segunda-feira, 5 de março de 2018

The Beatles na Abbey Road


Abbey Road foi o 12° álbum lançado pela banda britânica The Beatles. Foi lançado em 26 de setembro de 1969, e leva o mesmo nome da rua de Londres onde situa-se o estúdio Abbey Road. Foi produzido e orquestrado por George Martin para a Apple Records. Este álbum está na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame.

Apesar de ter sido o penúltimo álbum lançado pela banda, foi o último a ser gravado. As músicas do último disco lançado pelos Beatles, Let It Be, foram gravadas alguns meses antes das sessões que deram origem a Abbey Road.

O álbum é considerado um dos melhores do grupo e parecia que os momentos de turbulências tinham passado e tudo havia voltado ao normal entre eles, mas na verdade o maior problema da banda começou a esquentar: Guerra de poderes.

Após a morte de Brian Epstein, Paul McCartney sugeriu que Lee Eastman, advogado de sucesso e pai de Linda Eastman, tomasse conta dos negócios, mas os outros Beatles, desconfiando e visando a uma proteção maior ao legado de todos, sugeriram que Allen Klein, (que era promotor dos Stones e já vinha tentando "roubar" os Beatles de Epstein havia muito tempo), seria a melhor opção pelo seu jeito convicto de "homem das ruas". McCartney não concordou por achar absurdo pagar 15% de todos os lucros para Klein.

Após a separação da banda, Eastman foi advogado da carreira solo de Paul e Allen Klein foi à justiça por ter roubado uma média de cinco milhões dos Beatles. Os demais Beatles mantiveram contrato com Klein até 1977.

George Martin produziu e orquestrou o disco junto com Geoff Emerick como engenheiro de som, Alan Parsons como assistente de som e Tony Banks como operador de fitas. Martin considera Abbey Road o melhor disco que os Beatles fizeram. E não é por menos: ele é o mais bem acabado de todos e um dos mais cuidadosamente produzidos (comparável somente a Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band). Sua estrutura foi bastante pensada e discutida, e as visões discordantes dos integrantes da banda só contribuíram para a riqueza da criação final.

Também foi em Abbey Road que George Harrison se firmou como um compositor de primeira linha. Após anos vivendo sob a sombra de John Lennon e McCartney, ele finalmente emplacou dois grandes sucessos com este álbum: "Here Comes the Sun" e "Something". Ambas as canções foram regravadas incessantemente ao longo dos anos, sendo que Something chegou a ser apontada pela revista Time como "a melhor música do disco" e como a segunda música mais interpretada no mundo, atrás somente de "Yesterday", também dos Beatles.

Este disco foi marcado pelo uso de novos recursos tecnológicos que estavam surgindo na época. Um deles foi o sintetizador Moog, que começava a ser utilizado em maior escala dentro do rock. Ele possibilitava que virtualmente qualquer som fosse gerado eletronicamente.

O Moog pode ser notado claramente em músicas como "Here Comes the Sun", "Maxwell's Silver Hammer" e "Because". Por seu trabalho em Abbey Road, os engenheiros de som Geoff Emerick e Phillip McDonald ganharam o Grammy.

Após as desastrosas sessões de gravação do álbum então chamado de "Get Back" (mais tarde intitulado "Let It Be" para publicação), Paul McCartney sugeriu ao produtor George Martin que os Beatles se reunissem e fizessem um álbum "como nos velhos tempos… como a gente fazia antes", gravado ao vivo, sem overdubs e, logicamente, livres dos conflitos que começaram com as sessões do Álbum Branco. Martin pensou, levou em consideração o acontecido de ter sido produtor secundário do álbum Get Back e aceitou, mas com a condição que a banda se comportasse "como nos velhos tempos", e ele seria tratado como o "produtor dos velhos tempos" também. Queria o consentimento de Lennon que aceitou numa boa pois eles estavam loucos para compor e gravar. Porém algumas faixas como "Something" e "Golden Slumbers/Carry That Weight/The End" seguiram o estilo do Álbum Branco, de gravar individualmente. Mas o resultado final acabou sendo este grande álbum, considerado por muitos críticos como o melhor da banda, e segundo a revista Rolling Stone o 14° melhor álbum de todos os tempos.

Quando foi gravado na época do vinil, o álbum tinha dois lados bem distintos entre si, a fim de agradar tanto a Paul McCartney como a John Lennon individualmente. O lado A, que ia de "Come Together" a "I Want You", foi feito para agradar a Lennon. É uma coleção de faixas individuais, enquanto que o lado B (para agradar a McCartney) contém uma longa coletânea de curtas composições que seguem sem interrupção. A sequência de juntar músicas inacabadas criadas por McCartney e Lennon em um enorme pout-pourri foi ideia de Paul, constituindo-se numa espécie de ópera dentro do disco. No entanto, diferente de Sgt. Pepper's, considerar Abbey Road um disco conceitual é um engano. "È um bom disco de Rock&roll", disse Harrison.

Come Together

A música que abre Abbey Road é uma das marcas registradas de John Lennon. Foi feita a pedido do guru do LSD, Timothy Leary, que concorreria a governador da Califórnia e tinha como tema da sua campanha a frase: "Let's Get It Together" ou "Vamos Pra Frente Juntos". A inspiração política não veio, mas Lennon terminou a música e a incluiu no disco. A "luz" veio de uma canção de Chuck Berry, "You Can't Catch Me", da qual Lennon copiou inclusive parte de um verso. Anos depois, Lennon admitiu a "influência" de Berry e foi levado à Justiça, mas a ação acabou em um acordo. No decorrer da canção, Lennon faz um barulho com a boca, uma espécie de "chuuunc!", que na verdade ele quer dizer "shoot me", algo como "atire em mim", ou "injete em mim" (uma gíria para o uso de heroína). Paul McCartney não gostava desse trecho por achar que teriam problemas com a Justiça, ou mesmo com os fãs e sabendo que Lennon não retiraria, ele decidiu tocar seu baixo tão forte e alto de maneira que cobrisse a fala. Lennon não queria guitarra nessa música, mas McCartney achou que sem base e só no piano, o som ficaria vazio. Também deu uma ideia do solo que acabou entrando. George Martin escreveu numa nota do disco LOVE que "Come Together" é sua música favorita da carreira dos Beatles.

