sábado, 12 de março de 2016

Mathilda Kóvak





Repórter investigativa. Detetive particular. Escritora gênero: pagou-levou. Compositora paranormal. Psicógrafa bilíngue. Alpinista psicossocial.

Desde a década de 80, quando começou a chamar atenção como uma enfant terrible do pop nacional, Mathilda Kóvak compôs centenas de canções, algumas gravadas por Zeca Baleiro, Ed Motta, Fernanda Abreu, Pedro Luís, Rita Lee e Suely Mesquita, entre outros intérpretes. Nos últimos anos, além de ter escrito uma pequena biografia do compositor Lamartine Babo (1904-1963), dedicou-se mais à literatura infantil. A compositora e escritora niteroiense lançou em outubro passado seu primeiro livro dirigido ao público adolescente: “A Maldição da Rainha do Rock” (Escrita Fina Edições).


A história de seu novo livro, “A Maldição da Rainha do Rock”, me fez lembrar um filme que eu curti bastante, na década de 70, “O Fantasma do Paraíso” (Phantom of the Paradise, 1974). Dirigido pelo norte-americano Brian de Palma, ele transformou o romance “O Fantasma da Ópera”, de Gaston Leroux, em uma divertida ópera-rock. Esse filme está entre as referências de seu livro? Pode falar sobre elas?

Mathilda Kóvak - Eu adoro "O Fantasma do Paraíso", que foi, sim, uma das referências para a criação deste livro. Eu vi esse filme, nos anos 70 mesmo, num cinema cheio de adoradores de rock’n’roll, no Rio de Janeiro, numa sessão da meia-noite. Esse filme e outras óperas-rock me inspiraram, porque, como digo no livro, ele é a primeira ópera-rock literária de todos os tempos. Eu me inspirei também em "Rock Horror Picture Show", que vi num cinema de Nova York, com todas aquelas pessoas singing along, reproduzindo o que se passava na tela. Eu me lembro que, na época, pensei que aquilo seria o cinema do futuro. Algo interativo. E, claro, me inspirei em "Hair", "Jesus Christ Superstar" e em musicais mais antigos, da Metro e de Fred Astaire. Eu adoro musicais também. E meu sonho sempre foi escrever libretos. De certo modo, este pequeno livro foi uma espécie de realização-mirim deste sonho, embora ele seja mesmo um romance destinado ao público adolescente. Mas um romance musical, de todo modo.


Você já trabalhou em publicidade e em rádio e TV, é compositora, letrista, cantora, humorista e roteirista, mas nos últimos anos tem se dedicado com mais frequência à literatura para crianças e adolescentes. Como você explica – se é que existe alguma lógica – essa sua trajetória no campo cultural?

Mathilda - Não existe exatamente uma lógica, mas eu diria que existe um denominador comum a tudo o que criei em diferentes frentes, que é o meu estilo. Depois de mais de 30 anos de profissões, eu posso dizer que tenho uma marca-registrada, que meu texto pode ser identificado como de minha autoria, por quem quer que o leia, tanto faz se é uma letra, um roteiro, um livro, é a mesma narradora. Cantar foi só uma forma de tornar mais direta esta narrativa. Porém, eu ainda quero me aventurar em outros campos, como a ciência e, neste livro, de certo modo, eu me exercitei um pouquinho nisto, porque ele também tem elementos de science fiction. Eu tenho uma alma de cientista. Gosto de experimentar. E, de alguma maneira, transitar por diferentes canais de expressão, foi uma espécie de pesquisa científica para mim, uma vez que os espécimes que encontrei, neste longo e diversificado caminho, eram dignos de classificação em compêndios de biologia e congêneres (risos).

Escrever para crianças é uma atividade que me acompanha, desde 1989, ou seja, há 22 anos. Minha estreia na literatura para adolescentes vem justamente com este livro. Um convite da Laura Van Boekel, da Escrita Fina, que me conhecia da Rocco, onde editei um livro infantil, "A Caixa da Pandura". Eu recebi algumas encomendas, ao longo desses anos, para escrever para adolescentes, só que não conseguia porque achava isso muito limitado, ao contrário do que ocorre na literatura infantil, que é solta, livre e lúdica. Mas os adolescentes do século XXI se parecem comigo e, portanto, foi mais fácil entrar no universo deles. Enfim, fora minha atividade como jornalista, que você se esqueceu de mencionar (risos), nunca planejei uma carreira específica. Eu sempre fui respondendo a convites.

Eu acho que, por uma razão que eu não sei até hoje explicar, sempre fui considerada uma mulher inteligente e original, que ninguém sabia exatamente para que servia e, portanto, eu era convidada a realizar coisas em diferentes áreas, porque achavam que eu tinha algo a comunicar. Até hoje isto acontece. Eu recebo convites para escrever para teatro, ou mesmo para me apresentar num teatro, e eu pergunto: "Mas fazendo o quê?". E me respondem: "o que você quiser". Eu nunca fui do tipo que batalha por nada, porque sou muito preguiçosa. Eu respondo a estímulos. E assim eu vou experimentando minhas ideias, que independem do meio, para existir.

Talvez eu me aventure no teatro também. Mas quero fazer alguma coisa diferente do que já foi feito, porque esta é também minha marca registrada. Talvez por não ser uma especialista em nada, quando sou chamada a realizar algo, eu faço diferente, mais por incompetência, do que propriamente por compromisso com a originalidade (risos). Fui chamada recentemente, por uma curadora de artes plásticas, para fazer uma exposição num centro cultural em SP. Eu tive a ideia de fazer uma exposição sobre mim mesma intitulada: "Mathilda Kóvak, a obra póstuma de uma artista viva". Eu tenho 52 anos, e acho que até hoje existem pessoas que pensam que eu sirvo para alguma coisa, mas não sabem exatamente o quê. Eu mesma me considero apenas uma boa redatora.

Não sei se você concorda, mas me parece que no cinema norte-americano das últimas décadas é marcante uma tendência à infantilização do espectador. Não é à toa que a maioria dos filmes de hoje produzidos em Hollywood, muitos calcados em super-heróis e histórias para crianças, parecem ser feitos para que as famílias possam ir com os filhos ao cinema. Obviamente, para que tantos os adultos como os adolescentes e crianças apreciem o mesmo filme, a solução é rebaixar, infantilizar o conteúdo. Como você vê essa questão? É a indústria que tenta transformar o público em criança, fazendo filmes feitos para serem vistos com um balde de pipoca e um barril de refrigerante na mão? Ou o ser humano que estaria sofrendo de uma espécie de síndrome de Benjamin Button?

Mathilda - Na verdade, quando a indústria do entretenimento descobriu que existia um segmento adolescente, há mais ou menos 30 anos, que era capaz de consumir, em doses industriais, tudo o que fosse destinado a ele, começou a investir nele, maciça e massivamente. Este fenômeno veio acompanhado de pesquisas de marketing, que sempre existiram, mas que, ao se voltar para um público ainda em formação, tornaram a indústria ainda mais servil. Em vez de trazer conhecimento a este público, a indústria de massa começou a buscar nele elementos que pudessem atraí-lo. De certo modo, isto não apenas infantilizou o público, em geral, como contribuiu para a imbecilização dos adolescentes. Mas a sociedade norte-americana, berço dessa indústria, sempre teve uma tendência ao brinquedo, à infância eterna. Americanos não gostam de pensar na morte e, por esta razão, vivem uma infância de muitas décadas, como se pudessem adiar a finitude, recusando-se a crescer. Isto não é novidade. Peter Pan tem quase um século de existência.

O que é mais recente é o fato de que a indústria do cinema, principalmente, tenha se voltado para um único público, praticamente, ignorando o resto. Talvez porque este público de pais já tenha sido parte do início deste processo. Eu me lembro que, nos anos 70, quando eu era adolescente, a indústria começou a ensaiar os primeiros passos neste sentido. Eu fui uma adolescente que lia Dostoievsky, Tolstoi, Kafka, Thomas Mann e via filmes de Bergman, Fellini, os filmes noir da década de 40, enfim, eu não era exatamente uma adolescente típica de uma cidade balneária.

Creio mesmo que ainda não existisse esta ideia de se criar algo exclusivamente destinado ao público adolescente, a não ser por um outro filme ou livro, que não tinham maior expressão. Mesmo o adolescente mais imbecil, da minha época, tinha uma certa cultura. Acho que foram Spielberg, George Lucas e derivados, que começaram com a teenmania. Porém, é interessante notar que agora, ainda que exista um público adolescente, que consuma produtos como "Crepúsculo," existe um outro público paralelo, surgindo talvez em virtude do aparecimento da internet, que funciona um pouco como máquina do tempo, e este segmento é mais criativo e exigente.

