O Placa Luminosa é um conjunto musical brasileiro formado em 1977 no estado de São Paulo. O grupo se tornou conhecido em 1985 quando participou do Festival dos Festivais com a canção Mira Ira (Nação Mel), que ficou em 2º lugar e ainda conquistou o prêmio de melhor arranjo, construído na época pelo arranjador Mário Lúcio Marques.
Ney cantou a canção América do Sul, com uma letra contestadora quando o Brasil começava a sua transição democrática, e os integrantes do Placa Luminosa o acompanharam vestidos com calça amarela e o peito descoberto. A performance foi assistida por aproximadamente 140 mil pessoas presentes na abertura do Rock in Rio.
No mesmo ano, o Placa Luminosa ficou conhecido nacionalmente ao se destacar no Festival dos Festivais, evento comemorativo dos 20 anos da Rede Globo. A banda ficou em segundo lugar com a música Mira Ira e concorreu na final com nomes como Oswaldo Montenegro, Leila Pinheiro, Emílio Santiago, Língua de Trapo e Tetê Espínola.
Três anos depois começaram os sucessos. Um deles foi Mais uma vez, uma versão de Rosana Hermam para Just to see her, de Smokey Robinson. A canção, típica para embalar os corações românticos, começa com "Telefono / te procuro / mil loucuras pra pode te ver / mais uma vez...". A lista também inclui Ego e Não diga nada.
O embrião do Placa Luminosa foi originado em Brasília. Jessé, Ari, Ribah, Luizão e Mário Lúcio resolveram se unir e formaram em 1975 o conjunto Corrente de Força. "Cada um tocava em uma banda, tínhamos uma média de 22 anos de idade, um curtia o som do outro e rolou o encontro", diz Ari.
Segundo Ari, o movimento musical em Brasília era muito efervescente. "A qualidade musical das bandas de lá era muito boa. Eu não sei o motivo, mas não deixa de ser interessante. Brasília é uma mistura de gente do país inteiro e ali tem várias vertentes nordestinas, paulistas, cariocas. Então, essa mistura dá uma salada muito boa", conta.
O surgimento do Placa Luminosa ocorreu anos antes do aparecimento do Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Plebe Rude e Capital Inicial. "Quando essa turma surgiu, a gente já estava maduro para os caras", comenta Ari.
Nesse início de carreira, o Placa Luminosa embalou muitos bailes em São Paulo. De tanto fazer show na noite paulistana, a banda conseguiu fãs e respeito do público. "A primeira projeção nacional foi no Festival dos Festivais, mas aqui em São Paulo sempre fomos muito conhecidos. Fazíamos um repertório alternativo e tocávamos Pink Floyd e Yes, o que não era muito comum na época", relata Ari. "Tanto que um amigo nosso nos dizia para ouvirmos Milton Nascimento e a gente respondia para ele escutar Led Zeppelin", completa.
Discografia 1977 – Velho Demais 1978 – Chuvas e Trovoadas 1979 – Riacho da Lagoa 1981 – Neon 1988 – Placa Luminosa 1989 – Parece Real 1991 – Romance 1997 – Ponto de Partida 2007 – Beleza que se Espalha
Participações Jessé, fundador do grupo Jorge Ben Jor, Músicas para Tocar em Elevador (1997) Ney Matogrosso, Destino de Aventureiro (1985) César Camargo Mariano, A todas as amizades (1983) Tim Maia, vários shows (1982) Cláudio Tranjan, teclados Alex Oliver, teclados José Lobão , Lobão banda Blow Up, Back Vocals
"O nosso amor é lindo! / Tão lindo!/Nada pode ser mais lindo/ Do que o nosso amor..."
Se você tem mais de 30 anos com certeza vai lembrar de “Fica comigo”, tema musical de Olívia (Gabriela Duarte) e Arthur (Jonas Torres), na novela “Top Model” (1989-1990), que virou hit no "Xou da Xuxa" e foi responsável pelo sucesso da banda Placa Luminosa, que existe desde 1977.
“Nós trabalhamos com diversos artistas, como Cesar Camargo Mariano, Erasmo Carlos e Tim Maia, e até abrimos a primeira versão do Rock in Rio, com Ney Matogrosso, em 1985. Mas foi depois do tema da novela que veio o ponto alto da carreira”, disse Willian Santana, vocalista do grupo.
Passado o frisson dos anos 80, o grupo, composto por Luizão, Ari Nascimento, Ribah Nascimento e Willian Santana, seguiu pela estrada com shows em diversas cidades do interior. “Quando o auge passa, você tem menos espaço na mídia. Mas continuamos sendo reconhecidos pelo público do interior, por ter uma história na música e profissionais excelentes”, afirmou o vocalista.
Placa Luminosa nos anos 80
A banda nunca chegou a se separar, mas Willian ficou um tempo fora para realizar outros projetos. “Saí em 1994 para trabalhar com Fábio Jr. e colocaram outro integrante no meu lugar. Eu era backing vocal e ajudava em composições”, contou.
Seis anos depois, ele voltou a integrar o grupo e juntos começaram a planejar o DVD de 30 anos, gravado no teatro do Clube Pinheiros, em São Paulo, e lançado em 2007. “Fizemos um trabalho com músicas mais balançadas e menos românticas, mas os hits que fizeram sucesso nas novelas não puderam ficar de fora”, disse.
O grupo já se apresentou no Bar Brahma, em São Paulo, e teve até temporada estendida na casa. “Era para ficarmos um mês, mas já faz dois meses que estamos tocando lá. As pessoas são muito receptivas, pois guardam com muito carinho as músicas das novelas. O público paparica a gente”, falou Willian. “No show, tocamos músicas nossas, mas também dos artistas nos quais nos inspiramos, como Stevie Wonder, Lulu Santos e Tim Maia.”
Em 1977, Placa Luminosa gravou o primeiro disco, cuja faixa "Velho demais" foi tema da novela global, "Sem lenço e sem documento".
Mesmo com a boa execução no rádio e um relativo sucesso, o Placa continuou na estrada fazendo, basicamente, bailes pelos clubes do país inteiro. Aliás, bom que se diga, os clubes das cidades do interior, principalmente, era um ótimo espaço de trabalho para o músico brasileiro, coisa que, recentemente, tem-se a impressão, vem ressurgindo, só que, agora, nos bares das médias e grandes cidades do Brasil.
O ano de 1981 é especial na história do PLACA. Raul de Souza considerado, então, o 3º melhor trombonista do mundo, segundo a revista Downbeat, acaba de chegar de Los Angeles à procura de uma banda que pudesse tocar com ele, nas apresentações que faria em São Paulo, bem como na gravação de especiais para as TVs Cultura e Bandeirantes. Foi um golaço!
Tendo em vista que nas terras tupiniquins, para os segmentos tidos como formadores de opinião, tocar em bailes era uma atividade menor, porque, supostamente o músico de baile não seria criativo e, ou capaz de realizar trabalhos musicais dignos de respeito. Tocar com RAUL DE SOUZA foi um up grade. Era como se só agora, depois do "vestibular", a banda tivesse conseguido, finalmente, o passaporte para o time dos músicos propriamente ditos.