Something

Escrita por George Harrison para sua esposa na época, Pattie Boyd. Foi escrita durante o White Álbum, e a primeira estrofe foi baseada na música "Something in the Way She Moves" de James Taylor, assinado pela Apple na época. Refinada durante as filmagens de Let It Be, (é possível ver Lennon dando umas dicas de composição para Harrison) a música foi oferecida para Joe Cocker, mas acabaram voltando atrás e gravando a canção. Primeira música de Harrison a ser lado A de um single, "Something" foi regravada por Frank Sinatra. McCartney cantou essa música com Eric Clapton no Concert for George em 29 de novembro de 2002, um ano após sua morte.

Maxwell's Silver Hammer


Perguntado a Ringo Starr posteriormente qual foi o pior momento ao lado dos Beatles, Starr respondeu: 'Sem dúvida, as gravações de "Maxwell's Silver Hammer"'. Também não é para menos: Levaram três dias inteiros para gravar, inclusive com Lennon desistindo de participar dizendo que "era mais uma ideia estapafúrdia de Paul", Harrison teve que reprisar o solo muitas vezes e acabou cansando também e Starr odiava a ideia de ter que tocar bateria sem bater na caixa, com a baqueta batendo na coxa para marcar o tempo (só no refrão ele toca normalmente). McCartney argumentava que apenas queria "tudo dando certo", ou seja, "tudo do seu jeito". Apesar da melodia agradável, "Maxwell's Silver Hammer" conta, através de versos cheios de humor negro, a história de um maníaco homicida chamado Maxwell, que com seu martelo de prata sai matando todos por aí. McCartney estava convencido de que ela seria um sucesso, o que acabou não ocorrendo.

Oh! Darling


Esta canção de McCartney é mais uma brincadeira ao estilo dos anos 50 do que uma composição a ser levada a sério. Toda a banda parece se divertir, e a qualidade dos Beatles como músicos fizeram de "Oh! Darling" um número famoso. Para poder realizar o vocal gritado e rasgado que caracteriza a música, McCartney realizava apenas um trecho da gravação dela por dia, no início da manhã, para que sua voz tivesse o tom e a força necessária. Lennon dizia durante as gravações que ele deveria fazer essa parte por ser mais seu estilo de voz. No álbum Anthology 3 é possível ver uma versão em que Lennon canta esse trecho e no final alguns trechos dele comemorando a notícia do divórcio de Yoko do seu primeiro marido.

Octopus's Garden


Segunda colaboração de Ringo Starr para a banda como compositor (a primeira havia sido "Don't Pass Me By", do Álbum Branco). Foi inspirado numa viagem à ilha italiana da Sardenha durante as férias do último disco, quando se deparou com uma excursão turística que falava sobre a vida dos polvos. A guia turística explicava que os polvos para se protegerem, juntavam pedras coloridas em frente às suas tocas criando uma espécie de jardim, assim sendo: "Octopus’s Garden" ou "Jardim dos Polvos". Harrison ajudou Starr na composição (essa cena pode ser vista no filme Let It Be), porém deu total crédito a Starr. Além disso Harrison colaborou com Starr nas suas músicas a solo "Photograph", e "It Don't Come Easy". A letra simples que lembra temas infantis, a simpatia de Starr e a competência dos outros Beatles em acompanhá-lo tornaram "Octopus's Garden" um número muito querido entre os fãs ao longo dos anos. Embora o baterista já tivesse tido duas músicas cantadas por ele nas listas de sucesso ("Yellow Submarine" e "With a Little Help from My Friends"), essa foi a primeira e única vez que Starr faria sucesso com uma composição sua nos Beatles. Nalguns shows dos Oasis, Noel Gallagher cantava essa música no final da canção "Whatever".

I Want You (She's So Heavy)


A composição menos convencional de John Lennon em Abbey Road. Uma das músicas mais longas dos Beatles (com 7 minutos e 47 segundos), é formada por duas melodias inacabadas, unidas em uma só canção, sendo a primeira ensaiada durante as sessões de "Get Back" em fevereiro de 1969 com Billy Preston nos teclados, e a segunda durante as sessões de Abbey Road, com a duração de mais de 8 minutos (editada depois). Teoricamente esta é uma canção de amor, mas a fúria e a levada de Blues levam "I Want You" para o contraponto de "She’s So Heavy". Muitos críticos a consideram como uma música de rock progressivo, por sua estrutura, o "solo falado"e a duração. Foi usado o sintetizador Moog durante a canção e no final, para o efeito "vento". Foi pedido por Lennon ao engenheiro Geoff Emerick que "cortasse exatamente aqui" na marca de 7:44, criando um silêncio abrupto editado para o final do lado A. Outra versão é de que o rolo de fita teria acabado mesmo, durante a gravação. Nessa data, 20 de agosto de 1969, durante as finalizações dessa música, foi a última vez em que todos os Beatles estiveram juntos, tocando em um estúdio. Existe um bootleg com Paul cantando essa canção.

Here Comes the Sun

Este é outro grande sucesso de George Harrison em Abbey Road, regravado inúmeras vezes ao longo dos anos por artistas como Peter Tosh e Richie Havens. O clima cheio de otimismo desta música tem uma explicação, que ele deu em entrevista uma vez: "Escrevi essa música na época em que a Apple parecia uma escola: Assine isto, assine aquilo… Parecia que o inverno na Apple duraria para sempre, então um dia tirei folga pra ir a casa de Eric Clapton e o alívio de estar naquele jardim ensolarado era tão maravilhoso que peguei o violão de Eric e escrevi "Here Comes The Sun". Foi inspirada na música "Badge" do Cream (banda de Clapton) e pode-se notar a presença forte do sintetizador Moog, muito usado em Abbey Road. Contou apenas com George, Ringo e Paul, pois John estava se recuperando de um acidente de carro. A banda gravou as "palmas" e George e Paul gravaram os "backing vocals" muitas vezes para sobrepor o som. Com um capotraste na 7ª casa do violão, foi possível deixar o riff num Lá maior e com a mesma estrutura de "If I Needed Someone" com o padrão de frases repetidas ao longo da canção. Joe Brown cantou essa música em "Concert for George."

