**Luiz Fernando Mendes Ferreira (Conselheiro Pena, Minas Gerais - 7 de maio de 1950) mais conhecido como Fernando Mendes é um cantor e compositor brasileiro. O cantor se destacou na década de 1970 com a música Cadeira de Rodas que vendeu mais de um milhão de cópias sendo executada nas rádios de todo o país.**
Biografia
Fernando Mendes nasceu na cidade mineira de Conselheiro Pena em família pobre e desde a infância demonstrava o anseio pela carreira musical. Aos quinze anos de idade ganhou do pai um violão de presente de aniversário. Aos dezessete anos formou com alguns amigos um conjunto musical jovem chamado "Blue Boys", se apresentando em bailes e festas em sua cidade de origem.
Transferindo-se para a cidade do Rio de Janeiro através de um amigo, Fernando conseguiu emprego como crooner na Boate Plaza, onde se apresentava interpretando canções de diversos cantores. Nesta boate Fernando conheceu o chefe de promoção da gravadora Copacabana que então o apresentou a Miguel, integrante da banda The Fevers, e na época um divulgador da gravadora Odeon,de imediato contratou ele após um teste.
Carreira
A carreira de Fernando Mendes começou concomitantemente à de José Augusto, com quem compôs e gravou algumas canções. Fernando Mendes inicia oficialmente sua carreira musical no ano de 1972. A canção A Desconhecida foi seu primeiro sucesso; de sua própria autoria a música foi gravada em 1973 e lançada em compacto simples, subindo rapidamente às paradas de sucesso em várias rádios e emissoras de televisão.
A canção foi posteriormente regravada pelo funkeiro Mister Mu no início da década de 1990 e mais recentemente pelo cantor Leonardo.
Sua primeira apresentação na TV foi no programa do Chacrinha, tornando o cantor conhecido em todo o Brasil. A música "Recordações" foi o segundo sucesso. Faixa de seu primeiro LP, em menos de três meses chegou à casa dos 100 mil discos vendidos.
Em 1974 teve uma música censurada pela ditadura militar chamada "Meu Pequeno Amigo", que fazia referência ao caso Carlinhos, sequestro de grande repercussão na época e não elucidado até hoje. No entanto ele começou a fazer excursões pelo Brasil numa média de 10 a 15 cidades por mês.
Transformado numa espécie de ídolo das massas populares o artista teve seu segundo LP lançado no final de 1974 voltando a repetir o feito dos anteriores com a música Ontem, Hoje, Amanhã.
Fernando chegou ao auge de sua carreira em 1975 quando seu terceiro LP apresentou a faixa Cadeira de Rodas tendo alcançado a vendagem de mais de 250 mil LPs vendidos em poucos meses, rendendo-lhe vários prêmios, inclusive o disco de ouro.
O ano de 1976 trouxe mais dois sucessos à carreira do cantor: A Menina da Calçada e Sorte Tem Quem Acredita Nela, que teve os arranjos de Hugo Bellard e foi tema da novela Duas Vidas exibida pela Rede Globo.
Entre os prêmios que ganhou, está um disco de ouro e o "Prêmio Villa Lobos" de disco mais vendido de 1979 com a música Você Não Me Ensinou a Te Esquecer , canção que também contou com o arranjo de Hugo Bellard.
As canções de Fernando Mendes continuaram desde então a ser lançadas em versões mais atuais. Em 1999 Fernando reuniu seus maiores sucessos em um único CD ao vivo. E para 2007, o músico trouxe uma novidade aos fãs de todo Brasil, um DVD ao vivo que contou com a participação de cantores consagrados pela MPB.
Sucesso com Caetano Veloso
A "volta" de Fernando Mendes ao cenário musical se deu com a regravação de Você Não Me Ensinou a Te Esquecer, por Caetano Veloso para a trilha sonora do filme Lisbela e o Prisioneiro . A regravação rendeu uma redescoberta do compositor e cantor mineiro, que teve uma coletânea lançada pela Som Livre.
A mesma música foi regravada também por Bruno e Marrone, Chrystian & Ralf e outros. Devido ao grande sucesso a canção romântica recebeu prêmios da ABPD (Associação Brasileira de Produtores de Discos) e o "Prêmio Villa Lobos" como o disco mais vendido. A canção também foi indicada ao Grammy Latino 2004.
Atualidade
Ao longo de sua carreira fez diversos shows no Brasil e no exterior e participou de variados programas de rádio e televisão.
Charlie Brown Jr. (também abreviada como CBJR) foi uma banda brasileira de rock formada em Santos no ano de 1992. As canções da banda misturavam vários gêneros musicais como o hardcore punk, reggae, rap, funk rock, rock alternativo e skate punk, criando assim um estilo próprio e original. Suas letras faziam diversas críticas à sociedade, além de uma abordagem da perspectiva do universo jovem contemporâneo. Todos os membros da banda eram naturais da cidade de Santos, exceto o vocalista Chorão, que nasceu em São Paulo.
No dia 6 de março de 2013, o membro-fundador Chorão faleceu em seu apartamento em São Paulo devido a uma overdose de cocaína e álcool. Os membros remanescentes da banda decidiram não mais usar o nome Charlie Brown Jr., assim mudando-se para A Banca, na intenção de preservar a memória de Chorão com o antigo nome e homenageá-lo. Porém o novo grupo se extinguiu já em setembro, quando na madrugada do dia 9, após pouco mais de seis meses da morte de Chorão, o baixista-fundador do Charlie Brown Jr. e vocalista d'A Banca, Champignon foi encontrado morto em sua casa, em São Paulo, com grande probabilidade de suicídio.
Em julho de 2015, um levantamento da plataforma de streaming Deezer revelou que o Charlie Brown Jr. é a segunda banda brasileira de rock mais ouvida no exterior, atrás apenas do Sepultura.
Em Setembro de 2015, levantamento similar da Billboard Brasil divulgou uma lista similar com 47 brasileiros, e o CBJr. apareceu na 31ª posição, o quarto grupo (depois do Sepultura, Natiruts e Tribalistas).
Em 1987, o então adolescente paulistano de apenas dezessete anos de idade Alexandre Magno Abrão, mais conhecido como Chorão, ouvia muito a banda Pretensão Salarial e se mudou para Santos, litoral de São Paulo, após uma infância difícil e traumática. Passou a se interessar pela prática do skate e teve uma entrada repentina no cenário musical. Um dia, em um bar local, substituiu o vocalista de uma banda, quando o mesmo precisou se ausentar devido a necessidades fisiológicas. Uma pessoa da plateia, ao vê-lo cantar, convidou-o para ser vocalista em sua banda.
