domingo, 30 de novembro de 2014

The Beach Boys


Em 1961, sob o sol da Califórnia, surgiu uma banda formada pelos três irmãos Wilson, o primo Mike e o amigo Alan. The Beach Boys foram sucesso absoluto nas paradas norte-americanas. Sua "surf music" e seus vocais primorosos embalavam as loucas novidades do pós-guerra. Mas, de repente, veio a invasão britânica, Beatles à frente, e tudo mudou para os rapazes californianos. Competitivos, especialmente o líder Brian Wilson, sempre quiseram estar um passo à frente dos Beatles. Tarefa difícil, que custou a Brian o agravamento de sua esquizofrenia. Mesmo assim compuseram uma obra-prima chamada "Pet Sounds". Vamos à história.


Os Beach Boys em foto de 1964: “surf music” e disputa com os Beatles. No alto, da esquerda para a direita, a formação original, com Mike Love, Brian Wilson e Dennis Wilson. Abaixo deles, da esquerda para a direita, Al Jardine e Carl Wilson.

Foram dois anos de competição palmo a palmo, cabeça a cabeça, desde que, em 1965, a América foi invadida. Uma horda de bandas britânicas aportou nas lojas de discos e rádios norte-americanas, desbancando os ídolos locais. Em meio a ranger de dentes e muita inveja, a british invasion – ou invasão britânica- redefiniu as linhas do rock. Nessa luta criativa e produtiva de acordes de letras, dois grupos podem perfeitamente sintetizar essa disputa. No canto americano, The Beach Boys, meninos dourados pelo sol da Califórnia. No canto inglês, os Beatles, quatro garotos fustigados pelos ventos gelados do norte. Desse embate, a vitória foi da música, mas com algumas baixas. O Oceano Atlântico deixava de ser um obstáculo. Dos Beatles muito se sabe. Fiquemos nos Beach Boys.

Muito surf – O ano de 1961 prometia ser mais agitado no cenário musical. As demandas do pós-guerra forçavam os mercados a se reinventar. De uma hora para outra, inquietos baby boomers passaram a representar mais de 20% da população americana. Em toda parte, novas necessidades. Não foi diferente na pequena Hawthorne, Califórnia, onde os irmãos Brian, Carl e Dennis Wilson, mais o primo Mike Love e o amigo Alan Jardine decidiram deixar de lado os salões de baile, com suas orquestras, para cantar histórias sobre belas garotas, praias e muito surf.


Metamorfose: os Beach Boys em 1963, 1968 e 2012: longa carreira de sucessos.

Nasciam os Beach Boys, que entre 63/64/65 lideraram, absolutos, as paradas de sucessos dos Estados Unidos. Música de consumo rápido, mas muito bem elaborada, com vocais de harmonias inconfundíveis. A ordem era Surfin’ USA.

Sotaque inglês – Tudo ia muito bem, quando, em 1963, do outro lado do oceano, vieram os ecos com sotaque inglês de I Want to Hold Your Hand.

Precedidos de um marketing massivo, os Beatles chegavam para desbancar os jovens yankees. E, pouco a pouco, conseguiram. A beatlemania se instalava nos Estados Unidos e no Canadá.

Confronto – Como combater a onda britânica, a não ser com boa música, com músicas melhores do que as deles?

Do lado de cá do oceano Atlântico era preciso abandonar a ingenuidade e tornar letras e melodias mais elaboradas e introspectivas. O lado de lá, os ingleses teriam de melhorar um pouco mais. Help, em agosto de 1965, foi um bom começo. E não era fazendo surfmusic ou gravando covers dos Beatles, como fizeram no álbum Beach Boys Party, de novembro do mesmo ano, que os meninos californianos iriam conseguir alguma coisa. Foco era a palavra. E, nesse quesito, os ingleses saíram na frente. Em dezembro de 1965, lançaram Rubber Soul e perderam a inocência.

O álbum Pet Sounds, de 1966: resposta dos Beach Boys a Rubber Soul, dos Beatles.

Pet Sounds – Foi nesse momento que Brian Wilson fez os Beach Boys darem o troco, com estilo e refinamento. Perfeccionista, reuniu a banda e criou um dos álbuns mais bonitos do pop e de todos os tempos. Pet Sounds veio a público em maio de 1966 e tornou-se um ícone precioso e cultuado até hoje. Tem músicas lindas, altamente inspiradas, com vocais que emocionam, entre elas Would’nt Be Nice e God Only Knows.
Abaixo, Wouldn’t Be Nice, em clipe original de 1966:

God Only Knows, em clipe original de 1966, também do álbum Pet Sounds:

E quando se imaginou que os garotos americanos haviam despachado os ingleses cabeludos de volta para sua ilha chuvosa, eis que, três meses depois, os Beatles lhes apontavam um Revolver altamente revolucionário. Foi um golpe duro demais para Wilson.
O DVD Endless Harmony, no qual Brian Wilson confessa sua inveja do sucesso dos Beatles.

Confissão – “Morríamos de inveja do sucesso dos Beatles”, disse um sincero e pesaroso Brian. A frase e o sentimento nela embutido podem ser conferidos no DVD Beach Boys, Endless Harmony (US$ 18,59 na Amazon, frete não incluído).

Com o argumento correto de que Pet Sounds era um trabalho primoroso, Paul McCartney chamou Brian Wilson de “Mozart do pop” e disse que se inspiraria no álbum para concluir seu novo trabalho.

Há quem diga que essa frase de Paul foi apenas uma maneira de provocar os outros três beatles a se superarem cada vez mais. A estratégia parece ter funcionado, pois em 1º de junho de 1967, surgiu Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band.

Paul, no tempo dos Beatles: uma obsessão.

Obsessão – Um novo e pesado baque para Wilson. O inconformismo com o sucesso dos Beatles nos Estados Unidos e as drogas, principalmente o LSD, agravaram profundamente um quadro já existente de esquizofrenia e Brian surtou.

Infelizmente, a inveja produtiva e criativa do início transformou-se em grave doença mental e em uma obsessão: Paul McCartney, o alvo a ser batido.