Ainda em 1981, gravam o LP "Néon", disco onde já começa a ser desenhado o estilo MPB-POP-SOUL que, hoje, no novo CD "Beleza que se espalha" pode-se afirmar, bastante definido. Um som de MPB meio jazzy, meio bossa nova, meio soul e meio pop, estética essa (pop) que foi, sem dúvida, bastante mais acentuada na fase de grande sucesso, da década de 80.
Logo após a gravação de "Neon", com o nome já consagrado no meio musical, surgem várias oportunidades de trabalho, agora com nomes de expressão no cenário musical nacional. Aí vieram, Erasmo Carlos, Tim Maia, Cezar Camargo Mariano, com quem fizeram o show "A todas amizades" com enorme sucesso de público e crítica alem do especial "À Cezar" que foi realizado por Solano Ribeiro (aquele dos festivais da Record) na TV Manchete. Outro golaço!
Foi o próprio Cézar Camargo Mariano quem se encarregou de recomendar a PLACA para Ney Matogrosso, que estava atrás de uma banda para o show "Destino de aventureiro". Dessa vez não foi só um golaço. Foi uma goleada. Não é à toa que, o próprio Ney acha, até hoje, que esse foi o melhor show da sua belíssima carreira. É isso aí, o Placa estava nessa, e não era tudo. Juntos em janeiro de 1985 abririam o primeiro Rock in Rio.
A estrada e a luta continuavam. Sempre fazendo shows, bailes e muitas, muitas "demos". Chega o ano de 1997. Com a versão de "Just to see her", de Smokey Robinson feita por Rosana Herman, na mão, foram para o estúdio Transamérica. A canção foi gravada. Dias depois uma fita com a versão, "Mais uma vez" começou a tocar na Jovem Pan e depois na rádio Cidade e depois na Band etc ,etc. O resto é história.
Nos dois anos que se seguiram vieram os sucessos "Fica comigo" (novela Top Model-Globo) e "Ego" (novela Mico preto - Globo). Ambas as canções foram primeiro lugar nas paradas de sucesso em todo o Brasil.
Somente após 12 anos de ralação o Placa Luminosa seria, finalmente, uma banda reconhecida nacionalmente, como é até hoje. Um grande sucesso que está de volta ainda melhor.
Placa Luminosa - Beleza que se espalha (2006)
Faixas: 01 - Mapa da mina 02 - Não vou ficar 03 - Teu olhar 04 - Beleza que se espalha 05 - Seu guardião 06 - Sempre me engano 07 - Novo rumo 08 - Palavras de apaixonado 09 - Meu coração é tua casa 10 - Fim de semana 11 - Não há dinheiro que pague 12 - Sem graça 13 - Com dinheiro é mole (Quero ver duro) BONUS TRACKS: 14 - Fica comigo 15 - Mais uma vez (Just to see her) 16 - Faz de conta
Cantora, Compositora e Professora de Música... neta do poeta da Academia Maranhense de Letras Carlos Cunha (1933-1990) Carol Cunha licenciada em Música pela Universidade Federal do Maranhão; e em Educação Artística (UFMA, 2009), também estudou violão erudito, violão popular e canto lírico na Escola de Música do Maranhão (EMEM), onde formou-se em Percussão em 2009.
Carol Cunha, nascida em São Luís (1983), dedica-se ao estudo musical desde os 12 anos de idade. Em 2001 junto ao grupo de samba Ciranda, ficou em 1º lugar nas categorias de melhor música e melhor intérprete o Concurso de Pagode promovido pelo Programa Maranhão TV (TV Difusora/SBT).
Desde 2002 compôs parceria musical com sua irmã, na dupla Carol e Ana Tereza, com repertório que combina clássicos da MPB, samba e chorinho, recebendo neste mesmo ano prêmio na categoria ‘Talento da Noite’, no Prêmio Universidade FM (Rádio Universidade).
Em 2003, no III Festival Maranhense de Músicas Carnavalescas (Sistema Mirante de Comunicação/Rede Globo), a dupla recebeu prêmio ‘Melhor Intérprete’ e 1º lugar com a música "Paixão e Magia", "Oh LALÁ Fofão" (de Oberdan Oliveira).
Em 2005 receberam nova premiação na categoria ‘Talento da Noite’ (Prêmio Universidade FM) e representaram o Maranhão na IV Feira da Música 2005 (Fortaleza/CE).
A dupla lançou, ainda em 2005, o CD A Fim de Você, trabalho com composições próprias e de compositores como Antonio Vieira, Marcelo Guimarães, Gerude, César Nascimento, César Roberto, Glad, Carlos Cunha, Wanda Cunha, Isabel Cunha e Jarbas Nojosa (com produção de M. Lussaray). Participou de todas as apresentações comemorativas ao Dia Internacional da Mulher entre 2005 e 2008 no show Mulheres de Upaon-Açu (SECMA/MA) e após realizarem o show Preciso de Alguém (2006, Teatro Alcione Nazaré), participou também da I Semana de Música do Maranhão (2007, Teatro Arthur Azevedo, SECMA/MA).
A Dupla Carol & Ana Tereza participou do 8º Festival Maranhense de Música Carnavalesca (2008, Sistema Mirante de Comunicação), nas Programações do Carnaval e do São João da Maranhensidade (2008, SECMA/MA). Em 30/09/2008 a dupla fez o show de abertura do grupo 14 Bis (Centro de Convenções de São Luís) no projeto MPB Petrobrás (Petrobrás/MinC).
Como compositora, Carol Cunha teve sua música ‘Beija-flor no paraíso’ (Carol e Wanda Cunha) entre as 12 classificadas para o 9° Festival Maranhense de Música Carnavalesca (2010/Sistema Mirante de Comunicação) e em 2012 participou da II Mostra SESC de Música Onde Canta o Sabiá, como compositora (em parceria com Wanda Cunha) e intérprete da música ‘Tribo de Poetas’, com sua irmã Ana Tereza.
Em 2013 Carol Cunha iniciou sua carreira individual e está gravando seu 1° CD solo. Participou em janeiro de 2013 do Festival Maranhense de Música Carnavalesca (Sistema Mirante de Comunicação), com o grupo As Sirigaitas, defendendo a música ‘É Folião, é maisena’ (Nosly Marinho) e, no show ‘Aos Nossos Mestres’ (Teatro Arthur Azevedo/Negro Axé), interpretou a música ‘Pisa na Fulô’ do mestre João do Vale.
Em setembro de 2014 lançou o clipe “Batucar” no youtube obtendo muitas visualizações, música de sua autoria em parceria com sua mãe Isabel Cunha e irmã Ana Tereza.
Em 19 de dezembro de 2014 participou do Show da IV Mostra SESC de músicas, interpretando a música de sua autoria “Por tanto tempo”, que passou por uma seleção, onde foram classificadas apenas 12 músicas para compor o show e ir para um CD da Mostra SESC de música Onde Canta o Sabiá.
Em 11 de fevereiro de 2015 defendeu a música “Vai quem quer É bom demais” , de autoria da compositora Wanda Cunha, no Festival SESC de Marchinhas, a música ficou em 1° lugar na categoria: Melhor Música.