O meu livro foi construído a partir de pesquisas, junto a estes adolescentes, em seus blogs, no convívio com eles. Para ser sincera, eu tive que reescrever o livro todo, depois desta pesquisa, porque ele estava muito bobo antes. Existem adolescentes no século XXI, que andam colocando adultos no chinelo, em termos de conhecimento e criatividade. Digo, sem nenhuma demagogia, ou teenagogia, que aprendi muito com esses adolescentes e espero aprender muito mais. E acho mesmo que esta subserviência teen não vai durar muito tempo ainda, porque os adolescentes mesmos vão se tornar cada vez mais exigentes, com o que andam assimilando na internet. Estou quase convencida de que toda esta produção infantilizada atingiu o seu paroxismo e que, a partir de agora, vai começar a declinar.

O Benjamin Button, por sua vez, veja você, foi escrito pelo Fitzgerald, na era do jazz. O filme já é uma infantilização do conto, que, aliás, não tem absolutamente nada a ver com o filme. Eu não sei se o ser humano está sofrendo de uma síndrome de Benjamin Button, mas os produtores de cinema de Hollywood certamente estão. E estão se ferrando por isto. As séries norte-americanas que apostam em temáticas mais adultas são muito mais bem-sucedidas do que os filmes. Ainda assim, acho que é possível criar para adolescentes, sem cair no tatibitati.


No final da década de 90, ao cobrir o New Orleans Jazz & Heritage Festival, na Louisiana (EUA), tive o prazer de conhecer e entrevistar Katrina Geenen, cantora e produtora de rádio, que lançou em 2001 o álbum “High & Low”, interpretando 11 canções de sua autoria – algumas em versões bem jazzísticas. Como foi essa experiência com ela?

Mathilda - A Katrina é uma das maiores cantores e artistas que conheço. Ela tem uma voz que não se parece com a voz de nenhuma outra cantora e um jeito de interpretar muito particular também. Foi algo realmente mágico este nosso encontro. Ela queria gravar um cd e não achava um repertório inédito com o qual se identificasse e, um dia, na casa de Rita Peixoto, uma excelente cantora brasileira, ela ouviu algumas músicas de minha autoria compostas originalmente em inglês, e quis fazer um disco inteiro só com composições minhas. Eu, por minha vez, procurava uma intérprete de língua inglesa para essas canções. Assim, ela convidou o Paulo Baiano, que havia produzido o meu CD, e fez um songbook de minha obra anglófona (risos). O CD foi muito bem acolhido pela crítica, em New Orleans. Fui comparada a Derrida e louvada como uma letrista do padrão de um Cole Porter. Eu fiquei bastante envaidecida, claro, com os elogios, e acho mesmo que minhas letras em inglês são superiores às em português, porque, como meu vocabulário em inglês é menor, eu escolho as palavras certas e tenho mais poder de síntese. Além disto, minha formação foi constituída através de canções em inglês, muito mais do que em português, porque sou uma fanática pela música americana, de todo o século XX.


Dicionário
E o que ele disse...
Compositor: Mathilda Kovak/Luciano Mauricio

Você põe palavras
Na minha boca
E eu sinto vontade 

De falar de amor
Só falar de amor
Escrevo versos num diário
Que escondo no fundo

De um armário
Dicionário do que eu não sei
A sua boca
Conta histórias tão loucas

E o que ele disse não se lê na escola
O que ele disse não se lê
O que ele disse não se vê nas telas

E o que ele disse eu vou escrever
Você põe imagens nos meus olhos
E eu faço cinema

Um filme de amor,filme de amor
Escolho atores e um cenário
Que só existem no imaginário
Visionário

Que eu nunca filmei
A sua imagem é o meu longa metragem

Conheci seu trabalho musical em 1990, na época em que você era a líder da banda pop Os Mathildas, de breve duração. Com todo esse revival de bandas dos anos 70 e 80, vocês já pensaram em rearticular os Mathildas?

Mathilda – (risos) Bom, eu até que gostaria muito de reunir o Mathildas, mas dois de seus integrantes moram, há 18 anos, nos Estados Unidos. O que fiz foi reunir, com o Pedro Montagna, baixista da banda, e um dos donos da Livraria da Travessa, onde farei o lançamento do livro, várias gravações da banda, que somam mais de 40 canções. A ideia é masterizar e lançar num CD. O trabalho com Mathildas é um dos que mais gosto. Eu até hoje, quando o ouço, acho que antecipamos muita coisa. Esta banda teve excelente acolhida da crítica, tanto no Rio, quanto em São Paulo e Belo Horizonte. Chegamos a ter um contrato com a WEA. Nunca vou me esquecer da cara do Liminha, quando ele ouviu a gravação de "Com a Macaca", a música de trabalho, no estúdio Nas Nuvens. Ele ouviu, perplexo, e disse: "Nossa, muito doido. Muito bom. Não se parece com nada que eu já tenha ouvido antes". E realmente não se parecia (risos). E sabe o que era o ritmo que intrigou o produtor? Um exercício de baixo, sobre o qual eu coloquei uma letra, criada por mim e pela Patricia Wuillaume, tecladista da banda, durante a projeção do filme do Caetano Veloso, no Fest Rio. O Arthur Omar, que tinha sido meu professor de cinema, se levantou na sala de projeção e gritou: "Esse filme é uma merda". Eu disse, então, para a Patrícia: "Nossa, ele tá com a macaca". Aí a gente fez a letra, ali mesmo, com as pessoas ao lado, fazendo: "psiu, psiu." Mas o filme era muito chato e a gente se distraiu inventando uma letra.


Como você encara a cena musical de hoje no Brasil? É uma época criativa?

Mathilda - Se você pensar em mainstream, é, sem dúvida, a pior época da música no Brasil. Mas o circuito alternativo apresenta trabalhos bons e criativos, como o trio Sinamantes, da minha parceira Natalia Mallo, a Claudia Dorei, ambas de SP, ou bandas de rock´n roll formada por meninas, como algumas que participaram do CD “Mrs. Lennon”, em homenagem a Yoko Ono, no qual fiz uma faixa. Há também bandas de adolescentes muito interessantes aparecendo. Eu conheci um músico de Niterói, de 17 anos, que me deixou muito impressionada. Ele se chama Caio Mazur. Suas letras se parecem muito com as letras do Mathildas. Falam de morte, suicídio e outros temas pesados, com bom humor. O Theo Cunha, que tem 15 anos, também é uma promessa da música, para mim. Ele, aliás, inspirou um dos personagens do livro. Existe também um menino, que eu conheci, quando ele tinha 12 anos, o Diogo Strausz, que hoje tem 21 anos e é um guitarrista fenomenal de rock. E já ouvi falar muito bem de bandas de rock’n’roll, que andam aparecendo na periferia de SP. Acho que a internet trará à tona muita gente criativa na música de todos os lugares.

Agora, essa chatice de MPB, com cantoras que primam pela sensaboria, ou fórmulas reeditadas há quatro décadas, realmente, é insuportável. Acho que a última leva de gente criativa, na música brasileira, veio mesmo com o rock dos anos 80 e se estendeu ao início dos 90, com bandas como a minha, Mulheres Negras, Luni e similares. O que veio depois foi um decalque da Tropicália, do qual eu fiz parte também com o Retropicália, O Ovo e Bolsa Nova, cujos integrantes, com raras exceções, caíram na mesmice. O problema do Brasil é que se criam, desde os anos 60, uns feudos, umas glebas, que contribuem para o afunilamento do mercado. Por fim, a atitude desses artistas, que não querem largar o osso, acaba por ser burra, porque o mercado se empobreceu de uma tal forma, que eles mesmos, o senhores feudais do nosso cancioneiro, estão sofrendo os prejuízos. A concorrência é a alma do bom negócio. Se você não tem desafios, se você é hegemônico, você não cresce como artista. E o mercado, por sua vez, também passa a sofrer de nanismo artístico.

Quem acompanha suas intervenções no Facebook sabe que você é fã ardorosa de Amy Winehouse. Sei também que você gosta de jazz e blues. O que você tem ouvido de bom nos últimos tempos?

Mathilda - Eu acompanho este seu blog e pesquiso suas indicações, porque você sempre indica boas novidades, no jazz e no blues. A Amy Winehouse foi realmente a única cantora que me sensibilizou nos últimos anos. Não apenas por ser uma intérprete fantástica e uma compositora genial, mas por sua atitude iconoclasta. Eu realmente achei, quando ela ganhou todos aqueles Grammys, que iria haver uma guinada no mercado, saturado de Madonnas e seus carbonos. A Madonna deu início à saga das cantoras-executivas, das agências de publicidade cantantes, das marqueteiras. Nunca foi uma artista de verdade. Quando a Amy surgiu, eu e muita gente pensamos: "Até que enfim".

