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sábado, 4 de janeiro de 2020

Minha Fama de Mau


Em 2001, Erasmo Carlos, compôs e gravou no álbum *Pra falar de amor* a música: Quem vai ficar no gol? 
Embora o título nos reporte ao futebol, esporte favorito dos brasileiros, a composição refere-se a corrupção dentro do contexto sócio-político-cultural, fazendo forte critica as mídias de comunicação de massa populacional, que a época do lançamento e também nos dias atuais, ora expõem, ora escondem e até mesmo distorcem os fatos, a depender, convenientemente, de suas afinidades com os envolvidos e os benefícios que daquele fato podem resultar. 

Para vencer o adversário é  precisa saber Quem vai ficar no gol? 

Erasmo faz uma pausa na música e tem uma conversa com o seu amigo Alcides citando como exemplo um cara que passou a vida ensinando algo ao filho e fazendo outra coisa bem diferente; e, então ele questiona: “Que que isso? Como é que fica? Como é que fica isso"? e, por fim conclui: "Este país precisa que alguém fique no gol. Este país não tem goleiro. Ele precisa que alguém fique no gol!” 



Paulo gravou um disco que não tocou em nenhum lugar

Se o povo não escuta, não cai no gosto e não vai comprar
É que o rádio só toca o que o povo quer escutar
E o povo só compra o que ouviu o rádio tocar
Me avisa, quem vai ficar no gol?

Quando o salário aumenta, a voz do povo quer festejar
É mais uma 'graninha' no fim do mês pra poder gastar
Só que pra ter o aumento o dinheiro sai de algum lugar
E seja de onde for, é o próprio povo quem vai pagar

Me avisa quem vai ficar no gol?
Quem vai ficar no gol?
Quem vai ficar no gol?

Gastou uma nota preta por um sapato italiano
Grife das mais famosas, seus pés na moda era o seu plano
Examinando o bicho, ficou com cara de imbecil
Embaixo da palmilha estava escrito "made in Brazil"
Me avisa quem vai ficar no gol?

João fez aniversário e convidou uma multidão
Num restaurante caro comemorou com muita emoção
Todos comeram muito e beberam mais do que já se viu
Quando chegou a conta o garçom gritou "seu joão sumiu!"

Me avisa quem vai ficar no gol?
Quem vai ficar no gol?
Quem vai ficar no gol?

Rosa namoradeira amava Antônio e Sebastião
Só que eles eram gêmeos e ela curtia a situação
Entre seus dois amores um belo dia ela se distrai
Quando nasceu o filho, os irmãos gritaram: "é a cara do pai"
Põe a rede na baliza, e me avisa

Me avisa quem vai ficar no gol?
Quem vai ficar no gol?
Quem vai ficar no gol?

Alcides, veja só! O cara passa a vida, 
passa a vida inteira explicando pro filho:
"Meu filho, um dos mandamentos é:
'Não roubarás'. É feio roubar. 
Aí o menino: Sim papai, sim. 
E, aí a vida passa, vai passando. 
Aí um belo dia o menino abre o jornal tá escrito: 
Desviado dinheiro público 
Ai o menino olha do lado do jornal tá uma foto. 
Ele olha a foto e diz: É papai! É papai!
Que que isso? Como é que fica? Como é que fica isso? 
Este país precisa que alguém fique no gol. 
Ninguém quer ficar no gol. 
Este país precisa que alguém fique no gol. 
Este país não tem goleiro. 
Ele precisa que alguém fique no gol!

Em 01/09/2019, 
Erasmo Carlos publicou uma foto de Alcides em suas mídias sociais e se despediu do amigo dizendo: "Este é meu secretário, amigo e conselheiro Alcides Dutra da Silveira Filho... eminente ser humano, que durante 40 anos me ajudou a administrar as aventuras da minha história...ele morreu de câncer ontem deixando as lembranças dos momentos admiráveis que vivemos juntos, serei eternamente grato por isso...tenha a Paz merecida!"


Erasmo Carlos cresceu na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro, cercado por elementos que tornariam sua identidade musical singular. Já adolescente, fez destacar sua personalidade no meio de um bando de fãs de rock´n´roll e bossa nova que se reunia no hoje famoso Bar Divino, na Rua do Matoso. Tim Maia e Jorge Ben, ambos maníacos por música, faziam parte dessa turma. Logo depois, conheceu o capixaba aspirante a cantor Roberto Carlos, quando concerto de Bill Haley no ginásio do Maracanãzinho. Aquela visão do herói do rock americano em solo brasileiro abriu a mente de Erasmo: de volta ao bairro, formou os Snakes com os dissidentes de outro grupo local, os Sputniks - que encerraram atividades após lendária briga entre dois de seus integrantes, Roberto Carlos e Tim Maia.



