quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Ely Camargo




Ely Camargo, cantora e compositora, nasceu em Goiás/GO (12/2/1930). Influenciada pelo pai, o maestro e regente da Orquestra Sinfônica, de Goiânia/GO, Joaquim Edison Camargo, participou ainda criança de programas na Rádio Clube de Goiânia e de coros de igreja.


Em 1960 atuou no conjunto vocal Trio Guairá, de Goiânia, e nos dois anos seguintes apresentou-se no programa que ela mesma produzia na Rádio Brasil Central, retransmitido em Brasília/DF pela Rádio e TV Nacional.


Mudou-se para São Paulo/SP em 1962, e assinou contrato com a Rede Tupi (rádio e televisão), gravando ainda o primeiro LP, Canções de minha terra, pela Chantecler, etiqueta pela qual lançou sua primeira composição, Boneca de pano, em 1966.

Pesquisadora de folclore, formou acervo particular em suas viagens pelo Norte e Nordeste do Brasil, firmando-se como uma das mais fiéis e competentes intérpretes de música folclórica brasileira.

Ely Camargo - Lampião de gás

Gravou 12 LPs, entre os quais: Folclore do Brasil, Gralha azul, Danças folclóricas e folguedos populares do Brasil, Cantos da minha gente, Cantigas do povo — Água da fonte, além de uma série de compactos. Tem discos lançados em Portugal, África do Sul, Itália e Alemanha.


Integrante do conselho da Secretaria Municipal de Cultura de Goiânia/GO, produz, apresenta e interpreta os seguintes programas semanais na Rádio Universitária da Universidade Federal de Goiás: Brasil de Canto a Canto, Ely Camargo Convida e Alma Brasileira.


Algumas músicas do seu repertório: Azulão, História triste de uma praieira, Luar do sertão, Maringá, Sodade meu bem sodade, Vida marvada, Viola cantadera.


FONTE


Roberto Carlos: muito além da música, cantor vira marca de sucesso


#Diário da Música Roberto Carlos: O cantor e compositor Roberto Carlos  - um dos primeiros ídolos jovens da cultura brasileira, líder do primeiro grande movimento de rock feito no Brasil - recebeu do "RankBrasil" o título de Rei da Música Brasileira, pelo recorde de "Cantor Brasileiro que Mais Vendeu Discos no Mundo", com um total de 120 milhões de cópias, em 50 anos de carreira. Sendo
Roberto Carlos o único artista latino-americano a superar a barreira dos 100 milhões de cópias vendidas (comprovadamente 120 milhões).


O ídolo empresta imagem a edifícios, cartões de crédito e panetone e comercializa shows com pacotes de viagem - Credibilidade e solidez. Essas são algumas das características que fazem de Roberto Carlos uma das marcas mais valiosas do Brasil. Sim, marcas. Afinal, o cantor empresta sua figura a cartões de crédito e empreendimentos imobiliários. "Se uma empresa precisa construir uma boa imagem, se associar a ele já é 80% do trabalho", afirma Julio Moreira, professor de gestão de marcas da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).


É o caso da Citi Brasil. Em abril, a operadora de cartões de crédito lançou o Credicard Emoções. O produto traz a imagem de Roberto Carlos e oferece vantagens como pré-venda para shows (incluindo eventos como o "Emoções na Terra Santa") e participação em promoções. "Já temos 100 mil cartões e o compromisso de atingir 250 mil no primeiro ano", diz Cintia Yamamoto, superintendente de marketing da empresa.

Nos próximos cinco anos, a meta é ainda mais ambiciosa. "Queremos chegar a um milhão de amigos", afirma Cintia, referindo-se a uma das composições mais famosas do Rei, "Eu Quero Apenas". O contrato com o cantor tem a duração de dez anos. "Ele é popular em todas as idades e classes sociais", justifica. É o primeiro artista a ganhar um cartão da Credicard. "E dificilmente faremos com outro", diz.

A Citi Brasil é uma das patrocinadoras do show que ele faz em 7 de setembro em Jerusalém. O show é organizado pela Amizade Empreendimentos, empresa que o cantor fundou em 2005 para organizar o "Emoções em Alto Mar", um cruzeiro pela costa brasileira que tem como principal atrativo um show do Rei.

O empreendimento foi um sucesso tão grande que foi preciso trocar o navio das primeiras edições: de 2,2 mil pessoas para um com capacidade para 3,5 mil. A próxima viagem será em fevereiro de 2012.

