Pode entrar e ficar à vontade! É com esse convite que Renato Barushi lança o seu primeiro CD, o "Renato & O Mercado”. O trabalho coloca na prateleira Dela, Onde Quero Chegar, Filme Em Cartaz, Minha Musa, Sem Reparo, O Mar Gelou O Deserto, Malandragem, Meu Lugar e The End, nove faixas que transitam abertamente pelas harmonias da MPB, pelas pegadas do rock e pelo swing da música negra. São produtos que apresentam um cantor e compositor com um acorde de cada estilo e o resultado pode ser rotulado como ''Música Livre Brasileira''.
O nome “Renato & O Mercado” surgiu em meio à conversas informais com parceiros e amigos e faz uma alusão às muitas vertentes que influenciaram no trabalho do músico. Assim como num mercado, onde cada sessão e cada prateleira expõem produtos e marcas diferentes, o CD de Renato é livre de rótulos e agrega ‘produtos’ dos mais variados ramos. Para trabalhar nesse Mercado idealizado por Barushi, foram adicionados ingredientes fundamentais: profissionais de diversas áreas unidos por um objetivo único. Robson Pitchier é parceiro de composição em seis das nove músicas do CD. Paulo Maitá é produtor e também baixista. O teclado de Daniel Diniz. A bateria de Tininho. As guitarras são de Edgar Sozzi, Luiz Peixoto (Luizinho) e Marcílio Rosa. O violão de Marcelo Sylvah. A percussão de Boca Brown. O backing vocal de Nequinho. A participação especial é do rapper Lil’Dawg.
Este cd representa a fase mais produtiva de Renato Barushi e a concretização de um desejo antigo. Músico nascido em Cataguases, um dos berços do modernismo literário, arquitetônico e também cinematográficos brasileiro, Renato Barushi vem de uma família apreciadora da boa música brasileira, mas sem artistas, exceto por um tio que tocava violão. Cresceu em um ambiente onde suas aptidões artísticas eram estimuladas e valorizadas, gostava de cantar e, aos 10 anos, já brincava de escrever músicas.
Barushi ganhou seu primeiro violão aos 11 anos, época em que iniciou sua formação musical estudando no Conservatório de música de sua cidade(Escola de Música Lila Carneiro Gonçalves). Nessa época, a MPB, o rock nacional e a música negra já faziam parte de suas referências musicais e até hoje podem ser observadas em seu trabalho. Com a certeza que a música seria seu caminho profissional, aos 17 anos veio para Belo Horizonte, trazendo na mala suas primeiras composições. Aperfeiçoou sua formação vocal e, sob influência do rock'n'roll, integrou, em 2000, a banda de rock ''Machinari'' como vocalista, instrumentista e compositor.
A carreira na capital mineira teve início com a união de seu trabalho ao de experientes músicos que contribuíram com excelência para o aprendizado e amadurecimento musical. Ainda como integrante da banda Machinari, começou a dedicar-se à elaboração do seu trabalho autoral e, em parceria com grandes amigos, compôs várias canções, assim como ainda faz atualmente. A banda se dissolveu em 2004 e cada músico trilhou um caminho diferente em busca do que acreditava. O resultado dessa determinação pode ser conferido no primeiro CD solo de Renato Barushi. Renato & O Mercado agradecem a preferência! Ouça sempre!
Swing & Simpatia é um grupo de pagode formado na cidade de Nova Iguaçu / RJ em 1994 por Luciano Becker (vocal e cavaquinho), Sandro Becker (pandeiro e voz), Paulinho Simpatia (tantã e voz), Alexandre Alvim (violão e voz), Maicon Simpatia (teclado e voz), Dudu Oliveira (bateria), Thigu Danda (surdo e voz), Márcio Lopes (baixo) e Pereira (percussão).
Em 1995 o grupo lançou seu primeiro CD "Razão de viver", que obteve um certo sucesso com as músicas "Tropeço" e "Swing da Neguinha".
Em 2013 estourou a nova música " Se namorar fosse bom " onde ganhou nas mais pedidas das Rádios.
A Madrinha do grupo é a cantora, sambista e compositora Leci Brandão.
O Swing & Simpatia apresenta-se todas as segundas na "Rio Sampa" em Nova Iguaçu, onde também são conhecidos como "Os Pretinhos de Nova".