O grupo vocal de Erasmo estrelou algumas aventuras no underground do mercado musical, até ser contratado pela gravadora pernambucana Mocambo como "concorrentes" dos Golden Boys. Na Mocambo, The Snakes gravaram um bolachão de 78 RPM e também um compacto duplo em 1960, antes de chegarem, por fim, a um único LP, “Só Twist”, pela CBS em 1961. Como nem nesta oportunidade o grupo alcançou o sucesso, seu final foi decretado.


Sem seu conjunto e sem a perspectiva de gravação como artista solo, Erasmo foi arranjar trabalho como assistente do apresentador e produtor Carlos Imperial - por intermédio de quem viria a tornar-se crooner do grupo Renato & Seus Blue Caps, em 1962. Com Erasmo dividindo os vocais com o baixista Paulo César, Renato & Seus Blue Caps publicaram seu primeiro LP para a Copacabana. Curiosamente, não muito depois, os Blue Caps acompanhariam o próprio Roberto Carlos na gravação de "Splish Splash", numa versão para o português feita por Erasmo. O sucesso do disco garantiu não só a contratação de Renato & Seus Blue Caps pela CBS, como também o nascimento da lendária parceria entre Roberto e Erasmo.


Ao mesmo tempo, Erasmo - já com o nome artístico Erasmo Carlos - tornou-se versionista para diversos artistas. Isso, somado ao sucesso de suas parcerias com Roberto, o levou no final de 1964 até a gravadora RGE (mais direcionada à MPB e ao samba), para ser o nome do selo no já disputado mercado do iê-iê-iê. O pop-rock brasileiro, que começara com o rock´n´roll dos anos 50 e havia passado pelo twist do início dos anos 60, chegava ao iê-iê-iê naquele 1964 como um reflexo comportamental local à beatlemania. 

A Jovem Guarda agrupou as influências do pop britânico e ganhou popularidade definitiva a partir de setembro de 1965 - quando a TV Record estreou o programa Jovem Guarda. Apresentado por Roberto, Erasmo e Wanderléa em São Paulo por três anos seguidos, o programa deu visibilidade para que Erasmo e Roberto se tornassem os principais nomes e também compositores da Jovem Guarda, com talento de sobra para garantir material de qualidade até para os colegas. 

Em pouco mais de cinco anos na RGE, que se estenderam até o final dos anos 60, Erasmo gravou discos com acompanhamento dos amigos Renato e seus Blue Caps, os Fevers, The Jet Black´s e The Jordans, além do Som Três de César Camargo Mariano. Com o fim do programa (e do movimento) Jovem Guarda, Erasmo mergulhou ainda mais na bossa e na MPB que vinha tangenciando ao longo dos anos. Ele, que havia composto para festivais e até gravado "Aquarela do Brasil" em 1969 -, voltou a morar no Rio de Janeiro e foi contratado pela PolyGram.


Naquele início dos anos 70, a gravadora formou um elenco invejável de MPBistas e lá Erasmo deixaria gravados discos que bem mesclaram suas raízes roqueiras com as tendências da MPB. Influenciado pelo movimento tropicalista e pela música negra americana, cravou seqüência antológica de discos durante toda a década de 70, como “Carlos, Erasmo...” (1971), “Sonhos & Memórias 1941-1972” (1972) ou “Pelas Esquinas de Ipanema” (1978). Tal fase desembocaria, já no início dos anos 80, em período de grande sucesso comercial, com os discos “Erasmo Carlos Convida...” (1980), “Mulher (Sexo Frágil)” (1981) e “Amar Pra Viver ou Morrer de Amor” (1982).

Após trabalhar mais esporadicamente durante a década de 90 (quando regravou antigos sucessos, participou de homenagens à Jovem Guarda e de discos-tributos vários), Em 2001, completou 60 anos e lançou seu 22º disco, “Pra Falar de Amor”.. O show desse álbum foi lançado depois em CD e DVD: “Erasmo Ao Vivo”, que, além de registrar um momento histórico de um mito da música brasileira. 

No final de 2002, os 40 anos de carreira de Erasmo foram comemorados com o lançamento da caixa “Mesmo Que Seja Eu” – contendo toda a sua discografia no período 1971-1988, recheada de material bônus raro e inédito. 

No ano seguinte, ao final do 10º Prêmio Multishow de Música, Erasmo foi o grande homenageado da noite – com um prêmio especial pelo conjunto da obra. Sua discografia teve continuidade em 2004 com “ Santa Música “ só com material inédito e nos coroando em 2007 com Erasmo Carlos Convida II reunindo feras da MPB em torno de sua obra . A escalação dessa autêntica “ seleção brasileira “ passa por nomes como Chico Buarque, Lulu Santos, Zeca Pagodinho, Skank, Los Hermanos, Os Cariocas, Djavan, Adriana Calcanhoto, Simone, Marisa Monte, Kis Abelha e Milton Nascimento. 



