrando a diversidade de culturas que fazem parte da história de Curitiba. Entre eles, Olga Kiun (Rússia), Quinteto de Sopros da Orquestra do Algarve (Portugal), Piotr Banasik (Polônia), Fernando Rocha (Brasil), Fry Street Quartet (EUA) e o Coro da Camerata Antiqua de Curitiba, com regência de Dario Sotelo.

Serão duas fases: a primeira, de 9 a 19, de Música Erudita e Antiga; a segunda, de 20 a 29, de MPB. Entre as novidades de 2011 está o Festival Praias, patrocinado pela Copel. Entre os dias 7 (sexta-feira) e 29, as praias de Matinhos e Ipanema recebem atrações da Oficina de Música.

Além disso, pela primeira vez, a Oficina conta com um curso de Harpa, ministrado pela escocesa Jennifer Campbel, radicada no Brasil e harpista da Orquestra Sinfônica Brasileira no Rio de Janeiro. A instrumentista também realiza um concerto solo, no dia 14 de janeiro, às 19h, no SESC da Esquina. Realizada pelo Instituto Curitiba de Arte e Cultura (ICAC), por meio da Fundação Cultural de Curitiba (FCC) e patrocinada pela Petrobras, a Oficina trabalha com diferentes formações.

Programação

Orquestras Sinfônicas de Câmara, Conjunto de Sopro, Grupos de Música de Câmara, Grupos de Chorinho, Música Instrumental Brasileira e Música Eletrônica, além das vozes que formam o Ópera Studio. Na fase de Música Erudita e Antiga, a Oficina contará com grupos residentes, como a Orquestra do Algarve (Portugal) e o Fry Street Quartet (Estados Unidos). Nesta primeira etapa também será lembrado o centenário de morte do compositor austríaco Gustav Mahler.

Na segunda fase, além de diversos cursos e atrações da Música Popular Brasileira, há o núcleo dedicado à música latino-americana, que reúne alguns dos grandes talentos da música do Peru, Bolívia, Colômbia e Venezuela.

Na minioficina de música peruana os alunos vão aprender a tocar o cajón com o professor peruano Rafael Santa Cruz, que participa de vários workshops pela Europa e América Latina. Instrumento simples e barato, o cajón vem se popularizando cada vez mais no Brasil, tanto entre os músicos profissionais quanto entre os amadores. Revelou-se um acompanhamento muito rico para voz e violão. Hoje é tão comum a presença do instrumento nas apresentações flamencas que muitos imaginam ser sua origem espanhola.

O instrumento encanta pela simplicidade, desempenho, por sua grandiosa vibração e versatilidade. Acompanha praticamente todos os ritmos, podendo ser utilizado acusticamente ou microfonado em apresentações ao vivo. Para quem quiser fazer o curso mais longo de cajón pode frequentar a oficina do italiano Marco Fadda, que toca diversos instrumentos de percussão étnica e popular.

Ritmos da Venezuela e Caribe - Joropo, merengue venezuelano, gaita, sangueo. São esses os ritmos que o professor venezuelano Aquiles Baez vai ensinar no curso de ritmos da Venezuela e Caribe. Violonista, arranjador, compositor e produtor musical, Aquilez Baez é a história viva da música de seu país. No curso, o músico vai falar das três culturas que determinaram a música na Venezuela (indígena, espanhola e africana). Para participar é preciso ter domínio de algum instrumento e saber ler partitura.

Música boliviana – “O substrato índigena em diferentes ambientes da música boliviana” é outro curso que ainda tem vaga. O saxofonista e flautista Álvaro Montenegro, da Bolívia, vai dar uma visão geral da influência da música indígena em várias formas da música boliviana: folk tradicional, urbano, jazz, rock e erudito. Nas aulas haverá leituras, audições, vídeos e prática com instrumentos nativos dos Andes.

Grandes nomes como Edu Lobo, Zeca Baleiro e a Orquestra À Base de Corda também participam da fase de MPB. Além deles, Toninho Ferrragutti, Ricardo Takahashi, Maira Morais, Adriana Schincariol, Raiff Dantas Barreto, Zé Alexandre Carvalho, Paquito de Rivera e Leny Andrade. Bate-papos com Roberto Muggiati, entrevistando Alice Ruiz, Raul de Souza e Silvio Back completam a programação.