A "Roberto Carlos tour" organiza a excursão de 1,5 mil fãs do cantor a Jerusalém. Os preços vão de US$ 3,4 mil (R$ 5,4 mil) a US$ 14,2 mil (R$ 22,6 mil) - os pacotes incluem, além do show, passagem aérea, hospedagem e visitas a pontos turísticos como Belém, Mar Morto, Galileia e a própria Jerusalém

Além da Citi Brasil, outro patrocionador do "Emoções na Terra Santa" é a Nestlé, com quem o cantor faz ações há alguns anos (um panetone comemorativo de seus 50 anos de carreira foi lançado em 2009, por exemplo). A escolha dessas duas empresas reflete bem a estratégia da marca Roberto Carlos. "Ele só se relaciona com empresas grandes", explica Julio Moreira.

A escolha, segundo Julio, é uma forma de preservar a figura do artista. "Imagine se há um problema com algum produto que ele fez propaganda. A imagem dele é danificada", explica. Na opinião do professor, outra estratégia correta é ser discreto. "O Roberto Carlos já é um artista muito presente na mídia, principalmente no final do ano. Se ele aparecer ainda mais em publicidade, as pessoas podem se cansar", afirma.

É justamente para resguardar sua imagem que Roberto Carlos aparece pouco em seu novo empreendimento, o edifício "Horizonte JK", em São Paulo. "Ele não é um garoto propaganda. Você não vai vê-lo na televisão vendendo escritórios e apartamentos", diz Jaime Sirena, sócio do cantor na Incorporadora Emoções. "A imagem dele aparece em detalhes, como o tom azul do prédio", explica.

Roberto tem 30% da incorporadora. "Ele sempre disse que, se não fosse cantor, queria ser arquiteto", diz Jaime, que é irmão de Dody Sirena, empresário do cantor. O "Horizonte JK" é o primeiro lançamento da empresa. A entrega deve acontecer em 36 meses. "O valor geral de venda é de aproximadamente R$ 300 milhões", conta Jaime. No total, são 80 unidades comerciais e 266 residenciais. "Já vendemos 60% das unidades."

Qual é a responsabilidade de Roberto Carlos por esse resultado? Segundo Julio Moreira, é impossível saber com certeza. "Não dá para medir o impacto da imagem dele sem um estudo específico", explica. "Mesmo assim, eu acredito que a figura do Roberto Carlos aumente as vendas de um produto em até 50%. É um investimento que certamente vale a pena para a marca.

(O cantor brasileiro Roberto Carlos lançou o filme "Roberto Carlos em Ritmo de Aventura" (filmado em 1967) no qual uma das cenas é o de um show no telhado do edifício Copam, em São Paulo, cantando a música "Quando").


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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Alvarenga e Ranchinho


Divertida e atual a música "Tá Caro" de Alvarenga e Ranchinho, versão da música "Oh! Carol", sucesso de Neil Sedaka (cantor, pianista e compositor americano), em 1958. Alvarenga & Ranchinho foi uma popular dupla sertaneja brasileira. São os autores da canção Êh... São Paulo.

Alvarenga E Ranchinho - Tá Caro (Oh Carol)

Dupla sertaneja formada em 1929 por Murilo Alvarenga (Itaúna, Minas Gerais, 22 de maio de 1911 - 18 de janeiro de 1978) e Diésis dos Anjos Gaia (Jacareí, São Paulo, 23 de maio de 1912 - 6 de julho de 1991). Através do tio, que era empresário de circo, Alvarenga começou a trabalhar aos 11 anos como trapezista e malabarista, passando depois a se apresentar como cantor de tangos.

Alvarenga conheceu Ranchinho numa serenata em Santos/SP, em 1928.

Resolveram, então, cantar juntos em circos, interpretando, desde o início, o gênero sertanejo, que os caracterizou e que era uma novidade na época. Apresentaram-se em São Paulo em 1933 com a Companhia Bataclã e, no ano seguinte, foram convidados por Breno Rossi , maestro da orquestra da Rádio São Paulo, para cantar nessa emissora. Ainda em 1934, forma com Silvino Neto o trio Os Mosqueteiros da Garoa, que, apesar do sucesso obtido, durou pouco.


A dupla começou a se destacar em 1935, com a marcha "Sai, feia", de Alvarenga, que venceu o concurso de músicas carnavalescas de São Paulo. Ainda em 1935, a convite do Capitão Furtado, participaram do filme "Fazendo Fita", de Vittorio Capellaro.

Em 1936 partiram para uma temporada no Rio de Janeiro na Casa de Caboclo. No Rio, com pouco nome, a dupla praticamente começou a carreira novamente, se apresentando no programa "Hora do Guri", da rádio Tupi.



A boa aceitação da dupla fez com que gravassem seu 1° disco, pela Odeon, ainda em 1936, a moda de viola "Itália e Abissínia" (Com Capitão Furtado), e o Cateretê "Liga das Nações".