O não-álbum – Imediatamente após Pepper ter chegado aos Estados Unidos, Brian Wilson recolheu-se em estúdio. A ideia era criar algo melhor ainda, um álbum chamado Smile. O que deveria ser uma obra-prima transformou-se no canto do cisne dos Beach Boys. Smile foi um não-álbum, um disco abandonado em 1967, ainda em fase de montagem.

O caos mental de Brian, seus delírios sonoros (que desagradaram o resto da banda) e suas letras incompreensíveis fizeram com que os Beach Boys, já com nova formação, só retomassem esse projeto anos depois, em 2004, e lançassem o álbum em 2011, em comemoração aos 50 anos da banda. Ao longo desse caminho, Dennis Wilson, o único surfista da banda, morreu afogado em 28 de dezembro de 1983. Carl Wilson morreu em 6 de fevereiro de 1998, de câncer no pulmão. De Smile, apenas a música Good Vibrations foi finalizada em 1967. Outras, como Cabin Essence, Our Prayer, e Surf’s Up figuraram em álbuns posteriores da banda, entre 1968 e 1971.


Ouça Good Vibrations, ao vivo, em 1976:

Os 50 anos – Em 2011, 50 anos depois do nascimento da banda, os Beach Boys, já setentões, saíram em turnê. Da formação original, Brian Wilson, Mike Love e Alan Jardine. Os vocais e as harmonias continuavam lá, apesar do tempo. Ao todo, a banda gravou 20 álbuns de estúdio, quatro ao vivo, lançaram 12 coletâneas, sem contar inúmeros singles. Um pouco trêmulo, mas recuperado, Brian Wilson fez as pazes consigo mesmo e com Paul McCartney, seu rival imaginário. Ambos tocaram e cantaram juntos em várias oportunidades.

Homenagem – Bem recentemente, um belo clipe de God Only Knows, produzido pela BBC, reuniu nomes da nova e da velha guarda do pop, num arranjo primoroso que contou com o próprio Brian Wilson. Uma merecida homenagem



fonte

http://cultura.estadao.com.br/blogs/sonoridades/beach-boys-uma-banda-movida-a-muito-talento-e-alguma-inveja/

Subsonica



Subsonica é um grupo italiano de synth rock formado em 1996 em Turin unindo alguns dos melhores exponentes da cena musical alternativa Torinense. Max Casacci, guitarrista e operador de som era do grupo reggae Africa Unite. Boosta e Samuel tocavam na banda cover chamada Amici di Roland. Ninja, depois de uma experiência no Karamamma, tocava bateria na turnê de Ornella Vanoni. Pierfunk tinha colaborado em inúmeros álbuns de outros artistas italianos entre os quais Loredana Bertè e Marcella Bella.






Para o nome da Banda, Samuel propôs Sonica, como uma canção de Marlene Kuntz. Max propôs Subacqueo, título de uma canção que tinha escrito como o grupo Africa Unite. Para conciliar os dois, a namorada de Max uniu os nos nomes, criando a palavra Subsonica.




quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Oriente


Formado em 2009 em Niterói (RJ), o grupo lançou seu primeiro álbum em 2011 gerando grande repercussão nacional. O hit “O Vagabundo e a Dama”, um dos singles do disco, já conta com mais de 35 milhões de visualizações no Youtube.


O segundo trabalho, Oriente Acústico mostra toda a consistência de Chino, Nissin, Geninho e Bruno Silva com arranjos caprichados num formato não muito comum aos grupos de RAP. Sucesso instantâneo, o projeto já passa de mais de 60 milhões de views.


Em 2016 a banda se prepara para o lançamento de Yin-Yang, seu segundo trabalho de estúdio e promete uma grande turnê pelo Brasil para divulgação do álbum.


Oriente é um grupo de Rap brasileiro que surgiu em Niterói, no Rio de Janeiro no ano de 2008. O grupo possui quatro integrantes, são eles: Chino, Nissin, Gabriel Silva GeninhoBeatBox. No final de 2011 lançou seu primeiro álbum com 19 faixas, chamado de Desorientado. O CD conta com participações especiais de Black Alien, Rapadura, MC Beleza, dentre outros pesos pesados. Em 2012, lançaram seu primeiro videoclipe com a canção "Mister M".

Em 3 anos o grupo tocou em eventos que teve shows de Racionais MCs, Flora Matos, BNegão, Emicida, Móveis Coloniais de Acaju, ConeCrew Diretoria, tendo fãs no Brasil inteiro e também fora dele, como em Munique (Alemanha), cidade que ocorreu o Campeonato Mundial de Slackline, sendo "Máximo Respeito", música do Oriente, trilha sonora do vídeo oficial.


Além do trabalho com composições próprias, traz a característica fundamental do “freestyle” (rimas de improviso), sendo representantes do cenário carioca. Nissin Instantâneo sempre participava de batalhas de improviso, referência no cenário nacional. Geninho BeatBox iniciou com 15 anos e veio a se destacar em Niterói. Forage The Kid é DJ, beatmaker e produtor, começando as gravações do Oriente no seu home-studio. Bruno Silva, residente da comunidade da Grota, é multi-instrumentista (violino, baixo, flauta transversal e doce, bandolin, violão) desde os 8 anos, tocando em Orquestras até 2009.


Em 2016 - Gravação do clipe da música Linda, Louca e Mimada, com a participação da atriz Agatha Moreira.



FONTE

https://pt.wikipedia.org/wiki/Oriente_(banda)

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Helena Elis


Helena Elis, é uma cantora e compositora brasileira. Iniciou a carreira ao som de Luiz Gonzaga aos quatro anos influenciada pelo pai. Cantora, Violonista e Compositora Paulistana, integrante da nova safra da MPB.



Dentre suas composições, tornou-se mais conhecida pela canção “Lugares Proibidos”, que virou hit em 2007 na programação das rádios de MPB adulta e fora regravada por grupos de pagode e bandas de forró.


Entre 2008/2009, em outra releitura do grupo de Samba Doce Encontro, 'alcançou o 3º lugar nas paradas musicais das rádios do Brasil.

Realizou diversos shows pelo Brasil conquistando públicos e críticos. Hoje, cada vez mais se aprimorando em suas construções musicais, fato que ela atribui à Universidade de Letras, e com um perfil de show completamente autoral e álbuns produzidos por grandes produtores como Humberto Lima, Ivan Teixeira e Daniel Pereira.