Sinceramente, eu custo a crer que ela tenha cumprido esta sina dos 27 anos. Chego a pensar mesmo numa armação de gravadora ou algo parecido. Era muito óbvio. Dizem que ela deixou 30 gravações inéditas. A julgar pela que saiu no CD do Tony Bennett, e pelo que eu vi aqui, no show dela, ainda teremos material de Amy Winehouse muito superior ao de qualquer outra cantora branca contemporânea. Digo branca, porque não dá pra concorrer com as cantoras negras, que são as melhores de todas. Mas Amy Winehouse tinha alma negra e parecia receber mesmo o espírito de divas do soul e do jazz. E, de qualquer maneira, ela era ainda uma compositora extraordinária, com letras extremamente pessoais e uma musicalidade infinita. Ela me comove, me emociona muito.

Agora, eu ando com mania também de ouvir Kate Bush. Na era punk, de onde vim, eu tinha que esconder que gostava dela. Hoje em dia, os fãs de Kate Bush saíram do armário, inclusive, o sex pistol John Lydon. Ela é uma compositora muito original e uma cantora que também tem uma personalidade singular. Tenho ouvido o CD “Red Shoes”, que já é antigo, mas que comprei recentemente. Tenho ouvido bastante também o Saara Saara, uma banda independente liderada por um artista muito criativo, Servio Tulio, que também tem um trabalho muito interessante, chamado Kabarett Berlin. Ouço também, na Rádio Roquete Pinto FM, na internet, o programa “Geléia Moderna”, que sempre apresenta uma infinidade de gente boa do mundo todo, de que infelizmente não tenho mais cabeça para decorar os nomes. E ouço bastante música clássica, na rádio MEC FM. E ouço algumas rádios da internet, quando me mandam links. Eu recebo indicações musicais muito boas, tanto contemporâneas, quanto antigas, mas pouco conhecidas, via internet.

Eu perdi a vontade de fazer música, porque, mesmo que eu ficasse 24 horas por dia, só ouvindo música, eu não conseguiria ouvir tudo de bom que é ou foi produzido no mundo. Apesar de o mercado, sobretudo no Brasil, ter se estagnado, a música está aí, na internet, pra quem quiser ouvir, e de graça. Eu acho isso maravilhoso. E tenho muito orgulho de ter tido uma de minhas canções, "Resurrection", numa lista das mais baixadas da internet. Meu CD, "Mahatmathilda, a Evolução de Minha Espécie", também foi pirateado nos quatro cantos do mundo. Meu primo entrou numa loja, que ele me disse ser a mais chique de Barcelona, e deu de cara com uma edição pirata do meu CD. Eu acho tudo isto uma insurreição. Adoro ser contrabandeada deste jeito. Acho muito melhor do que ser roubada por uma gravadora major, ou pelo ECAD, e ainda tenho planos de criar um site para disponibilizar todas as mais de 700 canções que compus, para quem quiser baixar. Por mim, a arte seria distribuída de graça e os artistas seriam bancados por fundações. Talvez estejamos caminhando para isto. Como disse Nietzsche, tem que haver o caos para que dele surja uma fulgurante bailarina.


FONTE
http://www.carloscalado.com.br/2011/09/mathilda-kovak-compositora-lanca-opera.html

Júlio Barroso


Pai da New Wave brasileira, Júlio Barroso, nasceu no Rio de Janeiro em 18 de novembro de 1953, e faleceu em São Paulo, em 6 de junho de 1984 foi um jornalista, compositor, ensaista, beatnik, e disc-jóquei brasileiro. Visionário, o carioca retornou de uma temporada em Nova York no início dos anos 80 para promover uma virada cultural no Brasil. Fundou o grupo Gang 90 e as Absurdettes no início da década de 1980, do qual também participava sua irmã, Denise Barroso, e antecipou o movimento new wave no país. Ou melhor, uniu a irreverência brasuca ao ritmo rocker estrangeiro.


O disco Essa Tal de Gang 90 & Absurdettes (1983) é um clássico instantâneo. No repertório, “Nosso Louco Amor”, “Telefone”, “Perdidos na Selva” e “Noite e Dia” (com Lobão). Muitos desses sucessos foram (e ainda são) regravados por ex-parceiros e bandas contemporâneas. 


Após a participação no Festival MPB-Shell, promovido pela Rede Globo em 1981, concorrendo com o hit Perdidos na Selva (Júlio Barroso / Márcio Vaccari / Guilherme Arantes), posteriormente gravado pelo Barão Vermelho em 1996. Júlio e seu grupo gravaram o LP Essa tal de Gang 90 & Absurdettes. O grupo é tido até hoje como um dos precursores do rock brasileiro dos anos 80. Como compositor, foi parceiro de Lobão e Ritchie.


Dirigido e roteirizado pelo jornalista Ricardo Alexandre (autor de Dias de luta, o melhor livro sobre a trajetória da geração pop da década de 80, lançado em 2002 e reeditado neste ano de 2013), o documentário Julio Barroso - Marginal conservador foca as contradições do artista - mentor da banda paulista Gang 90 & As Absurdetes, pioneira ao trazer a onda da New Wave para o Brasil - ao longo de 49 minutos preenchidos por entrevistas, fotos do perfilado, algumas imagens raras e o áudio inédito de Rosas e tigres (Júlio Barroso, Roberto Firmino e Taciana Barros), música ouvida no filme em versão embrionária de 1984, registrada com a voz de Barroso, mas que o cantor não teve não tempo de gravar oficialmente para o LP homônimo lançado pela Gang 90 em 1985, um ano após sua morte.


É do álbum Rosas & tigres, aliás, a música que batiza o bom documentário,Marginal conservador (Julio Barroso e Roberto Firmino), retrato da dicotomia que regeu a vida do artista, pioneiro na adoção de uma atitude pop em mercado então dominado pela MPB. "O primeiro grito de rock'n'roll (dos anos 80) foi o da Gang 90", ressalta Lobão, que compara, algumas falas depois, o impacto de ver a Gang 90 defender Perdidos na selva (Julio Barroso) no festival MPB-Shell 81, produzido e exibido pela TV Globo, com o "escândalo" provocado pela aparição do grupo paulista Os Mutantes em festival de 1967.


De fato, guardadas as devidas proporções, o aparecimento da Gang 90 em rede nacional contrariava o establishment musical da época. Só que o sistema logo deglutiu a novidade da banda de Julio - e o filme de Ricardo Alexandre expõe tal contradição ao lembrar que, em 1983, apenas dois anos depois do surgimento da Gang, era do grupo a música, Nosso louco amor (Julio Barroso e Herman Torres), que abria e dava título à novela das oito da vez.


Reforçando o paradoxismo que regeu a vida de Barroso, a boa entrevista do jornalista carioca Antonio Carlos Miguel - amigo do artista - elucida mais contradições ao lembrar que o rapaz de visual nerd (com cabelo curto, camisa social e óculos fundo de garrafa) que conheceu no início dos anos 70 foi o que surpreendeu o grupo de amigos - em tese, mais descolados - a se oferecer para subir sozinho o Morro de Mangueira para comprar maconha para a turma. "Fumamos ali os nossos cachimbos da paz e não nos desgrudamos mais", lembra Miguel, contando também que o amigo falsamente mauricinho chegou a ser internado em clínicas por seus pais para se livrar da dependência do álcool e das drogas.


Mas Barroso era livre o suficiente para querer permanecer banguela porque o dente da frente perdido numa queda no bar - na noite em que, embriagado, chorou a dor da morte de John Lennon (1940 - 1980) - simbolizava de certa forma seu inconformismo pela perda do Beatle. Enfim, cada entrevistado - o jornalista Okky de Souza (cunhado de Barroso) e a cantora, compositora e tecladista Taciana Barros (namorada de Barroso), entre outros - dá seu depoimento afetivo sobre o marginal conservador.

Ao fim, quando rolam os créditos ao som da emotiva Do fundo do coração (Julio Barroso e Barros, 1985), música do álbumRosas & tigres, fica a sensação incômoda de que Julio Barroso saiu de cena cedo demais, justo quando buscava equilibrar sua loucura com um pouco de lucidez. Mais uma das muitas contradições do artista. Em 2013 o filme "Júlio Barroso - Marginal Conservador" foi exibido no TV brasileira.