Because


Foi usado o sintetizador Moog por Harrison na introdução de guitarra e foi inspirada no "Moonlight Sonata" de Ludwig van Beethoven, que Yoko tocava enquanto Lennon pedia para tocar de trás para frente (John sempre pedia isso). Cada vocal foi gravado em cada linha de microfone e sobreposto 3 vezes cada, totalizando 9 vozes. Enquanto gravavam os Beatles exigiram a presença de Ringo na sala de estúdio, mesmo sem participar, apenas para "dividir aquele momento de harmonia" segundo o engenheiro de som Geoff Emerick. As versões solo dos vocais podem ser ouvidas no disco Anthology 3. "Because" é interpretada por Elliott Smith e está na trilha sonora dos créditos finais de Beleza Americana (1999), filme de Sam Mendes.

You Never Give Me Your Money


Aqui começa a grande obra de Abbey Road, o pout-pourri formado pelas canções inacabadas de John Lennon e Paul McCartney. Esta foi criada por Paul e divide-se, na verdade, em três cançonetas distintas: Em "You Never Give Me Your Money", a música em estilo clássico e a letra pessimista, mal disfarça sua insatisfação com os rumos da banda, principalmente os financeiros - culpando seu agente na época, Allen Klein. Ele dizia: "Ele só nos dava papéis e mais papéis e quando perguntávamos sobre dinheiro e a situação da Apple ele desconversava dizendo que éramos músicos e não homens de negócios". Logo em seguida entra "Magic Feeling", com a voz de Paul lembrando cantores dos anos 50 e fala sobre estar desempregado e sem perspectivas de futuro, algo que remete em suas próprias situações: "But all that magic feeling/Nowhere to go" traduzindo: "Todo aquele sentimento mágico/Não há lugar para ir". As vozes referenciais de "Because" e "Sun King" entram aqui também. Em seguida vem "One Sweet Dream", que descreve um sonho dourado, algo como a volta por cima: "One sweet dream/Pick up the bags and get in the limousine" ou "Um doce sonho/Pegue suas malas e entre na limousine" nessa parte da canção, George usa arpejos similares aos de "Here Comes The Sun" com um "amplificador Leslie" o que registra essa espécie de guitarra que mais tarde se tornaria sinônimo do "estilo Harrison". E para finalizar, com um baixo inspirado e sons de grilos e outros bichos no final, uma frase com rima, onde os Beatles contam até sete e dizem que "todas as crianças boazinhas vão para o céu", emendando com a próxima, "Sun King". Alguns trechos dessa canção voltam na música "Carry That Weight."

Sun King


Música escrita por Lennon cujo nome original da canção era "Here Comes The Sun King", mas foi encurtado para "Sun King" a fim de evitar confusões com a música de Harrison "Here Comes The Sun". Com um vocal triplo não tão elaborado como "Because" a música utiliza em seu meio alguma palavras em Inglês, Espanhol, Italiano e Português. Segundo Lennon: "Começamos a brincar de falar outras línguas e simplesmente misturamos tudo! Paul sabia um pouco de espanhol que aprendeu no colégio, inventamos algumas palavras sem sentido e o restante tiramos de jornais. "Los Paranoias", por exemplo, era uma notícia sobre a gente". Outro ponto interessante nessa música foi o efeito "cross-channel movement" que consistia em mudar o som de um canal para o outro (direita para esquerda e ao contrário, simultaneamente). Em entrevista de 1987, George disse que, para o timbre da guitarra, se inspirou em "Albatross" da banda Fleetwood Mac com o reverb, "Na época eu disse, vamos fazer igual o Fleetwood Mac com reverb… Não ficou muito parecido mas foi o ponto de origem".

Mean Mr. Mustard e Polythene Pam


Ambas as músicas são de John Lennon, compostas durante a viagem à Índia em 1968. "Mean Mr. Mustard" foi baseada num fato real descrito por um jornal sobre um homem miserável que escondia dinheiro onde podia para que as pessoas não o forçassem a gastá-lo. Ele não se inspirou muito para escrever e obviamente descreveu no Anthology, anos depois como "um lixo escrito num pedaço de papel na Índia". Foi encontrada uma versão "demo" gravada na casa de Harrison em Esher que aparece no Anthology 3, onde é possível saber que o nome da irmã de Mustard era Shirley que foi mudado para Pam pela oportunidade de associar com a música seguinte: "Polythene Pam". Para compor "Polythene Pam", Lennon se inspirou no encontro que tivera anos antes com um amigo poeta de Liverpool, Royston Ellis (descrito por John na famosa entrevista pela Playboy em 1980, como "o homem que introduziu os Beatles nas drogas.") e sua namorada Stephanie. Na ocasião, ela estava vestida com uma roupa de polietileno. Há também a história sobre Pat Hodgett, fã dos tempos do Cavern que costumava comer polietileno e era conhecido como Polythene Pat. Esta é a terceira música do medley seguida por "She Came im Through the Bathroom Window."

She Came in Through the Bathroom Window


Esta música composta por Paul McCartney faz parte da última canção do primeiro medley. No começo da emenda, John Lennon diz, "Please, come out now. (risos) Oh, look out!" Então alguém diz "You should…" que é cortado pela entrada da música. Mike Pinder, da banda de Rock progressivo e psicodélico The Moody Blues, conta no DVD The Classic Artists Series: The Moody Blues, lançado em 2006, que contou a Paul uma história de uma groupie que entrou pela janela do banheiro de Ray Thomas (outro membro da banda) e passou a noite com ele. Paul ouvindo o conto com sua guitarra na mão, em seguida disparou: "Ela entrou pela janela do banheiro…".Paul gravou a guitarra solo enquanto George Harrison gravou o baixo. Levaram 39 takes para gravar a guitarra base e a bateria, e essa canção do medley demorou quase 2 dias para ficar pronta.

Golden Slumbers e Carry That Weight


Estas são duas das mais conhecidas músicas de McCartney em Abbey Road. A primeira foi criada após o beatle ter visto em um livro de sua meia-irmã Ruth um poema de Thomas Dekker, do século XVII, em formato de canção de ninar. Paul disse: "Pensei que eram muito tranquilizadores, uma antiga canção de ninar, mas não conseguia ler a melodia na partitura. Então peguei os versos e coloquei minha música neles." Ele também tentou atingir sua voz num ponto alto como se fosse uma ópera, porque era um tema muito épico. Na música seguinte, "Carry That Weight", Paul aproveita para voltar a trocar farpas com os Beatles e com Allen Klein: "Boy, your gonna carry that weight/ for a long time" ou "Rapaz, você vai carregar esse peso/por um bom tempo". Paul poderia estar cantando para Lennon, algo como "se você deixar a banda, você vai carregar esse peso por muito tempo" ou para si próprio que tentou ser o gerente da banda após a morte de Epstein. No filme "Imagine" de John Lennon, ele diz: "Paul estava cantando sobre todos nós". No meio dela ele introduz trechos de "You Never Give Me Your Money", com a letra diferente. Paul toca piano e guitarra, George toca baixo e guitarra e Ringo bateria. John não participou desse medley (apenas gravou os backings posteriormente, com os quatro juntos, uma raridade em suas canções) devido a um acidente de carro com Yoko e seu filho Julian. Uma orquestra foi adicionada após as gravações. Essa música é a terceira parte do segundo medley e conta com a próxima música "The End."