Em 1990, quando o baixista da referida banda saiu, Champignon, então com 12 anos de idade, foi apresentado ao Chorão por músicos conhecidos que frequentavam o mesmo estúdio do cantor, em São Vicente, para fazer um teste para baixista. Os dois formaram então a banda What's Up. Não há registros da What's Up disponíveis na internet, mas a banda, segundo relatos, praticava um som ligado ao thrash metal, hardcore e crossover. As letras eram em inglês e a pegada era semelhante a de bandas como Biohazard e Suicidal Tendencies. Os dois tentaram divulgar a banda ao longo da cidade.
Tempos depois Chorão e Champignon decidiram convidar o baterista Renato Pelado, egresso de bandas da cidade como Ecossistema, Jornal do Brasil, entre outros projetos. Mais tarde, Marcão e Thiago Castanho completaram a primeira formação do grupo, que ainda não tinha um nome.
Eventualmente Chorão escolheu em 1992 o nome Charlie Brown Jr., inspirado em um incidente no qual o cantor atropelou uma barraca de água de coco com o desenho de Charlie Brown, o protagonista da tira Peanuts. O "Júnior" foi acrescido, nas palavras de Chorão, "pelo fato de sermos filhos do rock", inspirado por músicos do rock brasileiro à época como Raimundos, O Rappa, Nação Zumbi, e Planet Hemp.
A sonoridade do grupo tinha influências de grupos como Blink 182, Sublime, Bad Brains, 311, Rage Against The Machine, NOFX e Suicidal Tendencies, misturando hardcore, skate rock, reggae e ska.
O vocalista da banda, Chorão, era skatista, chegando a figurar nas melhores posições do ranking de diversos campeonatos brasileiros, e costumava apresentar-se nos shows em cima de um skate. Por volta de 1993, já com esta formação da banda, começaram a tocar no circuito underground de Santos e São Paulo e a fazer shows em vários eventos de skate. As primeiras apresentações do quinteto aconteceram em Santos e São Paulo, especialmente em campeonatos de skate.
Em 1993, a banda começou a se destacar em Santos. Sempre que a banda se apresentava em casas noturnas Champignon, na época menor de idade tinha que levar uma autorização judicial para acompanhar o grupo. Foi nesta época que Chorão procurou o produtor musical Rick Bonadio, presidente da Virgin Records no Brasil e produtor dos Mamonas Assassinas, e lhe entregou uma fita demo com 3 faixas, que seriam gravadas no primeiro álbum da banda. Esta demo tem uma sonoridade bem pesada.
Bonadiogostou do som da banda e os contratou. Nasce então o álbum Transpiração Contínua Prolongada, produzido por Tadeu Patolla e Rick Bonadio com o selo da Virgin. O título do álbum, segundo a banda, retratava tudo que passaram para chegar onde chegaram. Lançado em 1997, o disco vendeu por volta de 500 mil cópias, e foi bem recebido pelas rádios, que executaram faixas como "O Coro Vai Comê!", "Proibida pra Mim (Grazon)", "Tudo que Ela Gosta de Escutar" e "Quinta-Feira".
Em 1999, após a estreia promissora, o grupo voltou com Preço Curto... Prazo Longo, composto por 25 canções inéditas, entre elas "Confisco", "Zóio de Lula", "O Preço" e "Não Deixe o Mar te Engolir", que sedimentaram a boa recepção da banda e garantiram sua presença nas rádios.
De 1999 a 2006, a canção "Te Levar" foi tema do seriado Malhação, da Rede Globo, fazendo com que a banda expusesse seu trabalho às mais diferentes classes sociais. Com sua propagação na mídia, o grupo ganhou vários prêmios e chegou assim, por várias vezes, ao topo de grandes rádios espalhadas pelo país. Pouco antes de entrar no estúdio para gravar o terceiro álbum, a banda passou por uma forte crise interna, causada pelas brigas entre Chorão e Champignon, que quase encerrou o grupo.
Apesar das dificuldades, a evolução da fórmula hip hop/reggae/hardcore continuou em Nadando com os Tubarões, lançado em 2000, cujos destaques foram as faixas "Rubão - O Dono do Mundo" e "Não é Sério". O disco marcava a entrada de DJ Anderson Faria como acompanhante fixo na turnê deste disco, que também contou com participações especiais, como o rapper Sabotage, a cantora Negra Li(na música "Não é Sério") e seu grupo RZO. Este disco apresentou uma sonoridade mais produzida e carregada se comparado aos dois primeiros álbuns, com algumas letras refletindo o momento delicado pelo qual Chorão estava passando, devido à morte do seu pai.
No fim do ano, o Charlie Brown Jr. foi uma das bandas brasileiras que decidiu não participar do Rock in Rio 3 que ocorreria em janeiro de 2001, por discordar do tratamento dispensado às bandas nacionais. Ao mesmo tempo, o guitarrista Thiago Castanho deixa o grupo alegando divergências pessoais.
Em 2001, a banda vence o Video Music Brasil, levando o prêmio "Escolha da Audiência" pelo clipe de "Rubão". Como um quarteto, o Charlie Brown Jr. lançou seu quarto álbum, 100% Charlie Brown Jr. (Abalando a sua Fábrica). As faixas de maior destaque foram "Hoje eu Acordei Feliz", "Lugar ao Sol", "Sino Dourado" e "Como Tudo Deve Ser". Nesse álbum o grupo focou-se mais no rock e no hardcore, deixando um pouco de lado suas outras influências. Ao contrário do que fizeram nos 3 primeiros discos, optaram por gravar o novo trabalho ao vivo (método em que todos os músicos tocam ao mesmo tempo no estúdio), resultando em uma sonoridade mais crua. Em abril de 2002, uma apresentação da banda no Rio de Janeiro acabou em tumulto generalizado. Devido a uma briga, os integrantes da banda saíram do palco antes do previsto, causando revolta na plateia. Lojas e lanchonetes do parque Terra Encantada foram depredadas, porém não houve feridos graves.
O título do quinto álbum, Bocas Ordinárias, se apropriou de uma expressão lusitana, devido ao sucesso do grupo em apresentações realizadas em Portugal. A fusão de estilos gerou novos hits, como "Papo Reto (Prazer é Sexo, O Resto é Negócio)" e "Só por uma Noite", "Bocas Ordinárias, Guerrilha!" e "Somos Poucos Mas Somos Loucos", além de uma versão de "Baader-Meinhof Blues", da Legião Urbana. Para este disco a banda optou por uma sonoridade mais polida, diferente do disco anterior.