Helena Elis pontua sensualidade e romantismo, em seu CD "Voz" (2011), o 6º trabalho autoral de sua carreira, porém pela primeira vez, fez parcerias de composição com importantes nomes do meio artístico e literário, como o jornalista, locutor e escritor Paulo Galvão do livro O Bilhete Premiado, adotado este ano pela Secretaria de educação estadual; a escritora Rose Carreira, de quem musicou o poema Voz do intrigante livro Timidez Poética o qual virou o tema do CD; e o produtor cultural Ton Teshima, com "Você Dentro De Mim", cujo conteúdo é levemente erótico e leva a plateia a um divertido delírio. As faixas “Não é Assim” e “Primeiras Intenções” vem ganhando cada vez mais espaços em rádios adultas e surpreendentemente nas rádios mais populares do Brasil.


Helena tem uma maneira muito especial e sofisticada de interpretar a musica popular brasileira. Por isso em 2014 esta estreando um novo show chamado "Todas as Canções" onde ela rele os grandes clássicos da música popular brasileira e entremeia algumas de suas canções.


segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Onze:20



Onze:20 é uma banda de reggae brasileira formada em 2006 em Juiz de Fora, Minas Gerais. O nome da banda é a hora exata em que os integrantes da banda se perguntavam qual seria o nome da banda. Seus integrantes são Vitin (vocal), Chris Baumgratz (guitarra), Fabio Barroso (guitarra), Marlos (baixo) e Fábio Mendes (bateria), Athos (tecladista). A banda criou um estilo para denominar, o estilo da banda, chamado RootsRockReggae. Ficaram conhecidos nacionalmente com a música "Meu Lugar", que está no segundo disco da banda, chamado Nossa Barraca.


O início dessa trajetória se deu quando amigos que participavam de outras bandas expoentes do cenário musical de Juiz de Fora, viram influências em comum como: Foo Fighters, New Found Glory, Millencolin, Incubus. Depois de algumas ‘jams’ o entrosamento foi tanto que decidiram então montar um projeto com composições próprias e releituras de clássicos da música nacional e internacional. A partir desse ponto, surgiram várias composições próprias onde, através de uma identidade musical única que conseguisse expressar o mesmo ponto de vista da banda, e assim aspiravam atingir o âmago dos fãs e admiradores.


Em 2007 lançaram sua demo a Hora em Que Tudo Começou.Em 2010 lançaram o primeiro álbum de estúdio, intitulado Efedrina. Já no ano seguinte, em 2012, lançaram o segundo álbum, A Nossa Barraca, contendo 11 faixas, pela Radar Records. O sucesso foi obtido quando lançaram o single "Meu Lugar" no dia 09/08/2012 no Youtube. Um ano mais tarde, em 2013, veio o terceiro álbum em estúdio, intitulado Pra Você.


Em 2014 foi lançado o Vida Loka, quarto álbum da banda. Nome da banda: “ A mudança para Onze:20, para eles foi totalmente espontânea: “O nome veio de uma ideia minha que queria um relógio marcando sempre a mesma hora como símbolo do "Fração de Segundo" e aí na reunião perguntaram: ‘Que horas a gente vai colocar?’. Aí e perguntei que horas eram naquele momento e responderam: "11:20". Na hora fiquei pensativo e sugeri o nome da banda mudar para Onze:20. Em um primeiro momento ninguém gostou mas depois disso, várias coisas aconteceram em volta do número "1120": Táxi, conta em mercado, horário de médico. A gente não teve como escapar desse nome (risos)”.


FONTE

https://pt.wikipedia.org/wiki/Onze:20

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sábado, 11 de outubro de 2014

Natiruts



Natiruts é uma banda brasileira de reggae pop formada em Brasília em 1996. Chamada inicialmente Nativus, a banda de reggae foi rebatizada de Natiruts devido a um grupo catarinense de música regional, Os Nativos, que entrou com um processo.


A banda brasíliense defende o reggae de raiz mas incorporou ao som uma grande influência brasileira. Quando ainda chamava-se Nativus, o grupo vendeu 40 mil discos independentes com o sucesso "Presente de um beija-flor", até ser contratada pela EMI. A nova edição do disco, Nativus, vendeu 450 mil cópias. O segundo disco, Povo Brasileiro, foi produzido por Liminha e, como o reggae de Bob Marley, tem músicas com mensagens de alto teor político, como "Proteja-se e lute" e "Povo brasileiro".


Sem muitas novidades na sonoridade da banda, em 2001, é lançado “Verbalize”, com destaque para as faixas “Verbalize" e "Andei Só”, hits da época. O terceiro álbum traz também a participação especial de Rodolfo Abrantes, antigo vocalista dos Raimundos, na faixa "Homem do Povo". Em 2002, gravam o disco Qu4tro , que marca a saída do guitarrista Kiko Peres da banda. Natiruts ressurge com Nossa Missão, lançado em 2005. Neste disco, produzido pelo próprio Alexandre Carlo, vocalista e principal compositor do grupo, o grande diferencial é a aproximação com o Dub, a vertente mais psicodélica do reggae, que incorpora experimentações, sem contenção na adição de efeitos, como Delays e Reverbs, surgida na Jamaica dos anos 70.

Surgida no ano de 1996 em Brasília por Alexandre Carlo, que na época, estudante universitário, tinha a música como válvula de escape das suas alegrias e desilusões com a realidade brasileira. Sem pretensões maiores, visto que já estava encaminhado na profissão de analista de sistemas, compunha canções no estilo que mais se sentia à vontade: o reggae. Numa das cervejadas do time de futebol da UnB conheceu Waldivino Pires de Moraes Jr, mais conhecido como Juninho. Por volta de agosto de 1994 na casa do amigo Juninho, Alexandre apresentaria, pela primeira vez, sua mais nova composição - Surfista do Lago Paranoá.

Foi então que Alexandre convidou Luis Mauricio e Bruno Dourado, companheiros de time de futebol na UnB, para assumirem o baixo e a percussão. A primeira apresentação da banda, que então se chamava Nativus, aconteceu no dia 29 de março de 1996, na casa de um amigo de infância de Luís Mauricio e Bruno Dourado. Neste mesmo dia, André Carneiro foi convidado para ser o guitarrista solo. Dias depois, foi a vez de Izabella Rocha entrar para equipe, assumindo o posto de backing vocal. Depois de muitos ensaios e alguns shows, Carneiro resolveu deixar o grupo, dando lugar a Kiko Peres. Fizeram alguns ensaios com essa formação.