The End

O título desta música de Paul McCartney diz tudo: ela não só fecha o disco, mas também a carreira dos Beatles antes da separação. Foi a última canção a ser gravada pelos quatro Beatles e a última canção do medley. Lennon disse na entrevista da Playboy: "Aquilo é Paul McCartney. A frase final carrega uma filosofia cósmica que prova que quando Paul quer algo, ele consegue." Ringo faz o único solo de bateria em toda sua carreira. Paul dividiu o solo de guitarra em 3 partes e deu para George e John tocarem uma parte fazendo assim uma sobreposição de solos. "The End", antes chamada de "Ending" era para ser a última música do disco, mas "Her Majesty" acabou entrando no álbum. Essa sequência está presente até hoje nos shows de Paul McCartney e a frase final ecoará para sempre como o epitáfio da banda na história da música: "And in the end/The love you take/Is equal to the love you make" ou "E no final/O amor que você recebe/ É igual ao amor/Que você faz."

Her Majesty


Esta é a "faixa escondida" de Abbey Road. Ela surge após um silêncio de 14 segundos, no fim de "The End", e dura apenas 23 segundos, com Paul cantando acompanhado do violão. Originalmente ela estava entre as músicas "Mean Mr. Mustard" e "Polythene Pam" (O primeiro acorde da faixa é na verdade a última nota de "Mean Mr. Mustard", e a música acaba abruptamente porque ela emendaria com o primeiro acorde de "Polythene Pam"), mas como Paul não gostou da posição original da música, e pediu para o engenheiro de som John Kurlander, para retirar e destruí-la, porém era norma da EMI nunca jogar fora nem destruir nada dos Beatles. Então ele adicionou a música para frente do final do disco para separá-la e esperar por uma futura aprovação o que acabou acontecendo. Paul disse mais tarde: "Foi um acidente, coisa típica dos Beatles". O estilo "dedilhado" foi tirado da música "They’re Red Hot" de Robert Johnson, que influenciou outros guitarristas como Eric Clapton e Keith Richards. Foi criada por Paul após os Beatles terem recebido os títulos de Membros do Império Britânico (MBE) das mãos de Elizabeth II, em 1965. Na primeira edição do disco, ela não foi creditada na capa do LP (vinil), apesar de vir creditada no selo do disco vinil.

Capa


A famosa fotografia da capa do álbum foi tirada do lado de fora dos estúdios Abbey Road em 8 de agosto de 1969 por Iain Macmillan. A sessão de fotos durou dez minutos. John, sempre muito apressado, só queria "tirar a foto e sair logo dali, deveríamos estar gravando o disco e não posando pra fotos idiotas". Detalhe: a ideia da foto foi de Paul McCartney. Foram feitas seis fotos. Paul McCartney escolheu a que achou melhor. A foto foi objeto de rumores e teorias de que Paul estaria morto, vítima de um acidente de carro em 1966. Apesar de ter sido apenas uma brincadeira e puro marketing do grupo, a lenda ainda é assunto de alguns beatlemaníacos. Na capa do LP, os Beatles estão a atravessar a rua numa faixa de segurança a poucos metros do Estúdio Abbey Road, e ficou marcada para sempre para muitas pessoas.

A foto conteria supostas "pistas" que dariam força ao rumor de que Paul estava morto: Paul está descalço (segundo ele, naquele dia fazia muito calor, e ele não estava aguentando ficar com nada nos pés), fora de passo com os outros, está de olhos fechados, tem o cigarro na mão direita, apesar de ser canhoto, e a placa do fusca (em inglês, beetle) estacionado é "LMW", referindo-se às iniciais de Linda McCartney Widow ("Linda McCartney Viúva") e, abaixo, o "281F", supostamente referindo-se ao fato de que McCartney teria 28 anos se (if, em inglês) estivesse vivo (o I em "28IF" é realmente um "1", mas isso é difícil de se ver na capa. Um contra-argumento é que Paul tinha somente 27 anos no momento da publicação de Abbey Road, embora alguns interpretem isso como que ele teria um dia 28 anos se ele estivesse vivo.).

Os quatro Beatles na capa, segundo o mito "Paul está morto", representariam o padre (John, cabelos compridos e barba, vestido de branco), o responsável pelo funeral (Ringo, em um terno preto), o cadáver (Paul, em um terno, mas descalço - como um corpo em um caixão), e o coveiro (George, em jeans e uma camisa de trabalho de denim). Além disso, há um outro carro estacionado, de cor preta, de um modelo usado para funerais e eles andam em direção a um cemitério próximo a Abbey Road.

Notem também que, atrás do Paul, tem um carro como se estivesse passando pelo mesmo lugar que ele está. Outra suposta pista seria que, na contracapa do álbum, ao lado esquerdo da palavra Beatles, haveria 8 pontos formando o número 3 (sendo, então, "3 Beatles"). O homem de pé na calçada, à direita, é Paul Cole, um turista dos Estados Unidos que só se deu conta que estava sendo fotografado quando viu a capa do álbum meses depois.

Curiosidades

Durante as gravações de Abbey Road, o engenheiro de som Geoff Emerick fumava muito os cigarros da marca "Everest". Por algum tempo, ficou decidido entre os Beatles que este seria o nome do disco. Eles até pensaram em fretar um jato e ir até o Everest tirar a foto para o disco. Mas como estavam em cima do prazo, decidiram atravessar a rua, e chamar de Abbey Road em homenagem ao estúdio que serviu a eles durante quase 10 anos.

