sexta-feira, 29 de abril de 2011

Viola de Cocho: Arte e Cores do Paço


A Viola-de-Cocho é um instrumento musical encontrado nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, no centro-oeste brasileiro. Recebe este nome por ser confeccionada em tronco de madeira inteiriço, esculpido no formato de uma viola e escavado na parte que corresponde à caixa de ressonância.

Esse instrumento é feito da mesma maneira como se faz um cocho, objeto lavrado em um tronco maciço de árvore usado para colocar alimentos para animais na zona rural. Nesse "cocho" é afixado um tampo e as partes que caracterizam o instrumento, como o cavalete, o espelho, o rastilho e as cravelhas.

A Viola-de-Cocho foi reconhecida como patrimônio nacional, registrada no livro dos saberes do patrimônio imaterial brasileiro em dezembro de 2004.

O músico Thiago Quevedo, que estudou no Conservatório Brasileiro de Música, e foi aluno da professora Carmelita Reis, uma das mais renomadas musicistas brasileiras - apresenta “Araras da Cidade. Músicas do Mato” com viola de cocho, viola caipira, orquestra e uma belíssima exposição de fotos de araras.

Em versão orquestral são apresentadas obras escritas originalmente para viola de cocho e viola caipira que fazem parte da discografia que acompanha o livro “Araras da Cidade. Músicas do Mato" de Thiado Lopes Quevedo. A junção da fotografia com a música vem para destacar a integração das artes como elementos que agregam ao Meio Ambiente, o esforço pelo cuidado para com a natureza.

O Arte e Cores do Paço, realizado pela Prefeitura Municipal de Campo Grande/MS, por meio da Fundação Municipal de Cultura, do mês de maio faz uma integração entre música e imagem, arte e meio ambiente. A sensibilidade musical de Thiago Quevedo resgatou nuanças do som da viola de cocho, instrumento musical considerado um patrimônio cultural brasileiro e suas lentes captaram uma das mais representativas belezas naturais do Brasil, as araras. Espécie que escolheu recantos de Campo Grande para viver.

O trabalho fotográfico de Thiago começou de maneira despropositada, mas aos poucos a beleza das araras passaram a influenciar suas composições e, assim, nasceram músicas como Arara Híbrida e Arara Azul, entre outras obras que farão parte do CD livro com previsão para ser lançado ainda no primeiro semestre de 2011.

A junção da fotografia com a música destaca a integração das artes como elementos que agregam ao Meio Ambiente, o esforço pelo cuidado para com a natureza. O livro aborda a relação entre o quase desaparecimento da viola de cocho e a ameaça territorial sofrido pelas araras estabelecendo a ligação entre a necessidade do planejamento para equilibrar o desenvolvimento e a conservação dos patrimônios cultural e ambiental, levando à reflexão sobre o zelo e as obrigações humanas frente ao Meio Ambiente e a Cultura.

Foram os amigos que me chamaram a atenção para a qualidade das imagens e resolvi então uni-las para a edição de um livro acompanhado de CD, mas antes mesmo de sua edição já apresentei o trabalho em concertos e festivais”, declarou.

O último desafio de Thiago foi selecionar as imagens para a exposição no Paço Municipal, espaço criado por iniciativa do Executivo visando a valorização das artes e dos artistas locais. “Eram muitas e eu gosto de várias, mas consegui escolher as que mostram as araras da cidade e a exuberância dessas aves, que acabaram por influenciar a criação musical com esse peculiar instrumento de nosso mato, de nosso Mato Grosso do Sul”, comentou.

Em seus quadros aparece o contraste entre araras, prédios e fios elétricos e também ninhos que revelam o doce cotidiano dos casais, da reforma do ninho, passando pela espera do parceiro a momentos de carinho.

A apresentação musical que abre a exposição, no dia 02 de maio, às 9 horas, no Paço Municipal, terá como atração Thiago Quevedo (viola de cocho) e o quinteto da Orquestra Sinfônica Municipal de Campo Grande com flauta, clarinete, violino, violoncello, viola e o violão nas mãos maestro Eduardo Martinelli.

A exposição recebe o apoio cultural da Câmara Municipal de Campo Grande, por sua importância para a conscientização ambiental e cultural e estará a mostra na Casa de Leis no mês de junho.

CURIOSIDADES

O músico Thiago Quevedo, que estudou no Conservatório Brasileiro de Música, tocou o violino de eucalipto e disse ter ficado impressionado com a qualidade do instrumento
*Em 2008, o músico Thiago Quevedo e a publicitária Josiane Guerra Niz, de Campo Grande/MS, e visita a Joinville, para buscar um violino, ao passarem por Ponta Grossa, decidiram pesquisar sobre violinos no Paraná e descobriram o Projeto Musicar – Oficina Escola de Lutheria e Orquestra Filarmônica, desenvolvido pelo acadêmico de Engenharia Química da Fateb, com o apoio da instituição e da Klabin. O projeto lhes interessou tanto que decidiram desviar o roteiro da viagem e passar por Telêmaco para conhecer a iniciativa inédita da construção de violinos com madeira de eucalipto....


Thiago mostrou a Wendel a viola de cocho, instrumento típico do pantanal sul-matogrossense. Wendel gostou tanto do instrumento que tirou imediatamente as medidas para produzir uma réplica.
*Thiago e Josiane, que também já estudou música, criaram o projeto MAC – Música, Arte e Cultura, que é desenvolvido na Escola Paulo Freire, em Campo Grande. O MAC tem como objetivo formar músicos, abrangendo não apenas os estudantes em situação de vulnerabilidade social, como também os da escola privada. A grade prevê 6 anos de preparo do aluno, para que possa adentrar numa faculdade de música, ou, ao menos, tornar-se um apreciador da música erudita.

O projeto envolve o aprendizado de violino, viola, violoncelo, violão e viola de cocho, um instrumento típico da região do pantanal sul-matogrossense. A metodologia de ensino, diz Josiane, é adaptada à região e os alunos têm aulas como parte da educação artística, ou seja, a disciplina de música integra o currículo escolar, não exigindo que para aprender música o estudante compareça a outro local, senão a escola na qual já está matriculado.

Thiago e Josiane contam que o projeto surgiu devido à necessidade detectada na região para a valorização da música erudita. “Nosso sonho é uma escola focada na formação do musicista. Nosso foco é preparar a base, com a criança e o adolescente. E a partir disso desenvolver um processo metodológico da formação continuada. Nosso objetivo é divulgar a música erudita, criar a afinidade, trazer o prazer para este estilo também porque não só a música popular é valorosa. Nós valorizamos a música erudita e a cultura regional, foi por isso que o projeto do Wendel nos interessou tanto, pois faz um produto de qualidade com matéria-prima local”, revela a publicitária.

Wendel mostrou aos visitantes seu violino de eucalipto. “A primeira reação de quando pegam o violino é a desconfiança. O que eu sempre falo que vai ser mais difícil de vencer é o tradicionalismo da construção de violinos apenas com madeira importada”, disse a eles. Mas logo em seguida Thiago tocou o instrumento e avaliou: “É um instrumento que me impressionou muito. Achei muito inteligente! Ele está com uma espessura e um verniz que não são ideais e ainda assim está com um som melhor que o de muitos instrumentos por aí. Como este é o primeiro, tenho certeza que ele pode evoluir ainda cerca de 50%. Você está de parabéns! Eu vou querer um”.

Pela faculdade, nós ficamos feliz em ver que tem interesse em incentivar um projeto como este. Para nós é fantástico, porque sabemos que ainda há uma resistência muito grande para conseguir parcerias. É impressionante ver que na região há parceiros que compreendem e apóiam este projeto”, salienta Josiane.

Wendel contou a eles sobre a sua pesquisa com a madeira, o verniz e a fabricação dos instrumentos. Os músicos tinham no carro, além do violino que foram buscar em Joinville, uma viola de cocho, a qual Wendel não perdeu a oportunidade de conhecer. O instrumento pantaneiro interessou tanto ao músico telemacoborbense, que logo ele tirou suas medidas para construir uma réplica. Além de intercambiarem conhecimentos sobre os projetos, Wendel, Thiago e Josiane trocaram dicas sobre lutheria, instrumentos, literatura e música, deixando para avaliação uma proposta de parceria para estudo do comportamento do violino de eucalipto produzido em Telêmaco Borba.
 
FONTE

Capital News

Fateb

Wikipédia

Precisa-se de: Produção Acadêmica sobre a Música Popular Brasileira...



Renovação da música brasileira iniciada nos anos 1990 ainda não foi alvo de uma produção reflexiva...
Hoje não se fala em Tiê, por exemplo, sem se falar em Marcelo Jeneci, Tulipa Ruiz, Leo Cavalcanti e outros tantos. É possível, portanto, ver a nova geração da música feita em São Paulo num só quadro. Mas é praticamente impossível encontrar reflexões sobre esse quadro e as condições que o formaram, ver suas relações com a também intensa produção do Rio, entender o papel dessa cena na história da música brasileira. Embora não tenha começado ontem, mas esteja num momento maduro, a turma que vem revitalizando a canção nacional não encontra, no ambiente acadêmico ou fora dele, quem a trate como tema prioritário de análises.

