terça-feira, 18 de julho de 2017

Música e Carro (moto): Uma Viagem a Dois


Como os avanços da indústria automobilística incorporam novas tecnologias para o consumo musical e ajudam a expandir o mercado — e os lucros dos criadores

Ouvir música enquanto se dirige é um hábito quase automático. Espaço que só viu sua importância no consumo de música crescer, o carro sempre acompanhou as mudanças na indústria fonográfica, desde o primeiro aparelho de som (para discos de vinil!) embutido num automóvel, passando pelas fitas cassete, as rádios AM e FM e o bluetooth para audição de músicas a partir de um dispositivo móvel até chegar à incorporação do streaming e à rádio digital via satélite.

Há pelo menos dois anos, os principais modelos lançados nos Estados Unidos já trazem de fábrica um novo sistema de audição de músicas, transmissões esportivas, programas de debates e notícias que promete revolucionar o rádio no carro. No SiriusXM, o usuário compra um pacote de canais, habilita o aparelho do automóvel e pode desfrutar de todo o conteúdo via satélite, mesmo em áreas sem acesso à internet (e, portanto, sem streaming de música por plataformas como Spotify ou Deezer). Nissan, Toyota, GM e Volkswagen são algumas das montadoras que já aderiram ao modelo por lá. Uma alternativa sólida, sem dúvidas, a um avanço tecnológico que começou pela Noruega e que, dizem analistas, não deve demorar muitos anos antes de se consumar em países como o Brasil: o fim da FM.


É boa notícia para os titulares de direitos autorais no Brasil, uma vez que o modelo de cobrança às rádios levado a cabo pelo Ecad e a as associações que o compõem tem regras claras, é mais fiável e garante melhores ganhos do que o streaming, ainda sujeito a pagamentos mais baixos. Na época do anúncio do fim da FM na Noruega, o analista James Cridland afirmou que, “muito provavelmente, os atuais ouvintes de rádio, em vez de migrar para o serviço digital, simplesmente decidirão se conectar ao Spotify e outras plataformas similares” e que o rádio precisaria surpreender para continuar a ter relevância. Agora, ele mesmo diz em seu podcast Future of Radio, no site MediaUK, que sistemas como o SiriusXM podem ser a resposta que se esperava.

O streaming contra-ataca e faz parcerias com grandes montadoras. Spotify e Ford, por exemplo, já chegaram a um acordo por meio do qual os automóveis da fabricante americana saem de fábrica com a plataforma nativa nos aparelhos, dispensando o uso do bluetooth e do celular. O sistema permite controlar o aplicativo com botões no volante.


Diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS Rio), Sergio Branco vê um movimento sem volta na direção do consumo sem mídia em carros. “A gente está na evidência da internet das coisas, um conceito que fala sobre objetos do dia a dia estarem conectados à internet”, analisa. “Plataformas de streaming como o Spotify criam playlists a partir da sua experiência como consumidor e da comparação do seu comportamento com outros usuários com gosto semelhante ao seu, então você não precisa sequer selecionar a música que quer ouvir. O carro já vai 'saber' o que você gosta de ouvir”, diz.




Com o ganho de escala, e melhores pagamentos por stream (demanda global que tem mobilizado criadores, artistas e atores da indústria musical em geral), espera-se um salto considerável nos ganhos nos próximos anos. “Os carros com direção autônoma são uma tendência mundial e que só deve aumentar”, diz o especialista Fabio Perrota Júnior, que antevê um grande crescimento concomitante do consumo de conteúdos audiovisuais pelos motoristas desobrigados de dirigir. “Músicas, filmes e outros produtos são formas de ajudar a distrair no trânsito.” Previsivelmente, espera-se um aumento considerável da produção para abastecer esse mercado em expansão.



// Bolachão tocando no carro? Desvia do buraco!

Os primeiros rádios de carro surgiram no fim da década de 1920, como explica o jornalista especializado em carros Jason Vogel. “Eram uns trambolhos tão grandes que ficavam embaixo do chassi ou dentro do painel. Funcionavam muito mal, de forma precária”, conta ele. Nos anos 1950, começaram a se popularizar os primeiros aparelhos valvulados, geralmente AM e em ondas curtas. Até então, a música não ocupava o maior espaço na programação das rádios, que privilegiavam notícias, programas de debates e informativos em geral. O salto da música ligada a esses aparelhos móveis começou mesmo nos anos 1960. Consolidada a era do rock, e com o pop despontando como a próxima grande revolução musical do século XX, os rádios passaram a vir embutidos nos painéis dos carros e transistorizados, o que diminuiu seu tamanho.

