domingo, 16 de agosto de 2009

Toquinho


Nascido em São Paulo, Brasil, a 6 de julho de 1946 com o nome de Antonio Pecci Filho, na primeira infância a mãe o chamava de “meu toquinho de gente”. E o apelido Toquinho permaneceu, identificando-o depois como um dos mais expressivos artistas da música popular brasileira. Começou cedo a se interessar pelo violão.

Aos 14 anos já tinha aulas com seu principal mestre, Paulinho Nogueira, que o introduziu no caminho do violão que compreende a descoberta da passagem do acompanhamento para o solo. Então, com Edgard Gianullo, enriqueceu conhecimentos harmônicos, e aprimorou esses conhecimentos em função da amizade com Oscar Castro Neves.

O estilo de Baden Powell tornou-se irresistível ao então iniciante Toquinho, que, a fim de burilar a própria personalidade como violonista, buscou em Isaias Sávio a intimidade necessária com o violão clássico. Já compositor, fez um curso de orquestração com Léo Peracchi. Das amadorísticas apresentações em clubes, colégios e faculdades, ainda adolescente, chegou ao profissionalismo fazendo parte de um talentoso grupo aflorado nos inigualáveis anos 60: Elis Regina, Zimbo Trio, Marcos Valle, Bossa Jazz Trio, Taiguara, Ivete, Tuca, Geraldo Cunha, Chico Buarque, entre outros. Naquela época, o radialista Walter Silva soube como reunir essa turma, aproveitar e expandir seus talentos em marcantes shows no palco do Teatro Paramount.

Nesse palco, ainda só como instrumentista e acompanhante, se confirmaria o início da carreira profissional de Toquinho, lastreada rapidamente por outros palcos em montagens musicais, tais como: “Na Onda do Balanço” (Teatro Maria Della Costa, 1964), ao lado de Taiguara, do flautista Thommas Lee e do Manfred Fest Trio; “Liberdade, Liberdade” (Teatro Maria Della Costa, 1965), com Paulo Autran, Theresa Raquel, Oduvaldo Viana Filho e Cláudia, sob a direção musical de Toquinho; e “Esse Mundo é Meu” (1965), que incluía Sérgio Ricardo, Toquinho e Manini, micro revista musical estreada na boate Ela, Cravo e Canela, transferida depois para o Teatro de Arena Toquinho cultiva até hoje com Chico Buarque uma forte amizade iniciada aos 17 anos, época em que compuseram juntos a canção “Lua cheia”, a primeira melodia de Toquinho a receber uma letra, e que se constituiria, em 1967, na sua primeira canção gravada em disco, no LP da RGE, Chico Buarque de Holanda – Volume 2.

Lua cheia

Em 1966

Experimentaria a emoção de ter seu primeiro LP gravado pela Fermata, um LP instrumental:O Violão do Toquinho. Assina contrato com a Excelsior para o programa “Ensaio Geral”, comandado por Gilberto Gil, e depois participa dos grandes musicais da TV Record e de seus importantes Festivais da Canção Popular.

Em 1968, compôs com Paulo Vanzolini a canção “Na boca da noite”, que, interpretada por Ivete e o conjunto vocal Canto 4, ficou em 8º lugar na fase nacional do 3º Festival Internacional da Canção Popular.

Na boca da noite

Em maio de 1969 Toquinho viaja para a Itália e acaba permanecendo por mais de 6 meses ao lado do amigo Chico Buarque. Ao longo desse período, entre tantas apresentações nos mais inusitados locais da península, desde castelos medievais até cantinas suburbanas, conseguem realizar uma temporada de 45 shows por toda a Itália. Faziam a 2ª parte de um espetáculo que tinha como estrela principal a famosa Josephine Baker.

Regressando ao Brasil, gravou, no início de 1970, seu 2º LP pela RGE, no qual consta seu primeiro grande sucesso, de parceria com Jorge BenJor: “Que maravilha”.

Que maravilha

Durante sua permanência na Itália, em 1969, Toquinho deixara a qualidade de seu violão registrada no LP La Vita, Amico, É LArte DellIncontro, com a participação do poeta italiano Giuseppe Ungaretti dizendo poesias e de Sergio Endrigo cantando músicas de Vinicius de Moraes, tudo em italiano, numa homenagem ao grande poeta brasileiro.

Nesse disco, o violão de Toquinho faz um alinhavo musical entre as poesias e as músicas. Pois foi baseado nesse trabalho do violonista que Vinicius de Moraes lhe convidou, em junho de 1970, para acompanhá-lo, ao lado de Maria Creuza, numa série de shows na boate La Fusa, em Buenos Aires.

Esse encontro profissional entre Vinicius de Moraes e Toquinho se alastraria por 11 anos de uma parceria que encantou o Brasil e o mundo com uma constante produtividade nos mais variados sentidos da música

Criaram cerca de 120 canções, gravaram em torno de 25 LPs no Brasil e no exterior, atuaram em mais de 1.000 shows por palcos brasileiros, europeus e latino-americanos. Inauguraram, a partir de 1971, os Circuitos Universitários, apresentando-se em Universidades do norte ao sul do país, e foram os primeiros a produzir trilhas sonoras para novelas de TV.

Momentos dignificantes dessa parceria Toquinho/Vinicius: o LP RGE La Voglia, La Pazzia, LIncoscenza, LAllegria, de 1976, gravado na Itália com a participação de Ornella Vanoni; o show do Canecão, no Rio de Janeiro, em 1977, com Tom, Vinicius, Toquinho e Miúcha, espetáculo que mantém, até hoje, os recordes de público e de duração (7 meses) naquela casa; e o show “Dez Anos de Toquinho e Vinicius”, em 1979.

À margem de sua parceria com Vinicius de Moraes, cultivou Toquinho outros parceiros musicais. Musicou com Gianfrancesco Guarnieri “Castro Alves Pede Passagem”, em 1971 e “Um Grito Parado No Ar” e “Botequim”, em 1973. As músicas dessas três peças foram condensadas no LP RGE, Botequim, lançado em 1973.

Castro Alves Pede Passagem

Um Grito Parado No Ar

Botequim

Em 1974, lança no Brasil o disco RGE Toquinho na boca da noite, e, em 1976, grava na Itália, pela Cetra, um disco de solos de violão: Toquinho – Il Brasile nella chitarra.

Os anos de 1977 e 1978

Foram marcados por dois LPs da Philips: Toquinho Tocando, instrumental, e Toquinho Cantando, tendo como parceiros, neste último, Carlinhos Vergueiro e Belchior. Em 1979, para comemorar os dez anos de parceria com Vinicius, em função do show que faziam, foi lançado o disco Philips Dez Anos de Toquinho e Vinicius. Em 1980, Toquinho, Francis Hime e Maria Creuza excursionaram pelo Brasil, em mais de 90 apresentações. No final desse mesmo ano, Toquinho apresentou-se em Buenos Aires e em várias cidades da Argentina, além de lançar aquele que viria a ser seu último disco com Vinicius: Um Pouco de Ilusão, pela Ariola.

Em 1981, junto com a cantora Jane Duboc, participou da temporada de inverno da Itália, em Roma, Milão, Firenze e Turim. No mesmo ano, participou do Festival de Montreux, seguindo dali para a temporada de verão na França, onde se apresentou no Olimpia. Ainda em 1981, rodou pelo Brasil ao lado de Jane Duboc com o show Doce Vida, e lançou o disco com o mesmo nome, pela Ariola.

No começo de 1982, Toquinho cumpriu várias apresentações em Bogotá e Cali, na Colômbia, e, no segundo semestre, foi para a Itália para uma série de shows. No mesmo ano, Maurizio Fabrizio, compositor italiano, veio para o Brasil e ficou duas semanas compondo com Toquinho algumas das músicas do LP Acquarello, da etiqueta Maracanà, lançado em San Remo, e que deu a Toquinho um Disco de Ouro, tornando-o o único artista brasileiro a conseguir tal feito no exterior. Ainda em 1982 voltou a se apresentar no Festival de Montreux ao lado de outros artistas brasileiros.

Em 1983

Gravou no Brasil o LP Aquarela, pela Ariola, o 35º disco de sua carreira, e que mostra seu relacionamento descontraído com a música e a fonte de sua arte: o violão. Ainda nesse mesmo ano, conduz o espetáculo “Canta Brasil” no Teatro Sistina, de Roma, mostrando, numa síntese, a história da música popular brasileira, contando com a participação de músicos de primeira grandeza, como Branca de Neve, Papete, o velho Marçal da Portela, Mutinho, Luizão, Rafael Rabello, Luciana Rabello, Dominguinhos e um coro formado pelas vozes de Guadalupe, Silvia Maria, Bel e Eliana Estevão. Ainda em 1983, conclui com o baterista Mutinho um novo trabalho dedicado às crianças: o LP Philips Casa de Brinquedos. 1984 é o ano de Sonho Dourado, disco produzido pela Barclay e show do mesmo nome, em que Toquinho aparece solidificando ainda mais sua carreira solo.

Em 1985

Toquinho cria o LP A Luz do Solo, da gravadora Barclay, um trabalho essencialmente instrumental, e se apresenta sozinho, ele e violão, tocando, inclusive, músicas dos Beatles. Em 1986, lança o LP Coisas do Coração, também pela Barclay, e atua na Itália, Colômbia, Córsega e Japão, onde faz várias apresentações ao lado do saxofonista japonês Sadao Watanabe. Nesse mesmo ano produz em parceria com Elifas Andreato 10 músicas retratando a Declaração Universal dos Direitos da Criança, lançadas no LP Philips Canção de Todas as Crianças.