- Existe uma cena que começa no disco do Mulheres Q Dizem Sim (de 1994) e que tem no Los Hermanos a sua maior expressão - situa Romulo Fróes, decano (39 anos) da nova geração paulista e único ator da cena a escrever frequentemente sobre ela, incluindo artigos sobre os cariocas Nina Becker e Domenico Lancellotti. - Como ninguém escrevia sobre a gente, eu fui escrever.

No texto "A nova música brasileira e seus novos caminhos", de 2009, Romulo mostra que a democratização dos meios de gravação resultou no domínio destes meios por parte dos artistas e, em seguida, na criação de músicas que justificassem tal domínio, pois "antes uma grande canção mal gravada do que uma bobagem de altíssima qualidade sonora".

- Mas ninguém precisava de nenhum endosso, queriam que os mais antigos se danassem. O movimento foi o contrário: Caetano (Veloso) se aproximou da turma ao montar a banda Cê (em 2006), e aí abriu os olhos de José Miguel (Wisnik) - diz Romulo. - Sinto falta de um diálogo com a geração surgida nos anos 1960, tida como a última grande da canção brasileira. Esse diálogo só se dá com Caetano.

Opinião semelhante é a de Domenico, parceiro e grande amigo do filho mais velho de Caetano, Moreno Veloso: - Não tem nenhum outro que continue se arriscando assim.

O projeto +2, que os amigos fizeram com Kassin, já foi tema de tese na Argentina e palestras no Rio Grande do Sul, mas nada no Rio, segundo Domenico.

- A academia tem extrema dificuldade de lidar com o contemporâneo - afirma Frederico Coelho, historiador, DJ e pesquisador do Nelim (Núcleo de Estudos de Literatura e Música), da PUC-RJ. - Por um lado, investiga-se o funk, o rap, pois é o outro, o estranho. E há o vício de se trabalhar com a música dos autores surgidos na década de 1960. Para mim, que tenho 36 anos, a década de 1980 já é história.

Coordenador do Nelim e interlocutor frequente de Maria Bethânia, Júlio Diniz vê um "hiato" na produção acadêmica sobre a música brasileira.

- Praticamente não há reflexão sobre o que aconteceu nos últimos 20 anos - diz ele, anunciando para o segundo semestre um seminário na PUC sobre a nova cena musical.

Santuza Cambraia Neves, da PUC, e Fred Góes, da UFRJ, ressaltam que há muita gente estudando o momento, mas são grandes a diversidade de estilos e a rapidez das mudanças.

- Você há de convir que a academia é um pouco canônica. Mas, também, é normal que ela olhe coisas mais sistematizadas, para não ficar superficial, presa a modas - diz Góes.

Participante de muitas bancas, Diniz não vê um panorama mais pujante em São Paulo, lembrando que os trabalhos acadêmicos de Wisnik e Luiz Tatit não são lidos pelos fãs de suas composições. Para Frederico, no entanto, "São Paulo nunca parou de dialogar com a canção brasileira", e a cena atual agrada aos que procuram inserir novidades num painel histórico.

Especialmente em função do Los Hermanos, Wisnik e Arthur Nestrovski criaram o conceito "canção expandida", que serve bem aos artistas que estão se revelando: melodias e letras que digressionam, sem bases fixas.

- Sinto uma trajetória na minha música de desligar ou diminuir o sentido lógico das coisas - diz Marcelo Camelo, que, embora referência para eles junto com o também hermano Rodrigo Amarante, diz conhecer pouco os nomes que despontam em São Paulo.

Wisnik não enxerga "um estilo paulista, mas uma sensibilidade de época".

- Não acho que estejamos fazendo um acompanhamento crítico da movimentação de São Paulo. Se isso configura uma cena, é porque os músicos dessa geração têm feito eles mesmos que seja assim - acredita ele.

Tatit também não crê na necessidade de um endosso:

- Os trabalhos artísticos em geral são fenômenos que não dependem da crítica ou dos modelos analíticos, assim como as plantas, por exemplo, não dependem dos botânicos para que desenvolvam seu ciclo de vida. Portanto, não cabe ao acadêmico aceitar ou rejeitar uma "cena" ou um "movimento" musical.

A falta de uma reflexão crítica no Rio pode ter um fundamento econômico, pensam músicos como Romulo Fróes e Marcelo Callado. Com o fechamento de casas como o Cinémathèque, faltam lugares para que uma cena se dê fisicamente. A situação vem melhorando com os projetos Rival Mais Tarde e Oi Sonoridades, além da abertura anunciada do Studio RJ, versão carioca do Studio SP, sede dos novos paulistas.

Baterista de Caetano Veloso e da banda Do Amor, Callado diz que tem viajado com seu grupo pelo Brasil, mas só fez quatro shows no Rio.

- Temos artistas tão bons quanto os de São Paulo, mas os de lá se organizam melhor - diz. - O público daqui só se interessa por quem está estourado. E nós, músicos, somos um pouco da turma do chinelinho, não temos um pensador como o Romulo. Mas não me envergonho, é o nosso estilo.

Mariano Marovatto, que acaba de lançar um CD e faz doutorado na PUC, é mais duro:

- Falta de tudo na música do Rio. Talvez falte argumentação crítica por causa do comodismo. Aqui acabou a música em processo. As pessoas só vão aonde todo mundo vai. E o cara faz uma canção, vai à praia e já pensa que é artista.

David Pacheco registrará a nova cena carioca no documentário "A comunidade que vem", que rodará até outubro priorizando as bandas Do Amor, Letuce e Os Outros.

A coesão entre esses jovens é maior do que entre os da MPC (Música Popular Carioca), turma que a imprensa tentou rotular nos anos 1990: Pedro Luis, Farofa Carioca (com Seu Jorge), Boato e outros.

- Nós, os eleitos, fugimos, acho que muito pelo espírito libertário e múltiplo da reunião espontânea que assim quiseram batizar - lembra Pedro Luis. - A velocidade das comunicações jogou por terra qualquer possibilidade de movimento, no sentido clássico. Mas a crítica e a teoria estão na sua função, pois a História precisa de classificações.

by Luiz Fernando Vianna


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oglobo

Arthur Moreira Lima


Considerado uma das mais importantes personalidades da nossa cultura, Arthur Moreira Lima projetou-se internacionalmente no Concurso Chopin de Varsóvia. Laureou-se também nos Concursos de Leeds (Inglaterra) e Tchaikovsky (Moscou). Desde então, Moreira Lima tem feito turnês em todos os continentes, lotando as principais salas de concertos do mundo.

O cenário não poderia ser mais propício. A chuva fina, que caiu sobre a cidade durante a noite de quarta-feira (27/04/2011), obrigou a produção de Arthur Moreira Lima a mudar o local da apresentação do pianista: o altar do Santuário de Nossa Senhora da Piedade.

Barbacena foi o palco da apresentação de número 371 da turnê “Um piano pela estrada”, idealizada por um dos mais importantes personalidades da cultura brasileira. A cada peça executada Arthur Moreira Lima interagia com o público explicando o autor e também contando algumas histórias. Diversas vezes a platéia barbacenense aplaudiu de pé o artista.

Por cerca de 1h30 Arthur executou peças de artistas internacionais como Bach, Mozart, Beethoven, Chopin, Liszt, e os brasileiros Pixinguinha, Villa-Lobos, Ernesto Nazaret e Luiz Gonzaga. A reação do público parecia unanime, como se uma hipnose coletiva tomasse conta da centenária igreja barroca, tamanha admiração para com Arthur Moreira Lima. Carinhosamente o pianista atendeu ao pedido do público e voltou ao palco para uma última peça.



Um sorriso pela estrada – Em conjunto com o “Um piano pela estrada”, a equipe de Arthur desenvolve o projeto Um sorriso pela estrada, idealizado pelas odontólogas Margareth Garret e Grasiela Garret da Silva. Em Barbacena as profissionais visitaram a Escola Pio XI, onde ministraram palestra educativa sobre prevenção, saúde e higiene bucal, distribuição de kits e escovação em escovódromos.

Arthur Moreira Lima Jr. (Rio de Janeiro, 16 de julho de 1940) é um pianista erudito brasileiro, famoso por suas interpretações de choro.

Começou a estudar piano aos seis anos. Aos nove, tocou um concerto de Mozart com a Orquestra Sinfônica Brasileira. Seus mestres foram Lúcia Branco (Rio de Janeiro), Marguerite Long (Paris) e Rudolf Kehrer (Conservatório Tchaikovsky de Moscou).

Projetou-se internacionalmente no Concurso Chopin de Varsóvia. Laureou-se também nos Concursos de Leeds (Inglaterra) e Tchaikovsky (Moscou).

Arthur criou um projeto o Piano pela Estrada, na área social que mescla o popular e o erudito. O projeto faz parte uma campanha de democratização da cultura e leva a música erudita, através de um caminhão, que monta um palco em uma hora, aos mais distantes cantos do país.


O Caminhão de Teatro participou antes de outros projetos sociais, antes de Arthur decidir criar o próprio, como: 'Francisco - Um Rio de Música (2003), São Paulo 450 Anos, CTBC 40 Anos, Embratel 21 (todos em 2004), Light 100 Anos (2005), Nos Caminhos da Fronteira (2005/06), Nos Caminhos de JK (2007), e atualmente, Nos Caminhos dos Tropeiros (2009).