Foi também nessa época que se lançaram os toca-discos de vinil no painel, que comportavam compactos. “Pulava muito (a agulha), por mais mola que tivesse. Não fez muito sucesso”, diverte-se Vogel. “O usuário só foi começar a controlar as próprias músicas lá para o fim dos anos 60, início dos 70, com o primeiro toca-fitas de cartucho”, diz.



Na década de 1970, com o cassete, o toca-fitas virou uma grande febre. “Começaram a aparecer vários modelos. Teve uma onda de roubos, era perigoso você ter no Brasil, porque o pessoal arrombava o carro para tirar o rádio do painel. As marcas sonho de consumo na época eram TKR e Roadstar. A qualidade de som, que até então não era grande coisa, começou a melhorar com os amplificadores”, lembra o jornalista.


Nos anos 1990, surgem os primeiros CD players de carro. No início, assim como o toca-discos dos anos 60, também pulavam muito. “Era uma coisa pouco prática. Até que inventaram o chamado carrossel, um troço que você botava na mala do carro, comportava seis CDs e tinha comando. Isso foi considerado uma evolução, primeiro em qualidade de som, depois porque você não precisava ficar mudando o disco, podia fazer uma viagem do Rio a São Paulo sem ter que trocar nada.”


A revolução, no entanto, não durou nem 25 anos: logo veio o mp3. Formato que também já foi superado, dando passo às atuais aposta da indústria: o rádio digital e o streaming.






**Não vou deixar de fora a música de viagem dos mochileiros...


FONTE

Por Kamille Viola, do Rio
http://www.ubc.org.br/Publicacoes/Noticias/7942

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Thomas Marco Roth


Thomas Marco Roth é um publicitário, produtor musical, compositor e cantor brasileiro. Trabalhou como jurado nas duas primeiras temporadas do Ídolos, e também no programa Astros, ambos do SBT. começou a carreira na produtora Sonima.

Em 1975, gravou um compacto simples com sua música "Quero", gravada também por Elis Regina no LP "Falso Brilhante" (1976) e incluída no repertório do show homônimo.

Quero



Em 1981, abriu a Lua Nova, produtora de fonogramas publicitários.

De 1980 a 1984, atuou em dupla com Luiz Guedes, com que lançou dois compactos, "Canto matinal" e "Como nunca", canções da parceria de ambos, e também os LPs "Extra" e "Jornal do Planeta".

Canto matinal

Constam do repertório do LP "Extra" (1982) suas composições "Milagre do amor", "Angra", "Estradas (Dentro da cabeça)", "Bons tempos", "Chuva de vento", "São Paulo (Coração do tempo)" e a faixa-título, todas com Luiz Guedes, e "Longe demais" (c/ Luiz Guedes e Paulo Flexa), além de "Clube do coração" (Luiz Guedes e Paulo Flexa).



No LP "Jornal do Planeta" (1983), registrou suas canções "Lunar", "Viagens do coração", "Nova estação" e a faixa-título, todas com Luiz Guedes, "Ela sabe demais" (c/ Luiz Guedes e Paulo Flexa), "No galeio do trem" (c/ Murilo Antunes e Luiz Guedes), "Pátria (c/ Luiz Guedes e Fernando Brant) e "Dois e dois: quatro" (c/ Luiz Guedes e Ferreira Gullar), além de "Amoramar" (Luiz Guedes e Paulo Flexa) e "Minha lua boa" (Luiz Guedes e Paulo Flexa).


É proprietário da gravadora independente Lua Discos, pela qual já lançou mais de 60 títulos com vários artistas, como Guilherme de Brito, Jards Macalé, Angela Maria (disco de 50 anos de carreira), Casquinha da Portela, Filó Machado, Rebeca Matta, Virgínia Rosa, Maurício Pereira, Moacyr Luz, Claudio Nucci, Moisés Santana. 


Criou também a LuaWeb, empresa que realiza projetos de áudio para a Internet.


Em 2002, lançou o CD "Luiz Guedes & Thomas Roth", uma compilação das faixas dos compactos e LPs lançados com o parceiro. A renda obtida com a vendagem vem sendo revertida à família de Luiz Guedes, falecido em 1997.