Em 1936 se apresentaram na Argentina e no ano seguinte passaram a fazer parte do elenco do Cassino da Urca, onde ficaram até seu fechamento, dez anos depois. Foi lá que a dupla começou a fazer sátiras políticas, que se tornaram um de seus pontos fortes.


Em 1938 lançaram a marcha "Seu Condutor", uma parceria com Herivelto Martins, que acabou sendo um grande sucesso carnavalesco.

(programa gravado em fevereiro de 1973)

Neste mesmo ano Ranchinho se afastou de seu companheiro pela primeira vez, e Alvarenga, então, gravou, pela Odeon, em dupla com Bentinho, da dupla Xerém e Bentinho. Gravou também com o grupo Alvarenga e Sua Gente. Esta separação temporária de Ranchinho voltaria a ocorrer outras vezes nos 27 anos seguintes e, nessas ocasiões, seria substituído por outros, como Bentinho ou Delamare de Abreu.


Em 1939 Ranchinho voltou à dupla e novas gravações foram feitas pela Odeon, inclusive algumas com o Capitão Furtado. Até então, a dupla vinha tendo muitos problemas com a censura oficial, por suas sátiras políticas, mas em 1939 a questão foi resolvida quando Alzira Vargas, filha de Getúlio Vargas, convidou a dupla para tocar no Palácio das Laranjeiras para seu pai; Getulio, depois de ouvir todas as sátiras, inclusive sobre ele, deu ordens para que as composições da dupla fossem liberadas em todo território nacional. Ainda em 1939, a dupla excursionou pelo Rio Grande do Sul e passou a se apresentar na Rádio Mayrink Veiga, ganhando o slogan de "Os milionários do riso".


"Romance de uma Caveira" foi gravada em 1940 e se tornou um dos maiores sucessos de seu repertório, e, três anos depois, gravou "Drama da Angélica".

Com o fechamento dos cassinos, em 1946, Alvarenga abriu uma boate no Posto 6, em Copacabana, mantendo-a durante dois anos.

A dupla apresentou-se, em 1950, durante um mês, no cassino Estoril, em Lisboa, e, em 1952, lançou com destaque a marcha de sua autoria "Cordão Japonês".

Em toda sua carreira a dupla participou de mais de trinta filmes, incluindo "Carnaval em lá maior", de 1955, dirigido por Ademar Gonzaga.

Com seu repertório de sátiras políticas, a dupla participou também de campanhos eleitorais, como as de Ademar de Barros, Juscelino Kubitschek e Lucas Garcez.


Ficaram célebres ainda suas paródias de músicas de sucesso, como as que foram feitas sobre o tango "Adiós Muchachos" (Júlio C. Sanders e Césas Vedani), "Nervos de aço" (Lupicínio Rodrigues) e, mais tarde, sobre "Disparada" (Geraldo Vandré e Teo de Barros).

Em 1959, a dupla deixou o rádio, para trabalhar apenas na televisão, e, em 1965, Diésis foi substituído por Homero de Sousa Campos (Campos Gerais MG 1930 – Guarulhos SP 1997), que passou a ser o Ranchinho efetivo. Reduzidas suas atividades nos grandes centros, a partir de 1970, a dupla apresentou-se quase que somente no interior do país, onde era ainda muito popular.

"A primeira dupla no rádio foi a nossa...", afirma Alvarenga...

(Na primeira parte do programa da TV Cultura - gravado em fevereiro de 1973, Alvarenga e Ranchinho relembram a participação no filme Coisas nossas (1931) e interpretam Desafio (A primeira música engraçada que gravamos) e a valsa Morena, minha morena.)




Em 1997 foi lançado o CD "Os Milionários do Riso", série Luar do Sertão, BMG, reedição integral de um LP gravado ao vivo na RCA, em 1973.


Gravações raras da dupla aqui

Alvarenga: Murilo Alvarenga - Y Itaúna, MG, 22/5/1912 ~ V 18/1/1978.

Ranchinho: Diésis dos Anjos Gaia - Y Jacareí, SP, 23/5/1913 ~ V 5/7/1991 (atuou até 1965).

2º Ranchinho: Delamare Abreu - Y São Paulo, SP, 28/10/1920 (irmão de Murilo, atuou por 2 meses apenas na década de 1950).

3º Ranchinho (ou Ranchinho II, como ficou conhecido): Homero de Souza Campos - Y 1930 ~ V 1997 (atuou de 1965 a 1978).

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Capitão Furtado

Ariovaldo Pires o Capitão Furtado (31/8/1907 Tietê/SP - 10/11/1979 São Paulo/SP). Cantor. Compositor. Era sobrinho de Cornélio Pires, o pioneiro nas gravações de discos caipiras. Seu pai possuía um sítio e uma olaria. Ainda criança mudou-se para Botucatu.