Nesse período, começou a escrever o seu petardo literário “Minha Fama de Mau“ reunindo suas memórias e que veio a ser lançado em 2009. 

Neste mesmo ano, lançou seu mais recente CD intitulado tão somente “Rock n Roll“ com produção de Liminha e lançado por sua gravadora Coqueiro Verde Records, Erasmo retoma o seu lado mais roqueiro e conquista o prêmio de melhor CD do ano além de ser indicado ao Grammy. 

Lançou o álbum “Sexo” seguindo a trilogia, com participações nas composições de Arnaldo Antunes, Adriana Calcanhoto, Chico Amaral, Nelson Mota e Frejat nas guitarras. 

No mesmo ano, foi premiado como melhor compositor pela APCA, indicado como melhor show pelo jornal O Globo, melhor capa nos últimos 25 anos pela Folha de SP, considerado como um dos melhores álbuns de 2011 e “Roupa Suja” entre as melhores músicas pela tradicional revista de música Rolling Stone. 


Em 2010, Erasmo compôs em parceira com Eduardo Lages e Paulo Sérgio Valle um samba enredo para a GRES Beija-Flor, que anunciou um enredo sobre Roberto Carlos para 2011, porém, o samba composto por Erasmo não passou nas eliminatórias, a canção escolhida foi "A Simplicidade de um Rei", que tem como um dos co-autores, JR Beija-Flor, filho do intérprete da Escola, Neguinho da Beija-Flor.

Erasmo lançou um novo disco intitulado Sexo em agosto de 2011. Ainda em 2011, participou do Rock In Rio ao lado de Arnaldo Antunes. Em 2012, o pai do rock brasileiro Erasmo Carlos encontrou-se com o pai do rock português Ruy Veloso nos palcos do Rock in Rio Lisboa.


Motivos para comemorar são muitos. Gentil como poucos, Erasmo Carlos quer dividir a festa conosco lançando um DVD e CD gravado no Teatro Municipal do Rio de Janeiro ao vivo, parceria da Coqueiro Verde Records com o Canal Brasil, em comemoração aos seus 50 anos de estrada. 


O mais bonito de tudo é ver o cara em plena forma, se entregando com a mesma sede de palco de sempre, emocionado ao receber as participações da musa Marisa (cantando com ele Mais Um na Multidão, que gravaram juntos há alguns anos) e do amigo Roberto (com quem canta Parei na Contramão e É Preciso Saber Viver). 


O show faz um passeio por todas as fases da carreira de Erasmo, com sucessos como “Sentado à Beira do Caminho”, “Minha Fama de Mau”, “Mulher”, “Quero que tudo vá para o inferno”, entre outros clássicos conhecidos pelo seu grande público.

Em 2013 a faixa "Além do Horizonte" foi tema da novela homônima das 19 horas, também da Rede Globo. Em 2014, é lançado Gigante Gentil, seu terceiro disco consecutivo só com músicas inéditas.[16] O disco venceu o Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock Brasileiro.

Em 14 de maio de 2014, seu filho Alexandre Pessoal, também cantor e compositor, morreu aos 40 anos de idade, vítima de morte cerebral causada por um acidente de moto em 7 de maio. Ficou em coma induzido, porém não resistiu ao tratamento e faleceu.

Em março de 2015, o deputado federal Tiririca foi condenado a pagar uma indenização a Erasmo e Roberto Carlos por parodiar a música O Portão nas eleições de 2014.[20] Em junho do mesmo ano, Erasmo lançou o DVD Meus Lados B, só com músicas "lado B" de seu repertório.

No dia 29 de agosto de 2018, o cantor foi indicado ao Grammy Latino: Prêmio Excelência Musical da Academia Latina de Gravação, já no dia 13 de novembro de 2018, em Four Seasons Hotel, em Las Vegas, Erasmo Carlos foi homenageado e então recebeu o prêmio, insigne de "à excelência musical", o cantor sentiu-se lisonjeado.

Também vale sobre-exceder o prêmio UBC em 9 de outubro em 2018, em mesma data a "União brasileira dos compositores" ou simplesmente UBC, entrega ao cantor Erasmo Carlos o prêmio insigne "compositor brasileiro do ano", juntamente com essa remuneração, foi feita uma homenagem em forma de um documentário, neste documentário, inúmeros artistas atuais e clássicos compareceram, como por exemplo: Gilberto Gil, Ludmilla, entre vários outros, no documentário, esses ícones reforçam a importância de Erasmo Carlos na composição da música brasileira em geral.

Em dezembro de 2019, lançou o EP Quem Foi Que Disse Que Eu Não Faço Samba..., álbum dedicado a canções de samba e ao samba rock compostas ao longo de sua carreira.