Compôs mais de 200 canções, entre as quais se destacam sucessos de execução em rádio, como "Canção de verão" e "Vôo livre", gravadas pelo grupo Roupa Nova, "Cachoeira", por Ronnie Von, "Chama da paixão", por Jane Duboc, e "Fica Comigo", pelo grupo Placa Luminosa.

Canção de verão

Vôo livre

Cachoeira

Chama da paixão

Fica Comigo

Além dos já citados, constam também da relação dos intérpretes de suas canções Beto Guedes, MPB4, Marcos Sabino, Eliete Negreiros e Simone Guimarães, entre outros.

É considerado um dos principais nomes brasileiros da publicidade.

fonte

http://dicionariompb.com.br/thomas-roth/dados-artisticos

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Manfred Mann


Manfred Mann foi uma banda britânica de R&B, formada por Mike Vickers, guitarra; Dave Richmond, baixo; e Paul Jones, vocal.

Os Manfred Mann originalmente classificam-se como uma banda de rhythm and blues. Foi fundada na Grã-Bretanha, em 1962, pelo próprio Manfred Mann, nascido em 21 de outubro de 1940, em Joanesburgo, África do Sul,. Com Manfred Mann (nas teclas) estava o seu amigo Mike Hugg (na bateria). O vocalista era Paul Jones (que se tornaria mais tarde num ator de sucesso). Os outros membros foram Tom McGuinness (baixo) e Mike Vickers (flauta, sax, guitarra).

O seus primeiros ‘hits’ foram "Do Wah Diddy Diddy" (um original dos Exciters) e "Pretty Flamingo".

Do Wah Diddy Diddy

Pretty Flamingo

Jones saíu em 1966 e foi substituído por Mike D'Abo, mas o grupo manteve a senda de sucessos (caso raro quando ocorre mudança de vocalista) de que se salienta, em 1968 uma versão de "Mighty Quinn" de Bob Dylan.

Mighty Quinn

Outros temas de Dylan gravados pelo grupo foram: "Just Like A Woman" (1966) e "If You Got To Go - Go Now".

Just Like A Woman

If You Got To Go - Go Now

Outro popular tema do grupo foi: "Ha! Ha! Said the clown", de 1967.

Ha! Ha! Said the clown

O nome dos Manfred Mann encontra-se associado a uma das inovações técnicas da música pop-rock: o sintetizador. No Verão de 1968, Mick Vikers (então nos Manfred Mann) estava nos estúdios de Abbey Road quando este fora equipado pela primeira vez com um "moog", e trabalhou na sua afinação para o álbum homônimo dos Beatles. Este grupo esteve no Festival de Vilar de Mouros em 1971. O grupo separou-se em 1969.

Mann e Hugg formaram então um grupo de jazz-rock, o Chapter Three, que não teve grande sucesso. O nome significava que este era o "terceiro capítulo" das formações de Manfred Mann, diferindo as duas primeiras apenas no vocalista. O grupo gravou os álbuns Chapter Three (lançado em Dezembro de 1969) e Chapter Three – volume 2 (lançado em 1970).



Manfred Mann's Earth Band

Em 1971, juntamente com Mick Rogers (guitarras e vocais) Chris Slade (bateria) e Colin Pattenden (baixo) Mann formou a Manfred Mann's Earth Band. A nova banda iniciou a sua atividade com uma versão de "Please Mrs Henry", mais um original de Bob Dylan, mas sem grande sucesso; seguiu-se "Living without you" (escrita por Randy Newman).

Please Mrs Henry

Living without you

O primeiro LP, com a mesma designação da banda, incluindo as duas referidas canções, só surgiu em 1972. Também de 1972 é o álbum "Glorified Magnified", que incluía nova versão de um outro êxito de Dylan: "It's All Over Now Baby Blue".

It's All Over Now Baby Blue

No entanto, só em 1973, com o álbum "Messin’", é que a banda voltou novamente a retomar o caminho do sucesso.


Existe uma biografia muito completa das formações de Manfred Mann, "Mannerisms: The Five Phases of Manfred Mann", de Greg Russo. Os Manfred Mann's Earth Band continuam atualmente em atividade, com espetáculos ao vivo, mas nos últimos anos apenas têm sido lançadas compilações das suas gravações.