Abbey Road é o álbum mais vendido dos Beatles.
Foi o primeiro disco a ser gravado com oito canais de áudio.
Alan Parsons, o assistente de som, foi engenheiro de som no clássico de 73 "The Dark Side of the Moon" da banda inglesa Pink Floyd.
John Kurlander, o engenheiro de som, foi produtor e diretor de som da trilogia "O Senhor Dos Anéis."
O fusquinha da capa está atualmente no museu da Volkswagen em Wolfsburg, Alemanha.
Esse foi mais um trabalho dos Beatles envolvendo o polêmico número nove. Sintomaticamente encerrando a carreira dos Beatles (Abbey Road=9 letras), segue a linha de "Revolution 9" e que depois seria retomada por Lennon em sua carreira solo, # 9 Dream, e em diversas outras citações do ex-beatle.
Neste álbum, encontra-se a música mais curta dos Beatles (Her Majesty) com apenas 23 segundos de duração.

FONTE

https://pt.wikipedia.org/wiki/Abbey_Road

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Niia


Cantar a música de outrem é uma grande responsabilidade, as canções costumam carregar significados muito atrelados às bandas a que pertencem originalmente. Uma vez que se assume esse risco, é mais interessante que o artista que faz o cover se “aproprie” de certa forma da canção, imprimindo características e sentimentos pessoais ao som ao invés de tentar tocar a música de maneira idêntica à original.

A compositora, cantora e pianista americana Niia seguiu o caminho certo ao elaborar sua própria versão de “Mad World” do Tears For Fears. A moça adicionou harpas, um grave mais intenso e um andamento mais calmo criando um dos melhores e mais delicados cover’s existentes dessa faixa. Ideal para ser ouvida ao chegar em casa após um longo dia de trabalho.



Niia Bertino (nascida em 11 de julho de 1988), mais conhecida por seu nome artístico Niia , é uma cantora, pianista e compositora americana. Niia nasceu em Needham, Massachusetts , e foi treinada por sua mãe no piano clássico e começou a cantar e tocar aos 13 anos de idade. Sua mãe de é de origem italiana e é filha de uma cantora de ópera, enquanto a sua família alargada se orgulha muitos vocalistas treinados na Juilliard School . Ela foi convidada para participar do programa de verão Berklee College of Music aos 14 anos. Após o ensino médio, Niia mudou-se para a cidade de Nova York, onde participou brevemente da New School for Jazz e Contemporary Music como um grande vocal do jazz. Mais tarde, ela se instalou em Los Angeles.


Enquanto morava em Nova York, Niia conheceu o cantor, compositor e produtor Wyclef Jean. Depois de trabalhar com Wyclef e o produtor Jerry Wonda, Niia foi uma artista em destaque no single de 2007, "Sweetest Girl (Dollar Bill)", que também contou com Lil 'Wayne e Akon. A música alcançou o número doze no US Billboard Hot 100 depois de quinze semanas no gráfico e foi certificado pela RIAA Platinum.


Niia percorreu o mundo e atuou em programas como o VH1 Soul Stage, o Late Show com David Letterman, Jimmy Kimmel Live!, The Late Late Show com Craig Ferguson, BET Awards e MTV New Year's Eve em Times Square.


Em 2011, Niia começou a executar The Best of 007 em Nova York. Apoiado por uma orquestra de 14 peças, Niia homenageou a trilha sonora dos filmes de James Bond, incluindo os clássicos "Goldfinger", "Thunderball" e "The Spy Who Loved Me". Ela também lançou covers da faixa clássica Mad World de Tears for Fears , BTSTU viral de Jai Paul e CherBang 's (My Baby Shot Me Down) .

Em fevereiro de 2013, a Niia liberou seu single "Made For You" e estreou o video, dirigido pelo famoso diretor da American History X , Tony Kaye , no The Fader . Em outubro de 2013, Bertino foi o apresentador de um TED Talk intitulado Beauty Overcomes Fear no evento anual TEDxOrangeCoast. Ela também se apresentou para curtir o Google .


Ela se associou com Robin Hannibal em música em preparação para o seu debut EP Generation Blue , lançado em 28 de outubro de 2014. Em 2015, Bertino, ao lado de Josef Salvat , foi destaque no "Holding On" do turista .

A Niia está atualmente trabalhando em um álbum de estréia, que os detalhes continuam desconhecidos. Em junho de 2016, ela lançou um novo single "Bored To Death", que será incluído no registro. Track foi estreado por Zane Lowe em seu programa de rádio Beats 1 .


Prêmios

Em 2005, a Niia foi selecionada pela Fundação Nacional para o Avanço das Artes como uma das 100 melhores cantoras do país e vencedora nacional na categoria de voz de jazz Fundação Nacional para o Avanço na Reconhecimento de Artes e Pesquisa de Talentos.

Um pouco mais








FONTE

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Ages and Ages


 

Ages and Ages é uma banda de rock americana de Portland, Oregon, que tem recebido atenção crítica positiva por causa de seu som "pop crônico". Cada membro da banda canta acompanhado por handclaps, shakers e noise-makers. É uma banda secular com um som de renascimento Em 2011, assinaram contrato com Partisan Records e desde então realizaram várias turnês nacionais dos EUA.

Em 2013 a banda mudou seu nome de AgesandAges para Ages and Ages. A faixa rebatizada jogou suas primeiras datas européias no inverno de 2014. (Baixo, percussão, vocais), Graham Mackenzie (percussão, vocais), Kate O'Brien-Clarke (violino, percussão, vocais) Lisa Stringfield (vocal, percussão), Liz Robins (vocal, percussão) e Daniel Hunt (bateria, percussão, vocais), juntamente com outros amigos e jogadores da sempre fértil comunidade musical de Portland.

Alright You Restless chegou dois anos depois e imediatamente provou ser um favorito. Uma audiência ardente também surgiu, uma coorte comprometida que ironicamente incluiu o presidente Barack Obama, que incluiu (sem permissão, mente) o álbum "No Nostalgia", uma canção "sobre transcender" a maneira como as coisas podem escurecer e você pode se sentir claustrofóbico, insatisfeito com O status quo "em sua lista de reprodução da campanha de 2012.

Outra de suas canções mais famosas é" Do The Right Thing ". Essa música recebeu muita atenção quando eles tocaram no SXSW durante março.