"A proposta desse projeto é descobrir e contribuir para a formação de novos talentos. Durante vinte dias, professores, alunos e público convivem em aulas, ensaios e apresentações diárias, o que resulta em um trabalho de muita qualidade e diversidade", diz a diretora geral da Oficina de Música de Curitiba, Janete Andrade.

Renomados músicos internacionais compõem o corpo docente, e grande parte dos professores participa da Oficina de Curitiba pela primeira vez. É o caso de Krassimir Dzhambazov e Emil Chitakov (violinos), da Bulgária; Karl Tomlin (viola), da Inglaterra; Andrea Lisak (violoncelo), do Canadá; Jeff Bradetich, Gudrun Raschen (contrabaixo), Todd Sheldrick (trompa) e Scott Natzke (trompete), dos Estados Unidos; Jennifer Campbell (harpa), da Escócia; Luiz Miguel Garcia (flauta transversal), da Espanha; David Fresquet (oboé), da França; Fausto Córneo (clarinete), da Itália; Joaquim Moita (fagote), de Portugal; Beata Bilinska e Piotr Zukowski (piano), da Polônia; além dos brasileiros Léo Gandelman (saxofone), João Luiz Areias (trombone) e Paulo Martelli (violão).

Em 2010, o Fry Street foi o conjunto residente. Este ano a Oficina terá o próprio grupo, com nova formação, e a Orquestra do Algarve. "Esta proposta é um dos diferenciais, pois a orquestra é portuguesa, mas, entre seus músicos, têm 17 estrangeiros, vários deles do Leste Europeu, de países como Bulgária e Romênia. Para a Oficina é importante ter essa diversidade de músicos, pois eles são de países com uma tradição muito forte no ensino de instrumentos de cordas", revela Janete.

Ainda sobre a Orquestra do Algarve, a diretora garante que o público terá oportunidade de ver os instrumentistas fazendo outros trabalhos de música de câmara como o Quarteto de Cordas, no dia 13, no SESC da Esquina, e o Quinteto de Sopro, que também se apresentará no concerto de abertura no Guairão e, no dia 11, às 19h, no SESC da Esquina.

Como em anos anteriores, haverá um núcleo de música e tecnologia, com a participação desta vez de Mário Manga (oficina de trilhas) e Christian Lohr (professional situations), da Alemanha.

Outro estrangeiro na MPB será Marco Fada, da Itália, responsável pelo curso "Percussão no mundo". No núcleo de música latino-americana estarão Rafael Santa Cruz (Peru), Edmar Castañeda (Colômbia), Aquiles Baez (Venezuela) e Álvaro Montenegro (Bolívia), que farão as oficinas de instrumentos típicos, como cajon peruano, cuatro, maracás e harpa colombiana.

Preço: Os alunos inscritos nos cursos têm entrada gratuita nos concertos. Para o público em geral, os ingressos custam R$ 15,00 ou R$ 7,50 mais um quilo de alimento, a exceção dos três seguintes espetáculos: Edu Lobo, Zeca Baleiro e "Leni Andrade, Paquito de Rivera e Trio Corrente", que custam R$ 30,00 e R$15,00 (com um quilo de alimento). Local: As aulas acontecem no Colégio Estadual do Paraná, no Solar do Barão, SESC da Esquina, Canal da Música e Teatro Guaíra.

A Oficina de Música também se estende aos bairros, oferecendo cursos nas Ruas da Cidadania do Bairro Novo, Boa Vista, Boqueirão, Pinheirinho, Santa Felicidade, Fazendinha e Cajuru. Os concertos ocupam vários espaços culturais da cidade, como Memorial de Curitiba, Teatro Guaíra, Teatro da Reitoria, Canal da Música, Teatro do SESC da Esquina, Capela Santa Maria, Igreja Bom Jesus e AOCA.