Em 1987

Retorna ao Japão para uma série de shows em Osaka, Kobe, Kyoto e Tóquio. Apresenta-se no “Bravas Club Festival”, promovido por Watanabe, ao lado de nomes como Vicktor Lazio, The Andy Narell Group, Bill Brufford Quartet, Working Week, Pierre Borrough, Karizana, Jeff Lorber Group, Nick Plyntas, Yellowjackets. Lança o LP Vamos Juntos, gravado durante os shows no Bravas Club, com participação de Sadao Watanabe. Excursiona 20 dias pela Espanha tocando em Madrid, Barcelona, Aviles, Saragoza, Pamplona e outras cidades. Grava uma versão de “Aquarela” para o espanhol em dueto com a grande cantora mexicana Guadalupe. Ainda em 1987, vai três vezes para o Chile, apresentando-se em Santiago e Viña de Mar. Um dos shows é transmitido pela Rede Nacional de TV do Chile para toda a América Latina durante o concurso de Miss Chile.

Em 1988 excursiona por todo o Brasil e faz uma temporada no 150 Night Club do Maksoud Plaza com o show “In Concert”.

Faz shows em Quito, Santiago e Caracas. Com o show “Made in Coração” apresenta-se em circuito nacional, com destaque para uma temporada de duas semanas no Palace, em São Paulo. Inicia o ano de 1989 com uma apresentação solo a bordo do navio Eugênio C. Em seguida se apresenta em diversas capitais do Brasil e em Porto Rico, no Caribe. Em julho viaja para o Japão, atuando em Kyoto, Tóquio e grava um especial para a TV japonesa Fuji. Ainda no final de julho embarca para a Europa, realizando shows em Barcelona, Sevilla e Córdoba, na Espanha.

Em Paris, apresenta-se na comemoração do bicentenário da Revolução Francesa. Agosto de 1990 é o mês do lançamento do 42º LP de sua carreira: À Sombra de um Jatobá, da BMG-Ariola. Nesse disco Toquinho mescla vários estilos musicais, de baladas à Steve Wonder até o samba rasgado à Clara Nunes. Conta com participações especiais de Fagner e Eliana Estevão. Ainda em 1990 excursiona por todo o Brasil e retorna à Itália para mais uma temporada de sucesso.

Inicia 1991 com um novo giro pela Itália.

No Brasil, realiza uma temporada de 5 semanas no Palladium/SP, além de diversas apresentações pelo país. No final deste mesmo ano, lança na Itália o LP O Viajante do Sonho, pela BMG-Ariola. Em 1992 lança o LP O Viajante do Sonho na Espanha, em toda a América Latina e no Brasil. Realiza ainda vários shows pelo Brasil, em especial uma turnê por ocasião do lançamento da Fórmula Shell. Viaja também para o Chile, onde retoma um trabalho iniciado naquele país há 8 anos. Em 1993, a BMG-Ariola produziu para o mercado italiano uma coletânea organizada pelo próprio Toquinho e o diretor da Editora RCA, Angelo Franchi, em CD e dois cassetes, incluindo 20 gravações representativas da carreira de Toquinho. Nesse mesmo ano, excursiona pela Itália, Espanha e principais capitais do Brasil com o espetáculo “Toquinho, Voz e Violão”.

Em 1994

Com esse mesmo espetáculo, retoma o contato com vários países da América Latina. Promove o show de lançamento do novo automóvel Gol, em Munique, Alemanha, junto com Ornella Vanoni. Também apresenta-se no Colony Theater, em Miami, com o show “O Viajante do Sonho”. Lança o CD Toquinho – 30 Anos de Música, pela BMG-Ariola.

No ano de 1995

Grava fita de vídeo para o mercado japonês com músicas de bossa-nova, com a participação de Tom Jobim, João Gilberto, Gal Costa, Carlos Lyra, entre outros. Apresenta-se ao lado de Sadao Watanabe no show “100 Anos de Amizade Brasil-Japão”, no Palace e no Metropolitan. Participa do “Umbria Jazz-Festival”, em Milão, Itália, junto com Gilberto Gil. Lança no Tom Brasil, em São Paulo, o show “Toquinho – 30 Anos de Música”, com direção de Fernando Faro. Em fins de 1995, apresenta o especial com o mesmo nome na TV Manchete, com participação de Chico Buarque, Gilberto Gil, Jorge BenJor, Lucio Dalla e Quarteto em Cy.

Em 1996 faz uma temporada com grande sucesso do show “Toquinho – 30 Anos de Música”, no Palladium. Ganha dois prêmios Apetesp de Teatro nas categorias de melhor música composta e melhor trilha sonora para teatro infantil pela peça “Casa de Brinquedos”.

Em junho desse mesmo ano sente a emoção de folhear toda essa carreira no livro “Toquinho – 30 Anos de Música”, escrito por seu irmão, João Carlos Pecci, e editado pela editora Maltese. Enquanto isso, desenvolve seu livro de canções interativo em CD-Rom e prepara-se para nova excursão pela Europa. Trabalha também no relançamento em CD do disco Canção de Todas as Crianças, agora com a participação de vários convidados, entre os quais, Elba Ramalho, MPB-4, Belchior e Chitãozinho e Chororó, pela gravadora Movieplay. Segue em negociação o novo CD com arranjos de Bacalov.

No decorrer dos anos de 1998 e 1999, Toquinho apresentou-se na Espanha e em Portugal, tendo participado também do primeiro Festival Latino Americano, na Itália, com shows em Milão, Verona e outras cidades italianas, de norte a sul, cantando e tocando para mais de cinqüenta mil pessoas.

Em fevereiro de 1999, foi convidado pela RAI UNO (TV italiana) para fazer parte do júri do Festival de San Remo ao lado do tenor José Carreras, do maestro Ennio Morricone e do famoso ator cômico Carlos Verdone. Em agosto, depois de muitos anos, Toquinho sentiu a emoção de tocar e cantar outra vez com Ornella Vanoni na maravilhosa “cornice” de Positano, perto de Napoli, na Costa Amalfitana. Numa noite memorável, com o palco armado praticamente sobre o mar, acompanhados apenas pelo violão, Toquinho e Ornella transformaram sua apresentação numa obra única, sendo aplaudidos por mais de dez minutos seguidos.

Fechando esse ciclo de atividades por cidades italianas no ano de 1999, Toquinho foi um dos protagonistas do espetáculo realizado em Bari, sul da Itália, na noite de 31 de dezembro, réveillon marcado por um fato fora do comum: a neve caía sobre a região após cinqüenta anos de ausência, em meio a um frio de congelar o sangue. Mesmo assim, as pessoas dançavam cantando músicas brasileiras sob o comando de Toquinho.

No Brasil, os anos finais do século passado destinaram a Toquinho realizações artísticas que sintetizaram homenagens, recordações, reencontros e novas parcerias.

Vinicius de Moraes parecia estar vivo no palco do Metropolitan, no Rio de Janeiro, ao lado de Miúcha, Baden Powell, Carlos Lyra e Toquinho durante o espetáculo Vivendo Vinicius. Sob a direção de Miéle, o roteiro do show pontificava a forte sensação da presença do Poeta alinhavando momentos inesquecíveis com seus principais parceiros, três dos quais estavam lá, e Miúcha, uma espécie de porta-voz de Tom Jobim. O espetáculo ficou registrado ao vivo em dois CDs produzidos pela BMG, imortalizando interpretações individuais e em duo, como Toquinho e Lyra, Toquinho e Miúcha, Lyra e Miúcha, Baden e Miúcha, e Toquinho e Baden no solo primoroso de “Tua imagem”, de Canhoto da Paraíba, que os dois executaram juntos.



Em 2001

A Kau Laser/Biscoito Fino produziu e a Sony distribuiu o DVD da “biografia musical” de Toquinho, intitulado simplesmente Toquinho, contendo músicas e depoimentos, com participações especiais de Vinicius de Moraes, Tom Jobim, Chico Buarque, Quarteto em Cy e Paulinho Nogueira, que teve mais de vinte e cinco mil cópias vendidas, resultando daí o DVD de Ouro. Ainda em 2001, houve o lançamento feito pela Tom Brasil de três volumes da coleção Toquinho e Orquestra. Cada volume compreende um CD com músicas pinçadas do repertório de Toquinho abrangendo um tema diferente. Volume I, Mulher, Amor e Romantismo – 12 faixas; Volume II, Homenagens – 11 faixas; Volume III, Filosofia de Vida – 11 faixas. O lançamento de coletâneas se sucedem no transcorrer da carreira de Toquinho.

Em 2002 a Seleções Reader’s Digest lançou a coleção Toquinho, Amigos e Canções. Compreendendo cinco CDs que registram setenta músicas das mais representativas da trajetória musical do artista. Dando uma trégua às coletâneas, o ano de 2003 assinala o surgimento, após oito anos, de um novo CD de carreira de Toquinho, com músicas inéditas. Destacam-se desse trabalho, lançamento da Movieplay, a canção que dá título ao CD, “Só tenho tempo pra ser feliz”, e os sambas “Caso encerrado”, parceria com Paulinho da Viola, e “Esquece”, só de Toquinho. Porém, a verdadeira obra-prima do disco conta com a colaboração de Mutinho, o parceiro dos temas familiares, e traduz momentos de profundo carinho, amor e dedicação vividos por Toquinho, que representam todo fascínio que só uma filha é capaz de exercer sobre um pai: “Canção pra Jade”.



Entendendo a arte como essência da vida, de padrinho musical Toquinho transformou-se em parceiro do Projeto Guri, tendo gravado em 2002 o CD Herdeiros do futuro com treze canções de seu repertório que revelam o mistério, a fantasia e as descobertas do universo infantil, contando, em cada faixa do disco, com a participação de jovens integrantes das orquestras formadas nas unidades de Indaiatuba e Mazzaropi e mais vinte componentes do Coral de Osasco. Esse CD foi lançado em dezembro de 2002, num emocionante espetáculo realizado na Sala São Paulo. Sem dúvida, uma homenagem aos que acreditam na transformação pela arte e sonham com um mundo melhor.