Ages and Ages se apresentaram no festival de música South by Southwest (SXSW) em Austin, em março de 2011. Sua música "No Nostalgia" de seu primeiro álbum, Alright You Restless , foi exibida na National Public Radio. O álbum foi gravado "quase inteiramente ao vivo", com sete vozes cantando em um único microfone, de acordo com uma conta. Soa como "um grupo dos amigos que conduzem em torno de uma camionete que canta canções onde quer que qualquer um deixá-los-á cantar", de acordo com o crítico Ryan White do Oregonian .

O grupo atrai "influência sonora significativa de sua educação religiosa" e que ter sete membros ajuda a conseguir um "som de congregação" mesmo que as letras sejam basicamente seculares tematicamente. Perry disse que o som foi alcançado por "todas as vozes entoando, que inchaço e movimento espontâneo que agarra você", em uma entrevista. Em 2011, eles lançaram um vídeo para a canção "Navy Parade", que foi dirigido por Alicia J. Rose Alright You Restless foi produzido por Kevin Robinson.

Em 2014 a banda lançou o álbum Divisionary .

Em agosto de 2016, Ages and Ages lançou seu terceiro álbum Something to Ruin em Partisan Records . O álbum foi gravado em Isaac Brock, Ice Cream Party Studios com o Modest Mouse front-man adicionando guitarra para a faixa "So Hazy".

O primeiro single "They Want More" estreou no episódio de 7 de junho de 2016 do NPR Podcast All Songs Considered . A ênfase de Ages and Ages em apresentar sons eletrônicos e sintéticos faz com que Something to Ruin saia de seus álbuns anteriores. Temática o registro lida com falhas coletivas, a contemplação de deixar ir e começar de novo, os indivíduos precisam de comunidade, e as lutas associadas com viver honestamente em uma paisagem superficial. Os membros da banda citam uma viagem à América Central e a observação de sua comunidade sendo explorada pela gentrificação como o catalisador para o registro . 


sexta-feira, 1 de setembro de 2017

The Strokes



The Strokes é uma banda de rock dos Estados Unidos formada em 1998 na cidade de Nova Iorque. A banda é formada pelos membros: Julian Casablancas (vocal), Albert Hammond Jr (guitarra), Nick Valensi (guitarra), Nikolai Fraiture (baixo) e Fabrizio Moretti (bateria e percussão).


O baixista Nikolai Fraiture e o vocalista Julian Casablancas (filho do empresário John Casablancas) são amigos desde a infância. O guitarrista Nick Valensi e o baterista Fabrizio Moretti começaram a tocar juntos quando ambos estudavam na Escola Dwight em Manhattan. Mais tarde, Casablancas foi mandado para o Instituto Le Rosey, uma tradicional escola na Suíça, com intuito de melhorar seu comportamento; ele havia desenvolvido problemas alcoólicos. Lá, conheceu Albert Hammond Jr., ambos americanos, apesar de não serem muito amigos. Anos mais tarde, Casablancas se encontrou sem querer com Hammond Jr. nas ruas de Nova Iorque.


The Modern Age (1998-2001)

The Modern Age (EP) foi lançado em 2001 e acarretou numa guerra de interesses entre gravadoras pela maior banda de rock and roll em anos. Posteriormente, foram bastante divulgados, causando uma divisão entre os seguidores do rock e revistas independentes: procurava-se saber se eles eram realmente os salvadores do rock ou um punhado de jovens ricos com nomes legais e cópia do Velvet Underground. As duas bandas eram bastante parecidas tanto pelo estilo vocal de Casablancas, similar a de Lou Reed, quanto pela alternância entre Hammond e Nick Valensi como guitarrista principal, o que lembra Lou Reed e Sterling Morrison.

Is This It (2001-2002)

O primeiro disco da banda, Is This It, é uma das referências do rock de garagem do início da década de 2000. A faixa "NY City Cops" não fez parte do álbum lançado nos Estados Unidos por conta dos ataques de 11 de Setembro de 2001. Posteriormente, Slash (Guns N' Roses) tocou a canção com a banda. A relação com o Guns continuou no vídeo musical de "Someday", que mostra rapidamente Duff, Slash e Matt. O vídeo começa com Duff e Slash conversando com o vocalista Casablancas e toda a banda The Strokes sentados a mesa de um bar.



Para o vídeo musical de "Last Nite", os Strokes fizeram uma apresentação única, sem dublagem e tocando, aparentemente ao vivo, num programa de auditório de estilo anos 1960.

Apesar de, eventualmente, terem lançado vídeos, a banda assinou com a RCA justamente porque foi a única gravadora que respeitou a decisão da banda de não fazer um vídeo musical. Apesar de não se importarem em tocar ao vivo diante de câmeras de televisão, eles se opunham em gravar um vídeo.

Em novembro de 2009, o Is This It foi eleito o melhor disco da década de 2000 segundo a revista NME.

Room on Fire (2002-2005)

The Strokes lançaram o seu segundo álbum, Room on Fire, em Outubro de 2003. Recebeu elogios porém foi menos bem sucedido, mesmo sendo ouro nos Estados Unidos, comercialmente falando. O som do álbum tem influencias de bandas como: The Cars, The Ramones e Blondie.

First Impressions Of Earth e parada extensiva (2006-2009)


The Strokes em concerto em 2006.

Seu terceiro álbum, First Impressions of Earth, foi lançado em Janeiro de 2006. No Japão, recebeu disco de ouro na primeira semana de lançamento. Foi também o álbum mais baixado durante duas semanas no iTunes. Fraiture alegou que o álbum foi "como uma descoberta científica." Em Janeiro de 2006, a banda então fez sua segunda aparição no Saturday Night Live, cantando "Juicebox" e "You Only Live Once".

Angles (2009-2011)

Em janeiro de 2009, o vocalista Julian Casablancas e o guitarrista Nick Valensi começaram a escrever material para o 4º álbum da banda, a intenção era começarem a gravar em fevereiro. Julian comentou na revista Rolling Stone que eles tinham completado cerca de 3 músicas e que o som parecia uma mistura entre rock dos anos 70 e "música do futuro".

No dia 31 de março, a banda declarou em seu MySpace: "Depois de um longo e necessário período de hibernação em que vimos muitos outros projetos musicais surgirem, estamos satisfeitos em anunciar que o The Strokes voltou a todo vapor em sua área em Nova York, compondo e ensaiando novo material para um novo 4º álbum". O disco, intitulado Angles foi lançado oficialmente dia 22 de março de 2011, apesar de várias músicas pudessem ser encontradas na internet antes dessa data. O lançamento dividiu os fãs da banda, já que muitos atestavam que as músicas não se pareciam com os outros cds da banda. Foi, porém, um sucesso de crítica.