Realização: Prefeitura Municipal de Curitiba, Instituto Curitiba de Arte e Cultura (ICAC) e Fundação Cultural de Curitiba (FCC). Mais informações: http://www.oficinademusica.org.br/

28ª OFICINA DE MÚSICA DE CURITIBA


28ª Oficina de Música de Curitiba- Tico Tico no fubá


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PARANAONLINE

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Karyn Garcia


Karyn Garcia não é figura fácil nos programas de televisão, mas seus clipes fazem grande sucesso na internet. A canção Me Odeio Por Te Amar (I Hate Loving You) – com versões em português e inglês – já ultrapassou 1 milhão de acessos no YouTube.

Outros hits de sua autoria, como That's the Way I Am, Go Way e Restart May Life invadiram as pistas de dança da Europa e lhe renderam convites para tocar no exterior.

Karyn admite a força que a internet tem atualmente, pois vários DJs de diversos lugares do mundo viram seus clipes e entraram em contato para agendar shows. Karyn diz que ainda o mercado da música brasileira é ainda fechado para a quantidade de artistas que possui, então, a internet acaba viabilizando uma maior expansão da visibilidade dos artistas que lutam para ao menos tornar seu trabalho conhecido.


Nome: Karyn Garcia
Profissão: cantora/compositora
Aniversário: 12 de setembro
Olhos: mel
Cabelos: castanho-claro
Karyn fala: Português, Espanhol, Inglês e está aprendendo Francês

Considerada a nova musa da internet pelo site O Fuxico, a cantora já teve mais de um milhão de acessos em sua postagem do vídeo da música Me Odeio Por Te Amar (em versão em português e inglês). Com a popularidade conquistada em seus acessos no youtube, a cantora já é cotada para as pistas de dança de vários lugares no mundo, principalmente na Europa, com as canções That’s The Way I Am, Go Way e Restart May Life.


"DEIXA A VIDA SURPREENDER"

Inseguranças, certezas, paixões avassaladoras, decepções amorosas. Sentimentos contraditórios que costumam afligir corações jovens são narrados por Karyn Garcia em Deixa a Vida Surpreender, que traz uma pegada moderna da artista pop com trilhas eletrônicas assinadas por DJ Cuca.

Neste quarto álbum de carreira, Karyn Garcia destaca seu lado compositor, respondendo por nove hits do repertório de 15 faixas. "Este CD traz muitas emoções que me permiti experimentar. Aprendi que quando deixamos os medos de lado, descobrimos que a vida pode realmente nos surpreender. E é esta mensagem que tento passar para meu público", diz a cantora.


Inteiramente gravado em estúdio, o novo trabalho traz ainda três releituras de sucessos do pop/rock nacional: Aonde quer que eu vá (Paralamas do Sucesso), Sem radar (Ls Jack) e Mais uma vez (Renato Russo). Além de três faixas em inglês: If you don’t change, When I look in your eyes e I hate loving you. "Cada uma dessas canções marcou um momento da minha vida. São trabalhos inspiradores que me orgulho em poder gravar."

Em "Deixa a Vida Surpreender", Karyn Garcia busca um caminho próprio, cheio de romantismo e personalidade. Resultado de uma temporada fora do Brasil, que a fez amadurecer, descartando o rótulo de cantora teen. "Em trabalhos anteriores lancei músicas mais dançantes, leves e que encantaram principalmente o público adolescente. Neste, permito que minhas emoções falem mais alto. Divido reflexões, descobertas e abro o coração como nunca imaginei antes."



Karyn Garcia em nova versão

Bonita, talentosa e jovem, a cantora e compositora retoma a carreira após dois anos em Londres e promete: vai te surpreender As baladas ganharam força. As dançantes uniram batidas eletrônicas e uma dose maior de sensualidade. Karyn Garcia é hoje reflexo de dois anos mergulhados na International School of Performing Arts em Londres, na Inglaterra. Entre aulas de música e viagens pela Europa, ela conheceu novos estilos, vivenciou outras culturas e compôs alucinadamente.

Após o carnaval, quando pegará estrada com seu novo álbum Deixa a Vida Supreender, a cantora e compositora testará sua popularidade pelos quatro cantos do País, já que na internet alguns de seus clipes continuam ‘bombando’ e já ultrapassam a marca de um milhão de acessos cada.