Entre as orquestras e os regentes famosos com quem já se apresentou, estão as Filarmônicas de Leningrado, Moscou, Varsóvia, Sinfônicas de Berlim, Viena, Praga, BBC de Londres, National da França, sob a direção de Kurt Sanderling, KiriIl Kondrashin, Mariss Jansons, Serge Baudo, Jesus Lopez-Cobos, Sir Charles Groves, Vladimir Fedosseyev, Rudolf Barshai...

A crítica mundial o considera extraordinário intérprete do grande repertório romântico e não tem poupado elogios à beleza da sua sonoridade e ao seu grande virtuosismo. A revista LA SUISSE chamou Moreira Lima "O Pelé do Piano", a crítica americana elegeu sua gravação dos Noturnos de Chopin "o mais importante registro pianístico do ano", e o famoso crítico londrino Dominic Gill do FINANCIAL TIMES escreveu "Moreira Lima sabe tudo sobre o piano romântico, fazendo seu instrumento falar".

Em seu trabalho de resgate e difusão das raízes culturais brasileiras, Arthur Moreira Lima foi solista da primeira audição do Concerto n. 1 de Villa-Lobos no Japão, Rússia, Áustria e Alemanha. Foi também o pianista que fez reviver a obra de Ernesto Nazareth. Por seu trabalho discográfico no Brasil, recebeu por duas vezes consecutivas o Prêmio Sharp (1989 e 1990).

Nos Estados Unidos, seu CD da obra de Ernesto Nazareth foi incluído na lista das melhores gravações do ano da Stereo Review Magazine. Um CD de Chopin Favourites lançado no Japão pela Nippon Columbia continua como um dos best-sellers da companhia.

Lançado internacionalmente pelo selo Olympia em 1999, seu CD com músicas de Astor Piazzolla foi considerado na França como "Disco do Mês" pela revista Répertoire e pela revista Tipptopp da Rádio da Suiça alemã. Gramophone, na Inglaterra, escreveu que Moreira Lima "captou magicamente a fantasia e grandiosidade da música", e a BBC Music Magazine: "Moreira Lima é um marcante e eloquente campeão de Piazzolla. Este CD certamente irá converter os céticos".



A revista CARAS lançou em 98/99 em todo o Brasil uma coletânea de 41 CDs onde Moreira Lima interpreta de Bach a Bartok, incluindo compositores brasileiros como Villa-Lobos, Radamés Gnattali e Nazareth. Ao total, mais de 100 compositores europeus, americanos e brasileiros, clássicos e populares.



Arthur Moreira Lima já gravou nos Estados Unidos, Inglaterra, Rússia, Japão, Suíça, Bulgária e Polônia. No repertório: Bach, Beethoven e Mozart (as sonatas famosas), Chopin (integral da obra para piano e orquestra com a Filarmônica de Sofia, todos os Noturnos, Polonaises, Valsas, Prelúdios e Scherzi) nos Estados Unidos, uma antologia da obra pianística de Villa-Lobos (3 CD's), de Radamés Gnattali e de Tchaikovsky, assim como os grandes concertos para piano e orquestra (Rachmaninov, Tchaikovsky, Mozart) com grandes formações sinfônicas européias: Orquestra da Rádio da Polônia, da Rádio de Moscou e de Câmara de Moscou.



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WIKIPÉDIA

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BARBACENA ONLINE

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Renato Borghetti

Renato Borghetti, mais conhecido como Borghettinho (Porto Alegre, 23 de julho de 1963) é um acordeonista brasileiro. Toca gaita-ponto. Borghetti começou na música aos dez anos de idade, tocando uma gaita-ponto que ganhou do pai. Em pouco tempo já era atração no Centro de Tradições Gaúchas comandado por seu pai e, aos 16 anos, se apresentou pela primeira vez.

Stereo Love - Renato Borghetti feat Edward Maya


Renato Borghetti, em sua primeira incursão à música eletrônica, nos brinda com uma sensual mistura de ritmos e sensações. Acompanhado de Edward Maya e Vika Jigulina, Renato explora todos os vieses da musicalidade gaúcha através de um caleidoscópio formado por tradicionalismo e contemporaneidade. Um virtuose do acordeon incendiando a pista na balada...


Seu primeiro disco, o Gaita-Ponto tornou-se o primeiro álbum de música instrumental brasileira a ganhar um disco de ouro, vendendo cem mil cópias. Excursionou por todo o Brasil, e por diversos países da Europa, e fez uma temporada no S.O.B.’s, em Nova Iorque.

Em 1991 ganhou o prêmio disco do ano, na categoria regional, da Associação Paulista de Críticos de Arte. Renato mescla folclore e modernidade em suas composições, tendo um estilo inconfundível. Tem mais de uma quinzena de discos gravados e dezenas de participações em gravações.

A Gaita Ponto, como é chamada nessa região, confere ao folclore do RS, grande força e intensidade.
 
 

Com sua música, Borghetti obteve desde o início da sua carreira, um êxito popular surpreendente para um músico que permanece fiel as suas raízes folclóricas. Não que a música do RS seja rotulada de hermética ou purista. Ao contrário, Borghetti tem revisitado, adaptado e modernizado diversas e importantes “standarts” no folclore do RS.

Demonstra não se intimidar com influências de outras formas e estilos brasileiros e do mundo em seu trabalho, como o pop, samba, jazz, tango e outros, os quais adapta e agrega ao seu estilo único de tocar acordeon. Não apenas o jeito europeu de tocar gaita prevalece no Brasil. Esta diferença materializada na obra diferenciada de Renato Borghetti, faz dele um mestre popular na medida em que renova a sonoridade folclórica de seu estado natal – um sucesso mais surpreendente para um musico que ao invés de um trabalho vocal optou por um trabalho instrumental.

Seu primeiro álbum gravado em 1984, com recursos próprios e nas madrugadas ociosas de um estúdio em Porto Alegre, foi um sucesso instantâneo, alcançando a marca de 100.000 copias em poucos meses e tornando-se o 1º disco de ouro de toda a historia da musica instrumental brasileira. Hoje é referencia nacional em seu estilo, e já conta com 23 discos gravados e 02 DVDs.

Renato Borghetti é hoje um dos artistas brasileiros de mais solida carreira internacional. De 2003 a 2006 , chegou a fazer duas, três e até quatro turnês anuais.

Borghetti e seu grupo estrearam no Festival de Verão de Bolonha a turnê européia de 2007, que durante quase um mês percorre outras sete cidades italianas, passando ainda por festivais na Croácia, Republica Tcheca, Áustria e Alemanha. Na Áustria, onde se apresenta regularmente desde 2000, Renato se sente em casa, pois não há cidade em que não tenha tocado.

“Lá tenho até um fã clube, as pessoas vão a tudo que é show, saem de Viena para assistir em cidades do interior e vice-versa, sempre lotando os lugares”, conta. Este ano, o mano e empresário Marcos Borghetti marcou só uma temporada européia para poder atender a compromissos no Brasil e finalizar o segundo DVD, Fandango, com show de lançamento previsto para outubro, no Teatro do Bourbon Country.

No verão europeu, as apresentações são na maioria ao ar livre, para milhares de pessoas; mas também teatros, clubes de jazz, casas noturnas e centros culturais daqueles países e da França, Portugal, Hungria, Holanda, Eslovênia, Bélgica, Suíça tem programado a musica do gaucho.

Para os que gostam de rótulos e classificações (como os jornalistas), o instrumental, o instrumental de Borghetti costuma entrar nos arquivos de etnomusic, world music, jazz fusion. Mesmo tendo na essência ritmos como vanerão, chote, milonga e chamamé, não causa nenhum estranhamento. Até pelo contrario : “ A sonoridade do acordeon é familiar para o público europeu, e como partimos de nossas raízes para uma música mais elaborada, uma coisa mais jazzística, a aceitação é total. São normalmente shows longos, não saímos sem fazer três a quatro bis, temos que voltar para o palco sem os instrumentos, se não nos pedem para tocar mais”.



As formações do grupo alternam quartetos, quintetos e sextetos. Na turnê européia deste ano, atua o quarteto, com Daniel Sá nos violões, Pedrinho Figueiredo na flauta e sax e Vitor Peixoto nos teclados. Em outras circunstancias, entram Hilton Vaccari, (violão ritmo), Ricardo Baumgarten (baixo), Caco Pacheco (percussão) e Marquinhos Fê (bateria). É uma turma que se entende as mil maravilhas, cevada em estradas, aeroportos, palcos, bares e hectolitros de mate e cerveja na Fazenda do Pontal.

A sala de grandes janelas da casa de campo dos Borghetti, à beira do Guaíba, em Barra do Ribeiro, foi transformada em estúdio de gravação para o DVD, que vai mostrar um Renato em meio a paisagens do Rio Grande, contando sua história desde o inicio, surpreendentemente falante. Se forem ouvidos no DVD sons de chuva e vaca mugindo, é porque ele faz justiça à natureza, em meio à qual foi criado.