Em 20 de fevereiro de 2015 deu inicio as gravações dos seus 2° e 3° clipes: Porta Aberta, composição de Selma Delago e Cachaça com Amendoim, autoria de Wanda Cunha. Produção dos Clipes: Mariana Parga.
Em setembro de 2015 grava as músicas Show Particular (Selma Delago) e Chove Saudade em Mim (Carol Cunha e Selma Delago). Gravação feita no Prateado Vips Estúdio - Rio de Janeiro no CD intitulado: Show Particular – Composições de Selma Delago.
Em outubro de 2015 lança o seu quarto Clipe: Mundo dos Apaixonados (Carol Cunha e Selma Delago). Produção de Mariana Parga.
Em outubro de 2015 inicia o projeto do CD Carol Cunha Canta Selma Delago em Duetos, com produção musical de Norlan Lima. Em dezembro de 2015 gravou em Barreirinhas dois clipes com participações dos modelos Igor Monteiro e Leo Possatti. Músicas: Chove Saudade em Mim (Carol Cunha e Selma Delago) e Pra quê (Selma Delago).
Em Janeiro de 2016 ficou entre as três músicas mais votadas na categoria Música do ouvinte, no Premio Universidade FM, onde interpretou a música Cachaça com Amendoim (Wanda Cunha e Tereza Cunha)
Em 22 janeiro de 2016 ganha como Melhor Interprete o Festival de Marchinhas, promovido pela TV Mirante, interpretando ao lado de Allysson Ribeiro e Zé Paulo a música: São Luís Bela chamada de Amor (Zé Paulo). Em 29 de janeiro ganha o prêmio de Melhor interprete no Festival SESC de Marchinhas, e também tem a sua música: Quero calar tua boca com um beijo meu ( Selma Delago e Carol Cunha) classificada em segundo lugar.
Atua como produção musical e também faz parte da grade de shows no Projeto Esquina da Arte desde dezembro de 2014. Além da carreira de cantora e compositora, Carol também atua como professora de música, onde da aula na sua escola de música: “Aulas de Música Carol Cunha”, e também está em estúdio finalizando seu primeiro CD solo intitulado: Carol Cunha – O show não pode parar e Carol Cunha canta Selma Delago em Duetos.
Diário da Música ♪♫: Carlos Navas Carlos Navas começou sua carreira em 1986 como divulgador artístico e produtor musical. A partir de 1992 passou a participar de backing vocals e trabalhar com jingles publicitários.
Seu primeiro disco, "Pouco Pra Mim", foi lançado em 1997. De lá para cá, já lançou outros 9 CDs: "Sua Pessoa" (2000), "Tanto Silêncio" (2003), "Algumas Canções da Arca…" (2004), "Pássaro Passará" (2005) (este, um trabalho especial sobre poemas de Sueli Batista, com participações de Tetê Espíndola e Clarisse Abujamra), "Quando o Samba Acabou - dedicado a Mário Reis (2007), ""Canções de Faz de Conta" (2007), "Tecido" (2010) e "Junte Tudo Que É Seu... Canções de Custódio Mesquita em Voz e Piano" (2011).
Em 2007, Navas participou de dois discos, em homenagem a duas grandes divas da música popular brasileira: "Maysa - Esta Chama Que Não vai Passar" e "Dolores - A Música de Dolores Duran".
No dia 26 de janeiro de 2011, foi lançado "Junte Tudo Que é Seu...", nono CD de Carlos Navas. O disco mantém a já tradicional proposta do cantor de alternar trabalhos inéditos com projetos especiais.
Em abril de 2010, chegou às lojas o oitavo disco do cantor, intitulado "Tecido". O repertório incluiu inéditas de compositores como Kleber Albuquerque, Paulo Padilha, Fred Martins e Alzira Espíndola. Navas também grava temas de Edu Krieger e Paulo César Pinheiro.
Um dos destaques do novo trabalho é o dueto com a cantora Lady Zu na faixa "Isso Não Vai Ficar Assim", da autoria do compositor vanguardista paulistano Itamar Assumpção.
O álbum é dedicado ao compositor Custódio Mesquita (1910-1945). Ao lado do pianista Gustavo Sarzi, ele faz um passeio delicado através da obra do compositor, incluindo parcerias com Sadi Cabral, Evaldo Rui, Mário Lago, Noel Rosa e Orestes Barbosa.
Clássicos como "Enquanto houver Saudade", "Nada Além", "Como os rios que correm pro mar", "Flauta, violão e cavaquinho", "Saia do Caminho" (de onde foi extraído o subtítulo), "Noturno em tempo de Samba", "Adivinhe Coração", "Mentirosa"e "Velho Realejo" são algumas das pérolas presentes.
Em 2012, Carlos Navas dividiu o palco com o ator Ando Camargo no espetáculo teatral/musical “Wilde Meets Porter”, sob orientação de Cássio Scapin.
No mesmo ano, gravou o prestigiado programa "Ensaio", criado e dirigido pelo jornalista Fernando Faro e transmitido pela TV Cultura de São Paulo. O show contou com a participação especial de Alaíde Costa. Licenciado diretamente pela Cultura Marcas ao artista, o programa transformou-se no primeiro DVD de Carlos Navas,com distribuição nacional pela Tratore.
Mario Reis, célebre intérprete a quem Navas já homenageara no álbum de 2007, também é reverenciado através de "Prazer em Conhecê-lo" (única parceria de Custódio e Noel Rosa) e "Doutor em Samba", imortalizadas em sua voz. Participações especiais de Rosa Marya Colin (Nada Além) e Alzira E (Nossa Comédia).
Em novembro de 2013, o Canal Brasil levou ao ar em seu programa "Faixa Musical" o show de lançamento do DVD "Ensaio", gravado na Sala Itaú Cultural, em São Paulo.
O repertório apresenta composições de Claudio Nucci, Tunai, Sergio Natureza, Rodrigo Leão, Anelis Assumpção, Jerry Espíndola, Tiago Torres da Silva e Alzira E, entre outros. Jane Duboc participa da faixa "Óbvio", de Fátima Guedes. Filó Machado e seu neto, Felipe Machado, com exatos 12 anos quando da gravação do álbum, estão em "Esse Nosso Amor" (Filó/Pedro Marcio Agi).
Em maio de 2015, é lançado o CD "Crimes de Amor" (Independente/Tratore) com um repertório contemporâneo em arranjos completamente acústicos, calcados em sonoridades e timbres de violões e contrabaixos.
O trabalho traz como faixa bônus a versão dançante de "Isso Não Vai Ficar Assim", dueto de Navas e Lady Zu, em remix realizado pelo espanhol Enrique "Quique" Gimeno, que vem sendo executado nas pistas de dança na região de Ibiza. O álbum recebeu elogios da crítica e teve show de lançamento no Tom Jazz (SP) em junho.
Gravadora Eldorado lança caixa com gravações de Elis Regina no 'Fino da Bossa' Formado por 3 CDs, box homenageia cantora nos 30 anos de sua morte. O sorriso indelével, os braços inquietos ao ritmo da música, os ídolos com quem dividia o palco.
Por conta dos 30 anos sem Elis Regina, toda a emoção daquelas segundas-feiras à noite, quando a TV Record transmitia o Fino da Bossa, foi compilada e agora relançada numa caixa com três CDs pela gravadora Eldorado, em parceria com o selo Velas.