"Nunca imaginei que mesmo longe dos palcos as pessoas continuassem procurando novidades sobre a minha carreira e prestigiando meus clipes. Recebo e-mails de pessoas de vários países elogiando, sugerindo, pedindo minhas músicas para tocar em casas noturnas no exterior. É muito louco!", diz a cantora, que possui 130 composições em seu acervo digital.

Há oito meses quando iniciou as reuniões com o DJ Cuca, que assina as trilhas do novo álbum, a artista paulista engatou uma rotina de 12 horas diárias divididas entre as gravações, ensaios de dança e o comando do moderníssimo escritório que mantém na Vila Madalena, em São Paulo. Insatisfeita com a condução que algumas gravadoras deram à sua carreira, Karyn decidiu assumi-la com pulso forte. Enfrentou meses de especialização em Gestão Empresarial e abriu o selo JKW Musik que reúne alguns renomados profissionais do mercado.


"Meu pai é um empresário experiente e aprendi muito com ele. Mas para conduzir bem um selo, criar as melhores estratégias, resolvi me preparar para enfrentar o mercado", explica a artista. O discurso pode parecer precipitado para uma jovem de 24 anos, mas basta acompanhar a rotina de Karyn para notar a seriedade com que tem pavimentado seu caminho com um único objetivo: construir uma trajetória promissora. Focada, aprova pessoalmente figurinos, coreografias, ensaio fotográfico, clipe e até convites profissionais.


"Faço várias reuniões ao dia. Seja com a assessoria particular, com minha assessora de comunicação e imprensa, com os músicos com quem vou me apresentar e outros profissionais. Procuro avaliar bem todas as propostas. Se não souber fortalecer minha imagem, não conquistarei meu espaço", avalia Karyn, que faz questão de dedicar um tempo para os fãs. "Diariamente, estou conectada, trocando ideias com o público. Essa ligação me ajuda muito na hora de tomar decisões."

Ao lado da cantora Wanessa, Karyn foi destaque no 8º Prêmio Jovem Brasileiro 2009, realizado em São Paulo, no qual foi eleita uma das promessas da música jovem. Feliz com o sucesso, ela garante: em sua nova fase vai te surpreender.



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Astrud Gilberto


Diário da Música: Astrud Gilberto Em março/2010 Astrud Gilberto completou 70 anos. Sempre divulgando o jeito brasileiro de cantar. O Reconhecimento da cantora Astrud Gilberto no exterior é indiscutível. Para os seus 70 anos, Deutsche Welle conversou com os pesquisadores Ricardo Cravo Albin e Heloísa Tapajós sobre a importância da artista no Brasil.


Desde seu primeiro single até a coletânea "The Divas Series", de 2003, Astrud gravou mais de uma dezena de álbuns, divulgando a música brasileira e o jeito de cantar da bossa nova pelo mundo todo.

Nos últimos anos, apesar de não ter se retirado definitivamente da carreira musical, a cantora soteropolitana tem se dedicado à pintura e à proteção dos animais. No Brasil, profissionalmente, Astrud realizou uma única apresentação em São Paulo em 1965.



Sobre ela o musicólogo brasileiro Ricardo Cravo Albin, fundador do Instituto Cultural Cravo Albin e um dos maiores pesquisadores da música popular brasileira.

Segundo Albin, Astrud Gilberto é "um fruto muito acolhedor e muito raro da bossa nova". Nos Estados Unidos, ela construiu uma carreira sólida no meio musical norte-americano. João Gilberto voltou para o Brasil, mas ela fixou residência em Nova York, o que permitiu uma participação permanente da música popular dentro da capital da música dos EUA, que sempre foi Nova York, disse o musicólogo.

Cravo Albin concorda que o reconhecimento de Astrud no exterior é bem maior do que no Brasil, "onde ela é um pouco ausente". Nos EUA, todavia, ela é saudada com veemência e com um especial carinho, "até porque os americanos preservam melhor algo que o Brasil preserva menos: a memória de seus intérpretes", explicou.