“Não vamos limpar nada”, garante. Os 22 discos anteriores do gaiteiro foram feitos em estúdios urbanos. Desta vez, ele resolveu fazer o caminho inverso, levando para o ambiente rural a mais moderna tecnologia. Com direção do bamba Rene Goya Filho, o DVD é o primeiro produzido no Rio Grande do Sul no formato HD (High Definition).

Duelo de Gigantes!!! Yamandú Costa vs Renato Borghetti

Na Europa, o disco Fandango será lançado em 2008, durante a grande turnê em que Borghetti comemorará 10 anos de shows no continente. Suas primeiras apresentações foram em 1998, em Portugal e na França. Já a primeira viagem internacional foi em 1990, para shows no S.O.B.´s, de Nova York. Em 1995, estreou no Uruguai e na Argentina. Em 1999, voltou a França. No ano seguinte, de novo Portugal, França e o inicio do idílio com o público austríaco. A partir daí, dezenas de carimbos de passaporte: Viena, Innsbruck, Linz, Paris, Toulon, Berlin, Munique, Bremen, Budapeste, Lisboa, Praga, Florença, Padova, Lubliana, etc... Nos EUA foram duas vezes em 2006, uma delas no Festival do Acordeon de San Antonio, no Texas.

Borghetti é cada vez mais atração internacional também em festivais do instrumento, ao lado de estrelas como o italiano Ricardo Tesi, o irlandês Martin O´Connor, o português Artur Fernandes, o espanhol Kepa Junqueira. Um deles, talvez dois, poderá vir ao Brasil, em 2009, para participar das comemorações dos 25 anos de lançamento da estréia em LP de Renato, com aquele álbum que, vendendo mais de 100 mil cópias, ganhou o primeiro disco de ouro da musica instrumental brasileira.



FONTE

site oficial

wikipédia

Luiz Ayrão


Com 40 anos de carreira, o sambista carioca Luiz Ayrão se apresenta em Piracicaba no dia 7 de maio, às 22h, no clube Cristóvão Colombo. O show acontece em homenagem ao Dia das Mães, celebrado no domingo (8/05). O repertório inclui seus maiores sucessos como “Nossa Canção”, “Os amantes” e “Bola dividida”. Músico, letrista, compositor, cantor e escritor, Luiz Ayrão promete agitar o público com canções que marcaram época e fazem parte da memória não só das mães, mas de todos os seus fãs.

Luiz Gonzaga Kedi Ayrão (Rio de Janeiro, 19 de janeiro de 1942) é um cantor brasileiro que fez grande sucesso com as canções: O Lencinho, Porta Aberta, Nossa Canção, Águia na cabeça e Os amantes, esta última gravada em 1979 e que vendeu aproximadamente dois milhões de cópias.


Duas outras grandes paixões, além da música, são o futebol, Flamengo é seu time do coração, e a Escola de Samba Portela, onde é um de seus Diretores de Harmonia e integrante da Ala de Compositores.

Cantor, compositor e escritor, Luiz Ayrão nasceu no bairro do Lins de Vasconcelos, no Rio de Janeiro. Filho do músico e compositor Darcy Ayrão (Viveu de 1915 à 1955), cresceu em ambiente musical. Na casa de um tio, Juca de Azevedo, saxofonista, costumavam freqüentar Pixinguinha e João da Baiana, que tocavam composições do maestro e professor Ayrão.

Aos 20 anos, através de seu tio compositor, conheceu vários artistas de renome, entre eles, Ataulfo Alves, Humberto Teixeira, Osvaldo Santiago e Alcir Pires Vermelho. Posteriormente, formou-se em Direito e atuou durante alguns anos na profissão de Advogado e Procurador do BEG - Banco do Estado da Guanabara.

Em 1963 teve sua primeira composição gravada, Só por Amor, interpretada por Roberto Carlos, que logo depois, também viria a gravar, no ano de 1966, Nossa Canção, considerado o primeiro sucesso romântico do cantor. Por essa época, compôs várias músicas que foram gravadas por diversos artistas da Jovem Guarda.



Em 1968 participou do festival "O Brasil canta no Rio", da TV Excelsior, com a composição Liberdade! liberdade... Em 1969, a convite de Rildo Hora e Romeu Nunes, esta música foi lançada em compacto simples pela RCA Victor. Pela mesma gravadora lançou mais três compactos simples com as músicas Vou e Duvido...duvido..., Igreja Vazia e Às Margens do Rio, Hoje está Fazendo um Mês e Foi a Noite, Sozinho na Multidão e Seis e Dez e por fim um compacto com o samba Puxa que Luxo!, de sua autoria.

Em 1970 Ciro Monteiro, gravou Por isso Eu Canto Assim. Neste mesmo ano Roberto Carlos interpretou Ciúme de Você.

Em 1973 gravou um compacto simples com a música Porta Aberta, composição de sua autoria em homenagem à Portela, considerado seu primeiro sucesso como cantor. Um mês e meio depois, já em 1974, devido ao grande sucesso do compacto, a gravadora Odeon lançou seu primeiro LP, Luiz Ayrão, do qual se destacaram as faixas No silêncio da Madrugada e Porta Aberta.

No ano seguinte, pela mesma gravadora, lançou o disco Missão, despontando com os sucessos nacionais Bola Dividida, de sua autoria, e ainda Saudade da República, de Artúlio Reis. Por essa época, mudou-se com a família para São Paulo e passou a cantar na Catedral do Samba, uma das principais casas da noite paulista, dividindo o palco com Pery Ribeiro e Leny Andrade.



Ainda em São Paulo, como empresário, fundou três casas de shows de sucesso: Canecão Anhembi, Sinhá Moça e Modelo da Liberdade, nas quais se apresentaram Roberto Carlos, Elis Regina, Simone, Chico Anísio, Amália Rodrigues, Martinho da Vila, Clara Nunes, Cauby Peixoto, Ângela Maria, Isaurinha Garcia, Jair Rodrigues, Silvio Caldas, Nelson Gonçalves, Inezita Barroso, Adoniran Barbosa, Os Demônios da Garoa, Os Cantores de Ébano, Lana Bittencourt, entre outros.

Em 1976 regravou Nossa Canção no LP Luiz Ayrão, no qual também foram incluídas de sua autoria, Conto até Dez, Reencontro, A Viúva, Bola pra Frente, Um Samba Merece Respeito, O Lobo da Madrugada. Deste LP, destacou-se também Quero que Volte, permanecendo por mais de um ano nas paradas de sucesso.

Em 1977 gravou novo LP, destacando-se o choro Meu Caro Amigo Chico, no qual fez uma resposta musical ao também choro Meu caro amigo, de Francis Hime e Chico Buarque. Outras composições de sua autoria, entre elas, O Divórcio (Treze anos) e Os Amantes, também alcançaram sucesso. Uma polêmica envolveu o lançamento do disco por causa da faixa Mulher à Brasileira, samba-enredo com o qual havia chegado às finais na escolha de samba na GRES Portela para o desfile do ano seguinte, sendo o samba aclamado como o preferido pela comunidade na quadra da escola e bastante divulgado nas emissoras de rádio, inclusive, foi cantado pela multidão presente nas arquibancadas superlotadas na hora do desfile de 1978.

Neste mesmo ano de 1978 gravou o LP O Povo Canta, no qual interpretou de sua autoria Jogo Perigoso, além de Amor Dividido e Violão Afinado, ambas em parceria com Sidney da Conceição, além da faixa-título, também parceria de ambos. No disco incluiu ainda Meu Anjo, composição que seu pai fizera em homenagem à sua mãe Sylvia.

No LP Amigos, de 1979, interpretou um de seus maiores sucesso, a composição A Saudade que Ficou - O Lencinho, de Joãozinho da Rocinha (um de seus pseudônimos) e Elzo Augusto. Na faixa contou com a participação especial do coral dos Canarinhos de Petrópolis. Destacou-se também neste disco a faixa Escola de Samba, de sua autoria.

No ano seguinte, 1980, incluiu no novo disco as composições De Amigo pra Amigo,com Picolino da Portela, Coração Solitário, com Lourenço, Moradia,com Belizário César, Súbita Paixão, com Higino Tadeu, Eu Vou te Procurar, com Augusto César e Casado, em parceria com Sidney da Conceição e Augusto César. O sucesso deste LP foi o samba Bonequinha de João de Deus (pseudônimo de Ayrão e Doquinha). Neste mesmo ano lançou para o mercado latino o LP Los Amantes alcançando sucesso em vários países da América Latina.

No ano de 1981, no disco Coração Criança, contou com a participação especial das Meninas Cantoras de Petrópolis na faixa-título, parceria com Sidney da Conceição. Destacou-se desse LP a marcha para a seleção brasileira de futebol Meu Canarinho, premiada com Disco de Platina.

No LP de 1983 - Quem não tem Esperança não tem Horizonte...foi gravada a música Águia na Cabeça composta em parceria com Sidney da Conceição, em homenagem a sua escola de samba Portela, que lhe rendeu muito sucesso.

