quinta-feira, 19 de maio de 2016

João Donato



João Donato de Oliveira Neto (Rio Branco, 17 de agosto de 1934), mais conhecido apenas como João Donato, é um pianista, acordeonista,arranjador, cantor e compositor brasileiro.



Donato foi amigo de todos os expoentes do movimento bossanovista, como João Gilberto, Tom Jobim, Vinícius de Moraes e Johnny Alf, entre outros, mas nunca foi caracterizado unicamente como tal, e sim um músico muito criativo e que promove fusões musicais, de jazz e música latina, entre tantos outros.

Na década de 1950, João Donato se muda para os Estados Unidos onde permanece durante treze anos e realiza o que nunca tinha conseguido no Brasil: reincorporar a musicalidade afro-cubana ao jazz. Grava o disco A Bad Donato e compõe músicas como "Amazonas", "A Rã" e "Cadê Jodel".



Retorna ao Brasil, reencontra a música brasileira que estava sendo feita no país, mas não abandona sua paixão pela fusão entre o jazz e ritmos caribenhos. Como arranjador participou de discos de grandes nomes da MPB como Gal Costa eGilberto Gil.

Entre as composições mais conhecidas do músico, estão: "Amazonas", "Lugar Comum", "Simples Carinho", "Até Quem Sabe" e "Nasci Para Bailar". Segundo o crítico musical Tárik de Souza: "Durante muito tempo, João Donato foi um mito das internas da MPB.Gênio, desligado, louco, de tudo um pouco.



Biografia
Filho de um major da aeronáutica, João Donato de Oliveira Filho e Eutália Pacheco da Cunha, nasceu em Rio Branco no dia 17 de agosto de 1934, mas 11 anos depois mudou-se para o Rio de Janeiro. Desde cedo demonstrou ter mais intimidade com a música, aos cinco anos já tocava acordeon.

João Donato nasceu em uma família musical, seu pai que era piloto de avião, nas horas vagas tocava bandolim. A mãe cantava e a irmã mais velha, Eneyda, pretendia ser concertista de piano. O caçula, Lysias, pendeu para as letras e se tornaria o principal parceiro nas composições com Donato.

O primeiro instrumento de João foi o acordeão, no qual, aos oito anos, compôs sua primeira música, a valsa "Nini". Antes de completar 12 anos, o pai presenteou-lhe com acordeões de 24 e 120 baixos. Em 1945, Donato pai é transferido, e a família tem de deixar Rio Branco rumo ao Rio de Janeiro.

Em pouco tempo, passou a frequentar o circuito musical das festas de colégios da Tijuca e adjacências. Tentou a sorte no programa de Ary Barroso. Intransigente, Ary rodou o tabuleiro da baiana e sequer quis escutá-lo, sob a alegação de que "não gostava de meninos-prodígio".
Ao profissionalizar-se, em 1949, aos 15 anos, Donato já havia participado das jam sessions realizadas na casa do cantorDick Farney e no Sinatra-Farney Fã Club, do qual era membro. Johnny Alf, Nora Ney, Dóris Monteiro, Paulo Moura e atéJô Soares, no bongô, estavam entre os componentes destas jams.

Na primeira gravação em que participa, como integrante da banda do flautista Altamiro Carrilho, Donato toca acordeão nas duas faixas do 78 RPM: "Brejeiro", de Ernesto Nazareth, e "Feliz aniversário", do próprio Altamiro. Pouco depois, migra para o grupo do violinista Fafá Lemos, como suplente de Chiquinho do Acordeom.

Década de 1950
Durante este período frequentou o Sinatra-Farney Fã Clube, na Tijuca, zona norte carioca, que durou apenas 17 meses, considerado por muitos estudiosos como uma escola para toda a geração que mais tarde criaria a Bossa Nova.

Em 1951, com apenas 17 anos, namorou Dolores Duran, que tinha 21. O romance gerou polêmicas e preconceitos a época, por ela ser mais velha que ele. Após um tempo, João resolveu se separar dela por causa das brigas da família do casal. Assim, ele a deixou e foi morar no México.

A partir de 1953, agora como pianista, Donato passa a comandar suas próprias formações instrumentais,– Donato e seu Conjunto, Donato Trio, o grupo Os Namorados – com quem lança, em 78 RPM, versões instrumentais para standards da música americana (como "Tenderly", sucesso de Nat King Cole) e brasileira (como "Se acaso você chegasse, do sambista gaúcho Lupicinio Rodrigues).

Três anos depois, a Odeon escala um iniciante para fazer a direção musical de "Chá Dançante" (1956), primeiro LP de Donato e seu conjunto. Antônio Carlos Jobim fez a seleção musical do disco de João Donato. O repertório escolhido porTom Jobim foi: "No rancho fundo" (Lamartine Babo – Ary Barroso), "Carinhoso" (Pixinguinha – João de Barro), "Baião" (Luiz Gonzaga – Humberto), "Peguei um ita no norte" (Dorival Caymmi).

Em seguida, Donato passa uma temporada de dois anos em São Paulo. Quando volta ao Rio, a Bossa Nova estava deflagrada. Ainda em 1958, grava "Minha saudade" e "Mambinho", em parceria com João Gilberto.
A convite de Nanai (ex integrante do grupo Os Namorados) parte para uma temporada de seis semanas em um cassino Lake Tahoe (Nevada) Donato adaptou as influências do jazz com a música do Caribe, como integrante das orquestras de Mongo Santamaría, Johnny Martinez, Cal Tjader e Tito Puente. E excursionou com João Gilberto pela Europa.

Década de 1960
Em 1962 regressa ao Brasil e concebe dois clássicos da música instrumental brasileira – "Muito à vontade" (1962) e "A Bossa muito moderna de João Donato" (1963), ambos pela Polydor. As canções foram relançadas no começo dos anos2000 em CD pela Dubas. com Donato ao piano, Milton Banana na bateria, Tião Neto no baixo e Amaury Rodrigues, na percussão.

Sobre "Muito à vontade", o jornalista Ruy Castro escreveu, por ocasião de seu relançamento em CD: "foi o seu primeiro disco ao piano e o primeiro mesmo para valer, com nove de suas composições entre as 12 faixas (...). Donato, que estava morando nos Estados Unidos durante a explosão da Bossa Nova, era uma lenda entre os músicos mais novos - para alguns, pelas histórias que ouviam, ele devia ser algo assim como o curupira ou a cobra d'água. Este disco abriu-lhes novos horizontes e devolveu Donato a um movimento que ele, sem saber, ajudara a construir". Estão lá "Muito à vontade", "Minha saudade", "Sambou, sambou", "Jodel".