Para o musicólogo, no entanto, a bossa nova continua sendo muito celebrada no Brasil, "basta lembrar o show comemorativo dos 50 anos da bossa nova na Praia de Ipanema, onde estavam presentes 50 mil pessoas."

Segundo a pesquisadora e produtora Heloísa Tapajós, que fez a pesquisa para o espetáculo comemorativo dos 50 anos da bossa nova na Praia de Ipanema, "houve um tempo em que as comemorações de datas da bossa nova aconteciam mais lá fora do que aqui. E os 50 anos da bossa nova foram muito celebrados aqui no Brasil."

Assim, Tapajós afirmou não acreditar que haja um desinteresse do brasileiro em relação a Astrud Gilberto, "porque quem tem informação, quem conhece o trabalho dela, respeita e se orgulha com o fato de ela estar lá fora, de ela estar mostrando o talento brasileiro."

Para a pesquisadora, a razão de Astrud Gilberto ter maior sucesso no exterior tem a ver com o fato de ela morar fora, "diferentemente de Nara Leão, que desenvolveu sua carreira toda no Brasil e praticamente fez um mapeamento da música brasileira, com gravações de compositores de todas as vertentes até o final de sua vida."


Mas principalmente em seus primeiros discos, lembrou a pesquisadora, Astrud Gilberto é uma cantora brasileira, e a estética da bossa nova continua sendo uma grande influência para os artistas mais jovens, concluiu.

Em 2002, um ano após sua decisão de retirar-se da vida pública, Astrud foi incluída no International Latin Music Hall of Fame e lança o box Jungle, com obras de autoria própria, além de dez novas composições.

Em 2008, recebeu o prêmio Lifetime Achievement no Grammy Latino de 2008, pela importância de sua obra. Atualmente, permanece fora da vida pública, dedicando-se à pintura e à escrita, além de repudiar firmemente, em seu site oficial, os maus-tratos aos animais.



CURIOSIDADE

Desde 1979 até os dias de hoje, mais de 300 artistas já se apresentaram no festival de jazz de Lugano, na Suíça. O evento gratuito, realizado ao ar livre, atrai anualmente milhares de fãs do jazz e da world music, que se reúnem na centenária Piazza della Riforma para ouvir música e celebrar o verão.

Em 2 de julho de 1985, Astrud Gilberto e sua banda encantaram a plateia com grandes sucessos da bossa nova. Toda a elegância de uma intérprete inigualável, pela primeira vez em DVD.


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deutche well

domingo, 2 de janeiro de 2011

Andréa Cleoni


Diário da Música: Andréa Cleoni Andréa Cleoni deixou de cantar em barzinhos com medo da violência urbana.

Autora do CD Mantra, e com várias gravações avulsas e vencedoras de vários festivais, Andréa está com um disco em andamento com Fábio Santana, um dos maiores tecladistas do Brasil. Os dois se uniram e um trabalho fantástico está prestes a sair do forno.


Professora e diretora de Colégio, a artista diz que praticamente todos os compositores e cantores de Vitória da Conquista exercem outras funções, porque só de música ninguém vive, pelo menos nesta cidade.

“Meus colegas são professores de música e tem outras fontes de renda e vida. A gente caminha paralelamente com música e outras atividades”, comentou.

Não perde um festival e adora cantar em barzinhos e eventos sociais, mas a violência urbana a afasta de palcos em pontos mais periféricos.

“Tenho medo porque um músico foi assaltado num barzinho da cidade e roubaram até seu violão”, lamentou.



O pai de Andrea é dentista mas tocava flauta e sua mãe canta bem.

Um irmão tem uma banda que imita os Beatles com o sugestivo nome de “The Funtos”, dois dos seus três filhos tocam guitarra e já mostraram suas respectivas musicalidades para a Bahia.



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Conquistanews
Revertério

sábado, 1 de janeiro de 2011

Ana de Hollanda


Diário da Música: Ana de Hollanda A cantora, compositora e atriz Ana de Hollanda é a ministra da Cultura. Filha do historiador Sérgio Buarque de Holanda e de Maria Amélia Buarque de Hollanda, ela atuou no primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como diretora do Centro de Música da Funarte (Fundação Nacional de Artes), sendo responsável pela retomada de projetos como a Bienal de Música Contemporânea e o Projeto Pixinguinha.