Atualmente vem desbravando o Brasil com sua turnê Sexo & Rock´n´roll. Afinal de contas, ele é o brasa, o tremendo, o gigante gentil. O poeta (“com a força do meu canto esquento seu quarto pra secar seu pranto”) e o filósofo (“estou sentado à beira de um caminho que não tem mais fim”). O romântico incurável (“detalhes tão pequenos de nós dois são coisas muito grandes pra esquecer”). O roqueiro inveterado (“pus a vida na mesa e resolvi jogar”). Uma autoridade na compreensão do amor, da mulher, da natureza. Vários Erasmos, todos coerentemente articulados no panorama desses 50 anos, comovendo e contagiando a galera. É o aniversário da estrada dele. E o presente é nosso.




Minha Fama de Mau é um filme brasileiro lançado em 2019, do gênero drama biográfico baseado na vida do cantor e compositor Erasmo Carlos. Na Tijuca dos anos sessenta, lutando e fazendo pequenos trabalhos, o jovem Erasmo Carlos possui uma grande paixão: o rock and roll. Fã dos artistas Elvis Presley, Bill Haley & His Comets, Chuck Berry, ele aprende a tocar violão e decide viver da música. Misturando seu talento e um pouco de sorte, ele conquista a admiração do apresentador de TV Carlos Imperial e através dele conhece Roberto Carlos, com quem começa a compor várias canções, a parceria se torna um sucesso e junto com Wanderléa eles ganham um programa de televisão chamado Jovem Guarda, onde são as atrações principais. Com todo o sucesso, Erasmo Carlos se torna o Tremendão, símbolo vivo do rock brasileiro.



fonte

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Cinebiografia de Erasmo Carlos


O filme é baseado no livro "Minha Fama de Mau". A adaptação chega ao circuito de cinema e demonstra a efervescência musical dos tempos da Jovem Guarda.


Antes de estourar como expoente da Jovem Guarda, Erasmo Carlos tinha suas malandragens. Completamente envolvido pelo rock'n'roll e influenciado por ídolos como Elvis Presley e Bill Haley, ele dividia com outros amigos do bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro, a paixão pela música e planos para pequenas delinquências cotidianas. Como no dia que saiu correndo de uma loja de discos com um bolachão por debaixo da jaqueta, foi perseguido pelo dono do local e sequer se intimidou com os gritos de "ladrão".

Na cinebiografia "Minha Fama de Mau", que estreia nos cinemas 14/02/19, esse e outros episódios protagonizados pelo cantor e compositor não foram poupados pelo diretor Lui Farias. E engana-se quem pensa que Erasmo Carlos fez cara feia ao ver o passado de contravenções exposto na telona. Na verdade, ele queria era mais.

Depois que conferiu o resultado do filme, o Tremendão chegou a provocar o cineasta, dizendo que Farias o tinha retratado "muito bonzinho".

"Eu me surpreendi (com o comentário), mas isso foi bom porque agora eu posso fazer uma versão mais 'mauzinho' do Erasmo. Faço o 'Minha Fama de Mau 2' e a gente conta outras histórias", ameaça em tom de brincadeira, o diretor em entrevista ao Verso, em um dos eventos que marcaram a pré-estreia do filme em São Paulo, (6/2/19).


Baseado na autobiografia do cantor, lançada em 2008, o longa se concentra no início da carreira de Erasmo Carlos (Chay Suede) até o fim da Jovem Guarda. Mostra como o menino da Tijuca conheceu e passou a desenvolver as primeiras composições com Roberto Carlos (Gabriel Leone) e uniram-se à cantora Wanderléa (Malu Rodrigues) em um programa de televisão que projetou nacionalmente os três artistas, marcando época na música brasileira com o surgimento do movimento "iê-iê-iê".

Outros personagens centrais no início da carreira do roqueiro não são esquecidos pela produção, como a amizade, antes da fama, com Tim Maia (Vinicius Alexandre) e a relação controversa com o compositor e radialista Carlos Imperial (Bruno de Luca).

O longa toca ainda em questões delicadas no início da trajetória artística do Tremendão, quando ele se viu com a necessidade de se reinventar como compositor, após o declínio da Jovem Guarda, provocado pela saída de Roberto Carlos do trio.


Jovem Guarda

Não por acaso, o filme, além de revisar a trajetória de Erasmo, também funciona para relembrar clássicos que atravessaram gerações na voz do trio, como "Eu sou terrível", "Gatinha manhosa" e "Prova de fogo".

"A gente canta de verdade no filme, tem os trejeitos, tem o jeito de cantar parecido, mas a gente não imita eles em nenhum momento. Isso traz uma verdade", compara Malu Rodrigues, atriz experimentada em musicais brasileiros e que dá vida a Wanderléa. Assim como ela, os outros atores também auxiliam o espectador a atravessar o período por meio das músicas. "Foi um processo muito gostoso de revisitar músicas que sempre fizeram parte da minha vida", sintetiza Chay Suede, refeito como Tremendão.