Em novembro de 2003, o clipe animado “Aquarela” conquistou o “Liv Ullmann Peace Prize”, prêmio concedido pelo juri do Chicago International Children’s Film Festival, o maior e mais antigo festival de filmes infantis do mundo, cujo critério é conceder o primeiro lugar ao filme que traduz de forma mais sensível o desejo de paz e harmonia entre as crianças. Além desse prêmio, o clipe “Aquarela” alcançou o segundo lugar na categoria animação infantil do Anima Mundi 2003.


Por sua vez “A Casa” foi escolhida a melhor trilha sonora do Anima Mundi 2004, e “O Pato” obteve o segundo lugar na categoria animação brasileira no mesmo festival.




Aqueles que acompanham Toquinho nessa sua viagem musical ao mundo infantil, puderam, a partir do ano de 2005, expandir essa deliciosa sensação com o Box Toquinho no Mundo da Criança, lançamento de Circuito Musical e Mundo da Criança, distribuído pela Universal Music. Trata-se de uma composição 3 em 1, até agora inédita no mercado nacional, reunindo um DVD, um CD de áudio e uma faixa interativa com horas de conteúdo para crianças.

Em 2004, Toquinho voltou ao Canecão com o show “Só tenho tempo para ser feliz”, contando com uma convidada especial; Badi Assad. Desse espetáculo originou-se o DVD “Só tenho tempo para ser feliz”, lançado pela Biscoito Fino, que contou com as participações especiais de Yamandu, Leo Gandelman, Carlos Lyra e Carlinhos Vergueiro, além da própria Badi.

Em julho de 2004 participou do espetáculo realizado na Piazza di Siena, em Roma, com direção de Sergio Bardotti. O título do show: “Siamo tutti brasiliani” (Somos todos brasileiros”), promovendo o encontro inédito de grandes artistas brasileiros: Gilberto Gil, Toquinho, Jorge BenJor, Gal Costa, a italiana Fiorella Mannoia e a bateria da escola de samba Mangueira. Em agosto de 2004, Toquinho iniciava a comemoração de seus 40 anos de carreira com um espetáculo ao mesmo tempo grandioso e intimista, apoiado por 17 músicos excepcionais.

O ano de 2004 assinala também na carreira de Toquinho a consecução de um projeto grandioso intitulado “A Bossa Nova não tem tempo nem idade”

A ideia do produtor italiano Raimondo Moretti, incluindo três modalidades de trabalho: um CD duplo contendo 30 das mais representativas canções que caracterizam a Bossa Nova; um DVD com músicas e depoimentos de artistas que participaram do movimento; e um livro, escrito por João Carlos Pecci, narrando as fases mais importantes da Bossa Nova. Todo esse pacote musical começou a ser apresentado na Itália, com o CD, distribuído ela Universal Itália, e o DVD, pela Hobby & Work, no final de 2004. Por conta desse lançamento, Toquinho realizou dez shows por várias cidades italianas.

No ano de 2005, o Projeto Bossa Nova foi lançado no Brasil, no Japão, na França e em Miami, através da distribuição da Emi Music Brasil. Um outro projeto musical foi concluído por Toquinho no primeiro semestre de 2005, intitulado “Passatempo”, produzido pela empresária Lilia Cabral. Apaixonada por música, entre outros projetos culturais que apoiou, Lilia abraçou com entusiasmo a proposta da Circuito Musical de registrar em CD as primeiras referências e emoções musicais que Toquinho ouvia em sua infância e que até hoje cantarola e toca entre amigos.

Esse CD, veiculado antes em circuito restrito, foi lançado no ano de 2006 juntamente com um DVD: uma visita aos velhos tempos, com imagens da infância do artista, trechos de gravações antigas interligando-se com fonogramas atuais. Uma das atividades mais prazerosas de Toquinho é aquela praticada nos palcos, quando se apresenta só com seu violão ou acompanhado de sua banda.

Dentre os muitos shows realizados no Brasil, em 2006, destacam-se alguns: o que reuniu Arthur Moreira Lima e Miúcha, em Vitória, no Espírito Santo; aquele apresentado para as crianças da Fundação Bradesco; e os que marcaram duas reinaugurações de teatros: do Teatro Paiol, em Curitiba – famoso pelos seus shows com Vinicius e Marília Medalha, em 1971; e do Teatro Coliseu, de Santos. Por outro lado, já se tornaram rotineiras as apresentações anuais de Toquinho pela América do Sul e pela Europa. No Chile, em janeiro de 2006, realizou concertos acompanhado de sua banda em Viña del Mar, Pucón, Puerto Varas e La Serena. E, em novembro, esteve com o Zimbo Trio no Teatro Nacional de Santiago, com grande sucesso.

Nesse mesmo ano, nos meses de junho e julho, acompanhado de Silvia Goes (piano),Ivâni Sabino (baixo), Pepa D’Elia (bateria) e Vanda Breder (vocal), Toquinho iniciou suas apresentações nas Ilhas Canárias, passando por Las Palmas e Tenerife, partindo depois para a Espanha, apresentando-se em Palma de Mallorca, San Javier, Madri, Málaga, Valência, Córdoba, Barcelona e Vigo. Na seqüência, viajou para a Itália, apresentando-se em Chieti , Ferrara, Limena, Mascalucia, Milazzo, Bisceglie e Lamezia.

“Toquinho encara a música, a profissão, as relações, os conflitos, a vida enfim, com uma disposição jovial e um frescor que talvez só os poetas consigam ter. Ele mantém viva e ativa a capacidade de encantar-se”.

Esse é um trecho do texto de apresentação do CD instrumental A vida tem sempre razão – Tributo a Toquinho, lançado pela Circuito Musical em 2006. Uma autêntica homenagem por parte de seus músicos mais freqüentes – Silvia Góes, (piano), Ivani (baixo) e Pepa (bateria) – resultado da amizade entre eles e Toquinho, retratando em 12 faixas um apanhado dos grandes sucessos do violonista em arranjos geniais e resultados harmônicos especiais. Há, também, uma música de Silvia Goes composta especialmente para este CD (“Seu Antonio”).

Esse CD vai muito além do merecido tributo a Toquinho. Pelas músicas contidas nele, consagrados sucessos de várias fases do artista, e pela forma de sua execução, ele é uma linda homenagem à delicadeza, evidenciada pela simplicidade extraída das teclas, das cordas e das baquetas, a harmonizar acordes suaves que contagiam e emocionam, tanto mais se se dispuser de um silêncio oportuno ao ouvi-los, expressão rítmica da intensa amizade que liga os três músicos ao grande compositor. A intenção desse CD é lançar uma nova luz sobre a obra de Toquinho. Há músicas conhecidíssimas, outras que podem estar em algum lugar na memória do ouvinte e outras ainda de que só o fã mais dedicado se lembra. Há também uma inédita, dedicada a ele, que pode vir a ganhar uma letra sua…

Em 2007, foram cerca de 120 shows pelo Brasil, além de Bogotá, Buenos Aires e Montevidéu, e das tradicionais excursões pela Espanha e Itália. Muitos shows com orquestras (Arte Viva, Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto, Orquestra Sinfônica Heliópolis, Orquestra Sinfônica de Mogi Mirim), novos formatos de show – com Zimbo Trio, com Leila Pinheiro, com Trovadores Urbanos – e reencontros artísticos – com Jane Duboc, com Maria Creuza – marcaram este período.

O ano de 2007 marcou também pelas novas parcerias de Toquinho com o escritor chileno Antonio Skármeta. Grande escritor e poeta chilenoautor do livro “El cartero de Neruda”, que inspirou o roteiro do filme “O carteiro e o poeta”. Estas parcerias, fruto de vários encontros do violonista com o escritor ao longo de dois anos, irão se transformar em CD, cujos arranjos serão entregues ao competente maestro Gilson Peranzzetta. Outra nova parceria de Toquinho foi a música “Cosmonauta musical”, feita com o baixista, compositor e intérprete Kabelo, que trabalhou como roadie em sua banda por mais de 10 anos.

Nesta música, ambos se homenageiam em versos, resultando uma canção bem-humorada e com muito balanço, gravada pelos dois no CD de Kabelo, Linguicity, lançado em abril de 2009. A afinidade entre eles resultou em dois shows marcantes: um no SESC Santana, dia 19 de setembro de 2007, dia em que tocaram pela primeira vez a parceria, e outro no SESC Pompéia, dias 14 e 15 de fevereiro de 2009, com a presença sempre brilhante da violonista e cantora Badi Assad.

A excursão de Toquinho pela Espanha em 2007 foi, novamente, coroada de êxito. Com sua banda (Silvia Goes, piano; Ivâni Sabino, baixo; Eduardo Ribeiro, bateria, e Vanda Breder, vocal), além da participação da bailarina Adriana Telg, Toquinho percorreu praticamente todo o território espanhol, com shows em Valladolid , Barcelona, Girona, Aldaia, Castellón, La Coruña, Ourense e Jerez de la Frontera.

A turnê italiana de 2007 não poderia faltar. Com o apoio vocal de Naíma (cantora que já havia participado com Toquinho de uma faixa do CD Passatempo, de 2005) e instrumental de Silvia Goes (teclado), Ivâni Sabino (baixo) e Eduardo Ribeiro (bateria), Toquinho fez nove shows no país que o acolhe a cada ano com muito entusiasmo, apresentando-se em Catania, Ragusa, Palermo, Roma, Milano, Paestum, Brindisi, Napoli e Benevento.