"A Bossa muito moderna" introduz mais alguns temas originalmente instrumentais que, muitos anos depois, se tornariam obrigatórios em qualquer cancioneiro da MPB. Entre elas "Índio perdido", que viraria "Lugar comum", ao receber letra deGilberto Gil. Gil também é parceiro nos versos que transformariam "Villa Grazia" em "Bananeira". Já "Silk Stop" é o tema original sobre o qual Martinho da Vila escreveria "Gaiolas Abertas". A influência da música cubana é evidente em "Bluchanga", dos tempos em que Donato tocava com Mongo Santamaría.

Donato muda-se mais uma vez para os Estados Unidos e lá permaneceria por quase uma década. Trabalhou comNelson Riddle, Herbie Mann, Chet Baker, Cal Tjader, Bud Shank, Armando Peraza, etc. Formou, ao lado de João Gilberto, Jobim, Moacir Santos, Eumir Deodato, Sergio Mendes e Astrud Gilberto, o time dos que tornaram o Brasil de fato reconhecido internacionalmente por sua música.


"Piano of João Donato: The new sound of Brazil" (1965) e "Donato/Deodato" (1973) saíram respectivamente pela RCA e Muse Records, mas permanecem fora do catálogo no Brasil. Mas o disco que melhor representa a segunda temporada americana é "A Bad Donato" (1970), feito para o selo Blue Thumb, da Califórnia, e relançado em CD pela Dubas. Gravado em Los Angeles, "A Bad Donato" condensa funk, psicodelia, soul music, sons afro-cubanos, jazz fusion. Um Donato dançante, repleto de groove e veneno sonoro – antenadíssimo com o experimentalismo do sonho californiano - , considerado um dos 100 maiores discos da música brasileira pela Revista Rolling Stone.


Década de 1970
No Natal de 1972, Donato foi ao Rio e à casa do compositor Marcos Valle, onde encontrou o cantor Agostinho dos Santos, que sugeriu a Donato letrar suas criações instrumentais. Sendo assim, alguns temas de Donato ganharam letras e ganharam contornos de canção popular. Valle convidou-o a gravar um novo disco no Brasil, com o repertório formado a partir deste novo cancioneiro. O episódio é contado por Donato: "Eu ia gravar instrumental dentro de alguns dias e o Agostinho dos Santos falou: ‘Vai gravar tocando piano de novo? Todo mundo já ouviu isso. Se fosse você, eu gravaria cantando". A partir deste momento Donato deixa de ser integrante exclusivo da seara instrumental e entra para a MPB. Além de Gil, Martinho e Lysias, Chico Buarque, Caetano Veloso, Cazuza, Arnaldo Antunes, Aldir Blanc, Paulo César Pinheiro, Ronaldo Bastos, Abel Silva, Geraldo Carneiro e até o poeta Haroldo de Campos e o fonoaudiólogo e escritorPedro Bloch tornaram-se parceiros de João.



O disco "Quem é quem", lançado pela Odeon, em 1973 traz as músicas "Terremoto", "Chorou, chorou" (ambas com letra de Paulo César Pinheiro"), "Até quem sabe" (com Lysias), "Cadê Jodel?" (com Marcos Valle). Até Dorival Caymmi manda uma música inédita, "Cala a boca, Menino".


Em carta enviada a João Gilberto, em 13 de setembro de 1973, Donato não esconde o entusiasmo: "É o meu melhor trabalho em discos até o momento, tendo-se em conta o tempo que demorou, o que demonstra o máximo cuidado com que tudo aconteceu. E o resultado é um disco que eu simplesmente acho adorável". Também foi considerado um dos 100 melhores discos de todos os tempos pela Revista Rolling Stone.

Em 2008 "Quem é Quem" foi tema de programa inteiramente dedicado a ele, pelo Canal Brasil, apresentado por Charles Gavin; e de livro escrito pelo produtor e músico Kassim.

O álbum seguinte, "Lugar comum" (1975), pela Philips, dá sequência ao Donato vocalista, com a maior parte do repertório formado por ex-temas instrumentais. Há parcerias com Caetano Veloso ("Naturalmente"), Gutemberg Guarabyra ("Ê menina"), Rubens Confete ("Xangô é de Baê"). Só com Gilberto Gil são oito, entre elas "Tudo tem", "A bruxa de mentira", "Deixei recado", "Que besteira", "Emoriô" e pelo menos dois standards para qualquer antologia da canção popular: a faixa-título e "Bananeira".

No texto que preparou para o lançamento em CD de "Lugar comum", pela Dubas, Donato revisita um certo dia de verão nos anos 1970, na casa de Caetano. Ele se aproximara dos baianos a ponto de fazer a direção musical do show "Cantar", de Gal Costa, registrado em disco no ano anterior: "Tava todo mundo: Maria Bethânia, Gal, Caetano com Dedé e Moreno (...). Eles tinham meus dois discos "Muito à vontade" e "A bossa muito moderna" e eu sempre provocava, desafiando eles a fazer as letras. Quando surgiu essa melodia, o Gil inventou que era "bananeira não sei / bananeira sei lá (...)". Daí eu disse: "quintal do seu olhar". E ele: "olhar do coração. Como se fosse um ping-pong na segunda parte".

Lembram daquela excursão que Donato fez à Europa com João Gilberto, logo depois da primeira temporada americana? Pois foi num vilarejo italiano que a bananeira foi plantada. Donato explica: "As minhas primeiras letras surgiram a partir desses temas instrumentais já gravados, que eu pensava que não iam ter letra nunca. "Bananeira" era "Villa Grazia", o nome da pousadinha onde a gente ficou em Lucca, na Itália, acompanhando o João Gilberto numa temporada (...). Noventa e nove por cento das minhas músicas instrumentais trocaram de nome, por causa da letra".

Década de 1990
Depois desse período, Donato ficou quase vinte anos sem gravar. O mainstream da época parecia não absorver o que a turma pop começou a enxergar a partir dos anos 1990. A volta de João ao mundo do disco acontece em 1996 (ele lançara apenas o instrumental e ao vivo "Leilíadas", pela WEA, em 1986), com o álbum "Coisas tão simples", produzido por João Augusto, para a EMI. O disco traz "Doralinda", parceria com Cazuza, além de novas colaborações com Lysias ("Fonte da saudade"), Norman Gimbel ("Everyday"), Toshiro Ono ("Summer of tentation").