Em "Minha Fama de Mau", Chay reaparece aliando a música à interpretação, o que já não é mais tão comum desde que passou a se dedicar mais ao trabalho de ator. "O filme foi rodado em 2015. Nessa época, isso era bem mais corriqueiro que hoje. De lá para cá, não fiz mais nada cantando", afirma Suede. "Não sinto falta porque tenho tido prazer de interpretar e a música sempre existe na minha vida", completa.


Como cantor e compositor, Chay também foi influenciado pela geração da Jovem Guarda e que já tinha tido o interesse de interpretar Erasmo no período. "Me encontrei com ele por acaso em um show e fizemos uma foto, antes de saber que o filme estava sendo produzido. Me animei com a foto e com a possibilidade de um dia eu fazê-lo em um filme. No dia seguinte, eu recebi o convite pro teste deste papel. Eu não sabia da produção do filme, nem mesmo a produtora sabia da foto. Começou de um jeito importante", afirma.


Amigo de fé

Nas gravações, uma nova surpresa: a sintonia com Gabriel Leone, que vive Roberto Carlos, foi tanta que ele compara à amizade empreendida entre Erasmo e o seu principal parceiro musical.

"Na verdade, a construção do personagem veio muito dessa nossa amizade fora de cena. A gente usou a energia de dois jovens atores se conhecendo com a energia de dois jovens artistas se unindo no final da década de 1950 para fazer algo importante. A gente misturou um pouco. Não tinha o momento do 'corta' tão claro assim", explica Chay.

Gabriel Leone, que já havia vivido Roberto Carlos em "Chacrinha, o Musical" (2014), confirma a parceria. O clima entre os dois ajudou a amenizar a tensão de representar uma figura tão popular quanto desafiadora como o principal parceiro de Erasmo.

"Foi bem diferente. No 'Chacrinha' era um número musical que eu tinha de gerar uma identificação imediata com uma plateia. Eu aumentava as características dele, na voz e no corpo. No filme, é diferente. Foi realmente uma outra pesquisa e, por mais que seja o mesmo Roberto Carlos, foi um outro direcionamento que eu dei", comenta.

O esforço foi reconhecido pelo próprio cantor que, segundo Lui Farias, viu o filme e o "abençoou". Em mensagem encaminhada ao diretor, após conferir o longa, o parceiro de Erasmo se disse emocionado. Um alívio para o diretor e um convite para quem é fã dos amigos e fé.



*O jornalista viajou a convite da produção do filme

FONTE

sábado, 1 de novembro de 2008

Erasmo no DirecTV Music Hall


A noite de 29 de setembro de 2001 foi histórica para a música popular brasileira. Os objetivos eram divulgar o CD "Pra Falar de Amor" e gravar um DVD e um CD ao vivo, que devem sair em janeiro. Mas ali, no DirecTV Music Hall, Erasmo Carlos acabou promovendo a festa alguns meses atrasada de seus 60 anos e uma grande (e provavelmente inédita) retrospectiva de quase 40 anos de estrada.


Aos 60 e responsável por metade do sucesso de seu parceiro Roberto Carlos, Erasmo parece hoje um homem cansado e não demonstra nenhuma preocupação em camuflar esse dado.

Não tenta encarnar o roqueiro doidão, não pula no palco, não dança, não busca reeditar a rebeldia ingênua do iê-iê-iê. Depois de tomar um gole d'água entre uma canção e outra, observa ironicamente o autor de "Cachaça Mecânica": "Os tempos mudam".


Mais que tudo isso, não simula paixão pelo palco, porque na verdade já não a possui mais mesmo. Deve ser por isso que recebe os aplausos todos com melancolia, sem a febre jovem do desejo de reconhecimento.

Os vários anos de afastamento que viveu até este retorno de 2001 parecem, então, voluntários até certo ponto. Erasmo está ciente do papel que já desempenhou nessa história épica, do rock ao samba, da jovem guarda ao pop, do soul à MPB, da parceria com Roberto Carlos à solidão.


Não tem como esconder que o alcance de sua voz diminuiu muito nos últimos anos, mas isso não significa que ele não saiba que ela é bem colocada, quase sempre afinada, segura por trás da aparente insegurança do gentil grandalhão. Retraído e generoso, desperdiçou o grande intérprete que já foi e que ninguém viu.

Soa anedótico -e uma platéia lotada de ídolos depostos da jovem guarda colabora para essa impressão- quando, no bis, tem de simular a velocidade de outrora e cantar "Eu Sou Terrível" (67), "É Proibido Fumar" (64), bibelôs desse porte. É a parte do show que cumpre de mais mau grado e também a menos convincente.



Talvez autocrítico demais, apresenta poucas canções de seu novo CD: "Seu Bicho de Estimação" (aquela em que diz, para quem será?, que "não sou mais seu cão"), "O Impossível" (com participação equivocada de Kiko Zambianchi) e a divertida "Quem Vai Ficar no Gol?". Ah, e "Mais Um na Multidão" (sem Marisa Monte).