Em 2007

Toquinho e MPB4 começaram “por acaso” uma parceria de shows muito bem sucedida, iniciando com um espetáculo de três dias no Canecão, em 6, 7 e 8 de julho. a associação entre o violonista e o grupo vocal virou uma fórmula de sucesso que empolgava pela simplicidade do formato – eram apenas os cinco no palco – e pela qualidade do repertório. Depois do Rio, foram shows em São Paulo e por várias cidades de outros estados. Toquinho e MPB4 surgiram no cenário musical por ocasião dos memoráveis festivais da década de 1960 e consolidaram suas carreiras ao longo de mais de 40 anos.

Toquinho, multiplicando sucessos criados em parceria sempre com talentosos e renomados letristas e esbanjando virtuosismo na execução de seu violão. E o MPB4, composto por Magro, Aquiles, Miltinho e Dalmo, revelando-se cada vez mais um conjunto vocal preciso, correto, absolutamente atrelado ao cancioneiro nacional, intercalando grandes clássicos numa das mais expressivas discografias da MPB em termos de melodia, harmonia, arranjos vocais e letras.

O espetáculo é uma síntese da trajetória desses artistas, interpretando canções que o público aprendeu a gostar e a cantar junto. Ressaltando homenagens a Vinicius de Moraes, principal parceiro de Toquinho durante 10 anos; e a Chico Buarque, que já chegou a considerar-se o “MPB-5”, pois o grupo foi seu acompanhante oficial durante uma década, gravando mais de 30 canções suas em todos esses anos.

Em 2008, a parceria prosseguiu, com shows por todo o Brasil, agradando cada vez mais ao público, com enorme sucesso. A fórmula estava emplacando e a chance de gravarem um trabalho juntos virou realidade. Com o interesse da gravadora Biscoito Fino, e a produção executiva da Circuito Musical, foram realizados no Teatro FECAP, em São Paulo, os shows que geraram a gravação do CD e do DVD ao vivo Toquinho e MPB4 – 40 Anos de Música.

O CD, lançado em dezembro de 2008, tem uma característica interessante: mostra o show do ponto de vista musical, não-linear, com cortes transversais no repertório, privilegiando a diversificação do material sonoro.

No DVD, lançado em março e abril de 2009 com dois shows no Vivo Rio, um no Teatro Guararapes, em Recife, e outro no HSBC Brasil, em São Paulo, a ordem do repertório é linear, a mesma do show. Logo no início de 2008, Toquinho e seus músicos Ivâni Sabino (baixo) e Edu Ribeiro (bateria) se apresentaram na Espanha, com participação especial do clarinetista e saxofonista Proveta e da bailarina Adriana Telg, em Gijón, Barcelona e nas Ilhas Canárias. Depois, Toquinho prosseguiu percorrendo o Brasil, além de Montevidéu, Assunção, Buenos Aires, Rosário, Cali…

Novas parcerias artísticas, com Paulo Ricardo (com o qual prepara um CD em homenagem a Vinicius de Moraes, a ser lançado em 2009),Maurício Manieri, Luciana Mello, Paula Lima, Alcione; e reencontros, com Quarteto em Cy, no Chile e na Argentina, e com Roberto Menescal e Maria Creuza, em Miami. Merecem igualmente destaque seus shows com a jazzwoman canadense Diana Krall, no HSBC Brasil, em 5 de outubro, e com a cantora Simone, no Teatro Positivo, em Curitiba, no dia 11 do mesmo mês. Participou do CD da cantora Paulah Gauss, Vou livre, lançado pela Circuito Musical, com a música “Jeito simples de ser” e do CD Sweet Jardim, de Tiê Biral, na faixa-título, de autoria da cantora.

Já a turnê estival de 2008 foi um pouco mais longa e com duas formações: na Itália, com sua banda (Silvia Goes, piano; Ivâni Sabino, baixo; Lilian Carmona, bateria e Vanda Breder, vocal), Toquinho fez um primeiro show em Veneza, na Piazza San Marco, dia 15 de julho, partindo para a Espanha onde, ao lado de Maria Creuza e do trio instrumental Silvia/Ivâni/Lilian, se apresentou em Girona, Zaragoza, Madri, San Javier, Alicante e Santiago de Compostela.

De volta à Itália, Toquinho se apresentou em Cassino, Toro (30 de julho) – onde, inclusive, recebeu uma homenagem da comunidade e o Premio Ambassador –, Avellino, Bolonha, Locorotondo, Crotone, Milão, Viareggio e Serre (12 de agosto). A parceria com Maria Creuza, inclusive, rendeu bons frutos no exterior. Impulsionado pelo relançamento dos históricos CDs de Toquinho e Vinicius com Maria Creuza e Maria Bethânia na boate La Fusa, Toquinho se apresentou com Maria Creuza em 02 de julho de 2007 no Teatro Broadway, em Rosário; nos dias 3 e 4 de julho, no teatro Grand Rex, em Buenos Aires; já em 2008, além desta turnê na Espanha, os dois se apresentaram em Montevidéu (Teatro Plaza, 27 de novembro), onde, inclusive, receberam da prefeita da cidade a placa de Visitantes Ilustres.

A gravadora Biscoito Fino, que já tinha lançado os DVDs Toquinho, em 2001, e Só tenho tempo pra ser feliz, em 2004, decidiu investir nos trabalhos que Toquinho ainda não tinha distribuído comercialmente, como o CD Toquinho e Jazz Sinfônica, parceria da Circuito Musical com a TSA, lançado em novembro de 2007; do DVD Toquinho no Mundo da Criança, cujo contrato de distribuição com a Universal Music tinha expirado, parceria da Circuito Musical com a Editora Delta, relançado em dezembro de 2007, além de “ressuscitar” o LP triplo gravado em 1973 por Vinicius, Toquinho e Clara Nunes, Moça, Poeta e Violão, com uma versão reduzida em CD para 17 músicas.

Outros produtos de Toquinho feitos pela Circuito Musical que foram lançados comercialmente: o CD Herdeiros do Futuro, com Toquinho e o Projeto Guri, com nova arte feita por Elifas Andreato, em parceria com a BrazilMúsica!, em outubro de 2007; o CD e o DVD Passatempo, em parceria com a RM2 Entretenimento, em março de 2008.

No Exterior, pela Discmedi, da Espanha, a versão em castelhano de Canção de Todas as Crianças, com o nome de Canciones de los Derechos de los Niños, além de Mosaico, Passatempo e Herdeiros do Futuro, em 2005. No mesmo ano, na Itália, para venda em bancas de jornal, pela Hobby & Work, Mosaico e Passatempo.

Na Argentina, pela Radoszinsky Producciones, Toquinho e Jazz Sinfônica, em 2006. A InterCD, de São Paulo, no ano de 2008, relançou em álbum duplo os históricos CDs da boate La Fusa, com Toquinho, Vinicius, Maria Creuza e Maria Bethânia, originalmente lançados na Argentina pela Radoszinsky Producciones, além do DVD Ensaio, programa produzido pela TV Cultura em 1990.

No ano de 2009, Toquinho prosseguiu apresentando-se em várias cidades do país, com shows de alternados formatos, entre os quais, destaca-se aquele realizado no Sesc Pompeia, em fevereiro, com a participação de Kabelo e Badi Assad O show Toquinho e MPB-4-40 Anos de Música ganhou no ano de 2009 uma projeção nacional, tendo sido levado para inúmeras capitais e cidades brasileiras, com sucesso permanente de público e de crítica. No dia 21 de abril, apresentou-se ao lado de Andrea Bocelli e Ivete Sangalo no memorável show no Monumento da Independênca, em São Paulo . Em 2010, Toquinho lançou o CD “Toquinho e Paulo Ricardo cantam Vinicius”.


Em 2011, Toquinho lançou seu CD de músicas inéditas, “Quem Viver Verá”

Nesse mesmo ano entrava no ar o primeiro canal de televisão inteiramente voltado a um clube no Brasil. A TV Corinthians (TVC), E Toquinho, grande corintiano desde a infância, assumia o desafio de apresentar um programa de entrevistas: “Toquinho, Violão e Futebol”. Com a fluência adquirida nos palcos, Toquinho teve o prazer de entrevistar personalidades do futebol e da música com tal desempenho que a emissora chegou até a marcar pontos importantes de audiência.

Em 2013, o ano foi quase todo preenchido por espetáculos em homenagem ao centenário de nascimento de Vinicius de Moraes. Além de inúmeros shows realizados no Brasil. O Festival de Cinema Brasileiro de Nova Iorque homenageou em 2014 o poeta Vinicius de Moraes. Com mais de uma dezena de filmes em sua mostra competitiva, o evento aconteceu entre os dias 1º e 7 de junho. E em seu último dia, o festival apresentou o show de encerramento do cantor e compositor Toquinho, um dos maiores parceiros do Poetinha. O artista foi acompanhado dos músicos Alexandre Ribeiro (clarinete), Ivâni Sabino (baixo), Pepa D’Elia (bateria), Guga Machado (percussão) e Silvia Goes (piano), além da cantora Anna Setton. Ainda em 2013 Toquinho apresentou-se na Costa Esmeralda-Olbia, Sardenha, Itália num espetáculo que contou com a participação de Ornella Vanonni.

Em 2014, assumindo suas duas grandes paixões, Toquinho assumiu sua primeira experiência como apresentador de rádio, conversando semanalmente com convidados sobre esses temas na Rádio Eldorado. O programa “Toquinho, Violão e Futebol” levou ao ar entrevistas com Rivelino, Tobias da Vai-Vai, Paulo Ricardo, Simoninha, o goleiro Veloso, entre outros, ficando marcado pela última entrevista ao vivo do cantor Jair Rodrigues antes de sua morte.

Nesses últimos anos Toquinho intensificou sua atuação nos palcos ao lado de outros artistas de renome, como Maria Creuza, Leila Pinheiro, MPB-4, João Bosco e Ivan Lins, formando com cada um deles parcerias que dignificam cada vez mais a música popular brasileira. Para 2015 estão programados vários eventos em homenagem aos 50 anos de carreira de Toquinho, ou seja, um DVD, com a participação de vários amigos, um livro escrito por João Carlos Pecci, uma exposição de fotos mostrando sua trajetória artística e, evidentemente, vários shows em diversos formatos.