De lá para cá, Donato tem lançado seus álbuns sobretudo por três gravadoras independentes: Pela Lumiar, de Almir Chediak: "Café com pão" (com o baterista Eloir de Moraes, 1997); "Só danço samba" (1999); os três volumes da coleção Songbook (1999), além de "Remando na raia" (2001), encontro com Emilio Santiago (2003) e o reencontro com Maria Tita (2006). Na Deckdisc, faz "Ê Lalá Lay-Ê" (2001), "Managarroba" (2002) e o instrumental "O piano de João Donato", produzidos pelo roqueiro Rafael Ramos, além do disco gravado com Wanda Sá (2003).


Pela Biscoito Fino, saíram os encontros instrumentais com Paulo Moura ("Dois panos pra manga", 2006) e Bud Shank("Uma tarde com", este também em DVD). Pela Biscoito, Donato fez ainda o DVD "Donatural" (2005), onde recebe – em gravação ao vivo no Espaço Sérgio Porto, no Rio – diversas gerações de parceiros: de Gilberto Gil ao DJ Marcelinho da Lua; de Emilio Santiago a Marcelo D2; de Leila Pinheiro a Joyce, com direito a Ângela Rô Rô e o filho Donatinho, fera dos teclados e dos samplers.

João Donato vive no bairro da Urca, no Rio. Ele é casado com a jornalista Ivone Belem, desde 2001. É pai de Jodel, Joana e Donatinho.


FONTE


Bruno Moritz


Bruno Moritz (20 de novembro de 1982, Brusque, Santa Catarina- ) é um arranjador, compositor e premiado acordeonista brasileiro. É fundador e regente da Orquestra de Acordeon de Brusque. Autodidata, com apenas 4 anos aprendeu os primeiros acordes de sanfona, e, com 6, já tocava em festas. Aos 9 anos, subiu ao palco ao lado de Sivuca, começando uma amizade importante para a sua carreira.


Passou a viajar para apresentar-se ao lado do referido mestre em cidades do estado de Santa Catarina. Um pouco mais tarde, já se via cruzando o caminho de ídolos como Dominguinhos, Oswaldinho e Renato Borghetti. Passou a estudar outros instrumentos, como violão, piano, trompete, flauta, contrabaixo, violino, bateria, entre outros.



Em 2005, lançou o primeiro CD solo, "Toque do Povo de Algum Lugar", no qual tocou, além de acordeom, violão, contrabaixo, flauta e cavaquinho.

Em 2007, venceu o Primeiro Concurso Internacional de Acordeonistas, realizado na cidade de Jaú (SP) e, também, o Primeiro Concurso Roland Accordion, o qual se tornou o primeiro concurso de acordeom digital do mundo. A partir desse prêmio, concorreu na Itália e ficou classificado entre os 7 melhores do mundo.

Em 2008, lançou seu segundo CD no qual constaram algumas músicas próprias. Até 2010, foi o único brasileiro classificado para a "Copa Mundial de Acordeonistas"


Prêmios e melhores classificações em campeonatos
e festivais de acordeon
  • Campeão do Festival Internacional de Acordeom (2007), ocorrido no Brasil;
  • Vencedor do Roland Accordion (2007);
  • Quarto colocado nas copas mundiais de acordeon, da Nova Zelândia (2009); e da Itália (2012).

Discografia
Tempero Brasileiro
"Orquestra de Acordeon de Brusque Volume 2"
"Pedro Raymundo"
"ldo Krieger Inédito"
"Capim Limão"
"Orquestra de Acordeon Volume 1"
"TRIO"
"Toque do Povo de Algum Lugar"
"Passando a Hora como eu Passo"



Com talento e criatividade nas teclas e baixos do acordeon já reconhecidos dentro e fora do Brasil, o brusquense Bruno Moritz celebrou dia 13 de maio de 2016, na terra natal, três décadas de paixão pela música.


Acompanhado por gente que fez parte de uma carreira que ainda tem muita melodia para dar, o instrumentista de 33 anos aproveita a ocasião para lançar o DVDTitoco Ao Vivo, gravado nos Estúdios Café Maestro, em Itajaí, em dezembro do ano passado em um formato diferente, com músicos e público usando fones de ouvido para apreciar ao máximo o repertório.


FONTE
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bruno_Moritz

http://www.dicionariompb.com.br/bruno-moritz/discografia

http://dc.clicrbs.com.br/sc/entretenimento/noticia/2016/05/bruno-moritz-celebra-tres-decadas-de-amor-a-musica-com-show-em-brusque-5799126.html

http://dc.clicrbs.com.br/sc/entretenimento/noticia/2014/07/bruno-moritz-e-felipe-coelho-fazem-turne-pelo-sul-do-brasil-argentina-e-uruguai-4558090.html

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Quem não tem... Fantasia Real



Fantasia Real - Byafra

Quem conhece os segredos da imaginação

Não se perde nem perde a razão
Não precisa dizer de onde tirou
As ideias que deixa no chão

Quem passeia nos ventos

Que sopram do mar
Sabe que o tempo pode mudar
Pode ser calmaria
Pode ser temporal
Fantasia ou vida real

refrão (2x)

Quem não tem
Um mal que não se espanta?
De onde vem essa loucura santa?
E quem sabe explicar, dizer o que é normal?
Fantasia ou vida real? E quem sabe explicar,
dizer o que é normal?
Fantasia ou vida real?

A sempre perfeita e atualíssima "Fantasia Real", de Byafra. Feita especialmente por Danilo Caymmi para Byafra, a música, foi tema do personagem mais carismático da novela "Mulheres de Areia": Tonho da Lua, um dos personagens mais conhecido do ator Marcos Frota.

O cantor brasileiro Byafra nasceu no dia quinze do mês de outubro do ano de 1957, em Niterói – Rio de Janeiro e se chama Maurício Pinheiro Reis.


Iniciou sua carreira como cantor sendo vocalista da banda chamada O Circo no ano de 1970. Os sucessos da banda foram "Leão Ferido" e "Sonho de Ícaro", foi também o compositor de muitas músicas temas de novela, gravou quatorze álbuns e ganhou discos de ouro. As vendas de seus álbuns foram exorbitantes e suas músicas foram cantadas por cantores de renome do MPB.