Álbum acústico (2003) Em 2003, chegou a vez do Charlie Brown Jr. gravar seu Acústico MTV. Entre os convidados, o grupo chamou Negra Li, Marcelo Nova e Marcelo D2, que participaram de versões de "Não é Sério" , "Hoje" (do grupo de Nova, Camisa de Vênus) e de "Samba Makossa" (Nação Zumbi), respectivamente. Entre as regravações, a banda santista optou pelas canções "Proibida pra Mim", "Zóio de Lula", "Tudo que Ela Gosta de Escutar". O primeiro single foi a canção inédita "Vícios e Virtudes". O disco foi marcado pelo grande sucesso de vendas e mídia e, curiosamente, foi gravado enquanto a banda estava no auge da carreira, contrariando a tradição de retomar ao auge carreiras de outros artistas.
Durante a turnê acústica, em 2004, Chorão se desentendeu com Marcelo Camelo, do grupo Los Hermanos, quando as duas bandas se encontraram no aeroporto de Fortalezaantes da apresentação das mesmas no festival Piauí Pop daquele ano. O motivo teria sido uma suposta crítica à participação do Charlie Brown Jr. em um comercial para a Coca-Cola. O vocalista do grupo carioca processou Chorão por danos morais decorrentes da agressão, que acabou por quebrar o nariz de Camelo na sala de desembarque do voo da Tam, sem êxito, visto que foi imputado a este culpa concorrente pelo acontecido.
Após mais de dois milhões de álbuns vendidos, o Charlie Brown Jr. lança em 2004 o sétimo disco da carreira, Tâmo Aí Na Atividade, marcando o retorno do produtor Rick Bonadio após os dois primeiros discos, e algumas inovações na parte sonora, como batidas eletrônicas e teve como músicas de trabalho as faixas "Tamo aí na atividade" e "Champagne e Água Benta".
Nova formação
No início de 2005, o vocalista Chorão foi surpreendido com o anúncio de que todos os outros músicos da banda estavam deixando o grupo, alegando divergências contratuais. Contrariando as expectativas, Chorão apareceu com uma nova formação para o Charlie Brown Jr. O novo núcleo era baseado na cidade de Santos, onde a banda surgiu. Thiago Castanho, guitarrista que fez parte dos três primeiros discos da banda, retornou ao grupo. Dois novos músicos assumiram, respectivamente, a bateria e o baixo; André Luís Ruas, conhecido como Pinguim; e Heitor Gomes, filho do contra-baixista Chico Gomes.
“ "O lance da banda foi um desentendimento com o empresário Pipo e o Chorão comprou a dele. Então eu, o Marcão e o Pelado fomos cada um para um lado. Tem coisas aí que não podem ser abertas porque são particulares e prefiro nem falar. Neguinho aí até parou de tocar porque ficou abalado com a situação, não acreditou. Na boa, eu não quero ficar falando mal do (Chorão), jogando bomba, quero mais que ele fique bem rico, bem milionário e me esqueça. Esqueça a gente. Tem uma parte que não pode ser falada. Todo mundo gostaria de saber, mas a gente tem um acordo." ” O álbum Imunidade Musical é lançado em 2005 com destaque para o primeiro single "Lutar pelo que É Meu", além de "Cada Cabeça Falante tem sua Tromba de Elefante", com as participações de Rappin Hood e Parteum, do Mzuri Sana. Ainda neste ano, o Charlie Brown lança o DVD Skate Vibration, que mostra imagens da banda se apresentando em disputas de skate e imagens nos estúdios Digital Grooves e Midas Studios, onde gravaram o disco.
No DVD, além de uma apresentação ao vivo, estão os videoclipes que misturam imagens da banda Charlie Brown Jr. nos shows realizados em 2005, nas viagens e durante as gravações de seu oitavo álbum. Imunidade Musical, no qual a sonoridade do Charlie Brown Jr. foi restabelecida através de 23 faixas, se tornou um álbum emblemático na trajetória da banda. A canção "Lutar pelo que É Meu" substituiu "Te Levar" na abertura do seriado Malhação, de abril de 2006 até outubro de 2007.
Ritmo, Ritual e Responsa (2007)
O nono álbum da carreira lançado pelo Charlie Brown Jr. foi intitulado de Ritmo, Ritual e Responsa. Trouxe 22 faixas inéditas e uma faixa bônus, e chegou às lojas no final de setembro de 2007. Produzido por Chorão e Thiago Castanho, possui letras com forte apelo urbano e que vão de encontros aos anseios da juventude, com direito a toques eletrônicos e a presença do rap. No dia 9 de abril de 2007 chegou às rádios do Brasil "Não Viva Em Vão", canção de Chorão e Thiago Castanho que foi escolhida como primeira música de trabalho. Logo em seguida é lançado o segundo, "Pontes Indestrutíveis", e posterIormente outra, a canção "Be Myself", que foi escolhida para fazer parte da trilha sonora da telenovela Duas Caras, exibida pela Rede Globo. Destaque também para o quarto single do álbum, "Uma Criança com Seu Olhar".
Saída de Pinguim e Camisa 10 (Joga Bola até na Chuva)
No dia 23 de abril de 2008, foi divulgado no site oficial que o baterista André Ruas, o Pinguim, não fazia mais parte da banda. O motivo seria o fim do contrato que já estava se aproximando, sem que houvesse interesse de ambas as partes em renová-lo.
“ "Eu gostaria de comunicar aos fãs e a quem mais possa interessar que o meu contrato com a banda CBJr. acabou, e não houve interesse de ambas as partes em renovar o contrato. Boa sorte a todos nós!!!” Depois de sete anos na EMI, a banda muda para a gravadora Sony Music. Novamente produzida por Rick Bonadio, a banda lança o álbum Camisa 10 (Joga Bola até na Chuva). O nome "Camisa 10", é um trocadilho por este ser o décimo álbum da banda. É o primeiro com o baterista Bruno Graveto. O disco possui a canção "O Dom, a Inteligência e a Voz" feita a pedido da cantora Cassia Eller, que Chorão fez para entrar no disco que a cantora iria fazer em 2002. Mas, 15 dias após a criação da música, Cássia faleceu. A canção "Me Encontra", foi lançada como primeiro single do álbum no final de julho de 2009.
Rompimento com a Sony, a volta de Marcão e Champignon e a saída de Heitor Gomes.
No início de 2011, a banda gravou um CD e DVD ao vivo em São Paulo. Problemas na organização do evento levaram a um rompimento com a gravadora Sony Music, e a banda passou a trabalhar de forma independente.