Artista, ativista, gestora pública de cultura com longa carreira, compromisso e realizações consolidadas na área, Ana de Hollanda assumi o Ministério da Cultura, um dos maiores e mais reconhecido pela sociedade, porém também tem seu lado problemático, pautado por disputas, entraves, inseguranças jurídicas, ideologismos, perseguições e disputas de poder. Ana surge como representante de artistas, produtores e gestores culturais. E deverá reencaminhar a discussão de temas polêmicos como direito autoral e financiamento à cultura.

Ana de Hollanda torna-se a primeira mulher à frente do Ministério da Cultura no país em um governo que terá várias representantes femininas no alto escalão. Anna assume a pasta da Cultura em substituição a Juca Ferreira, atual Ministro desde 2008. Ela é reconhecida publicamente por sua sensibilidade musical e política o que configura bons prenúncios para o futuro governo.

Como gestora na área pública, esteve a frente do Setor de Música e de vários projetos nacionais e internacionais no Centro Cultural São Paulo, da Secretaria de Cultura da capital paulista, nos anos 80.

Foi secretária de cultura de Osasco/SP entre 1986 e 1988. Em âmbito nacional, foi diretora da Funarte entre 2003 e 2007, tendo sido responsável pelas políticas e atividades da área no Ministério da Cultura. Foi nesta função que reativou o consagrado Projeto Pixinguinha, levando-o a todos os estados e regiões do país.

Também conduziu o Projeto Orquestras, o Projeto de Circulação de Música de Concerto, o projeto Concertos Didáticos, o Programa Nacional de Bandas, o projeto Painéis de Bandas de Música, o Pauta Funarte de Música Brasileira e a XV e XVI Bienais de Música Brasileira Contemporânea, no Rio.

Também na Funarte coordenou o processo de criação da Câmara Setorial de Música e apoiou diversos festivais, feiras, encontros e mostras de música em todas as regiões brasileiras e organizou a caravana do Projeto Pixinguinha para o Ano do Brasil na França, em 2006.

Desde 2007, é vice-Presidente do Museu da Imagem e do Som, da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro.



Carreira artística

Ana de Hollanda também seguiu a carreira artística, que corre nas veias da família. Como cantora e compositora profissional, ela tem quatro discos e interpretações em diversas obras coletivas, além de várias obras suas gravadas por outras cantoras.

Em seu repertório, Ana inclui sambas de Noel Rosa e Geraldo Pereira, canções de Chico Buarque, bossa nova e outros estilos sempre ligados à MPB. Atuou como vocalista em discos de Toquinho, Vinicius de Moraes, Fafá de Belém, Tom Jobim e outros. Além de cantora, trabalha como atriz, principalmente em musicais.

Já se apresentou em todos os estados brasileiros e em diversos países (França, Cuba, Uruguai e Angola). Como atriz, atuou em vários espetáculos no Brasil e em Cuba.

Entre 2001 e 2003, a partir de sua ideia original, trabalhou na produção executiva e na pesquisa do documentário “RAÍZES DO BRASIL – Uma Cinebiografia de Sérgio Buarque de Hollanda”.


Confira o site oficial: http://www.anadehollanda.com.br/

FONTE:

Culturaemercado

Celia e Celma


Diário da Música: Celia e Celma Sempre com um repertório rico em elementos da raiz cultural brasileira, Célia e Celma são referência na seara regional. Com diversificada formação artística (Música, Arte Dramática e Artes Plásticas), a dupla está em permanente evidência no cenário artístico nacional, diversificando sua atuação como cantoras, apresentadoras de TV, pesquisadoras e divulgadoras de arte regional e folclore, tendo lançado no mercado nacional discos, CDs e livros.

Em novembro de 2009, foram a Cuba onde apresentaram-se para professores, alunos e colaboradores da Universidade Camilo Cienfuegos, na província de Matanzas. O tema da conferência foi “A música em Minas Gerais: Do Barroco a Ary Barroso.