Com 20 anos na época, Elis já havia sido aclamada como a melhor cantora brasileira no Festival da Canção. Mas mostrou que podia mais e, a partir de maio de 1965, passou a comandar por três anos o programa que projetaria uma série de outros dedicados à música na TV.
Não podia estar melhor acompanhada: com o Zimbo Trio, Jair Rodrigues e profissionais tarimbados atrás das câmeras, a Pimentinha cantou ao lado de lendas do calibre de Dorival Caymmi, Ataulfo Alves, Adoniran Barbosa e Tom Jobim. E graças às maravilhas tecnológicas, o melhor daqueles anos consegue ser recuperado nos CDs que compõem a caixa.
“Tirando o surgimento da cara do João e do Pedro na sala de parto, e da cara da Maria Rita, acho que essa foi talvez a primeira emoção forte que eu realmente tive na minha vida”, afirma a intérprete no encarte do álbum, outro ponto que merece destaque pelos depoimentos ali contido.
“Quando pisava o palco era um outro ser, com sua voz, com sua presença fascinante deixando a gente meio embriagado de êxtase e certo de que momentos como aqueles eram mesmo sublimes”, escreve Zuza Homem de Mello no mesmo encarte do álbum que também assina a produção artística e executiva.
Elis divide o palco com cantor Jair Rodrigues
no 'Fino da Bossa' (Foto: Divulgação)
Elis No Fino da Bossa Ao Vivo resgata toda a importância daqueles anos pós-golpe militar, onde a febre de compor do período nos presenteou com canções que hoje são clássicos de nossa música. Muitas que inclusive nasceram ali – como Upa Neguinho e Canto de Ossanha. Foi também no programa que a cantora pode desenvolver toda a desenvoltura que esbanjava nos palcos.
Como a saudade de Elis é grande, o álbum triplo nos ajuda a redescobrir uma importante fase dos 36 anos bem vividos da estrela que cantava com toda a emoção que podia. É só ouvir as faixas para entender a importância de Elis na música brasileira e notar que aquela gaúcha baixinha já era grande desde o começo.
Diário da Música ♪♫: Carlos LyraCantor, compositor e violonista, Carlos Lyra nasceu em Botafogo, no Rio de Janeiro. Eu & a Bossa – 60 anos de música” FOI apresentado dias 18 e 19/03/16, nos teatros João Caetano e Paulo Eiró.
Um dos últimos representantes da Bossa Nova, o carioca Carlos Lyra apresenta o show “Eu & a Bossa – 60 anos de Música” nos teatros municipais João Caetano, dia 18, e Paulo Eiró, dia 19.
O músico subirá ao palco acompanhado pelo instrumentista Fernando Merlino, também diretor musical do espetáculo, ao piano. O show é calcado no livro homônimo, lançado pelo cantor em 2008. A obra relembra a trajetória do movimento musical, que agora completa sessenta anos. “Durante mais de uma hora e intercalando as falas com muitas canções, conto como tudo começou no Rio de Janeiro, em plena Era JK [quando Juscelino Kubitscheck era presidente do Brasil]; falo de meus parceiros e suas histórias, do nosso tempo de glória e, depois, da dureza da época da ditadura, quando precisei me exilar por mais de cinco anos.
Lembro também passagens marcantes, como nossa apresentação no Carnegie Hall e as relações da Bossa Nova com personagens interessantes, como Brigitte Bardot, Jacqueline Kennedy, Vinícius de Moraes, Tom Jobim, João Gilberto, Ronaldo Bôscoli, Geraldo Vandré e Gianfrancesco Guarnieri”, conta.
Entre as muitas composições apresentadas, estão vários de seus clássicos, como “Minha namorada”, “Primavera”, “Sabe você?”, “Marcha da quarta-feira”, “Lobo bobo”, e “Quem quiser encontrar o amor”.
Aos 83, Lyra não aparenta a idade que tem. Segundo ele, o segredo talvez seja não parar e nem se acomodar. “Agora mesmo, enquanto apresento “Eu & a Bossa”, em São Paulo, já tenho outro show no Rio, “Além da Bossa”, só com composições inéditas minhas”, diz.
Lyra confessa que quando começou a rodar seu espetáculo pelo Brasil, imaginava que o público seria, na maioria, composto por “coroas”. “Mas tem muita gente jovem na plateia, muitos filhos daqueles que vivenciaram a era da Bossa, mas também muita moçada inteligente, interessada naquilo que o Brasil talvez tenha de mais significativo dentro de sua música popular”, conclui.
CURIOSIDADES
*Certa feita, Astrud Gilberto, João Donato e eu vínhamos de um estúdio de gravação, em Nova Iorque, quando passando por uma rua vimos uma cigana num sobrado e resolvemos consultá-la. Donato foi o primeiro a sentar-se frente a ela que, tomando-lhe a mão, disse: "Vou ler o seu passado." E Donato, com aquele ar perdido e olhar esgazeado, retrucou: "Não, gipsy o passado eu já conheço. Fale do futuro." Desconcertada, a cigana voltou-se para nós e confidenciou: "Ele é maluco..." Claro. Só a loucura poderia ser tão lúcida. De uma tacada, Donato descartara o passado. Quantos, para exorcizá-lo, necessitam recorrer à psicanálise ou mesmo às autobiografias...
Vinícius de Moraes, pouco tempo antes de morrer, estava num bar - o Barbas - sendo entrevistado por uma jovem e inconsequente jornalista que, enquanto "dava um tapa num baseado", perguntou-lhe: "Poeta, você está com medo da morte?" No que Vinícius indiferente ao constrangimento geral que se fez à sua volta, respondeu, serenamente: "Não, filhinha, estou é com saudade da vida...
Conceitos como passado, saudade, levam a intermináveis reflexões. Por exemplo, o que o poeta teria querido dizer com "saudade da vida"? Acredito que não se referisse à "toda a vida", mas sim à vida como um todo. Concordo que tudo que já aconteceu, na vida, serviu como aprendizado, acrescentou, valeu. Mas, nem sempre, tudo foi gratificante.
Nesse caso, para mim, ter saudade de alguma coisa ou de alguém é, exatamente, de como essa coisa ou essa pessoa ficou na nossa memória. E, nesse sentido, mais uma vez, a palavra saudade representa uma contribuição enriquecedora de nosso idioma. Porque, no meu entender, saudade pode até ser triste, mas nunca melancólica como sua contrapartida internacional, a nostalgia. Esta, ainda que provoque emoções, sempre me deixa um gosto de algo incompleto, inacabado ou que não se encaixa, como já o fez em outros tempos. Feito aquelas músicas, filmes ou amores antigos que, por mais que os tenhamos apreciado, sempre se ressentem ante uma revisão.
Assim é que tenho saudades de Vinícius e da época áurea da Bossa Nova. Mas é a nostalgia que me bate quando lembro do Brasil nos anos 60, o que poderia ter sido e não foi. E afinal, por melhores recordações que tenha de minha adolescência e juventude, nunca aceitaria nenhum acordo que me fizesse voltar àquela época a não ser que pudesse carregar comigo todo o cabedal de experiência acumulado até hoje. Posso até sentir saudade do que já fui, mas não me arrependo de não ser mais.