A princípio, era uma banda de reggae comum de quatro componentes, no entanto a influência da música brasileira era forte nas melodias e harmonias das músicas e a necessidade de se fazer um reggae roots brasileiro era definitiva. Por isso fez-se necessária a inclusão de mais elementos musicais na banda. A partir daí a banda criaria identidade própria. O próximo passo, era gravar uma demo, que foi gravada ainda na época das fitas cassetes. A reprodução era caseira, nos velhos três em um duplo deck. O grupo escolheu o nome Nativus como ideal para a nova banda. A aceitação foi boa por parte das críticas. Alguns shows aconteceram e logo concretizou-se a possibilidade de se gravar um CD, intitulado Nativus. Kiko Peres tinha um amigo da cena musical brasiliense que estava radicado no Rio de Janeiro havia algum tempo. Esse amigo estava trabalhando num grande estúdio carioca e talvez conseguisse um esquema de pagamento por partes da tal gravação. Esse amigo era Tom Capone que acabou participando de uma faixa e posteriormente produziria dois discos da banda, o Verbalize e o Qu4tro que contou com Tonho Gebara na guitarra solo.

A banda teve que alterar o nome para Natiruts por volta de 1999 devido a um grupo gaúcho de música regional de nome similar, Os Nativos, que entrou com um processo contra os brasilienses. A banda defende o reggae de raiz mas incorporou ao som uma grande influência brasileira. Quando ainda chamava-se Nativus, o grupo vendeu 40 mil discos independentes com o sucesso "Presente de um beija-flor", até ser contratada pela EMI. A nova edição do disco, Nativus, vendeu 450 mil cópias.

O segundo disco, Povo brasileiro, foi produzido por Liminha e, como o reggae de Bob Marley, tem músicas com mensagens de alto teor político, como "Proteja-se e lute" e "Povo brasileiro". Sem muitas novidades na sonoridade da banda, em 2001, é lançado Verbalize, com destaque para as faixas "Verbalize" e "Andei Só", hits da época. O terceiro álbum traz também a participação especial de Rodolfo, antigo vocalista dos Raimundos, na faixa "Homem do Povo". Em 2002, gravam o disco "Quatro", que marca a saída do guitarrista Kiko Péres da banda.

Natiruts ressurge com Nossa Missão, lançado em 2005. Neste disco, produzido pelo próprio Alexandre Carlo, vocalista e principal compositor do grupo, o grande diferencial é a aproximação com o Dub, a vertente mais psicodélica do reggae, que incorpora experimentações, sem contenção na adição de efeitos, como delays e reverbs, surgida na Jamaica da década de 1970, e também a aproximação de ritmos latinos vertentes do reggae como o Dancehall, Ragga e o Reggaeton.

Em 2006, o grupo lança o CD/DVD Natiruts Reggae Power, marcado pela saída dos integrantes Bruno e Izabella. Este trabalho surgiu também como uma forma de tornar mais popular o reggae no cenário nacional, com regravações de grandes sucessos da banda e comemorando os 10 anos de formação. Bom exemplo disso são faixas como 'Naticongo' e 'Leve Com Você', que mesmo já tendo sido lançadas em CDs anteriores, atingiram grande sucesso com o público que não acompanhava a banda desde o início, graças ao CD/DVD Ao Vivo.

Em 2007 ainda, foi lançado o CD Natiruts de A a Z com alguns dos maiores sucessos da banda como: 'Cantar', 'Presente de um Beija-Flor', 'Deixa o Menino Jogar etc. Já em 2009, a banda lançou o CD/DVD Raçaman (independente), voltando aos princípios da banda com mensagens da situação do país e como sempre abordando os problemas com suas letras marcantes, CD/DVD este que aproximou a banda ainda mais de seus seguidores.

No ano de 2012, a banda Natiruts aparece com uma novidade. O lançamento do CD/DVD Natiruts Acústico no Rio de Janeiro. O álbum comemora os 15 anos de carreira da banda com um registro audiovisual desplugado. O álbum foi indicado ao Grammy Latino de 2013: Melhor Álbum Pop Contemporâneo Brasileiro. O CD/DVD teve a distribuição da Sony Music.

A banda lançou o álbum #NoFilter, o quarto trabalho ao vivo da banda, gravado no Rio de Janeiro na Fundição Progresso. O show aconteceu no final do mês de janeiro de 2014 durante o verão carioca, e possui além dos clássicos da banda, algumas releituras de músicas da Legião Urbana, Charlie Brown Jr. e Paralamas do Sucesso, quando o ritmo estava sempre presente por todos os lados na grande mídia. Esse DVD é também marcado pela volta de Kiko Peres à banda, tendo saído do Natiruts em 2002 e retornado em 2013.


Em janeiro de 2015, o grupo já começou o ano com a gravação de um novo DVD histórico: Natiruts Reggae Brasil. O show aconteceu em Salvador e reuniu grandes nomes do reggae no Brasil e da música pop interpretando hits do estilo musical e outros produzidos no país, como Edu Ribeiro, Armandinho, Edson Gomes, Sine Calmon, Duda Diamba, Maskavo, Chimarruts, Planta e Raiz, Ponto de Equilíbrio e Cidade Negra, além de contar com participações de Ivete Sangalo, Saulo Fernandes e Gilberto Gil.

fonte

https://pt.wikipedia.org/wiki/Natiruts

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Forfun


Forfun foi uma banda de rock do Rio de Janeiro, formada no ano de 2001. Iniciada como um trio, no ano de 2001, era composta por Danilo Cutrim na guitarra e vocal, Vitor Isensee no baixo e Bruno Tizé na bateria. Bruno foi substituído por Nicolas Christ, um antigo amigo de escola de Danilo e baterista de várias outras bandas, como Acesso de Raiva, Riveraid, e 15 Kelvin, banda na qual os dois chegaram a tocar juntos, em 1998. Thiago Niemeyer, vocalista da banda Darvin, foi convidado e levou o grupo ao estúdio de Breno, baterista, da Darvin na época, em Niterói, onde tiveram sua primeira experiência com gravação em estúdio.


