quarta-feira, 7 de outubro de 2015

The Searchers


The Searchers foi uma banda de rock britânica dos anos 60. O grupo é originário de Liverpool, e teve seus maiores êxitos entre 1964 e 1965. Destacaram-se os "hits": "Sweets for my sweet", "Needles and Pins", "Don't throw your love away" e "Love Potion nº 9". Continua apresentando-se, com apenas um dos integrantes originais. Melhores coletâneas em CD: "The complete collection" (selo Castle) e "The Searchers" (84 músicas, selo Sequel).


Nascido em 1938, Tony Jackson era o vocalista e baixista original dos “Searchers”. Esta banda pertencia a toda aquela nova onda musical, que se seguiu ao aparecimento dos Beatles, a que se deu o nome, sobretudo em terras americanas, de “invasão britânica”. Os “Searchers” não eram mais do que um grupo musical, entre muitos outros seus conterrâneos. A maioria não teve, claro está, qualquer êxito de assinalar, muitos não tendo editado mais do que um ou dois singles, mas os “Searchers”, a par de outros como “Gerry and The Pacemakers”, pertenciam àquele núcleo, muito restrito, dos que, numa fase inicial, podiam ser considerados “potenciais rivais” dos Beatles, estes, tal como eles, fundados em Liverpool.


O seu breve período de glória começaria logo em 1963, com o lançamento, quase em seguida, de dois singles, “Sweets For My Sweet” e “Sugar And Spice”. Em ambos surgia, em grande destaque, a voz de timbre muito forte e sonoro de Tony Jackson. Muito comerciais e ligeiros, seriam logo um êxito estrondoso. Devido ao facto de surgirem como uma banda de sucesso garantido, logo têm a oportunidade, reservada não a muitos, de gravar vários álbuns, entrecortados por novos singles, que confirmavam de novo a aposta que neles havia sido feita.

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Tony Jackson era visto, por grande parte do público apreciador dos “Searchers”, como a principal figura no grupo. Muitos atribuíam, à sua voz poderosa, a razão do seu sucesso. No entanto, desde logo, começam a surgir sinais de que algo poderia, muito em breve, mudar. Como forma de evitar uma repetição de estilo que, a partir de determinada altura, poderia cansar o público ouvinte e de revelar algum amadurecimento no som da banda, no interior dos álbuns e nos singles seguintes, foram surgindo temas com um som diferente, alguns mais complexos na sua construção.

Na sequência disto, a voz de Tony Jackson começou a surgir com cada vez menos destaque. Salvo alguns temas, começou a dar-se uma crescente primazia à voz de outro elemento do grupo, o guitarrista Mike Pender (em baixo), que se ouvia em harmonia com a voz dos outros, quando não a solo.


O som conseguido nos temas onde a voz de Tony Jackson surgia menos destacada era algo mais “suave” e isto pareceu agradar aos produtores que eram quem, afinal, acabava por ter a palavra final na escolha das canções a editar.

De facto, em êxitos posteriores, como “Neddles And Pins” e “Don’t Throw Your Love Away”, a voz de Tony Jackson aparecia mergulhada nas harmonias vocais, como se estivesse a ser relegada para segundo plano. Isto contribuiu para que o próprio Tony Jackson se sentisse a perder protagonismo no interior dos “Searchers”, o que lhe desagradava de sobremaneira. Isto contribuiu para azedar as suas relações com os outros elementos do grupo, em especial com o baterista Chris Curtis (em baixo), cuja voz surgia muito proeminente nas harmonias vocais. Aliás, segundo a opinião de muitos, este Chris Curtis (nascido Christopher Crummy), era o líder original desta banda, apesar de, publicamente, tal não parecer muito notório, talvez devido precisamente ao facto de ocupar a posição de baterista.


Devido a estas fricções no interior do grupo, Tony Jackson acabou por sair no Verão de 1964, embora ele tenha, na altura, alegado razões de saúde, sem que isso tenha ficado devidamente clarificado. Nesse momento, o grupo encontrava-se a atravessar uma fase de grande êxito discográfico e no som que se estava a tornar a sua imagem de marca, muito baseado em harmonias vocais, a voz de Tony Jackson não parecia fazer falta.



Quando Tony Jackson abandonou o grupo, muitos se interrogaram sobre o futuro dos “Searchers”, visto que, segundo até então parecia, ele era a principal razão do seu êxito e, aparentemente, o frontman. Para muitos fãs e críticos, Tony Jackson parecia insubstituível. Pensava-se que seria o fim anunciado dos “Searchers” e para Tony Jackson, o início de uma carreira promissora.



Por ironia, o futuro provaria exactamente o contrário. Logo de seguida, encontraram um substituto para o baixo, de nome Frank Allen (em baixo, à direita), com o qual as relações pareciam ser mais fáceis. Segundo alguns, a escolha de Frank Allen, que era conhecido dos "Searchers" já há algum tempo, teve o fundamental contributo de Chris Curtis (à esquerda).

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Este novo membro, mais jovem do que os outros "Searchers", vinha de um outro grupo, "Cliff Bennett And The Rebel Rousers", que também teve alguns sucessos em meados dos anos 60. Mais "low-profile", Frank Allen encaixará bem nos "Searchers" e revelar-se-á, pelo menos, segundo os produtores, uma boa escolha.