Depois de virar de ponta-cabeça o rock, Barroso faleceu tragicamente, um ano depois de lançar sua obra imortal. Enfrentando problemas com drogas e alcoolismo, morreu tragicamente ao cair da janela de seu apartamento, no 11º andar, em São Paulo. Ao cair (ou saltar) para a morte, em queda da janela de seu apartamento em São Paulo (SP) que pode ter sido acidental ou o último voluntário ato de uma vida vivida à margem, o cantor e compositor carioca Julio Barroso virou lenda do pop rock brasileiro dos anos 80.

Fonte:

https://pt.wikipedia.org/wiki/J%C3%BAlio_Barroso

http://www.blognotasmusicais.com.br/2013/03/documentario-foca-contradicoes-do.html

terça-feira, 8 de março de 2016

O ser mulher na música de Rita Lee: do rosa ao choque



A história das letras de músicas escritas por mulheres brasileiras está relacionada à transformação da condição social feminina. Com a multiplicação dos sistemas de significação e representação cultural, há uma multiplicidade desconcertante de identidades possíveis e, muitas vezes, o sujeito pós‑moderno identifica‑se, mesmo que temporariamente, com cada uma das identidades apresentadas. 
Um dos temas predominantes na música de autoria feminina é a representação da busca de uma identidade autônoma ou a representação do conflito de identidade. Diante disso, de acordo com as discussões sobre a identidade na pós‑modernidade, de Stuart Hall e de Zigmunt Bauman, buscou‑se analisar como na letra da música “Cor de rosa‑choque”, da cantora e compositora Rita Lee, é representada a identidade da mulher que se constitui como um sujeito fragmentado e multifacetado.

Ao longo da história, a mulher foi confinada, silenciada e representada pelo olhar masculino. A luta pelo reconhecimento como membro so‑ cial e intelectual percorreu um longo e conflituoso caminho e, apenas depois de séculos de submissão e silenciamento físico e intelectual, a mulher conquistou a possibilidade de falar de si mesma. Com a conquista de direitos sociais e políticos, a mulher brasileira iniciou o rompimento das barreiras que impediam sua expressão intelectual, o que favoreceu a produção artística de sua história. Existiria uma maneira feminina de fazer/escrever a sua história, radicalmente diferente da masculina? E, ainda, existiria uma memória especificamente feminina? É um questiona‑ mento de dupla resposta.

De um lado, sim, porque se entende que há um modo de interrogação próprio do olhar feminino, um ponto de vista específico das mulheres ao abordar seu passado, uma proposta de releitura da história no feminino. Por outro lado, não, em se considerando o método e a forma de trabalhar e procurar as fontes. A análise de letras de músicas escritas por mulheres recorta, no universo discursivo, um “conjunto de discursos que interagem num dado momento” (Maingueneau, 1996, p. 15), um lugar de fala que nos traz textos e imagens como objetos sociais e históricos, elaborados no social segundo códigos e significados pré‑construídos; por outro lado, são, também, produtores/ressemantizadores das representações instituidoras da socialidade. A história das letras de músicas escritas por mulheres brasileiras está relacionada à transformação da condição social feminina. 

As letras de músicas não só interpretadas, mas também escritas por mulheres, são resultado de um processo de conscientização da sua situação social. Para Margareth Rago (1998), as mulheres trazem uma experiência histórica e cultural diferenciada da masculina, ao menos até o presente, uma experiência que várias já classificaram como das margens, da construção miúda, da gestão do detalhe, que se expressa na busca de uma nova linguagem ou na produção de um contra discurso, é inegável que uma profunda mutação vem se processando também na produção do conhecimento científico.

As teóricas feministas propõem não apenas que o sujeito deixe de ser toma‑ do como ponto de partida, mas que seja considerado dinamicamente como efeito das determinações culturais, inserido em um campo de complexas relações sociais, sexuais e étnicas. Portanto, em se considerando os “estudos da mulher”, essa não deveria ser pensada como uma essência biológica predeterminada, anterior à história, mas como uma identidade construída social e culturalmente no jogo das relações sociais e sexuais, pelas práticas disciplinadoras e pelos discursos/saberes instituintes. É com esse pensamento que as mulheres/escritoras/compositoras passaram a relatar seus desejos, seu ponto de vista sobre a sociedade e sobre sua própria condição social e psicológica.

Por meio de uma linguagem rica em metáforas, a representação da identidade feminina ganhou lugar nas entrelinhas dos textos literários e também nas letras de músicas. A rebeldia e a busca por igualdade de direitos e de decisões da juventude da década de 60 (séc. XX) marcam também uma mudança no comportamento da mulher, que passa a assumir sua voz num discurso de liberdade e auto‑ afirmação presente em diferentes manifestações culturais. Entre os fatores que promovem uma ruptura com relação à identidade feminina traçada até então, pode‑se destacar o impacto do movimento feminista, que surgiu na década de 60 (séc. XX), e o crescimento do rock, não apenas como gênero musical, mas também como movimento social e cultural que contestava a organização social e política, a sexualidade, os costumes, a moral e a estética.

Nas letras de músicas escritas por mulheres, elas registram, por meio de uma voz singular, de linguagem e temática próprias, em textos repletos de reflexão, questionamentos existenciais, políticos e filosóficos que são construídos historicamente. Um dos temas predominantes na música de autoria feminina é a representação da busca de uma identidade autônoma, ou a representação do conflito de identidade, própria do sujeito pós‑moderno. Diante disso, ao analisar as letras de canções compostas por mulheres, busca‑se observar como ocorre a representação da identidade da mulher na música de autoria feminina e como as mudanças culturais influenciam nessa representação.

Dessa forma, de acordo com a noção de “obra aberta”, de Umberto Eco, com as discussões sobre a identidade na pós‑modernidade, de Stuart Hall e Zigmunt Bauman, objetiva‑se analisar como, na letra da canção “Cor de rosa‑choque” da cantora e compositora Rita Lee, é representada a identidade da mulher que se constitui como um sujeito fragmentado e multifacetado.



Mulher “Cor de rosa‑choque”: um sujeito multifacetado

O campo midiático vem sendo objeto de um diferente olhar, nas últimas décadas. Sob o impacto dos chamados Estudos Culturais, observa‑se que os sujeitos, expostos à ação desses meios, produzem estratégias de oposição e resistência que complexificam e problematizam os significados das produções veiculadas pela mídia.

Assim, os meios de comunicação de massa passam a representar um outro espaço que se oferece para a atividade de contestação e a produção de sujeitos críticos. Se os gêneros musicais são sistemas de significação sócio-discursivos, como afirma Walser, então os indivíduos podem identificar‑se com tais discursos, e, muitas vezes, isso vem acompanhado pela adoção, pelo sujeito, de com‑ portamentos linguísticos associados a esses gêneros. Isso quer dizer que, sendo um discurso, o gênero musical conecta a subjetividade aos processos sócio‑históricos.

Dessa maneira, gêneros musicais conferem identidades. Detalhes musicais passam a significar atitudes e crenças/ideologias que tanto congregam comunidades de sujeitos identificados com os valores do grupo, como também mantêm afastados aqueles que adotam uma atitude de rejeição em relação a tais valores. No fim nos anos 60 (séc. XX), após o Golpe Militar no Brasil, o Tropicalismo foi o auge das manifestações contracultura no País.

Rita Lee foi uma das mulheres que participou desse movimento musical de crítica e discussão do novo, interpretando, com o seu grupo de rock “Os Mutantes”, a canção Panis et Circensis, que marcou a representação de um sujeito antropofágico e relativizado no disco “Tropicália”, lançado em 1968. Com “Os Mutantes”, Rita Lee participou também das transformações es‑ téticas da música brasileira com sua voz e as performances sempre ousadas e o visual provocativo que acompanharam as primeiras utilizações de guitarras elétricas nos novos riffs do rock nacional.


“Os procedimentos concretos e a antropofagia influenciaram o tropicalismo na concepção de cultura como um conflito de visões distintas, no humor corrosivo e irônico, nos jogos de palavras e na atitude em relação aos valores estabelecidos.” (Dantas, 2009, p. 77). O tom obscuro e debochado das letras, o uso de estrangeirismos, a mistura de ritmos e a fragmentação do discurso passaram a ser características de denúncia e de resistência.

O hibridismo e a não unificação do gênero musical que se consolidava refletiam também as características das novas identidades e posições do sujeito feminino na sociedade.

Conforme cita Dantas, para Lopes, o sujeito tropicalista difere dos outros sujeitos principalmente por não propor um posicionamento rígido frente às questões levantadas, tendo como uma das suas principais características a ironia. “Ele é um sujeito fundamentalmente, constitutivamente negativo, porque seu discurso é um anti-discurso do outro. [...] Ao terminar de demolir o discurso do outro, o tropicalista termina seu próprio discurso”. (Lopes, 1999: 196). Para poder constituir‑se enquanto sujeito de seu projeto, o tropicalista parte da desqualificação dos projetos das outras correntes musicais.