Em dois dias, eles gravaram quatro canções, e na mesma semana, contando com a ajuda de mais um grande amigo, Flash, colocaram no ar o primeiro site da banda.[carece de fontes] No mesmo ano fizeram novas gravações e lançaram duas canções num CD demo, que vendiam por cinco reais nos concertos. Paralelamente, divulgavam as faixas por meio da internet, no boca-a-boca, e de todas as maneiras possíveis.


Em seguida, a banda teve mais uma mudança de formação: Vitor foi para a segunda guitarra e Rodrigo Costa assumiu o baixo, passando também a dividir os vocais com Danilo.

2003: Das Pistas de Skate às Pistas de Dança


Em 2003, gravaram um álbum com 12 faixas, e, em fevereiro, começaram a produzir o Das Pistas de Skate às Pistas de Dança (trabalho de estréia, considerado não-oficial pela banda), no estúdio Hanói, em Botafogo. James, idealizador do selo Dry-Ice Records, embora novo na área musical, já tinha a experiência de ter produzido e distribuído pelo Brasil duas coletâneas de Hardcore (Gritando HC 1 e 2).

Ele se interessou pelo som da banda e fechou a parceria para distribuir pelo seu selo o Das Pistas de Skate às Pistas de Dança por todo o país. Começaram a produzir os primeiros vídeos da banda usando as cenas gravadas nos shows e nas viagens, estava formada a Na de 1 Produções, que teria fim três anos mais tarde. E no final daquele ano tocaram fora do estado pela primeira vez, no Festival Extreme Nuts, em Curitiba - Paraná, com Food 4 Life, A-OK, Aditive, e Bad Car Crash, entre outras.


A partir do ano de 2004 contaram com a ajuda de vários amigos pelo Brasil, que os divulgavam em sites, tais como: Punknet, Lbvidz, entre outros. Graças à essas iniciativas de amigos e fãs, produtores de shows do underground, como Adriano e Sérgio, de Curitiba, Daniel Sant' Ana, Felipe Snipes e Iguito, de Recife, começaram a os requisitar, assim tiveram oportunidade de tocar em várias cidades pelo Brasil.

2005: Teoria Dinâmica Gastativa

Em 2005 cruzaram o caminho de Liminha (músico e produtor), que produziu o primeiro álbum oficial da banda, o Teoria Dinâmica Gastativa, nos estúdios Supermusic (selo filiado a Universal Music Brasil). No álbum houve novas versões e regravações de canções do trabalho antecessor.

Dois anos mais tarde foram convidados para participar do MTV ao Vivo - 5 Bandas de Rock, ao lado de bandas da mesma geração: Fresno, Hateen, NX Zero e Moptop. Durante o MTV ao Vivo, apresentaram ao público duas faixas do então futuro disco, Polisenso: "Sigo o Som" e "Gruvi Quântico".


2007: Polisenso

Em 2007 decidiram procurar um espaço para o grupo, um lugar onde eles pudessem se encontrar para moldar o novo disco da banda. Encontraram numa pequena vila em Botafogo a "Casinha" (forma com que apelidaram o QG da banda), lá criaram seu pequeno estúdio e fizeram toda a pré-produção do álbum Polisenso. Algum tempo mais tarde seus amigos pessoais e de estrada, da banda Scracho, mudaram-se para a casa ao lado.


No final de 2008 a banda lança Polisenso, gravado entre os estúdios AR e Atemporal, e pré-produzido na Casinha. O álbum foi disponibilizado inteiro para download no site da banda. O disco também trouxe uma mudança estrutural na banda, devido à incursão no mundo dos elementos eletrônicos, o guitarrista Vitor, passou da guitarra para os sintetizadores e programações de efeitos, atuando na velha função apenas nas canções antigas, nos shows.

2011: Alegria Compartilhada e álbum ao vivo

Lançado em 2011, o terceiro álbum da banda, intitulado Alegria Compartilhada, teve produção de Daniel Ganjaman. O álbum contou com as participações de Black Alien, rapper, ex-integrante da banda Planet Hemp; Guto Bocão, mestre de bateria da Vai-Vai; Tiquinho, trombonista do grupo Funk Como Le Gusta; Fernando Bastos da Orquestra Brasileira de Música Jamaicana; Paulinho Viveiro que toca trompete na banda do Seu Jorge e Daniel Ganjaman, que além de produzir o álbum, participou de algumas faixas tocando teclado e até cantando como backing.


No final de 2012, a banda promoveu um crowdfunding, visando arrecadar dinheiro para a gravação do seu primeiro DVD. Em dezembro de 2012 o DVD foi gravado no Circo Voador, em sua lotação máxima, contando com diversas participações especiais como Dedeco do Dibob, Liminha, o mesmo que produziu o primeiro álbum da banda o Teoria Dinâmica Gastativa, Rodrigo Lima da banda Dead Fish e Toni Garrido do Cidade Negra.


Lançado em 2013, o DVD Forfun Ao Vivo no Circo Voador também contou com três faixas inéditas em seus extras. As três fazem parte do EP Solto: "Malícia" (participação especial de Hélio Bentes do Ponto de Equilíbrio), "Ahorita" e "Terra de Cego". A tour do DVD rodou o Brasil inteiro.

2014- 2015: Nu e fim da banda

Em 2014, a banda lança seu quinto e último álbum, Nu, com 11 faixas além do cover de "O Papa é Pop" (Engenheiros do Hawaii). Na noite de 9 de junho de 2015, a banda publicou um texto em sua página do Facebook informando o fim das suas atividades (ou uma "ruptura"), em busca de novos projetos pessoais. No mesmo anúncio, a banda pretende fazer uma turnê de despedida no mesmo ano, como uma forma de dizer "até logo", já que a banda afirma que "O Forfun está encerrando um ciclo mas a banda não se encerra, pois estará curtindo sua aposentadoria enquanto seus eternos operários vão seguir trabalhando em outros projetos".