Nos anos de 1984 e 1985 lançou, pela gravadora Copacabana, os discos Alegria Geral e Samba na Crista, respectivamente. Em 1987, desta vez pela gravadora Continental, gravou o LP Luiz Ayrão de todos os cantos, destacando-se a faixa-título em parceria com Freire da Nenê, e ainda de sua autoria Amanheci.

No Ano de 1986 gravou o Álbum Raízes do Samba, onde brindou novamente a Escola de Samba Portela com o samba O que que há Portela de sua autoria com o nome de Tiãozinho Poeta, (outro de seus pseudônimos) e alcançou sucesso não só na quadra da escola como também nas emissoras.

No ano de 1990 Zizi Possi regravou Ciúme de Você. Neste mesmo ano lançou mais um disco pela gravadora Flama. Deste LP destacou-se como a faixa Separados, de sua autoria. Em 1994 a banda Raça Negra regravou Ciúme de Você. Dois anos depois a gravadora EMI/Odeon lançou uma coletânea de seus sucessos pela coleção Meus Momentos.

No ano de 1999 a mesma gravadora lançou, pela coleção Raízes do Samba, outra coletânea com alguns de seus sucessos, entre eles Porta Aberta e No Silêncio da Madrugada, ambas de sua autoria e ainda Quero que Volte (Palinha e Pinto) e Saudades da República, de autoria de Artúlio Reis. Neste mesmo ano a banda Raça Negra gravou pela segunda vez a música Ciúme de Você.

Em 2003 lançou o CD Intérprete, no qual incluiu alguns clássicos da MPB, entre eles As Rosas não Falam (Cartola), Carinhoso (Pixinguinha e João de Barro), Último Desejo (Noel Rosa), Risque (Ary Barroso), Caminhemos (Herivelto Martins), Lábios que Beijei (J. Cascata e Leonel Azevedo) e Ouça, de Maysa.

Neste mesmo ano a cantora Vanessa da Mata regravou Nossa Canção, incluída na trilha sonora da novela Celebridade (de Gilberto Braga), da Rede Globo. A mesma composição foi também incluída na segunda tiragem do disco de Vanessa da Mata, relançado neste ano pela gravadora Sony Music. Ainda neste ano Maria Bethânia, no CD Maricotinha ao vivo, regravou com sucesso Nossa Canção.

Em 2004 a gravadora Sony Music lançou a coletânea 20 Supersucessos - Luiz Ayrão. Ainda no mesmo ano gravou o primeiro disco ao vivo no Teatro Miguel Falabella, no Rio de Janeiro, no qual incluiu alguns de seus sucessos: Nossa Canção, Bola dividida e Porta Aberta, todas de sua autoria, e Os Amantes (Sidney da Conceição, Augusto César e Lourenço), A Saudade que Ficou - O lencinho, além de sete músicas inéditas.

Em 2005 recebeu uma homenagem no Programa Domingão do Faustão, da Rede Globo, e comemorou o show de número 5 mil de carreira, na qual ganhou discos de Platina e Ouro, por suas expressivas vendagens. Lançou o CD Luiz Ayrão - Inéditas e Sucessos ao Vivo, pela gravadora Atração.

Em 2007 recebeu homenagem também no Programa Raul Gil, da TV Band, no quadro Homenagem ao Compositor. Luiz também integrou o corpo de jurados do quadro Jovens Talentos, do mesmo programa.

Em 2008 Luiz lançou através de seu próprio selo, o CD A Vida é uma Festa. A música que abre o Cd, de mesmo nome, é o destaque deste álbum, que contém mais seis músicas inéditas, e regravações de outros artistas, como O Show tem que Continuar (Arlindo Cruz, Sombrinha, Luiz Carlos da Vila), Velocidade da Luz (Tundy). Outro destaque deste mais novo trabalho é a adaptação feita em homenagem a Carmem Miranda, a faixa Tic Tic Bum.

Participou de muitos programas de televisão do país, tendo gravado trinta discos, e ganhou muitos prêmios. Suas músicas o levaram a fazer shows em países da América Latina, Estados Unidos da América, Itália, França e Japão. Luiz Ayrão continua se apresentando por todo o Brasil e exterior.

FONTE

Wikipédia

Jararaca e Ratinho

Jararaca era filho do poeta e professor Ernesto Alves Rodrigues, o "Seu" Nhonhô, que cuidou de seu aprendizado escolar. Seus irmãos eram Violeiros e Seresteiros e José Luiz ganhou uma viola aos 8 anos de idade; nessa idade, já mostrava tendências à criação humorística e musical.



Vivendo em Pilar/AL conheceu boiadas que chegavam das Minas Gerais e, com elas, os violeiros, dos quais José Luiz ouvia histórias e estórias de homens bons e ruins, caçadas, cangaceiros, Reisados, etc. que, com certeza, ajudaram na sua formação musical.

Criou por volta de 1915 um grupo de Teatro na cidade de Piranhas/AL, o qual se apresentava em palco improvisado nos fundos de um armazém.

José Luiz inclusive fez parte do bando do cangaceiro Lampião! Na verdade, ele havia trabalhado na Fábrica de Linhas Estrela que pertencia ao coronel Delmiro Gouveia e lá conheceu Virgulino Ferreira que era poeta, cantor, tropeiro, capataz e homem de confiança do patrão. No entanto, revoltado com o brutal assassinato que vitimou Delmiro Gouveia em 1917, Virgulino, "transfigurado", pegou alguns cavalos, adquiriu armas, passou a usar o famoso "Chapéu de Couro" e formou o bando que começou a sair pelas estradas do Sertão Nordestino, "fazendo justiça" e atendendo pelo apelido de Lampião. E José Luiz também integrou esse bando por dois anos...

E, em 1919, influenciado por um dos seus irmãos, "passou para o outro lado" e foi nomeado Chefe de Polícia, ficando com a vigilância de uma estação ferroviária no Interior Pernambucano. E, percebendo que nada daquilo era de acordo com seu temperamento, resolveu seguir "com a cara e a coragem" para Recife-PE, determinado a tentar a carreira artística.

Severino Rangel, o Ratinho, órfão de mãe antes do primeiro aniversário, tendo 25 irmãos por parte de seu pai, foi criado por seus tios e padrinhos. Dona Neném, sua tia e principal incentivadora de sua Arte Musical.

Desde criança tocava na Banda Musical de Itabaiana-PB, onde nasceu. Em 1914, mudou-se para a Capital Pernambucana e, no ano seguinte, tocava oboé na Orquestra Sinfônica local. Tocava também Trompete e Saxofone e deu aulas de Música na Escola de Aprendizes do Recife.

O apelido de Ratinho, Severino arranjou antes de conhecer o parceiro Jararaca: foi nos primeiros anos no Recife-PE, por causa do refrão da polca "Rato Rato!" (Casemiro Rocha - Claudino Manoel da Costa) que ele costumava interpretar ("Rato, rato, rato / Por que motivo tu roeste o meu baú?...").

Em 1919 José Calazans e Severino Rangel se conheceram: foi na casa de Filinto de Moraes, local onde se reuniam expoentes da Música Popular e músicos iniciantes. Nesse período integraram o Bloco dos Boêmios e começaram a tocar juntos.


Formaram o grupo "Os Boêmios", que em 1921 deu uma apresentação no Cassino Moderno para completar o show dos "Oito Batutas", conjunto que tinha como integrante o célebre Alfredo da Rocha Viana Filho, o Pixinguinha, além de Donga, Otávio Viana, Nélson Alves, José Monteiro, João Thomaz, Jacob Palmieri e João Pernambuco (o célebre compositor do Choro-Maxixe "Sons de Carrilhões" para Violão e também o co-autor de "Luar do Sertão" juntamente com Catulo da Paixão Cearense). Interpretaram inclusive a famosa embolada "Espingarda Pá Pá Pá", de José Luis Rodrigues Calazans (que ainda não tinha o nome artístico de Jararaca). A embolada foi do agrado de Pixinguinha, que a incluiu em seu repertório.

O conjunto "Os Boêmios" passou a ser "Os Turunas Pernambucanos" e cada componente adotou o nome de um animal, já que os apelidos baseados na fauna brasileira eram comuns na Região Nordeste, de acordo com declaração de Jararaca ao Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro-RJ.

E foi então que José Luiz adotou o apelido de Jararaca. Outros integrantes do conjunto eram Cobrinha, Sapequinha, Pirauá, Caxangá, Preá, Bronzeado, Cipoal e Sabiá.

Os Turunas Pernambucanos tiveram destaque no início da década de 1920, cantando "Cocos" e Emboladas, apresentando-se em Trajes Típicos e fizeram uma turnê durante um mês percorrendo vários lugares do Interior do Nordeste até a Bahia e, incentivado por Pixinguinha, o conjunto tomou o rumo da Cidade Maravilhosa, onde chegou em Abril de 1922.



Na então Capital da República, "Os Turunas Pernambucanos" participaram dos eventos comemorativos ao Centenário de Independência do Brasil. Foram aplaudidos inclusive pelo então Presidente Epitácio Pessoa! Lembrar também que foi no dia 07/09/1922, ou seja, no dia do Centenário da Independência, que aconteceu a primeira transmissão radiofônica no Brasil.