Vilar de Mouros, 1971
Os Manfred Mann constituíram uma das atrações do festival de Vilar de Mouros de 1971, tendo atuado na noite de 7 de Agosto. Tocaram os seguintes Temas: Dealer, Ashes To The Wind, Happy Being Me, Captain Bobby Stout e Mighty Quinn.

Dealer


Ashes To The Wind

Happy Being Me

Captain Bobby Stout

Mighty Quinn




FONTE

https://pt.wikipedia.org/wiki/Manfred_Mann

domingo, 2 de julho de 2017

Il Volo


Il Volo é um trio pop operático italiano, formado pelos tenores Piero Barone, Ignazio Boschetto, e pelo barítono Gianluca Ginoble. Il Volo, (cuja tradução em português seria O Vôo/Voo), foi formado em 2009, tendo sido influenciado pelo estilo crossover do também italiano Andrea Bocelli.


Gianluca Ginoble nasceu em 11 de fevereiro de 1995 em Roseto degli Abruzzi (província de Teramo), na região central da Itália, e cresceu perto de Montepagano. Piero Barone nasceu em 24 de junho de 1993, em Naro, perto de Agrigento (Sicilia). E Ignazio Boschetto nasceu em Bologna, Emilia Romagna, em 4 de outubro de 1994, mas cresceu em Marsala, Sicília.

Mesmo antes de se conhecerem, os três viveram suas vidas de modo parecido, quando, devido às suas vozes maravilhosas mesmo quando crianças, geralmente dirigiam os musicais de suas escolas.

Os três cantores de ópera pop começaram suas carreiras no ano de 2009, quando se conheceram na segunda edição da competição musical Ti Lascio Una Canzone, da TV italiana RAI, em Sanremo. Em maio de 2009, Gianluca Ginoble venceu a competição cantando "Il mare calmo della sera".

Durante a competição, os três foram escolhidos para interpretar como trio o clássico napolitano "'O Sole Mio". Depois da competição, eles continuaram a se apresentar juntos, sob os nomes de The Tryo, Il Trio e finalmente, Il Volo.

Em 2010, eles participaram do especial para caridade "We Are the World 25 for Haiti", um "remake" do sucesso de 1989 "We Are The World". Em fevereiro de 2010, eles interpretaram as musicas Granada e Un Amore Così Grande no 60º Sanremo Festival. No mesmo festival, o trio se apresentou para a Rainha Rania, da Jordânia.

Os Il Volo a actuar no Festival Eurovisão da Canção 2015.

O nome do trio foi mudado para Il Volo no outono de 2010.

Seu primeiro álbum, intitulado Il Volo, foi gravado em 2010 pelo Abbey Road Studio em Londres e produzido por Tony Renis e Humberto Gatica. Foi lançado em novembro de 2010, e alcançou a 6º posição no ranking italiano, recebendo o Disco de Ouro pela Federação Italiana da Indústria Musical.

A edição internacional do álbum foi lançada em abril de 2011 e foi promovido nos Estados Unidos durante a final da 10ª temporada da competição musical American Idol. O grupo cantou 'O Sole Mio, que foi lançado nos Estados Unidos como single no início de 2011. O álbum estreou na Billboard 200 na 10ª posição, e na primeira posição no ranking de álbuns clássicos, vendendo 23.000 álbuns na sua primeira semana. O álbum também entrou para o Top 10 em outros países, como Bélgica, França e Holanda, ficou em primeiro lugar na Áustria.


Uma versão em espanhol do álbum foi lançada e alcançou a 6ª posição no México, a terceira posição no ranking de álbuns clássicos, a 4ª posição no Top Álbuns Latinos e o topo no Top Álbuns Pop Latinos. Essa versão recebeu o Disco de Ouro pela AMPROFON por vender 30.000 cópias e ganhou um RIAA Latin Gold Award por vender 50.000 nos Estados Unidos.

Il Volo foi indicado para o Grammy Latino nas categorias de Melhor Álbum Latino por Dueto ou Grupo com o álbum Il Volo (Edicion En Español) e como Melhor Artista Revelação.

Em novembro de 2011, Il Volo lançou o álbum "Christmas Favorites", que contém um dueto com Pia Toscano. Na mesma época, seu primeiro álbum foi relançado numa edição especial adicionando as músicas de "Christmas Favorites".

Um ano depois, em novembro de 2012, o grupo lançou seu terceiro album, "We Are Love", e em abril de 2013 foi lançada a versão em espanhol, "Más Que Amor". Em novembro de 2014, após saírem da gravadora Universal Music e assinarem contrato com a Sony Music/Columbia, foi anunciada a participação do trio no Festival de Sanremo.