É comum, nos colégios, que os professores solicitem pesquisas de seus alunos, o que leva a garotada a sair por aí, de gravador em punho, entrevistando, sobretudo, artistas e intelectuais, sobre os mais diversos assuntos. Recentemente, um desses grupos invadiu meu ateliê para pesquisar-me - como era de esperar - sobre Bossa Nova, Música Popular Brasileira e tal. Foi quando uma menina, de enormes olhos castanhos, quis saber: "Carlos, como era no teu tempo?" Apanhado, assim de surpresa, na hora respondi qualquer coisa, como: "Antes, preciso saber o que é o meu tempo." Não adiantava nem querer bancar o moderninho, porque o máximo que iria conseguir daqueles garotos era que me vissem como um "coroa legal".
Seja lá o que tenha eu declarado, não pude dar àqueles enormes olhos castanhos uma resposta que eu sequer tinha para mim mesmo. Para começar, não só o meu tempo como o próprio conceito de tempo em si, também pede reflexão.
Mais tarde, meditando sobre o assunto, veio-me à cabeça o filósofo Henri Bergson que, além de ter afirmado que o tempo é relativo, achava também que tempo é duração. Lembrei-me ainda - e mais uma vez - do poeta Vinícius de Moraes que parece concordar com isso, quando preconiza que o amor "...não seja imortal, posto que é chama mas que seja infinito enquanto dure".
Marcel Proust (que foi aluno de Bergson), achava que o futuro nada mais é do que o passado projetado para diante. Como devo então, pensar ou calcular meu tempo? Como tempo mecânico, contável, em horas, minutos, segundos? Ou o tempo como ele é percebido pelos meus sentidos? Em tempo contável, meu passado contém uma mala cheia. Devo, por isso, pensar que o meu tempo é o passado? Não sei.
Em termos mais dinâmicos, seria melhor que fosse o presente, com seu dia-a-dia renovador. Mas, o presente dura pouco, é muito rápido, vertiginoso. Quando a gente olha, já é passado. E o passado, já passou. O que resta, afinal? Como perspectiva, só mesmo o futuro. Então é isso. Já tenho a resposta para quando reencontrar a menina dos olhos castanhos: meu tempo é o futuro. Até lá, pois.
*Carlos Lyra abandonou o país após o Golpe de Estado no Brasil em 1964, só retornando em 1971.
*Casou-se com a atriz e modelo norte-americana Katherine Lee Revell (radicada no Brasil como Kate Lyra) na Cidade do México em 1969. Teve com ela sua única filha, Kay Lyra, cantora popular de formação clássica. Em 2004, seu casamento de 34 anos com Kate chegou ao fim.
Diário da Música ♪♫: Carlos e JaderUm sertanejo moderno, recheado de irreverência e alto astral, essa é a receita do sucesso da dupla Carlos & Jader, que apresentou para todo o Brasil a canção “Sou Foda”, um “funknejo” que retrata uma brincadeira amorosa com muito humor.
Carlos & Jader é uma dupla sertaneja brasileira formada pelos irmãos Carlos Clemes Pinheiro Gadelha e Jader Fran Pinheiro Gadelha, nascidos em Rio Branco, Acre.
A dupla começou a viajar pelo Brasil se apresentando musicalmente com a banda “Som Livre”, sendo Carlos o vocalista, e Jader assistente. Seu talento e carisma chamaram a atenção de um empresário, em um festival de música sertaneja em Porto Velho.
Foram convidados então a gravar um disco juntos em 2000, o primeiro da carreira como dupla. Mudaram-se para o berço do do sertanejo, Goiânia, e gravaram o CD “Eternidade”, já consagrando a música “Quem sabe amor sou eu”, de sua autoria.
Em 2006 decidem gravar um DVD ao vivo, cujo grande sucesso foi até tema de um casal no Big Brother: “Cala a Boca e me Beija”. A música estourou no Brasil inteiro e em todas as rádios, com seu refrão divertido.
No total são 14 anos de estrada, 7 CDs e 5 DVDs, Carlos & Jader, através de seus hits de repercussão nacional, como: “Ah Tá”, “Sou Foda”, Cala a Boca e me Beija”, “E daí”, “Sonho de Amor”, entre outra, são sucesso por todo o Brasil.
Em 2015 lançam o CD e DVD “Ao Vivo em Santa Cruz do Sul”, que conta com grandes sucessos e novos hits, como: “Em Plena Lua de Mel”, “Tudo É Nada Sem Você”, “Ô Mãe”, entre muitos outros. O álbum está à venda nas principais lojas do Brasil e Plataformas Digitais. A turnê 2015/2016 leva para a estrada um show emocionante e muito animado, que passa pela trajetória da dupla e seus maiores sucessos.
Legião Urbana, banda brasileira de rock que surgiu em Brasília. Ativa entre 1982 e 1996, foi desfeita após a morte do seu vocalista e líder, Renato Russo, em 11/10/1996. No período, lançaram dezesseis álbuns, somando mais de 25 milhões de discos vendidos. Em outubro de 2015, a banda retornou aos shows, com integrantes originais e novos músicos.
A banda foi formada em agosto de 1982 poucos meses após uma discussão de Renato Russo com sua antiga banda Aborto Elétrico, devido a uma briga com o integrante Fê Lemos (bateria) na música "Veraneio Vascaína" (na ocasião, Renato havia errado a letra e levou uma baquetada em pleno show). Com o fim da banda, Fê Lemos e seu irmão, Flávio Lemos (contrabaixo), reúnem-se com Dinho Ouro Preto e formam o Capital Inicial.
Para compor, Renato Russo se inspirava em bandas como Sex Pistols, The Beatles, Ramones, Gang of Four, The Smiths, The Cure, Talking Heads eJoy Division e no filósofo Jean-Jacques Rousseau (daí a inspiração para o nome artístico).
A primeira apresentação da Legião Urbana aconteceu em 5 de setembro de 1982 na cidade mineira de Patos de Minas, durante o festival Rock no Parque, que contou com outras oito atrações, entre elas a Plebe Rude. Esse foi o único concerto em que a banda apareceu com a sua primeira formação: Renato Russo (vocalista e baixista), Marcelo Bonfá (baterista), Paulo Paulista (tecladista) e Eduardo Paraná (guitarrista), hoje conhecido como Kadu Lambach.
Na verdade, a Cadoro Promoções — empresa responsável pela produção do festival — havia contratado o Aborto Elétrico e até impresso centenas de cartazes com o nome da banda formada por Renato Russo, Fê Lemos e André Pretorius. Mas como o grupo havia acabado, Renato convenceu o dono da produtora, Carlos Alberto Xaulim, a se apresentar com a banda que tinha acabado de formar com o baterista Marcelo Bonfá. Após a apresentação, Paulo Paulista e Eduardo Paraná deixaram a Legião. O próximo guitarrista seria Ico Ouro-Preto (irmão de Dinho Ouro-Preto, vocalista do Capital Inicial), mas foi logo substituído por Dado Villa-Lobos, que assumiu a guitarra da Legião em março de 1983.