Integrantes
Formação Atual
Luciano Becker - (Vocal)
Sandro Becker - (pandeiro e voz)
Maicon Simpatia - (teclado e voz)
Thigu Danda - (surdo e voz)
Dudu Oliveira - (bateria)
Anderson Becker - (Vocal e percussão)
Jefferson da Silva - (tantã e voz)
Fernando Salles - (cavaquinho)
Cleyton Rangel - (violão e voz)
Renato Freitas - (baixo)
Luiz Felipe - (percussão)
Nael - (sopro e voz)
Ex-Integrantes
Alexandre Alvim (violão e voz)
Márcio Lopes (Baixo)
Paulinho Simpatia (tantã e voz)
Davi Vianna (Backing Vocal)
Dinho Daumas (Cavaquinho)
Washington Valverde (Violão)
Baixinho (bateria)
Xandynho Ramos (Backing Vocal)
Jurinha (Trombone e voz)
Rafael Alves Riquelme (Cavaquinho e voz)
Beto Tisk (Percussão)
Eduardo Marques (baixo)
Léo Bernardo (sopro e voz)
Saul (Baixo)
Equipe técnica
André Calazans (técnico de som)
Tiago Costa (técnico de som)
Kiko Souza (iluminador)
Marquinhos (roadie)
Guga (roadie)
Pereira (Produtor)
Discografia
Álbuns
Razão de viver (1995)
Swing & Simpatia (1999)
Swing & Simpatia (2000)
Swing & Simpatia (2002)
Retrato de um coração (2004)
Toda Noite: Ao Vivo (2006)
Irracional (2009)
15 Anos: Samba, Suor, Swing e Simpatia (2010)
Videografia
DVDs
Swing & Simpatia - Toda Noite - Ao Vivo (2006)
15 Anos - Samba, Suor, Swing & Simpatia - Ao Vivo (2010)
Lúcia Cecília Kubis, cantora lírica que iniciou a sua carreira muito jovem, também teve destaque no elenco da Rádio Clube Paranaense. Ainda menina, Lúcia cantava as músicas românticas interpretadas por Francisco Alves, Orlando Silva, Carlos Galhardo e outros que faziam sucesso na época.
Quando jovem, ela começou a estudar canto e obteve os primeiros ensinamentos com a Professora Ana Clélia Barleta Moritz. Entusiasmada com o talento de sua aluna, a professora Ana Clélia levou-a para se apresentar na Rádio Guairacá, no programa de Nilda Ferreira. Ali, Lúcia Cecília atuou durante quatro meses.
Em seguida, sempre conduzida por sua professora, foi levada à Rádio Clube Paranaense onde participou do programa "HORA DA MULHER", apresentado por Serafina Miranda. Ao chegarem os festejos de aniversário da Bedois, o Diretor Gerente Jacinto Cunha convidou Lúcia para se apresentar na solenidade comemorativa. Ao terminar o espetáculo, Jacinto Cunha foi cumprimentá-la pela excelente apresentação e, dois meses depois, contratou-a para integrar o elenco de cantores da Rádio Clube Paranaense.
A estreia foi no dia 23 de agosto de 1948 e Lúcia permaneceu na Bedois até 21 de janeiro de 1964. Nos anos de 1.948 e 1950 Lúcia Cecília foi eleita "Rainha do Rádio Paranaense", na mesma época em que Dircinha Batista era a "Rainha do Rádio Brasileiro". Participando do "Grupo Experimental de Operetas do Paraná", sob a direção do Maestro Wolff Schaia, Lúcia Cecília Kubis atuou em diversas operetas e outros espetáculos artísticos de grande relevância. Lúcia foi, com certeza, mais um dos grandes valores da Rádio Clube Paranaense nos anos de ouro da nossa radiofonia.
**RAINHA DO RÁDIO PARANAENSE - A cineasta Ana Johann faz a pré-estreia do filme “Notícias da Rainha”, do qual é roteirista e diretora, hoje, às 20h, no GUAIRINHA. O curta metragem de 20 minutos conta a história de Lucia Cecília Kubis, rainha da era do Rádio em Curitiba. Após a sessão será feito um bate-papo com a diretora, a atriz Rosana Stavis, a própria Lucia Cecília Kubis e um dos mais antigos radialistas do Paraná, Ubiratan Lustosa. O filme terá estreia mundial em novembro, no 54.º Festival Internacional de Dei Popoli, em Florença, Itália. Guairinha (auditório Salvador de Ferrante, Rua XV de Novembro, 971). paranaonline
A Estakazero nunca sai de moda! A frase poderia ter sido dita por qualquer um dos fãs que acompanham os 12 anos de trajetória da Estakazero que toca o ano inteiro em toda a Bahia. Liderada pelo carismático Leo Macedo, a banda se renova sempre e surpreende seus fãs, a cada ano, com um projeto novo que se identifique com seu público. Por isso, em 2013, foi lançado o DVD e o CD “A Festa Começou”, que retrata um pouco da nova fase do grupo. “A decisão de gravar o DVD foi diante o sucesso do Balada, que nos deu uma projeção maior e merecia que fosse feita o registro de um show”, revela Leo.
Este é o terceiro DVD da carreira da banda, sendo o primeiro intitulado “Estakazero Ao Vivo” e lançado em 2006 e o segundo “Dez anos na Estrada”, gravado em 2011. Além destes trabalhos, a banda tem em sua discografia os trabalhos “Botando o Pé na Estrada” (2003), “Lua Minha” (2005), “Arrastapé Pelas Estrelas” (2007) e “Viva Luiz!” (2010)
“Não sou de Ninguém” (Renato Moreno e Jujuba), “Solto na Farra” (Renato Moreno e Zé Maria), “Oh, Delícia” (Renato Moreno e Fábio Garrafinha), “Amor amigo” (Leo Corrêa), “Diz que eu posso ir embora” (Walter Lins) e “A festa começou” (Renato Moreno e Zé Maria), são algumas das canções que serão trabalhadas nesta temporada e que já tem a aceitação do público.
Como já vem sendo visto nos anos anteriores, a banda tem apresentado um trabalho mais versátil que além de forró e xote conta com diferentes ritmos como vaneirão, arrasta-pé, sertanejo e até um pouco de arrocha. “Entendemos que o forró é um som democrático e dentro da interpretação da Estakazero podemos acomodar qualquer ritmo”, revela Leo.