E voltaram animadas para reviver as tradicionais marchinhas nos festejos carnavalescos de 2010. Fizeram shows em unidades do Sesc, encerrando com uma apresentação no encerramento oficial do Carnaval da cidade histórica de São João Del Rey (M.G.).

As gêmeas mineiras Celia e Celma resgatam pérolas musicais do ritual católico

Talvez tenha sido a infância passada em Ubá, na Zona da Mata mineira, onde as gêmeas cresceram na vizinhança de duas igrejas, assistindo à missa todos os domingos e cantando no coro. Com certeza, isso contribuiu para que a dupla Celia e Celma, tantos anos depois, lançasse um CD tão bonito como Lembrai-vos das procissões e devoções de Minas, que chegará ao público em meados de janeiro.

Produzido pelo cantor e compositor Rubinho do Vale, com arranjos e direção musical assinados pelo maestro Geraldo Vianna, o disco foi gravado nos estúdios da Bemol, em Belo Horizonte. O repertório reúne belezas do cancioneiro católico. São Tomás de Aquino, Franz Josef Haydn, Johann Baptiste Lehmann (padre alemão que viveu em Juiz de Fora) e Lamartine Babo são alguns dos autores de clássicos que, na voz de Celia e Celma, tocam o coração.

A parceria das irmãs começou aos 5 anos. O pai, Celidonio Mazzei, as levava, de vestidos iguais, para se apresentar em rádios, circos e igrejas de Ubá, conta Celia. O novo trabalho não foge à linha que rege a conduta da dupla: deixar registradas as significativas influências culturais que contribuíram para a formação das cantoras e compositoras mineiras.

“Dessas influências faz parte o canto religioso. A paisagem que rodeava a casa onde nascemos era uma pracinha bucólica, de casas baixas e sobrados, tendo à direita a igrejinha de São José. O toque do sino nos chamava para a missa, para a festa de Corpus Christi, para ver os meninos oferecerem lírios ao santo pai de Jesus”, conta Celia, não sem uma pontinha de delicada nostalgia.

Alguns anos depois, já adolescentes, as irmãs foram estudar no Colégio Sacré Coeur de Marie, lá mesmo em Ubá. Normalistas, cantavam em todas as solenidades como integrantes do coral. “Tivemos forte formação religiosa, como praticamente todas as meninas que viveram em Minas no nosso tempo e antes dele. Toda essa formação, com certeza, influiu muito no disco Lembrai-vos... Muitas daquelas músicas que gravamos já eram cantadas quando éramos crianças e adolescentes”, diz Celia.

Tempos depois, quando decidiram ser artistas, as gêmeas se mandaram para o Rio de Janeiro. Prestaram vestibular no Instituto Villa Lobos e lá se formaram em música. Foram alunas do folclorista Edison Carneiro, do regente de corais Jaceguay Lins, do compositor Dalton Vogeler e do maestro Reginaldo Carvalho, entre outros.


As primeiras gravações das irmãs, “ainda na era dos LPs”, conta Celia, ocorreram nos anos 1970, com A Turma da Pesada, grupo formado por Carlos Imperial. Depois vieram dois compactos com repertório de música regional. Ainda na era do vinil, as gêmeas participaram da trilha sonora de Ana Raio e Zé Trovão – inclusive, atuaram como atrizes, interpretando a dupla Luminada e Luminosa. Atualmente, a novela é reprisada pelo SBT/Alterosa, às 22h30.


Depois vieram os CDs. “Temos dois de música genuinamente caipira: Na cozinha caipira de Celia e Celma e Caipirante. Outro álbum, Brasil na mesma toada, reúne autores como Francisco Alves, Raul Seixas, Ataulfo Alves e Braguinha”, diz Celma.


Um trabalho que deu alegria à dupla foi o CD Ary mineiro. Celia afirma que ele permitiu revelar ao Brasil a alma cabocla do conterrâneo famoso da dupla, Ary Barroso.


As duas também se aventuraram pela “gastronomia artística”: transformaram antigos pratos caseiros em música. O resultado foi o CD Receitas cantadas, acompanhado do livro Do jeitinho de Minas.