No ano de 1998, precisou trocar a letra de seu nome que era “I” pelo “Y”, pois seu nome escrito Biafra aparecia em páginas falando da Guerra Civil nigeriana quando buscado na internet; e por isso ficou Byafra.

Fez parte do Coral do Centro Educacional de Niterói, comandado pelo Maestro Hermano Soares de Sá, com o qual realizou várias apresentações, com destaque para uma participação no Festival de Aberdeen, na Escócia. Na metade dos anos 1970, formou, com outros integrantes do Coral, a banda O Circo. O grupo fez inúmeras apresentações em Niterói e no interior do Estado do Rio, tendo Byafra como o principal vocalista.



Em 1979, acompanhado por seus colegas de O Circo, gravou o LP "Primeira Nuvem", com destaque para sua canção "Helena" (c/ Luiz Eduardo Farah), incluída na trilha sonora da novela "Marron Glacê" (Rede Globo), homenagem a sua paixão na época, a clarinetista Maria Helena Verani. 

Em 1980, lançou o LP "Biafra", contendo, entre outras, a faixa "Uma vez e nunca mais".


Em 1981, gravou o LP "Despertar" que, impulsionado pelo sucesso de sua composição "Leão ferido" (c/ Dalto), superou a vendagem de 100 mil cópias, o que valeu ao cantor seu primeiro Disco de Ouro.

Em 1982, lançou o LP "Menino", com destaque para a canção "Jogo Aberto".

Em 1984 foi contemplado com mais um Disco de Ouro pelo LP "Existe uma idéia", que incluiu as faixas "Aguardente" e "Realeza", além do sucesso "Sonho de Ícaro" (Pisca e Cláudio Rabello). 


Ainda na década de 1980, lançou os seguintes LPs: "O sonho deve ser" (1985), contendo "Seu nome" e "Outra forma de paixão"; "Toque" (1986), contendo "Guerra fria"; "Biafra" (1987), contendo "Estrelas no ar", "Não mais" e "Até o fim"; e "Biafra" (1989), contendo "Na hora H" e "Bye bye".


Na década de 1990, gravou os seguintes LPs: "Minha vida de artista" (1991), incluindo "Machuca e faz feliz"; "Infinito amor" (1994), incluindo "Perdões" e "Menina bonita"; e Ícaro (1998), incluindo "Rua Ramalhete" (Tavito e Ney Azambuja) e "Moldura". Esse último contou com a participação da cantora Rosana e do conjunto Roupa Nova.

CURIOSIDADE:


Fonte:

http://musica.culturamix.com/estilos/mpb/cantor-byafra

http://www.dicionariompb.com.br/byafra/dados-artisticos

terça-feira, 26 de abril de 2016

Flávia Caraíbas


Flávia Caraíbas é uma promessa da nova música popular brasileira. Cantora e compositora baiana, apresenta influências musicais da bossa nova, do samba, do pop e lírico. Página oficial (facebook).

Cantar, muita gente está cantando, mas com qualidade vocal, sensibilidade e carisma inconfundível, está cada vez mais raro no Brasil. Numa linguagem bem paradoxal ao conteúdo musical, rs, Caracaaaaaaaa, que música é essa? “O amor que um dia eu quis”, na voz de Flávia Caraíbas.

A cantora lançou às 20 horas, do dia 05/04/16 (terça-feira) um clipe no YouTube e já está bombando. O som é de tamanha qualidade que, o produtor musical de vários cantores de sucesso do país Rick Bonadio teceu elogios durante uma live, no Facebook.

O Amor Que Um Dia Eu Quis
Flávia Caraíbas

Nesses versos tão pequenos eu
Venho te dizer te quero bem
Quero mais do que pensei querer
Quero tudo o que eu posso ter

Por quanto tempo em minhas orações
Eu pedi pra te ter aqui
Hoje posso agradecer a Deus
Tenho você junto a mim

Você é meu canto de amor
Quero ter-te e te fazer feliz
Cantarei em cada amanhecer
Encontrei o amor que um dia eu quis

Lalaiê lalalalalaiê
Lalaiê lalalalaia

Cantarei em cada amanhecer
Encontrei o amor que um dia eu quis



Cantora e compositora baiana, nascida no interior da Bahia, na cidade de Bom Jesus da Lapa, residindo por 9 anos em Itabuna, onde deu início à sua carreira musical. Flávia começou a cantar desde os 7 anos de idade em igreja, e a partir dos 20 anos começou a se apresentar em restaurantes, barezinhos e eventos.


Com o objetivo de divulgar e investir em seu trabalho, gravou seu primeiro EP de maneira independente, no início desse ano de 2014, contendo 6 músicas, sendo 4 músicas autorais. O EP foi lançado em seu perfil no site palcomp3 e já é sucesso, com mais de 300 mil acessos.


A cantora, a cada dia, ganha espaço no cenário musical nacional. Apresentando influencia da MPB, bossa nova, samba e do pop, tem alcançado grande êxito na divulgação do seu trabalho, que tem atravessado as fronteiras regionais, chegando a ouvintes de vários estados do Brasil, através do seu perfil no Palcomp3.




Em setembro de 2015, o trabalho da cantora chegou aos ouvidos de Rick Bonadio, um dos maiores produtores musicais do Brasil, este, por sua vez, em uma transmissão de vídeo pelo facebook teceu vários elogios sobre o trabalho da cantora.


Flávia Caraíbas é uma cantora de voz doce e marcante que imprime às suas canções a serenidade contida nas letras. As letras de suas músicas falam das lutas diárias, dos amores, das contradições da vida, de esperança e de fé. E é pela certeza do poder que a música tem de desvelar sentimentos e sensações, trazer alento e ternura aos nossos dias que ela segue nessa estrada, buscando espalhar seu canto sob os cantos do mundo.




No dia 5 de abril desse ano lançou o seu primeiro videoclipe no YouTube da música “O amor que um dia eu quis”, música que faz parte do seu EP e já embalou muitas histórias de amor. No segundo semestre de 2016, Flávia Caraíbas estará lançando um novo trabalho.


