Roupa Nova gravou "Sapato velho" em seu álbum de estreia, em 1981. "Nos primeiros acordes parecia o Queen tocando. Ouvimos uma das melhores bandas da história da música pop mostrando a sua genialidade. A palavra é essa. Genialidade. E eu imagino a emoção dos autores de “Sapato Velho”, Mú, Paulinho Tapajós, Cláudio Nucci ouvindo a obra de arte que o Roupa Nova fez.
Todos os sucessos do Roupa Nova são músicas de alto astral: “A Viagem”, “Coração Pirata”, “Ando Meio Desligado”, “Dona”, “Felicidade”, “Whisky a Go Go”, e muitas outras. Sucessos que marcaram a história de milhões de pessoas.
“Sapato Velho”, por exemplo, nos leva a um sonho antigo do homem: viver o amor eternamente e voltar no tempo para resgatar a juventude. Confira:
Roupa Nova - Sapato Velho
A canção "Sapato Velho", lançada em 1981 pelo Roupa Nova (e composta por Mú Carvalho, Cláudio Nucci e Paulinho Tapajós), é um clássico da Música Popular Brasileira (MPB) que utiliza a metáfora de um sapato antigo para refletir sobre a passagem do tempo, a nostalgia e o desejo de continuar sendo útil.
A letra compara o eu lírico a um sapato velho que, embora não seja mais novo ou veloz, ainda serve e pode aquecer os pés de alguém, simbolizando a importância das memórias e a capacidade de, mesmo com as marcas do tempo, ainda oferecer carinho e companhia.
Antes de se tornar um sucesso nacional com o Roupa Nova, a música foi gravada originalmente por Paulinho Tapajós em 1979 e também pelo grupo Quarteto em Cy.
A interpretação do Roupa Nova, no entanto, conferiu à canção uma identidade atemporal que a tornou um dos maiores símbolos da banda.
"Sapato Velho" do Roupa Nova é uma clássica canção sobre nostalgia, amor duradouro e a beleza da passagem do tempo, usando a metáfora de um sapato gasto que ainda oferece conforto e utilidade, simbolizando um relacionamento que, apesar do desgaste, mantém seu valor e afeto, valorizando a cumplicidade e a história compartilhada em contraste com a juventude, com uma análise harmônica sofisticada que usa modulações sutis, tornando-a um clássico atemporal da MPB.
Representa a si mesmo ou o amor, que, embora desgastado pela idade, ainda serve para aquecer, confortar e proteger, assim como um amor que perdura.
O eu-lírico relembra sua juventude idealizada "andar bem mais de mil léguas"; e contrasta com o presente, aceitando as marcas do tempo e encontrando valor no que permanece.
A letra celebra a constância dos sentimentos, a importância das memórias e a segurança de uma relação construída ao longo dos anos, onde o amor se torna um refúgio.
Há um anseio por imortalidade e juventude "roubar a eternidade do sol", mas a música abraça a realidade do envelhecimento, encontrando beleza na simplicidade e na permanência.
"Sapato Velho" se tornou um hino para relações duradouras, um clássico atemporal que ressoa com diferentes gerações por sua mensagem universal sobre amor e tempo.
Lançada em 1981, é um dos maiores sucessos do Roupa Nova, reforçando a imagem da banda como mestres em baladas românticas com arranjos elaborados
Outras gravações: 14 Bis e Boca Livre também gravaram a canção.
Contudo, nenhuma das 10 músicas do disco permaneceu na memória afetiva do público com a força de Sapato velho, canção de Mu Carvalho, Claudio Nucci e Paulinho Tapajós que nem era inédita, tendo sido lançada pelo Quarteto em Cy há então três anos no álbum Querelas do Brasil (1978) e regravada em 1979 pelo coautor Paulinho Tapajós (1945 – 2013).
Sapato velho é o segundo single do álbum, sucedendo o single Corações psicodélicos (2023), gravado pelo sexteto com a dupla Anavitória e lançado em janeiro.



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