Em 14 de fevereiro de 2015, Il Volo, com a canção Grande amore venceu o Festival de Sanremo, obtendo assim a oportunidade de participar do Festival Eurovisão da Canção 2015 para representar a Itália. Logo após o Festival, no dia 20 de fevereiro é lançado o EP "Sanremo grande amore".


Apesar de não terem ganho o Festival Eurovisão da Canção 2015, ganharam os votos telefônicos do público europeu, algo bem mais importante do que qualquer troféu, uma vez que ganharam os corações do povo.

Mesmo sendo chamados de "três jovens tenores", o grupo é formado por dois tenores (Ignazio Boschetto e Piero Barone) e um barítono (Gianluca Ginoble), como informado em entrevistas. Piero Barone é considerado um tenor spinto (facilmente alcança notas do tenor lírico), Ignazio Boschetto é um tenor lírico, e Gianluca Ginoble, que é tecnicamente considerado um barítono, pode também ser classificado como heldentenor (barítono com registro agudo forte, muito comum nas óperas de Wagner).





FONTE

https://pt.wikipedia.org/wiki/Il_Volo

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Diário da Música ♪♫: Zé Ricardo


Diário da Música ♪♫: Zé Ricardo - Curador do palco Sunset, do 'Rock in Rio', Zé Ricardo apresenta EP autoral

A minha preferida é "Exato Momento"


Em evidência por conta da atuação (desde 2008) como curador do palco Sunset do festival Rock in Rio, o cantor, compositor e músico carioca José Ricardo Santana de Farias – conhecido no meio musical como Zé Ricardo – completará, em 2018, 20 anos de carreira fonográfica desenvolvida dentro do universo da música preta brasileira, rótulo do qual é um dos criadores. 


Descendente da linhagem soul aberta no Brasil por nomes como Cassiano e Tim Maia (1942 – 1998), mas dono de obra autoral que embute toques de samba e pop, Zé Ricardo está lançando EP com seis músicas captadas ao vivo em apresentação na plataforma Audio Arena Originals. Essa plataforma viabiliza a apresentação de shows de artistas que dão voz a repertório autoral.

No EP, Zé Ricardo rebobina as músicas Amor e veneno (lançada em 2014 no sexto e, por ora, último álbum do artista, 7 vidas), Com ela (parceria com Jorge Salomão, de 2005), Dançando com a vida (parceria com Sandra de Sá, Gabriel O Pensador e Ana Lima lançada por Sandra em 2000 e regravada por Zé no ano seguinte), Exato momento (música do álbum Vários em um, de 2011), Na ponta do pé (parceria com Gabriel O Pensador do álbum 7 vidas, de 2014) e Você fez casa em mim (outra música do álbum 7 vidas, de 2014).

Amor e veneno 

Com ela

Dançando com a vida 

Exato momento

Na ponta do pé

Você fez casa em mim 

Com gravação feita em 2015, o EP Zé Ricardo – Audio Arena Originals está sendo lançado nas plataformas digitais neste mês de maio de 2017.

(Crédito da imagem: capa do EP Zé Ricardo – Audio Arena Originals)





FONTE

terça-feira, 27 de junho de 2017

Diário da Música ♪♫: Coldplay


Diário da Música ♪♫: Coldplay volta ao Brasil em novembro. Banda britânica que esteve no Brasil em 2016 deve retornar ao país no início de novembro (2017)

Banda se apresentou no Rock in Rio de 2011. (foto: Rodrigo Esper/Grudaemmim)

Chris Martin, Guy Berryman, Jonny Buchland e Will Champion parecem gostar mesmo do Brasil. Os quatro formam o grupo Coldplay e estão cotados para retornar ao país para apresentações em novembro. A informação é do jornal Destak. Prestes a lançar o EP Kaleidoscope, no dia 14 de julho, o grupo volta ao país após passagem em abril de 2016. Segundo a publicação, cidades e locais ainda estão sendo definidos.


O último lançamento deles foi o single All I can think is about you. Antes disso, eles lançaram a música Something just like this, em parceria com o duo de música eletrônica The Chainsmokers. 

All I can think is about you

Something just like this

Em sua última passagem pelo Brasil, o Coldplay se apresentou em estádios lotados em São Paulo e Rio de Janeiro com a turnê do disco A head full of dreams (2015). Antes de chegar ao país a banda ainda cumpre agenda de shows na Europa (até julho) e nos Estados Unidos (entre agosto e outubro). 