Apresentaram-se no Cine Teatro Beira-Mar, já com diversas músicas de autoria de Jararaca e Ratinho, vestidos com trajes simples e "chapéu de cangaceiro". Com o sucesso alcançado, foram convidados a se exibir na "Sala de Espera" do Cine Palais.

Ainda no mesmo ano de 1922, Jararaca gravou a embolada "Espingarda Pá Pá Pá" na Odeon com acompanhamento de Manuel Pedro dos Santos e os Turunas Pernambucanos. E no ano seguinte, gravou o "Samba Sertanejo" "Vamos s’imbora Maria", também na Odeon com acompanhamento de Baiano e dos Turunas Pernambucanos.

Em seguida, o grupo foi em excursão a Buenos Aires onde se apresentou em teatros e festas particulares. E foi na Capital Argentina que o grupo se dispersou. Jararaca e Ratinho rumaram então para Montevidéu e mantiveram os nomes dos mesmos bichos na dupla que nascia naquele momento. Por sinal, uma "Dupla Bem Brasileira que nasceu no Estrangeiro"...



Uma das mais antigas e tradicionais duplas sertanejas do Brasil, foi formada em Pernambuco em 1927, quase dez anos depois do primeiro encontro entre Jararaca e Ratinho. Os dois integraram juntos o grupo Turunas Pernambucanos, que se destacou no início dos anos 20 cantando cocos e emboladas e se apresentando em trajes típicos. Excursionaram pela Argentina e Uruguai e os Turunas de separaram, dando origem à dupla.

Em São Paulo fizeram sucesso cantando emboladas e atuando em performances satíricas. Gravaram o primeiro disco em 1929, pela Odeon, época em que começaram a ter suas músicas gravadas por outros artistas, como Francisco Alves ("Meu Sabiá", "Meu Brasil").

Tendo em foco a música regional, excursionaram pelo interior com Cornélio Pires, o primeiro grande divulgador da música caipira.



No final de 1931, Jararaca e Ratinho fundaram a "Casa de Caboclo", juntamente com Duque, Pixinguinha e Dercy Gonçalves, cujo objetivo era criar a "Casa da Canção Nacional".

Na "Casa de Caboclo", Jararaca e Ratinho apresentaram vários shows de Música Nordestina e atuaram em diversas peças, entre as quais "Viva as Muié", "Alma de Caboclo" e "Sodade de Caboclo". Os shows na "Casa de Caboclo" receberam aplausos inclusive do então Presidente Getúlio Vargas.

Jararaca compôs e gravou diversas músicas de carnaval, como o clássico "Mamãe Eu Quero" (com Vicente Paiva), do ano de 1937, cujo extraordinário sucesso chegou ao exterior, tendo sido incluído em filmes de Hollywood. O cantor Bing Crosby, primeiro grande ídolo da música americana, inspirador de Frank Sinatra, gravou a marchinha na versão "I Want My Mama".


Jerry lewis Singing - Mama eu quero



A música também foi incluida no repertório de Carmen Miranda. A “Pequena Notável" interpretou Mamãe Eu Quero no filme Serenata Tropical em 1940.



Em 1940, Jararaca e Ratinho participam da gravação do disco "Native Brazilian Music", comandado pelo Maestro Leopold Stokowski, no Navio Uruguai, atracado no porto do Rio de Janeiro. O célebre Regente Inglês, Russo de criação, dirigia na ocasião a All American Youth Orchestra. A dupla participou da gravação do disco cantando as Emboladas "Bambo do Bambu" (Donga) e "Sapo no Saco" (Jararaca e Ratinho) e também o Samba "Vamo Apanhá Limão" (Jararaca), entre outras.

Além de Jararaca e Ratinho, outros músicos renomados da nossa Boa Música Brasileira também fizeram parte do evento, convidados pelo Maestro Heitor Villa-Lobos, o célebre compositor das "Bachianas Brasileiras": Donga, por exemplo, participou com seu histórico Samba "Pelo Telefone" e também com o Samba-Canção "Ranchinho Desfeito", composto em parceria com David Nasser; Cartola e Carlos Cachaça participaram com seu Samba "Quem Me Vê Sorrindo"; Luís Americano participou com seu Choro "Intrigas no Boteco do Padilha"; Pixinguinha participou com seu famosíssimo "Urubu Malandro" e, em dueto com Jararaca, participou com o Maracatu "Zé Barbino", composto por eles.

Ratinho se destacou também como saxofonista, autor de choros e valsas, como "Saxofone, Por Que Choras?". Tiveram bastante êxito nos dez anos em que trabalharam na Rádio Nacional, sempre caracterizados como representantes da música regional caipira.

Alguns sucessos foram "Desafiando", "Meu Pirão Primeiro", "Oi, Chico", "Bonito", "Pinicadinho" e "Espingarda Pá, Pá, Pá".

Tom Jobim deu parceria a Jararaca ao utilizar seu refrão "Do Pilar" na música "O Boto", em 1976.

Na televisão, participaram do programa A-E-I-O-Urca, da TV Tupi.

Após a morte de Ratinho, em 1972, Jararaca continuou se apresentando sozinho em programas de televisão e rádio, até sua morte, em 1977.

Em 11/10/1977, o jornal americano "The Daily News" publicou o obituário noticiando o falecimento de Jararaca, citando-o como "o famoso compositor gravado por Bing Crosby e Carmen Miranda".

A Funarte lançou um CD com obras da dupla em 1998. A dupla era formada por José Luís Rodrigues Calazans (Jararaca) e Severino Rangel de Carvalho (Ratinho).

José Luiz Rodrigues Calazans, o Jararaca, nasceu em Maceió-AL no dia 29/09/1896 e faleceu no Rio de Janeiro-RJ no dia 11/10/1977. Severino Rangel de Carvalho, o Ratinho, nasceu em Itabaiana-PB no dia 13/04/1896 e faleceu em Duque de Caxias-RJ no dia 08/09/1972.

FONTE

Cliquemusic

Boa Música Brasileira

Maestro Carioca





Ivan Paulo da Silva (19/12/1910 Taubaté, SP - 11/4/1991 Rio de Janeiro, RJ). Instrumentista. Trombonista. Orquestrador. Líder de orquestra. Maestro. Formou-se em Harmonia, Fuga e Contraponto, tendo estudado com o maestro Antão Fernandes, que foi diretor da Banda de Música da Força Pública de São Paulo, na que iniciou sua carreira artística. Foi fundador da Ordem dos Músicos do Brasil e sócio efetivo da SBACEM.

Começou a carreira artística em 1938, no Rio de Janeiro atuando como "trombone hot" na orquestra de Fon-Fon. Anos depois fundou na Rádio Nacional a Orquestra All Stars a qual passou a dirigir a partir de 1945. Escreveu arranjos e dirigiu inúmeras gravações em diversas gravadoras, entre as quais, a RCA Victor, a Rádio e a Musidisc. 

Como compositor, é autor de Graças a Deus, gravado por Elizeth Cardoso, Voltei ao meu lugar, gravado por Jamelão, Derrubando violões, gravado por Ademilde Fonseca, as Gingas (nos 1, 2, 3 e 4), gravadas por Carioca e sua Orquestra, e do famoso prefixo do programa noticioso Repórter Esso.Morro de Santa Tereza (Herivelto Martins) -Maestro Carioca & Orquestra Popular da Guanabara;


Em 1943, estreou na Rádio Nacional com sua orquestra, passando depois a atuar na Rádio Tupi. 

Em 1944, escreveu o prefixo para o noticioso Repórter Esso apresentado na Rádio Nacional pelo locutor Heron Domingues. Esse prefixo era executado pelo próprio maestro no trombone, Luciano Perrone na bateria, e Francisco Sergi e Marino Pissiani nos pistons. Foi durante anos integrante da Orquestra da Rádio Nacional. Ainda na Rádio Nacional fez duelo de trombones com o maestro norte americano Tommy Dorsey quando da visita deste ao Brasil. Contratado pela gravadora Odeon em 1945, acompanhou com sua orquestra a gravação da valsa "Minha crença", de Horondino Silva e Del Loro, e do samba "Tudo é possível", de Cícero Nunes e Aldo Cabral, na voz de Orlando Silva.

Gravou com sua orquestra em 1947, os choros "Nenê" e "Tenebroso", de Ernesto Nazareth.

Em 1948, acompanhou na Continental o cantor Nilo Sérgio na gravação do fox-trot "Beguin the beguine", de Cole Porter, e do fox "Je vous aime", de S. Coslow; e a cantora Dircinha Batista na gravação do sambas "Icaraí", de Célio Ferreira e Raimundo Flores, e "Humilhação", de Peterpan.

Em 1949, gravou com sua orquestra os choros "Pintassilgo apaixonado", de Lina Pesce; "Gostosão", de Mário Amorim, e "Apanhei-te cavaquinho", de Ernesto Nazareth, e o samba "Linda flor", de Henrique Vogeler. Ainda em 1949, gravou com sua orquestra e o grupo vocal Garotos da Lua e a cantora Safira o bolero "Um pouquinho de amor", deJ. Gutirres, e o fox "O mar (Le mer)", de C. Trenet, ambas com versos de Haroldo Barbosa.