Integrantes
Danilo Cutrim - vocal e guitarra
Rodrigo Costa - vocal e baixo
Vitor Isensee - guitarra, samplers, sintetizadores, teclados, escaleta e vocal
Nicolas Christ - bateria e backing vocal
Banda de apoio[editar | editar código-fonte]
Jósefaldo Reis - percussão
Lelei Gracindo / Zoreba - saxofone
Jeferson Victor / Zé Carlos - trompete


Contribuições e projetos
Em 2005, Danilo participou do VMB, fazendo parte do coral da música "Nós Vamos Invadir Sua Praia" ao lado do Ultraje a Rigor. Também estavam no coral Dedeco do Dibob, Thiago Pedalino do Ramirez e Bianca Jordão.


Em 2006, o Forfun foi convidado para participar do especial Renato Russo - Uma Celebração, organizado pelo canal Multishow, onde tocaram a faixa música "Metrópole". Outros artistas como Dinho Ouro Preto do Capital Inicial, Fernanda Takai e John do Pato Fu, Titãs, Leela e Biquíni Cavadão também participaram.


Em 2007, o Forfun foi convidado pelo Charlie Brown Jr. para participar da conclusão e gravação da oitava faixa - "O Universo a Nosso Favor" do nono álbum da banda santista, intitulado Ritmo, Ritual e Responsa.


Em 2009, a banda se juntou a outros nomes da música brasileira como Autoramas, Detonautas Roque Clube, Elis Regina, Milton Nascimento e Frejat para gravar seu terceiro volume da trilogia de revisitações ao repertório dos Beatles de 1969, no qual fizeram regravação da faixa "Octopus's Garden", do álbum Beatles ´69 - Vol. 03: Abbey Road Revisited.


Ainda no mesmo ano, Vitor e Danilo começaram a arquitetar um projeto de música eletrônica, paralelo ao Forfun, que batizaram de Hanumam (o nome veio do famoso deus macaco da religião hinduísta). Dois anos mais tarde lançaram o micro álbum Terra Virar Mente. A faixa que dá nome ao micro álbum é uma parceria com a banda Vivendo do Ócio.

Em 2011, Rodrigo entrou para o projeto Bloco do Eu Sozinho, um tributo em comemoração aos 10 anos do segundo álbum da banda Los Hermanos. O projeto teve início no festival Abril Pro Rock (PE). Além de Rodrigo, participam da homenagem os integrantes da própria Los Hermanos, Rodrigo Barba, Bubu Trompete e Gabriel Bubu, além de Melvin, baixista do Carbona. O repertório é montado pelas 14 faixas do álbum.


Nesse mesmo ano, Vitor e Rodrigo fizeram participação na faixa "Lado Bê" do segundo álbum da banda Scracho, intitulado Mundo a Descobrir.

Ainda no mesmo ano, foram divulgadas algumas canções que fariam parte da trilha sonora de um suposto programa que seria dirigido pelo Danilo (o Favela S.A), entre elas estava o samba "Na Minha Laje", que é uma parceria dos dois integrantes do Forfun com o músico João Nitcho e que conta com a voz da Mariana Volker.

Em 2012, os integrantes do Forfun se uniram novamente à cantora Mariana Volker em um projeto em tributo à cantora nigeriana Sade Adu, intitulado Só Sade.

Ainda em 2012, Vitor e Danilo se juntaram ao antigo amigo Dedeco, do Dibob, e lançaram a música em homenagem ao Rio de Janeiro, intitulada "Rio Porque Tô No Rio".

No fim de 2012, Vitor lançou seu primeiro livro, intitulado Vivas Veredas, com poesias.


Em 2013, a banda participou da primeira edição do projeto Jovens Tardes, realizado pela Rede Globo, fazendo o show de encerramento da primeira temporada. Com o sucesso, o Jovens Tardes se transformou em um CD com 18 faixas. O Forfun participa na regravação da faixa Tempo Perdido, do Legião Urbana, junto de Ganeshas, Brunno Monteiro, Jô Lutério, Laila Nassan, Luiza Baratz, Nuria Mallena e Vanessa Longoni.

Em 2016, após o anúncio do até então fim do Forfun, os ex-integrantes da banda Danilo Cutrim, Vitor Isensee e Nicolas Christ anunciaram um novo projeto chamado BRAZA, o qual teve seu primeiro álbum homônimo lançado no dia 17 de março de 2016 no site YouTube.


Projetos sociais
Polisenso Mata-Atlântica: Realizado em 2010, foi um projeto que teve como meta reverter o dinheiro arrecadado com o download remunerado do disco Polisenso pelo site Trama Virtual ao mutirão organizado pelo Programa de Voluntários do Parque Nacional da Tijuca, com o apoio da Associação Amigos do Parque Nacional da Tijuca.

Projeto Roda Gigante: Projeto em que parte da renda da venda da versão física de Alegria Compartilhada foi doada para o projeto Roda Gigante, uma iniciativa que utiliza palhaços para promover a saúde em hospitais públicos.


Televisão
Especial MTV Artista do Mês (Outubro) | MTV — 2007
Rock Estrada | Multishow — 2010
Especial MTV: Alegria.Doc | MTV — 2012
MIX Especial: Forfun | MIX TV — 2013
Forfun Ao Vivo No Circo Voador | MTV — 2014


fonte

https://pt.wikipedia.org/wiki/Forfun

sábado, 27 de setembro de 2014

Simone e Simaria


As irmãs Simone e Simaria é uma dupla brasileira de Forró/Sertanejo. Elas nasceram no município de Uibaí, na Bahia. Simone e Simaria começaram a cantar quando eram ainda crianças, participando de shows de calouros em Uibaí, cidade baiana onde nasceram e em outros municípios vizinhos.


Quando Simaria completou seus nove anos de idade e Simone, sete, as irmãs começaram uma carreira profissional, fazendo shows em eventos das prefeituras de cidades baianas mas, depois de quatro anos, a dupla se mudou para São Paulo junto com a mãe, onde Simaria começou a fazer shows em uma casa de forró e foi nesse período em que Simaria conheceu o cantor Frank Aguiar, com quem passou a trabalhar.


O primeiro destaque nacional veio como back vocals do cantor Frank Aguiar, quando Simaria entrou para a banda com apenas 14 anos. Mais tarde, Simone juntou-se à irmã e, durante sete anos, Simone e Simaria foram conquistando o público de todo o Brasil junto com Frank Aguiar, tornando este, o primeiro contato da dupla com o público, que, de lá para cá, não parou de crescer.