A estudante Flávia Caraíbas, de 23 anos, cantora e compositora itabunense, está fazendo sucesso nas redes sociais. Flávia que canta desde os 7 anos, já gravou quatro músicas para divulgar seu trabalho, três músicas autorais e uma regravação. Flávia começou a cantar na igreja, é Cristã, no entanto sua proposta não é gospel, mas de cantar músicas com temas diversos, que falam sobre o cotidiano, a vida, os amores, e também sobre sua fé. Confira no link AQUI




FONTE




terça-feira, 19 de abril de 2016

Far From Alaska


Far From Alaska (lit. "Longe do Alasca") é uma banda brasileira de stoner rock fundada em 2012 em Natal, Rio Grande do Norte.


2012: Formação e primeiras apresentações

Na época da fundação da banda, todos os integrantes moravam em Natal, mas apenas o guitarrista Rafael Brasil e a vocalista Emmily Barreto nasceram lá. A tecladista Cris Botarelli é de São Paulo, o baixista Edu Figueira é de Mossoró e o baterista Lauro Kirsch é de Cuiabá.

Além disso, todos os membros vieram de experiências prévias com outros conjuntos antes de se juntarem em uma banda: Cris e Lauro tocaram juntos no Planant; ela também tocou com Emmily no Talma&Gadelha; Rafael já tocou no Calistogae, juntamente a Edu e Lauro, tocou no Venice.


O Far From Alaska foi formado em 2012, inicialmente apenas como um projeto de Cris e Emily para a última cantar. Chamaram os outros três membros e consideravam a banda apenas um projeto paralelo. No mesmo ano, venceram o concurso Som Para Todos, que lhes garantiu o direito de abrir o Planeta Terra Festival.

O festival marcou o segundo show da carreira da banda, que foi elogiada dois meses depois por Shirley Manson, vocalista do Garbage.


Segundo Cris, o nome da banda não tem nenhum significado especial; foi apenas uma sugestão da mãe de Emmily que acabou agradando os cinco integrantes, que não conseguiam chegar a um consenso.

Na mesma ocasião, a integrante também explicou que a banda não vê problema em fazer letras em inglês e que isso tem boa aceitação no público potiguar. Em outra ocasião, ela disse que a decisão foi natural uma vez que a grande maioria das bandas que o grupo escuta cantam em inglês.


2012-2014: Primeiros trabalhos: Stereochrome e modeHuman[editar | editar código-fonte]
Em outubro de 2012 a banda lançou seu primeiro EP, Stereochrome, com quatro faixas. O EP foi pré-produzido em Natal, gravado no Estúdio Tambor no Rio de Janeiro com produção de Pedro Garcia e mixado por Chris Hanzsek no Hanzsek Audio em Seattle, Estados Unidos.


Em maio de 2014, lançaram seu primeiro álbum pela Deckdisc, modeHuman, contendo 15 faixas, incluindo as quatro canções do EP regravadas. Uma das faixas, "Dino vs. Dino", foi lançada como single e recebeu um clipe, gravado nas Dunas do Rosado, em Porto do Mangue. Um segundo clipe está previsto para o segundo semestre de 2014. A faixa "Thievery" também recebeu um vídeo promocional, e um clipe para "About Knifes" deverá ser lançado em 2015.


Ainda em 2014, tocaram no FIFA Fan Fest de Natal, evento simultâneo aos jogos da Copa do Mundo FIFA de 2014.

2014-atualmente: Mudança para São Paulo e Lollapalooza
Ao final de 2014, numa entrevista para o portal da revista O Grito, Edu revelou que a banda iria se mudar para São Paulo, para facilitar as questões logísticas e abrir mais possibilidades. Em janeiro de 2015, parte da banda já havia se mudado.


Em 2014, foi anunciado que o grupo tocaria na edição 2015 do Lollapalooza Brasil. A apresentação do grupo foi elogiada pela crítica.

Em 12 de março de 2015, anunciaram a faixa "Relentless Game", composta e gravada em parceria com a banda de Brasília Scalene. Em julho de 2015, alguns membros ainda mantinham empregos paralelos à música: Rafael é diretor de arte em uma agência e Cris é advogada. Edu é formado em arquitetura, mas hoje vive apenas da música.


Em fevereiro de 2016, a banda lançou uma nova canção chamada "Chills", e também anunciaram planos para um novo álbum a ser lançado ainda naquele ano.

Em 2016, foi anunciado que participariam, juntamente a 13 outros artistas brasileiros, de um festival no Memorial da América Latina, em São Paulo, no dia 3 de dezembro do mesmo ano, em comemoração aos dez anos da revista Rolling Stone Brasil.


IntegrantesEmmily Barreto - vocalCris Botarelli - Sintetizador, lap steel e vocalRafael Brasil - guitarraEdu Filgueira - baixo e backing vocalLauro Kirsch - bateria



FONTE

https://pt.wikipedia.org/wiki/Far_From_Alaska

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Paulinho Mocidade




Cantor. Compositor. Nasceu e foi criado no bairro de Bangu, Zona Oeste do Rio. Filho de músico, o pai tocava clarinete na banda da Polícia Militar. Como jogador de futebol atuou como ponta-esquerda no time de juniores e profissional do Céres, Bangu, América-RJ e Seleção do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil, além de receber propostas do Fluminense (RJ), Vera Cruz (Méxioco) e Uracan (Uruguai). Participou como cantor de vários bloco de emplogação da Zona Oeste, entre os quais Bafo do Gato, Beijoqueiros de Realengo e Grilo de Bangu.



Aos 19 anos, levado pelo irmão mais velho, ingressou na Ala de Compositores da Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel, na ocasião, servia como fuzileiro Naval da Marinha do Brasil. Como puxador de samba-enredo foi contratado da Mocidade Independente de Padre Miguel (1990/1993); Unidos da Tijuca (1995/1996); Império da Tijuca (1997); Imperatriz Leopoldinense (2000/2002); Mocidade Independente de Padre Miguel (2003/2004); Águia de Ouro - SP (2005); Aliança - Cidade de Joaçaba - SC (2008); Imperatriz Leopoldinense (2009) e em 2010 intérprete da Escola de Samba Embaixadores do Ritmo.

Compôs com Tiago Alves (seu filho, compositor e jornalista) e Claudinho Guimarães o jingle para a campanha Campanha de doação de sangue do Instituto Hemorio, do Rio de Janeiro. Reconhecido pelo Estado e pelo Município do Rio de Janeiro, recebeu as medalhas "Tiradentes" e "Pedro Ernesto" por sua contribuição à cultura musical do Brasil.