Após esse acontecimento, na edição 2011 do Viradão Carioca, no Rio de Janeiro, Chorão disse que tinha uma surpresa para o público, e que a banda não era mais formada por 4 integrantes, mas sim 5. Logo após isso, chamou Marcão para o palco, selando oficialmente sua volta ao grupo. Em julho daquele ano, o contrato com o baixista Heitor Gomes foi encerrado e saiu da banda de forma amigável, alegando buscar o sucesso independente, mais tarde se juntando à banda CPM 22. Com isso, Champignon voltava ao grupo, surpreendendo os fãs com um vídeo postado no YouTube onde dizia: "Voltei pra ficar! Aqui é minha casa!". Após isso a banda passa a contar quase com sua formação original. Em entrevista dada no dia da morte de Chorão, Champignon afirmou que ele e Chorão brigaram algumas vezes na vida, mas felizmente puderam refazer a amizade.” "A gente tinha uma relação profissional. Apesar das muitas brigas, éramos amigos há mais de 20 anos"
Eventualmente decidiram refazer o show, batizado Música Popular Caiçara, em setembro de 2011, dessa vez, gravado em Curitiba e na cidade natal da banda. Com a produção de Liminha, o show conta com as participações especiais de Marcelo Falcão, vocalista d'O Rappa, Zeca Baleiro, e dos compositores baianos Marcelo Nova e Márcio Mello. Gravado de maneira independente, o DVD demorou cerca de 7 meses para ser lançado. Em maio de 2012, Música Popular Caiçara foi lançado com a distribuição do selo Radar Records, em comemoração aos vinte anos de carreira do grupo. Nova briga com Champignon
Charlie Brown Jr. em apresentação no Pepsi on Stage em Porto Alegre.
Durante um show da turnê em Apucarana, no Paraná, Chorão criticou o baixista, afirmando que ele deveria ser muito grato por ter sido aceito de volta ao grupo "depois de tudo que fez". Após quase cinco minutos, Champignon deixou o palco quando Chorão disse que ia tocar a canção "O preço". O show continuou sem o baixista, e com a plateia gritando "arregou, arregou". A briga virou notícia após um fã, que gravou todo o discurso de Chorão, divulgar o vídeo com a discussão no YouTube. Com a repercussão negativa da briga, Chorão e Champignon divulgaram um vídeo no Youtube pedindo desculpas aos fãs, e reafirmando suas amizades.
Morte de Chorão Na madrugada do dia 6 de março de 2013, o vocalista do Charlie Brown Jr., Chorão, foi encontrado morto em seu apartamento, localizado na zona oeste da cidade de São Paulo. A banda estava de férias, com seu último show tendo sido em janeiro em Camboriú, e o próximo show programado marcado para o dia 22 de março, em Campo Grande, no Rio de Janeiro. "Íamos voltar a tocar no dia 22, mas isso não vai mais acontecer". Champignon declarou que o futuro da banda era incerto.
Poucos dias antes de morrer, o cantor Chorão divulgou o novo single do Charlie Brown Jr., intitulado "Meu Novo Mundo", que seria lançada no próximo álbum da banda. A canção foi apresentada no dia 28 de fevereiro de 2013, em visita ao estúdio da rádio 89FM, em São Paulo.
Na semana da morte do Chorão, o Charlie Brown Jr. dominou a lista de compras eletrônicas no Brasil. No top 10 das músicas mais compradas da semana, a banda apareceu em nove das 10 posições. O único single da lista que não era do grupo correspondia à 5ª posição. Além disso, no dia 14 de março, havia sete discos da banda entre os 200 mais vendidos em uma loja virtual no Brasil. A coletânea Charlie Brown Jr: de 1997 a 2007, figurou na segunda posição dos álbuns mais vendidos deste dia.
Fim do Charlie Brown Jr. e A Banca
Em março Champignon já declarara que não havia como o Charlie Brown Jr. continuar em atividade com a ausência de Chorão, e em abril o baixista confirmou que os integrantes sobreviventes iriam formar uma nova banda, A Banca, onde Champignon assumiria os vocais, com a entrada da baixista Lena Papini. O nome vinha da conclusão de Chorão que "a gente não era o Charlie Brown, nós éramos a banca do Charlie Brown.", enquanto seu papel como vocalista vinha de uma sugestão do próprio Chorão, que no começo de 2013 manifestou exaustão à Champignon, declarando que gostaria de ver o baixista assumindo os vocais do Charlie Brown Jr. durante suas férias para que pudesse descansar.
A primeira apresentação da banda foi no programa de TV Altas Horas gravado no dia 11 de abril de 2013, e A Banca foi confirmada como uma das atrações do festival João Rock 2013. No dia 9 de setembro de 2013, o líder da banda, Champignon, foi encontrado morto em seu "estúdio" na sua residência em São Paulo, após ter efetuado dois tiros, um para teste em direção ao chão acertando em um de seus instrumento musicais e outro na região de sua boca resultando em seu falecimento, câmeras de seguranças flagraram Champignon realizando dois gestos o primeiro de "paz e amor" em direção ao chão e o segundo realizando o gesto de "degola" com dois dedos sendo uma prévia de seu suicídio, sua mulher grávida de cinco meses estava na residência e foi levada em estado de choque ao hospital.
Os músicos remanescentes seguiram seus próprios rumos, com Marcão, Papini e Graveto se reunindo no grupo D'Chapas, e todos mais o predecessor de Graveto no Charlie Brown, Pinguim, na banda Bula.
Álbum Póstumo "La Família 013" (2013)
La Família 013 foi o 10° álbum de estúdio, e o 12° álbum da banda, lançado em 8 de outubro de 2013 pela Som Livre, após seu lançamento inicial em setembro ser adiado pela morte de Champignon. O disco vazou antes do lançamento no site de streaming Deezer. Segundo comunicado da banda, o nome do álbum tem a ver com o DDD da cidade de Santos, que é 013. Com as mortes de Chorão e Champignon o álbum ganhou bastante notoriedade no cenário nacional, o álbum conta com os singles intitulados "Meu Novo Mundo" e "Um Dia a Gente Se Encontra".
Em 2014, o videoclipe da canção “Rock Star” foi lançado. Estrelado pelo filho de Chorão, Alexandre, o vídeo mostra a vida de um filho de roqueiro que entra em turnê com a banda do pai, as mordomias e as farras. O clipe tem a participação dos integrantes sobreviventes da última formação (Marcão, Bruno Graveto e Thiago Castanho), além de Luciano Amaral (ex-Castelo Rá-Tim-Bum), Clara Aguilar (ex-Big Brother Brasil) e a modelo e apresentadora Fiorella Mattheis.
