quarta-feira, 30 de março de 2011

As Sublimes


As Sublimes, banda que fez sucesso na década de 90, era formado por Isabel Fillardis, Karla Prietto e Lílian Valeska. Com 2 discos lançados seu maior hit foi: "Boneca de Fogo", de Fausto Fawcett em 1993.



Vídeo Clipe de "Boneca de Fogo", primeira música de trabalho do trio As Sublimes.

Formado por Isabel Fillardis, Karla Prietto e Lílian Valeska, com disco lançado em 1993. O grupo foi idealizado por Alexandre Agra em homenagem ao trio The Supremes, antigo grupo de Diana Ross, Mary Wilson e Florence Ballard. Vídeo dirigido por Andrew Waddington e Mapi Stockler.

Garota nacional vezes três. Faça as contas e ouça o resultado: Sublimes. O Trio formado por Lillian, Karla e Flávia, sua mais nova integrante, chega ao segundo disco reforçando o ditado que diz que beleza não põe mesa. E aí, além de belas paisagens naturais, as Sublimes oferecem recheio, conteúdo e balanço black do bom no seu segundo disco.

Formado no começo dos anos 90, concluindo um sonho do produtor Alexandre Agra, o trio contava com a bonitona atriz Isabel Filardis em sua formação inicial. Lilian, Karla e Isabel gravaram seu primeiro disco pela Sony em 1993.

Entre participações de Jorge Ben Jor e Luiz Melodia, além de odes a Mike Tison, por conta de uma letra de Fausto Fawcett, as Sublimes, em luta contra um repertório irregular, debutaram com classe e estilo.



Mas houve um pause na sequência: uma agenda cada vez mais concorrida levou Isabel Filardis a tirar seu time de campo, desfalcando as Sublimes, que durante um tempo funcionaram como uma dupla. E foi assim, com atenção dobrada, que Lilian e Karla começaram a buscar a substituta de Isabel. Foram várias audições, vários testes e nada.



Até que num prosaico churrasco, Karla conheceu uma garota, de 18 anos, que cantava muito. Seu nome: Flávia. Seu futuro: ser Sublime.

Durante um ano e alguma coisa, as três ensairam e sedimentaram as bases do novo disco, com a calma que faltou no primeiro. Melhor assim: sem pressa, o repertório foi sendo selecionado, as vozes foram ficando mais entrosadas e tudo ficou mais...mais bonito.

O produtor do novo disco deu as caras: Tuta Aquino, importado de Nova York, veio ao Brasil, se trancou em estúdio com o trio na pré-produção do novo disco e voltou para os EUA.

Depois, em agosto do ano passado, malas para que te quero: as Sublimes voaram para NY e lá completaram o disco, que já havia sido moldado por Tuta. Agenda apertada, com gravações indo de meio-dia até às 22h, as três ainda tinham disposição para acordar cedo para, ora, para ir às compras, claro.

Mas os melhores presentes elas ganharam dentro do estúdio."Beleza física", a canção que abre o disco, foi uma "lembrancinha"de Lulu Santos, que também inseriu sua guitarra na faixa.

Em "Eu queria um amor"(cover de "My cherrie amour", imortalizada por Stevie Wonder) ganhou sax de Michael Brecker e, cereja no bolo, a voz de Mary Wilson, uma das Supremes original.



Wilson esbanjou simpatia e adorou ouvir soul cantado em português. Coisas da alma, ou melhor, soul.

E assim o disco foi ficando melhor a cada dia. Leoni fez a letra da versão de "Diggin'on you", do apimentado trio americano TCL. Paula Toller fez o mesmo para o inequecivel flashback "Reunited", que virou "Mais que hoje".

E as Sublimes, agradecidas, fizeram tudo mais, rimando simplicidade com elegância e ainda arrumando tempo, no percurso, para cutucar o leão machista na vara curta da letra de "Tempo e espaço", sobre homens com medo de assumir uma relação mais séria.

Engraçado. Dá para imaginar alguém com medo das Sublimes?



FONTE

dezoito

Moyseis Marques


Moyseis Tiago Leite (Rio de Janeiro, 12 de Março de 1979) é cantor e compositor brasileiro. Moyseis faz parte da nova geração de sambistas cariocas que tem a Lapa como principal base. Nascido em Juiz de Fora e logo ao chegar ao Rio teve na música sua grande companheira, Moyseis estudou flauta, percussão, bateria e assina boa parte das canções que canta em seus discos.



Fundador das bandas "Forró na Contramão " e "Casuarina", participou também das bandas "Casa Quatro", "Rio Maracatu" e " Tempero Carioca".

Seu projeto "Moyseis Marques e a família" revelou as cantoras Patricia Oliveira e Elisa Addor. Sua canção "Pretinha Jóia Rara" integra a trilha sonora da novela "Caminho das Índias", de Glória Perez.



É conhecido pelo seu trabalho de cantor e compositor de sambas, revelado no circuito noturno do bairro da Lapa, no Rio de Janeiro. Participou também do disco do violonista Zé Paulo Becker e do grupo Unha de Gato. Participou do prêmio Visa em 2006 em São Paulo defendendo o compositor "Luiz Carlos da Vila " com a música "Profissão", fazendo parte também do Instituto Luis Carlos da Vila.

É parceiro de Edu Krieger, Luiz Carlos Máximo, João Callado, Daniel Scizínio e Rodolpho Dutra e Zé Paulo Becker, além de composições sem parcerias. graduando da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em Licenciatura em Música, dá aulas anuais de música brasileira para cantores em San Francisco, Califórnia, no projeto California Brazil Camp.

Participou também dos projetos "Samba Social Clube " volume 2 e 4, do projeto "Mário Lago" -HOMEM DO SECULO XXI e do MPB DE RAIZ, do radialista Adelzon Alves. Atuou como coristas em diversas produções do produtor , arranjador e violonista Paulão 7 cordas. Ele foi um dos participantes do Som Brasil dedicado a Martinho da Vila ao lado de Aline Calixto...



Nos palcos do Carioca da Gema e do Trapiche, entre outros, encantou admiradores da música brasileira de várias idades, gostos e matizes, espalhou o seu nome e, em 2007, lançou um cd de altíssimo nível que trazia na capa "Moyseis Marques", (pela Deckdisc); e além de seu nome e competência seu disco solo traz arranjos seguros do imbatível Paulão 7 Cordas.



Seu segundo álbum, "Fases do coração", em Maio de 2009. Das treze faixas, oito, entre as quais a faixa-título, têm o violão ou caneta de Moyseis, em parceria com craques como Edu Krieger, Zé Paulo Becker ou Luís Carlos Máximo, e todas parecem feitas para o seu estilo, jeito ou voz.

Nesse sentido, é um disco mais autoral que o de estréia, embora Moyseis não abra mão de cantar os sambas que admira e de autores com quem se identifica – como dona Ivone Lara e Delcio Carvalho, em “Sonho e saudade”, Evandro Lima e Marquinho China, em “Lá se foi meu verão”, e Toninho Geraes e Roque Enrico, em “Mágoa”.

Mas nada supera seu amor por Luiz Carlos da Vila, cujo “Oitava cor” [com Sombra e Sombrinha] é uma das obras-primas da música brasileira dos últimos anos [“Pois é, assim é o nosso amor/ Do arco-íris a oitava cor”] e talvez a faixa mais emocionante do disco.

A morte de Luiz Carlos, em 2008, abalou todos que o conheceram, de show, de disco ou de amizade, mas seu impacto sobre Moyseis foi enorme porque havia uma coisa ali de mestre e discípulo. Há também algo de Luiz Carlos da Vila no som de Moyseis e, se ninguém está a salvo de influências, que pelo menos sejam as mais nobres. Moyseis não podia ter escolhido melhor modelo.

A admiração por um artista pode ser medida também pela qualidade dos músicos que o acompanham – e a turma convocada para este disco pelos arranjadores Alessandro Cardoso, Henrique Band e Paulão Sete Cordas é um escrete que não se reúne para qualquer um.




FONTE

Wikipédia

Circo Voador

Revista Música Brasileira

Cidadão Instigado


O Cidadão Instigado criado por Fernando Catatau, que responde pela famosa guitarra de timbres distorcidos e também pelos vocais e teclados. O resultado é um rock psicodélico com referências a Roberto Carlos, Santana, Pink Floyd e Bee Gees. Os novos arranjos se embalam numa música brasileira contemporânea, cheia de guitarras alucinadas e letras poéticas, cantadas numa voz melódica, única. A banda foge de rótulos e diz que o único regionalismo presente em sua música é o sotaque cearense do vocalista.

O Cidadão Instigado é uma banda brasileira de rock, criada em 1994, em Fortaleza.

Criada em 1994 e liderada por Fernando Catatau, também compositor e arranjador de todas as músicas da banda, o Cidadão Instigado faz um rock influenciado pela música nordestina e pelo rock dos anos 1970, além da música romântica "brega" brasileira - o que se evidencia pelo tom muitas vezes melancólico das canções.

O primeiro álbum da banda foi gravado no ano de 2002, intitulado O Ciclo da De.Cadência. Três anos mais tarde, foi lançado O Método Túfo de Experiências.