FONTE

https://pt.wikipedia.org/wiki/Toquinho

http://www.circuitomusical.com/toquinho50anos/biografia

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Cidade Negra


Cidade Negra é uma banda brasileira, originalmente de reggae, com outras influências, como soul e o pop rock. Formado por Toni Garrido (vocal), Bino Farias (baixo) e Lazão (bateria), o grupo surgiu na cidade de Belford Roxo, no Rio de Janeiro em 1986. Suas letras falam de amor e problemas sociais.


Foi tudo uma questão de fé, pois o pai de Bino tocava violão e sua mãe cantava em um coral de uma igreja local. Bino era também frequentador assíduo do lugar e foi lá que conheceu Da Gama e Lazão, e com eles formou o Novo Tempo, com uma missão simplória: tocar num festival da igreja.

Em 1983 com a entrada de Bernardo surgiu o Lumiar (primeiro nome da banda), os jovens eram abastecidos pela paixão em comum pelo ritmo jamaicano, Bob Marley, em especial, pela música brasileira como Tim Maia e pelo funk e soul dos anos 1970, além de grandes clássicos do rock como Led Zeppelin. Foi dessa junção de estilos, que sairia o som único e inconfundível do Cidade Negra.

O primeiro concerto aconteceu em 1986 no Teatro Arcadia, na Baixada, como parte de um projeto musical batizado de "Terças Culturais". A mudança de nome ocorreu em função da existência de outra banda com o mesmo nome Lumiar, a partir de então a banda passou a se chamar Cidade Negra, os ensaios ocorriam na casa de Da Gama, com instrumentos emprestados.

Um documentário da BBC de Londres sobre a cultura na Baixada, dando ênfase a banda, serviu de incentivo para o grupo, foi então que em 1990, a Sony Music, ainda CBS, resolveu apostar neles.


Em 1991 com Nelson Meirelles e Eduardo Egs na mesa de produção, veio seu primeiro álbum, Lute Para Viver, maduro, com letras politizadas e sobre a vida e seus ensinamentos. Dele se destacou o hit "Falar a Verdade", um tiro que assaltou todas as rádios do Brasil na época e que até hoje é pedido nos concertos. O álbum também contou com a participação mais que especial do consagrado Jimmy Cliff na canção "Mensagem".


Reggae Sunsplash Festival
Já no ano seguinte o grupo atravessou fronteiras, indo tocar no Reggae Sunsplash Festival, em Montego Bay, na Jamaica; tornando-se os primeiros artistas latino-americanos a participar do evento. No retorno, o Cidade Negra voltou aos estúdios.

Em 1992 veio Negro no Poder, ainda mais pesado e politizado, e talvez por isso menos aceito pela mídia. Esse foi o último disco de Bernardo com a banda, pois o mesmo saíra para seguir carreira solo.

Toni Garrido
O ano de 1994 foi um ano de transição para o grupo. Toni Garrido ex-vocalista da Banda Bel (uma banda de samba, funk e soul) substituiu Ras Bernardo nos vocais do grupo e logo mostrou a que veio, imprimindo seu toque nas novas composições. Juntamente com o experiente Liminha, agora na produção, o som do grupo tornou-se mais diversificado, mais pop, mas sem se perder das raízes do reggae e dos temas sociais.

Sobre Todas as Forças
O terceiro álbum: Sobre Todas as Forças, coroou a banda, consagrando-a para o sucesso, com grandes sucessos como "A Sombra da Maldade" e "Pensamento".


O álbum caiu nas graças do público, até mesmo daqueles que nunca haviam dado bola para o ritmo jamaicano. Dessa vez o álbum contou com a participação de Shabba Ranks na canção "Downtown".


O grande sucesso desse álbum foi a romântica "Onde Você Mora?", de autoria de Nando Reis e Marisa Monte. O álbum também contou com a participação de Gabriel o Pensador.


Solidificação do Sucesso
Lançado em 1996, o quarto álbum O Erê solidificou o sucesso da banda. Uma vez mais produzido por Liminha, o álbum contou com as participações de Patra em "Realidade Virtual" e do grupo Inner Circle na canção "Free". "Firmamento" juntamente com a faixa-título "O Erê" foram os principais hits do álbum.


Em 1998, viria o quinto álbum da banda Quanto Mais Curtido Melhor, novamente produzido por Liminha, emplacando nas paradas com mais um hit, a canção "A Estrada". O álbum contou com a participação de Lulu Santos na inédita "Sábado à Noite" e também da cantora africana Angelique Kidjo.


Lançado em 1999, o álbum duplo Hits & Dubs mostrou o quanto a banda é reconhecida dentro e fora do país. Enquanto o Hits contém uma coletânea com os maiores sucessos da banda desde seu início, o Dubs trata-se de versões das canções da banda remixadas por alguns dos maiores nomes do reggae e do dub como Lee 'Scratch' Perry, Steel Pulse e Mad Professor; e de produtores amigos da banda como Nelson Meirelles, Liminha e Paul Ralphes.


Em 2000, viria o sexto álbum da banda, Enquanto o Mundo Gira, talvez aquele que mais tenha se afastado do reggae, aderindo ao pop. Deste álbum destacam-se as canções "A Flecha e o Vulcão", "Podes Crer" e "Voz do Excluído", esta com participação de MV Bill.


Acústico MTV
Em 2002, à convite da MTV, o grupo abraçou o projeto Acústico MTV, registrado em CD e DVD. Produzido por Liminha e Paul Ralphes, o álbum é uma coletânea de grandes sucessos da banda em versões desplugadas, levemente retocadas.


Além dos grandes sucessos o álbum apresentou as inéditas "Girassol", "Berlim" e a versão em português de "Johnny B. Goode" de Chuck Berry, com o arranjo igual a versão de Peter Tosh. O acústico contou com a participação de Gilberto Gil em sua própria canção "Extra".


A banda em concerto, 17 de julho de 2005

Volta às raízes
Após o álbum acústico, Perto de Deus foi o primeiro lançamento da banda. Produzido por Paul Ralphes e lançado em 2005, o álbum resgata o reggae raiz. Nesse álbum grande destaque para a canção "Perto de Deus" com a participação de Anthony B.


Destacam-se também as canções "Além das Ondas", "Eu sei que Ela" e o "Homem que Faz a Guerra", que contou com a participação do rapper Rappin Hood. O álbum também apresenta a versão de um dos maiores sucessos de Bob Marley, "Concrete Jungle".

Vinte anos
Em 2006, comemorando vinte anos de carreira, o grupo carioca lançou o duo CD e de igual maneira DVD Direto - Ao Vivo. Gravado na Fundição Progresso, na Lapa, Rio de Janeiro, o CD traz dezoito faixas, incluindo os grandes sucessos e sete canções inéditas, três delas gravadas em estúdio. Dentre as inéditas podemos destacar "Bamba" (ao vivo) e "O Paraíso tem um Tempo Bom" (estúdio). Participações especiais não faltaram, Lulu Santos e Os Paralamas do Sucesso marcaram presença, engrandecendo ainda mais o evento.


Diversão
Não rendendo o sucesso esperado com o álbum Direto - Ao Vivo, a gravadora Sony BMG acabou não renovando seu contrato com a banda, que logo encontrou abrigo na EMI Music para lançar seu mais novo projeto até então o CD e DVD: Diversão - Ao Vivo, gravado no Teatro Popular - Niterói, em 16 de agosto de 2007, lançado segundo a própria banda, apenas por diversão.


Neste álbum, produzido por Nilo Romero, a banda homenageia grandes nomes da música brasileira, como Cazuza, Chico Buarque, Jorge Ben Jore Legião Urbana; regravando grandes sucessos da MPB em ritmo de reggae. O disco não traz composições inéditas do grupo. A faixa de trabalho do álbum foi "Meu Coração" composição de Gilberto Gil e Pepeu Gomes lançada originalmente em 1979.

Saída de Toni Garrido e chegada de Alexandre Massau
Em abril de 2008, Toni Garrido anunciou sua saída do Cidade Negra, depois de quatorze anos na estrada, para seguir carreira com a superbanda Flecha Black e realizar trabalhos solo. Toni cumpriu o que já estava marcado na agenda da banda e realizou seu último concerto na Festa Estadual do Leite Presidente Getúlio, Santa Catarina, em 31 de maio de 2008. No dia 13 de junho, o Cidade Negra anunciou o novo vocalista. Para o lugar de Toni, a banda contou com o cantor Alexandre Massau, ex-vocalista das bandas mineiras Berimbrown e Preto Massa.

Alexandre mudou-se para Rio de Janeiro, onde alavancou de vez sua carreira ao ser o mais cotado substituto de Toni Garrido. Logo em seguida, fez sua estréia no grupo, no Festival de Inverno da cidade mineira de Santos Dumont, em 29 de julho do mesmo ano, com calorosa recepção do público.

Cinco meses depois do desligamento de Toni Garrido, o guitarrista Da Gama anunciou em seu site sua saída do grupo para seguir carreira solo, carreira qual ele já vinha se dedicando desde meados do ano, trabalhando na produção de seu primeiro disco solo Violas e Canções. Com a saída de Da Gama, o Cidade Negra agora era um trio com Alexandre, Lazão e Bino. Com a saída também do guitarrista contratado Sérgio Yazbeck, entraram os guitarristas Alexandre Prol e Egler Bruno, ambos músicos experientes com trânsito em vários estilos, que deram um encorpada no som. Completa a formação o tecladista Alex Meirelles, já há anos no Cidade Negra.