O novo álbum retrata esta fase da carreira da Estakazero que nos seus shows apresenta um trabalho quase todo autoral. “O show é mais espetáculo, atende ao público que gosta de ver e ouvir o nosso trabalho, além de dançar agarradinho”, revela Leo que a partir de abril lidera mais uma edição do Ensaios de São João. “Além de tocar em diversas festas, buscamos também os nossos espaços já que temos a nossa produtora, um exemplo dos Ensaios de São João que adoramos fazer”, completa.
É também da produtora Leke, que administra a Estakazero, outros projetos de sucesso como o Luau Estakazero, que durante cinco anos se consagrou pela inovação de levar o forró às praias em pleno verão soteropolitano, quando geralmente impera o axé music, o forró Encosta N’eu, evento que já entrou no calendário da cidade e que em cada edição enfatiza o sucesso da banda. A viagem à Europa abriu as portas para que o ano de 2011 começasse ainda mais especial.
No São João: Diferente da maioria das atrações de forró, a Estakazero tem agenda o ano todo. Tantos eventos foram refletidos na agenda de São João. Desde maio a banda tem como diria a canção “botando o pé na estrada”. A Estakazero deu a volta pela Bahia e fez show em vários outros estados.
Para a festa junina, Ibipitanga será a primeira cidade a ter a animação de Leo Macedo e sua turma. No dia 16 de junho, o grupo faz show na praça da cidade, no São João Antecipado. No dia 20, os fãs de Petrolina poderão assistir ao show na praça pública. No dia seguinte duas apresentações gratuitas. Santo Estevão e Cruz das Almas assistem ao show “A Festa Começou”. No dia 22, apresentação no Brega Ligth, em Ibicuí. Na noite seguinte, 23, Forró do Namoral, em Jequié, e Piatã, em praça pública. No dia 24, é a vez de Candeias receber o grupo e no dia 25, Cachoeira. Os festejos de São João terminam para a Estakazero no dia 28, quando participam do São João do Pelô, em Salvador. Para os festejos de São Pedro, a banda se apresenta em São Francisco do Conde (dia 29), Muritiba e Iguape (dia 30).
Contando História: Mostrar que a cultura musical da Bahia ia muito além do axé music, foi para o cantor e instrumentista Léo Macedo uma necessidade nos idos de 2001, quando criou a Estakazero. A banda é genuinamente baiana e há doze anos levanta a bandeira do forró na terra do axé. A essência do forró está presente não apenas no som da sanfona e no toque do triângulo, mas na escolha dos cenários e dos figurinos das apresentações.
Depois de despontar no cenário brasileiro com sucessos como “Encosta N’eu” (Cássio Sampaio) e “Sapatilha 37” (Kleofor Nunes), em 2011, ganhou novo destaque nacional com a sua música de trabalho “Balada”.
No inicio de 2012, lançou pelo Som Livre o CD ‘Na Balada - Ao vivo’, trabalho mais dançante que reúne xote e vaneirão e traz ao público um som mais pop. Nesta temporada junina apresenta o DVD “A Festa Começou”.
******Músico Paulo César Perrone Júnior (baterista) foi baleado durante saidinha bancária na capital. No dia 19 de julho de 2011, o baterista da banda Estakazero, sofreu uma “saidinha bancária” e foi baleado na cabeça, no Caminho das Árvores, em Salvador. Aos 34, ele se recupera da lesão neurológica e reage a alguns estímulos. Ele passou 35 dias em coma induzido na UTI do Hospital Geral do Estado (HGE) e dez dias em uma unidade semi-intensiva. O músico teve uma grave lesão neurológica. Ainda não consegue interagir, reage a alguns estímulos com os olhos. Ele melhorou, mas ainda está longe do desejado. O trabalho de reabilitação é lento, mas a chance existe. Perrone já movimenta os braços, as pernas, a cabeça e os olhos. O músico responde a alguns estímulos com o piscar dos olhos. A família tem um custo mensal de R$ 10 mil com o tratamento do músico, com alguns medicamentos, a maior parte é cedida pelo SUS, uma fonoaudióloga, dois fisioterapeutas, um neurocirurgião, uma cuidadora e um advogado, além do custo com alimentação. A Estakazero, banda que o músico integrava, paga outra fonoaudióloga que também cuida dele... leia + aqui
Athos Campos, nasceu em 14 de julho de 1923 na cidade de Bebedouro, no interior do estado de São Paulo. Compositor, violeiro, folclorista, radialista.
Em 1939, com apenas 16 anos de idade, em parceria com Serrinha, compôs "Chitãozinho e Xororó", sua primeira música que foi justamente o seu maior sucesso, e que foi regravada pelos mais renomados intérpretes da música caipira raiz tais como Tonico e Tinoco, Serrinha e Caboclinho, Serrinha e Zé do Rancho e Pedro Bento e Zé da Estrada, entre outros.
Athos Campos é autor da toada que deu nome a duas duplas sertanejas, uma nos anos
1950 e outra, mais famosa, a partir dos anos 1970, Chitãozinho e Xororó. Foi seu cunhado Geraldo Meirelles quem sugeriu o nome “Chitãozinho e Xororó” a dois jovens cantores paranaenses. A ideia veio da canção justamente com esse nome, composta por Athos Campos.