Em 1926, resolveu mudar-se para São Paulo. Em 1927, conseguiu emprego como auxiliar de escritório na empresa Henrique (...)

Em 1929, participou da inauguração da Rádio Cruzeiro do Sul encenando um quadro caipira, em substituição ao ator Sebastião Arruda, que não compareceu. Compôs com Marcelo Tupinambá a toada "Coração", que marcou sua estréia como letrista. Assumiu durante algum tempo o papel de caipira no programa "Cascatinha do Genaro", na Rádio Cruzeiro do Sul. Na mesma rádio, criou, juntamente com o cantor e radioator Celso Guimarães, o primeiro programa de calouros a utilizar este título.

Em 1931, trabalhou como assistente de produção no filme "Coisas nossas", de Wallace Downey.

Em 1934, passou a apresentar o programa "Cascatinha do Genaro" na Rádio São Paulo, PRA-5.

A Rádio Cruzeiro fez proposta para tê-lo de volta em sua programação, mas retornou atrás logo em seguida. Frustrado com o cancelamento do contrato, resolveu adotar o nome artístico de Capitão Furtado.

No ano de 1935, atuou como coordenador artístico do filme "Fazendo fita".

Em 1936, participou do Primeiro Concurso de Músicas Carnavalescas, organizado pela Comissão de Divertimentos Públicos da Prefeitura de São Paulo.

O concurso contava com a participação de Ary Barroso, que era dado como virtual vencedor. Para a surpresa de todos, a composição vencedora foi "Mulatinha da caserna", de sua autoria e Martinez Grau. "Mulatinha da caserna" foi gravada pela RCA Victor em janeiro de 1936 com interpretação de Januário de Oliveira e Arnaldo Pescuma, e acompanhamento dos Diabos do Céu e Pixinguinha.

No mesmo ano, iniciou frutífera parceria com Alvarenga e Ranchinho, que gravaram "Itália e Abissínia".

Ainda em 1936, começou a trabalhar na Rádio Tupi do Rio de Janeiro, juntamente com Alvarenga e Ranchinho, formando a Trinca do Bom Humor. Gravaram uma série de composições: "Meu coração", "Futebol", "Repartindo um boi" e "A baixa do café".

Em 1937, gravou em dueto com a atriz Jurema Magalhães o diálogo de Campos Negreiros intitulado "Adoração".

Na mesma Rádio Tupi, criou o programa "Repouso", espécie de "retiro interiorano". Nesse programa ele recebia uma série de convidados, como Carlos Galhardo, Benedito Lacerda, Alvarenga e Ranchinho, entre outros. Suas gravações na Odeon alcançam enorme sucesso e passou a ser conhecido como "O maior caipira humorista do Brasil".

Ainda em 1937, gravou sozinho ou em companhia de outros artistas vários trabalhos satíricos em linguajar caipira: "Caipira em Hollywood", "Descobrimento da América", "Em redor do mundo", "Modos de cumprimentar" e "Psicologia dos nomes".

Em abril daquele ano, lançou o livro "Lá vem mentira", que alcançou enorme sucesso.

Em 1939, deixou a Rádio Tupi, passando a trabalhar na Rádio Nacional. Ficou pouco tempo na nova estação em virtude do curto espaço que lhe foi dado para apresentar o programa "Poemas sertanejos", difundido em horário de pequena audiência.

Naquele mesmo ano, estreou no Teatro João Caetano(RJ) "O tesouro do sultão", de sua autoria, e música de Radamés Gnattali, com a Companhia Jardel Jércolis. Na peça estavam presentes diversos gêneros musicais: danças russas, bailados orientais, rumba, batucada, samba, marcha carnavalesca e canção caipira. Foi um enorme sucesso, tendo sido apresentada ainda em São Paulo, Recife, Argentina e Uruguai.

No fim de 1939, retornou a São Paulo, onde na Rádio Difusora criou o programa "Arraial da curva torta", que revelou diversas duplas caipiras, sendo Tonico e Tinoco a principal.



(Trecho do filme "Lá no Meu Sertão", onde é recriada a cena em que o Capitão Furtado batiza a dupla ganhadora do concurso de modas caipiras, trocando seu nome de "Irmãos Perez" para a consagrada e venerada dupla "Tonico e Tinoco".)

Em 1940, Orlando Silva gravou pela RCA Victor a valsa "E o vento levou...", segunda incursão de Ariovaldo Pires em gênero não caipira.

Em 1941, compôs com o compositor mexicano Luiz Alvarez "Caray con el amor" e "El vacilón", ambas gravados por Alvarez.

Em 1943, fez "Sou um tropeiro", versão para "El bandolero", de Jesus Ramos, primeira de uma série. Seguiram-se, entre outras, as versões da italiana "Tesoro mio" (Tesouro meu), da americana "Oh, Susana" e da alemã "Lili Marlene".