Gravou o primeiro LP em 1979, quando foi escolhido através de uma seleção feita pela gravadora RCA para o lançamento de novos talentos. No disco "Se o caminho é meu", interpretou de outros compositores as faixas "A onda do mar levou" (Niltinho Tristeza e Nonô), "Pobre coração" (Noca da Portela e Daniel Santos), "Urubu de Belford Roxo" (Noca da Portela e Sérgio Fonseca), "Briga de instrumento" (Sarabanda e Manoelito Argolo), "Põe pimenta" (Beto Sem Braço e Jorginho Saberás) "Reza de São Benedito" (Carlito Cavalcanti e Nilton Santa Branca), "O bicheiro e a nega" (Sarabanda, Manoelito Argolo e Zezé do Cavaco) e "Digue, digue" (Wilsinho Saravá e Elias do Parque). Ainda neste disco incluiu de sua autoria "Olha a fila", "Fala viola", ambas em parceria com Jurandir do Nascimento, mas conhecido como "Bringela", "Tristeza" (c/ Dellano e Jurandir Bringela) e "Se o caminho é meu", parceria com Jurandir Bringela.



No ano de 1983 a Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel desfilou com seu samba-enredo "Como era verde meu Xingu", em parceria com Dico da Viola, Adil e Tiãozinho. No ano de 1987 Mestre Marçal, no LP "Sem meu tamborim não vou" (Gravadora Polydor), interpretou de Paulinho Mocidade e Franco as composições "Inconsequência" e "Me mata de amor", faixa na qual fez uma participação especial ao lado de Mestre Marçal.


Em 1989 a Mocidade Independente de Padre Miguel voltaria a desfilar com um samba de sua autoria, desta vez com "Elis, um trem de emoções", em parceria com Dico da Viola e Cadim, em enredo que fazia homenagem à cantora Elis Regina. Com o falecimento de Ney Viana (intérprete que defendeu a Mocidade durante 14 anos) neste mesmo ano foi escolhido para ser o intérprete oficial pelo patrono da agremiação, na época Castor de Andrade. No ano seguinte, em 1990, já como intérprete oficial da escola, sagrou- se campeão do carnaval carioca com o enredo "Vira-virou, a Mocidade chegou" (Toco, Jorginho Medeiros e Tiãozinho da Mocidade), enredo do carnavalesco Renato Lage.

Em 1990, ao lado de Carlinhos de Pilares, Aroldo Melodia, Tico do Gato, Gera, Neguinho da Beija-Flor, Rico Medeiros, Dedé da Portela, Izaias de Paula, Jamelão, Rixxa, Nego, Quinho e Dominguinho do Estácio, participou da coletânea "Sambas de enredo das Escolas de Samba do Grupo 1A - Carnaval de 1990" (gravadora BMG-Ariola), CD no qual interpretou a faixa "Vira virou a Mocidade chegou". Neste mesmo ano também participou do CD "Apoteose do samba-enredo" (vários/EMI-Odeon) no qual interpetou a faixa "A Festa do Divino" (Tatu, Neizinho e Campo), relembrando um samba-enredo da Mocidade Independente, com o qual a escola desfiulou no ano de 1974.


Em 1991 a escola Mocidade Independente sagrou-se bi-campeã com o enredo "Chuê-chuá as águas vão rolar", samba-entredo puxado por Paulinho Mocidade. Neste mesmo ano lançou, pela gravadora RGE, o LP "Moleque", no qual interpretou "Amor e sedução" (Naval, Léo Moura e Belo Xis), "Meu afã" (Zé Catimba e Adevanir), "É de maré" (Romildo e Sergio Fonseca), "Dona de mim" (Noca da Portela e Toninho Nascimento), "Estrela guia" (Nino Batera, Jorginho Medeiros e Ney Viana), "Vira virou a Mocidade chegou (Toco da Mocidade, Jorginho Medeiros e Tiãozinho da Mocidade), "Chuê chuá as águas vão rolar" (Toco da Mocidade, Jorginho Medeiros e Tiãozinho da Mocidade), "Dura realidade" (Alceu Maia e Toninho Nascimento), "Maquiagem" (Carlos Colla e Marcos Valle), "Dono do mundo" (Franco e Lourenço), "Ela disse-me assim" (Lupicínio Rodrigues), "Inquilino do universo" (Serafim Adriano e Liette de Souza) e "Cartão de identidade" (Djalma Cril e J. Carioca), além da faixa-título "Moleque", de autoria de Franco e Lourenço. Por essa época gravou o clipe "Globeleza", da Rede Globo de Televisão.


Em 1992 assinou o samba-enredo "Sonhar não custa nada, ou quase nada" (c/ Dico da Viola e Moleque Silveira), que foi apresentado no Sambódromo pela escola de Padre Miguel. Neste mesmo ano participou da coletânea "Sambas de enredo das Escolas de Samba do Grupo Especial de 1992" (BMG-Ariola), no qual interpretou a faixa "Sonhar não custa nada ou quase nada". Da coletânea também participaram Preto Jóia, Dominguinho do Estácio, Quinzinho, Aroldo Melodia, Gera, Quinho, Neguino da Beija-Flor, Dedé da Portela, Nego, Arlinhos de Pilares e Jamelão.


Em 1993, lançou o CD "Momentos", no qual incluiu a faixa-título "Momentos" (David da Vila, Guadalupe e Naldo do Cavaco), além de "Pra não te magoar" (Cleber Augusto, Jorge Aragão e Franco), "Pra ser minha menina" (Adilson Victor e Jorge Aragão), "Água benta" (Sombrinha e Ratinho), "Velho caderno (Arlindo Cruz e Franco), "Força do destino" (Henrique Damião e Donatílio), "Zabel" (Bedeu e Alexandre), "Fui um tolo (Adilson Victor, Sombrinha e Ratinho), "Partido antigo" (Sereno, Noca da Portela e Mário Sergio), "Outro só" (Mussum e Almir Guinéto), "Agiota" (Zé Roberto), "Mapa final" (Cleber Augusto, Bicudo e Djalma Falcão), "Macaco velho" (Almir Guinéto, Otacílio e Carlos Senna), "É o amor" (Paulinho Mocidade e Dico da Viola) e ainda "Quem mandou", de sua autoria em parceria com Jurandir Bringela, faixa na qual contou com a participação especial de Dona Ivone Lara.