Além de compositor, também atuou como radialista em várias emissoras de São Paulo, além de produzir programas televisivos para Geraldo Meirelles, um dos pioneiros em mostrar a música sertaneja na TV.
Athos Campos passou a residir em Mairiporã/SP, no final da década de 30, tendo inclusive composto o Hino Municipal da respectiva cidade, a qual se orgulha de ter sido a terra querida e amada pelo compositor.
Além de "Chitãozinho e Xororó", Athos Campos também compôs outras belíssimas obras-primas, entre elas, "Sinhazinha", "Bate na Viola", "Samba de Roda e "Viola Sem Defeito" entre outras.
Athos Campos foi um dos artistas mais importantes do nosso país e sempre defendeu as raízes culturais do povo. Através de seus programas de rádio e TV, costumava sempre denunciar o mercantilismo que já começava a deturpar a música caipira raiz.
Lamentavelmente veio a falecer no dia 01 de novembro de 1992, em Bragança Paulista/SP. Em 2002, teve as composições "Não sei o que é que eu tenho", parceria com
Aleixinho, e "Viola sem defeito" gravadas pelas Irmãs Galvão pelo selo
Chantecler.
Algumas composições de Athos Campos:
- A Saudade Continua (Athos Campos e Índio Vago)
- Bate na Viola (Athos Campos)
- Boiada Saudosa (Athos Campos e Serrinha)
- Chitãozinho e Xororó (Athos Campos e Serrinha)
- Divertimento de Violeiro (Serrinha e Athos Campos)
- Não Sei o que é que Eu Tenho (Athos Campos e Aleixinho)
- Onde Canta O Chororó (Athos Campos)
- Samba de Roda (Athos Campos e Geraldo Meireles)
- Sinhazinha (Athos Campos e Índio Vago)
- Viola Sem Defeito (Athos Campos)
Os irmãos Jorge Alves Monteiro (Pedro) e Antonio Alves Monteiro (Paulo) são filhos de família humilde, naturais do estado do Ceará, descendentes de mineiros, foram criados em Jateí, pequena cidade do interior de Mato Grosso do Sul.
Posteriormente, foram para a fronteira com o Paraguai, indo trabalhar na lavoura
da erva-mate. Formaram uma dupla e começaram a se apresentar em feiras
agropecuárias. Tocaram em cinemas e clubes.
Em 1975, saíram de Jatei (MS) indo a Presidente Prudente (SP), onde ficaram conhecendo os irmãos Capuá. Certo dia, num programa de rádio, a dupla Rock e Ringo ouviu a dupla cantar e imediatamente deu-lhes o nome de PEDRO E PAULO.
Em São Paulo no mês de novembro de 1977, a dupla Pedro e Paulo foi levada pela primeira vez à televisão no Programa Canta Viola, produzido e apresentado por Geraldo Meirelles (o “Marechal da Música Sertaneja") e Athos Campos (compositor, violeiro, folclorista, radialista), na TV Record.
A história do Programa Canta Viola começou em 1960 tendo como seu criador e idealizador o Sr. Geraldo Meirelles, na extinta TV Associadas, hoje TV Cultura. O primeiro programa de musica sertaneja lutou contra preconceitos dos mais diversos, passou por outras emissoras como Tupi, Bandeirantes e chegando a TV Record, ficando assim mais de 25 anos nesta mesma emissora.
O Programa Canta Viola foi celeiro dos grandes cantores, duplas e trios sertanejos da atualidade como Chitãozinho e Xororó, Cristian e Ralf, João Paulo e Daniel, Leandro e Leonardo, Zezé Di Camargo Luciano, Sérgio Reis, Irmãs Galvão, João Mineiro e Marciano, Marcelo Costa e muitos outros. Por isso foi e continua sendo a única porta para as duplas e trios iniciantes e por este motivo possui o respeito de todos os artistas do gênero.
A primeira grande vitória a dupla Pedro e Paulo foi com "Transnoronha" de autoria de Capuá, que preencheu todos os requisitos dos jurados e telespectadores, do Programa Canta Viola, maspara a dupla ainda faltava o mais importante... a gravadora... o disco... o sonho que mais tarde tornou-se realidade. Ringo levou a dupla até Raimundo Carlos, um conhecedor por excelência da música sertaneja, que ouviu, e não mediu sacrifícios para encaminhá-los.
Numa reunião familiar sertaneja da qual participavam Ringo, Tony Damito, Carlos Cézar e outros, tiveram a ideia de telefonar para Horácio Faustino da gravadora CBS, onde produzia para o selo sertanejo UIRAPURU.
Horácio pediu que colocassem a dupla no aparelho telefônico, e os ouviu cantar "Transnoronha". Ele teve a certeza que conseguiria um repertório bom pelo estilo da dupla, bem a gosto do público. Foi então que em 1978 lançaram seu primeiro LP, destacando-se neste disco as músicas "Transnoronha" "Calvário da Vida" e "Tropas e Boiadas".
Em 1979 lançam o segundo LP, o disco levava o nome da dupla: PEDRO E PAULO - 1979 - Uirapuru/CBS 350049. Destacando-se a música "Eu Amo Demais a Vida".