Festival “Tâmo Aí Na Atividade”
Em 2014, o filho de Chorão, Alexandre Abrão, organizou o Festival “Tâmo Aí Na Atividade” (batizado em homenagem ao nome de um dos discos da banda), realizado na cidade de São Bernardo do Campo, no Estância Alto da Serra, para homenagear o legado do Charlie Brown Jr.[41]. O evento, que recebeu uma atração internacional, além de atividades como grafite e uma pista de skate, foi realizado em 13 de abril, 4 dias depois do que seria o 44° aniversário de Chorão, e o 22° aniversário da primeira apresentação do Charlie Brown.[42] A atração principal foi o show CBJr. e Convidados que reúniu no palco, pela primeira vez após a morte de Chorão e Champignon, ex-membros do CBJr. (guitarristas Marcão e Thiago Castanho, o baterista Bruno Graveto, e o baixista Heitor), além da baixista d'A Banca, Lena Papini, e diversos músicos convidados.[43] Apesar de Alexandre querer lançar o show em DVD, razões burocráticas impediram as filmagens. Musical "Dias de Luta, Dias de Glória" O musical Dias de Luta, Dias de Glória, de montagem do diretor Bruno Sorrentino e escrito por Well Rianc, narra a saga da banda através da ótica de Chorão. São 25 atores, 26 canções e dez coreografias, desenvolvidas pelo coreógrafo Guto Muniz. A estreia está agendada para 13 de março de 2015, no Teatro Gamaro, de São Paulo.
Atualmente
Os integrantes remanescentes da então formação do Charlie Brown Jr. têm investido na carreira solo e em projetos paralelos na música como forma de seguir em frente suas carreiras musicais.
No final de outubro de 2014, Bruno Graveto passou a ser baterista oficial da banda Strike. Além disso, ele trabalha no projeto D'Chapas. Ele revelou ao site G1 que os integrantes do grupo poderiam se reunir em um novo projeto, para formar o D'Chapas, uma banda que toca rock clássico.
“ “Temos um projeto junto, que ainda é embrionário, no qual tocamos clássicos do rock." ” Em novembro de 2014, Marcão Britto e André Pinguim Ruas, se uniram a Lena Papini (ex-integrante de A Banca) para formar a banda Bula (banda).
Em novembro de 2014, Thiago Castanho anuncia sua nova banda, intitulada de "O Legado", com duas músicas já lançadas, "Mais um dia sem você" e "Paraíso de Ilusão".
Em maio de 2015, em entrevista ao site UOL, Alexandre Abrão disse que algumas músicas inéditas da banda devem ser lançadas em breve. Ele afirmou, no entanto, que não há data certa para lançar as canções.
“ "Tem algumas músicas que vão sair futuramente, mas nada para esse ano, nem para o ano que vem, mas quando eu achar que está na hora de mostrar. É possivelmente um novo CD, mas eu não posso falar. É segredo de estado.” No dia 21 de Agosto de 2015, em entrevista ao programa Boa da Pan, da Jovem Pan Curitiba, Alexandre Magno Abrão, informou que a música "Fina Arte", presente no álbum La Família 013 será liberada, em breve, pela primeira vez em sua versão acústica – original. Além disso, ele contou que um documentário em livro da banda será lançado até o fim de 2015. Outra novidade revelada por ele foi que o Charlie Brown Jr. será “namingbrand” em breve, emprestando seu nome para uma marca de cerveja.
Estilo Musical e Legados Segundo a revista Super Interessante, "o Charlie Brown Jr. foi a primeira e a maior entre as bandas brasileiras do chamado “novo rock”." Para ela "com seu vocalista carismático e uma banda com impressionante domínio de palco, entre 1997 e 2002, o Charlie Brown Jr. foi colecionando hits em rádios roqueiras e mantendo sua reputação extreme com faixas mais pesadas e discurso repleto de menções a esportes e à vida familiar conturbada de Chorão."
Em 2014, o jornalista André Forastieri publicou o livro "O Dia Em Que O Rock Morreu". Nele, há uma passagem que diz:
“ "O Charlie Brown não foi sempre essa auto-parodia de hoje. Quando a banda apareceu, era única. Ninguém mais no Brasil captou essa vibração californiana, praiana-urbana, surf e também skate, relax e tensão, vida boa e vida lôca. Fora tínhamos Sublime, Red Hot Chili Peppers, Urban Dance Squad. Aqui, ninguém, e ninguém seguiu o Charlie Brown. Eles descobriram um mundo lá fora, recriaram esse mundo aqui dentro, e ali reinaram sem rivais." ” Mauro Ferreira, crítico musical carioca, afirma que "ao tocar rap, rock e reggae com a linguagem e os códigos do hardcore, a banda santista estabeleceu empatia quase imediata com a parcela (imensa) da juventude que se sentia à margem da sociedade, excluída dos círculos da elite burguesa."
Para Marcelo Moreira, do site Combate Rock, "o Charlie Brown Jr., faz falta ao cenário do pop rock nacional, ainda que, em termos de qualidade, estivesse longe das grandes bandas nacionais do gênero. Mesmo em processo de decadência, com alta rotatividade na formação e nos constantes barracos e polêmicas que envolviam a banda, Chorão conseguia manter a cabeça acima da água no pântano lamacento que se tornou o pop rock nacional". Bruno Saruê complementa afirmando que "O Charlie Brown Jr. mudou completamente o cenário decadente do rock nacional, trazendo o rock de volta ao mainstream e angariando fãs de outros segmentos musicais, em razão da sua mistura de ritmos e letras que representavam o sentimento dos jovens na época"
Kátia Garcia Oliveira (Rio de Janeiro, 26 de março de 1962) é uma cantora brasileira, afilhada artística de Roberto Carlos. Deficiente visual, Kátia começou a carreira em 1978, com a canção "Tão Só" (compacto simples).
Em 1979, lançou Lembranças, seu álbum de estréia), cuja canção-título é a mais conhecida de sua carreira até hoje.
Nos anos 80, katia atingiu o auge da fama, em abril em 1987, quando estourou nas rádios seu maior sucesso, "Qualquer Jeito", uma versão de It Should Have Been Easy, composição de Bob McDill, gravada por Anne Murray em 1982, assinada por Roberto Carlos, e Erasmo Carlos.
Compareceu em vários programas de televisão, entre eles Roberto Carlos Especial, exibido pela TV Globo desde 1974, e no Globo de Ouro, conquistando o carinho dos fãs. Ao longo de sua carreira, gravou dez discos e ganhou prêmios variados. Distribuiu durante oito anos um software de acessibilidade, o Dosvox.
Cega de nascença, cantora passou as duas últimas décadas se dedicando a projetos para deficientes visuais e ainda mantém amizade com Roberto Carlos, emplacou sucessos como “Qualquer jeito” e “Lembranças”, e chegou a vender um milhão de discos, decidiu dar uma freada na carreira em meados dos anos 1990, mas agora voltou a fazer shows, principalmente pelo Norte e Nordeste do país.
“Parei por iniciativa própria, para me dedicar a projetos para deficientes visuais. No início, continuei cantando, mas com o tempo vi que os projetos precisavam de mais dedicação”, conta ela, que neste período também se formou em radialismo. “Nunca me afastei da mídia, a mídia é que se afastou de mim. Mas também não tenho esse negócio de mágoa."