Em setembro de 2009, a banda lançou o álbum UHUUU!, que contou com a participação de Arnaldo Antunes (cujo álbum "Iê Iê Iê" foi produzido por Fernando Catatau) nas canções "Doido" e "O Cabeção" e de Edgard Scandurra na faixa "Dói". O projeto UHUUU!, produzido pela própria banda, foi um dos vencedores do Prêmio Pixinguinha e contou com o patrocínio da Funarte.



"UHUUU!” traz várias participações especiais. Arnaldo Antunes, que teve seu mais recente álbum (a ser lançado), produzido por Catatau, canta em “Doido” e “O Cabeção”. Edgard Scandurra faz vocais  em “Dói”. Tiquinho (trombone), Hugo Hori (saxofone alto) e Reginaldo (trompete) tocam os metais, bastante presentes no álbum. Marco Axé, que assim como Catatau, é integrante da banda de Otto há oito anos, e responsável pelas congas em “Homem Velho” e “O Cabeção”. Karina Buhr (Comadre Fulozinha) toca pandeirola em “Como as Luzes”.

Integrantes

Fernando Catatau - guitarra e voz
Regis Damasceno - guitarra, violão e voz
Rian Batista - baixo e voz
Dustan Gallas - teclado
Clayton Martin - bateria

Discografia

Álbuns de estúdio

1994 - EP
2002 - O Ciclo da Decadência - Selo Instituto
2005 - Cidadão Instigado e o Método Túfo de Experiências
2009 - UHUUU!



Singles

2009 - Escolher Pra Quê?
2010 - Contando Estrelas

FONTE

Wikipédia

Maria Da Paz


Maria Da Paz é cantora, compositora e instrumentista invejável. Iniciou a carreira cantando e compondo músicas no estilo nordestino. Na Suíça, onde viveu durante vários anos, gravou dois discos e apresentou um programa de música latina em uma rádio local. De volta ao Brasil, passou a modificar seu estilo, dedicando-se mais ao gênero sertanejo romântico. Entre seus parceiros estão Tivas, Mário Maranhão, Fátima Romero e Nino, sendo que este último tem sido o parceiro mais constante.

Nascida Maria da Paz Souza no dia 25/3/1959 Jaboatão dos Guararapes/PE , a pernambucana passou a infância às voltas com as músicas de Roberto Carlos, Waldick Soriano e Clara Nunes, até descobrir o talento para a canção. Subiu em um palco pela primeira vez aos 9 anos, para ficar em segundo lugar no concurso “A Mais Bela Voz do Nordeste”.

Em 1974, se juntou ao conjunto Marajoara e passou a excursionar pela região. Lançou, em 1981, seu primeiro disco solo, “Pássaro Carente”, cuja repercussão permitiu que seu segundo trabalho, “Maria da Paz”, tivesse arranjos assinados pelo maestro Lincoln Olivetti. Graças a este disco, recebeu um convite que mudaria sua vida: cantar na Europa. Programada para durar três meses, a estada da cantora se estendeu por mais de cinco anos.

Dapaz voltou ao país no começo dos anos 90, passando a compor para artistas como Roberta Miranda, Nalva Aguiar, Tiãozinho e Alexandre, As Marcianas, João Paulo e Daniel, Donizete, Oldair José e Rouxinol e Sabiá, Chitãozinho & Xororó. São dela diversos sucessos imortalizados pela dupla, como “Brincar de Ser Feliz” e “Na Aba do Meu Chapéu”.

Em 1994, lançou um disco em que gravou, além de composições de sua autoria, as consagradas "Teu sonho não acabou", de Taiguara, e "Gosto de maçã", de Wando.

Em 1996 teve a música "Farsa" gravada por Wanderley Cardoso. Alguns de seus grandes sucessos foram "Xonado eu tô", parceria com Jotta Moreno e Sebastião Pereira da Silva, gravada por Maurício e Mauri e "Na aba do meu chapéu", parceria com Nino e que deu nome ao CD lançado por Chitãozinho e Xororó em 1998.
 
Em 1999 lançou o CD "Meu lugar", no qual interpretou composições de sua autoria como "Coração beija-flor" e "Meu lugar", em parceria com Fátima Romero e "De volta para você", parceria com Jota Moreno, além de sucessos de Luiz Gonzaga como "Nem se despediu de mim", parceria com João Silva e "Sabiá", parceria com Zédantas.

Em 2004 lançou o CD “Vida de Viajante”, dedicado à obra de Luiz Gonzaga, com o qual foi indicada ao Grammy Latino de 2004.



Ô Abre Alas - As Melhores Marchinhas e Frevos do Carnaval de Todos os Tempos - reúne marchas e frevos. O CD apresenta 24 temas em 16 faixas, com a direção do maestro Gibba Gouveia. Além das duas únicas faixas da lavra de Dapaz (Marcha do Abacaxi e o frevo Cantiga pra Lua); e Confete, parceria de David Nasser e J. Junior.

Maria Dapaz por ela mesmo:

"Eu nasci para cantar..." Sou ariana nasci no dia 25 de março de 1959 em Jaboatão dos Guararapes/PE , mas me criei no sertão, às margens do rio Pajeú, na cidade de Afogados da Ingazeira.

Começou assim...

A música se manifestou muito cedo, eu não precisava de um motivo especial para cantar. Gostava de sentar no muro do jardim da minha casa e displicentemente soltar a voz prá quem quisesse (ou não quisesse...) ouvir.

Tinha uma grande facilidade para decorar letras e melodias, era uma verdadeira esponja musical. A programação da rádio Pajeú, eu conhecia de cor, programação, diga-se de passagem, muito eclética: Waldick Soriano, Roberto Carlos, Clara Nunes, Angela Maria para citar só alguns nomes do cancioneiro em moda na época.

Outra fonte de informação eu tinha dentro de casa,ouvindo minha mãe cantar as músicas de Luiz Gonzaga e de Vicente Celestino. Algumas ficaram para sempre na memória como Sala de reboco, Assum preto, Kalú, Patativa, Porta aberta ...Foi essa a minha formação musical, de pé de rádio.

Aos nove anos, cantava pela primeira vez no palco do Cine São José de Afogados da Ingazeira/PE no concurso "A mais bela voz do Nordeste" ao lado de profissionais da região e tirei o segundo lugar.

Eu era tão criança que, quando fui me inscrever, a moça me olhou demoradamente e perguntou com ironia: "Estado civil ?...". Fiquei emburrada, e quase desisti da carreira antes mesmo de começar. Mas as minhas amigas não deixaram isso acontecer... Ainda bem !.

Tempos depois, empolgada por ter agradado o público Afogadense, resolvi enlouquecer minha mãe pedindo um violão. Apesar das dificuldades ela me deu esse presente. E eu não decepcionei. Aprendi a tocar, e nunca mais me separei do instrumento.

No início dos anos 70 com alguns colegas de escola e sob a regência do maestro Dinamérico Lopes (Seu Dino) formamos o primeiro conjunto musical da cidade: "Os Unidos". Ali, pude desenvolver mais o violão, e aprimorar o canto. Nós animávamos os bailes locais e regionais, cantando sucessos que iam de Roberto Carlos à Tina Charles.

Foi durante um desses bailes que fui convidada a integrar o super conjunto Marajoara da cidade de Sertânia, o mais requisitado na época em Pernambuco e nos estados vizinhos. (Piauí, Paraíba, Ceará, Bahia...). É claro que aceitei o convite e passei a integrar o conjunto em 1974. Foram muitas viagens, muitos bailes e me tornei conhecida como "Paizinha do Marajoara". Por isso que hoje, quando alguém me chama de Paizinha, tenho certeza que dançou muito ao som dos Unidos e do Marajoara.

Alguns anos depois, mudei para Recife, e comecei uma nova etapa, cantando na noite em casas de shows e me apresentando em programas de televisão. Foi nessa época que comecei a compor e tive minhas primeiras composições gravadas. Mas eu queria mais. A vontade de voar era forte, e eu decidi: "Vou embora...".

Em 1978 fiz as malas e vim para São Paulo. Era inverno e eu quase fiz a viagem de volta. Cantei em vários bares da cidade até conhecer Lincoln Vieira, que gostou do meu trabalho de compositora e cantora, me levou para a gravadora Copacabana e me apresentou ao Mokarzel, diretor artístico na época. Fui contratada.

Meu Primeiro disco: Pássaro Carente:

Foi gravado em 1980 em São Paulo e lançado em 1981. Os arranjos foram assinados por Eduardo Assad, José Briamonte e Aloísio Pontes . A música que mais se destacou foi "Súplica Cearense", de Gordurinha. "Pássaro Carente" da minha autoria, conta poeticamente a minha aventura de vir sozinha para São Paulo com o violão e muito sonho na bagagem. Esse disco espalhou meu nome pelo Brasil inteiro e foi muito elogiado pela imprensa. Ele me deu o troféu "Disco Visão" como revelação da MPB, e a participação no projeto "Seis e meia" da Funarte no Rio de Janeiro ao lado de Wanda Sá, Danilo Caymmi, Nelson Ângelo, Novelli e André Dequech.