Após uma breve pausa, Tony Jackson decide constituir o seu novo grupo sob o nome "The Vibrations". Logo nesse ano, 1964, lançam o seu primeiro single, "Bye Bye Baby", que, apesar de ter sido um êxito moderado, parecia augurar uma carreira promissora. Contráriamente ao que muitos previam, os singles lançados posteriormente, não tiveram qualquer êxito de assinalar. Em contrapartida, o seu grupo antigo, "The Searchers", continuava a somar sucessos. Por ironia ou não, o seu segundo single "You Beat Me To The Punch", saído em Dezembro de 1964, soava muito ao cruzamento de dois êxitos, desse mesmo ano, do seu antigo grupo "Searchers": o já referido "Needles And Pins" e "When You Walk In The Room", este último também lançado no final desse ano, com muito maior sucesso. Uma sugestão do seu produtor Larry Page, no sentido de tentar criar uma "leve semelhança" com a sua anterior banda, que não se revelaria, afinal, bem sucedida.



Mesmo com as mudanças de editoras e produtores, passando pela mudança de nome do grupo para um lacónico "Tony Jackson Group" e alguns singles lançados sob o seu nome individual, a sorte parecia fugir a Tony Jackson. Por diversas vezes, ele teve de engolir o seu orgulho e aceitar alguns convites da sua antiga banda "Searchers", para actuar com eles ao vivo, quando planeavam interpretar temas de quando ele era o vocalista principal. Não raras vezes, as digressões de ambos os grupos coincidiam, muitas vezes para difundir a ideia de que já não existiam eventuais ressentimentos mútuos.


Desiludido com a falta de sucesso discográfico e com o panorama da indústria musical anglo-americana, Tony Jackson e o seu grupo, a partir do final de 1966, decidem entrar em digressão por outros países, nomeadamente França e Espanha. Curiosamente, acabarão por vir a Portugal com maior frequência durante esse ano de 1967. Esta presença em terras lusitanas, acabará por lhes proporcionar a edição de um EP numa editora nacional de então, a "Estúdio". Apesar da qualidade dos temas interpretados, o último trabalho do "Tony Jackson Group", será acolhido pelo público e pela crítica com indiferença.


Sem mais nenhum sucesso discográfico, nem o vislumbre de um novo contrato por parte de uma editora à vista, Tony Jackson decide extinguir o seu grupo por volta de 1968. A partir daí, iniciará uma vida pautada por diversas atividades, desde apresentador de televisão a vendedor, parecendo ter deixado para trás, definitivamente, a sua carreira de músico. Devido a razões diversas, nunca esteve muito tempo nessas profissões.



Uma breve previsão de regresso ao mundo da música aconteceu por volta de 1985. O antigo colega dos “Searchers” Mike Pender decide sair do seu grupo original, onde se mantinha como líder há muitos anos, e criar a sua própria banda “rival”, com o nome "Mike Pender's Searchers". Mike Pender convida então Tony Jackson a entrar nesse novo projecto musical, ocupando, de novo, o posto de baixista. Pouco depois, Tony Jackson desiste desta ideia, ao verificar que a sua condição era a de apenas “músico assalariado” e não de co-líder, como ele pretendia. Mesmo assim, não houve desta vez mais nenhum corte de relações entre ambos, visto que ambos chegariam a atuar juntos ao vivo, esporadicamente.


Neste período de finais da década de 80 e começo de 90, provavelmente sob o incentivo, oportuno, das reedições digitais em CD do catálogo musical de muitas bandas da década de 60, surge, em paralelo com a música da moda de então, uma onda de revivalismo. Para a satisfação de muitos fãs, bandas e cantores de outros tempos regressam, ainda que temporariamente, à ribalta.


É neste contexto que Tony Jackson pondera formar um novo grupo musical, assente, em grande parte, na memória dos seus velhos tempos de cantor de sucesso. Deveria ser um grupo de cariz revivalista, assente, pelo menos numa fase inicial, em espetáculos ao vivo a decorrer no circuito britânico, sem pôr de parte a hipótese de poder ser extensível ao público americano. Muito sintomático, foi a escolha inicial do nome para o seu novo grupo: “Tony Jackson’s Re-Searchers”. No entanto, ele foi antes aconselhado a retomar a memória do seu grupo posterior “The Vibrations”, o que ele acabaria por reconhecer como a hipótese mais sensata, devido ao facto de já existirem os referidos "Mike Pender's Searchers" e os próprios "Searchers", estes com o guitarrista e membro fundador John McNally (em baixo) à frente e Frank Allen no baixo, a percorrerem o mesmo circuito de público pretendido.



De fato, em 1991, Tony Jackson chegou a formar uma espécie de “New Vibrations”, reforçado pela presença de, pelo menos, um elemento da banda original, o baterista Paul Francis. No entanto, devido à dificuldade em conquistar um público numericamente convincente, para assistir aos seus espetáculos em agenda, Tony Jackson decide, num curto espaço de tempo, dissolver o seu recém-criado grupo. A partir de então, regressa de novo ao anonimato, só voltando a ser notícia em 1996, desta vez por razões negativas. É detido na sequência de ter ameaçado uma mulher, numa cabine telefônica pública, com uma arma falsa. A vítima só lhe havia pedido para ele a deixar usar o telefone… Apesar de não se tratar de uma arma verdadeira, Tony Jackson ficaria detido por 18 meses.


A verdade é que, já há algum tempo, a vida de Tony Jackson havia entrado numa espiral de queda. As dificuldades econômicas, associadas a problemas de saúde, como a diabetes e a artrite, agravadas pelo alcoolismo, haviam tomado conta da sua existência. Depois de 1997, após ser-lhe devolvida a liberdade, as suas dificuldades de vida e os seus problemas de saúde não pararam de se agravar. Nem mesmo o apoio dos seus antigos amigos do tempo dos “Searchers”, como John McNally, já era suficiente para minorar a sua decadência física.



No seu último ano de vida, em 2003, Tony Jackson já apresentava grandes dificuldades de locomoção, a que não seria alheia a sua incurável dependência da bebida. Faleceria na sua casa, quase isolado do mundo, na sequência de mais uma crise cardíaca, em meados de Agosto desse mesmo ano. Tinha apenas 65 anos e estava desiludido com a vida. Um ano depois, é editada uma colectânea, abrangendo a sua carreira musical entre 1964 e 1967, que procura fazer alguma justiça ao seu verdadeiro talento.