Kátia nasceu prematura e cega:'Minha primeira luta
foi para viver'(Foto: Ricardo Leal/EGO)
Há quase 20 anos Kátia divulga e é a voz de programas de computadores para deficientes visuais. “Me apaixonei pela causa, nada como sentir na pele as necessidades. Antes não havia nada parecido desenvolvido no Brasil”, comenta. Com o programa, que transforma em áudio tudo que está no computador, Kátia passou a ficar boa parte do dia navegando na internet. Consulta notícias, troca emails com amigos e usa o Twitter. Também tem o hábito de comprar livros e escaneá-los, para que o computador os “leia” para ela.
Para sair à rua, tem a ajuda de Lurdinha, sua acompanhante há mais de 10 anos. Já teve um cão-guia, a cachorra Ene, até que ela morreu. “Não tenho problema em sair só, mas é mais fácil com alguém ao lado”, justifica Kátia, que mora em apartamento próprio no bairro do Grajaú, na Zona Norte do Rio.
A cegueira da cantora aconteceu após complicações no parto. Ela nasceu no sexto mês de gestação e pesando apenas um quilo. “Minha primeira luta foi para viver." Até os 16 anos, ainda conseguia ver raios de luz. “Conheci o sol, hoje é só a escuridão. Mas não sinto falta porque não perdi a visão, já nasci sem ela. Sou muito bem-resolvida com a minha realidade. Vejo tudo por dentro”, conta. “Aprendi a levar a vida numa boa, como a minha família me ensinou. Nunca houve lamentação lá em casa, mas sim muita força de vontade”, diz a cantora, que só não gosta quando a chamam de Kátia Cega. “Se referir a uma pessoa pela sua deficiência é de muito mau gosto. Mas o problema é de quem fala, não é meu. Não me sinto ofendida por ser cega.”
Amizade com Roberto Carlos Vaidosa, Kátia não revela a idade por nada. “Sou mais velha que ontem e mais nova que amanhã. O espírito não envelhece”, desconversa. Para posar para o EGO em um shopping do Rio, fez escova nos cabelos, pintou as unhas e, como sempre, manteve os óculos escuros. “Tenho uma coleção, mais de 50 pares”, conta Kátia, que escolhe as próprias roupas. “Passo a mão, sinto, pergunto a cor. Sou exigente.”
A cantora não gosta que a chamem de Kátia Cega.
'Se referir a uma pessoa pela sua deficiência é de
muito mau gosto', diz (Foto: Ricardo Leal/EGO)
Dos tempos de sucesso, quando frequentava programas de auditório e tinha as músicas tocadas nas rádios, ela diz que não sente falta. “Não sinto nostalgia”, garante. Kátia acha que deixou de ser assunto porque não lançou mais discos, o que pretende fazer em breve. “Estar no rádio e na TV é consequência de um novo trabalho. Se eu lançar um CD, isso pode voltar a acontecer. Já tenho algumas ideias”, acredita ela, que atualmente curte o trabalho de Jorge Vercilo, Ana Carolina e Belo. "Mas as obras de hoje não ficam para o futuro, como acontecia com as canções dos anos 80."
O que mantém desde aquela época é a amizade com Roberto Carlos. “Ele é meu leme, meu conselheiro”, diz. Kátia nega ter ido além da amizade com o Rei. “É uma viagem quem insinua qualquer coisa. Nunca teve nem essa história de amor platônico. Conheço o Roberto Carlos desde que eu tinha quatro anos de idade. Cresci amando o trabalho dele e devo toda minha carreira a ele.”
Rita Sahatçiu Ora (Pristina, 26 de novembro de 1990) é uma cantora, compositora e atriz britânica de etnia albanesa nascida no Kosovo. Sua inspiração musical é no cantor e compositor norte-americano Kanye West, pois ele "é legal sem fazer esforço". Além de West, Rita tem as cantoras Rihanna e Gwen Stefani, vocalista do grupo musical No Doubt, como "modelo".
O álbum de estreia da cantora, intitulado Ora, foi lançado em 24 de agosto de 2012 no Reino Unido, onde estreou no número um da UK Albums Chart, e contém dois singles de divulgação, "R.I.P." e "How We Do (Party)". Depois de conseguir chegar a posição pico com "Hot Right Now", Rita Ora se tornou a artista com o maior número de singles nº 1 na UK Singles Chart em 2012. Ela tem um alcance vocal mezzo-soprano. Foi indicada a três prêmios no Brit Awards 2013, incluindo o Brit Award de 'Melhor Artista Revelação Britânico'.
R.I.P.
How We Do (Party)
Rita Ora nasceu no dia 26 de novembro de 1990 na cidade de Pristina, na ex-Iugoslávia, hoje Kosovo, e se mudou para o Reino Unido quando tinha um ano. Rita cresceu nos arredores de Portobello Road, no Oeste de Londres e foi para a escola primária St Cuthbert with St Matthias em Earls Court, em seguida se formou na Sylvia Young Theatre School e então foi para a St Charles Catholic Sixth Form College[9] Hoje ela mora em Kensington, Londres, Ela começou a cantar ainda bem jovem.
Tem uma irmã mais velha, Elena, e um irmão mais novo, Don. A inspiração para o seu nome veio da estrela do filme favorito do seu avô, Besim Sahatçiu, Rita Hayworth. Quando ela tinha 15 anos, a sua mãe foi diagnosticada com câncer de mama e ela parou de estudar. “Minha mãe sempre foi uma daquelas mulheres com espírito livre e ela ter ficado doente foi muito confuso para mim. Eu não conseguia entender o porquê minha mãe não era uma super-heroína, porquê ela não era, você sabe, invencível. Eu ficava sentada pela casa nessa época. Eu estava muito triste”. Eventualmente a sua irmã convenceu Rita Ora a voltar para a escola, e a sua mãe se recuperou completamente. “A experiência fez com que eu valorizasse a minha família e a vida,” Rita Ora disse.
Carreira
2007-2010: início da carreira
Começou a cantar bem jovem, se apresentando no Pub de seu pai. Em 2007, Ora teve seu primeiro lançamento musical através da participação na faixa "Awkward" do cantor Craig David.
Awkward
Em 2008, eles lançaram outra canção juntos chamada "Where's Your Love?", a qual foi lançada como single, incluindo um clipe musical com a participação de Rita. Ela participou de duas músicas do álbum de James Morrison, "Songs for You, Truths for Me" como backing vocal. Ora começou a se apresentar em bares de Londres.
Where's Your Love?