Retorno de Toni Garrido e Hei, Afro!
Após quase dois anos e meio afastado, em janeiro de 2011, Toni Garrido retornou a fazer shows com a banda. No entanto, sua volta oficial só ocorreu no fim de 2012, quando se juntou à banda para gravar o álbum Hei, Afro!, lançado em março de 2013.


Integrantes
Toni Garrido: Vocal, violão (1994-2008-2010-atualmente)Bino Farias: Baixo elétrico (1986-atualmente)Lazão: Bateria, vocal, percussão (1986-atualmente)

Ex-integrantes
Ras Bernardo: Vocal (1986-1994)Ricardo Barreto: Guitarra solo (1990-1995)Sergio Yazbek: Guitarra (200-2008)(2010-2014)Da Gama: Guitarra (1986-2008)Alexandre Massau: Vocal (2008-2010)

fonte

https://pt.wikipedia.org/wiki/Cidade_Negra

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Britney Spears


Britney Jean Spears (McComb, 2 de dezembro de 1981) é uma cantora e atriz norte-americana. Nascida no Mississippi, e criada em Kentwood, estado da Louisiana, ela iniciou sua carreira artística atuando em papeis em produções teatrais e programas de televisão na infância antes de assinar com a Jive Records, em 1997. Seu primeiro e segundo álbuns de estúdio, ...Baby One More Time (1999) e Oops!... I Did It Again (2000), tornaram-se sucessos internacionais, com o primeiro tornando-se o álbum mais vendido por uma artista solo adolescente. As faixas-título "...Baby One More Time" e "Oops!... I Did It Again" quebraram recordes internacionais de vendas.

Baby One More Time


Em 2001, Spears lança seu terceiro álbum de estúdio auto-intitulado, Britney, e desempenhou o papel principal no filme Crossroads (2002). Ela assumiu o controle criativo de seu quarto álbum de estúdio, In the Zone (2003), que rendeu o single de sucesso mundial "Toxic".


Em 2007, a superexposição da vida pessoal de Spears fez a sua carreira entrar em hiato. Seu quinto álbum de estúdio, Blackout, foi lançado no final daquele ano, e gerou sucessos como "Gimme More" e "Piece of Me".



Devido seu comportamento e consequentes hospitalizações continuaram ao longo do ano seguinte, ao ponto em que foi colocada sob uma tutela, ainda em andamento. No mesmo período, Spears lança seu sexto álbum de estúdio, Circus, incluído o single "Womanizer", que atingiu o topo das paradas mundiais.


Sua turnê de apoio The Circus Starring Britney Spears foi uma das turnês de maior bilheteria mundial dentre os concertos de 2009. Mais tarde, no mês de outubro, "3" tornou-se o terceiro single de Spears a alcançar o número um na Billboard Hot 100.


Seu sétimo álbum de estúdio, Femme Fatale (2011), tornou-se seu primeiro a obter três singles a aparecer entre os dez postos do periódico estadunidense: "Hold It Against Me", "Till the World Ends" e "I Wanna Go".


Britney Spears também atuou como jurada durante a segunda temporada da versão americana do talent show The X Factor.


Seu oitavo álbum de estúdio homônimo, Britney Jean, foi lançado em 2013 e gerou os singles "Work Bitch" e "Perfume"; no entanto, tornou-se o disco menos vendido de sua carreira.



Britney Spears iniciou em 2013 o show intitulado Britney: Piece of Me, no The AXIS, teatro localizado no Planet Hollywood Resort & Casino em Las Vegas.

Em 8 de janeiro de 2014, Spears venceu a categoria Favorite Pop Artist na 40ª edição do People's Choice Awards, realizado no Microsoft Theater em Los Angeles. Na semana de 26 de julho de 2014, "Alien" estreou e atingiu o número oito na Billboard Bubbling Under Hot 100 Singles apesar de não ser lançado como um single de Britney Jean.

Em agosto de 2014, Spears confirmou que ela tinha renovado seu contrato com a RCA, e que estava escrevendo e gravando novas músicas para seu próximo álbum. Spears anunciou através de sua conta no Twitter em agosto de 2014 que ela estaria lançando uma linha de roupas íntimas intitulada "The Intimate Britney Spears". Ela estava disponível para compra em 9 de setembro de 2014 nos Estados Unidos e no Canadá através da página oficial da linha. Foi mais tarde disponibilizada para compra em 25 de setembro na Europa.

A empresa agora está presente para mais de 200 países, incluindo Austrália e Nova Zelândia. Em 25 de setembro de 2014, Spears confirmou no programa britânico Good Morning Britain que havia estendido seu contrato com a The AXIS e Planet Hollywood Resort & Casino, para continuar com a Britney: Piece Of Me por mais dois anos.


Em março de 2015, foi confirmada pela revista People que Spears iria lançar um novo single, "Pretty Girls", com Iggy Azalea, em 4 de maio de 2015. A canção estreou no número vinte e nove da Billboard Hot 100 e teve desempenho moderado em territórios internacionais. Spears e Azalea apresentaram a faixa ao vivo no Billboard Music Awards diretamente do The AXIS, no local da residência de Spears, com reação positiva da crítica. O portal Entertainment Weekly elogiou o desempenho, observando que "Spears deu uma de suas performances televisivas mais energéticas em anos."


Em 16 de junho de 2015, Giorgio Moroder lançou seu álbum, Déjà Vu, que contou com Spears em "Tom's Diner". Em uma entrevista com Moroder, ele elogiou os vocais de Spears e disse que ela fez um "bom trabalho" com a música. Moroder também afirmou que Spears "soa tão bem que você dificilmente a reconhece."

Na edição de 2015 do Teen Choice Awards, Spears recebeu o Candie's Style Icon Award, sendo este seu nono Teen Choice Award. Em 9 de outubro, Giorgio Moroder lança a versão de Spears de "Tom's Diner" como quarto single de Déjà Vu. Em novembro, Spears foi convidada a estrelar uma versão fictícia de si mesma na série Jane the Virgin, do canal The CW. Na série, ela dançou a canção "Toxic" com a personagem de Gina Rodriguez.


2016: Glory

Em 2016, Spears confirmou através das redes sociais que tinha começado a gravar seu nono álbum de estúdio. Em 1 de março, a revista V anunciou que Spears iria aparecer na capa da edição de número 100, datada de 8 de março, além de revelar três capas diferentes registradas pelo fotógrafo Mario Testino para a publicação especial. O editor-chefe da revista, Stephen Gan, revelou que Spears foi selecionada para o especial "V100" por causa de seu status como um ícone na indústria. Na decisão, Gan declarou: "Quem neste mundo não cresceu ouvindo sua música?".

Em maio, Spears lançou um casual jogo de RPG eletrônico intitulado Britney Spears: American Dream. O aplicativo, criado pela Glu Mobile, foi disponibilizado para dispositivos iOS e Google Play. Em 22 de maio, Spears apresentou um medley de suas canções na abertura da edição de 2016 do Billboard Music Awards. Além da abertura, Spears foi premiada com o Billboard Millennium Award.


Em 15 de julho, Spears lançou o single "Make Me...", para seu futuro nono álbum de estúdio. O primeiro single do material conta com a participação do rapper compatriota G-Eazy. Em 3 de agosto, Spears anunciou oficialmente seu nono álbum de estúdio, Glory, com previsão de lançamento para 26 de agosto. O álbum foi disponibilizado para pré-venda na Apple Music no dia 4 de agosto, junto com a faixa promocional "Private Show", canção que dá nome à nova linha de perfumes de Britney, Private Show, anunciada no dia 11 de julho.


Spears estabeleceu-se como um ícone pop e creditada por influenciar o renascimento do pop adolescente durante o final dos anos 1990. Ela tornou-se a "artista adolescente mais lucrativa de todos os tempos" e recebeu títulos honoríficos, incluindo o de "Princesa do Pop".

Seu trabalho lhe rendeu inúmeros prêmios e honrarias, incluindo um Grammy Award, seis MTV Video Music Awards (incluindo o Lifetime Achievement Award), nove Billboard Music Awards, e uma estrela na Hollywood Walk of Fame.

Em 2009, a Billboard classificou-a como a oitava "Artista da Década", e também a reconheceu como a artista feminina que mais vendeu na década de 2000, bem como a quinta colocação na classificação geral. A Recording Industry Association of America (RIAA) nomeou Spears como a oitava artista feminina que mais vendeu nos Estados Unidos, com 34 milhões de álbuns certificados.

Britney Spears já vendeu mais de 100 milhões de álbuns em todo o mundo e mais de 100 milhões de singles[8][9]fazendo dela uma das artistas musicais mais lucrativas de todos os tempos. De acordo com a Billboard, Spears já vendeu cerca de 22,38 milhões de singles em downloads digitais nos Estados Unidos e é a quarta artista feminina que mais vendeu desde que a Nielsen SoundScan começou a contabilizar os dados.

A revista Rolling Stone reconheceu seu sucesso instantâneo incluindo-a na lista "Top 25 Teen Idol Breakout Moments", enquanto o canal VH1 classificou-a em 11º lugar entre as "100 Maiores Mulheres na Música", publicada em 2012, enquanto que a Billboard nomeou-a como mulher mais sexy na música.

Em 2012, a revista Forbes informou que Spears era a artista musical feminina mais bem paga do ano, com ganhos de US$ 58 milhões, tendo aparecido no topo da mesma lista em 2002.



fonte

https://pt.wikipedia.org/wiki/Britney_Spears

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Aerosmith


Surgiu em 1969, da junção de duas outras bandas: os Chain Reaction de Steven Tyler (cujo nome de batismo é Steve Tallarico) e a The Jam Band de Joe Perry e Tom Hamilton. Chain Reaction possuía muita influência de Beatles e chegaram a gravar uma demo que continha canções como "The Sun" e "When I Needed You".