De referir que, dois anos depois, em Fevereiro de 2005, também faleceu Chris Curtis, outro elemento fundador dos "Searchers". Apesar da sua liderança, tendo também contribuído para a escolha dos temas interpretados e mesmo composto alguns, Chris Curtis já havia deixado os "Searchers" em 1966. 


Se a saída de Tony Jackson, em 1964, significou uma visível mudança de estilo, a desistência abrupta de Chris Curtis foi bastante inoportuna, principalmente num momento em que a qualidade das suas composições, em parceria com o resto da banda, atingira um nível de qualidade e maturidade que parecia anunciar um futuro interessante. Basta fazer uma audição do interessante LP "Take Me For What I'm Worth", lançado no final de 1965, onde surgem vários temas creditados aos quatro elementos que, então, integravam o grupo. Esses temas estão entre o que de melhor se produziu nesse ano. Bastou uma sequência de maus momentos numa digressão à Austrália, que correu particularmente mal, para fazer Chris Curtis ficar determinado a abandonar os Searchers. Nada nem ninguém conseguiu fazê-lo mudar de ideias. A partir daqui, nada mais foi como dantes...


Tal como Tony Jackson, tentará, sem sucesso, uma carreira a solo (com o single "Aggravation", lançado em Junho de 1966), tendo depois se mantido no anonimato e afastado do mundo da música durante mais de 20 anos. Também sofrerá de problemas de saúde incapacitantes que o levarão a uma reforma prematura. Mesmo assim, Chris Curtis tentará, nos seus últimos anos de vida, um tímido regresso à música, através de breves reencontros e actuações ocasionais com outros músicos britânicos da sua geração, de preferência residentes em Liverpool, cidade onde ele havia passado a residir e com um grande historial de bandas durante a década de 1960, com destaque, claro está, para os Beatles, sem esquecer os "Searchers". Um destes grupos revivalistas é conhecido pelo nome de "Merseycats".






Chris Curtis, baterista original da banda The Searchers, faleceu aos 63 anos, devido a problemas de saúde, os quais não foram detalhados. Chris, cujo nome verdadeiro era Christopher Crummey, saiu do The Saerchers em 1966, sendo substituído por John Blunt. Depois disso, Curtis tocou em bandas como The Flowerpot Men e Roundabout, que anos mais tarde viria a se tornar o Deep Purple, isso já sem ele na formação.


fonte
https://pt.wikipedia.org/wiki/The_Searchers_(banda)
http://obaudoedu.blogspot.com.br/2011/11/perolas-dos-anos-60-searchers.html
http://bloguecentelha.blogspot.com.br/2008/02/carreira-descendente-de-tony-jackson.html

domingo, 4 de outubro de 2015

Ego Kill Talent



Ego Kill Talent é uma banda de Rock com pouco tempo de formação que vem crescendo muito ao longo dos últimos meses. A formação conta com nomes conhecidos do Metal nacional, tais como Jean Dolabella (ex-Sepultura) e Jonathan Corrêa (Reação Em Cadeia).


A banda começou a ser formada por Dolabella, pouco depois de sua saída do Sepultura, junto a Estevam Romera (Desalmado), mais tarde juntando Theo Van Der Loo e Raphael Miranda (ambos ex-Sayowa) e o vocalista já citado, Jonathan Corrêa.


O nome da banda surgiu da filosofia de que o ego pode ser um dos grandes responsáveis por atrapalhar a criação artística. Daí surgiu o nome – uma redução da frase popular “too much ego will kill your talent” – Ego Kill Talent.


Uma curiosidade é o revezamento dos integrantes quanto aos instrumentos, com exceção do vocal.

Confira uma entrevista onde é melhor explicada sua origem:


Hoje a banda já conta com dois EPs: um chamado “Sublimated”, que contém quatro músicas, lançado em 2015, e outro chamado “Still Here”, lançado em 2016, que conta com mais três canções. Veja abaixo capas e lista de faixas:


Sublimated (EP) (2015)
Faixas:
01 – Sublimated
02 – Same Old Story
03 – The Searcher
04 – Sublimated (Exposed Version)

Still Here (EP) (2016)
Faixas: 
01 – Still Here
02 – We All
03 – Just To Call You Mine


Recentemente a banda foi anunciada com atração do Maximus Music Festival, onde tocarão ao lado de Rammstein, Halestorm e Bullet For My Valentine. Isso só mostra o potencial da banda, não apenas pela experiência de seus integrantes, mas também pela qualidade de seu som.

Pra ter uma ideia de como o som é ao vivo, confira um vídeo da apresentação completa no AudioArena Originals, onde apresentam todas as músicas dos dois EPs, mais a inédita “Try (There Will Be Blood)”:


Formação:

Jonathan Corrêa (vocal);
Jean Dolabella (bateria/guitarra/baixo);
Raphael Miranda (bateria/baixo/guitarra);
Estevam Romera (guitarra/baixo);
Theo van der Loo (guitarra/baixo).

fonte

http://roadie-metal.com/ego-kill-talent-um-som-interessante-e-promissor-do-rock-nacional/

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Premê



Premê, anteriormente conhecido como Premeditando o Breque, é um grupo musical paulistano criado em 1976, por estudantes da USP.

O grupo destacou-se desde o início tanto pelas letras irreverentes e bem-humoradas quanto pela qualidade musical, baseada em arranjos sofisticados, fundindo MPB, choro, rock e até mesmo música erudita.