Durante 10 anos as irmãs apresentaram o Programa Celia e Celma, no Canal Rural. Yamandu Costa, Renato Teixeira, Dominguinhos e Paulinho Pedra Azul foram alguns dos convidados da atração.


Memórias do Brasil

Deu trabalho definir o repertório de Lembrai-vos das procissões e devoções de Minas.“Foi uma luta para selecionar 15 entre tantas canções que encontramos. Achamos que deveríamos deixar registradas pelo menos algumas, antes que se perdessem de vez para a memória de Minas Gerais e do Brasil”, conta Celia.

“Uma coisa interessante foi que, na busca desses autores, deparamos com um compositor popular, Lamartine Babo. Segundo consta, quando ele estudava no Colégio São Bento, no Rio, escreveu Ó Maria concebida sem pecado, que tivemos a alegria de incluir no repertório. Na época, Lamartine tinha apenas 15 anos”, revela a cantora. “Entretanto, a maioria das músicas, muitas das quais ainda hoje são cantadas em nossas igrejas, é de origem desconhecida”.


Celia e Celma moram em São Paulo; e sempre que podem, voltam à terra natal. Nos últimos tempos com mais freqüência, pois ocorreram em BH as gravações de Lembrai-vos... Em janeiro, a dupla faz show na capital para lançar o disco.

“Costumamos pegar o carro em São Paulo e ir até Minas. Paramos onde temos amigos, onde há manifestações folclóricas e festividades da semana santa, por exemplo. Este ano, com grande alegria, encerramos o carnaval de São João del-Rei cantando marchinhas. Foi tão bom que queremos voltar”, avisa Celma.

CURIOSIDADES

*Celidonio Mazzei, pai de Célia e Celma, antes de se tornar um renomado fotógrafo da região, foi músico; tocava bombardino na banda de rua local.

*Na Rádio Educadora, no programa “A Hora do Guri”, as pequenas cantoras Célia e Celma se tornaram a grande atração, cantando ao vivo os “jingles” do refrigerante local, o "Abacatinho".

*Aos cinco anos de idade, Célia e Celma encararam um público pela primeira vez, em um concurso promovido por um circo armado na cidade. Levaram o primeiro lugar, cantando em dueto - e em italiano - a música "Babbo non vuole". O pai sempre as ensinou canções de sua saudosa Itália.

*Já no início da carreira profissional, as irmãs foram presenteadas trabalharando com nomes como Moacyr Franco, o pianista Luiz Carlos Vinhas e os diretores de shows Miéle e Bôscoli.

* a dupla conheceu o compositor Carlos Imperial, formando com ele, Ângelo Antônio e Gastão Lamounier Neto, o grupo vocal "A Turma da Pesada" - irreverente, alegre, uma revolução de comportamento, que fez um grande sucesso nos anos 70. Junto à cantora Clara Nunes, o grupo venceu o Festival de Música de Juiz de Fora, cantando a música "Mandinga", de Ataulfo Alves e Carlos Imperial.

*As irmãs embarcaram para uma temporada na casa de shows "Saci Pererê", em Tóquio, Japão. Foram seis meses cantando música popular brasileira. A marcha brasileira “Taí”, de Joubert de Carvalho, teve uma versão em japonês, feita especialmente para elas.


*A Obra "Do jeitinho de Minas" revela: as gêmeas na vida e na arte: Célia e Celma. Têm um grande amor pela cultura popular de seu estado natal, Minas Gerais, da qual são verdadeiras guardiãs. A culinária regional - razão deste livro- também é parte integrante de suas vivências e pesquisas.

A criatividade de Celia e Celma pode ser comprovada no CD que acompanha o livro. A música e a culinária, duas de suas paixões, se combinam para dar ritmo às receitas, transformando-as, com todos os ingredientes, ora em xote, em toada, ora em moda de viola. As peças de argila que ilustram este livro, pequenas figuras confeccionadas pelas autoras e inspiradas também na cultura regional, são um outro lado artístico de Celia e Celma.

Informações:
www.gvianna.com.br

FONTE
Hiperssessão
Divirta-seuai