Evita as mais confessionais entre as novas canções, como "Ela Conversava com o Olhar" e "A Família". Mas não se exime de citar a ex-mulher, Narinha, ao cantar "De Noite na Cama" (71), que, conta, Caetano Veloso escreveu para ele, do exílio, em Londres.



"De Noite na Cama", levada em arranjo bastante próximo do original, abre o cenário para que Erasmo faça a emocionante revisão de sua tão pouco conhecida obra solo. É nesse bloco que canta, por exemplo, a emocionante "Meu Mar" (72). Talvez o ponto mais alto de todo o show, evidencia que sua melancolia musical não é de hoje, mas sim traço forte de sua compleição musical.


Pouco depois ataca a pretensamente ingênua "Análise Descontraída" (76), que ousa, no pós-11 de setembro de 2001, proclamar que talvez este mundo "precise urgentemente se acabar para começar de novo", ulalá. 

Análise Descontraída
Roberto Carlos - Erasmo Carlos 

Morro sem entender
porque a ciência constrói por um lado
e destrói pelo outro

morro sem entender
porque já pisaram na lua
se não se sabe da Atlântida
do homem das neves
ou do monstro de lock ness

morro sem entender
porque fazem cidades
que crescem fogosas debaixo de vulcões

morro sem entender
a espécie que fez
30 milhões de leis
prá se fazerem cumprir os 10 mandamentos

êta mundo velho
você me parece ainda um ovo
ou então precisa urgentemente se acabar
pra nascer de novo

morro sem entender
buscando meu tempo perdido
estudando latim que era uma língua morta
não se deve matar , mas na guerra pode
e entra ano , sai ano em qualquer carnaval
o rei momo é sempre gordo

êta mundo velho
você me parece ainda um ovo
ou então precisa urgentemente se acabar
pra nascer de novo


É evidente o contraste com "Todos Estão Surdos" (71), com que Roberto Carlos vem aí. E Roberto e Erasmo se mantêm opostos complementares, tanto tempo depois.


Lembrando as pungentes -e perdidas- "Cachaça Mecânica" (74) e "Panorama Ecológico" (78), Erasmo deixa só nas entrelinhas uma outra ambição sufocada que talvez em outro tempo fosse dele: o de ser um compositor da verve de Chico Buarque. Ora, se não há tantos erasmos de que "todo mundo se esqueceu", como cantará Roberto...



E não são menos notáveis os erasmos mais conhecidos, que se derramam, amorosos, por sobre as clássicas "Mesmo que Seja Eu" (82) e "Sentado à Beira do Caminho" (70). Antes de cantar tenuemente que "preciso lembrar que eu existo", explica, galhofeiro, que adora ir aos seus próprios shows para poder ouvir sua canção favorita. O prazer, naquele instante, é dele para ele mesmo (sim, Erasmo ainda adora o palco), e o resto são "detalhes tão pequenos". É preciso saber ouvir.





FONTE

domingo, 24 de agosto de 2008

Erasmo Carlos


Erasmo Esteves OMC (Rio de Janeiro, 5 de junho de 1941), conhecido artisticamente como Erasmo Carlos, é um cantor, compositor, músico multi-instrumentista e escritor brasileiro. Nasceu no bairro da Tijuca na Zona Norte do Rio de Janeiro, de mãe solteira, vindo a conhecer seu pai, somente aos 23 anos de idade.

Erasmo conhecia Sebastião Rodrigues Maia (que mais tarde seria conhecido como Tim Maia) desde a infância, entretanto a amizade só viria na adolescência por conta da febre do Rock and Roll.

Em 1957 Tim Maia montou a banda The Sputniks, sendo os membros da banda Tim, Arlênio Lívio, Wellington Oliveira e Roberto Carlos.

Após uma briga entre Tim e Roberto, o grupo foi desfeito, Wellington desistiu da carreira musical, o único remanescente era Arlênio que no ano seguinte resolveu chamar Erasmo e outros amigos da Tijuca, Edson Trindade (que tocou violão no grupo Tijucanos do Ritmo, onde Tim Maia tocava bateria) e José Roberto, conhecido como "China" para formarem o grupo vocal "The Boys of Rock". Por sugestão de Carlos Imperial o grupo passou a se chamar The Snakes, o grupo acompanhava tanto Roberto quanto Tim Maia em seus respectivos shows.


Erasmo foi apresentado a Roberto por Arlênio Lívio, Roberto precisava da letra da canção Hound Dog, sucesso na voz de Elvis Presley, então Arlênio disse que Erasmo seria a pessoa que possuiria tal letra, pois este era um grande fã de Elvis, Roberto descobriu outras afinidades com Erasmo, além de Elvis, ambos gostavam de Bob Nelson, James Dean, Marlon Brando, Marilyn Monroe, e torciam para o Vasco da Gama.