O primeiro single do novo álbum, "Under Cover of Darkness" foi lançado em 09 de fevereiro de 2011.


Comedown Machine (2011-presente)

Em meados de março de 2011, em uma entrevista a Shortlist Magazine, Strokes revelou que já tinha começado a trabalhar em seu quinto álbum de estúdio. No entanto, as sessões foram adiadas devido ao processo de mixagem de Angles. Julian Casablancas, Nick Valensi confirmaram que há material novo, bem como a abundância de restos de material.

Em 25 de abril, o baixista Nikolai Fraiture postou um tweet anunciando que a banda estava indo para o estúdio para trabalhar em algumas ideias novas.

Em entrevista à TV Fuse, o guitarrista Albert Hammond Jr. afirmou que a banda estava trabalhando no quinto álbum de estúdio em Los Angeles.


Em 25 de janeiro de 2013, a música "One Way Trigger" foi publicada no site oficial da banda. Em 30 de janeiro, foi anunciado o nome do quinto álbum, Comedown Machine. No dia 13 de fevereiro, a segunda música do álbum, a canção "All the time", foi publicada no site oficial e no facebook da banda.


O álbum foi oficialmente lançado em 23 de março de 2013 e foi bem recebido pela crítica.

Membros
Julian Casablancas - Voz
Albert Hammond Jr - Guitarra
Nick Valensi - Guitarra
Nikolai Fraiture - Baixo
Fabrizio Moretti - Bateria


Estilo de som e influência

O som feito pela banda são diversas a partir de cada disco. Enquanto em Is This It a banda mostra um som mais abafado, com traços de rock de garagem, apesar de extremamente melódico. No segundo álbum Room on Fire a banda mostra uma sonoridade mais acelerada em algumas músicas, mantendo melodias constantes. Em First Impressions of Earth a banda começa a experimentar com outros estilos de rock, diferenciando totalmente as ideias lo-fi dos álbuns anteriores, aderindo ao Indie, de uma maneira em que o álbum não possui um estilo musical constante em todas as faixas. Já em Angles, há pequenos traços da música new age junto com o Indie, fazendo com que o álbum também não tenha estilo definido, por ser uma soma de opostos, o new age, que é um estilo musical antigo, com o Indie, que já por sua vez é bem recente.

A banda tem como grande influência bandas como Velvet Underground, Television, Buzzcocks, Pearl Jam, The Beatles e principalmente Ramones. A maneira de cantar de Julian é muito comparado com a de Lou Reed, do Velvet Underground. Muitas bandas foram influenciadas pelo som dos dois primeiros álbuns da banda. Alguns exemplos são Arctic Monkeys, The Kooks e The Cribs.

Foram elogiados por Noel Gallagher (Oasis) e Brandon Flowers (The Killers). Este se considera um fã incondicional dos Strokes: algumas das famosas canções do The Killers, Brandon utiliza o mesmo efeito da voz de Julian Casablancas. Quando o The Killers começou através de anúncios de jornais feitos pelo guitarrista Dave Keuning, citavam The Strokes como influência clara.

Ao contrário de muitas bandas, mas seguindo a tradição do Television, ambos os guitarristas dos Strokes tocam tanto guitarra ritmo como solo. Por exemplo, o solo de "You Talk Way Too Much" é tocado por Nick Valensi, em Last Nite quem sola é Albert. Em algumas canções como "Reptilia" Albert executa o riff enquanto Nick Valensi sola. Embora toquem guitarras diferentes (Nick usa uma Epiphone Riviera assinada por ele e Albert usa uma Fender Stratocaster) a configuração das guitarras é similar, usando os mesmos modelos de amplificador e pedal de distorção.

FONTE

https://pt.wikipedia.org/wiki/The_Strokes

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Allana Macedo


Cantora, compositora. Nascida em Brasília, criada em Planaltina cidade do Distrito Federal cercada por fazendas e que ainda guarda os costumes e tradições de Goiás. Nasceu e cresceu ouvindo música sertaneja. Seu avô Baltazar, violeiro, sanfoneiro e cantor de boas modas passou a veia artística para todas as gerações da família. E que sorte da música que, dessa tradicional família do interior do Brasil, surgia a Allana Macedo.


Desde cedo, Allana cantava nas festas de família e de amigos e, logo que aprendeu a tocar violão, começou a aflorar seu talento, a compor e a fazer apresentações por onde passava. Quando mais velha decidiu gravar um vídeo cantando e, ao enviá-lo ao Youtube, começou a ganhar força na internet e um grande público fiel. A partir daí não parou mais de gravar vídeos e se destacar em grandes sites como revelação.


Com mais de 8 milhões de visualizações no Youtube, mais de 130 mil fãs no Facebook, 29 mil seguidores no Instagram e 4 milhões de downloads de suas músicas, Allana Macedo já se tornou um dos maiores nomes femininos do sertanejo atual e vem se destacando cada vez mais no cenário nacional.


Desde 2013, Allana Macedo realizou shows por todo o Brasil com sua turnê, dentre São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.

Em 2017 lança sua nova música de trabalho "Direitos Iguais".

FONTE

https://www.allanamacedo.com/

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Rafaela Miranda




"Rimar ou não rimar. Eis a questão". Gostei mais das músicas onde as palavras cantam e as rimas foram praticamente dispensadas... "Oh Como doí" (Paiero) e "Conta pra ela"

A lagopratense Rafaela Miranda vem conquistando uma legião de fãs por onde passa. Seja pelo seu jeito simples, ou pela sua INCRÍVEL voz. A mineira recentemente assinou com a ÁudioMix, que é uma das maiores empresas de gerenciamento artístico do país, responsável por revelar, posicionar e gerenciar a carreira dos principais artistas do mercado sertanejo.


A artista lançou recentemente a música “Luz Apagada” que já alcançou mais de 100 mil visualizações no Youtube. Além disso, Rafaela está prestes a lançar seu primeiro CD pela Universal Music e já no segundo semestre de 2016, a cantora irá gravar seu primeiro DVD. Pela primeira vez em Lagoa da Prata nessa nova fase de sua carreira, Rafaela irá cantar ao lado da dupla Jorge e Mateus e nós do Sou + Lagoa batemos um papo com ela. Confira:


1. Como você se sente levando consigo o nome de Lagoa da Prata por onde passa?
Rafaela Miranda: Com certeza, me sinto lisonjeada. Lagoa da Prata é minha cidade natal, onde construí todos os meus sonhos. Por isso, acredito que por onde eu for, por onde passar, eu tenho que levar o nome da cidade sim, porque tudo começou aqui. Tenho muito orgulho dessa cidade!