De forma que, ao terminar de demolir o discurso do outro, o tropicalista termina o seu próprio discurso. (Dantas, 2009, p. 797). As características estéticas e culturais de rompimento e reelaboração desse contexto no qual teve início a carreira musical de Rita Lee permaneceram constantes na sua produção artística, mesmo depois de sair de “Os Mutantes” e formar o “Tuti Fruti” em 1973 e, posteriormente, na sua carreira solo a partir de 1980.

Na música “Cor de rosa‑choque”, lançada em parceria com Roberto de Carvalho, em 1982, o sujeito feminino é representado como fundamental‑ mente paradoxal. A expressão que dá nome à canção e é repetida várias vezes no refrão, indica o tom irônico e de ruptura desse discurso e indica um sujeito multifacetado.

A simbologia da cor rosa, culturalmente conhecida como uma cor feminina e delicada, é subvertida ao ser denominada cor de rosa‑choque. Choque reme‑ te ao impacto, à força, à quebra, a mudanças radicais. A mulher representa‑ da nessa canção é cor de rosa‑choque: essencialmente feminina e constitutivamente forte e transgressora. Eva é o nome próprio escolhido para designar uma mulher de duas faces: “Eva significa a sensibilidade do ser humano e seu elemento irracional.” (Chevalier, 2005, p. 410). A Eva, de Rita Lee, não é a representação da sub‑ missão da mulher ao homem. Ela é bela, frágil, delicada; mas também é fera, forte e dissimulada. Seu sorriso de quem nada quer é sua arma, seu ardil na luta por seus direitos e desejos.

Nas duas faces de Eva
A bela e a fera
Um certo sorriso
De quem nada quer...

Em “A dominação masculina”, Pierre Bourdieu, ao falar sobre a economia dos bens simbólicos e estratégias de reprodução, afirma que: excluídas do universo das coisas sérias, dos assuntos públicos e mais especial‑ mente dos econômicos, as mulheres ficaram durante muito tempo confinadas ao universo doméstico e às atividades associadas à reprodução biológica e social da descendência; atividades (principalmente maternas) que, mesmo quando aparentemente reconhecidas e por vezes ritualmente celebradas, só o são realmente enquanto permanecem subordinadas às atividades de produção, as únicas que recebem uma verdadeira sanção econômica e social, e organizadas em relação aos interesses materiais e simbólicos da descendência, isto é, dos homens. (2011, p. 116).

Na música em análise, a paráfrase da passagem bíblica que diz: “Nem só de pão vive o homem” rompe com a imagem da mulher objeto sexual ou de reprodutora. Mas, no verso Nem só de cama vive a mulher, a conjunção nem não exclui a proposição que inicia. Ao contrário, adiciona, acrescenta outras necessidades e compromissos ao mesmo sujeito, o que representa a identidade da mulher da modernidade que acumula várias atividades além das domésticas, familiares e sexuais.

Sexo frágil
Não foge à luta
E nem só de cama
Vive a mulher...

A intensidade e a particularidade femininas, o sofrimento biológica e socialmente instaurado e emocionalmente marcado na crise de identidade podem ser observados na ironia ao se referir a clichês que identificam a mulher cultural‑ mente.

Mulher é bicho esquisito
Todo mês sangra
Um sexto sentido
Maior que a razão.

Ao estabelecer intertextualidade com o conto de fadas “A gata borralheira”, Rita Lee subverte a imagem da idealizada princesa. Sem sapatinhos de cris‑ tal, sem luxo gratuito, sem fada‑madrinha.

Gata borralheira
Você é princesa
Dondoca é uma espécie
Em extinção...

O verso que finaliza a estrofe retoma a característica de instabilidade, de mu‑ dança e liquidez das identidades na pós‑modernidade. A extinção da mulher dondoca, daquela que vive normalmente à custa e à sombra de um homem, indica o rompimento com velhas identidades, com os valores historicamente estabelecidos e perpetuados pela cultura. Não há mais espaço para o sujeito passivo.

Conclusão

O sujeito da contemporaneidade busca novas maneiras de identificar‑se na sociedade em que vive, e as várias transformações culturais que sofreu ao longo dos anos são também refletidas no caráter híbrido das identidades na pós‑modernidade. Considerando que as letras de músicas de autoria feminina recebem as marcas históricas, culturais e sociais da condição da mulher que busca representar metaforicamente a sua subjetividade e refletir sobre sua identidade, buscou‑se realizar uma análise sobre a representação da identidade feminina nas letras de rock considerando o apelo à liberdade e à ruptura.

Ao analisar a letra da canção “Cor de rosa‑choque”, de Rita Lee, foi possível observar a representação da identidade da mulher que, inserida nesse contínuo processo de transformação cultural, não pode mais ser vista como um sujeito único, homogêneo, pleno e predeterminado por forças sociais, como era o sujeito do Iluminismo.

As inegáveis marcas históricas de submissão à dominação do pensamento masculino ainda constituem a identidade feminina, mas, hoje, a mulher transita por diferentes papéis sociais e para cada posição assumida há também uma nova possibilidade de identificar‑se. Dessa forma, o sujeito feminino re‑ presentado nas letras de músicas compostas por mulheres – neste trabalho tomada como exemplo a música da cantora Rita Lee – é multifacetado e tem como principal característica o caráter fragmentado das identidades contemporâneas.

Fonte: Leia mais aqui
http://www.ucs.br/etc/revistas/index.php/conexao/article/viewFile/1809/1472

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Luan Santana


Luan Rafael Domingos Santana (Campo Grande, Mato Grosso do Sul, 13 de março de 1991) é um cantor e compositor brasileiro de música romântica/sertaneja. Atualmente o cantor tem dois Discos de Platina pela ABPD, pelos álbuns Luan Santana - Ao Vivo de formato CD e em DVD. Seu primeiro álbum ao vivo foi um dos mais vendidos durante todo o ano de 2010, já vendeu mais de 400 mil cópias e continua entre os mais vendidos do Brasil. O álbum apresentava canções como "Tô de Cara"; "Meteoro"; "Você não Sabe o que É Amor", "Sinais" , além de "Chocolate" e "Vou Voar".


Seu segundo álbum ao vivo foi gravado em dezembro de 2010 na HSBC Arena no Rio de Janeiro e lançado em abril de 2011.


O primeiro single foi "Adrenalina", canção que atingiu a primeira posição na parada da Billboard Brasil em 2010.


O segundo single foi "Química do Amor" com a participação de Ivete Sangalo. O terceiro single deste álbum foi "Um Beijo", ainda em 2011 a música "Amar Não é Pecado" virou tema da novela Morde & Assopra, da Rede Globo.


Luan já lançou quatro álbuns, dois de estúdios, e dois ao vivo. Seu primeiro álbum da carreira foi Tô de Cara que vendeu mais de 50 mil cópias por todo o Brasil. A canção mais bem sucedida do álbum é Meteoro que foi a segunda do álbum, com a canção o cantor passou a ser um dos artistas mais executados das rádio] do Brasil, de acordo com a Billboard Brasil.


No ano seguinte, em 2009 Luan lança seu primeiro álbum ao vivo, gravado em Campo Grande no Mato Grosso do Sul com um enorme publico de 85 mil pessoas. As canções que fizeram mais sucesso foi Você Não Sabe o que É Amor, Sinais, e Chocolate. Das 17 canções presentes no álbum, 7 fazem parte do seu álbum anterior. Esse álbum foi certificado com Disco de Platina pela ABPD pelas 85 mil cópias vendidas no Brasil.


Em 10 de abril de 2011, Santana lança seu quarto álbum e seu segundo ao vivo, intitulado de Luan Santana Ao Vivo no Rio. O show foi gravado na HSBC Arena em 11 de setembro de 2010. Mesmo um ano após o lançamento o álbum alcançou a vigésima primeira posição nos gráficos Portuguese DVD Chart e Portuguese Álbuns Chart.


O álbum traz dezenove canções, sendo dezesseis inéditas e quatro canções parte de seu DVD. Adrenalina, Um Beijo, As Lembranças Vão na Mala, e Amar Não é Pecado são os destaques do álbum, Santana fez uma parceria com a cantora espanhola naturalizada mexicana, Belinda na musica "Meu Menino, Minha Menina".


Em março de 2012, Luan Santana lança seu segundo álbum de estúdio intitulado de Quando Chega a Noite o álbum contou com canções que fizeram sucesso em várias partes do Mundo como Você de Min Não Sai, Nêga, e Incondicional. Por ser o álbum mais recente de Luan, sem duvida alguma é um dos mais comentados da carreira do cantor, que teve críticas positivas. Seu desempenho com as musicas foram grande, que Luan foi indicado ao Grammy Latino 2012. Além disso, o álbum foi o mais vendido de 2012, com mais 300 mil cópias.