Quando fazia parte do The Snakes, Tim Maia ensinou Erasmo a tocar violão.

O The Snakes chegou a acompanhar, o cantor Cauby Peixoto em sua inusitada passagem pelo rock, na gravação de "Rock and Roll em Copacabana" de 1957 e no filme "Minha Sogra é da Polícia" (1958), onde o cantor interpreta a canção "That's Rock" composta por Imperial.


Filme Minha Sogra é da Polícia


Nos tempos da juventude também conheceu, Jorge Ben Jor, na época conhecido como Babulina e Wilson Simonal, que também foi agenciado por Carlos Imperial.

Erasmo resolveu adotar o nome Carlos no nome artístico em homenagem ao Roberto Carlos e a Carlos Imperial e com esse nome lançou o compacto que seria de grande sucesso com a música O Terror dos Namorados com a novidade do Órgão Hammond de Lafayette que também era seu amigo e da Turma do Bar Divino na Tijuca.


Com a chegada da bossa nova, Erasmo também se deixou influenciar pelo gênero, Roberto chegou a se tornar crooner cantando bossa nova, bastante influenciado por João Gilberto. Nesse período, Erasmo compôs "Maria e o Samba", cantado por Roberto na boate onde era crooner.


Antes de seguir carreira solo, Erasmo fez parte da banda Renato e Seus Blue Caps.

Participou efetivamente junto com Roberto Carlos e com Wanderléa do programa Jovem Guarda onde tinha o apelido de Tremendão, onde por mais que Elvis fosse seu ídolo, tentava se diferenciar. Seus maiores sucessos como cantor nessa fase foram "Gatinha Manhosa" e "Festa de Arromba".



Com o término do programa, entrou em crise, mas conseguiu se recuperar com a ajuda de seu parceiro Roberto Carlos e de sua esposa, Narinha. Nessa fase de transição fez sucesso cantando "Sentado à Beira do Caminho" e "Coqueiro Verde", Roberto e Erasmo eram criticados por cantar e compor Rock e de serem americanizados, Coqueiro Verde foi o primeiro samba-rock gravado por Erasmo.


Chegou a dividir uma apartamento com Jorge Ben Jor, apontado com um dos criadores do estilo, no Bairro do Brooklin em São Paulo.

O disco Erasmo Carlos e os Tremendões já é um trabalho transitório na carreira do artista. O LP, de 1969, traz interpretações muito peculiares de canções de compositores da MPB, como "Saudosismo", de Caetano Veloso e "Aquarela do Brasil", de Ary Barroso (lançada no filme Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-rosa em que Erasmo atua com Roberto e Wanderléa) e "Teletema" (canção originalmente interpretada por Regininha, sucesso por ter sido tema da novela Véu de Noiva, da Rede Globo), de Antônio Adolfo e Tibério Gaspar, além da primeira gravação de "Sentado à Beira do Caminho".



Na década de 1970, Erasmo assina com a Polydor. A primeira metade da década mostra o Tremendão num estilo bem diferente da Jovem Guarda. Influenciado pela cultura hippie e pelo soul, lança Carlos, Erasmo em 1971. O disco, que abre com "De Noite na Cama", escrita por Caetano Veloso especialmente para ele, traz um polêmica ode à maconha.


O existencialismo prossegue em seus outros LPs dos anos 70: Sonhos e Memórias, Projeto Salva Terra e Banda dos Contentes. "Sou uma Criança, Não Entendo Nada", "Cachaça Mecânica" e "Filho Único" são algumas canções de destaque no período. 


Pelas Esquinas de Ipanema, seu LP de 1978, inclui uma impactante canção que denuncia o descaso do homem com a ecologia: "Panorama Ecológico".


Participou dos filmes Roberto Carlos a 300 Quilômetros por Hora (1971), de Roberto Farias; e Os Machões (1972), dirigido por Reginaldo Faria, que também atuou no filme. 


Em 1975 aparece em show ao vivo no documentário Ritmo Alucinante, registro do festival de rock Hollywood Rock realizado no mesmo ano, no Rio de Janeiro.

Erasmo Carlos começa os anos 80 com um projeto ambicioso. Erasmo Convida é um pioneiro projeto no Brasil. Foram 12 canções interpretadas em dueto com artistas como Nara Leão, Maria Bethânia, Gal Costa, Wanderléa, A Cor do Som, As Frenéticas, Gilberto Gil, Rita Lee, Tim Maia, Jorge Ben e Caetano Veloso. A faixa de abertura do álbum foi a que teve maior destaque nas rádios: a regravação de "Sentado à Beira do Caminho", com a participação do parceiro Roberto Carlos nos vocais.