Songs for You, Truths for Me
Fez uma audição para o Eurovision: Your Country Needs You na BBC One para ser a participante britânica do Eurovision Song Contest de 2009 mas desistiu da competição depois de alguns episódios por não se sentir pronta. A sua empresária, Sarah Stennett, mais tarde disse ao HitQuarters que Rita Ora entrou na competição porque, na época, ela achava que era a sua única chance de encontrar o sucesso. A sua desistência foi seguida pela sua primeira reunião com a sua empresária, que estava certa que ela tinha potencial genuíno de se tornar uma pop star e que participar do Eurovision iria dificultar ao invés de potencializar as suas chances. Stennett entrou em contato com Jay Brown da Roc Nation e falou sobre Ora para ele. Brown pediu que Ora voasse para Nova York, onde ela se encontrou com Jay-Z.
Rita Ora assinou um contrato com a Roc Nation em dezembro de 2009, apenas 48 horas depois de chegar aos Estados Unidos. No mesmo ano, ela participou do videoclipe “Young Forever” de Jay-Z. Em 2010, ela participou do videoclipe de “Over”, de Drake.
Young Forever
Over
2011–2012: Ora e o avanço comercial
Durante 2011, Ora disponibilizou vídeos dela no Youtube trabalhando no seu álbum de estreia. Em um deles, atendendo pedido de seus fãs, ela cantou uma versão acústica da música de Outkast, “Hey Ya!”.
Hey Ya!
O vídeo chamou a atenção de DJ Fresh, que na época estava procurando por uma voz para a sua canção, “Hot Right Now”. Ora participou de uma audição para a música e eventualmente participou da mesma.
Hot Right Now
O videoclipe para “Hot Right Now” foi lançado no YouTube em 14 de dezembro de 2011 e o single foi lançado em 12 de fevereiro de 2012, chegando ao primeiro lugar na UK Singles Chart, parada musica britânica.
Em 24 de fevereiro de 2012, Rita Ora visitou a estação de rádio Z100 em Nova York junto com o seu chefe da Roc Nation, Jay-Z, para lançar “How We Do (Party)”, o seu primeiro single para a América do Norte e Oceania, do seu primeiro álbum de estúdio. Will.I.Am, Ester Dean, Drake, The-Dream e Stargate trabalharam com Rita Ora no seu álbum de estreia. Comentando sobre o som do álbum e o seu conceito, ela disse que “definitivamente há pop nele, mas você pode ouvir influências do jazz, influência de Monica e Aaliyah, e você pode ouvir um pouco de Gwen Stefani. Ela também disse que o álbum seria influenciado pela coleção de discos do seu pai, a qual, em adição ao reggae, também incluía artistas como Eric Clapton e B.B. King.
O seu primeiro single no Reino Unido de Ora, "R.I.P.". (com a participação de Tinie Tempah), foi lançado em 6 de maio de 2012. O videoclipe foi dirigido por Emil Nava e gravado em Hackney, no Leste de Londres, e lançado em 4 de abril de 2012.[27] Produzida por Chase & Status, a música debutou no topo da UK Singles Chart, se tornando o seu primeiro n˚ 1 no Reino Unido.
Em 12 de agosto de 2012, "How We Do (Party)" foi lançada no Reino Unido e chegou ao primeiro lugar na UK Singles Chart. Era o segundo n˚1 de Ora como artista solo. Após participar da turnê Mylo Xyloto da Coldplay, ela mais tarde anunciou que o nome do seu álbum seria ORA. Ele foi lançado em 27 de agosto de 2012 no Reino Unido e debutou no topo da UK Albums Chart. Rita Ora foi indicada como Best UK/Ireland Act, Best New Artist, e Push Artist no MTV Europe Music Awards 2012. Em setembro de 2012 foi anunciado que Rita seria o ato de abertura dos shows no Reino Unido da turnê Euphoria de Usher, que começaria em janeiro de 2013. Eventualmente, a turnê foi adiada devido a “compromissos profissionais e pessoais” de Usher.
De 23 de outubro a 30 de outubro de 2012, Ora embarcou na sua primeira turnê solo, The Ora Tour, uma turnê americana de 5 datas, apoiada pela MTV. Ela se apresentou em Santa Ana, San Francisco, Chicago e Filadélfia. O último show da turnê, que aconteceria em Nova York no dia 30 de outubro, teve que ser remarcado para 17 de dezembro por conta do Furacão Sandy.[35][36] Iggy Azalea e Havana Brown eram os atos de abertura.
Em 4 de novembro de 2012, Ora lançou o seu terceiro single de ORA, "Shine Ya Light". A música chegou ao n˚ 10 da UK Singles Charts, sendo o quarto single Top 10 de Rita em 2012.
Shine Ya Light
O videoclipe foi dirigido por Emil Nava e mostra a cantora em sua cidade natal, Pristina em Kosovo, andando de moto e em meio de uma multidão animada.
Em 15 de novembro de 2012, Rita Ora se apresentou no VIP Room Theatre, em Paris. Ela cantou "How We Do (Party)", "Radioactive", "Uneasy" e uma remix de "R.I.P." (junto com o rapper Black M).
Radioactive
Uneasy
Em 28 de novembro de 2012, Rita Ora se apresentou como convidada especial em um show em Tirana, Albânia para o aniversário de 100 anos da independência da Albânia.
2013-presente: segundo álbum de estúdio
Ora embarcou na sua turnê de doze datas pelo Reino Unido, a Radioactive Tour, de 28 de janeiro a 13 de fevereiro. Durante a sua turnê, Ora performou uma música chamada “Fair”, a qual ela anunciou que estará no seu próximo álbum.
Fair
Em 14 de janeiro de 2013, Ora revelou que o seu segundo álbum será mais claro e terá mais direção do que o primeiro: “Eu definitivamente sei o mais que eu quero e é muito mais simples de expressar isso com o segundo álbum.”
Em 26 de fevereiro de 2013, ela revelou ao "Digital Spy" que ela tinha começado a trabalhar com Dev Hynes para o seu segundo álbum e ele mostraria um ângulo diferente da “garota festeira”.
Em 14 de julho de 2013, Ora falou novamente sobre o seu segundo álbum, dizendo: “Eu realmente criei mais confiança nesses últimos três anos. Eu mal posso esperar para ser mais honesta com este álbum em relação a minha vida amorosa, e as coisas que eu gosto e as pessoas que eu quero trabalhar.”
Em 11 de fevereiro de 2013, Ora lançou “Radioactive”, o quarto single de Ora. Em 26 de fevereiro de 2013 Ora foi convidada para performar no Etam Live Lingerie Show em Paris, onde ela cantou "How We Do (Party)".
Rita Ora apareceu como artista participante em “Lay Down Your Weapons” de K Koke. A música foi lançada em 8 de março de 2013 e é o segundo single do seu álbum de estreia, I Ain’t Perfect. Ela também apareceu no videoclipe da música, dirigido por Courtney Phillips.