Joe Perry trabalhava em uma lanchonete: fritava batatas e hambúrgueres para comprar discos e sonhava em ter uma banda. Steven Tyler, às vezes, comia na lanchonete onde Joe trabalhava e, um dia, aquele rapaz de cabelo curto e liso com um óculos escuro colado com fita adesiva, que limpava a sujeira que Steven Tyler fazia na lanchonete, foi visto pelo mesmo tocando "Rattlesnake Shake" com sua banda, The Jam Band.


A formação original incluía Steven Tyler (vocal), Joe Perry (guitarra) e Tom Hamilton (baixo), tendo mais tarde entrado para a banda Ray Tabano como segundo guitarrista, e posteriormente Brad Whitford (dos Earth Inc.), para desempenhar idênticas funções. Tyler, que originariamente era baterista e solista, tornou-se vocalista em tempo integral quando o baterista Joey Kramer se juntou ao grupo.

Desde então, venderam mais de 150 milhões de discos em 23 álbuns e uma coleção de prémios (Grammys, American Music Awards, Billboard Awards, MTV Awards).


Após alguns espectáculos ao vivo nos bares de Boston, que lhes proporcionaram fama imediata, o Aerosmith assinou um contrato com a editora Columbia Records em 1972 e gravou o seu álbum de estréia Aerosmith em duas semanas; dele se extraiu o single "Dream On" e clássicos como "Mama kin", "Somebody", "Movin' Out" e "One Way Street". O albúm, na estréia, foi um fracasso de vendas (posteriormente, alcançou platina dupla - 2 milhões de cópias).

Após uma primeira turnê, a banda lançou Get Your Wings (1974), que também não gozou de grande sucesso nas tabelas de vendas - com o tempo, atingiu 4 vezes Platina (4 milhões de cópias); trazia os clássicos "Same Old Song And Dance", "Train Kept A Rollin'", "Lord Of The Thigs" e a super balada "Seasons Of Wither".


Em 1975, a edição de Toys in the Attic fez deles definitivamente estrelas do rock n' roll internacional: nessa época, o Aerosmith começava a lotar seus shows. O álbum, uma mistura bem sucedida de heavy metal, hard rock e toques de punk, constituiu um êxito imediato, tendo canções que marcaram época e jamais serão esquecidas, como "Adam's Apple" e "Walk This Way", que representam bem o hard rock, além de clásicos como "Toys in The Attic", "No More, No More" e "Big Ten Inch Record" e o mega sucesso "Sweet Emotion". O albúm já alcançou as 11 platinas (11 milhões de cópias).


O álbum seguinte, Rocks, influência de toda uma geração do hard rock americano, foi o primeiro disco de platina do Aerosmith, iniciando uma série de discos que alcançariam esta vendagem por vários anos seguidos; Rocks já atingiu 4 platinas (4 milhões de cópias) e foi o primeiro disco sem nenhuma cover. Joe Perry faz a guitarra cavalgar em "Back In The Saddle" (que foi recentemente regravada por Sebastian Bach no álbum Angel Down e contou com a participação especial de Axl Rose, também fã declarado do Aerosmith - a versão ficou "ok"); Brad Whitford arrasa com o riff inicial e os solos de "Last Child", que provam que ele não merece ser chamado de "guitarrista base"; há canções rápidas como "Rats In The Cellar" e pesadas como "Nobody's Fault" (outra composição de Brad em parceria com Steven) e experimentais como "Sick As A Dog" (de Tom Hamilton e Steven), em que os membros chegam a trocar de instrumentos:


Tom toca guitarra-base enquanto Joe Perry toca baixo; depois, no meio da música, Steven assume o baixo e Joe volta para a guitarra, tudo em apenas 1 take! O disco fecha com a linda balada "Home Tonight", uma rock-ballad suja com destaque para o piano de Steven e os solos do Joe.

Há ainda "Combination", quarta música do álbum e escrita por Perry, que cantaria sozinho a canção - idéia abandonada devido ao fato de considerarem Rocks um álbum crucial para a banda (Joe então dividiu os vocais com Steven). Em qualquer lista de hard rock e heavy metal não pode faltar o Rocks, um dos clássicos absolutos do Rock.


Após o estardalhaço de Toys In The Attic e Rocks, é lançado Draw the Line em 1977, que atingiu disco de platina mais rápido que os primeiros e alcançou dupla platina (2 milhões de cópias). Não foi tão bem recebido pela crítica quanto seus anteriores, mas não deixou a desejar. "Draw The Line" é a faixa título e tem um riff inesquecível, pode considerado um dos maiores clássicos do Aero, e "Kings And Queens" é um tipo de rock um pouco "épico", que fala do governo, da igreja e da anarquia. E vale a pena lembrar de "I Wanna Know Why" e a blues-rock "Milk Cow Blues". É um disco com canções dançantes como "Get It Up" e "Sight For Sore Eyes", e traz a primeira música apenas com Joe Perry nos vocais, a ótima "Bright Light Fight".

Em 1978, o Aero canta pra mais de 400 mil pessoas em Boston e lança seu primeiro álbum ao vivo, Live! Bootleg, com os seus sucessos e duas canções retiradas de um bootleg de um show de 1973: "I Ain't Got You" e "Mother Popcorn" - "Draw The Line" está "escondida" depois de "Mother Popcorn" e não é listada na contra-capa do disco. No mesmo ano, o grupo participou do filme Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, para o qual regravaram "Come Together" dos Beatles.

Em 1979, durante as gravações de Night in the Ruts, Joe Perry deixou a banda após mais uma briga com Steven, que começou por causa de um copo de leite; formou o The Joe Perry Project, que lançou três discos. Após um acidente de moto sofrido por Steven Tyler, que o deixou "fora de ação" por alguns meses, foi lançada a coletânea Greatest Hits", um verdadeiro estouro de vendas (mais de 10 milhões de cópias).

Night in the Ruts é lançado em 1979, e apresenta três covers: "Remember (Walking in the Sand)", "Think about it" e "Reefer Head Woman"; foram feitos vídeos de "Chiquita" e "No Surprise". O albúm não foi bom de vendas, alcançando apenas 1 disco de platina após vários anos de seu lançamento. Substituto de Joe Perry, Jimmy Crespo toca apenas um solo em "Reefer Head Woman" (Joe tocou na maioria das outras canções).

Brad Whitford deixou a banda em 1981 e se uniu a Derek St. Holmes, vocalista da banda de Ted Nugent, para dar origem ao projeto Whitford/St. Holmes, que lançou um disco auto-intitulado.

Com a parceria Perry-Tyler desfeita, Rock in a Hard Place é lançado em 1982 e que teve como destaque o single e o vídeo de "Lightning Strikes", que ainda contava com Brad Whitford (a música foi gravada antes de sua saída). O disco foi um fracasso de venda e de crítica, apesar de ter grandes canções como "Bitch's Brew", "Bolivian Ragamuffin" e "Cry Me A River".

Após esta fase conturbada, Perry e Whitford regressaram à banda, em 1984 ? teve então lugar uma turnê para comemorar a reunião dos membros do grupo, a "Back In The Saddle Tour". Joe Perry, em entrevista à revista Rolling Stone na época: "Eu sei que todo mundo pergunta se nós voltamos a tocar juntos pelo dinheiro, e claro que não é verdade. Não, é legal ter dinheiro, mas a razão [pela qual voltaram a se reunir] é que temos prazer em tocar juntos outra vez". Contudo, durante essa mesma turnê, Tyler chegaria a desmaiar em palco devido à dependência de drogas, afetando negativamente a imagem do grupo.


No ano seguinte, a banda lança Done With Mirrors, um dos melhores álbuns do Aerosmith desde o final durante toda a carreira, porém um fracasso de vendas, idem ao anterior.

Em 1986, sai o 2° álbum ao vivo Classics Live! Vol. 1, ao mesmo tempo em que Steven e Joe apareceram no bem sucedido cover dos rappers do Run D. M. C. de "Walk This Way", combinando rock n' roll e rap e se tornando um clássico, marcando o início do regresso do Aerosmith aos grandes êxitos.

Em 1987, sai o 3° ao vivo Classics Live! Vol. 2, seguido do disco Permanent Vacation, que incluía hits como "Dude (Looks Like a Lady)", "Rag Doll" e "Angel", reestabelecendo o Aerosmith nas paradas americanas novamente e vendendo 5 milhões de cópias só nos EUA.

Nessa mesma época, a banda finalmente se livrou das drogas. O último a largar foi Tom Hamilton, que deu sua última "cheirada" nas gravações de Permanent Vacation. Contudo, o verdadeiro álbum de regresso aos topos de vendas foi Pump, de 1989, que fez a banda entrar na década de 90 com força total, causando um estardalhaço; desse disco se extraíram três êxitos que chegaram ao Top 10 nos Estados Unidos: "Janie's Got a Gun" (que vence o 1° Grammy do Aero), "What It Takes" e "Love in an Elevator". Pump foi ao topo das paradas americanas, chegando a marca dos 9 milhões de cópias.



Get a Grip (1993) foi igualmente um sucesso de vendas, chegando a casa dos 12 milhões de cópias, tendo reestabelecido definitivamente os Aerosmith como uma potência musical. Com singles como "Livin' On The Edge" (que vence o 2° Grammy do Aero), "Eat The Rich", "Crazy" (vencedora do seu 3° Grammy) e "Cryin'", o Aero explode na década de 90.

Nine Lives, de 1997, foi um álbum marcado por inúmeros problemas (mesmo alcançando o topo das paradas e vendendo 3 milhões de cópias), como o despedimento do produtor do grupo, Tim Collins. O disco continha singles de sucesso como "Falling In Love (Is Hard On The Knees)" e "Pink" (que vence o 4° Grammy do Aero).

Em 1998, a banda lança o disco duplo ao vivo A Little South Of Sanity e, no ano seguinte, seu primeiro single a alcançar o primeiro lugar da Billboard, o tema romântico da trilha sonora do filme Armageddon, I Don't Wanna Miss A Thing (escrito por Joe Perry e Diane Warren, ainda que Perry não seja creditado como tal).