No mesmo ano, acompanhou com sua orquestra na Odeon a cantora Dircinha Batista na gravação do bolero "Fica comigo", de Mário Rossi e Marino Pinto; dos sambas "Minha saudade", de Pernambuco e Marino Pinto, e "Café requentado", de Marino Pinto e Mário Rossi; do samba-canção "Seremos três", de Cristóvão de Alencar e Valdemar de Abreu, o Dunga; e da marcha "Charrete macia" e da batucada "A coroa do rei", as duas últimas de Haroldo Lobo e David Nasser.

Ainda em 1949, acompanhou com sua orquestra na Star o cantor Onéssimo Gomes na gravação dos sambas "Violão", de Vitório Junior e Wilson Ferreira, e "Enfermeira", de Edgar Nunes e Zeca do Pandeiro;


Em 1950, gravou em ritmo de samba com arranjos seus, a canção "Casinha pequenina", de domínio público, e o choro "Zangado", de José Toledo; com sua orquestra e vocal de Dircinha Batista, o samba "Na Baixa do Sapateiro", de Ary Barroso, e o choro "Recordar é viver", de Freire Jr; No mesmo ano, gravou ainda os choros "Limoeiro do norte", de Porfírio Costa, e "Escalando", de Cipó.

Para o carnaval de 1951, gravou os frevos "Zezinho no frevo", de Geraldo Medeiros, e "Pois sim", de Guio de Moraes. Ainda em 1951, gravou com sua orquestra e vocal de Jamelão a canção "Casinha da colina", de Luiz Peixoto e Pedro de Sá Pereira, adaptada em ritmo de choro, e o choro "Voltei ao meu lugar", de sua autoria.

Gravou ainda no mesmo ano, a batucada "Cai, cai", de Roberto Martins, o choro "Maria Madalena", de Porfírio Costa, e os frevos "Prova de fogo", de Geraldo Medeiros, e "Vou ficar em Pernambuco", de Genival Macedo, este último com vocal de Alcides Gerardi.

Gravou também os choros "Cambucá", de Pascoal Barros, e "Lágrimas de virgem", de Luiz Americano, que contaram com solos de sax-tenor do Maestro Cipó. Ingressou depois na gravadora Sinter onde registrou com sua orquestra a guarânia "Índia", de José A. Flores e O. Guerrero, em arranjo para samba, e o samba "Nem eu", de Dorival Caymmi.

Em 1953, acompanhou com sua orquestra na Sinter o cantor Jamelão na gravação dos sambas "Seu deputado", de Átila Nunes e Alcebíades Nogueira, "Voltei ao meu lugar", de sua autoria e Del Loro, e "A cegonha mandou", de João Mabiel, e do choro "Alta noite", de Astor Silva e Del Loro.

Em 1954, gravou com sua Orquestra o mambo "Maria Candelária", de sua autoria e J. Sandoval, e o choro "Vamos com calma", de sua autoria. No mesmo ano, acompanhou com seu conjunto ao grupo Garotos da Lua na gravação da valsa "O homem do trapézio", de O' Keefe e R. Sinatra, com versão de Haroldo Baroso, e do samba "Feitiço da Vila", de Noel Rosa e Vadico.


Em 1955, gravou com Sua Orquestra o "Mambo do turfe", de Getúlio Macedo e Oscar Maneck,e o baião "Que amargura", de A. Pernas, A. Cetinic e Juvenal Fernandes.

Em 1956, participou do LP "Vamos dançar - Vol. 1" do selo Fantasia/Philips, uma coletânea de fonogramas da gravadora Sinter/Philips e que incluiu duas gravações de sua orquestra: "Maria Candelária", de sua autoria e J. Sandoval, com vocal de El Cubanito, e "Mambo do turfe", de Getúlio Macedo e Oscar Maneck.

Contratado pelo selo Rádio lançou em 1958 o LP "Orquestra de baile - Carioca e Sua Orquestra" interpretando sucessos da música popular brasileira como "Samba no Arpege", de Waldir Calmon; "Apito no samba", de Luis Bandeira; "Pinguinho de gente", de Altamiro Carrilho; "Torcida organizada", de Gordurinha e Francisco Soares; "Não troquemos de mal", de Rubens Leal Brito e Jorge Faraj; "Conversa de botequim", de Noel Rosa e Vadico; "Joãozinho Boa Pinta", de Haroldo Barbosa e Geraldo Jacques, e "Ginga das palmas", de sua autoria, além dos clássicos internacionais "Alexander's Ragtime Band", de Irving Berling; "Bernardine", de J. Mercer; "I had the craziest dream", de H. Warren e M. Gordon, e "Fascinação", de F. D. Marchetti.


No mesmo ano, e também pelo selo Rádio lançou o LP "Choros - Carioca e Sua Orquestra de Baile" interpretando clássicos do repertório do choro: "Um a zero", de Pixinguinha e Benedito Lacerda; "Paraquedista", de José Leocádio; "Um passeio à tarde", de sua autoria; "Murmurando", de Fon-Fon; "Numa seresta", de Luis Americano; "Bem-te-vi atrevido", de Lina Pesce; "André de sapato novo", de André Victor Correia; "O xameguinho dela", de Porfírio Costa; "Fica entre nós", de Geraldo Medeiros, e "Sonoroso", de K-Ximbinho.

Ainda em 1958, e também pelo selo Rádio, lançou um terceiro LP, este destinado ao repertório carnavalesco intitulado "O carnaval que eu brinquei - Carioca e Sua Orquestra" e que incluiu as marchas carnavalescas "Marchinha do grande galo", de Lamartine Babo e Paulo Barbosa; "Lourinha lourinha", de João de Barro; "Allah-la-ô", de Haroldo Lobo e Antônio Nássara; "Meu consolo é você", de Antônio Nássara e Roberto Martins; "O bonde de São Januário", de Ataulfo Alves e Wilson Batista; "Cai cai", de Roberto Martins; "A casta Suzana", de Ary Barroso e Alcyr Pires Vermelho; "Querido Adão", de Benedito Lacerda e Osvaldo Santiago, e "Deixa a lua sossegada", de Alberto Ribeiro e João de Barro, além dos sambas "Vai haver barulho no chatô", de Noel Rosa e Walfrido Silva; "Agora é cinza", de Alcebíades Barcelos, o "Bide" e Armando "Marçal", e "Despedida de Mangueira", de Benedito Lacerda e Aldo Cabral.

Por essa época, gravou com sua orquestra pelo selo Repertório uma série de quatro sambas intitulados de "Ginga nº1", "Ginga nº2", "Ginga nº3" e "Ginga nº4", todas de sua autoria. Gravou também, pelo selo Doni os sambas "Ginga nº 5" e "Tereza me deixa", ambos de sua autoria.

Ainda em 1958, participou de duas coletâneas pelo selo Repertório, "Apaixonadamente", com a música "Ginga das palmas", e "Bar de melodias", com a "Ginga Nº 2", ambas de sua autoria.


Contratado pela RCA Victor lançou em 1960, o LP "Clássicos no samba - Carioca e Sua Orquestra" no qual doze temas clássicos foram interpretados em ritmo de samba: "Num mercado persa", de Ketelbey; "Mon coeur s'ouvre à ta voix (De "Sansão e Dalila")", de Saint-Saens; "Concerto em lá menor", de Grieg; "Concerto Nº 2", de Rachmaninoff; "Dança da fada açucarada (Da "Suíte Quebra Nozes")", de Tchaikovsky; "Mattinata", de Leoncavallo; "Dança das horas (De "A Gioconda")", de Ponchielli; "Melodia em fá", de A. Rubinstein; "Andante cantabile" e "Concerto Nº 1", de Tchaikovsky; "Dança Hungara Nº 5", de Brahms, e "Narcissus", de E. Nevin.

Em 1961, lançou pelo selo Musidisc o LP "Sambas em brasa - Carioca e Sua Orquestra de Metais", disco que seria relançado em 1971, pela gravadora Continental, e que incluiu os sambas "Samba em brasa" e "Ginga Nº 7", de sua autoria; "Mulata assanhada", de Ataulfo Alves; "Nunca mais" e "Parti", de Ed Lincoln e Silvio César; "Amanhã eu vou" e "História", de Nilo Sergio; "Três horas da manhã", de J. Robledo; "O barquinho", de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli; "Samba toff", de Orlann Divo e Roberto Jorge; "Pergunte ao João", de Helena Silvia e Milton Costa, e "Ondas do Danúbio", de Ivanovici.

Por essa mesma época, lançou o LP "Dance... Dance... Dance... - Carioca Swings - The Delphin Jr. Orchestra Plays", pelo selo Imperial/Odeon, onde utilizando pseudônimo gravou clássicos norte americanos como "Blue moon", de R. Rodgers e L. Hart; "Sentimental jourbey", de Broen e Homer; "All the way", de S. Canh e J. Van Heusen; "Love me or leave me", de W. Donaldson e G. Kahn; "Love is a many splendored thing", de S. Faln e Paul Francis Webster, "Night and day", de Cole Porter, e "Summertime", de George Gershwin e D. Heyward, entre outros.