Durante 2012 Santana fez mais de 200 shows no Brasil inteiro, tendo o maior empenho para o mês de junho onde foi destaque ao lado de Michel Teló nas festas juninas. Santana teve o maior numero de indicações na 18ª edição do Prêmio Multishow. Em 2010 ele venceu como a revelação do ano. 
Em 2011 o cantor foi vencedor do prêmio Melhores do Ano realizado pelo programa Domingão do Faustão na categoria de Melhor Cantor, além de ser premiado também com a melhor música, Meteoro. No dia 24 de abril de 2013, Santana ganhou ao lado de Roberto Carlos o prêmio de Melhor Cantor, realizado pelo SBT, o Troféu Imprensa.

Hoje em dia, Luan Santana é citado como um dos maiores cantores de sertanejo universitário. As letras das músicas de Luan Santana são umas das mais acessadas na internet, quando jovem também teve sucesso nos vídeos do Youtube, com suas musicas amadoras que foram cantadas por ele em algumas apresentações não oficiais. Com o violão Luan passou a fazer muitos shows para família e amigos, e as vezes também tocava e cantava em festinhas e concursos de música. O reflexo do talento de Luan foi aparecendo nesses concursos, já que grande parte das vezes ele ganhava as competições que participava. Foi aí que começou o sucesso na carreira do cantor.


No dia 07 de julho de 2013, Luan Santana gravou seu novo DVD na Arena Maeda, no Interior de São Paulo. Em 2014 Luan Santana gravou seu primeiro DVD Acústico, a gravação ocorreu nos Estúdios Quanta em São Paulo.

Biografia
Vida antes da fama
Luan Rafael Domingos Santana nasceu em 13 de março de 1991 em Campo Grande em Mato Grosso do Sul, onde viveu até seus oito anos de idade, durante esse período se mudou várias vezes incluindo as cidades de Maringá, e Manaus, e Ponta Porã por conta das transferências de trabalho de seu pai, que trabalhava em um banco. É filho de Marizete Santana, e Amarildo Domingos.

Luan sempre gostou de tocar violão, e aprendeu ainda quando criança por incentivo de seu pai, que notou o talento do filho com o instrumento. Luan iniciou sua vida escola na escola N.S Auxiliadora e também passou por várias escolas, conforme iria se mudando com a sua família por outras cidade. Santana costuma levar seu violão para escola e nas aulas vagas gostavas de tocar violão, assim como no intervalo. Santana também costumava tocar na Igreja que frequentou durante meses na cidade de Maringá.


Precisar quando a história do cantor Luan Santana, começou é tarefa difícil. Já aos três anos de idade na sua cidade natal, Campo Grande em Mato Grosso do Sul, ele chamava atenção de toda a família com os acordes afinados das músicas sertanejas que não parava de cantar. Clássicos como "Muda de vida" "Chico Mineiro" e "Cabocla Tereza" eram interpretados por Luan, sem nenhum erro na letra. Percebendo o seu talento, o pai deu de presente um violão, para incentivar ainda mais o pequeno cantor. A partir desse momento as apresentações ganharam uma atração a mais, Luan cantava e "tentava" dedilhar algumas notas musicais no instrumento, que se tornou inseparável a partir daí.


Com a insistência de amigos e familiares, aos 14 anos Luan Santana faz uma festa onde realizou sua primeira gravação. O local escolhido foi a cidade de Jaraguari também em Mato Grosso do Sul, cidade natal dos seus pais e vizinha a Campo Grande. A principal música do repertório escolhido para aquele dia era "Falando Serio", que até então, inédita e carro chefe nas suas apresentações.

Carreira musical
2008 — 2009: Início da carreira
Com um gravador amador, Luan Santana fez seu shows em 2008 que foi registrado como o primeiro CD. Mas ele não aprovou o resultado final, e acabou quebrando o CD por não ter gostado da qualidade do som. Já um amigo, ficou com uma cópia e acabou colocando no Youtube o que rapidamente acabou se espalhando e sendo aprovado pelo público que começou a pedir a música nas rádios de Mato Grosso do Sul, Goiás, Rondônia e Paraná.

No dia 11 de agosto de 2007, na pequena cidade de Bela Vista (MS), Luan Santana subiu ao palco pela primeira vez. Na época, Luan não cantava profissionalmente, nunca havia gravado sequer uma música em estúdio, mas foi contratado para este show devido o sucesso que ele fazia nas rádios da região com a música "Falando Sério". A partir daí, a agenda de Luan começou a ser dividida entre os estudos e os shows que começaram a ser marcados. Com agenda lotada de shows durante todo o ano de 2008.

Já que a agenda lotada não permitia que Luan Santana parasse e entrasse em estúdio para gravar o segundo CD, ele decidiu que o trabalho seria ao vivo e gravado em diversas cidades do Brasil por onde apresentava seu show. Assim que o CD ficou pronto, duas músicas começaram a aparecer como as preferidas do público de Luan Santana – "Tô de Cara" e "Meteoro" com isso ele começa a ser um dos artistas mais executados das rádios do Brasil e em poucas semanas o vídeo "Meteoro" atinge a marca de 10 milhões de acesso no Youtube. No verão de 2009, começa a explosão do jovem cantor, Luan quebra todos os recordes de público pelas cidades onde se apresenta, conquistando cada vez mais fãs e seguidores por onde passa.

Com o sucesso das músicas deste CD, em agosto ele novamente é convidado a participar da ‘Festa do Peão de Barretos’ e desta vez, se apresentou para um público de 50 mil pessoas, que cantam junto com ele seus principais sucessos. Luan recebeu destaque da mídia especializada de Barretos que o consideraram um dos maiores exemplos de ‘fenômeno da música sertaneja’. Viajando por todo Brasil para mostrar seu novo trabalho, Luan leva para estrada um espetáculo de luzes, som e efeitos especiais com uma grande produção, digna de um grande artista, que o Brasil já começa a conhecer, através do inconfundível timbre de voz e pelo carisma que tem no palco - marca registrada deste jovem, que promete mexer com o mercado sertanejo. Luan Santana participa de grandes eventos sertanejos como Caldas Country, Festa do Peão de Barretos, além das principais Festas de Peão e Exposições Agropecuárias de todo Brasil. A agenda de Luan Santana fechou o ano de 2009 com 300 shows realizados pelo Brasil, com média de 25 apresentações por mês; ele leva até seu público, um grande espetáculo porque Luan Santana se dedica a fazer o que ele mais gosta Cantar.

2010 — 2011: Sucesso e primeiros trabalhos
Contratado pela gravadora Som Livre, em novembro Luan lança seu primeiro DVD Luan Santana - Ao Vivo que foi gravado em 25 de agosto de 2009 no Parque das Nações Indígenas em Campo Grande que chegou as lojas no início de dezembro. Durante o prêmio Melhores do Ano, no Domingão do Faustão da Rede Globo em 2009, Luan consagrou-se vencedor na categoria Revelação do Ano. O novo trabalho chegou às lojas em dezembro e em poucos meses o cantor já é premiado com o CD e DVD Duplo de Platina, registrando a marca de 300 mil CD e DVD vendidos e fechando o ano de 2010 como o maior vendedor de discos do Brasil, segundo a ABPD. Em janeiro de 2010, Luan Santana faz uma participação de uma semana na novela da Rede Globo, Malhação, interpretando ele mesmo.

Luan Santana em apresentação.

O segundo álbum ao vivo do Luan Santana, intitulado Luan Santana Ao Vivo no Rio foi gravado no dia 11 de dezembro de 2010 na HSBC Arena, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.


O cantor apresentou uma megaprodução que teve direito a até uma catapulta – a mesma que Michael Jackson desenvolveu e usou em vários de seus shows. O músico apresentou 15 canções inéditas, entre elas A Bússola, Não Era pra Ser, Super-Herói e Palácios e Castelos, o cantor também recebeu Ivete Sangalo para cantar outra música inédita: "Química do Amor". Ele também cantou, além de Adrenalina, outras quatro músicas de seus três primeiros CDs: "Tô de Cara"; "Meteoro"; "Você não Sabe o que É Amor" e "Vou Voar" (essa com mais efeitos visuais). Além disso impressionou os fãs com um número de ilusionismo. Sob a assessoria do ilusionista Issao Imamura, o cantor "voou" bem alto até o teto da arena, içado por uma corda de aço.