A head full of dreams



FONTE

http://coldplaybrasil.com/

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Placido Domingo


José Plácido Domingo Embil (Madrid, 21 de janeiro de 1941 é um tenor lírico, músico e maestro espanhol, conhecido por sua poderosa voz de grande flexibilidade, dono de uma técnica vocal impecável, que lhe permitiu cantar diversos papéis de tenor lirico até o dramático. Em março de 2008 ele cantou seu 128º papel operístico, fazendo-se assim o tenor que mais cantou papéis na história, em 2011 chegou ao 134° papel operístico. Um dos Três Tenores, ele também tem conduzindo óperas e concertos, como também servindo de Diretor da Ópera Nacional de Washington, em Washington, Estados Unidos e na Ópera de Los Angeles. Seu contrato em Los Angeles foi estendido até a temporada 2012/3.



Plácido Domingo nasceu perto de Barrio de Salamanca, em Madri, Espanha e mudou-se para o México com seus pais: Plácido Domingo e Pepita Embil, para trabalharem em uma companhia de Zarzuela. Ele estudou piano inicialmente com aulas particulares e passou a estudar no Conservatório de Música Nacional na Cidade do México.


Em 1957, Domingo fez sua primeira performance profissional, apresentando-se com sua mãe em um concerto em Mérida, Yucatán. Ele fez sua estréia em uma opera na zarzuela Gigantes e cabezudos de Manuel Fernández Caballero, cantando no papel de barítono. Nessa época, ele trabalhou na companhia de zarzuelas de seus pais, cantando como barítono ou acompanhando os cantores, ao piano. Depois de sua primeira performance, ele cantou um papel menor na produção mexicana de My Fair Lady, onde ele também foi assistente do maestro. A companhia apresentou 185 performances, incluindo produções de The Merry Widow de Franz Lehár, onde ele cantou os papéis de Camille e Danilo.


Em 1959, Domingo participou de audições para a Ópera Nacional do México, como barítono, mas foi pedido a ele, para cantar algumas áreas em tenor. Finalmente, ele foi aceito na Ópera Nacional como tenor e como tutor para outros cantores. Ele estudou piano e condução, mas fez sua estreia em 12 de maio de 1959 em um papel pequeno, no Teatro Degollado em Guadalajara como Pascual em Marina. Essa apresentação seguiu-se com o papel de Borsa em Rigoletto de Giuseppe Verdi, com Cornell MacNeil e Norman Treigle e Padre Confessor em Dialogues des carmélite, de Francis Poulenc.


Em 1961, ele fez sua estreia operística, no papel de Alfredo em La Traviada (Giuseppe Verdi) no Monterrey e, posteriormente, no mesmo ano, fez sua estreia nos Estados Unidos, com a Ópera Cívica de Dallas, onde ele cantou o papel de Arturo em Lucia di Lammermoor de Gaetano Donizetti, ao lado de Joan Sutherland, no papel título.

Em 1962 ele voltou ao Texas, para cantar o papel de Edgardo em Lucia di Lammermoor, com Lily Pons na Ópera Fort Worth[6]. No fim de 1962, ele assinou um contrato de seis meses com a Ópera nacional de Israel em Tel Aviv, mas acabou estendendo seu contrato e ficou dois anos e meio na companhia, cantando em 280 performances de 12 papéis diferentes.


Em junho de 1965, após terminar seu contrato com a Ópera Nacional de Israel, Domingo foi participar de uma audição na Ópera da Cidade de Nova Iorque para fazer sua estreia em Nova Iorque, como Don Jose em Carmen, de Georges Bizet, mas sua estreia veio quando ele foi convidado para substituir um tenor doente, no último minuto, numa produção de Madama Butterfly, de Giacomo Puccini. Em 17 de junho de 1965, Domingo fez sua estreia em Nova Iorque como Pinkerton na Ópera da Cidade de Nova Iorque. Em fevereiro de 1966, ele cantou o papel título de Don Rodrigo, de Alberto Ginastera, em sua première nos Estados Unidos na Ópera da Cidade de Nova Iorque, sendo muito aclamado. A performance também marcou a inauguração do Lincoln Center como nova residência da Companhia.
Plácido Domingo (1979)