01 Mais Uma Noite Que Passa Sem Você Dormir Comigo (Marciano-Darci Rossi) 02 Saudade Danada (Ringo) 03 Mulher Meio-termo (Compadre Lima-Mabel) 04 Amor Por Piedade (Praense-Raimundo Prates) 05 A Carta Que Musiquei (Praense-Jardel) 06 Mãe É Uma Só (Noel Fernandes-Sabino) 07 Eu Amo Demais a Vida (Jorge Silva-Pedro) 08 Maria (Marciano-Darci Rossi) 09 Quatro Paredes (Paulo-Waldemar de Freitas Assunção) 10 As Flores Que Não Colhi (Itapuã) 11 Passageiro da Terra (Compadre Lima-Mabel) 12 Provas de Deus (Capuá-Pedro-Paulo)
No início dos anos 1980, apresentaram-se no programa "Viola minha viola", na TV Record. Gravaram o primeiro disco pela CBS. Passaram a se apresentar semanalmente no famoso programa "Linha Sertaneja Classe A" da Rádio Record.
O Linha Sertaneja Classe A apresentado de segunda a sexta pelo comunicador José Russo era dividido em blocos de 15 e 30 minutos e cada bloco dedicado a uma dupla ou cantor sertanejo. Lourenço e Lourival, Milionário e José Rico, Matogrosso e Mathias, Pedro Bento e Zé da Estrada, Roberto e Meirinho, Léo Canhoto e Robertinho e muitas outras duplas mostravam suas músicas atendendo os fãs por carta. José Russo chamava Zé Bettio que durante os intervalos, fazia propaganda dos mais variados produtos, e no fim, quando devolvia o comando o chamava carinhosamente com um “Fala Zé” e Russo respondia com um “falo, falo sim”.
Outros discos de Pedro e Paulo vieram, e depois se afastaram por um tempo da carreira artística.
Pedro e Paulo gravaram a música Poeira do Norte, de Gordurinha (Esta música - composição de Florentino Coelho e Eloide Warthon - foi gravada por Gordurinha com o nome de "Poeira de Morte".)
Tá vendo essa roupa cáqui
Ela é branca meu patrão
Acontece que eu vim de longe
Em cima de um caminhão
E a poeira é de morte
Naquela estrada do Norte
Tem dó de mim meu patrão
E vê se ajuda o teu irmão
Eu quero trabalhar o dia inteiro,
Nem que seja pra ganhar um tostão
Eu já não posso mais
E voltar para trás
Eu não quero não
Chega de viver torrado
pelo sol malvado
Que só quer matar
Chega de saber que a fome
É direito do homem
Que não quer roubar
Doutor o que me traz aqui
Não é me divertir
Nem ver o carnaval
Apesar do que sofri no Norte
Sou caboclo forte
Quero trabalhar
Gravação: Gordurinha
Disco: Mamãe! Estou Agradando
Gravadora: Continental
Ano: 196101. Bossa quase nova (Gordurinha)
02. Súplica cearense (Gordurinha / Nelinho)
03. Tô doido pra ficar maluco (Rodrigues da Silva / Ataide Pereira)
04. Poeira de morte (Florentino Coelho / Eloide Warthon)
05. Na marca do penalty (Erasmo Silva)
06. Não sou de nada (Gordurinha / Valter Silva)
07. Passe ontem (Umberto Silva / Luis Mergulhão)
08. Eu preciso namorar (Gordurinha)
09. Meio termo (Gordurinha)
10. Calouro teimoso (Gordurinha / Nelinho)
11. Quando os baianos se encontram (Oscar Bellandi)
12. O marido da vedete (Gordurinha)
01 Casa dos Prazeres (Praense-Alcino Alves) 02 Eu Amo Demais a Vida (Jorge Silva-Pedro) 03 Tropas e Boiadas (Tony Damito-Carlos Cesar) 04 Poeira do Norte (Gordurinha) 05 Morrerei de Saudade (Jorge Silva-Manoel) 06 Perdido Na Noite (Caiobá) 07 O Sem Vergonha Aqui Sou Eu (Nonô Basilio-Wanderley Basilio) 08 Alô Motorista (Manoelito-Marazul) 09 Quatro Paredes (Paulo-Waldemar de Freitas Assunção) 10 Ultimo Trago (Marciano-Darci Rossi) 11 Ela Voltou a Dormir Comigo (Marciano-Darci Rossi) 12 Transpantaneira (Capuá-Ringo) 13 Saudade Danada (Ringo) 14 Bandeira dos Paulistas (Capuá-Pedro) 15 Ânsia Louca (Morandi-Nelson Gomes) 16 Maria (Marciano-Darci Rossi) 17 Transnoronha (Capuá-Pedro) 18 Calvário da Vida (Compadre Lima-Praense) 19 Amor Por Piedade (Praense-Raimundo Prates) 20 História de Um Índio Civilizado (Goiá-Mizael)
Em 2009 retomaram a carreira e lançam o CD "A Volta".
Em pleno auge da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, foi uma das cantoras mais requisitadas para interpretar boleros e música latina em geral, então em grande moda e quase constantemente nas paradas de sucesso. Chegou a ser uma das cantoras preferidas pelos grandes maestros nos programas noturnos da emissora.