Brasília era ainda uma ilha cultural em relação ao resto do país. Até 1978, a história curta da nova capital não lhe atribuíra ainda nenhum momento particularmente brilhante nas artes, até porque não havia sido formada a primeira geração de artistas brasilienses. Estes estavam surgindo, justamente ali, com a cara que aquelas duas primeiras décadas tinha tido na cidade.
“Química” era um dos hinos do Aborto Elétrico e foi a primeira canção daquela turma a ser gravada em fonograma e lançada em LP e K7 por todo o país.
Herbert Vianna (que já havia gravado seu primeiro LP com Os Paralamas do Sucesso pela gravadora britânica EMI) apresentou a Jorge Davidson, agente da gravadora, uma fita cassete com gravações de Renato Russo, o que interessou ao diretor artístico. A Legião Urbana foi chamada no final do ano de 1983 para gravar três demos, sendo duas delas Geração Coca-Cola e Ainda é cedo.
Logo de início o som feito pela banda não agradou aos executivos da EMI, que esperavam canções no estilo mais folk, pois a fita apresentada ao Jorge por Herbert Vianna foi do período em que Renato Russo estava tocando e cantando sozinho, fase chamada de Trovador Solitário. Foi então que Mayrton Bahia surgiu para intermediar a relação entre a banda e a EMI, explicando aos dois lados o que seria necessário fazer. Não tardou para que Jorge Davidson, assinasse contrato com a banda, em fevereiro de 1984.
O sucesso
Entraram em cena acelerando o andamento da música jovem brasileira. De toda a geração emergida no boom do rock nacional em 1985, a Legião Urbana foi a banda mais venerada pelo público e respeitada pela crítica. Apesar das letras consideradas sérias, por outro lado, o discurso não caía para a facilidade do tom panfletário.
Em 23 de julho de 1985, a Legião faz no Circo Voador, Rio de Janeiro, um concerto que mudaria a história da banda. Após a apresentação, eles são convidados a gravar uma fita demo com a EMI. No ano seguinte, por indicação de Marcelo Bonfá, entra o baixista Renato Rocha e começa então a gravação do primeiro disco.
O primeiro álbum, Legião Urbana, lançado em 2 de janeiro de 1985, é extremamente politizado, com letras que fazem críticas contundentes a diversos aspectos da sociedade brasileira. Paralelo a isso, possui canções de amor que foram marcantes na história da música brasileira, como "Será", "Ainda é cedo" e "Por Enquanto", esta última que é considerada como a melhor faixa de encerramento de um disco, segundo Arthur Dapieve, crítico e amigo de Renato Russo.
"Geração Coca-Cola" é outra música famosa deste álbum. Com ares punks e guitarras distorcidas, assumiam a voz daqueles que tinham crescido sob o regime militar, chamando-os de “Geração Coca-Cola”.
O segundo álbum, Dois, foi lançado em 1986. O lado lírico e folk aflorou mais. Se o primeiro trabalho tinha toda a urgência punk-aborto-elétrico, aquele era o contraponto, a visão complementar de um trovador que já não era mais solitário. O disco deveria ser duplo e se chamar Mitologia e Intuição, mas o projeto foi recusado pela gravadora, fazendo com que o disco saísse simples.
A primeira música, "Daniel na Cova dos Leões" é iniciada com um pouco da canção "Será" envolto a ruídos de rádio e do hino da Internacional Socialista. É o segundo álbum mais vendido da banda, com mais de 1,2 milhão de cópias .
"Tempo Perdido" fez um grande sucesso e se tornou um dos clássicos da Legião. "Eduardo e Mônica", "Índios" e "Quase Sem Querer" também fizeram muito sucesso.
O disco seguinte, Que País É Este 1978/1987 foi lançado em dezembro de 1987. O sucesso de Dois fez com que a gravadora pressionasse muito a banda para o lançamento de seu terceiro álbum, sem que houvesse repertório para isso. Das nove faixas de Que País É Este 1978/1987, apenas duas foram compostas depois de Dois justamente as duas últimas, Angra dos Reis, em menção à construção de uma usina nuclear na cidade fluminense, e Mais do Mesmo, que em 1998 daria título à coletânea Mais do Mesmo.
A música Que País É Este foi escrita em 1978, na época em que Russo ainda fazia parte do Aborto Elétrico. Faroeste Caboclo foi composta em 1979, na fase "Trovador Solitário" de Renato Russo. Com mais de nove minutos de duração, a música, que possui 168 versos e não tem refrão, conta a história do nordestino João de Santo Cristo. Russo a considerava sua Hurricane.
Apesar e por causa da reação ensandecida dos fãs, as turnês do grupo não eram longas. O imenso circo que era preciso se formar para cada show tornava aquele ritual um tanto quanto incômodo. Emocionalmente também era tudo muito intenso e desgastante. Renato, por ser o líder em quem os fãs depositavam tantas expectativas, sofria ainda mais com aquilo tudo. O apogeu dessa catarse coletiva aconteceu em 18 de junho de 1988, em Brasília.
Durante o show que marcava a volta da banda à cidade, os portões do Estádio Mané Garrincha foram abertos, na tentativa de conter os que não conseguiram comprar um dos 50 mil ingressos postos à venda. Com a tensão no ar, uma série de confusões se sucederam. Violência policial, discursos inflamados, bombas caseiras e a invasão do palco por um fã alucinado que se agarrou violentamente ao vocalista.
O cenário de caos terminou com a suspensão da apresentação e mais confusão. Cerca de 50 pessoas foram presas, mais de 300 ficaram feridas e uma série de péssimas lembranças como resultado. A turnê foi suspensa e, a partir dali, a Legião se voltaria ainda mais aos estúdios.
Show no Estádio Mané Garrincha e dedicação aos estúdios
Estádio Mané Garrincha, local de uma série de graves incidentes
que marcaram um novo rumo à Legião Urbana.
As Quatro Estações (1989)
O álbum As Quatro Estações de 1989, é considerado por fãs o melhor e mais inspirado trabalho do grupo, e inclusive pelo próprio Renato Russo. O disco possui o maior número de hits: são onze canções das quais pelo menos nove foram tocadas incessantemente nas rádios brasileiras.É o álbum mais vendido da Legião, com mais de 1,7 milhão de cópias, considerado a obra mais "religiosa" da banda. A obra de Renato Russo e, por consequência, da Legião Urbana circulava pelas fronteiras entre a ética pública e a ética privada, como definiu Arthur Dapieve no livro “Renato Russo, o Trovador Solitário”.
Seja na condução do país, da coisa pública, dos meios de comunicação ou na sinceridade e respeito aos sentimentos individuais, era preciso disciplina, compaixão, bondade e coragem. Neste disco, essas esferas da vida de todo cidadão eram rediscutidas. Juntando Camões com a filosofia de textos bíblicos e budistas, a poesia de Renato chegava ao auge da forma e se tornava ainda mais precisa sobre os problemas do seu tempo. Do desgaste das relações familiares à Aids, da intolerância e dos preconceitos sexistas ao amor romântico idealizado e inatingível, a Legião Urbana encerrava os anos 80 traçando o panorama daqueles tempos e jogando luzes de esperança para dias tão sombrios.