O segundo disco: Maria da Paz:

Foi gravado no estúdio Transamérica do Rio de Janeiro com arranjos de Gilson Peranzzetta , Lincoln Olivetti e Nilton Rodrigues e produção de Gabriel O' Meara. Foi lançado em 1983 pela mesma gravadora. Graças a ele, recebi o convite que mudou o rumo da minha carreira e da minha vida: Cantar na Europa, começando pela Suíça. Em 1985 fui, através da Suíça Jocelyne Aymon, para realizar uma tournée de três mêses no seu país e acabei ficando quase 6 anos na terra do chocolate e do queijo, na cidade de Bex, perto de Montreux. Me apresentei em teatros, festivais, shows de rádio e televisão.

Apresentei juntamente com Jocelyne, um programa de MPB na Rádio Chablais em Monthey, divulgando a nossa música durante todo tempo que lá fiquei.

Já em 1986 veio a proposta da ONG EPER/HEKS (Hilfswerk der Evangelischen Kirchen der Schweiz) para compor e gravar músicas falando do Nordeste Brasileiro. Compus então 9 canções que gravei no estudio Gold Records em Zurique, com a participação do grupo "Avenida Brasil". Essa gravação virou fita K7 "Música do Nordeste Brasileiro", e foi comercializada pela HEKS para arrecadar fundos que seriam destinados à cooperativas agrícolas do estado de Pernambuco. Essa fita K7 acabou divulgando meu trabalho na Europa: Alemanha Ocidental e Oriental e França.

Alemanha ocidental em 1987/88: Stuttgart ( Laboratorium), Frankfurt (Velha Ópera), Minden (Büz), Bremen (Kesselhalle), Nürenberg (Festival Sul-americano), Bonn (Jazz Galerie),Hameln (The Shamen), Hamburg (Werkstatt 3), Pforzheim (Kulturzentrum), Hannover (Pavillon), München...

Era bonita a reação do público alemão à música do Nordeste. Em "Sebastiana" de Rosil Cavalcanti, eles cantavam todo o refrão com muito entusiasmo e felizes de poderem participar do show.

Alemanha Oriental em 1988: Berlim . Participei do "18º Festival des Politischen Liedes" como única representante do Brasil, um ano antes da queda do muro. Era um grande festival com representantes de todos os países, e foi meu primeiro contato com pessoas de culturas diferentes. Foram 10 dias de verdadeira aventura. Muita música, muita entrevista e a grande satisfação de poder representar o meu país.

França: Cantei no Festival "Printemps de Bourges" que reúne grandes nomes da música mundial, e tive o prazer de encontrar artistas como Serge Gainsbourg (compositor de "Je t'aime moi non plus") e Ray Charles.

No dia do show fiquei um pouco nervosa: é que a crítica não estava nem um pouco complacente. Mas, o show foi realmente um sucesso, tanto que a crítica só elogiou nos jornais do dia seguinte. Mas não deixou de noticiar que eu estava um pouco tensa... Dali surgiu uma tournée na Bretanha, no norte da França. Aproveitei para conhecer o país.

Em 1987 gravei então meu primeiro CD "Clareia" pela Seeds Records, com composições próprias, cujo tema era o Nordeste e suas tradições, dando assim continuidade ao trabalho iniciado pela HEKS. "Clareia" é uma canção que conquistou o público em geral e eu não podia deixar de canta-la em todos os shows. Esse CD foi distribuido em vários países da Europa, no Japão, no Canadá e nos Estados Unidos.

Meu encontro com Georges Moustaki, grande nome da canção francesa, aconteceu em 1989, quando participamos juntos de um programa de televisão "Doppia Coppia" em Bellinzona, cantando o seu grande sucesso "José" (que foi gravado no Brasil por Rita Lee e Nara Leão) e dali nasceu uma grande amizade que nos levou a cantar outras vezes juntos.

"Minha Terra", o segundo CD, mais acústico, saiu em 1989 também pela Seeds Records. É um disco cheio de saudade. Marcha rancho, xotes, toadas, baiões, sempre falando do Nordeste e das imagens que eu havia guardado na memória: Pastoril na época de Natal, as quadrilhas de São João, os rios, as árvores, os pássaros... Nesse CD gravei minha primeira e única composição em francês (Visages de sable).

De volta prá casa. Em 1990, cheguei em São Paulo para sentir a temperatura musical ambiente. A música sertaneja estava no seu auge. Fui me adaptando e passei a compor para outros artistas. Pouco tempo depois, já tinha composições gravadas por grandes nomes do gênero como: Nalva Aguiar, Roberta Miranda, Chitãozinho & Chororó, João Paulo & Daniel...

O primeiro sucesso como compositora foi "Brincar de ser feliz" em parceria com Nino, que nas vozes de Chitãozinho & Xororó varreu o país de ponta a ponta, e virou tema da novela "Pedra sobre pedra", da Rede Globo de Televisão. A mesma dupla gravou em 1995, também de sua autoria e Nino, "Loira gelada" e "Baião do peão". "Na aba do meu chapéu", uma parceria de Maria da Paz e Nino deu nome ao disco de Chitãozinho e Xororó em 1998.

Brincar de ser feliz





Na aba do meu chapéu3


Tornei-me conhecida através da música sertaneja. Daí resolvi ficar de vez no Brasil. No final desse mesmo ano, voltei na Suiça para realizar uma tournée de 3 meses e assim me despedir do público que me foi fiel durante esses anos todos e a quem devo o meu sucesso lá fora.

Depois de 10 anos sem gravar no Brasil, em 1993 lancei pela gravadora Warner/Continental o CD "Maria da Paz", um disco romântico, com composições minhas e de autores como: Taiguara, Wando, Mário Maranhão e Lula Barbosa.

Em 1995 veio o "Êxtase" disco de regravações de clássicos da MPB produzido por Osmar Zan e lançado pela gravadora Zan-Brasidisc. Neste CD, pude mostrar mais o meu lado de intérprete, cantando pérolas como : "Como vai você, Sonhos, Ouça, Os Amantes, Prá você, Proposta, Memórias do Café Nice ..." Um sucesso de vendas que se destacou na CD EXPO 99 em São Paulo.


"Da pá virada" é um disco de músicas inéditas, com uma só regravação, que é o "Vendedor de Caranguejo" de Gordurinha. A música que mais se destacou foi "Tudo Blue" da minha autoria em parceria com Jotta Moreno e Mário Maranhão. Esse CD, produzido por Jocelyne Aymon e distribuído pela Zan-Brasidisc foi lançado no programa de TV "Jô Soares Onze e Meia" em novembro de 97.

Em 1998, recebi pela segunda vez o Prêmio Ary Barroso. O trabalho de divulgação deste disco me levou de volta ao Nordeste. Viajando pelas grandes cidades como Natal, João Pessoa, Recife, Maceió, Campina Grande, senti vontade de gravar novamente as canções da minha terra, dando seqüência aos discos gravados na Suíça cujo tema sempre foi o Nordeste.

No ano de 1998 comecei então a pesquisar e compor para este novo projeto. Ouvi toda a obra de Luiz Gonzaga, ele que faz parte da minha formação musical, e escolhi as canções com as quais eu me identifico (Kalú, Riacho do navio, Qui nem jiló, Estrada de Canindé...).

Nessa mesma época conheci Bira Marques, pianista, arranjador e pesquisador da obra de Luiz Gonzaga. Um encontro musical muito feliz. Bira fez todos os arranjos do disco e começamos as gravações no final deste mesmo ano.

1999 Nova Fase: Meu Lugar. "Esse CD é um resgate das minhas raízes. Nele gravei canções de Luiz Gonzaga que ouvia minha mãe cantar na minha infância e que guardei na memória durante todo esse tempo. Ouvi muitas músicas do "Lua" para definir o repertório e foi então que decidi escolher aquelas que falam de amor, ainda que de uma forma "engraçada".



Compus algumas canções que se encaixassem nesse projeto. Faltava só encontrar a pessoa certa para escrever os arranjos e entender o que eu realmente queria passar. Encontrei o Bira Marques. O resultado me deixou muito feliz.

Enquanto pensava no repertório do próximo trabalho, resolvi lançar no Brasil os discos gravados na Suíça no final da década de 80 atendendo assim aos pedidos de fãs e colecionadores que há muito tempo me cobravam estas gravações.

Daí surgiu o CD "Remanso". "Essas músicas fazem parte dos meus dois CD's gravados na Suíça em 1987 e 1989 com a participação de músicos brasileiros e também chilenos, suíços, argentinos que não conheciam nada da música nordestina. Por isso, esse baião - à la française - tocado numa sanfona de botões, o xote com ares argentinos ou jazz... A música é assim, ela une os povos, as emoções, os sonhos. A música é o idioma do coração".

Para fechar o ano de 2001 com chave de ouro fizemos o lançamento nacional do CD "Meu Lugar" no "Programa do Jô" na TV Globo terminando a entrevista cantando a música "Apaixonada eu tô " (Maria Dapaz e Jotta Moreno). Foram mais de 20.000 e-mails recebidos dos Estados Unidos, Europa, Japão e todo o Brasil. A divulgação de "Meu lugar" ainda andou muito pelas ruas de Recife e Salvador nos "busdoor" das duas cidades.