I Ain’t Perfect
Em 23 de março de 2013, Rita Ora se apresentou no Le Bal de la Rose du Rocher, um evento organizado por Karl Lagerfeld em Monte Carlo, em prol da Princess Grace Foundation. Ela cantou “R.I.P.” e “How We Do (Party)”, e também fez um dueto com o rapper Theophilus London para a sua faixa “Rio”.
Rio
Em 10 de abril de 2013, Ora subiu ao palco do 4th Annual Women in Music da Elle , em Nova York. Ela cantou “How We Do (Party)”, “R.I.P.”, “Shine Ya Light” e “Radioactive”.
Rita Ora estava na capa de março da edição “Women in Music” da Elle. Em 25 de abril de 2013, fez uma apresentação privada na abertura da exposição da Chanel “Little Black Jacket”, em Dubai.
Em 30 de abril de 2013, a Hunger TV lançou o vídeo para “Facemelt”, o single final de Ora, o qual foi dirigido pelo fotógrafo britânico, Rankin.
Facemelt
Em 14 de maio de 2013, a Hunger TV lançou uma segunda versão do vídeo (também dirigido por Rankin), que teve a participação especial da modelo Cara Delevingne.
Participou do single de Snoop Dogg, “Torn Apart”, do seu álbum Reincarnated. Eles apresentaram a música ao vivo pela primeira vez no Yahoo! Wireless Festival. O videoclipe para a faixa foi filmada em janeiro na Tailândia.
Torn Apart
Em 29 de setembro de 2013, Ora se apresentou na O2 Arena, em Londres, no Unity - A Concert For Stephen Lawrence. Ela cantou um cover de “Diamonds and Pearls” de Prince e “R.I.P.”.
Diamonds and Pearls
Em 17 de outubro de 2013, Ora se apresentou no iHeartRadio Theatre em Nova York para o UK Rocks, uma campanha organizada pelo Clear Channel e a Bloomingdale’s. Em uma entrevista, ela falou sobre o seu segundo álbum, dizendo: “Eu realmente queria me dedicar muito a este álbum… Eu cresci e ouvi as músicas que as pessoas lançaram recentemente. Eu voltei para o básico do meu amor por Prince e Chaka Khan. É apenas eu tentando encontrar esse equilíbrio.” Em 3 de novembro de 2013, Ora apresentou o BBC Radio 1 Teen Awards 2013 ao lado de Nick Grimshaw.
Em junho de 2016, foi Divulgado que Rita tinha Assinado um novo contrato com a Atlantic Records, subsidiária da Warner Music Group.
Outros empreendimentos
Em 2004, Ora apareceu no filme britânico Spivs.
Em 2013, Rita Ora apareceu como convidada em 90210.
Participou do filme Velozes e Furiosos 6. Rita será a irmã de Christian Grey, Mia, na adaptação cinematográfica do best-seller Cinquenta Tons de Cinza. As gravações começaram em dezembro de 2013, com um lançamento esperado para fevereiro de 2015.
Velozes e Furiosos 6
Cinquenta Tons de Cinza
Em 2010, Rita Ora participou de um comercial da “Roc Nation + Skullcandy Aviator Headphones” e um para a “CK One Lifestyle Brand”.
Roc Nation + Skullcandy Aviator Headphones
Em 14 de dezembro de 2012, a Electronic Arts lançou um comunicado de imprensa anunciando que Ora seria uma personagem no jogo The Sims 3: Seasons.
Modelagem
Ora foi escolhida como um dos novos rostos da campanha de primavera/verão 2013 da Superga.[68] No verão de 2013, Ora foi escolhida como o novo rosto da Material Girl, uma linha de roupas vendida na Macy’s e desenhada por Madonna e sua filha Lola.
Ora participou do “Made in America” de Jay-Z, um documentário dirigido por Ron Howard sobre o Budweiser Made in America Festival, que foi lançado no dia 7 de setembro no Toronto International Film Festival de 2013.
Em 8 de setembro de 2013, Ora encerrou o desfile da DKNY no New York Fashion Week e também se apresentou no 25˚ aniversário da DKNY, um dia depois.
Ora é o novo rosto da coleção Resort 2014 da DKNY.[73] Em setembro de 2013, a Rimmel anunciou no seu Twitter oficial que eles irão colaborar com Ora em uma coleção de maquiagem que será focada em batons e esmaltes. Em 10 de outubro de 2013, Ora se apresentou no 180˚ aniversário da Rimmel.
Em 2017 torna-se nova apresentadora do programa America’s Next Top Model, substituindo Tyra Banks na 23ª temporada.
Influências
Rita Ora credita Gwen Stefani e Beyoncé Knowles como seus ídolos e maiores influências, dizendo em uma entrevista, “Você sabe o quanto eu amo essa mulher? Eu amo tudo sobre ela,” se referindo a Stefani. Ora se tornou amiga de Beyoncé, chamando Knowles de sua mentora, em adição a falar sobre a sua admiração e poder ter os comentários de Knowles sobre seu álbum de estreia. Suas outras influências musicais incluem Rihanna, Aaliyah, India.Arie, Christina Aguilera, Brandy, Monica, Madonna, Tina Turner, Aretha Franklin, Ella Fitzgerald, Etta James, Celine Dion, Bruce Springsteen, David Bowie, Vybz Kartel e Sade. Ora mencionou a sua admiração por Rita Hayworth como uma inspiração para perseguir a sua carreira como atriz. Para inspirações de moda, Ora também cita Gwen Stefani[80] como o seu ícone de estilo mais influente. Em adição a Stefani, Ora também cita Marilyn Monroe e Daphne Guinness como ícones de estilo e segue a linha de roupas vintage e retro.
Vida pessoal
Ora é de etnia kosovar-albanesa e fala um pouco de albanês. Seu alcance vocal é mezzo-soprano.
Questionada sobre a sua religião, Ora disse: “Eu acredito em Deus e eu cresci com a cultura muçulmana, mas os meus pais nunca me forçaram. Acima de tudo, eles me criaram com a ideia de que eu poderia fazer minhas próprias escolhas e ter minhas próprias crenças.”
Anteriormente ligada a Bruno Mars e ao namoro conturbado com Rob Kardashian. Rita Ora começou namorar em maio de 2013 o DJ Calvin Harris. Os dois terminaram em junho de 2014. E desde agosto de 2014, Ora e Ricky Hilfiger (filho do bilionário Tommy Hilfiger) estão namorando, mesmo com o silêncio dos dois acerca do assunto.
Ora tem uma afinidade com o molho Tabasco. “Eu sou esquisita assim. Eu só realmente amo molho picante.” Ela tem um frasco de Tabasco personalizado com o seu nome, enviado pela empresa, como agradecimento por ela falar tanto sobre o seu produto.