Em 2000, o Aerosmith vai para a Calçada da Fama do Rock 'n' Roll, ou melhor, o "Rock 'N' Roll Hall Of Fame". Em 2001, é lançado Just Push Play, que vai aos topos das paradas dos EUA com singles como "Jaded".


Em 30 de Março de 2004, o seu há muito prometido álbum de blues, Honkin' on Bobo, foi finalmente lançado, um regresso às raízes; o álbum nasceu no final de 2003 durante a turnê em conjunto com os KISS e a jam especial de blues que acontecia nas apresentações. No mesmo ano, sai o DVD "You Gotta Move"

Em 2005, a gravadora lançou Rockin' the Joint, uma compilação de uma apresentação ao vivo realizada em 2002 durante a turnê de Just Push Play.

Mais recentemente, em 2006, com o fim do contrato com a Sony BMG iminente, a mesma lançou outra coletânea, Devil's Got a New Disguise: The Very Best of Aerosmith, com grandes sucessos da banda em toda sua história, além de duas canções inéditas, "Devil's Got A New Disguise" e "Sedona Sunrise", outtake do álbum Pump.


Em 2007, a banda voltou ao Brasil para uma única apresentação no dia 12 de abril, abrindo a "Aerosmith World Tour 2007". Para o delírio dos mais de 60 mil fãs que lotaram o estádio do Morumbi numa quinta-feira, a banda tocou seus clássicos por quase 2 horas, com destaque para a abertura com "Love In An Elevator", a blueseira "Baby Please Don't Go" e "Draw The Line" - esta última com Joe Perry batendo na guitarra com sua camisa e se jogando na bateria em seguida, um dos pontos altos do show. A banda mostrou que ainda tem energia de sobra para fazer uma grande apresentação, com destaque para a dupla Steven e Joe.


Em 2008, o Aerosmith tira umas férias e Joe Perry aproveita para fazer alguns shows com a banda de seus filhos, TAB The Band. Enquanto Steven e Joe se recuperam de cirurgias (o primeiro realizou uma no pé; o segundo, uma no joelho), é lançado o jogo Guitar Hero: Aerosmith, o primeiro da franquia com apenas uma banda em destaque.



FONTE

http://www.letras.com.br/biografia/aerosmith

domingo, 2 de agosto de 2009

Eric Burdon



Burdon ou Berson?! Eis a questão...

Eric Victor Burdon (Newcastle, 11 de maio de 1941) é um músico britânico. Foi vocalista e líder da banda The Animals banda originalmente formada em Newcastle no começo dos anos 60. Em 1966, o grupo se dissolveu e Eric continuou a banda como Eric Berdon and The New Animals. Esta formação durou até 1970, quando ele formou outra banda, a War. Deixou o grupo em 1971The New Animals voltaram a se reunir entre 1976 a 1983, mas se separaram novamente. Burdon continua a gravar e viajar em turnê em carreira solo.

Em 1996, Eric Burdon participou da gravação do disco da banda de rock brasileira Camisa de Vênus Quem é Você? e fez dueto com o cantor Marcelo Nova da canção “Don’t Let Me Be Misunderstood”, um clássico do The Animals.

“Don’t Let Me Be Misunderstood”

“Don’t Let Me Be Misunderstood”

Quem é Você?

O álbum My Secret Life lançado em 2004, além de apresentar a canção “Black & White World”, escrita em co-autoria com Marcelo Nova, em 1996, e que mencionam o brasileiro Luiz Calanca, fundador do selo musical e loja de discos Baratos Afins, localizada em São Paulo, traz também duas canções de Marcelo Nova, vertidas para o inglês: “Motorcycle Girl” e “Devil’s Slide”.  O Álbum My Secret Life vendeu mais de 20.000 cópias no Reino Unido.


Black & White World

Motorcycle Girl

Devil’s Slide


Em 7 de setembro de 1967 Eric Burdon casou-se com Angie King, em Londres. E deixou claro que não queria tornar público o casamento, mas a imprensa invadiu a igreja. Em 1969, o casal se divorciou. Em 17 de setembro de 1972, Eric casou com a alemã, Rosie Marks; e, tiveram uma filha, chamada Alexandria, que nomeou o álbum Mirage lançado em 2008.

Rosie participou do programa de televisão "Up North", com Berdon e a filha Alexandria. Eles se divorciaram em 1978 e uma batalha pela custódia da filha começou. No final dos anos 70, sua casa na Califórnia foi queimada por sua ex-esposa Rosie Marks. Muito de seu material de arquivo, incluindo imagens, registros, letras, scripts, diários e imagens foram destruídos. Em 1983, durante a excursão do The Animals, sua ex-esposa e sua filha desapareceram. Em uma entrevista em 2006 Berdon confirmou que ele finalmente fez contato com sua filha. 

Influências

O som dos The Animals influenciou muitas bandas de Britpop, rock alternativo, e sua voz é muito respeitada por muitas pessoas como Jim Morrison, Robert Plant, Tom Petty, David Johansen e Joe Cocker.

Iggy Pop e Bruce Springsteen votaram em Burdon em uma enquete da Revista Rolling Stone dos "100 melhores cantores de todos os tempos"

Brian Jones chamou de "melhor cantor de blues que saiu da Inglaterra."

Alan Price o chamou de "o melhor cantor de uma banda de brancos".

Burdon ficou em 57º na lista da Rolling Stone - The 100 Greatest Singers of All Time.

Curiosidades

Na música "I Am The Walrus", o "egg man" era uma referencia a Eric Burdon. John Lennon deu ao amigo esse apelido depois que Burdon contou uma história sobre um encontro sexual que teve com uma jamaicana que quebrou um ovo em sua barriga e o lambeu.


A música This Should Be Good (Isso Deve Ser Bom), cantada por Eric Berdon, é uma canção internacional que está na trilha sonora de Malhação Sonhos. No ritmo do pop rock do cantor norte-americano da Califórnia que também cantou o tema de Bárbara e André na novela Em Família, o som é bem agradável e possui uma melodia de destaque.



FONTE

https://pt.wikipedia.org/wiki/Eric_Burdon

https://www.facebook.com/ericberdon/

https://whiplash.net/materias/biografias/061219.html

http://revista.cifras.com.br/artigo/15-fatos-que-voce-nunca-soube-sobre-as-musicas-dos-beatles_7888

Pedro Paulo de Leoni


Pedro Paulo Wandeck de Leoni Ramos (5/3/1927 Rio de Janeiro, RJ) - Compositor. Pianista. É casado com a escultora Mirtes Rushel de Leoni e pai da cantora Maria Augusta.
Administrador de empresas. Professor de Português e de Literatura Portuguesa e Brasileira. Cursou Engenharia na Academia Militar das Agulhas Negras.


Estudou Composição e Harmonia na Pró Arte. Foi aluno do Maestro Guerra Peixe. Autodidata em Piano, aperfeiçoou-se no Centro Musical Antonio Adolfo, onde estudou com o pianista.

Atuou como produtor na Rádio Roquete Pinto. Foi presidente da Fundação Rádio Mauá, superintendente da Rádio Nacional e presidente da Empresa Brasileira de Radiodifusão (Radiobras), da qual foi organizador e o primeiro dirigente, tendo sido fundador da Rádio Nacional FM, a primeira emissora brasileira a transmitir exclusivamente a música popular (e até erudita) de nosso país. Foi também assessor especial do Secretário de Cultura, Esportes e Turismo do Rio de Janeiro (gestão Fernando Barata) e do Secretário de Cultura da Presidência da República (gestão Sergio Paulo Rouanet).


Como produtor de shows, atuou durante 14 anos em Brasília, tendo sido organizador e responsável pela montagem de 10 espetáculos musicais no Teatro Nacional da Capital da República. Foi ainda produtor da Brasília Super Rádio FM, onde apresentou por vários anos o programa “Bossa, jazz e outros ritmos”.

Sua estréia como compositor ocorreu no projeto Paulo Gracindo, em 1968, quando foi apresentada a música “Lua, sempre lua”, interpretada por Ângela Maria, que logo a gravaria na Copacabana Discos.


Em seguida, a cantora Marlene e o humorista Agildo Ribeiro gravaram, quase simultaneamente, a marcha “Querida Elisa”, que participou do Concurso de Músicas para o Carnaval do MIS-RJ, transmitida pela TV Tupi, em 1970.


Em 1971, Adelaide Chiozzo gravou a balada “Nosso amor”, pelo selo Equipe, de Nilo Sérgio.


No ano seguinte, a cantora Eleonora Diva registrou, pela Top Tape, a balada “Tempo, espaço, cor”, cuja letra é de Lea Cavalcanti, filha do compositor Armando Cavalcanti. Nesta gravação, atuaram os músicos Paulo Moura, Wagner Tiso, Copinha e Eduardo Lage (com o Quarteto Forma), sob a regência do Maestro Orlando Silveira.

Tem parcerias com o letrista Billy Blanco, o acadêmico Alberto da Costa e Silva e com Gilberto Job, consultor internacional de informática e da construção civil.


Em 2007, lançou seu primeiro CD, apresentado por Ricardo Cravo Albin, com conjunto de músicos liderado pelo pianista argentino Pablo Lapidusas. No repertório, 12 composições de sua autoria: “Se amanhã fosse ontem”, “Querência”, “Praiana”, “Sem mais ninguém”, “Canção do entardecer”, “Maxixando”, “Sofismando”, “Traço de união”, “Viver tudo hoje”, “Trinca de Cartola”, “A voz do vento” e “Tempo, espaço, cor”, esta última a única faixa em que o compositor encontra-se ao piano.

FONTE

http://dicionariompb.com.br/pedro-paulo-de-leoni/dados-artisticos