Já em 1979, o samba-de-breque Brigando na Lua era premiado com o segundo lugar no 1º Festival Universitário de Música Popular Brasileira. No ano seguinte, o grupo começaria a se celebrizar em apresentações no Teatro Lira Paulistana - um reduto da música independente paulista de então -, ao lado de nomes igualmente emergentes da cena musical paulista como Arrigo Barnabé, Itamar Assumpção e Grupo Rumo. Concorrendo, um grupo que tinha um jovem estudante de Engenharia Agrícola chamado Marcelo Rubens Paiva.

Em 1981, o grupo lançou seu primeiro disco "Premeditando o Breque", conseguindo notoriedade no meio universitário e intelectual. Neste período, o Premê era formado por Marcelo (Antônio Marcelo Galbetti), Claus (Claus Erik Petersen), Igor (Igor Lintz Maués), Biafra / Mário Manga (Mário Augusto Aydar) e Wandy (Wanderley Doratiotto).


E logo em seguida, em 1982, a banda chegou à etapa final do festival MPB Shell, promovido pela Rede Globo. A canção apresentada no Maracanãzinho lotado foi O Destino Assim o "Quiz" ou simplesmente "Lencinho", como ficou conhecida.

O maior sucesso do repertório, contudo, viria em 1983, no LP "Quase Lindo". Trata-se da canção São Paulo, São Paulo, uma divertida referência a New York, New York, mas adaptada à capital paulista. A canção, incluída na trilha sonora da novela Vereda Tropical, foi sucesso nas rádios, sobretudo em São Paulo, e levou o grupo a se apresentar em diversos programas de televisão.


Outra canção que ficou conhecida do grupo foi Lua de Mel, numa época em que Cubatão era considerada uma das mais poluídas cidades do mundo.

O grupo despertou o interesse de uma multinacional, a EMI, e a partir daí lançou, em 1985 e 1986, dois LPs produzidos por Lulu Santos.

Os discos não tiveram o mesmo sucesso dos anteriores, segundo alguns críticos, justamente pelo fato de terem na produção um carioca, a serviço de uma grande gravadora - dois fatores supostamente contraditórios com a proposta da banda.


Entre 1987 e 1991, o grupo cessou suas atividades, retomadas com o LP de 1991 "Alegria dos Homens" e, em 1996, com o CD "Vivo", agora em nova formação, que se mantém até os dias de hoje.

Em 2000, um novo show, batizado de "Brasil 500 anos", reavivou a atenção do público pelo grupo.

Atualmente, o Premê continua na ativa, mas com shows esporádicos, quase sempre em São Paulo.


Curiosidades

O vocalista e violonista Wandi Doratiotto é o apresentador do programa Bem Brasil, da TV Cultura. Também atua em diversos comerciais e na peça de teatro Não mexe com quem tá quietinho.
O guitarrista e vocalista Mário Manga é pai da cantora de MPB Mariana Aydar, destaque da música paulista recente.
Mesmo sem lançar disco há 11 anos, o grupo mantém uma legião de fãs e influencia bandas mais novas.
Numa votação popular realizada em São Paulo no ano de 2003 para eleger a música-símbolo da cidade, a canção São Paulo, São Paulo ficou em 2º lugar, atrás de Trem das Onze, de Adoniran Barbosa.
A canção Rubens foi regravada por Cássia Eller em seu primeiro disco, em 1990.
A canção Carrão de Gás foi regravada pela banda Tubaína em seu CD "Polka Vergonha", de 2000.
Um dos maiores sucessos do Premê, a música Pinga com Limão, é na verdade uma antiga canção da dupla caipira Alvarenga e Ranchinho.
Após deixar o Premê, Osvaldo Luiz também foi baixista da banda Ultraje a Rigor por um curto período.
O Premê irá lançar uma caixa com a discografia completa em CD, provavelmente em 2018.



Discografia

Álbuns de estúdio
Premeditando o Breque (1981) - Spalla/Continental
Quase Lindo (1983) - Lira Paulistana/Continental
O Melhor dos Iguais (1985) - EMI-Odeon
Grande Coisa (1986) - EMI-Odeon
Dê Folga ao Seu Programador* (1986) - EMI-Odeon
Alegria dos Homens (1991) - Eldorado

Álbuns ao vivo
Premê Vivo (1996) - Velas

Compactos

Empada Molotov/Frevura (1980) - RGE
Pinga com Limão/O Destino Assim o "Quiz" (1982) - Lira Paulistana/Continental
Balão Trágico* (1985) - EMI-Odeon
Lua de Mel* (1985) - EMI-Odeon
Vida Besta* (1985) - EMI-Odeon
Rubens* (1987) - EMI-Odeon

Aparições em outros discos

1° Festival Universitário da MPB (1979) - Brigando na Lua
MPB Shell 82 (1982) - O Destino Assim o "Quiz"
Trilha sonora da novela Vereda Tropical (1984) - São Paulo, São Paulo

*Disco Mix Promocional Invendável
Integrantes

A banda é formada por:
Wandi Doratiotto - voz, cavaquinho e violão
Mário Manga - voz, guitarra, violão e cello
Claus Petersen - voz, sax e flauta
Marcelo Galbetti - voz, piano, violão, clarinete

Participantes eventuais:
Danilo Moraes - voz, violão e baixo
Adriano Busko - percussão
Silvio Mazzuca Jr. - baixo

fonte

https://pt.wikipedia.org/wiki/Prem%C3%AA

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Haikaiss


HAIKAISS CONSOLIDA-SE COMO DESTAQUE DA NOVA ESCOLA DO RAP COM ÁLBUM DUPLO “FOTOGRAFIA DE UM INSTANTE”

Com 35 faixas autorais, segundo disco do quarteto paulistano de hip hop foi o segundo álbum mais vendido no iTunes por cinco dias consecutivos, na semana de seu lançamento, conquistou a consideração de nomes consolidados como RZO e Talib Kweli rende agenda cheia de shows por todo Brasil.