Depois de Ivete, ele se apresentou ao lado da cantora espanhola naturalizada mexicana Belinda Peregrín, na canção Meu Menino, Minha Menina, mais uma exclusiva. Luan também cantou com Zezé di Camargo & Luciano. Segundo a assessoria de Luan, foram investidos R$ 4 milhões na produção do DVD, que ainda contou com um staff de 800 profissionais e em torno de 25 carretas para transportar equipamentos.

No Festival de Verão de Salvador, o cantor teve uma queda de pressão durante sua apresentação no palco e precisou se retirar do evento, Luan teve uma queda de pressão e logo foi atendido em uma ambulância, logo depois ele lamentou: "Era minha primeira vez em Salvador e, infelizmente, aconteceu isso". No dia 03 de setembro de 2011, Luan Santana se apresentou no Brazilian Day, um festival promovido pela Rede Globo que reúne vários artistas brasileiros em um palco montado nas ruas de Manhattan. O evento superou o recorde de público do ano anterior registrando mais de dois milhões de pessoas que lotaram a Sexta Avenida em Nova York, segundo os organizadores do evento. Esta foi a primeira vez que Luan Santana fez um show fora do Brasil, e para ele foi uma experiência única. “Fiquei muito feliz de encontrar brasileiros que estão tão longe de nossa terra. Levamos um pouco do que está acontecendo em nosso país com música sertaneja” – declarou.

2012 - 2014 Quando Chega a Noite, O Nosso Tempo É Hoje e Duetos


Em abril de 2012, lança seu segundo álbum de estúdio, intitulado Quando Chega a Noite, traz as faixas mais recentes do cantor, incluindo "Nêga", "Você de Mim Não Sai" e "Incondicional". Comparado aos seus lançamentos anteriores, Quando Chega a Noite tem cunho autoral, com Luan compondo sete das 17 faixas do álbum. Foi lançado com show do cantor em São Paulo. "Esse disco tem a minha cara: fiz sete músicas, ou seja, é o trabalho com mais composições minhas até hoje", revela.


O CD é produzido pelo próprio Luan com a ajuda de Fernando Zorzanello Bonifácio, da dupla Fernando & Sorocaba, parceiros de longa data de Luan. A faixa "Você de Mim Não Sai" virou trilha sonora da novela Avenida Brasil da Rede Globo.

Em junho de 2013, Luan lança simultaneamente seu primeiro extended play (EP) intitulado Te Esperando, contendo a faixa homônima e "Sogrão Caprichou" como faixas de trabalho, e As Melhores... Até Aqui, sua primeira coletânea.


Em julho de 2013, Luan gravou seu terceiro DVD O Nosso Tempo É Hoje na Arena Maeda, em Itu, interior de São Paulo. O show teve como ideia inicial de construir um mundo do Luan e de seus fãs, assim a área do show foi fechada em 360° fazendo com que as pessoal ficassem ligadas no show e assistiram ver um espetáculo nunca feito antes no Brasil. O show que trouxe uma onda mas tecnológica para o show com vários efeitos especiais que contou com características de uma rave, como tintas neons, animadores entre outros que contaram para a animação do público, com Joana Mazzucchelli como diretora. Flores de lótus como chafarizes faziam parte do palco, juntamente com os camarotes em forma de uma "cabana".

O DVD foi baseado em produções internacionais e a gravação custou R$3,5 milhões. A gravação foi então lançada em 21 de outubro de 2013, com "Tudo Que Você Quiser" como primeiro single do projeto. Cerca de 5 mil pessoas também assistiram ao show em salas de cinema pelo Brasil.



No mesmo mês, com a passagem do Papa Francisco pelo Brasil com a Jornada Mundial da Juventude, realizada no Rio de Janeiro, Luan foi um dos artistas que se apresentaram no palco do evento e cantou "Oração de São Francisco" diante de 3 milhões de fiéis na Praia de Copacabana. Também em julho, o cantor apresentou-se no Brazilian Day em Tóquio, Japão.


Luan estreou a turnê do disco O Nosso Tempo É Hoje nos dias 21 e 22 de fevereiro de 2014 no Citibank Hall em São Paulo, e percorreu todo o páis. O palco também possui a presença de uma tecnologia bem valorizada por efeitos especiais, com 155 módulos de LED, 48 moving lights e 16 jarags, formando painéis de iluminação.



Em 2014, participou da versão brasileira da canção "Bailando", um dueto com o cantor espanhol Enrique Iglesias. Esta versão foi incluída na compilação Duetos do cantor, lançada mais tarde naquele ano.

2015: Acústico

O quarto DVD do cantor, intitulado Acústico, foi gravado de forma acústica no dia 17 de dezembro de 2014, nos Estúdios Quanta em São Paulo. O projeto foi de temática Anos 60, onde todos os convidados que foram escolhidos a dedo pelo cantor e sua equipe, foram vestidos a caráter da época. A gravação foi lançada no dia 14 de abril de 2015 pela Som Livre, contendo os singles "Eu Não Merecia Isso" e "Escreve Aí", que alcançaram o topo da parada Brasil Hot 100 Airplay.


Vida Pessoal

Em fevereiro de 2011, Luan Santana adquiriu uma mansão avaliada em cerca de R$ 10 milhões de reais em Londrina, no estado do Paraná onde reside com sua família.

FONTE

https://pt.wikipedia.org/wiki/Luan_Santana

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Alessia Cara


Alessia Caracciolo (Brampton, Ontario, 11 de julho de 1996), mais conhecida pelo seu nome artístico Alessia Cara, é uma cantora e compositora canadense. Atualmente está contratada pela EP Entertainment e Def Jam Recordings e é mais conhecida por "Here", seu primeiro single de seu álbum de estréia, Know-It-All, lançado em 13 de novembro de 2015. Um sucesso inesperado, a canção alcançou o top 20 no Canadá e nos Estados Unidos. Antes de ser contratada por uma gravadora, Cara era conhecida por suas versões acústicas de canções que publicava em sua página no YouTube.

Alessia Cara (nascida Alessia Caracciolo) é de Brampton, Ontario, Canadá, uma cidade nos arredores de Toronto, onde frequentou a Cardinal Ambrozic Catholic Secondary School. Ela é descendente de italianos do sul da Calabria. Quando criança, escrevia poesias e fazia teatro. Aos dez anos começou a tocar guitarra e aprendeu sozinha a tocar várias músicas. Aos treze anos, começou seu próprio canal no YouTube, onde publicava covers em versões acústicas.



Carreira artística

Seu estilo tem sido referido como um suave blue-eyed soul, de voz sedosa, e também tem sido comparada a artistas como Farrah Franklin, Adina Howard, e Norah Jones. Alessia começou sua carreira fazendo covers no YouTube, também aparecendo em várias estações de rádio, incluindo o programa 15 Seconds of Fame da Mix 104.1 de Boston. E assinou contrato com a EP Entertainment e Def Jam Recordings em 2015, aos dezoito anos.



Cara lançou seu single de estreia através da Def Jam em abril de 2015. Intitulada "Here", a canção foi chamada de "música para todos que secretamente odeiam festas" pela MTV. A canção foi lançada pela The FADER e acumulou mais de 500 mil reproduções em sua primeira semana. Produzido por Pop & Oak e Sebastian Kole, a música é sua experiência pessoal indo a uma festa antes de perceber o quanto ela as odiava.



Em 5 de maio de 2015, a canção foi escolhida como uma faixa imperdível pela revista Spin, bem como também foi listada como uma "música que todos deveriam ouvir" pela Cosmopolitan. A canção também foi nomeada uma das melhores canções canadenses de abril pelo Complex, e incluida na lista das "20 canções que você precisa colocar em sua playlist do verão", da Billboard, em junho de 2015.

Em 29 de julho de 2015, Cara fez sua estreia na televisão cantando seu single "Here" no programa The Tonight Show Starring Jimmy Fallon.


Cara lançou um EP chamado Four Pink Walls com cinco músicas, incluindo seu single de estréia "Here". Seu álbum de estreia, Know-It-All, foi lançado em 13 de novembro de 2015.


Alessia Cara interpreta a música "How Far I'll Go" que integra a Trilha Sonora do filme de animação da Disney: Moana (Vaiana), lançado em Janeiro de 2017 no Brasil.










FONTE

https://pt.wikipedia.org/wiki/Alessia_Cara

http://mag.sapo.pt/cinema/atualidade-cinema/artigos/moana-vs-vaiana-porque-e-que-a-nova-princesa-disney-mudou-de-nome-na-europa?artigo-completo=sim

sábado, 16 de janeiro de 2016

Lucas Lucco



Foi lá que tudo começou a se concretizar. Em pouco tempo, o jovem que produzia e publicava seus próprios clipes na internet, foi conquistando um grande – e fiel – público. Depois das redes sociais, e um CD independente Lucas teve os seus primeiros contatos com grandes plateias e assim conheceu a dupla Fernando e Sorocaba que logo depois apadrinharam o jovem.