Em 1952, gravou pela Continental o baião "Meu limão, meu limoeiro", do folclore brasileiro, com arranjos de Carolina Pereira e o samba "Lamento de uma raça", de Manuel Coelho e Alfredo Godinho.
Sh-Boom (Sh-Boom)
Versão de Juvenal Fernandes, lançada na Sinter pelos Trigêmeos Vocalistas em em dezembro de 1954 (78 rpm 376-A, matriz S-816). Em janeiro de 55 saiu a gravação de Juanita Cavalcanti, pela Continental.
No mesmo ano, gravou de Mário Albuquerque o samba "Noitedecarnaval", e de Mário Vieira e Guilherme Leite, a toada-baião "Oi-lê, oi-lá".
Em 1953, gravou a buleria "A lua enamorada", de Villajos, Durango e Bolaños, com versão de Juracy Rago, e o samba "Tortura sem par", de Ricardo Rangel e Lupicínio Martins. No mesmo ano, gravou o samba "João Valentão", do compositor baiano Dorival Caymmi, e o baião "Vaidoso", de Poli e Juracy Rago.
São de 1954 as gravações do baião "Acordei cansado", de Euclides da Cunha e Arlindo Pinto, e do samba "Esta indecisão", de Cláudio Passos e Juracy Rago.
Em 1955, gravou as marchas "Tanaka", de Beduíno e Moacir Braga, "Pombinhabranca", de J. M. Alves e Reinaldo Santos, e o bolero "Confesso", de Scorza Neto, e pela Todamérica, a marcha "Pau d'água", de Juracy Rago, e o samba "O samba não pode parar", de João de Barro e Alcir Pires Vermelho.
Em 1956, gravou o rojão "Chapa 13", de Rubem Melo, e o samba-choro "Não convém", de Antônio Rago e João Pacífico.
Em 1957, lançou a marcha "A taça é nossa", de Antônio Sergi e José Luiz da Silveira. No outro lado do disco, apresentou com Otávio Muniz o trio Cláudio, Brandão e Goiano gravando a marcha "Os jogadores falam", de José Luiz da Silveira. Gravou, ainda na Copacabana, com a cantora Maristela o chimbole "Venho de longe", de Scorza Neto e a guarânia "Sozinha e descrente", de Zé Cavalcanti.
Em 2010, o conjunto Galo Preto (1975) completou 35 anos. Integram o grupo atualmente os seguintes músicos: Diego Zangado (percussão), Alexandre Paiva (cavaquinho), José Maria Braga (flauta), Bartolomeu Wiese (violão), Afonso Machado (bandolim e arranjos) e Alexandre de la Peña (violão de 7 cordas).
Além de ser um dos mais antigos grupos de choro em atividade, o Galo sempre primou por um trabalho instrumental inovador, por isso, cada novo disco lançado desperta um interesse enorme no meio artístico-musical e é sempre muito elogiado pela crítica. O conjunto é hoje, com certeza, uma referência no cenário da moderna música instrumental brasileira.
O Galo é dono de um vasto currículo e já se apresentou ao lado dos maiores artistas da música brasileira, no Brasil e no exterior (Portugal, França, Suécia, México) tendo, além de suas apresentações, ministrado oficinas de choro, master classes e workshops. Entre os nomes que o grupo acompanhou estão Cartola, Elza Soares, Arthur Moreira Lima, Elton Medeiros, Nelson Cavaquinho, Paulinho da Viola, Nelson Sargento e Rafael Rabello.
Já em seu primeiro disco, de 1978, em plena redescoberta do choro, ao invés de regravar temas tradicionais, a exemplo de outros grupos, o Galo optou por pesquisar e registrar material inédito dos grandes nomes, como Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Ernesto Nazareth e Anacleto de Medeiros.
Nos dois discos seguintes (1981 e 1991) o grupo definiu sua linha de trabalho que é a de buscar nos compositores contemporâneos, que também transitam pelo choro, temas originais. Com isso o Galo pretende provar que o choro, além de ser uma forma de tocar a música brasileira, também é um gênero vivo, em constante movimento e evolução, ao contrário do espírito saudosista, que muitas vezes a ele se imprime.
Nestes dois trabalhos o grupo gravou choros inéditos de Hermeto Pascoal, Sivuca, Tom Jobim, Hélio Delmiro, Cristóvão Bastos e outros grandes músicos brasileiros.
No quarto disco (1994) o Galo homenageou um dos maiores compositores de nossa música, Paulinho da Viola, grande sambista, mas que teve toda sua formação baseada no choro, e sempre exerceu grande influência em todos os músicos do conjunto. Ao lado de temas conhecidos, foram gravados também outros inéditos, inclusive o Maxixe do Galo , especialmente escrito para o disco.
Entre 1994 e 2002, o Galo Preto gravou dois discos homenageando grandes do samba: o Só Cartola (com Nelson Sargento e Elton Medeiros) e o Dono das calçadas – Nelson Cavaquinho (com Soraya Ravenle e Nelson Sargento).
Em 2004, com a cantora Andréa Pinheiro, registrou clássicos da música brasileira no CD Diz que fui por aí. Estes discos, e também os anteriores receberam sempre a mais alta cotação da crítica especializada e algumas indicações a prêmios, como o Sharp, em 1991.