Neste mesmo ano foi incluído na coletânea "Sambas de enredo das Escolas de Samba do Grupo Especial - Carnaval de 1993", no qual interpretou a faixa "Marraio feridô sou Rei", de autoria de Serafim Adriano, Edu Ferreira e Antônio Andrade. Ainda em 1993, ao lado de Wander Pires, Negro Martins, Tiãozinho da Mocidade, Toco da Mocidade e Wagner Russo, participou do "Escolas de samba enredos - Mocidade Independente de Padre Miguel", lançado pela gravadora Sony Music, disco qual interpretou as faixas "Sonhar não custa nada ou quase nada" e "Como era verde o meu Xingu".



No ano de 1994 deixou a Mocidade e passou a ser o intérprete oficial da Escola Unidos da Tijuca, escola que defendeu nos anos de 1995/1996. No ano de 1995 participou do CD "Sambas de enredo das Escola de Samba no Grupo Especial - Carnaval 1995", cantando a faixa "Os nove bravos do guarany" (Espanhol e Dário Lima) pela Escola de Samba Unidos da Tijuca.

Em 1996 participou do disco "Sambas de enredo das Escolas de Samba do Grupo Especial - Carnaval 1996" (BMG-Ariola) interpretando a faixa "Ganga - Zumbi expressão de uma raça", de Beto do Pandeiro, da Ala de Compositores da Escola de Samba Unidos da Tijuca. No ano de 1998 transferiu-se para a escola Império da Tijuca.

Em 2000 foi contratado pela Imperatriz Leopoldinense para cantar o samba que descrevia o enredo "Foi seu Cabral quem descobriu o Brasil, dois meses depois do carnaval" (dos autores Marquinhos Lessa, Amaurizão, Guga, Chopinho e Tuninho Professor), da carnavalesca Rosa Magalhães, com o qual sagrou-se campeão e recebeu o apelido de "Incendiário da Sapucaí" pelo desempenho empolgante na avenida, quando ficou marcado como "pé de coelho" por ter sido campeão ao estrear na escola de Ramos. Neste mesmo ano a cantora Dorina regravou "Se o caminho é meu" (c/ Jurandir Bringela) no disco "Samba.com", em faixa na qual a cantora contou com a participação especial de Dona Ivone Lara.


Em 2001, como puxador oficial da Imperatriz Leopoldinense, sagrou-se campeão do Grupo Especial interpretando o samba-enredo "Cana-caiana, cana roxa, cana fita, cana preta, amarela, Pernambuco. ... Quero vê descê o suco, na pancada do ganzá!", de autoria de Marquinhos Lessa, Guga e Tuninho Professor, com enredo criado por Rosa Magalhães. Recebeu o prêmio "Estandarte de Ouro", do jornal O Globo, como melhor intérprete do carnaval ao cantar este samba-enredo. No final deste mesmo ano, ao lado de outros artistas, fez o show de réveillon no Sambódromo, na Praça da Apoteose, no Rio de Janeiro.

No ano de 2003 voltou a ser o puxador oficial de sua escola de origem, a Mocidade Independente de Padre Miguel. Neste mesmo ano participou da fase eliminatória do "Festival Fábrica do Samba", no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro.

Em 2005 estreou no carnaval paulista defendendo a Escola Águia de Ouro. Neste mesmo ano, ao lado de Jorginho China, Adalto Magalha, Leandro Fregonesi e Eliane Faria, foi um dos convidados de Roberto Serrão em shows no bar Dama da Noite, na Lapa. Em 2007, por meio de votação popular no programa "Domingão do Faustão" (da Rede Globo) seu samba-enredo "Sonhar não custa nada..." foi eleito o melhor samba da história do carnaval e integrou o CD "Os mais belos sambas-enredo de todos os tempos", de Dudu Nobre. Em 2008 disputou como intérprete o carnaval de Santa Catarina atuando na escola Aliança, de Joaçaba.


Em 2009 foi escolhido pela direção da Imperatriz Leopoldinense para cantar na Marquês de Sapucaí o samba em homenagem aos 50 anos da agremiação.

Em 2010 voltou a ser o cantor da Escola de Samba Embaixadores do Ritmo. Foi finalista do "5º Concurso Nacional de Marchinhas da Fundição Progresso". Neste mesmo ano apresentou-se no programa "Agora no ar", da Rádio Roquette Pinto, com roteiro e apresentação de Ricardo Cravo Albin, no qual perfilou sua carreira artística, permeada por seus maiores sucessos. Ainda em 2010 iniciou o projeto de um novo CD cantando somente sambas de Chico Buarque, editado pelo Selo ICCA (Instituto Cultural Cravo Albin). Como compositor tem cerca de 40 músicas gravadas por nomes como Emílio Santiago, Dona Ivone Lara (Se esse mundo é meu), Wilson das Neves, Dorina, entre outros. Vencedor de oito sambas-enredo no Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Amapá e três pela Mocidade Independente: "Elis um Trem de Emoções", "Como Era Verde meu Xingu" e "Sonhar Não Custa Nada" pela Mocidade Independente de Padre Miguel.

Em 2012 lançou, no Rio Scenariun, na Lapa, o CD "Meu negócio é cantar samba", com músicas de sua autoria como "Lallauê" (c/ Martinho da Vila), "Amei demais" (c/ Afrânio Mello e Vadinho), "Meu negócio é cantar samba" (c/ Paulinho Rezende), "Se o caminho é meu" (c/ Jurandir Bringela), "Como era verde o meu Xingu" (c/ Dico da Viola, Tiãozinho e Adil), "Elis um trem de emoções" (c/ Dico da Viola e Cadinho), "Sonhar não custa nada, ou quase nada" (c/ Moleque Silveira e Dico da Viola) e interpretou de outros compositores as faixas "Pai olhai nossas crianças" (Claudinho Guimarães), "Sangue quente" (Altay Veloso), "Preta" (Altay Veloso e Délcio Luiz), "A fila já andou" (Marquinhos Lessa, Jorge do Finge e Adriano Ganso) e "Estou lhe devendo um sorriso" (Serafim Adriano), além da inédita "Samba livre" (Cadeia e Wilson Moreira), cantada em dueto com Wilson Moreira. O disco contou com arranjos e produção de Wanderson Martins.