2002 ! Emoções, comemorações, shows, viagens e pesquisas para o novo disco. Emoções ao receber duas homenagens da minha cidade natal. A primeira foi durante o "Circuito do Forró dos Sertanejos" na noite de Afogados da Ingazeira antes do show no Clube Internacional do Recife. No troféu estão gravadas as seguintes palavras: "Você encontrou uma forma maravilhosa de "ser-tão-ser", voltar pra casa sem fazer doer e estar sempre com sua gente, através da sua voz tão familiar e tão merecedora desta homenagem prestada por todos os Afogadenses"

A segunda foi durante uma cerimônia emocionante na Câmara de Vereadores com a presença de amigos, artistas e personalidades da cidade. A placa diz assim: A Câmara Municipal de Vereadores de Afogados da Ingazeira concede a placa de Honra ao Mérito à artista Maria Dapaz pela divulgação e propagação da cultura Pajeuzeira ePernambucana.

Mais uma vez cantei para um grande público nos palcos de grandes eventos musicais no estado de Pernambuco. Festival de Inverno de Garanhuns, São João de Caruaru, Jardim Cultural em Belo Jardim, Circuito do Frio na cidade de Triunfo, Pátio de São Pedro em Recife.

Outra grande alegria foi ter sido escolhida "Melhor Intérprete" pela comissão julgadora do Prêmio Hangar 2001 em Natal/RN. O Prêmio Hangar foi criado para incentivar e valorizar a produção musical realizada no Nordeste.

Mas, o grande presente de final de ano foi mesmo o início das gravações do CD "Vida de viajante".

2003 marca uma nova etapa com a assinatura do contrato com a gravadora paulista "Atração" e o lançamento do CD "Vida de viajante". Pela primeira vez um CD inteiro dedicado ao repertório de Luiz Gonzaga gravado por uma cantora pernambucana.

Após vários meses me dedicando à pesquisas (LP's, gravações originais) escolhi 13 músicas (pois Luiz Gonzaga nasceu dia 13), algumas nunca regravadas para não cair no "lugar comum" e levar ao meu público canções lindas, não tão conhecidas que precisam ser redescobertas como Umbuzeiro da saudade

(L. Gonzaga/J. Silva), Adeus Iracema (L.Gonzaga/Zédantas) e Tei Tei no arraiá (Onildo Almeida).

A sanfona do povo (L.Guimarães/ Helena Gonzaga), A feira de Caruaru (Onildo Almeida),Cantiga de vem-vem (Zé Marcolino/Panta), Tropeiros da Borborema (Rosil Cavalcanti), A volta da asa branca (Zédantas
/L.Gonzaga) e A vida do viajante (Luiz Gonzaga/Hervê Cordovil ) são os clássicos que também fazem parte do disco.

No disco anterior "Meu Lugar" eu já vinha mostrando meu canto nordestino com vários sucessos de Luiz Gonzaga: Kalú (Humberto Teixeira), Noites brasileiras (L.Gonzaga/Zédantas), Riacho do navio (L.Gonzaga
/Zédantas), Roendo unha (L.Gonzaga/L.Ramalho) e composições próprias com arranjos mais sofisticados de piano e cello.

Além dos shows juninos que já fazem parte do meu roteiro, em 2004, veio a resposta com a indicação ao Grammy Latino em Los Angeles na categoria Melhor CD Regional. Fiquei muito feliz, e com isso de regional o CD passou a ser internacional, pois a divulgação do Grammy ultrapassa todas as fronteiras e o meu nome assim como o do Luiz Gonzaga correram o mundo. Manifestações de apoio chegaram de todos os cantos do Brasil e de outros países, o que foi ainda mais emocionante.

Mas 2004 trouxe muito mais. A produção do clipe da TV Globo Nordeste com a música "Forró do Zé do Baile" (Severino Ramos) que consolidou de vez o trabalho de divulgação em todos os estados do Nordeste, do Piauí à Bahia. Os shows realizados em Recife (Teatro Apollo - Teatro do Parque - Livraria Cultura) e em João Pessoa no Teatro Paulo Pontes (Projeto 6 e meia).

E veio o convite do produtor Paulo André, de Recife, incluindo a minha participação no projeto "Music From Pernambuco" visando a divulgar a música e os artistas de maior expressão para o mercado internacional.

A música "Apaixonada eu tô" da minha autoria em parceria com Jotta Moreno foi escolhida para fazer parte do CD e DVD "Music from Pernambuco volume 2" . São 3000 exemplares de cada suporte que vão ser pulverizados nas grandes feiras musicais inernacionais começando pelo Midem (França) em janeiro de 2005 (Womex na Alemanha etc). O nome dos artistas e outros detalhes sobre este projeto se encontram no site: www.musicfrompernambuco.com.br

A volta em São Paulo foi dedicada ao lançamento do CD (aquele!) que batizei de "2 banquinhos e 1 violão". A festa de lançamento no belíssimo Theatro São Pedro foi inesquecível. A casa estava cheia, o coquetel maravilhoso e o público, assim como no disco, cantou do início ao fim.

2005 - Um ano marcado por viagens e realizações. Essa viagem na Suíça durante o verão foi inesquecível. Fui cantar em Lausanne na comemoração do 30º aniversário do Encontro dos melhores atletas do mundo, à convite do presidente de ATHLETISSIMA, Pierre Engel. Foi maravilhoso! Cantei também na cidade de Neuchâtel, na beira do lago. Aproveitei para rever meus amigos e curtir a noite brasileira do Festival de Jazz de Montreux. Realizei um sonho antigo. Cantar Luiz Gonzaga com arranjos de grande orquestra.

No início do ano recebi o convite de Abel Rocha, regente e diretor artístico da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo, para ser solista no espetáculo Luiz Gonzaga Sinfônico no Teatro Sérgio Cardoso, na capital paulista, dias 14 e 15 de setembro. Foi emocionante ver (e ouvir) a obra e a vida de Gonzaga ser tão bem cuidada e apresentada com arranjos belíssimos de Miguel Briamonte, com a participação brilhante de Oswaldinho do acordeon e do Trio Sabiá em algumas músicas.

Ao contar a vida do Gonzagão, José Rubens Chachá deu um show de interpretação e Sérvulo Augusto, no papel de um cego repentista, não ficou atrás. Tudo isso sob a batuta do extraordinário maestro Abel Rocha, regendo mais de 60 músicos, e a produção de Paulo Gomes. Duas noites de casa cheia com uma platéia sofisticada mostra que Luiz Gonzaga é realmente um rei, reverenciado por todos. Um sonho realizado! Um momento muito especial. E o fim de ano coincidiu com o início da gravação do CD Da Cor Morena em São Paulo.



SOBRE ELA
  • Maria Dapaz pra mim é uma das vozes mais lindas que já ouvi. Sem sombra de dúvida é uma das maiores cantoras do Brasil. Com seu violão canta e encanta o mundo por onde passa. Dapaz, obrigada por nos presentear com sua linda e inconfundível voz. Tudo isto sem falar da compositora maravilhosa que ela é. Só Deus, com sua bondade infinita, para presentear um ser humano com dons desse nível. Glorya Ryos (Cantora, compositora e radialista, São Paulo 2007)
  • Tudo é poesia e boa música na arte de cantar dessa pernambucana encantadora. Alberico Rodrigues (Professor e escritor, São Paulo 2007)
  • Maria é da leveza, da sutileza, da realeza, da proeza, da areia, da terra, da voz, dapaz. De Pernambuco para o mundo, ela trouxe na bagagem o que sempre soube fazer, música. Sua origem é seu poema, estrada e melodia. Sua voz é o que nos guia, no sertão e na cidade. Zé Terra (São Paulo 2006)
  • Maria Dapaz é uma artista de muitas qualidades. Seja como autora seja como intérprete ela tem sua marca própria e um bom-gosto inquestionável. “Da Cor Morena” é mais um belo CD de sua estável carreira. Ricardo Anízio (Jornal O Norte, João Pessoa/PB 2006)
  • Lugar cativo na MPB. Com um trabalho à base de cordas, a pernambucana Maria Dapaz mostra que é possível universalizar a música regional. César Rasec (Jornal A Tarde, Salvador 26/01/2000)
  • Maria Dapaz resgata clássicos nordestinos com sotaque e afeto. “Meu Lugar” pode ser chamado de suite nordestina. Com este CD, Maria Dapaz aprofunda seu envolvimento com a música nordestina. O canto da intérprete e os arranjos de Bira Marques realçam a todo momento a beleza da obra gonzaguiana. Aluizio Falcão (Isto é Gente, 30/03/2000)
  • Um sabiá de saia. Maria Dapaz é das raras cantoras que nos deixam marcas profundas no peito, que nos enlevam, que nos faz meio bobos com sua voz de sabiá perdido ou uirapuru apaixonado. A voz de Dapaz é uma beleza : é simples, é pura, é doce, é dócil, segura. É uma voz que encanta.Assis Ângelo (Jornalista, e pesquisador de MPB, São Paulo 1999)
  • Com originalidade, a cantora e compositora pernambucana Maria Dapaz mostra todo o poder de seu canto afinado. Sempre com requintado tratamento acústico, ela intercala composições próprias com canções de Luiz Gonzaga e parceiros, como Riacho do Navio e Kalú. Vilmar Ledesma (Diário Popular, SP 27/09/1999)
  • Maria Dapaz mostra com seu canto sincero, a sensibilidade e a beleza do repertório bem brasileiro que, acompanhados de arranjos que vão da sanfona ao cello, unem-se a um casamento melodioso e ritmado, mostrando que esta combinação dá certo. Ouvir clássicos, como Estrada de Canindê, Kalú e Riacho do Navio na voz de Maria é realmente se sentir em paz. Zé Terra (Revista Borage 15/09/1999)
  • Maria Dapaz. A eclética pop romântica. A cantora, compositora e violonista pernambucana Maria Dapaz, é uma dessas artistas que nasceram para a música e tem muita força para seguir seu destino (O Norte-João Pessoa/PB, 12.11.1997)
  • Nordeste brilha no mundo. A cantora e compositora pernambucana Maria Dapaz marca o seu retorno ao Brasil com uma turnê-divulgação, exclusivamente em capitais nordestinas. Na voz, no canto ou nos acordes de seu violão, Maria Dapaz deixa evidentes influências de fortes personalidades com Clara Nunes, Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, João Bosco e Mercedes Sosa. Anamélia Araújo (Diário de Natal/RN, 02.12.1997)
  • Entre o Brasil e a Europa Maria Dapaz lança CD. A pernambucana Maria Dapaz é uma grata surpresa para quem escuta seu novo disco, Da pá virada... A artista canta e encanta em composições: com Filha do Rei, Tudo Blue, Crack de rua, Vendedor de caranguejo (Gordurinha)... Wilde Portela (Diário de Pernambuco, 12.12.1997)
  • Maria Dapaz: a cada disco uma excelente interpretação. Em seu segundo LP lançado pela Copacabana, simplesmente “Maria Dapaz“ essa grande cantora e compositora cheia de luz e garra, se mostra por inteira, interpretando cada música de uma forma pessoal, numa entrega total. (Belo Horizonte/MG - 08.04.1983)
  • Simples e forte. Assim é o disco de Maria Dapaz Pássaro Carente, o 1º LP de Maria Dapaz é um disco simples e forte, quase uma síntese de todas as influências desta jovem cantora, desde que deixou Pernambuco e veio morar em São Paulo. “Súplica Cearense” de Gordurinha, na voz de Maria ficou bonita demais. (Fonograma/SP - Setembro de 1981)
  • Maria Dapaz - Essa mulher de timbre maravilhoso ...Muito na sua, ela interpreta com muita classe e savoir-faire, canções já conhecidíssimas, mas que com ela, não podem mais ser ouvidas na voz de outros. (CityNews, Campinas/SP 24.05.1981)
  • Maria Dapaz - Um nome novo no disco “Pássaro Carente”. Sua voz é quente, emociona em todas as faixas e na recriação brilhante de Súplica Cearense. (Jornal do radio e TV - Maio de 1981)