Chitãozinho & Xororó (ou José e Durval) - Sou um tropeiro (Jesus Ramos e Capitão Furtado)


Sou um tropeiro
Chitãozinho & Xororó
Composição: Jesus Ramos / Capitão Furtado

Eu sou um tropeiro e adoro essa vida
A gente vai para onde quiser
Não tenho amores, querência nenhuma
E nunca me prendo por uma mulher
Ter liberdade e um pingo de raça
Essa é a vida que sempre eu quis
Levando a tropa eu vou pelo o mundo
Vagando e cantando sou muito feliz.
Muitas mulheres bonitas me querem
Muitas promessas de amor recebi
Mas meu destino é vagar pelo o mundo
Sempre cantando sou muito feliz.
Quando sozinho eu cruzo as campinas
Ou quando estou nos confins do sertão
Tenho saudade de uma linda china
Que ficou pra sempre no meu coração.

Muitas mulheres bonitas me querem
Muitas promessas de amor recebi
Mas meu destino é vagar pelo o mundo
Sempre cantando sou muito feliz

Muitas mulheres bonitas me querem
Muitas promessas de amor recebi
Mas meu destino é vagar pelo o mundo
Sempre cantando sou muito feliz
Sempre cantando sou muito feliz
Sempre cantando sou muito feliz...

Em junho de 1948, Capitão Furtado apresentou-se com a mulher no Circo Piolim na peça "Sertão em flor", e no final do ano mudou-se para Salvador, onde passou a dirigir a Rádio Excelsior local.

Em 1949, retornou a São Paulo indo trabalhar na Rádio Cultura onde por dois anos e meio produziu programas caipiras. Deixou a Rádio Cultura em 1952, passando para a Rádio Difusora, onde permaneceu até 1956. Neste mesmo ano, colocou letra em "Moonlight Serenade", de Glenn Miller, gravada na RCA Victor com o título de "Serenata ao luar".

Foi contratado pela São Paulo Alpargatas para supervisionar todos os programas sertanejos patrocinados pela empresa no Brasil.

Em 1960, compôs com Henrique Simonetti o hino oficioso de Brasília - "Brasília, capital da esperança", gravado pelo trio vocal feminino Titulares do Ritmo, na RGE.

(Uma versão nova do Hino Brasília Capital da Esperança. Uma versão feita pela banda brasiliense Lado Vinil e artistas da cidade. Musicos: Alysson Takaki, Max, Aline Moreira, Sabrina Alberti, Gregore Jr., Bruno Albuquerque, Gianne Caputo e Kaká Barros. Arranjo: Gregore Jr. - Produção, Direção, Filmagem e Edição: Paulo César Nascimento - Gravação: Veras Estudio)
De 1963 a 1966, Capitão Furtado transferiu-se para a Rádio Bandeirantes. Percorreu o Brasil com a "Roda de Violeiros" que promoveu verdadeiro campeonato de violeiros, revelando inúmeros nomes.

A partir de 1967, já aposentado, continuou a trabalhar como coordenador de música, em geral, e caipira, em particular, da Editora Fermata do Brasil.

Em 1977, foi coordenador da área de música regional da primeira edição da Enciclopédia de Música Brasileira.

Em 1979, recebeu o Troféu Chantecler pelos 50 anos de carreira. No mesmo ano, faleceu de parada cardíaca na UTI do Hospital Presidente, em São Paulo, aos 72 anos.

Foi chamado por Sílvia Autuori de "O caipira que fala com o coração."

Em 1986, foi homenageado com o LP "Ao Capitão Furtado - marvada viola", com Rolando Boldrin, Sivuca, Roberto Corrêa e outros, lançado pela Funarte. Era um letrista versátil e de fácil comunicação popular.

Em 1993, Rolando Boldrin gravou sua "Moda dos meses", parceria com Alvarenga e Ranchinho no CD "Disco da moda", lançado pela RGE.

Moda dos meses
(Capitão Furtado, Alvarenga e Ranchinho)

Quem ainda não casou,
não se case em janeiro
Que a desgraça deste mês,
se arrepete o ano inteiro
Não se case em fevereiro,
fevereiro é mês faiado
Quem se casa neste mês,
os fio nasce pelado

Não se case em mês de março,
nem que seja por decreto
Criança do mês de março,
nasce tudo analfabeto

Não se case em mês de abril,
nem que seja prá ter gozo
Quem se casa neste mês,
nasce os filho mentiroso

Cuidado com o mês de maio,
não se case nem a muque
Criança do mês de maio
já vem fazendo batuque

Criança do mês de junho,
nasce tudo com mar cheiro,
Já nasce soltando bomba,
desde o berço é fogueteiro

Não se case em mês de julho,
este mês é perigoso
Criança do mês de julho,
nasce tudo revortoso

Agosto é o mês do desgosto
principalmente prá quem ama
Quem nasce no mês de agosto,
já faz pipi na cama
Quem se casa em setembro,
precisa ter muita sorte,
Que as crianças desse mês
Berra independência ou morte

Em outubro o seu Colombo,
descobriu um mundo novo
Quem nasce no mês de outubro,
acaba botando ovo.