2. Os lagopratenses têm muito orgulho de seus talentos, seja no esporte, com Gilberto Silva e na música, com você. Para os que estão começando agora, qual a dica que você dá para não desistirem?
Rafaela Miranda: Estou começando a trilhar o meu caminho na música e, graças a Deus, hoje estamos trabalhando bastante pra chegar onde queremos chegar. Então, a dica que dou se resume em uma única frase: “Não existe fracasso, existe resultado”, é preciso acordar e ir atrás.



3. Qual tem sido a sua maior dificuldade em chegar aonde quer chegar?
Rafaela Miranda: A maior dificuldade pra chegar onde pretendo chegar foi o preconceito com mulher no sertanejo. Em muitos locais onde bati na porta pedindo oportunidade para cantar, diversas vezes sentia que as pessoas não levavam tão a sério o trabalho, sem mesmo nunca nem ter me ouvido.


4. Como você se sente cantando ao lado de Jorge e Mateus, uma das maiores duplas sertanejas do nosso país?
Rafaela Miranda: Cantar com Jorge & Mateus é mais um sonho realizado. Agradeço demais por essas oportunidades e pela força que eles têm me dado.


5. Seu videoclipe tem um sucesso no Youtube e a música é linda, quando um novo clipe será lançado?
Rafaela Miranda: “Luz Apagada” tem tido uma repercussão bacana tanto na internet quanto nas rádios de todo o Brasil. O próximo trabalho audiovisual será o DVD, que tem lançamento previsto para o segundo semestre deste ano.


6. Qual a pessoa que mais te apoiou neste caminho? E qual a mensagem tem a dizer para ela?
Rafaela Miranda: Minha mãe. Tem outras pessoas que também me apoiaram bastante, mas ela é minha maior incentivadora, se mudou comigo para Goiânia. A mensagem que tenho para ela é de agradecimento: obrigada por estar comigo, ter investido nesse sonho. Obrigada por tudo e por estar ao meu lado sempre. Te amo e que Deus nos abençoe.


7. Aos que duvidaram, o que você diria para eles?
Rafaela Miranda: Diria para que não subestimem ninguém.



Recado: Muito obrigada a toda equipe do Portal Sou + Lagoa por esse espaço e pela oportunidade de contar um pouquinho mais da minha história para vocês! Grande beijo!





FONTE

http://soumaislagoa.com.br/sou-lagoa-entrevista-rafaela-miranda/

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Mariana Fagundes



Mariana Fagundes nasceu em Aparecida do Taboado, no Mato Grosso do Sul. Passou parte da sua infância e adolescência em Inocência, nesse mesmo Estado.



Vinda de família de músicos, ela recebeu influências do tio Vicente Dias, autor de músicas que fizeram sucesso na voz de cantores famosos como “Amor Perfeito”, Amado Batista e “Sonhei com você”, Milionário e José Rico. Desde muito cedo, Mariana Fagundes soltava a voz. Aos oito anos de idade já realizava shows e apresentações musicais em festas e arenas de rodeio da região em que morava.


Cantora e compositora, passou parte da sua trajetória musical em palcos de banda show como vocalista. Neste período, viajou por todo Brasil, potencializando sua bagagem cultural e musical, o que a incentivou a ter coragem para seguir carreira solo. Participou de vários programas em rede nacional, como o Programa da Eliana, no quadro "Tem um Cantor Sertanejo lá em Casa", Programa do Raul Gil no quadro "Mulheres que Brilham" e se apresentou com grandes nomes do cenário Sertanejo, subindo degrau por degrau em busca do seu sonho.



Mariana alcançou também grande ascensão ao participar do Programa "Hora do Faro" do apresentador Rodrigo Faro, onde contou toda a sua história de vida e superação após se recuperar completamente que 3 acidentes que quase tiraram sua vida.


Ficou conhecida no meio dos "boleiros" por figurar sua música Agora Chora no programa de esportes e entretenimento "Jogo Aberto", que conta a apresentação de Renata Fan e Denilson Show.


Participou do quadro "Boteco do Ratinho" no Programa do Ratinho onde fez dueto com o cantor Pablo do Arrocha e impressionou o apresentador ao interpretar a canção "I Will Always Love You" da cantora Whitney Houston, tema do filme "O Guarda-Costas"; relembrando assim seus tempos de Banda Baile.

Uma de suas músicas do seu primeiro álbum "Diamante" há pouco tempo foi gravada com a parceria do cantor Renato Teixeira em uma versão exclusiva para o YouTube, mostrando assim seu potencial em vários estilos musicais. A música tem como título "Vagalume".



Como consequência do seu talento, o lançamento “Tô Ficando Louca” ultrapassou 3 milhões de visualizações no YouTube e o single “Agora Chora”, do segundo CD, tem quase 2 milhões de visualizações.


Hoje com toda experiência, Mariana Fagundes lança seu quinto disco, que inclui os sucessos SÓ VOCÊ NÃO VÊ que em menos de 24h alcançou a marca de 4 milhões de acessos no YouTube, FLORES DE PLÁSTICO, MUDEI DE BAR, ETIQUETA e BARULHO DO VENTILADOR, VÁLVULA DE ESCAPE entre outros.


Seu primeiro DVD “Mariana Fagundes Ao Vivo em São Paulo” conta com a participação da dupla renomada Thaeme & Thiago, do cantor Léo Santana e da dupla Denis & Renan.


Em agosto de 2016 gravou seu sucesso É SÓ ME CHAMAR com a cantora Naiara Azevedo, dona do hit "50 reais", que hoje tem mais de 5 milhões de views, recentemente fez uma participação no clipe do cantor Xand de uma das bandas mais influentes do país, Aviões do Forró, gravando a mesma música É SÓ ME CHAMAR que será lançada em breve.


Dona de uma voz marcante com timbre forte, Mariana Fagundes possui agenda cheia de shows e viaja o Brasil todo com sua nova turnê.





fonte

http://marianafagundes.com.br/site/