Obra

  • Baião do peão (c/ Nino)
  • Brincar de ser feliz (c/ Nino)
  • Chocolelê
  • Coração de beija-flor (c/ Fátima Romero)
  • De volta para você (c/ Jota Moreno)
  • Farsa
  • Fazenda Paraíso
  • Grito de liberdade (c/ Nino)
by Monetário e Financeiro - Grito de liberdade


  • Homem maduro
  • Loira gelada (c/ Nino)
  • Meu lugar (c/ Fátima Romero)
  • Meu ponto fraco
  • Na aba do meu chapéu (c/ Nino)
  • Só no xote
  • Xonado tô (c/ Jotta Moreno/Sebastião Ferreira da Silva)

FONTE

Site Oficial

terça-feira, 29 de março de 2011

Clã Brasil


O Grupo Musical Clã Brasil – uma das bandas paraibana de maior sucesso no Brasil e no exterior – foi homenageado pela Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) em sessão solene realizada no dia 6 de abril/2010 no plenário da Casa. Os sete integrantes da banda receberam a ‘Comenda Ariano Suassuna’.



Grupo Clã Brasil cantando "Chiclete com Banana", música de Gordurinha e Almira Castilho - no 1° Festival Internacional da Sanfona em Juazeiro/BA, dia 21/03/09.

O Clã Brasil é formado por sete componentes e tem um estilo calcado na herança musical de ‘Dedé do Cantinho’, da cidade interiorana de Itaporanga (PB), ritmado pelos baiões, xotes, cocos e toadas popularizadas por Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Trio Nordestino, Elba Ramalho, Dominguinhos, Sivuca, Marinês, Maciel Melo, Pinto de Acordeon, Marcos Maia e Bebé de Natércio. O grupo também tem composições próprias de Badu e Lucyane, com acentuada aceitação do público.

No exterior, o Clã Brasil já se apresentou em Lisboa (Portugal) e Milão (Itália), com o legítimo forró para a apreciação dos europeus. Já participou de vários eventos, dentre eles o ‘Vem Viver a Paraíba’, lançamento do CD e livro de Marinês, em João Pessoa (PB).

Com cinco CDs e um DVD gravados em seus cinco anos de existência, o Clã Brasil já se apresentou nos principais palcos do Nordeste brasileiro e no exterior.

Os integrantes do grupo também participaram da gravação de um CD e um DVD instrumental com Sivuca, que também fez parte do DVD do grupo. Gravou o primeiro DVD ao vivo no Cine Bangüê do Espaço Cultural, em João Pessoa, com participações ao vivo de Sivuca, Marinês, Pinto do Acordeon, Antônio Barros, Parafuso (Três do Nordeste), além de contar com os depoimentos de Elba Ramalho, Dominguinhos, Flávio José e Antônio Nóbrega.



O grupo tem a seguinte formação: Lucyane Pereira Alves (acordeon, fole de oito baixos e voz principal); Laryssa Pereira Alves (zabumba, violino e vocal); Lizete Pereira Alves (flauta transversa, pífano e vocal); Fabiane Fernandes (cavaquinho, viola de dez cordas e vocal); José Hílton Alves, o Badu (violão de sete cordas e vocal); Maria José Pereira Alves (triângulo e vocal); e Francisco Filho (percussão).

Segundo bem destacou o crítico musical, poeta e produtor Ricardo Anísio: "analisar o grupo Clã Brasil é fugir da metáfora sem destrancar-nos da poesia. Realidade cristalina, as meninas que formam esse núcleo de sublime construção musical são ao mesmo tempo doces, amorosas e guerreiras. São flores que têm lá seus espinhos guardiões da sua compreensão musical: a defesa inegociável das legítimas tradições estéticas oriundas de mestres como Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Antônio Barros, Jacinto Silva, Gordurinha, Elino Julião, entre outros.


(Vídeo extraído do DVD do grupo paraibano de forró pé-de-serra Clã Brasil, gravado no Teatro Paulo Pontes (Espaço Cultural), em João Pessoa/PA).

Dados Artísticos


Grupo oriundo de Itaporanga (PB) e formado no início dos anos 2000. A formação base conta com as quatro irmãs Lucyane, Laryssa, Lizete e Maria José; e o pai, José Hilton. A família sempre frequentou os bancos acadêmicos de prática e teoria musical.

Com forte influência dos maiores nomes da música tradicional nordestina, como Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Antônio Barros, Jacinto Silva, Gordurinha e Elino Julião, lançaram primeiro CD em 2002: "A sedução do Clã Brasil".

No ano seguinte, lançaram o disco "De onde vem o baião", cuja música título foi composta por Gilberto Gil ainda nos anos 1980.

No álbum, também constou uma composição de Chico César: "Paraíba meu amor".

Em 2004, lançaram o primeiro CD ao vivo "Forró pé-de-serra ao vivo", no qual regravaram sucessos como "Asa Branca" e "Paraíba" de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira; e "ABC do sertão" e "Sabiá", de Luiz Gonzaga e Zé Dantas.

Em 2006, lançaram o segundo CD ao vivo, com o mesmo título do anterior. No repertório, canções assinadas por compositores como Accioly Neto, em "Espumas ao vento"; Pinto do Acordeon, "Tem que ser pra ser"; e Sivuca (c/Glória Gadelha) em "Feira de Mangaio".

Ainda nesse mesmo ano, lançaram um DVD ao vivo, que contou com participações especiais de Sivuca, Marinês, Pinto do Acordeon e Marcos César.

Em 2009, gravaram um novo projeto: O CD/DVD "Clã Brasil canta Dominguinhos". O disco contou apenas com composições do referido compositor, cantor e sanfoneiro.

No ano seguinte, no dia 6 de abril, receberam homenagem solene no plenário da Câmara Municipal de João Pessoa e receberam a "Comenda Ariano Suassuna". Ainda em 2010, foram considerados por especialistas como o grupo paraibano de maior sucesso no Brasil e no exterior.


FONTE

Site Oficial

Dicionário MPB

Bárbara Eugênia


Nascida no Rio de Janeiro e radicada em São Paulo desde 2005, Bárbara Eugênia vê seu nome se projetar no cenário musical a partir do convite do produtor Apollo 9 para gravar duas faixas na trilha sonora de O cheiro do ralo, longa-metragem de Heitor Dhália.



Em sua carreira-solo, Bárbara transita entre as sonoridades da música brasileira e francesa. Adepta à chason française, Bárbara também reinterpretou canções consagradas por cantoras como Anna Karina e Brigitte Bardot no tributo a Serge Gainsbourg, idealizado pelo guitarrista Edgar Scandurra.