Desde o início de 2012, as irmãs Simone e Simaria apostam em carreira independente, sob a tutela da Social Music. A decisão tornou o ano da dupla bastante intenso, com shows por todo o Brasil.


Músicas de sucesso de Simone e SimariaMeu Violão e o Nosso Cachorro, Eu Te Esperarei, Quando o Mel É Bom, entre outros, são os hits mais tocados em todas as rádios do Brasil.



FONTE

http://biografiadosfamosos.com/biografia-simone-e-simaria/

http://entretenimento.r7.com/blogs/alvaro-leme/voce-ja-conhece-simone-e-simaria-vem-ca-um-instantinho-vem-20150807/

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Detonautas Roque Clube


Nome completo: Detonautas Roque Clube

Integrantes: Renato Rocha (guitarra), Dj Cleston (Dj e Percussão), Tico Santa Cruz (vocal), Rodrigo Netto (guitarra), Tchello (baixo) e Fabio Brasil (bateria)

Gênero: Rock
Site oficial: http://www.detonautas.com.br



Em 1997, numa sala de bate-papo o carioca Tico perguntou se alguém ali sabia tocar algum instrumento, pois desejava montar uma banda, depois de algumas conversas encontrou o mineiro Tchello que tocava violão e o guitarrista Pedro. Mais tarde com a chegada do baterista Marcio, foi marcado o primeiro ensaio da banda no Rio de Janeiro e lá eles escolheram o nome "detonautas" para a banda, uma junção de detonadores com internautas.


Pedro e Marcio resolveram sair do grupo e foram substituídos por Marquinhos Lobo Bom e Gargamel, também encontrados na sala de bate-papo. Seis meses depois, a banda resolveu gravar o primeiro demo e o primeiro show aconteceu em um luau no Posto 8, Ipanema.

Detonautas tocavam em diversos bares e espaços alternativos do Rio, porém os integrantes tinham em mente que não entrariam no mercado independente. O amigo de Tico, Gabriel Pensador, convidou a banda para abrir seu show que contava com um público de 4 mil pessoas na cidade de Miguel Pereira. Nesta época, Tico resolveu dedicar-se somente ao vocal deixando a guitarra de lado, Renato então assumiu as cordas.



No final de 1998, Marquinhos resolveu deixar o grupo já que era complicado pra ele se locomover de São Paulo para o Rio. Entrou no seu lugar Shaolin que não ficou muito tempo, por não conseguir conciliar sua agenda com a banda e logo em seguida veio Rodrigo.

Os próprios integrantes bancaram todos os custos da gravação do CD Demo. Finalmente eles começaram a colher o que semearam ao serem reconhecidos pelo público como banda revelação no festival MADA, em Natal, produzido em 2001. No final deste mesmo ano, tocaram pela primeira vez no ATL Hall e gravaram o CD "Silver Tape". Eles foram indicados por um amigo de Renato, Marcos Kilzer para o cast da Top Tape, uma gravadora independente.

Um ano depois, assinaram um contrato com uma das maiores gravadoras do mundo, a Warner Music e gravaram o álbum "Detonautas Roque Clube".


Sabendo da turnê da banda Red Hot Chili Peppers aqui no Brasil, eles insistiram em abrir o show, porém foram podados pela gravadora que achava inviável. Decidiram então enviar um CD para a produtora da banda californiana, em quatro semanas receberam a resposta de que o grupo gostou das músicas e que queriam os Detonautas na abertura dos shows. Lá no palco estava um grupo desconhecido pelos brasileiros, mas que não foi vaiado em nenhuma das músicas que tocou em meia hora de apresentação para 10 mil pessoas no Rio e 50 mil em São Paulo. A música "Outro lugar" tornou-se uma das mais tocadas no Brasil

A história do Detonautas Roque Clube se mistura com o início da febre da Internet no Brasil. Em 1997, Tico Santa Cruz apareceu em uma sala de bate-papo perguntando se alguém ali tocava algum instrumento, Eduardo Simão, que também freqüentava a sala, respondeu e passou a ser conhecido por seu nick das salas de bate-papo: Tchello. Tico morava em Copacabana (RJ) e o mineiro Eduardo administrava uma pousada em Ilhéus (Bahia).


Após o encontro dos dois precursores no Rio de Janeiro, a banda passou por várias formações, até que mais integrantes fossem recrutados através da internet. O fato de como a banda foi formada repercutiu no seu nome: Detonautas = detonadores + internautas.

Graças à insistência principalmente de Tico Santa Cruz e à providencial ajuda de seu amigo, Gabriel, O Pensador, os Detonautas foram conseguindo seu espaço, primeiro nas rádios e depois amadurecendo na estrada, mesclando apresentações em locais de boa estrutura (a banda já chegou a abrir o show do Red Hot Chili Peppers para 50.000 pessoas no Pacaembu lotado) e em outros nem tanto, mas que serviram para dar cancha e experiência. Depois de muita batalha, que incluiu a famosa peregrinação com a demo embaixo do braço, finalmente a chance: após muitas idas e vindas a Warner Music Brasil contratou a banda, remixou e lançou o álbum, que embalado com os singles "Outro Lugar" e "Quando O Sol Se For", foi um grande sucesso nacional.



Os Detonautas são muito conhecidos pelos telespectadores do MTV Rockgol, o campeonato de músicos. Foram considerados bons jogadores, com um 3º lugar em 2003 (no qual Tico foi artilheiro). Os apresentadores Paulo Bonfá e Marco Bianchi apelidaram quase todos os jogadores, como Coala (Tico), Motoserra (Tchello), Crina (Renato Rocha), Brasil-sil-sil (Fábio Brasil), O Neto do Rodrigo (Rodrigo Netto), além do famoso DJ "Clééééston", veterano considerado pela dupla o maior craque do campeonato.



Tragédia
Uma tragédia marca a trajetória da banda em 4 de Junho de 2006. Aos 29 anos o guitarrista Rodrigo Netto foi assassinado ao passar com seu carro numa das mais importantes avenidas do Rio de Janeiro. Os bandidos queriam seu carro. Rodrigo não reagiu ao assalto, pois nem viu os assaltantes, levou um tiro no peito e faleceu no local. No carro estavam sua avó e seu irmão Rafael da Silva Netto que também foi atingido por 2 tiros, sem gravidade.