Um dos grandes destaques da nova escola do rap, o prolífico grupo paulistano Haikaiss comemora o lançamento de seu segundo álbum, “Fotografia de Um Instante” (2015), com agenda repleta de shows lotados por todo Brasil e presença digital robusta. Já na semana de seu lançamento, o disco duplo permaneceu por cinco dias seguidos no segundo lugar no Itunes. Cerca de dez meses depois, as faixas do álbum no canal do grupo no Youtube somam mais de 46 milhões de visualizações. Com um rap objetivo e sincero, o Haikaiss leva ao público um pouco da cultura oriental haikai no nome escolhido e na atitude de transformar pequenas oportunidades em efeitos de amplitude.

Embora seja considerado um dos maiores nomes da novíssima geração do hip hop nacional, o Haikaiss não chegou agora. O grupo, que define seu estilo como New Golden Era, completa dez anos de história em 2016 e tem mais de 70 músicas registradas em estúdio em dois álbuns, sendo um duplo, dois EPs e diversos singles, alguns deles em parceria. Seus integrantes entraram no jogo do rap muito jovens e conquistaram a consideração de nomes já consagrados como RZO, que fez parcerias com o MC do grupo Pedro Qualy, que também participa dos shows do icônico grupo da década de 1980, formado por Helião, Sandrão e DJ Cia, que apresentou nomes como Sabotage e Negra Li.

O Haikaiss também já dividiu o palco com nomes como Racionais Mc’s, Criolo, Marcelo D2, Thaíde e com os principais nomes do rap nacional e também com artistas internacionais como Wiz Khalifa, Soulja Boy e Pac Div. Ao mesmo tempo, participam intensamente, sob a sigla DMC (Da Massa Clan), e fomentam, como selo Esseponto Records, a nova escola, composta por nomes como Costa Gold, Oriente e Zero Real Marginal (ZRM).


Além desta versatilidade que agrada gerações e universos distintos, o sucesso do Haikaiss se deve à combinação de beats elaborados, letras sagazes e autênticas e estilos espontâneos e complementares de seus quatro integrantes: os MCs Pedro Qualy, Spinardi e SPVic e o DJ Sleep. O resultado, seja em estúdio ou no palco, é explosivo. Além do DJ Sleep, que tem mais de 10 anos de estrada, vários grupos de rap de São José dos Campos e muitos sets em campeonatos de skate no currículo, a essência do Haikaiss é construída com as performances muito bem alinhadas de seus três MCs.

O carismático Qualy é MC e produtor e o mais jovem do grupo, com 23 anos. Apreciador de rap latino e hip hop underground, canta e versa com muita musicalidade, assumindo os refrões e a linha de frente em faixas como a suingada “A Prova” e a melódica “Sem Graça”. Um dos maiores sucessos do grupo no Youtube, o áudio de “Sem Graça” soma quase 10 milhões de visualizações com versos romântico-divertidos como "ontem à noite eu bebi e você ficou tão linda/ Mas na hora de acordar você ficou mais ainda/ Isso não é comum, como deixei acontecer?/ O normal é acordar e eu não querer mais te ver" e "E eu que já fui feito de acento, não aceito/ Eu não sou piscina pra tu se jogar de prima”.

Spinardi, 24 anos, apresenta composições ácidas e sem censura, em prosa, aliadas a um flow ágil, em que mesmo em seus momentos mais frenéticos é possível identificar claramente cada palavra, como na já emblemática faixa “4 e 21”. “Meu rap se torna meu manto, eu quero que se foda o que pensa o que faz/ E se você não tá me entendendo, mano, eu acelero mais! Já ligo meu bonde na fita, na pista que chega soando eficaz.”, comanda Spinardi em “Matéria Escura”, outro destaque do álbum e de views.


Colecionador de vinis, MC e produtor requisitado e inspirado, SPVic ouve artistas nacionais como Itamar Assumpção além de rap, jazz e soul e imprime seu estilo cool e discurso centrado em faixas como “Mente do Compositor” e “Célula do Monstro”. "No inferno da cidade, com poucos anos de idade, sendo parte da mudança contradigo a sua mensagem”, versa o paulistano de 25 anos, responsável, ao lado de Qualy, pela mixagem do disco “Fotografia de Um Instante".


Além de assinar todas as faixas do álbum duplo “Fotografia de Um Instante", algumas em parceria com outros MCs, o grupo é responsável pela produção executiva e por todo o processo técnico e fonográfico do disco duplo. Fruto de um processo de três anos de trabalho, a obra foi gravada e mixada no estúdio Ésseponto Records. Além de estúdio, o QG do Haikaiss, localizado no bairro de Santana, na zona Norte de São Paulo, também abriga a marca HKSS, que vende de rodinhas de skate a bonés, mochilas e camisetas com a etiqueta do Haikaiss em todo Brasil, e um selo que recebe outros grupos de rap da nova geração como Costa Gold, Guerrilheiros, ZRM, Inglês e Ursso.

Amantes de beats pesados e com uma pegada golden era, o Haikaiss carrega referências de grupos e artistas como A Tribe, Slum Village, Jaylib, Mos Def, Common, Beastie Boys, The Pharcyde e Talib Kweli, que em sua última passagem pelo Brasil pediu para conhecer o Haikaiss e visitou o Esseponto Records, onde gravou cenas para um clipe.

fonte

http://www.haikaiss.com.br/bio.html

sábado, 12 de setembro de 2015

Paula Mattos


Paula Mattos, faz parte do time de estrelas da “Workshow”, um dos maiores escritórios de gerenciamento artístico do Brasil e integra o time de mulheres que se destacam no mercado sertanejo. Além do seu primeiro álbum, Paula Mattos - Acústico - lançado pela gravadora Warner Music Brasil, a cantora lançou recentemente a música “Chute e Bomba” com a participação especial de Wesley Safadão.