O vírus da melancolia se espalhou entre os artistas da novíssima música brasileira. Aparece em variados tons, como no pop experimental feito por Marcelo Camelo no disco "Nós", na bossa de Nina Becker, no folk de Tiê e na psicodelia do Cidadão Instigado. E, agora, na voz rouca de Bárbara Eugênia.



Com rosto delicado e jeito de menina, a carioca de 30 anos desfaz-se do estereótipo de cantora fofa num rock visceral, à PJ Harvey, registrado em seu primeiro álbum, "Journal de BAD", que chegou às lojas em setembro/2010.

Nele, a cantora fala sobre rompimentos, decepções e vaivéns do amor, em letras que assume serem autobiográficas - ainda que algumas ganhem "floreios".

Assim, o disco abre com "Agradecimento", ao ex-marido, cuja separação levou-a a deixar o Rio há cinco anos.



"A Chave" trata de típica reação masculina: a do rapaz que foge quando a moça fala de casamento.

"É exatamente o que estava acontecendo. Precisava fazer piada sobre isso porque estava muito triste", diz ela, acrescentando que, agora, já está "tudo certo" com o namorado, o produtor musical Rica Amabis.

Suas confissões são embaladas por rock "de todos os tipos": "Beatles, iê-iê-iê, tropicália, rock francês, italiano", afirma Bárbara, que prefere a música feita entre os anos 1950 e 70.

Nessa jornada, ela segue em companhia de Tom Zé - com quem divide os vocais em "Dor e Dor"-, Otto, Pupillo e Dengue (Nação Zumbi), Junio Barreto, Karina Buhr e Tatá Aeroplano.

Aos produtores Jr. Bocca e Dustan Galas, coube criar para cada faixa um clima diferente - indo da fossa total de "Dos Pés" à lisérgica "Drop the Bombs".

"A atmosfera que envolve a música da Bárbara lembra coisas delicadas, românticas e, ao mesmo tempo, um rock. Mas é um rock diferente", define Jr. Bocca. Para ele, a carioca é "especial" porque tem algo a dizer: "Cantar é importante. Mas ter conteúdo é mais ainda".

São Paulo "salvou" Bárbara. No Rio de Janeiro, suas lembranças são de interpretar Chico Buarque na praia, concorrer à vaga de vocalista numa banda de rock e quase se tornar cantora de MPB.

"Conheci um produtor que queria fazer um trabalho pop, uma bossinha. Na época, estava na moda", afirma.

Seu caminho começou a se desenhar em 2007, ao encontrar o produtor Apollo 9, que a chamou para cantar na trilha sonora do filme "O Cheiro do Ralo", de Heitor Dhalia.

Em seguida, participou de um projeto do guitarrista Edgar Scandurra interpretando músicas de Serge Gainsbourg e dos shows do 3NaMassa.

Devidamente enturmada, Barbara pôde, enfim, abrir o coração. Bem longe da bossa.



FONTE

Folha Uol

segunda-feira, 28 de março de 2011

Monique Maion


Monique Maion (16 de outubro de 1985) é uma cantora brasileira. Compôs trilhas para os curtas "Outros Modos de Sentir” e “Em uma noite escura, as rosas são amarelas”. Compôs e tocou o jingle do desfile da Coca-Cola Clothing no Fashion Rio Outono Inverno 2010. Foi eleita em 2008 “Artista Revelação” e “Melhor Show Nacional”.

Monique Maion nasceu em Pirituba, São Paulo em 16 de outubro de 1985. A paixão pela música despertou cedo na cantora, mas foi aos 14 anos, ouvindo Janis Joplin, que descobriu a sua verdadeira vocação.

Invadia muitos palcos de bandas desconhecidas para cantar Janis Joplin, mas o seu "primeiro show" foi durante uma viagem de intercâmbio na Inglaterra, aos 15 anos de idade, em um pub chamado Rendez-Vous, em Oxford. É formada em ciências contabeis e tem curso técnico de canto. Sua principal influência é Tom Waits. Além do seu projeto solo está envolvida em mais 3 projetos paralelos (Sunset, Die Katzen e EX).

A música da Monique Maion traz Jazz e Blues, misturado com uma presença de palco Glam. Descrita como a nova voz paulistana pela Revista Rolling Stone, Tom Waits brasileira na web e Espírito livre pelo jornal suiço Der Bund.

Lançou seu primeiro disco em 2008, o Sunset, um duo com o Gustavo Garde, as músicas vão do folk rock ao jazz e pop, com letras que possuem uma mistura de línguas, a portuguesa e a inglesa.

Em 2009 lançou o seu primeiro disco do projeto solo, o Lola, que conta a estória de uma prostituta e é uma crítica aos padrões sociais.

Já no ano de 2010 lançou o single I Killed a Man e prepara-se para lançar o Sunset II. Monique toca ao lado de Maurício Biazzi (Patife Band), Ladislau Kardos (Mamma cadela), Fernando Coelho (Seycheles), Pierro Damiani e Ismael Sendeski (Pick-ups).

Além da carreira solo, Monique tem mais três bandas. Mas ela garante que dá tempo de fazer tudo... Imitar Janis Joplin abriu caminhos, Monique conheceu muita coisa, e um leque gigantesco de outras cantoras e referências se abriu diante dela.

Suave, sem as firulas das mentoras da improvisação, sua interpretação ilustra o Indie jazz. Nem por isso, Mon’Maion se nega aos clássicos. Ela vive o indie. Já tocou em porão e passou perrengue em turnê europeia. Depois de lançar seu EP The Stolen Records na internet, a cantora vai iniciar uma série de shows e se preparar para um disco novo até o fim do ano.



Monique Maion tem um show de tributo a Ella Fitzgerald, admira Tom Waits e foge da "C&A da música". É plural e sabe dar um ar pop ao que pode parecer inacessível para alguns ouvidos.

No melhor sentido do termo. A cantora fez show em Campinas no último sábado (26/03), durante a programação do festival Grito Rock, em noite que também levou ao palco a banda paulistana Seychelles.



De Carmen Miranda a referências do jazz e músicas autorais em seus shows, Monique Maion, já considerada "a nova voz paulistana" por publicações especializadas, tem na bagagem apresentações no exterior e muitos planos para 2011.

Em seu projeto, impressiona desde standards jazz até suas composições próprias. Explora o cult do jazz e blues com releituras de Tom Waits, Serge Gainsbourg, Stray Cats, Lou Reed entre outros temas conceituados.

Acompanhada por um trio de guitarra semi-acústica, contra-baixo acústico e bateria, Mon não fica limitada a apenas cantar. Escaleta, percussão, kazoo e outros apetrechos ficam por conta dela.



"Desde pequena gosto de cantar. Lembro quando tinha uns sete anos e meu vizinho não queria ser meu namorado e disse a ele: "eu vou ser cantora quando crescer e você vai se arrepender". Criança pentelha. Profissional é um termo só para reforçar que é sério. Para mim sempre foi sério, desde a minha primeira gig em Oxford em 2001 aos 15. Essa minha função é muito mais essencial do que profissional." Leia mais da Entrevista aqui

FONTE

http://www.monmaion.com/

wikipédia

Tito Madi


Chauki Maddi, de nome artístico Tito Madi (Pirajuí, 12 de julho de 1929) foi um cantor e compositor brasileiro descendente de libaneses, seu pai e irmãos eram músicos e tocavam violão, alaúde e bandolim. Essa influência fez com que aos dez anos Tito já cantasse em festas da escola.

Por essa época, Madi criou, com os irmãos, o serviço de alto-falantes A Voz de Pirajuí e quando da inauguração da rádio local, foi chamado a colaborar, junto com os irmãos. Aos 18 anos já era um dos diretores da Rádio Pirajuí, onde fazia de tudo um pouco: era locutor, escrevia textos de programas, criava textos de publicidade e, de vez em quando, cantava.

Nascido em Pirajuí, região Noroeste do Estado de São Paulo, é o filho mais ilustre do município, do qual recebe constantes homenagens e ainda é colunista no semanário local, O Alfinete.

Sua fase de compositor começou no final da década de 40. Dedicava-se, também, a organizar shows e eventos. Em 1949 compôs sua primeira música, Eu espero você, e no ano seguinte organizou, ainda na cidade natal, o conjunto de amadores Estudantes Alegres. Na mesma época, servindo no tiro-de-guerra, organizou dois shows musicais e desde então começou a se dedicar à música.

Em 1952 mudou-se para São Paulo, indo trabalhar em rádio e televisão. Durante dois anos, a partir de 1952, atuou como cantor na Rádio e TV Tupi, de São Paulo/SP, e em 1953 teve sua primeira composição gravada, a valsa Eu e você, interpretada pelo conjunto vocal Os Quatro Amigos, liderado por Sidney Morais, que depois dirigiu o conjunto Os Três Morais.

Em 1954, Tito Madi veio para o Rio de Janeiro. No Rio continuou compondo e cantando em boates e rádios. Em 1954 gravou Não diga não e Pirajuí (ambas com Georges Henri), pela Continental, com arranjo do maestro Luís Arruda Pais, recebendo por esse disco o título de Cantor Revelação do Ano.