Na celebração dos 30 anos de carreira, lançou o CD Galo Preto – 30 anos. Todas as músicas são inéditas e os arranjos se caracterizam pela forma camerística, moderna e original, que sempre foi a linha que o Galo seguiu em toda a sua história. Luiz Moura, Laércio de Freitas, Elton Medeiros, Carlinhos Vergueiro, Nelson Sargento, Marcus Ferrer e Rildo Hora escreveram temas especiais para este disco, e este último escreveu na dedicatória do seu Cantando de Galo: “aos meninos do Galo, grandes brasileiros.”
O Enem é uma etapa fundamental do processo de ensino-aprendizagem, sendo feito por milhões de alunos de todo país - por isso a importância de uma boa preparação, pois o aluno que valoriza a leitura, a curiosidade, a criatividade e que se mantém atualizado tem enorme chance de sucesso na prova.
Sabe-se que o Ministério da Educação (MEC) elabora o Enem, a cada ano, tendo como base uma Matriz de Referência publicada em maio de 2009. Nela, resumem-se conhecimentos e habilidades esperadas nos alunos, aferidas por meio de questões de complexidade variada: há questões fáceis, médias e difíceis.
Além de ficar atento ao conteúdo curricular dos cursos regulares do Ensino Médio, o MEC preza pela interdisciplinaridade em quatro linhas gerais de conhecimento (Linguagens e Códigos; Matemática; Ciências da Natureza; Ciências Humanas) e espera que o estudante apresente desenvolvimento cognitivo em cinco competências básicas comuns a quaisquer áreas de conhecimento: domínio de diferentes tipos de linguagens, compreensão e interpretação de fenômenos, solução de problemas, construção de argumentações para a defesa de pontos de vista e elaboração de propostas novas.
Nos dias 15 e 16 de maio de 2010 o Guia do Estudante da Editora Abril em parceria com a Universidade Anhembi Morumbi realizou a terceira edição do mais conceituado simulado para o Enem. O Simuladão elaborado pela equipe do Guia do Estudante apresentou 180 questões objetivas de múltipla escolha divididas nas quatro áreas gerais de conhecimento; e redação. A aplicação e a correção das provas ficaram sob a responsabilidade dos mestres da Anhembi Morumbi. Veja o regulamento do Simuladão ENEM Guia do Estudante/2010 - da Editora Abril (aqui) As inscrições gratuitas a todos estudantes do Brasil estiveram abertas no site.
Os candidatos tiveram que apresentar documento de identidade original e e-mail impresso comprovando a inscrição. Tanto rigor se justifica: além de preparar os estudantes de segundo e terceiro anos de Ensino Médio para o Enem 2010, o Simuladão premiou os três melhores desempenhos. O campeão ganhou um carro 0km, vice e terceiro colocado levaram um notebook cada.
No Simuladão do ENEM/2010 - da Editora Abril - a música "Chicletes com Banana", de Gordurinha está na questão 16 da página 12, na área "Linguagens, Códigos e suas Tecnologias":
QUESTÃO 16
Só a antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente.
Única lei do Mundo. Expressão mascarada de todos os individualismos, de todos os coletivismos. De todas as religiões. De todos os tratados de paz.
(Fonte: Andrad, Oswald de. Manifesto Antropófago. In : A Utopia
Antropofágica. 3ed. São Paulo: Globo, 2001, p. 47)
Em seu Manifesto Antropófago, Oswald de Andrade defende uma antropofagia cultural com a absorção de elementos de outras culturas como forma de enriquecer e aprimorar a cultura local. Identifique nas letras a seguir, retiradas da Música Popular Brasileira, ideias que se aproximem à do poeta modernista.
a) Só ponho bebop no meu samba/ Quando Tio Sam pegar o tamborim/ Quando ele pegar no pandeiro/ E no zabumba/ Quando ele entender/ Que o samba não é rumba/Aí eu vou misturar/ Miami com Copacabana/ Chiclete eu misturo com banana/ E o meu samba vai ficar assim... (Chiclete com Banana, Gordurinha/ Almira Castilho)
b) Aquilo que era mulher / Pra não te acordar cedo / Saía da cama na ponta do pé / Só te chamava tarde, sabia teu gosto / Na bandeja, café / Chocolate, biscoito, salada de frutas / Suco de mamão / No almoço era filé mignon / Com arroz à la grega, batata corada / Um vinho do bom. (Vacilão – Zé Roberto)
c) Carcará / Pega, mata e come / Carcará / Num vai morrer de fome / Carcará / Mais coragem do que home / Carcará. (Carcará – João do Vale e José Cândido)
d) No sinal fechado / Ele vende chiclete / Capricha na flanela / E se chama Pelé / Pinta na janela / Batalha algum trocado / Aponta um canivete / E até. (Pivete – Francis Hime e Chico Buarque)
e) Eduardo e Mônica eram nada parecidos / Ela era de Leão e ele tinha dezesseis / Ela fazia Medicina e falava alemão / E ele ainda nas aulinhas de inglês / Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus / De Van Gogh e dos Mutantes / Do Caetano e de Rimbaud / E o Eduardo gostava de novela / E jogava futebol de botão com seu avô. (Eduardo e Mônica – Renato Russo)
O Verbo é o álbum de estreia de Marcus Vinícius, o jovem cantor mineiro que foi o vencedor da segunda edição do programa Fama da TV Globo, com 380 mil votos da audiência. O trabalho apresenta 11 faixas com o melhor do pop, entre elas "Me Abraça e Me Beija", "Tempo Rei" e "Pro Meu Futuro".