Em novembro seu Deodoro
mostrou que tinha tutano,
As crianças de novembro,
já nasceu republicano

Quem chegou inté dezembro,
vivendo sempre sorteiro
Num vai istragá no fim,
a sorte de um ano inteiro


Obra
• A baixa do café (c/ Alvarenga e Ranchinho) • A banda no arraial (c/ N. Mugnai) • A bandeira do caboclo (c/ Laureano)
• A beleza do ponteio (c/ Tião Carreiro) • A cabeça arredondada (c/ Téo Macedo)
• A carta do expedicionário (c/ Piraci) • A farra dos três patetas (c/ Palmeira/Petit)
• A flor preferida (c/ J. Celito) • A força do perdão (c/ Tião Carreiro)
• A Grande luz (c/ R. Stanganelli e F. Barreto) • A índia e o caçador (c/ Piraci)
• A lenda do Nhanduti (c/ Palmeira) • A mulher e a carta (c/ Alvarenga e Ranchinho)
• A mulher e a política (c/ Alvarenga e Ranchinho) • A mulher e o telefone (c/ Alvarenga e Ranchinho)
• A rã-cheira c/ Corintho) • A uva das uvas (c/ Edu Reus) • A voz da saudade (c/ José Nicolini)
• Adeus, amor, adeus (c/ Miltinho Rodrigues) • Agricultura hoje tem seu valor (c/ Laureano)
• Amanhecer no sertão (c/ Laureano) • Amar (c/ Italo Izzo) • Amor à traição (c/ Ivan Taborda)
• Amor e ciúme (c/ Cláudio de Barros) • Amor não tem idade (c/ José Cupido) • Amuletos de iaiá (c/ J. M. Alves)
• Anjo do mal (c/ Lapinha) • Ao deus-dará (c/ José Lopes) • Araponga (c/ Alvarenga e Ranchinho)
• Assombração (c/ Domingos de Barros) • Avante, bandeirante (c/ J. M. Alves)
• Ave-Maria do sertanejo (c/ M. F. da Nova Verza) • Baianinha linda (c/ Everaldo Ferraz)
• Baião da sorte (c/ Mário G. Filho) • Bandeira do Brasil (c/ Alvarenga) • Bão mesmo é muié (c/ Moreno)
• Bate co pé... bate ca mão • Batuque de São João (c/ C. Mamede) • Beijinho açucarado (c/ Argonauta)
• Bela espanhola (c/ Dino Franco) • Boca traiçoeira • Brasília, capital da esperança (c/ Enrico Simonetti)
• Bumbumbum quitibum (c/ Zé Cupido) • Caboclo viajado (c/ Alvarenga e Ranchinho)
• Caboclo, soldado da terra (c/ Sílvio de Toledo) • Cadê coragem (c/ Léa Magalhães)
• Caipira (c/ Luís B. Jr. ) • Caipira com muita honra (c/ Compadre Moreira)
• Caipira em Hollywood (c/ Alda Garrido) • Calango (c/ Alvarenga e Ranchinho) • Caminho do céu (c/ E. Ferraz)
• Cana-verde em desafio (c/ Laureano e Nhá Zefa) • Candangolândia (c/ Zé Cupido)
• Canta a natureza (c/ Manuel Marques) • Canta, gaúcha (c/ Palmeira) • Caray con el amor (c/ Luiz Alvarez)
• Carro de boi (c/ Orlando Puzoni) • Carro de boi assassino (c/ Orlando Puzoni)
• Carta para o expedicionário (c/ Palmeira) • Casa-da-mãe-joana (c/ Moreno)
• Casamento no escuro (c/ Abisaide Carvalho) • Célia (c/ Elias Fleury)
• 'Chalet' furtado (c/ Alvarenga e Ranchinho) • Che china mi (c/ Cardozo) • Che yara porã tupy (c/ Rielinho)
• Chegou a vez da viola (c/ Manuel Marques) • Circuito da Gávea (c/ Alvarenga e Ranchinho)
• Coração (c/ Marcelo Tupinambá) • Coração constirpado (c/ Dorinha Peluzzo)
• Corridinho das Marias (c/ Mílton Amaral) • Criei coragem (c/ Léa Magalhães) • Criminoso (c/ Manuel Marques)
• Cunha Porã (c/ Zacarias Mourão) • De madrugada (c/ Xerém e Bentinho)
• De vencido a vencedor (c/ Tonico, Tinoco e R. Stanganelli) • Deixe o índio em paz (c/ Cacique)