Tito transferiu-se para o Rio de Janeiro/RJ, ainda nesse ano, passando a cantar com o pianista Ribamar, no ano seguinte, em diversas boates cariocas, como Jirau, Little Club, Texas e Cangaceiro. Por intermédio de Teófilo de Barros Filho, conseguiu um contrato com a Rádio Tupi, do Rio de Janeiro, e continuou gravando pela Continental, lançando, em 1956, Senhorita e Eu voltei, acompanhado pelos Garotos da Lua e As Três Marias.

Convidado, em 1957, para participar dos festejos de aniversário da Rádio Farroupilha, em Porto Alegre/RS, compôs lá uma música de inspiração local, Gauchinha bem querer, que gravou a seguir com Chove lá fora, composição de sua autoria que atingiu as paradas de sucesso e que lhe assegurou quase todos os prêmios de melhor compositor daquele ano, tendo recebido, entre outros, o Disco de Ouro oferecido pelo jornal carioca O Globo, medalhas dos Diários Associados e da Revista do Rádio, esta recebida diretamente das mãos do presidente Juscelino Kubitschek.

Em 1957 teve, finalmente, seu trabalho reconhecido: "Chove lá fora" seu grande sucesso, foi gravado em 1957 e lhe rendeu vários prêmios de composição. A música teve uma versão em inglês, com o nome "It's Raining Outside", gravada por Della Reese e The Platters (um milhão de cópias vendidas). O conjunto vocal norte-americano gravou outras versões de músicas de Madi: Quero-te assim (I Wish) e Rio triste (Sad River), todas com letras em inglês de Buck Ramm.

Tendo rescindido, em 1956, o contrato com a Rádio e TV Tupi, passou a trabalhar como cantor independente e, em 1957, gravou Fracassos do amor (com Milton Silva) e Cansei de ilusões.

Dois anos depois, quando gravou o LP Sua voz.., suas composições, deixou a Continental, transferindo-se sucessivamente para a Columbia (onde gravou cinco LPs até 1964), Odeon, onde gravou um de seus maiores êxitos, Balanço Zona Sul, RCA e Odeon novamente, onde gravou uma série de LPs de sucesso, A Fossa, em quatro volumes.

Entre os seus maiores sucessos destacam-se ainda Menina moça (Luís Antônio) êxito em 1964, Carinho e amor, Canção dos olhos tristes, Sonho e saudade, Amor e paz e Chove outra vez (com Romeu Nunes).

Em 1985



Em 1987 fez temporada no restaurante Via Brasil, em New York, EUA. Gravou 34 LPs e 10 CDs, o último disco em 1996.

O cantor e compositor passou por diversas gravadoras, lançou discos seus e fez participações especiais, apresentando-se em shows no Brasil e no exterior, principalmente Estados Unidos.

Foi um compositor da geração pré-bossa nova, que teve influência sobre o movimento, com sambas-canções de harmonização moderna como: "Cansei de Ilusões", "Sonho e Saudade", "Carinho e Amor" e "Não Diga Não". Outros sucessos, "Fracassos de Amor", "Gauchinha Bem Querer", "Balanço Zona Sul".

Vendeu mais de 100 mil cópias e foi destaque na programação das rádios de todo o país. Ganhou os prêmios mais importantes da época, como os troféus Guarani e Chico Viola. Teve músicas gravadas por grandes nomes da MPB. Em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, há uma rua batizada com o seu nome.



FONTE

Wikipédia

domingo, 27 de março de 2011

Jorge Aragão


♪♫...me chamou a atenção a beleza da poesia contida em "De Sampa a São Luis", de Jorge Aragão... e então eu que já ouvi esta música várias vezes. Gostei do começo: "[...] Como é que eu vou esquecer você". Do meio: "[...] Deito em suas mãos o coração e uma cantiga[...]". "[...] Quando se tem paz tá tudo certo [...]. E da parte que diz: "O amor é só pra quem merece...". ♪♫

De Sampa a São Luis
Jorge Aragão
Composição : Jorge Aragão

Depois não vai dizer que a gente se perdeu
E nem me perguntar como isso aconteceu
A gente dava nó ninguém foi mais feliz
Não tinha amor maior de Sampa à São Luis
Não teve amor maior (não teve amor maior)
Ninguém foi tão melhor (ninguém foi tão melhor)
Como é que eu vou esquecer você


Meu desejo vai nesse avião minh'alma fica
Deito em suas mãos o coração e uma cantiga
Cuida bem do amor, do meu perdão e das meninas
Deixa o céu no chão e Deus por perto
Quando se tem paz tá tudo certo
Minha estrela que ninguém alcança
Me abraça, criança


O amor é só pra quem merece
E por isso pede que eu regresse
A saudade é o mesmo que uma prece de amor

Jorge Aragão da Cruz (Rio de Janeiro, 3 de janeiro de 1949) é um cantor, sambista,compositor brasileiro. Sambista, começou sua carreira na década de 70, em bailes e casas noturnas. Como compositor, despontou em 1977, quando Elza Soares gravou sua composição "Malandro" (com Jotabê).

Foi integrante do grupo Fundo de Quintal (núcleo do gênero pagode) e um de seus principais compositores e letristas, tendo por isso abandonado o conjunto algum tempo depois para dedicar-se à carreira solo. Quase todos os grandes intérpretes de samba (Beth Carvalho, Alcione, Zeca Pagodinho, Martinho da Vila) têm canções de Jorge Aragão em seu repertório.

Jorge Aragão, Colcha de Algodão

O primeiro disco solo, "Jorge Aragão", veio em 1982, pela Ariola. Conhecedor do carnaval carioca, foi comentarista dos desfiles de escolas de samba nas TV's Globo, Manchete e nos últimos anos no projeto Carnaval do Povão pela CNT.

♪♫
Loucuras de uma paixão
Composição: Jorge Aragão


Sem lhe conhecer
Senti uma vontade louca de querer você
Nem sempre se entende as loucuras de uma paixão
Tem jeito não
Olha pra mim
Faz tempo que meu coração não bate assim
Não faz assim, me diz seu nome
Não me negue a vontade de sonhar
De sonhar os meus sonhos com você
Despertando pro seu adormecer
Seria bom demais
Que bem me faz, você.

Com doze discos lançados, Jorge Aragão excursionou pelos Estados Unidos e se apresenta em várias cidades do Brasil. Entre seus sucessos estão "Coisinha do Pai" (com Almir Guineto e Luiz Carlos), consagrado na gravação de Beth Carvalho que valeu uma gravação inédita em 1997 para acordar Mars Pathfinder um robô da Nasa em Marte; "Coisa de Pele", "Vou Festejar", "Alvará", "Terceira Pessoa", "Amigos... Amantes", "Do Fundo do Nosso Quintal" e "Enredo do Meu Samba" entre outras.

♪♫
Coisinha do Pai
Composição : Jorge Aragão, Almir Guineto


O Coisinha Tão Bonitinha Do Pai,
O Coisinha Tão Bonitinha Do Pai,
O Coisinha Tão Bonitinha Do Pai,
O Coisinha Tão Bonitinha Do Pai,

O Coisinha Tão Bonitinha Do Pai,
O Coisinha Tão Bonitinha Do Pai,
O Coisinha Tão Bonitinha Do Pai,
O Coisinha Tão Bonitinha Do Pai

Voce Vale Ouro todo O Meu Tesouro
Tao Charmosa Da Cabeça Aos Pés
Vou Lhe Amando Lhe Adorando
Digo Mais Uma Vez
Agradeço A Deus Por Que Lhe Fez

O Coisinha Tão Bonitinha Do Pai,
O Coisinha Tão Bonitinha Do Pai,
O Coisinha Tão Bonitinha Do Pai,
O Coisinha Tão Bonitinha Do Pai
(olha a charmosa)

Charmosa voce e Tão Dengosa
Que So Me Deixa Prosa
Meu Tesouro voce Vale Ouro
Agradeço A Deus Por Que Lhe Fez

O Coisinha Tão Bonitinha Do Pai,
O Coisinha Tão Bonitinha Do Pai,
O Coisinha Tão Bonitinha Do Pai,
O Coisinha Tão Bonitinha Do Pai,
O Coisinha Tão Bonitinha Do Pai,
O Coisinha Tão Bonitinha Do Pai,
O Coisinha Tão Bonitinha Do Pai,
O Coisinha Tão Bonitinha Do Pai.

♪♫A música "Coisinha do Pai", foi tocada no espaço sideral, quando a engenheira brasileira da Nasa Jacqueline Lyra, programou esta música p'ra 'acordar' o robô em Marte. Jaqueline ficou conhecida na mídia nacional em 1997 quando usou a música Coisinha do Pai, na interpretação de Beth Carvalho, para acionar o Pathfinder, um dos robôs em Marte. “É tradição na Nasa acordar os astronautas com uma música, a nossa equipe resolveu fazer isso também com os robôs. Como estou sempre escutando músicas antigas do Brasil, achei que o samba era bem apropriada por dizer você vale ouro, coisinha tão bonitinha”.

A título de curiosidade posto aqui o vídeo que traz a entrevisa com a Jacqueline Lyra falando Sobre o Robô...



A música "Eu e Você Sempre", gravada pelo grupo Exaltasamba em 2000 tornou o grupo conhecido. Com quase 30 anos dedicados inteiramente à MPB, Jorge Aragão continua em atividade. O veterano do samba se mantém firme no mercado, apostando em uma série de CDs ao vivo (Ao vivo 1 e 2).