O baixista Renato Rocha tocou com o trio nos três primeiros álbuns e chegou a gravar o baixo de algumas faixas do quarto álbum, porém deixou o grupo devido a desentendimentos com os outros membros. As linhas de baixo originalmente gravadas por Rocha foram regravadas por Dado e Renato, que se revezaram nos baixos e guitarras. Músicas muito conhecidas, como "Pais e Filhos" e "Monte Castelo" fizeram parte deste álbum.
V (1991)
Lançado em novembro de 1991, V é considerado o disco mais melancólico da banda. Renato estava em um momento complicado de sua vida, por conta da descoberta de que era soropositivo um ano e meio antes, problemas no relacionamento com seu namorado, Robert Scott Hickman, e alcoolismo.
O álbum é repleto de canções atípicas para os "padrões" da banda. A atmosfera de "Metal Contra as Nuvens", com seus mais de onze minutos de duração, é um dos destaques, assim como a densa "A Montanha Mágica". A crítica social de "O Teatro dos Vampiros" e a melancólica "Vento no Litoral" foram as mais tocadas neste CD.
O Descobrimento do Brasil (1993)
O álbum O Descobrimento do Brasil de 1993 foi lançado na época em que Renato Russo tinha iniciado o tratamento para livrar-se da dependência química e mostrava-se otimista quanto ao seu sucesso. Ainda assim, as letras oscilam entre tristeza e alegria, encontros e despedidas. É como se, para seguir em frente, fosse necessário deixar muitas coisas para trás, e não se pudesse fazer isso sem uma boa dose de nostalgia.
Desta forma, Descobrimento é um álbum com fortes notas de esperança, mas permeado por tristeza e saudosismo. Ainda assim, é considerado por muitos o álbum mais "alegre" e delicado da Legião Urbana. Apesar de boas vendas, o CD não foi muito tocado nas rádios. As faixas de sucesso foram "Giz", "Vinte e Nove" e "Perfeição", música esta com pesadas críticas à situação política e social do Brasil.
A Tempestade (1996) e Fim da banda
O último concerto da Legião Urbana aconteceu em 14 de janeiro de 1995, na casa de apresentações "Reggae Night" em Santos, litoral do estado de São Paulo. No mesmo ano, todos os discos de estúdio da banda até 1993 foram remasterizados no lendário estúdio britânico Abbey Road Studios, em Londres, famoso por vários discos dos Beatles; e lançados em uma lata, intitulada "Por Enquanto 1984-1995". A lata também incluía um pequeno livro, com um texto escrito pelo antropólogo Hermano Vianna, irmão do músico Herbert Vianna.
A Tempestade ou O Livro dos Dias, lançado em 20 de setembro de 1996 , foi o último da banda com o Renato Russo vivo. Além disso, o álbum possui densas músicas, alternando o rock clássico de "Natália" e "Dezesseis", ao lirismo de "L'Aventura", "A Via Láctea", "Leila", "1º de Julho" e "O Livro dos Dias" e ao classicismo de "Longe do Meu Lado". As letras, em geral, abordam temas como solidão, passado, amor, depressão, homossexualidade, AIDS, intolerância e injustiças, sendo um disco "melodramático" e de alma triste.
Algumas canções do disco sugerem uma despedida antecipada, como diz o trecho "e quando eu for embora, não, não chore por mim", da canção "Música Ambiente". As fotos do encarte foram tiradas próximas à época do lançamento, exceto a de Renato, que foi aproveitada da sessão de fotos do seu álbum solo Equilíbrio Distante de 1995, já que o cantor, um pouco debilitado, se recusou a fotografar para o disco.
O álbum A Tempestade foi lançado inicialmente na época como um clássico livrinho com capa de papelão e anos depois relançado como álbum comum (caixa de plástico). A foto do guitarrista Dado é diferente entre as duas versões. Com exceção de "A Via Láctea", as demais faixas do álbum possuem apenas a voz guia de Renato, que não quis gravar as vozes definitivas.
Também não foram incluídas as frases "Urbana Legio Omnia Vincit" e "Ouça no Volume Máximo", presentes nos discos do grupo. Em seu lugar, uma frase do escritor modernista brasileiro Oswald de Andrade: "O Brasil é uma República Federativa cheia de árvores e gente dizendo adeus".
O fim oficial da banda aconteceu em 22 de outubro de 1996, onze dias após a morte do mentor, líder e fundador da banda. Renato Russo faleceu 21 dias após o lançamento de A Tempestade, no dia 11 de outubro de 1996. Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá seguiram suas carreiras e lançaram discos solo nos anos seguintes.
Boneco representando a figura de Renato Russo.
Após o fim - Uma Outra Estação (1997)
Uma Outra Estação foi um álbum póstumo. A ideia original era de que A Tempestade fosse um álbum duplo. Como saiu simples, o material não lançado foi retrabalhado e compilado no álbum de 1997.
Canções como "Clarisse" ficaram de fora do álbum anterior por desejo do próprio Renato, que a considerava com uma temática muito pesada. A letra da canção "Sagrado Coração" consta no encarte, porém não possui registro da voz de Renato. O álbum conta com participações especiais como Renato Rocha, baixista dos primeiros discos da Legião, e Bi Ribeiro, baixista dos Paralamas do Sucesso.
Em 5 de setembro de 2009, após rumores sobre um possível retorno às atividades, a família Manfredini, Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá e a gravadora EMI, alegam que eram infundadas informações sobre retorno da banda, esclarecendo que "uma possível volta da banda Legião Urbana é falsa. Não existe possibilidade alguma de uma volta da banda Legião Urbana. Quinze dias após o desmentido, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá fizeram uma participação especial em um concerto do festival Porão do Rock, emBrasília.
Em 2011, Villa-Lobos e Bonfá conduziram, juntamente com a Orquestra Sinfônica Brasileira, um show-tributo à Legião Urbana durante o Rock in Rio 4. O concerto contou com convidados (como Rogério Flausino, do Jota Quest, eToni Platão) que cantaram alguns sucessos da banda.
No ano seguinte, a MTV Brasil organizou um novo concerto-tributo para a série MTV ao Vivo, em São Paulo, pelos trinta anos da banda. A homenagem teve o ator Wagner Moura, fã assumido da banda, como vocalista principal, além também de participações dos músicos Fernando Catatau e Bi Ribeiro e ainda do guitarrista britânico Andy Gill, do Gang of Four, uma das maiores influências da Legião. Vinte anos antes, a banda participou da série Acústico MTV, também do mesmo canal.
Após uma longa disputa judicial com o filho de Renato Russo, Giuliano Manfredini, os integrantes remanescentes da formação da década de 1990, foram autorizados judicialmente a utilizar comercialmente a marca Legião Urbana através de uma decisão da 7ª vara empresarial do Rio de Janeiro, em 28 de outubro de 2014. Desta forma, em outubro de 2015, a banda voltou a ativa com a seguinte formação: o guitarrista Dado Villa-Lobos e o baterista Marcelo Bonfá, juntamente com o baixista Formigão (que pertence ao Planet Hemp) e o músico e ator André Frateschi para o vocal.