Chute e Bomba

Natural de Campo Grande Paula Mattos (4/09/1988), um nome respeitado no meio sertanejo pela sua brilhante carreira como compositora, desde os 15 anos, autora de centenas de sucessos gravados por grandes nomes dentro da musica sertaneja tais como: Munhoz & Mariano, Marcos & Belutti, Thaeme & Thiago e Gusttavo Lima.

Em 2013, sua composição “Doidaça”, lançada por Gusttavo Lima, foi uma das músicas mais executadas no ano.

Doidaça

Nos anos seguintes conseguiu outros sucessos como compositora como "Separa Namora", "Cara de Rica" e "Coração Apertado".

Separa Namora

"Cara de Rica"

Coração Apertado

Em 2015 iniciou sua carreira também como cantora para dar personalidade as suas composições. Com voz marcante e cheia de estilo ela combina as melodias com letras cheias de sentimento e emoção.

“Meu sonho sempre foi cantar, ser artista e graças a Deus a gente está trabalhando para isso agora. Tenho muita coisa para conquistar. Eu falo que é um novo começo, de compositora e de artista. Lógico que a gente tem barreiras como todo o mercado tem, mas com fé em Deus a gente vai quebrar essas barreiras”, diz a cantora.


CD e DVD

A carreira na música começou com as composições que foram parar nas vozes de sertanejos como Gusttavo Lima, que gravou “Doidaça”, e Thaeme e Thiago, de quem foi backing vocal por dois anos e meio: “Digo que eles me abriram a primeira porta”.

Em 2015 gravou seu primeiro DVD e viu a música “Que sorte a nossa” explodir nas rádios. Escrita por ela com a dupla Luiz Henrique e Fernando, a canção tem história. “O Fernando já lutava contra a leucemia e não conseguiu participar do DVD porque havia morrido dois meses antes. Deixei a voz dele gravada e é o momento mais emocionante dos shows”, explica a cantora, que tem o refrão tatuado no braço.

Paula Mattos lançou, pela Warner Music Brasil, seu primeiro CD e DVD. Um trabalho acústico, intimista e que traduz de forma singular seu romantismo e sua musicalidade. Gravado em São Paulo, no início de 2015, o projeto acústico está disponível em CD com 12 faixas e DVD com 10.
Que Sorte a Nossa


O álbum inclui o hit “Que Sorte a Nossa” em uma versão exclusiva com segunda voz de Fernando Paloni. Este momento, registrado no DVD, é o mais marcante e emocionante da gravação e este vídeo foi o cartão de visitas da Paula Mattos para todo o Brasil.


Eu Já Te Amava

Além do hit, o álbum “Paula Mattos Acústico” tem as modas mais românticas como “Eu Já Te Amava” com participação de Thaeme & Thiago, “Pros Outros”, “Quanto Tempo Falta”, “30 Anos” e “Rosa Amarela” e as dançantes como “O Povo Fala” com Munhoz & Mariano, “Amor É Diferente” com Zé Felipe e, o primeiro single “Quem Vê Cara Não Vê Coração”.

Pros Outros

Quanto Tempo Falta

30 Anos

Quem Vê Cara Não Vê Coração

“Quem Vê Cara Não Vê Coração” conquistou as rádios de todo Brasil com uma temática comum a muitos relacionamentos: o amor não correspondido representado nos versos “Eu pensei que era amor, era só ilusão, quem vê cara, não vê coração”.

Rosa Amarela

O novo single, “Rosa Amarela” é uma música romântica que público tem cantado cada vez mais nos shows e tem um clipe oficial que trata a diversidade das relações amorosas. Com um mote de que “Toda forma de amor é válida, desde que seja amor”, o vídeo em uma semana já tinha ultrapassado a marca de 1 milhão de visualizações e uma ótima aceitação do público.

O cenário do DVD foi assinado por Rogério Fernandez e Camila Boleli, direção de fotografia de Dudu Contreras, produção musical de William Santos e direção de vídeo de Haitham Smaili, mas todo o processo foi feito com direcionamento da própria Paula Mattos.

“Opinei em tudo, desde os arranjos até o figurino, da fotografia até o cenário”. Tem meu dedo em cada detalhe pois queria que tudo saísse do jeitinho que eu sempre sonhei e imaginei. Conseguimos!

“Esse DVD mostra para todo mundo a minha verdade e o meu amor pela música” – Paula Mattos.



fonte

https://www.facebook.com/pg/paulamattosoficial/about/?ref=page_internal

https://pt.wikipedia.org/wiki/Paula_Mattos

https://www.abramus.org.br/noticias/9380/a-vez-dela-paula-mattos/

http://extra.globo.com/famosos/revelacao-sertaneja-paula-mattos-foi-vendedora-de-balas-hoje-fatura-alto-com-shows-19364982.html

https://www.campograndenews.com.br/lado-b/diversao/para-vender-sucessos-novos-compositores-mudam-de-endereco-atras-de-sertanejos

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Banda do Mar


Banda do Mar, formada no dia 06 de maio de 2014, é uma banda luso-brasileira composta por Marcelo Camelo, Mallu Magalhães e Fred Ferreira. O álbum de estreia da banda foi lançado em agosto de 2014, seguido de turnê. As carreiras do casal Mallu e Camelo já se encontraram em diversos outros momentos desde o início do relacionamento deles, anunciado em 2008. Tudo começou com uma participação dela no primeiro disco solo de Camelo, Sou, também de 2008.