Segundo investigações da Policia Militar a ordem para o roubo do veículo partiu de traficantes de um morro próximo, entre os assaltantes estava um menor de idade autor dos disparos contra o carro.

Os integrantes tentam superar a dor da perda lembrando dos momentos bons e registrando isso em seus corpos, Tchello, o baixista da banda tatuou em suas costas uma imagem do rosto de Rodrigo como uma forma de homenagear o amigo que teve ao longo de 16 anos e Tico tatuou na costela a assinatura do amigo.


Uma banda diferente
Psicodeliamorsexo&distorção, como o próprio nome do álbum diz, suas faixas possuem músicas que falam de amor e sexo, e falam de uma forma muito realista. De uma forma que realmente se pensa e sente, sem ser meloso ou vulgar, e mostra o equilibro entre as duas coisas, seguindo um estilo psicodélico e com bastante distorção, distorção esta que, não diz respeito apenas ao timbre da guitarra, mas sim às suas letras, que cada vez mais, adotam uma certa ambiguidade (que por sinal usada com muita inteligência e coesão).

A banda vêm adotando cada vez mais em suas músicas uma identidade, passando a ter verdadeiros fãs. Talvez em menor dimensão, mas fãs que realmente admiram e, principalmente, se identificam com o trabalho dos cariocas; não apenas pessoas em massa que ouvem canções por simples modismo ou por serem canções universais, onde qualquer pessoa se identificaria. Uma característica muito interessante do álbum Psicodeliamorsexo&distorção é a mixagem da voz, que se mistura à base, como se fosse mais um instrumento, e a melodia se funde à harmonia.


É perceptível a inteligência e o cuidado que a banda tem com as músicas, o que é uma característica muito escassa nas bandas contemporâneas, que se preocupam apenas em fazer músicas que as pessoas gostem, que façam sucesso e que lhes renda dinheiro, sem um ideal mais profundo por de trás das suas letras e melodias. São apenas canções que qualquer um, de alguma maneira, se identifica.



Fonte:

http://surfsantodomingo.blogspot.com.br/2008/08/detonautas-biografia-discografia.html



sábado, 16 de agosto de 2014

Hungria


Hungria Hip-Hop, nome artístico de Gustavo da Hungria Neves (Nasceu na cidade Ocidental, Goias, 26 de maio de 1991), é um cantor e compositor de rap. Temas principais das suas músicas são sobre carros, motos, erotismo e festas.


Hungria já lançou um álbum em formato mixtape, uma coletânea, um EP e um álbum de estúdio como membro do grupo Son d'Play a qual foi membro até o ano 2013. Atualmente Hungria encontra-se em carreira solo.


Hungria fez suas primeiras composições aos 14,3 anos, e iniciou a carreira com a música Hoje tá Embaçado, e foi com o primeiro lançamento que ganhou visibilidade pela Internet com mais de 120.000 Download digital, tendo como seu mentor de carreira o rapper MAG. Com anos após, Hungria estoura vários outros hits como Trinca os Graves com mais de 5 milhões de downloads, e sua principal canção de sucesso de inicio de carreira: Bens Materiais, lançado em 2007, que chegou a mais de 6 milhões de downloads; e hoje tendo todos os seus lançamentos, desde o início de carreira, ultrapassado a marca de 2 milhões de acessos no YouTube.


Inspirado em grandes nomes do rap internacional, como Snoop Dogg, Eminem e Lil Jon, Hungria intitula-se como o "Playboy do Rap".


Em 2009, lançou seu primeiro e álbum em formato mixtape titulado de Hip-Hop Tuning, contendo dezesseis faixas, tendo como single as faixas Paga Pau, e Um Ciclo Foda.

Em seguida fez parte do projeto paralelo "Sentinela", uma banda formada por Chacall, Wlad Borges e Hungria, porém ele foi encerrado após uma desavença entre Hungria e Wlad Borges.


Em 2010 iniciou junto com Chacall e DJ Mixer o grupo Son d'Play, lançando o álbum Bem Vindo Ao Meu Club, e hits como Garota & Diamante, De Aro 20, e Rei do Cabaré.

2013-2016

Em 2013 Hungria volta com sua carreira solo e lança o single Sai do Meu Pé junto com um Videoclipe no dia 30 de abril. Meses depois lança outro single "O Playboy Rodou" 27 de Agosto com um videoclipe oficial.


No dia 18 de Setembro de 2013 Hungria assina contrato com o empresário Eduardo Bastos, e 6 de Novembro de 2013, lança mais um single "Baú dos Piratas" com a participação de Misael.


No dia 13 de fevereiro de 2014 lança o single "Cama de Casal", tendo seu lançamento divulgado no programa The Noite com Danilo Gentili, sendo convidado para ser entrevistado, no dia 15 de abril de 2014.


Dia 3 de abril de 2014 lança o single Copo pro Alto com a participação de Pacificadores. No dia 1 de setembro de 2014 lança o single Insônia junto com Tribo da Periferia, atualmente tendo 21 milhões de acessos no YouTube.


Em outubro de 2014 Hungria lança seu novo single com videoclipe "Zorro do Asfalto", que já ultrapassa 23 milhões de acessos no Youtube.


Inicio de 2015 lança a música "Carruagem". Em 8 de maio de 2015 faz participação na música do grupo Pacificadores: Role na City. Em julho de 2015 Hungria lança seu novo trabalho a música "Meu Carona".


Lançou também, em setembro, a faixa Detalhes. No dia 30 de novembro lançou a faixa Bolo Doido com a participação do cantor e compositor Mr. Catra.


Dia 16/12/15 lançou a musica Astronauta. No dia 23 de março de 2016 o rapper lança mais um hit de sucesso, seu novo single, chamado “Dubai“. Em menos de 24 horas, a nova música do rapper brasiliense já atingia a marca de 200 mil visualizações. e o grande sucesso ( jeito dela ) no dia 5 de agosto de 2016 lançou "Lembranças" que com um dia já tinha chegado a 400 mil visualizações.


No dia 13 de outubro de 2016 lançou sua nova música chamada "Provavelmente" que em menos de 24 horas já tinha mais de 100mil visualizações.



FONTE

https://pt.wikipedia.org/wiki/Hungria_Hip-Hop