No ano seguinte, o LP Mulher tem uma grande repercussão com as canções "Mulher (Sexo Frágil)" (escrita com sua mulher, Narinha), "Pega na Mentira" e "Feminino Coração de Deus" (de Sérgio Sampaio). 


O sucesso na mídia, que continuou com Amar Pra Viver ou Morrer de Amor (1982), trouxe uma cobrança para Erasmo: assim como o parceiro Roberto Carlos (no auge do sucesso), ele deveria lançar um trabalho inédito todos os anos. "Lentinha, para tocar no rádio", como disse o cantor ao relembrar seus discos na época. 


Embora seja a década com mais lançamentos de trabalhos novos, Erasmo tem algumas ressalvas sobre os seus discos a partir da segunda metade da década - Buraco Negro (1984), Erasmo Carlos (1985), Abra Seus Olhos (1986) e Apesar do Tempo Claro... (1988). O disco de 1988 seria seu último na Polydor (selo da Polygram, hoje Universal Music).



Valendo-se ainda do filão engajado da pós-ditadura, cantou, ainda que numa participação especial diminuta, no coro da versão brasileira de "We Are the World", o hit americano que juntou vozes e levantou fundos para a África, ou USA for Africa. O projeto Nordeste Já (1985), abraçou a causa da seca nordestina, unindo 155 vozes num compacto, de criação coletiva, com as canções "Chega de Mágoa" e "Seca d'Água". Elogiado pela competência das interpretações individuais, foi, no entanto, criticado pela incapacidade de harmonizar as vozes e o enquadramento de cada uma delas no coro.


Em 1989, ele ainda faria o álbum ao vivo Sou uma Criança, com participações de Leo Jaime e dos grupos Kid Abelha e João Penca e Seus Miquinhos Amestrados e lançados pela pequena gravadora SBK.


Nos anos 90, o trabalho de Erasmo apareceu de forma bissexta na canção. Além de sempre assinar com Roberto Carlos as canções feitas para seus discos anuais, ele lançou dois discos. 

Homem de Rua, lançado pela Sony Music em 1992, chegou a ter repercussão com a faixa-título, que fez parte da trilha da telenovela De Corpo e Alma, mas a canção era tema do personagem Bira de Guilherme de Pádua, que, ao lado da esposa Paula Thomaz, assassinou a atriz Daniella Perez, filha da autora da novela Glória Perez. Por conta desse acontecimento, Erasmo em respeito a atriz, nunca mais cantou essa música. 

Outra gravação de destaque foi "A Carta", na qual Erasmo cantou com Renato Russo.


Em 1995, ele voltou a ter destaque nas comemorações dos trinta anos da Jovem Guarda, que rendeu discos e shows. No ano seguinte, Erasmo gravou o álbum É Preciso Saber Viver, com regravações de canções de seu repertório. O destaque foi para "Do Fundo do Meu Coração", dueto com Adriana Calcanhotto.


Em 26 de dezembro de 1995, sua ex-esposa Sandra Sayonara Saião Lobato Esteves, a Narinha morreu de parada cardiorrespiratória, aos 49 anos, depois de ingerir cianeto. Narinha tinha uma ponte de safena e havia tentado o suicídio duas vezes. A primeira, com um tiro, e outra, ao ingerir uma alta dose de tranquilizantes. Narinha era paisagista e morava sozinha num apartamento em São Conrado, no Rio de Janeiro. O casal estava divorciado havia quatro anos, depois de um casamento de treze.

Somente em 2001 Erasmo voltaria a lançar um disco novo. Pra Falar de Amor traz interpretações dele para canções apenas suas, além de canções de Kiko Zambianchi e Marcelo Camelo. O destaque é "Mais um na Multidão", dueto com Marisa Monte e de autoria de Erasmo Carlos, Marisa Monte e Carlinhos Brown. No ano seguinte, ele lançou seu primeiro DVD ao vivo, além de um CD duplo.


No início de 2004, ele lançou seu trabalho mais autoral: Santa Música, com doze canções de autoria apenas de Erasmo Carlos. Além da faixa-título, destaca-se a faixa "Tim", feita em homenagem a Tim Maia. 


Em 5 de fevereiro de 2004, sua mãe Maria Diva Esteves faleceu aos 83 anos devido a complicações de diabetes e isquemia.

Em 2007, Erasmo novamente lançou um disco no qual recebe convidados. Erasmo Convida, Volume II apresenta novos encontros musicais em que Erasmo interpreta parcerias dele com Roberto. Adriana Calcanhotto, Lulu Santos, Simone, Marisa Monte, Milton Nascimento e as bandas Skank e Los Hermanos estão entre os convidados. A faixa de maior destaque nas rádios é "Olha", cantada com Chico Buarque, e tema da novela das 21 horas, Paraíso Tropical, da Rede Globo.


Também em 2007, Erasmo compôs a faixa de abertura de SóNós, o segundo disco-solo da vocalista do Kid Abelha, Paula Toller. 





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