Marcus Vinicius vive dos direitos autorais de suas músicas, além dos shows em Belo Horizonte. O cantor, que agora assina como Marcus Vinile, já teve até uma de suas composições gravada pelo grupo Jeito Moleque. Marcus relembra toda a jornada para conseguir entrar no reality show. O cantor explica que, em 2002, foi convidado a participar da primeira edição do programa, mas ainda não tinha 21 anos: “Foi horrível assistir. Comentei com os amigos sobre as audições e fiquei como mentiroso”. A Rede Globo voltou a entrar em contato e ele conseguiu, em 15 dias, que Patrícia Lino, sua produtora, se tornasse sua tutora legal. “Tenho vontade de escrever um livro sobre essa história”, diz.
O desafio que mais o deixou tenso foi a berlinda com o cantor Thiaguinho: “Depois de vencê-lo, fiquei mais tranquilo. Ele é carismático e com sua saída tinha mais chances de ganhar”. Mas a rivalidade ficou só no programa. A amizade rendeu uma composição. “Seria ótimo se ele gravasse. Vou fazer uma campanha ‘Grava Thiaguinho’”, brinca. Depois da vitória, apareceram vários parentes. “Muitos deles acharam que gastei 500 mil em gandaias e drogas. Só que não ganhei nenhum prêmio em dinheiro. O ‘Fama’ me deu tudo, menos grana”, diz.
Léa Freire, flautista e compositora, ouvia desde cedo eruditos brasileiros como Guarnieri, Villa Lobos, Radamés Gnattali e Souza Lima entre outros, durante seus estudos de piano, onde também conheceu a obra de Bach, Debussy e os muitos autores estrangeiros. Também se interessou pelo rock and roll e depois o jazz, que a trouxe de volta para a bossa nova, que chamou o choro e que mostrou o caminho para os inúmeros ritmos brasileiros. Agora começa uma nova etapa - a de unir o popular ao erudito - o formalismo à improvisação, com sotaque brasileiro.
Já tocou com muita gente : Alaíde Costa, Filó Machado, Nelson Ayres, Marlui Miranda, Hermeto Pascoal, Arismar do Espírito Santo, Djamandu Costa, Evandro (bandolim), Rosinha de Valença, Arrigo Barnabé, Itiberê Zwarg, Nenê, Nailor "Proveta Azevedo", Nico Assumpçâo, Elton Medeiros, Manezinho da Flauta, Guilherme Vergueiro, Michel Freidenson, Thomas Clausen, Leny de Andrade, Bocato, Guello, Mozar Terra e muitos outros, representantes das mais diversas tendências musicais. Tem parcerias com Joyce, que gravou músicas da dupla no Japão, Alemanha, Inglaterra e Brasil. Lançou seu primeiro CD, Ninhal, em Dezembro de 97, gravado no período de 94 a 96 através do selo Maritaca, onde constam participações especiais da Banda Mantiqueira, Quarteto Livre, Joyce, Filó Machado e muitos outros músicos de primeira linha, entre músicos, arranjadores e compositores.
Em 1998 integrou-se também ao grupo de Teco Cardoso, com o qual fez várias apresentações, inclusive na Universidade de Miami e no Blue Note de Nova York, montando com este um repertório que gerou o CD "Quinteto", gravado em Nova York, em Outubro de 98, e lançado em Novembro de 99, que contou com Benjamim Taubkin (piano), AC Dal Farra (bateria) e Sylvio Mazzucca Jr (contrabaixo).
Para 2005 Lancou dois CDs: "Antologia da Canção Brasileira - vol. 1 e Antologia da Canção Brasileira - vol. 2" em parceria com o trombonista Bocato, pelos quais recebeu cinco indicações pela imprensa como melhor CD do ano e também como melhor show. Em 2006 realizou turnê pela Europa e no Brasil com Thomas Clausen, pianista dinamarquês de renome internacional e Teco Cardoso, tendo gravado CD a ser lançado no Brasil e na Europa em 2007, intitulado “Water Bikes”, contando com a participação de Fernando Demarco (baixo) e Afonso Correa (bateria).
Em Maio de 2007 realizou o lançamento do CD Cartas Brasileiras – seu novo CD cujas gravações se iniciaram em 2005 – produzido por Teco Cardoso e com a participação especial do maestro Gil Jardim. Trata-se de um CD com um viés sinfônico e que conta com arranjos de Lea, Gil, Nailor Proveta Azevedo, Mozar Terra, Luca Raele (Sujeito a Guincho) e Tiago Costa. O lançamento se dará no Auditório Ibirapuera junto com a orquestra da OCAM mais convidados como Paulo Belinatti, Isaias Almeida, Israel Almeida, Paulo Braga (piano), Guello e outros, num total aproximado de 50 músicos.
Como produtora e editora de música instrumental Brasileira, sua gravadora e editora - Maritaca - já lançou mais de 25 CDs e dois livros. Ministra regularmente cursos de percepção musical para improvisação em oficinas de música realizadas em todo o pais.