Naquele disco, a dupla fez uma parceria na faixa "Janta", eleita pela Rolling Stone Brasil como a melhor música nacional do ano. 


O mesmo se deu no segundo trabalho solo de Camelo, Toque Dela, de 2011.


Já a participação de Camelo no trabalho de Mallu foi ainda mais latente, principalmente no terceiro álbum dela, Pitanga, produzido pelo músico do Los Hermanos e lançado também em 2011. Já Fred trabalhou no último disco de Wado, Vazio Tropical, cuja produção é de Camelo, sendo um conhecido musico português principalmente por ser integrante de: Orelha Negra, Buraka Som Sistema e 5-30.



No dia 18 de outubro de 2014 foram entrevistados em um programa local do Rio Grande do Sul, o Patrola. Falaram sobre a nova banda, seu estilo de música, costumes, e também sobre o dia-a-dia dos membros da banda em foco o casal Marcelo e Mallu.


O álbum de estréia da banda, ganhou uma prensagem em vinil azul pela Revista NOIZE (primeiro serviço de assinatura de discos de vinil da América Latina, e segunda fabricante de vinil do Brasil atrás somente da Polysom), junto com o vinil, o cliente recebe uma revista que fala sobre o álbum de estréia da banda


FONTE
https://pt.wikipedia.org/wiki/Banda_do_Mar

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Izaias e seus Chorões


Grupo de choro formado por Isaías Bueno de Almeida (São Paulo, 1937 - bandolim), Israel Bueno de Almeida (São Paulo, 1943 - violão de 7 cordas), Waldomiro Marçola (violão), Dorival Malavasi (São Paulo, 1934 - cavaquinho), Clodoaldo Coelho da Silva (São Paulo, 1936 - pandeiro), Valdir Guidi (reco-reco, cacheta e ganzá), Vicente de Paula Salvia - Viché - piano), Roberto Sion (flauta) e Toninho Carrasqueira (flauta) em São Paulo. Entre os integrantes também faziam parte dois filhos do clarinetista de orquestra Benedito Bueno de Almeida.


Isaías começou a tocar bandolim com 10 anos de idade em 1947 e, logo depois, seu irmão Israel, quatro anos mais novo, iniciou-se no cavaquinho.

Em 1953, começaram a atuar em programas de calouros, chegando a formar um conjunto com o violonista Antonio Edgard Gianor, lendário modernizador de harmonias. Três anos depois, foi apresentado por Jacob do Bandolim na segunda "Noite dos Choristas" e, a partir daí, tornou-se o mais respeitado bandolinista de São Paulo.


Sempre disposto a improvisar, não teve para isso o apoio de Jacob do Bandolim. Ao contrário do irmão, totalmente apegado ao gênero "Choro", Israel passou depois para o violão, tocando bossa-nova, e para a guitarra, integrando conjuntos de iê-iê-iê. Mais tarde, enveredou pelo jazz, estudou violão clássico e assimilou o violão de 7 cordas, fechando um ciclo que o trouxe de volta ao choro. Com o programa "O Choro das sextas-feiras" apresentado na TV Cultura a partir de 1973, no qual atuava ao lado do Conjunto Atlântico, Isaías passou a ser destaque nacional.


Em 1974, recebeu o Prêmio APCA de revelação do ano. O começo dos anos 70 marcou também o nascimento de Isaías e Seus Chorões, que contava, além de Israel, com gente também vinda de famílias de músicos, como o cavaquinista Dorival, filho do saxofonista Ernesto Malavasi, e o pandeirista Clodoaldo Coelho da Silva, cujo pai, Álvaro, chegou a atuar com o Bando da Lua.


O grupo participou de diversos programas sobre choro na TV Cultura de São Paulo, além de ter acompanhado artistas importantes no cenário da MPB: Paulinho da Viola, Arthur Moreira Lima e Altamiro Carrilho, entre outros.

Depois de gravar os discos "O fino do bandolim", com choros clássico e "O regional brasileiro na música dos Beatles", o grupo lançou, na virada dos 80, o LP "Pé na cadeira". O repertório resgatou músicas raras de pioneiros como Joaquim Callado, Carramona (Albertino Pimentel) e Nelson Alves.


Duas personalidades importantes do bandolim tocado em São Paulo figuram entre os autores: Amador Pinho, espécie de professor informal de Isaías, e Mario Moretti, bandolinista virtuoso ainda em atividade. O LP foi remasterizado para CD no ano de 1999 e lançado pela gravadora Kuarup.


A preservação do lirismo, da graça, e da simplicidade modelar e inusitada de executar o “choro” – A mais pura manifestação musical da alma brasileira. Executam os clássicos do choro de compositores como Pixinguinha, Jacob Bittencourt, Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga, Anacleto de Medeiros, entre outros , alem de composições do próprio conjunto. O objetivo é procurar transmitir ao público o choro dos chorões na sua forma mais autêntica.


Izaías, que sempre se espelhou no carioca Jacob do Bandolim, é um digno representante do choro paulista, de forte influência italiana, com um jeito mais sentimental de tocar, originário do bandolim napolitano. Suas frases e improvisos são arrebatadores.



Oriundo do tradicional Conjunto Atlântico de Antônio Dauria, seu grupo é o mais antigo em atividade em São Paulo e é tido como referência por seu refinamento e qualidade musical, acumulando em sua trajetória inúmeras apresentações no Brasil e no exterior. Seus fundadores são os irmãos Izaías (bandolim) e Israel Bueno de Almeida, o Israel 7 Cordas(violão), que o criaram com o objetivo de preservar o gênero, conservando suas raízes. A formação atual conta ainda com Marco Bailão (violão de 6 cordas), Getúlio Ribeiro (cavaquinho) e Tigrão(pandeiro).