• Desafio (c/ Alvarenga e Ranchinho) • Desafio de irmãos • Desafio disparatado (c/ Laureano) • Desafio norte-sul
• Descobrimento da América • Despeito (c/ Everaldo Ferraz) • Destinos iguais (c/ Laureano)
• Deus sabe o que faz (c/ Zacarias Mourão) • Deusa dos meus sonhos (c/ Nenete) • Diabinha de saia (c/ J. M. Alves)
• Discurso das promessas (c/ Aldo Benatti) • Divagações (c/ Vicente Dias Vieira) • Doce veneno (c/ Zé do Rancho)
• Dois corações (c/ Pedro Salgado) • Don-den-don • E o vento levou... (c/ Jerônimo Cabral)
• Eh! Eh! Meu irmão (c/ Panchito) • El vacilón (c/ Luiz Alvarez) • Em redor do mundo (c/ Irmãos Laureano)
• Em vez de me agradecer (c/ Jaime Martins) • Encha o coração de fé (c/ Roberto Stanganelli)
• Enchendo lingüiça (c/ J. M. Alves) • Entre na roda (c/ Maugeri Neto) • Esquentando o forró (c/ Zé Cupido)
• Está na massa do sangue (c/ José Nicolini) • Estou maluco por você (c/ Zico) • Eta, botina (c/ Xerém)
• Eu me comparo a Jesus (c/ Everaldo Ferraz) • Falsa mulata (c/ Facínio) • Família repinica (c/ Poty)
• Fandango do Rio Grande (c/ Teddy Vieira) • Felisbela (c/ Nhô Fio) • Feliz trovador (c/ Luiz Batista Jr. )
• Festa de aniversário (c/ J. M. Alves) • Festança no arraiá • Fique quietinho, meu coração (c/ Piraci)
• Flor morena • Flor silvestre (c/ Cuatas Castilla) • Fronteiriça • Futebol (c/ Alvarenga e Ranchinho)
• Garrote Aymoré (c/ Alvarenga e Ranchinho) • Gaúcho gago (c/ Bruno Neher) • Gira mundo, gira mundo (c/ Poty)
• Goiana soberana (c/ Joaquim Celito) • Gostei de ver (c/ Leôncio) • Goteira (c/ Flávio Lang) • Grande rodeio
• Granja Cocodeco (c/ Zé Cupido) • Guapa mestiça (c/ Walter Amaral) • Hei de vencer (c/ Juvenal Fernandes)
• História de dois irmãos (c/ Alvarenga/Ranchinho) • História de um cego (c/ Zé do Pio e Teodoro Silva)
• História do Jorginho • Homenagem à Mãe Menininha (c/ J. M. Alves) • Horóscopo (c/ Alvarenga)
• Índia Iracema (c/ Walter Amaral) • Ipê-roxo (c/ Michel Butinariu) • Irmão do campo
• Irradiando amor (c/ Miltinho Rodrigues) • Isso é bom, bom, bom (c/ Hélio Sindô)
• Itália e Abissínia (c/ Alvarenga e Ranchinho) • Lá vem mentira (c/ Ivan Taborda)
• Lar, doce lar (Seremos três) (c/ Orlando Monello) • Lição de geografia (c/ Alvarenga e Ranchinho)
• Liga dos bichos (c/ Alvarenga e Ranchinho) • Linda flor que morreu (c/ J. Soares)
• Linda sertaneja (c/ J. Cabral) • Louvação a São Gonçalo (c/ Piraci) • Má notícia (c/ Zé Cupido)
• Macaco velho (c/ Zé Batuta) • Mãe sertaneja (c/ Borges) • Maldita cachaça (c/ Ana Maria e Tinoco)
• Mamãe sabe-tudo (c/ Sidney Barreto) • Marcha do bandeirante (c/ J. M. Alves)
• Mar-de-rosas (c/ Paulo Figueiredo) • Me leva contigo (c/ Nhá Zefa) • Mensagem de amor e paz (c/ Everaldo Ferraz)
• Mensagem de esperança (c/ João Pacífico) • Meu bandoleiro (c/ Anthony Sergi)
• Meu coração (c/ Alvarenga e Ranchinho) • Meus oito anos (c/ Nhô Pai) • Minha pequena (c/ Antônio Cardoso)
• Minha terra tem poesia (c/ José Di) • Moçada da cidade (c/ Nhô Belarmino)
• Moda das meias (c /Irmãos Laureano) • Moda do beijo (c/ Alvarenga e Ranchinho)
• Moda do solteirão (c/ Alvarenga e Ranchinho) • Moda dos meses (c/ Alvarenga e Ranchinho)