Por volta de 1962, passou a atuar na Rádio Mayrink Veiga. Atuou ainda na Rádio Clube do Brasil. Também atuou nas TVs Tupi e Excelsior. Ainda em 1962, lançou o LP "Chá-chá-chá explosivo - Carioca and His Cuban Percussion Orchestra", disco no qual interpretou em ritmo de chá chá chá, coqueluche da época, sucessos daquele momento como "O terceiro homem", de A. Karas e W. Lord; "Limelight", de Charles Chaplin; "Stranger in paradise", de R. Wright e G. Forrest; "Las secretárias", de P. Luis; "Temptation", de N. H. Brown e A. Freed; "Mona Lisa", de Jay Livingston e R. Evans; "El Bodeguero", de E. R. Egues; "Me lo dijo Adela", de O. Portal; "Again", de L. Newman e D. Cochran; "Rum and Coca-cola", de M. Amsterdan; "Chá-chá-chá Nº 5", de J. Loco, e "Alexander's Ragtime Band", de Irving Berlin.

Em 1963, gravou pelo selo Imperial/Odeon o LP "Samba... Ôba! - Orquestra Regida por Carioca" no qual foram interpretados os sambas "A felicidade", de Tom Jobim e Vinicius de Moraes; "Chora cavaquinho", de Dunga; "Aquarela do Brasil", de Ary Barroso; "Agora é cinza", de Alcebíades Barcelos "Bide" e Armando "Marçal"; "O orvalho vem caindo", de Noel Rosa e Kid Pepe; "Se acaso você chegasse", de Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins; "Boato", de João Roberto Kelly; "Cheiro de saudade", de Djalma Ferreira e Luis Antônio; "Samba de uma nota só", de Tom Jobim e Newton Mendonça; "Nega", de Waldemar Gomes e Afonso Teixeira; "Desafinado", de Tom Jobim e Newton Mendonça, e "Não tenho lágrimas", de Max Bulhões e Milton de Oliveira.

No mesmo ano, gravou com sua orquestra o LP "Bossa nova on fire - Carioca And His Orchestra" com as músicas "Ginga Nº 7" e "Samba em brasa", de sua autoria; "Nunca mais" e " Parti", de Ed Lincoln e Silvio César; "O barquinho", de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli; "História" e "Amanhã eu vou", de Nilo Sergio; "Pergunte ao João", de Helena Silvia e Milton Costa; "Samba toff", de Orlann Divo e Roberto Jorge, e "Mulata assanhada", de Ataulfo Alves.

Em 1964, lançou pela RGE o LP "Maestro Carioca & Orquestra Guanabara - Rio Quatrocentão" com composições alusivas à cidade do Rio de Janeiro então comemorando seu quarto centenário de fundação.


Fizeram parte desse disco as composições "Cidade Maravilhosa", de André Filho; "Copacabana", de João de Barro e Alberto Ribeiro; "Rio eterna capital" e "Rio quatrocentão", de Raul Sampaio e Benil Santos; "Rio de Janeiro quatrocentão" e "Samba do IV centenário", de Claribalte Passos; "Valsa de uma cidade", de Ismael Netto e Antônio Maria; "Morro de Santa Tereza", de Herivelto Martins; "Noites cariocas", de Osvaldo Borba e N. Vanderley; "Rio", de Ary Barroso; "Rio antigo", de Altamiro Carrilho, e "Menino do Rio", de Orlann Divo e Roberto Jorge.

Em 1964 participou do show Sambamba, no Copacabana Palace Hotel, tendo recebido o prêmio Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, como melhor arranjador. A orquestra de Carioca gravou muitos LPs, entre os quais Sambas em brasa (Musidisc), Clássicos no samba (RCA), Carioca e sua orquestra de baile (Rádio), Samba... Oba! (Imperial) etc.

Em 1969, gravou pelo selo Equipe o LP "A música dos 4 grandes e Maestro Carioca" disco feito em homenagem a Ary Barroso, Noel Rosa, Wilson Batista e Ataulfo Alves e que reuniu os clássicos "Na Baixa do Sapateiro"; "Folha morta", e " Morena boca de ouro", de Ary Barroso; "Atire a primeira pedra", com Mário Lago, "Na cadência do samba", com Paulo Gesta, e "Pai Joaquim da Angola", essas três de Ataulfo Alves; "Mundo de zinco", com Antônio Nássara; "Emília", com Haroldo Lobo, e "Lenço no pescoço", de Wilson Batista; e "Feitiço da Vila" e "Feitio de oração", com Vadico, e "Palpite infeliz", as três últimas de Noel Rosa.

Em 1974, teve a música "Voltei ao meu lugar" gravada por Raul de Barros no LP "Brasil, trombone", do selo Marcus Pereira. Em 1974 recebeu o prêmio de Melhor Arranjador do Festival Musicopa, realizado na Penitenciária Lemos de Brito, do Rio de Janeiro.Em 1978, fez as orquestrações para o LP do conjunto Nosso Samba lançado naquele ano. Teve participação marcante na Rádio Nacional, além de ter atuado em outras Rádios como Tupi e Mayrink Veiga e Tvs como Tupi e Excelsior.

Gravou mais de quinze disco de 78 rpm e mais de dez LPs pelas gravadoras Odeon, Rádio e RGE. Um de seus trabalhos mais notáveis é ter tornado possível a criação das famosas calçadas musicais do Bairro de Vila Izabel, Rio de Janeiro, em homenagem ao poeta Noel Rosa.

Maestro Carioca é pai do Arranjador, Maestro, Compositor Ivanovich Paulo da Silva (19/8/1937 - SP).

FONTE





terça-feira, 26 de abril de 2011

Ari Sanches

O cantor Ari Sanches (Ariovaldo Sanches Lopes) nasceu em 16/06/1944 no tradicional bairro da Mooca, em São Paulo. Entre os seus sucessos estão ‘Contigo Aprendi’ – seu maior ‘hit’, ‘O Adeus’, ‘E Eu Fiz Você Chorar’, ‘Graças a Deus’ e ‘A Lembrança de Um Amor Que Foi Meu’.


Entre os prêmios que recebeu, está o troféu Chico Viola de cantor revelação de 1967. Gravou 6 LPs e 42 compactos e participou de programas de televisão como Os Galãs Cantam e Dançam aos Domingos, Cidade Contra Cidade, Disco de Ouro, Qual é a Música? e um dos especiais do amigo Roberto Carlos.


Ari iniciou sua carreira, influenciado pela colônia italiana residente na região. Ainda adolescente, Ary Sanches era atração em todas as festas tradicionais realizadas no seu bairro e também no Brás e no Bexiga.

Aos 17 anos, depois de uma apresentação, Ary Sanches foi convidado pelo consagrado cantor Gregório Barrios, conhecido como o Rei do Bolero, a conhecer o Avenidas Danças, em São Paulo. Ali, o jovem cantor conheceu as Orquestras dos maestros Silvio Mazuca e Osmar Milani, os cantores Cauby Peixoto, Agostinho dos Santos, Ângela Maria e Elza Soares, entre outros.


Iniciou, ali, uma nova fase em sua carreira. Nessa época foi contratado para cantar em navios e shows internacionais, com o Grupo Orfeu.


Em 1965, durante uma apresentação no Restaurante Fasano, em São Paulo, Ari conheceu Roberto Carlos, ídolo da Jovem Guarda que já despontava com grandes sucessos, e Roberto convidou Ari para participar, na semana seguinte, da estréia do primeiro programa da Jovem Guarda na Rede Record.

Todos os participantes do programa recebiam uma denominação criativa do Rei: Wanderléia era a ternurinha, Erasmo Carlos, o tremendão, e Ari ficou conhecido como a "granada romântica" porque, como contratado do Programa Jovem Guarda, interpretava com grande estilo as música italianas que faziam sucesso na época, simultaneamente ao movimento dos Beatles, rock e bossa nova. Nessa fase, gravou 6 LPs e vários compactos.


Por cantar hits internacionais, Ary Sanches era freqüentemente convidado a participar de programas de grande audiência, no Rio e em São Paulo, dentre os quais "Astros do Disco", "Rio Hit Parade" e "Show do dia 7", da TV Record.

Essas apresentações lhe renderam, em 1967, o título de Cantor Revelação do Brasil e recebeu o Troféu Chico Viola.

Com o término da Jovem Guarda, Ari Sanches e outros conhecidos cantores da época foram levados por Silvio Santos, ainda na Rede Globo, para o programa Os Galãs Cantam e Dançam aos Domingos - 1970 a 1973. Formou um time de futebol com artistas, no qual Silvio Santos era o goleiro. Conquistou muitos fãs, entre eles Juscelino Kubitschek, para quem fazia serenatas.


A carreira ainda lhe reservava surpresas. Em 1974, Ari foi contratado por um grupo de empresários para atuar internacionalmente. Foram 12 anos viajando, especialmente para países da Europa, e diversas apresentações em navios.

Em 1986, Ari Sanches voltou a trabalhar com Silvio Santos no programa Qual é a Música. Logo depois, em 1989, Ari montou seu próprio grupo musical - a Banda 4ª Dimensão - e, com o formato Baile Show, passou a realizar diversas apresentações por todo o país.

Ary Sanches canta e emociona em evento de 120 anos de Vila Prudente II
No Teatro Arthur de Azevedo

FONTE

Wikipédia