FONTE



domingo, 9 de agosto de 2015

Lyric Video


Lyric Video: por que cada vez mais as bandas aderem?

O videoclipe sempre foi um das maiores cartões de visita e ferramentas de divulgação do trabalho dos artistas da indústria da música. Muitos de nós tivemos o primeiro contato com trabalho de nossos ídolos em seus clássicos clipes transmitidos em programas como os saudosos "Som Pop", "Clip Trip", "Realce", "Super Special" e o "Fúria Metal" da MTV. Normalmente, artistas já consagrados, ou aqueles cujas gravadoras providenciavam tal veiculação, coisas inerentes ao show business. No entanto, com o advento da tecnologia e o surgimento do Youtube, a coisa se tornou um pouco mais democrática, e permitiu que artistas independentes pudessem veicular seus clipes na plataforma de forma gratuita e expor sua arte ao mundo. E assim o Youtube se tornou a "nova TV", que permite que pessoas de todas as partes do planeta possam conhecer e assistir videoclipes de bandas e artistas de todas as partes do mundo, a qualquer momento, e quantas vezes quiser. Desta forma, o clipe se tornou provavelmente o maior veículo de divulgação do trabalho de uma banda, que associado à facilidade do Youtube e a poder das mídias sociais, aproximou o artista do público, quebrando monopólios e fugindo do eterno ciclo vicioso de se pagar “jabá” para rádios e TV aberta, que continua sendo privilégio dos peixes grandes.

Considerando que o videoclipe é um formato audiovisual que deve vender a música e imagem do artista, no que diz respeito ao público de "boa música" (sobretudo Metal), a apresentação é algo que deve ser levado muito em conta. No entanto, produzir um clipe numa qualidade profissional requer equipamento, equipe, locação, roteiro e todo etc. Ou seja, tempo e custos, mesmo que seja tudo na base do "faça você mesmo". Talvez por isso, artistas do mundo todo resolveram apostar num novo formato para apresentar sua música internet afora: o prático e dinâmico "lyric video". Basicamente, um vídeo trazendo uma animação de letra e áudio da música em sincronia.

Os tipos e níveis de "lyric video" são dos mais diversos, desde personalizar "templates" mais sofisticados, animando e distorcendo as letras conforme o ritmo e intensidade da música, até apresentações de forma mais trivial. Por exemplo, com uma imagem congelada ao fundo, imagens aleatórias em movimento, cenas da banda em estúdio e shows, e a letra no rodapé do vídeo no tempo da música, simplesmente, sem grandes animações.

Entre as bandas brasileiras, o "lyric video" também vem se tornando popular, em estilos bem variados também. Conheça abaixo algumas bandas que investiram no formato, e o porquê da escolha ao invés do tradicional formato videoclipe:

“É um formato que me agrada, pois mexe com a imaginação e todos os sentidos de quem acompanha o vídeo pela primeira vez. Os ‘lyric videos’ são uma ferramenta maravilhosa para o público ter uma interação completa com a letra e a composição como um todo. É um modo de ouvir, ler, entender e assistir a música todos ao mesmo tempo. Imagino que muitas vezes em termos de entender a essência do que o artista realmente quis passar pode até ser mais fiel do que um videoclipe comum” (Guilherme de Siervi - Skyrion)

- Skyrion:

"Ao invés de apenas soltar uma prévia do novo álbum, Guadalajara, no Soundcloud nós resolvemos fazer um ‘lyric video’, com a participação de Gisela Bacelar e direção de Priscilla Zamarioni. É curioso por que o vídeo, editado por Ângelo Capozzoli, tem um ar de videoclipe, traz uma filmagem com cara de cinema, mas é um vídeo com a letra da música Shine. A ferramenta é útil, serve para o seu propósito, mas é mais uma. Não descartaria jamais a gravação de um clipe propriamente dito" (Roger Lombardi - Goatlove)

- Goatlove:

“Como diz o ditado ‘uma imagem vale mais do que mil palavras’. Então esta imagem em movimento pode contar histórias, emocionar e engajar pessoas de uma maneira infinitamente mais poderosa do que as palavras e imagens paradas, ou simplesmente a música. Hoje o Youtube é a rede social que mais retém a atenção das pessoas. Sorte nossa pois temos uma ferramenta poderosa para divulgação, e isto faz com que o videoclipe e o ‘lyric video’ sejam tão importantes para o artista quanto a própria música” (Nuno Monteiro – Liar Symphony)

- Liar Symphony:

“Vejo como uma ótima e prática opção para o artista divulgar seu trabalho. Além do baixo custo, os ‘lyric videos’ proporcionam uma interessante interação com os fãs, com imagens da banda ou temáticas e revivendo o bom e velho sing along!!!” (Fabio Schneider – Dreadnox)

- Dreadnox:


“Acredito que tanto o ‘lyric video’ como o videoclipe são essenciais, pois unem música e imagem da banda sendo que a maioria das vezes o ‘lyric video’ tem um custo bem menor para o artista do que um videoclipe, possibilitando-o de ter mais material para o público conhecer ainda mais o seu trabalho” (Tiago Claro – Seventh Seal)

- Seventh Seal:

“Além do custo infinitamente menor do que um videoclipe, o ‘lyric video’ é a forma mais direta e rápida para lançar uma nova música e despertar o interesse das pessoas para o resto do material. E não é uma exclusividade das bandas brasileiras que, obviamente, tem um orçamento muito mais baixo que as grandes bandas estrangeiras e que são suportadas por uma gravadora. Grandes artistas tem usado esse novo formato para divulgar seus singles antes do lançamento dos álbuns. Chegou para ficar!” (Alexandre Grunheidt – Ancesttral)

- Ancesttral:



FONTE

https://whiplash.net/materias/news_801/226468-skyrion.html