Em pouco tempo, o primeiro CD oficial, batizado de Tá Diferente e lançado pela Sony Music. Com uma média de 22 shows por mês, ainda faltava um registro ao vivo, que retratasse a atual fase da carreira do artista, celebrado não apenas pelas suas composições, como também por sua postura no palco, que o transformou em um dos artistas mais elogiados no quesito performance.

Em 2014, Lucas Lucco grava o seu primeiro DVD na sua na cidade-natal como cenário de seu primeiro DVD “O Destino” e em menos de dez dias após o lançamento recebeu disco de ouro da gravadora Sony Music pela vendagem de 25 mil cópias.


Lucas Lucco, nome artístico de Lucas Corrêa de Oliveira (Patrocínio, 4 de abril de 1991), é um cantor, compositor e atorbrasileiro. O músico mineiro também trabalha ocasionalmente como modelo, roteiriza e dirige seus próprios videoclipes, e já foi participante do quadro Dança dos Famosos do programa Domingão do Faustão, e repórter por um dia do programa CQC. No final de 2015 participou de um campeonato de CrossFit na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, chamado P9 Games.


Nascido em Patrocínio, município de Minas Gerais, filho do radialista Paulo Roberto de Oliveira e de Karina Luiza Corrêa de Oliveira, irmão de Leandro Corrêa de Oliveira que é dj, Lucas começou a cantar e a aprender a tocar violão aos 10 anos, ele fez sua primeira composição aos 11 anos chamada "50%". Sua primeira apresentação foi também com 11 anos em um festival na escola. Ele começou a trabalhar com 13 anos como office boy, sucedendo carreira como vendedor em um shopping de Belo Horizonte e também como modelo profissional durante 5 anos, onde chegou a ser conhecido pelo nome Lucas Correa e fez diversos ensaios fotográficos.


Trabalhou ainda como promotor de eventos, e estudou até o quarto período do curso de Publicidade numa faculdade de Patos de Minas, mas decidiu trancar a faculdade para se dedicar integralmente à carreira, e fez parte ainda de um trio sertanejo chamado "Skypiras".


Segundo o cantor, ele encontra inspiração para as suas composições através da própria rotina das pessoas, ele diz que não tem nada melhor que isso pra que ele conte nas músicas o que todo mundo sente, por isso elas acabam se identificando. Tem como influências vários artistas da música sertaneja, tendo como os mais notáveis Zezé Di Camargo e Luciano e Jorge e Mateus. Devido à semelhança em algumas canções e no visual, Lucco tende a ganhar muitas comparações com Gusttavo Lima.



O início da carreira musical de Lucas teve como marco principal a gravação da música "Amor Bipolar", em 2011, que foi disponibilizada no site de vídeos YouTube sem altas pretensões, até que o empresário Rodrigo Byça viu o vídeo e entrou em contato com ele. Poucos dias após definitivamente largar a carreira de modelo e entrar no cenário musical, ele foi apadrinhado pela dupla Israel & Rodolffo, sendo que começaram a fazer shows juntos, e também gravaram a canção "Previsões".

O primeiro grande sucesso do cantor foi a música Pra te fazer lembrar, em um tom romântico, e alcançou quase 10 milhões de acessos no YouTube. Poucos meses depois, ele lançou dois novos sucessos, os singles " Plano B" e "Pac Man", que foram executados pelo mesmo no festival "Caldas Country 2012", realizado em Caldas Novas, Goiás. Com a alta divulgação e popularidade das canções, ele decidiu seguir um estilo mais atual, chamado arrocha: "Eu costumava ser mais romântico. Aí quando eu vi que Plano B, um arrocha, deu certo, eu quis compôr mais neste estilo. Eu fiz o que eu também gostaria de ouvir."


Em meados de 2012, Lucas lançou o seu primeiro disco, intitulado Nem te Conto, que conta com dezesseis faixas, incluíndo as supracitadas e outras canções de destaque, como "Na Horizontal" e "Nem te Conto (Sogrão)". Em março de 2013, Lucas Lucco lançou seu primeiro videoclipe oficial, intitulado "Princesinha", o qual ultrapassou o número de 4 milhões de visualizações em menos de 3 meses.


Seu nome artistico e a junção de 3 letras do seu nome com duas do seu sobrenome: LUC = Lucas C = Corrêa O = Oliveira.

Parceria com a dupla Fernando & Sorocaba

Tamanho sucesso repentino do cantor fez com que a dupla de cantores e empresários Fernando & Sorocaba o convidassem para fazer parte da FS Produções Artísticas. Além de fazer parte do escritório da consagrada dupla, Lucas Lucco lançou uma música junto com eles, intitulada "Foi Daquele Jeito" uma regravação da canção original de Thaeme & Thiago, que também foram apadrinhados pela FS Produções.


Após o lançamento destes trabalhos, Lucas começou a ser comparado ao cantor Ricky Martin, o qual considera ídolo; e foi chamado por diversos meios de comunicação como "o novo popstar da música brasileira."

Seu primeiro sucesso após o lançamento do disco Nem te Conto foi a canção "É Treta", na qual fala na vantagem de não namorar.


Em março de 2013, Lucas Lucco lançou a música "Ninguém Podia Prever", em homenagem a morte do vocalista da banda Charlie Brown Jr., Chorão. Apesar dos dois estilos musicais serem distintos, a música foi bem recebida pelo público, entretanto recebeu algumas críticas, que o próprio cantor resolveu responder: "As pessoas não acreditavam que eu era fã, por ser sertanejo, mas as pessoas gostaram. Foi uma forma de expressar meu carinho."

Lucas Lucco faz atualmente cerca de 25 shows por mês fazendo sucesso por todo o Brasil , mas a maioria dos shows acontecem nos estados de Minas e Goiás. Ele mora na cidade de Rio de Janeiro. As participações do cantor na mídia, como televisão e rádio estão em alta, sendo que o cantor já participou até mesmo do Domingão do Faustão, em Abril de 2014.

Seu primeiro DVD, intitulado O Destino, foi gravado em 07 de Abril de 2014, em Patrocínio/MG, sua cidade natal, contando com o público de mais de 30 mil pessoas e participações de Anitta, Fernando e Sorocoba e Maluma. Seu disco foi disponibilizado para pré-venda no dia 10 de julho pelo Itunes. E foi lançado em DVD no dia 22 de julho de 2014.

Em 27 de novembro de 2015 lança seu quarto álbum (terceiro de estúdio), intitulado Adivinha com duas singles já lançadas anteriormente, "Vai Vendo" e "Quando Deus Quer", ambas com clipes também lançados antes do álbum.


Carreira de internacional e carreira de ator

De olho em carreira internacional, Lucas Lucco tem gravado e cantado em seus shows músicas em espanhol e inglês.

Em 2015 entrou na novela Malhação, temporada da qual teve estreia em agosto de 2015 interpretando Uódson. Segundo Lucas Lucco, ele se vê mais ator do que cantor no futuro.

FONTE

https://pt.wikipedia.org/wiki/Lucas_Lucco

http://www.lucaslucco.com.br/bio

sábado, 9 de janeiro de 2016

Gabi Luthai


Gabriella Maria, conhecida como Gabi Luthai. 


Nasceu em Araxá, Minas Gerais em 30 de março de 1993. Uma garota com talento enorme da música, saiu de Araxá e foi estudar Engenharia Civil no Rio de Janeiro. Mas o sonho de Gabi é ser cantora, e a artista vem construindo sua carreira de sucesso com músicas que compõe e covers de vários artistas famosos. 


Ela ficou conhecida principalmente por seus vídeos postados no YouTube, com covers de funk, sertanejo e música pop em geral. Alguns dos mais conhecidos são suas postagens interpretando canções de Naldo, Anitta, MC Lelek e os Federados, Gusttavo Lima e Luan Santana. Alguns de seus vídeos ultrapassam as 2 milhões de visualizações e milhares de comentários.






Gabi conseguiu batalhar os "momentos" difíceis da vida e da "internet" após um desastre que muitos acharam que iria acabar com sua carreira iniciante. Mais ela mostrou que conseguiu dar a volta por cima e não "cutucar" novamente nesses machucados.




Ela tem vários clipes no YouTube. Um dos seus clipes mais famosos é o cover de Adele com a música "Rolling In The Deep".



fonte

http://hitznoticias.blogspot.com.br/2015/02/gabi-luthai-biografia.html