A banda retorna com uma turnê intitulada "Legião Urbana XXX anos", com a primeira apresentação em 23 de outubro na cidade de Santos, SP, depois Itacaré, BA em 1º de novembro e segue por outras cidades, comemorando os trinta anos do lançamento do primeiro disco.
Dado e Bonfá planejavam lançar também um box especial, com dois discos, um livreto e uma remasterização do primeiro álbum. O box iria conter as faixas "Será", "Geração Coca-Cola" e "Soldados", além de sobras de estúdio e versões que o Legião tocou para mostrar à gravadora no início da carreira.
O grande problema é a faixa "1977", gravada e nunca lançada devido à insatisfação de Renato com o resultado. A canção deu origem a dois grandes sucessos, "Fábrica" e "Tempo Perdido". Depois de pronto o box, Dado e Bonfá foram comunicados de que a música pertencia a Renato Russo com 75% dos direitos e Legião Urbana Produções Artísticas (em posse do filho dele) com 25%, sendo assim não poderia estar no box. Eles apresentaram um documento oficializado pelo Departamento de Censura de Diversões Públicas da Polícia Federal, provando que a letra era de autoria de Dado Villa-Lobos, Renato Russo e Marcelo Bonfá. Ainda assim, descobriram que 1977 foi registrada em 2003 no ECAD pelo filho de Renato. Devido a esse novo impasse, decidiram cancelar o lançamento do box, sem que isso interferisse na turnê.
Membros do Legião Urbana realizando um show tributo em 2012 com o ator Wagner Moura como vocalista. Da esquerda para a direita: Marcelo, Wagner e Dado. À direita deles e parcialmente cortado da foto está o baixista de apoio Rodrigo Favaro
Filmografia
Dois filmes relacionados à banda foram lançados nos cinemas brasileiros, em circuito nacional. Somos Tão Jovens, de Antônio Carlos da Fontoura, com roteiro de Marcos Bernstein e trilha sonora original de Carlos Trilha, retrata a adolescência de Renato Russo (interpretado pelo ator Thiago Mendonça) e o início de seu interesse pela música, abordando a criação e extinção do Aborto Elétrico e também sua fase Trovador Solitário e o início da Legião Urbana. Distribuído pelas empresas Imagem Filmes e Fox Film Brasil, estreou nos cinemas no dia 3 de Maio de 2013.
Pouco depois, em 30 de Maio, foi lançado Faroeste Caboclo, adaptação da canção homônima de Renato, dirigida por René Sampaio e com roteiro de Victor Atherino e Marcos Bernstein a partir da letra original, e com distribuição da Europa Filmes. No elenco, Fabrício Boliveira (o protagonista João de Santo Cristo), Ísis Valverde (a mocinha Maria Lúcia), Felipe Abib (o vilão Jeremias) e César Troncoso (o traficante Pablo).
A banda gravada por outros intérpretes
As canções da Legião Urbana inspiraram regravações por músicos das mais diversas estéticas e tendências. Entre as releituras mais conhecidas estão a de Cássia Eller, para "Por Enquanto", "Música Urbana 2", "Geração Coca-Cola", "Eu Sei" e "1° de Julho" (Composta pelo Renato especialmente para a Cássia); Pato Fu, para "Eu Sei"; Paralamas do Sucesso e Capital Inicial, para "Que País é Este?"; Jerry Adriani, Fagner, Leila Pinheiro e Ângela Maria, para "Monte Castelo"; Zélia Duncan, Reação em cadeia, Maria Gadú e Nenhum de Nós, para "Quase Sem Querer" Ira!, para "Teorema"; Paulo Ricardo, Lulu Santos e Tiago Iorc, para "Tempo Perdido"; Engenheiros do Hawaii, Leo Jaime, Biquini Cavadão e Calcinha Preta, para "Índios", Titãs e ainda a banda portuguesa The Gift, para "Sete Cidades" e "Que País é Este?"; do Barão Vermelho, para "Quando O Sol Bater Na Janela Do Seu Quarto", Charlie Brown Jr para "Baader-Meinhof Blues" e Sandra de Sá Lobão para "Mais do Mesmo", Marina Lima, Frejat e Nélson Gonçalves, para "Ainda é Cedo", Raça Negra e Simone, para "Será" e a banda argentina Attaque 77 para "Perfeição" e "Fábrica", Forfun, para "Metrópole".
Em 2010, a Legião Urbana foi o terceiro grupo musical da gravadora EMI que mais vendeu discos de catálogo em todo o mundo, com uma média de 250 mil cópias por ano. A banda é uma das recordistas de vendas de discos no Brasil incluído premiações da ABPD com dois Discos de Diamante pelos álbuns Que País É Este de 1987 e Acústico MTV de 1999; e faz parte do chamado quarteto sagrado do rock brasileiro, juntamente com Barão Vermelho, Titãs e Os Paralamas do Sucesso.
Em outubro de 2015, a banda retornou aos shows, com integrantes originais e novos músicos.
Diário da Música ♪♫: Miltinho: Milton Santos de Almeida, nome artístico Miltinho nasceu no Rio de Janeiro, em 31 de janeiro de 1928; e faleceu no dia 07/09/2014, aos 86 anos; vítima de uma parada cardíaca no Hospital do Amparo, no Rio Comprido, Zona Norte do Rio de Janeiro, onde estava internado havia dois meses em tratamento de um problema pulmonar.
Cantor e instrumentista. A carreira de Miltinho não se limitou somente ao Brasil. Gravou 10 discos de músicas brasileiras em espanhol, sendo lançados na América Latina.
Com a música “Mulher de 30”, Miltinho ganhou o reconhecimento do público. Recebeu vários prêmios, participou dos principais programas de televisão da época. O sambista também animou carnavais com marchinhas como "Nós os carecas".
No aniversário de 70 anos, em 1998, lançou o CD "Miltinho Convida", com elenco de alguns de seus aprendizes confessos, como João Nogueira, João Bosco, Luiz Melodia, Chico Buarque, entre outros. Já gravou também com Zeca Pagodinho, Elza Soares, Martinho da Vila, Ed Motta e Mariana Baltar. Como intérprete, lançou João Nogueira e Luiz Ayrão.
'Rei do Ritmo'
"Mulata assanhada", “Palhaçada”, “O conde”, “Laranja madura”, “Volta” e “Menino moça” são outros de seus sucessos, que lhe renderam o apelido de "Rei do Ritmo". "A vida, a meu ver, como ritmista, é um ritmo. Você tem ritmo para andar, para pegar ônibus... Se bobear, tropeça e cai", disse o cantor em entrevista para o documentário "No tempo do Miltinho" (2008), de André Weller. "Eu não sou astro de coisa nenhuma. Sou apenas um mero cantor de samba. O que me honra muito", definiu-se.
Também no filme, vencedor do prêmio de melhor curta brasileiro no festival É Tudo Verdade de 2009, Elza Soares, uma de suas parceiras, elogia: "A divisão de Miltinho, acho que ele tem ritmo até na ponta da orelha (...) Para mim, ele é único."
De acordo com Sandra Vergara, filha de Miltinho, ele havia parado de fazer shows há quatro anos, desde quando foi diagnosticado com princípio do mal de Alzheimer.