♪♫A música "Espelhos d'agua", de Cláudio Rabello e Dalto, que eu já gostava muito de ouvir na interpretação da Patrícia Marx também fica muito especial na voz de Jorge Aragão e de Emílio Santiago...



O álbum ”Jorge Aragão Ao vivo Convida”, lançado pela Indie Records, em 2002, traz duetos antológicos do sambista com figuras consagradas como Zeca Pagodinho, Alcione, Elza Soares, Beth Carvalho, Emílio Santiago, Leci Brandão, entre outros. Mais tarde, depois de um disco de estúdio chamado Da Noite pro Dia vem mais um DVD ao vivo gravado no Canecão(RJ) com o mesmo nome também tendo uma ótima vendagem.

Súplica Cearense (Gordurinha e Nelinho) - Luiz Gonzaga e Jorge Aragão

Atualmente o sambista está com o disco "E aí?", com boa recepção do público.




FONTE




Leila Pinheiro

O Projeto MPB Petrobras apresentou no dia 22/02/11 mais um espetáculo da música brasileira. Quem subiu ao palco foi a cantora Leila Pinheiro. A artista apresentou um espetáculo com voz e piano, às 20h, no Teatro Arthur Azevedo. O projeto promove a formação de plateia para artistas locais e nacionais, além de valorizar a canção brasileira. O MPB Petrobras conta com o patrocínio exclusivo da Petrobras e o apoio da Lei de Incentivo à Cultura – Ministério da Cultura.

Nesta apresentação em São Luis, Leila trouxe sua voz, seu piano e suas influências intuitivas em meio a sua sabedoria emocional, que norteia suas escolhas musicais. A cantora, ao lado do seu piano CP 70, visitou um repertório variado de canções dos seus trabalhos mais recentes e um passeio por outras que a artista escolheu para cantar.

Os compositores e letristas selecionados para a apresentação vão de Chico Buarque a Ivan Lins, entre outros nomes da música popular. Não ficou de fora a eterna inovação de Walter Franco, responsável por um dos grandes sucessos da carreira de Leila, “Serra do Luar”; e a contemporaneidade de Renato Russo, homenageado com o álbum “Meu Segredo Mais Sincero”, onde Leila registra as mais significativas canções do maior nome do rock brasileiro. Autores como Flavio Venturini e Guilherme Arantes, importantes em sua carreira, também são lembrados durante a apresentação.


Na estrada com o novo show desde agosto/2010, Leila Pinheiro, tem surpreendido seus fãs. “No palco, experimento a coisa do rock’n’roll sem dó nem piedade. Isso está mexendo demais com a minha vida, com a minha existência”, relatou a cantora. Na temporada de lançamento de Meu segredo mais sincero, disco de repertório integralmente dedicado ao amigo Renato Russo e à banda Legião Urbana, ela toca pela primeira vez sua guitarra bossa-novista com pegada rocker.

Além de Geração Coca-Cola, exemplar do velho e belo rock’n’roll pesado, ela acrescentou ao repertório ao vivo pérolas como Por enquanto, Bumerangue blues, Música urbana e Eduardo e Mônica, essa em duo com o baixista Maurício Oliveira. Além dos tradicionais piano e teclados, Leila toca Conexão amazônica na guitarra eletroacústica, normalmente utilizada para fazer bossas. “Acho que detonei a minha guitarra, porque estou tocando de paleta”, revelou.



Idealizado e realizado pela Caderno 2 Produções Artísticas, produtora baiana com atuação em várias capitais, o Projeto MPB Petrobras comemora 14 anos de sucesso, consolidado como um dos mais bem sucedidos projetos culturais do país. São vários estilos musicais que, ao longo do ano, ocupam os palcos das cidades, arrebatando um público numeroso, que valoriza e prestigia a canção nacional. Ao todo, são dez cidades conectadas com o melhor da música popular brasileira.


Lembra De Mim
by Leila Pinheiro



Lembra de mim
Dos beijos que escrevi nos muros a giz
Os mais bonitos continuam por lá
Documentando que alguém foi feliz
Lembra de mim
Nós dois nas ruas provocando os casais
Amando mais do que o amor é capaz
Perto daqui, ah! tempos atrás
Lembra de mim
A gente sempre se casava ao luar
Depois jogava nossos corpos no mar
Tão naufragados e exaustos de amar
Lembra de mim
Se existe um pouco de prazer em sofrer
Querer te ver, talvez eu fosse capaz
Perto daqui, ou, tarde demais

Leila Toscano Pinheiro (Belém do Pará, 16 de outubro de 1960) é uma cantora, compositora e pianista brasileira. Filha do gaitista Altino Pinheiro, iniciou-se no estudo de piano aos dez anos, no Instituto de Iniciação Musical.

Em 1974, Leila desiste das aulas teóricas de música e passa a estudar piano com um conterrâneo, Guilherme Coutinho, músico de talento e presença importante no cenário musical de Belém.

Em 1980, ela abandona - no segundo ano - o curso de medicina e em outubro, estreia o primeiro espetáculo, Sinal de Partida (realizado no Theatro da Paz, em Belém), onde estreou como cantora profissional.

Eu não existo sem você - Leila Pinheiro & Rui Veloso


Em 1981, muda-se para o Rio de Janeiro onde gravou o primeiro LP, o independente Leila Pinheiro, produzido por Raimundo Bittencourt.

Excursionou com o Zimbo Trio em 1984, realizando uma série de espetáculos pelo exterior, mas o sucesso veio na verdade quando ganhou o prêmio de cantora-revelação no Festival dos Festivais (TV Globo, 1985), onde interpretou a canção Verde, que foi classificada em terceiro lugar consecutivo e é o primeiro sucesso radiofônico.

Foi graças ao Festival dos festivais (Globo, 1985) que Leila, cantora que tinha um tímido sucesso em shows no Rio de Janeiro até então, explodiu seu primeiro hit radiofônico, “Verde”, que ficou em 3º lugar na competição e fez a nortista de Belém do Pará ser divulgada ao resto do país.


A convite do então diretor artístico Roberto Menescal, Leila assinou contrato com a gravadora Polygram (atualmente Universal Music). O disco que marca a estreia nessa gravadora é Olho Nu, que lhe garantiu o prêmio de melhor intérprete no Festival Mundial Yamaha. O álbum, muito elogiado pela crítica especializada, obteve vendagem significativa.

No ano seguinte, recebe da Associação Brasileira de Produtores de Disco (ABPD) o Troféu Villa-Lobos, como revelação feminina.

Colecionando muitos prêmios, a partir daí prosseguiu com mais dois discos: Alma e principalmente Bênção Bossa Nova. Este último foi lançado em comemoração aos trinta anos de bossa nova no Brasil. Produzido por Roberto Menescal para o mercado japonês, o disco vendeu duzentas mil cópias - marca jamais atingida por um disco deste gênero de música até então.

A partir daí Leila passou a ser conhecida como cantora de bossa nova, rótulo este que seria reforçado com o lançamento do disco Isso é Bossa Nova (1994), que marcou a estreia na gravadora EMI e foi o último a ter versão em vinil.

Nesta gravadora, também lançou Catavento e Girassol, um tributo aos cantores e compositores Guinga e Aldir Blanc, Na Ponta da Língua (1998), que trouxe canções inéditas de compositores novatos e Reencontro (2000), um tributo aos cantores e compositores Ivan Lins e Gonzaguinha.

No final dos anos 90 fez espetáculos com o parceiro e amigo Ivan Lins nos Estados Unidos e ainda um tributo a Tom Jobim realizado na casa de espetáculos nova-iorquina Carnegie Hall. Também participou de outros projetos especiais, tais como Tributo a Tom Jobim (Som Livre) e Sinfonia do Rio de Janeiro, de Francis Hime.

Em 1998 participou do Festival Brazilfest, ao lado de Bebel Gilberto, Patricia Marx, Carol Saboya e do grupo de câmara Quinteto d'Ellas, projeto que foi idealizado na concha acústica de uma casa de espetáculos nova-iorquina, Damrosch Park, Lincoln Center de Nova Iorque (EUA).

Em 2001 retornou à antiga gravadora, pela qual lançou o CD Mais coisas do Brasil, o primeiro ao vivo da carreira, também rendeu o primeiro DVD. O repertório trouxe regravações dos antigos sucessos entre outras canções consagradas.

Transferiu-se para a independente Biscoito Fino em 2004, onde gravou o CD Nos horizontes do mundo (2005), cujo título provisório era Hoje - que deu título ao álbum lançado por Gal Costa.

O sucesso do álbum acabou por gerar o espetáculo homônimo, de onde veio o trabalho mais recente da carreira: Nos horizontes do mundo - ao vivo.



Entre os méritos este conta ser o segundo disco ao vivo e DVD da cantora, após Mais coisas do Brasil.

Em sua versão em CD, Outras Caras trouxe uma música a mais: a colagem de Bom dia Belém - espécie de hino da capital paraense - com Vós sois o lírio mimoso. Isso também aconteceu com o álbum subsequente, Coisas do Brasil, que trouxe Monte Castelo, que não entrou no LP original por problemas de espaço.





FONTE

Wikipédia
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