No ano de 2013 com produção da Rádio Globo e Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, apresentou-se no projeto "Samba Amigo", como a principal atração no Parque Madureira, no bairro de Madureira, Zona Norte da cidade. No mesmo evento também se apresentaram Dorina, Léo Russo e os grupos de samba Firmamento e Samba Pra Gente. Durante a carreira apresentou-se em vários países da Europa, América do Norte e América do Sul.

Bibliografia Crítica

ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira - Criação e Supervisão Geral Ricardo Cravo Albin. Rio de Janeiro: Instituto Antônio Houaiss, Instituto Cultural Cravo Albin e Editora Paracatu, 2006. 

ALBIN, Ricardo Cravo. O Livro de Ouro da MPB. Rio de Janeiro: Ediouro Publicações S.A., 2003. 

http://www.dicionariompb.com.br/paulinho-mocidade

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Bellamore



A Bellamore vem de Volta Redonda, no Rio de Janeiro, é formada por Pedro Sárria (vocal), Matheus Pinheiro (guitarra), Roberto Vicentini (guitarra e sintetizador) e Igor Delesposti (bateria). O quarteto produz um som autoral pop-rock com elementos de música eletrônica e já lançou dois singles e um videoclipe.


Pedro Lopes (Vocal)
@pedro_bellamore

Igor Delesposti (Bateria) @igor_bellamore

Roberto Vicentini (Guitarra e Sintetizador)
@roberto_bellamore

Matheus Pinheiro (Guitarra e Sampler)
@matheus_bellamore

Bellamore já lançou dois singles em inglês e com uma forte pegada eletrônica e lançou um clipe, em 2014, para a música "Keep Yourself Alive". O clipe teve 28 mil visualizações. "Agora estamos produzindo um EP com canções em português e numa pegada mais pop. A letra em português é uma forma de se aproximar mais do público. Ainda utilizamos muitos elementos eletrônicos", explica.


As referências do quarteto são Coldplay, One Republic, Imagine Dragons e Calvin Harris. "A gente bebe em várias fontes. A música dialoga de um modo geral. Nunca fomos 'xiitas'", explica Matheus. O nome Bellamore foi escolhido para representar a relação dos quatro integrantes com a música: "Construímos o som da maneira mais bela possível".


Matheus e Roberto eram vizinhos na infância e começaram um esboço da banda em 2007. Eles pararam para o vestibular e, em 2012, voltaram com a formação atual e "levando tudo mais a sério". Bellamore toca em bares e pubs de Volta Redonda e cidades vizinhas, como Rezende e Penedo. "Fazemos releituras de sucessos, mas colocando um lado autoral. Sempre preferimos colocar nossa identidade", Matheus completa.



FONTE

http://gshow.globo.com/Musica/noticia/2016/04/banda-bellamore-do-superstar-ja-lancou-videoclipe-e-promete-sonoridade-cativante.html

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Braza



Se você acompanhou o término do Forfun, deve ter ficado um pouco confuso quando três integrantes da banda anunciaram o lançamento do projeto “Braza”. A banda Braza é formada por Nícolas Christ (bateria), Danilo Cutrim (guitarra e voz) e Vitor Isensee (teclado e voz). Pois é, queridos, só o Rodrigo Costa ficou de fora. 

Confira a conversa que nós tivemos com o Danilo para conhecer mais do Braza e entender o que aconteceu no finalzinho do Forfun: 


Vocês mal terminaram o Forfun e já criaram o Braza. Fazia tempo que o projeto estava no papel? 

Não muito. A gente decidiu parar o Forfun no meio do ano passado e acho que imediatamente depois a gente começou a convergir as ideias no Braza. Na verdade, quando você trabalha com música, sua produção nunca para, então toda hora você está fazendo melodia, letra. Esse foi só um processo que nós continuamos. 

Por que vocês quiseram formar uma banda exatamente com a mesma formação do Forfun, só que sem o Rodrigo? 

O Forfun é com o Rodrigo, então a ideia não foi formar uma banda todo mundo, sem ele. O Forfun completou 15 anos e chegou ao fim de um ciclo, é um projeto que quis dizer e disse muita coisa, teve uma trajetória bonita e cumpriu sua função. Agora é outro projeto, nós três. 


Essa pergunta é difícil, porque você está perguntando de uma forma diferente o porquê de ter acabado o Forfun. Nós não brigamos, só tomamos caminhos diferentes e as nossas ideias convergiram no Braza. Tenho certeza que o Rodrigo também vai seguir um caminho muito bonito. 

De onde veio o nome da banda? 

O nome vem de uma necessidade de externar a alma do projeto, que nada mais é do que a alma dos três juntos. É uma alma intensa, com força, com calor, com fogo, o nome encaixa perfeitamente com essa ideia. E também remete bastante ao Brasil, é importante resgatar um pouco nossas raízes e valorizar nossa cultura. 


A música “Embrasa” se assemelha muito às músicas do Forfun. Todas as músicas do álbum novo serão assim? 

Não, na verdade essa foi só a primeira música, no total são doze. É muito difícil uma música representar o disco inteiro, ou um projeto inteiro. O Braza tem uma influência muito forte do reggae e do rap, com uma atmosfera mais black, soul e funk. Claro que tem alguma veia rock, porque isso é quase genético, nós surgimos assim e é muito difícil separar. O Braza é um mix disso tudo. 


O que vocês quiseram expressar com o clipe de “Embrasa”? 

Ele é um pouco da alma do projeto, é um clipe quente, intenso, forte, ele é fogo, suor, ele é basicamente os adjetivos que a gente considera ser a alma do projeto. 


E tem outro lado importante, que é uma música que fala sobre batalha, sobre sacrifício e sobre alguma forma de se sentir vivo depois disso. Expressa a relação do homem com trabalho, que se modificou muito ao longo do tempo, e muda cada vez mais com a modernidade. As pessoas ficam presas em seus respectivos trabalhos, com más condições, ganhando pouco. Depois de uma semana inteira de trabalho, nada mais justo do que a pessoa querer sair um pouco dessa atmosfera e trocar experiências com outras pessoas, tomar uma cerveja, fumar um cigarro e dançar para se sentir vivo. 

O clipe de “Embrasa” fala um pouco dessa glória que vem depois da batalha, o povo brasileiro é muito batalhador, e nós quisemos expressar isso. 



FONTE

http://www.mtv.com.br/noticias/entrevista-membros-do-forfun-se-reunem-para-formar-a-banda-braza/