Sua estreia oficial no Metropolitan Opera House, em Nova Iorque, ocorreu em 28 de setembro de 1968, quando ele substituiu Franco Corelli, na produção de Adriana Lecouvreur de Francesco Cilea, cantando ao lado de Renata Tebaldi. Antes de Adriana Lecouvreur, ele cantou em performances para o Metropolitan Opera no Lewisohn Stadium, nas produções de Cavalleria rusticana de Pietro Mascagni e Pagliacci de Ruggiero Leoncavallo em 1966. Desde então, ele participou de 21 aberturas de temporadas, no Met, superando o record anterior, que era de Enrico Caruso, com quatro. Ele fez sua estreia na Ópera Estatal de Viena em 1957, na Ópera Lírica de Chicago em 1968 e no Teatro alla Scala e na Ópera de São Francisco em 1969, na Companhia de Ópera Lírica da Filadélfia em 1970 e no Covent Garden em 1971. No mesmo ano, ele cantou o papel de Mario Cavaradossi em Tosca, de Giacomo Puccini no Metropolitan Opera House e continuou cantando esse papel por muitos anos, de fato, mais do que qualquer outro papel.


Domingo também conduziu nessa época, como La Traviata de Giuseppe Verdi, em 7 de outubro de 1973 na Ópera da Cidade de Nova Iorque com Patricia Brooks. Em 1981, Domingo ganhou um notável reconhecimento fora do mundo erudito pela sua gravação da música "Perhaps Love", ao lado do cantor americano John Denver.

Em 19 de setembro de 1985, o mais terremoto da história do México devastou parte da sua capital. Uma tia, um tio, seu sobrinho e a filha mais nova de seu sobrinho foram mortos na queda de um bloco de apartamentos. Domingo ajudou no resgate as vítimas e no ano seguinte, fez concertos beneficentes para as vítimas.

Da metade da década de 1990 até o começo de 2008, Domingo já havia adicionado 38 novos papéis, de seis diferentes idiomas (inglês, italiano, francês, alemão, russo e espanhol) ao seu repertório, entre eles: Figaro de Il barbiere di Siviglia de Gioachino Rossini, Idomeneo de Wolfgang Amadeus Mozart, Parsifal de Richard Wagner, Siegmund de Die Walküre de Richard Wagner, Danilo de The Merry Widow de Franz Lehár e Cyrano de Cyrano de Bergerac de Franco Alfano. A última ópera italiana do tenor foi Tamerlano de Georg Friedrich Händel.

Dando-lhe o reconhecimento internacional ainda maior fora do mundo da ópera, ele participou do concerto Os Três Tenores, às vésperas da Copa do Mundo de Futebol de 1990, em Roma, ao lado dos tenores José Carreras e Luciano Pavarotti. O evento foi feito com a intenção de arrecadar fundos para a Fundação Internacional de Leucemia de José Carreras e foi repetido inúmeras vezes, incluindo no encerramentos das Copas seguintes (1994 em Los Angeles, 1998 em Paris e 2002 em Yokohama). Sozinho, Domingo fez uma aparição no encerramento da Copa do Mundo de 2006, em Berlim, ao lado da soprano Anna Netrebko e do tenor Rolando Villazón. Em 24 de agosto de 2008, Domingo apresentou-se com Sonz Zuying, cantando Ài de Huoyàn na cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Verão de 2008, em Pequim.

Em 1996, nos Estados Unidos, interpretou Peri de Il Guarany, de Carlos Gomes, na Ópera de Washington, sob regência de Jonh Neschling.

Na chamada "jogada do fim da carreira", Domingo anunciou em 25 de janeiro de 2007 que em 2009 ele cantaria um dos papéis mais exigentes para barítono de uma ópera de Giuseppe Verdi, cantando o papel título Simon Boccanegra. A primeira performance foi na Ópera Estatal de Berlim, em 24 de outubro de 2009, seguido por outros 29 espetáculos na temporada 2009/10 nas casas de óperas mais importantes do mundo. Ele, no entanto, continuou a cantar papéis de tenor, depois das performances.


Em 16/17 de abril de 2008, ele cantou durante a visita do Papa Bento XVI no Parque Nacional e a Embaixada Italiana em Washington. Desde 1990, Plácido Domingo recebe muitos prêmios e honras por suas conquistas em sua longa carreira na música e por seus concertos beneficentes.

No dia 15 de março de 2009, o Metropolitan Opera House prestou homenagem aos 40 anos de carreira de Domingo com um jantar de gala, comemorando também sua estreia em Adriana Lecouvreur como Maurizio, ao lado de Renata Tebaldi, em 28 de setembro de 1968.

Em 29 de agosto de 2009 ele cantou Panis Angelicus na missa de funeral do Senador Ted Kennedy, na Basília de Boston, em Massachusetts.

Domingo no Oscar 2009.



FONTE

https://pt.wikipedia.org/wiki/Pl%C3%A1cido_Domingo

http://g1.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/videos/v/aos-75-anos-tenor-placido-domingo-encanta-o-mundo-com-sua-voz/4753041/

domingo, 18 de junho de 2017

Will You Still Love Me Tomorrow?





"Depois do silêncio, aquilo que mais aproximadamente exprime o inexprimível é a música."

Esta frase de Aldous Huxley fez-me pensar na força que a música tem como expressão, sintetizando sentimentos e épocas, modificando-se, evoluindo. Valendo-me deste conceito mutatório foi que surgiu a ideia de fazer uma comparação entre a música em seu original e a mesma em sua releitura. Nascia aí mais uma sessão do blog! Na primeira postagem falei sobre o clássico disco de Gloria Gaynor "I Will Survive", na segunda sobre Is This Love, na terceira divaguei na extraordinária The Mercy Seat, na quarta falei da romântica Lovesong, na quinta deslindei a nela Wonderwall e, hoje, falarei da tocante Will You Still Love Me Tomorrow?

Existem músicas que falam alto a alma, não importa quanto tempo se passe. Este é o caso de Will You Still Love Me Tomorrow?, selecionada pela Rolling Stone Magazine como uma das 500 Melhores Canções Já Feitas em 125º lugar. A composição do casal Carole King e Gerry Gofin fixa-se na visão de uma garota que, após ter dormido com o seu amado, pergunta-se sobre o amanhã.

Em 1960 o grupo feminino The Shirelles fez a primeira gravação da música. A canção que de início encontrou uma resistência das rádios - por seu contexto sexual - transformou-se em hit, tendo levado o The Shirelles ao status de primeiro grupo feminino a ter sua música no 1.º Lugar das Paradas da Billboard. Assim, por ter este caráter atemporal, fica fácil de notar o porquê desta música possuir versões sendo realizadas até hoje. Perante tal, selecionei 10 regravações dos mais variados estilos, que considero merecerem destaque.

A Original:

Will You Still Love Me Tomorrow?
The Shirelles

- Dirty Dancing não seria o mesmo sem esta na trilha sonora! -

As Regravações (em ordem cronológica):

Will You Still Love Me Tomorrow?
Dusty Springfield

- Ela é tão doce que fica impossível não gostar. -


Will You Still Love Me Tomorrow?

Françoise Hardy

- O arranjo feito em 1969 ainda soa atual. -


Will You Still Love Me Tomorrow?
Carole King


- A mais emocional das versões, tom que só a compositora poderia dar. -

Will You Still Love Me Tomorrow?
Smokey Robinson & The Miracles

- No ritmo sexy da Motown. -

Will You Still Love Me Tomorrow?
Elton John

- Deste só há a versão ao vivo, já que se trata de uma apresentação do Sir. Elton John, primeira após sua cirurgia nas cordas vocais. -


Will You Still Love Me Tomorrow?
Bryan Ferry


- Adoro a voz dele, ficou perfeita na música. -


Will You Still Love Me Tomorrow?
Amy Winehouse


- Amooo de paixão esta versão! Adoro o sabor Jazz incluso. -


Will You Still Love Me Tomorrow?
Lykke Li


- Outra versão mais emocional. -


Will You Still Love Me Tomorrow?
The Like


- Mega Ultra Cute! -


Will You Still Love Me Tomorrow?
Jame Durbin


- Trata-se de uma Apresentação do American Idol, adorei o à capela do início. -

De qual vocês mais gostaram: 
Da Original ou de Alguma das 10 Versões?

FONTE

http://nascidaemversos.blogspot.com.br/2011/04/original-x-regravacoes-will-you-still.html

Ainda temos a interpretação de:
  • Leslie Grace

  • Human Nature
  • Norah Jones
  • Bee Gees (31/10/1995)
  • Bryan Ferry

  • Gloria Estefan, Trisha, Emeli (2013)
  • Maggie Rose

  • Willie Nelson e Carole King