• Moda dos ofícios (c/ Piraci) • Modos de cumprimentar (c/ Alvarenga e Ranchinho) • Morena catita (c/ Jaguaré)
• Muito obrigado, meu Deus (c/ Paraíso) • Mulatinha da caserna (c/ Martínez Grau)
• Mulheres célebres (c/ Italo Izzo) • Mundo ideal (c/ Juracy Arena) • Mutirão (c/ Manuel Vitório)
• Na garupa de São Jorge (c/ Teddy Jones) • Não adianta chorar (c/ Everaldo Ferraz)
• Não vire as costas pra Deus (c/ Everaldo Ferraz) • Natal dos caboclos (c/ Paraguassu)
• Nhá Chica refugou mangueira • No mundo da lua (c/ Ângelo Reale) • No ponteio da viola (c/ Manuel Marques)
• Noite azul (cheia de sonhos) (c/ José Lopes) • Nossa Senhora das Dores (c/ José Fernandes)
• Num acampamento cigano (c/ O. G. Fernandes) • Num tenho medo di home (c/ Nhá Zefa e Nhô Pai)
• O brasil entrou na guerra (c/ Nhô Pai) • O burrinho (c/ F. V. Vidal) • O caipira é vosso amigo (c/ Ranchinho)
• O casamento do Barnabé (c/ Barnabé) • O meu romance de amor (c/ Luiz Batista Jr. )
• O mundo daqui a cem anos (c/ Palmeira e Piraci) • O nariz da mulher (c/ Palmeira)
• O nome do meu amor (c/ Léa Magalhães) • O novo Mato Grosso (c/ Branquinho e Senin)
• O ronco do bugio (c/ Hélio Sindô) • O sabiá saudoso (c/ Lelé) • O semeador (c/ Tonico)
• O sertanejo é um forte (c/ Dino Franco) • O último roubo (c/ Tonico) • Obrigado, sertanejo (c/ Espiquinha)
• Oh! Bela (c/ Peterpen) • Oração de amor • Os olhos da mulher (c/ Alvarenga e Ranchinho)
• Outro drama da vida (c/ Nhá Zefa) • Papagaiada (c/ Alvarenga e Ranchinho)
• Para tudo eu dou um jeito (c/ Alvarenga e Ranchinho) • Paraguayta, pepita de oro (c/ Palmeira)
• Passeada no sertão • Pé-de-cana (c/ Piraquara) • Pedras e lixo (c/ Everaldo Ferraz)
• Pertinho do céu (c/ Vicente Paiva) • Peruada no sertão • Pica-pau peralta (c/ Antônio Arruda)
• Pinho sofredor (c/ Fêgo Camargo) • Pobre cego! (c/ Nhá Zefa) • Pobre de mim (c/ Vicente DiasVieira)
• Pranto de estrelas (c/ Nhô Fio) • Prega fogo (c/ Xerém) • Princesa Isabel (c/ Clóvis Mamede)
• Psicologia dos nome (c/ Alvarenga e Ranchinho) • Puxando o fole (c/ Juvenal Fernandes)
• Puxa-puxa (c/ Zé Cupido) • Quando me disseste adeus (c/ Orlando Puzoni) • Quatro namorados (c/ Xerém)
• Que bom! Banda do Arraial (c/ V. Mugnai) • Quem espera sempre alcança (c/ Miltinho Rodrigues)
• Racionamento de gasolina (c/ Palmeira) • Rainha das flores (c/ Léa Magalhães) • Rainha do forró (c/ Poty)
• Rainha do prado (c/ Kid Pepe) • Rancho abandonado (c/ Alvarenga e Ranchinho) • 'Ranquei' pena (c/ Poty)
• Reconciliação (c/ Paraguassu) • Recordação de Mato Grosso (c/ Palmeira) • Rei da humildade (c/ Everaldo Ferraz)
• Repartindo um boi (c/ Alvarenga e Ranchinho) • Repartindo um papao (c/ Alvarenga e Ranchinho)
• Retrato do Brasil (c/ Cerejinha) • Rincão de tradições (c/ Flávio Lang)
• S. M. a criança (c/ Roberto Stanganelli) • Salada internacional (c/ Palmeira e Piraci)
• Salve o Estado da Guanabara (c/ Enrico Simonetti) • Salve o presidente (c/ Perigoso)
• Salve o sanfoneiro (c/ Zé Cupido) • Sanfoneiro topa-tudo (c/ R. Stanganelli e Barreto)
• Santa dos meus amores (c/ Kid Pepe) • Santo violeiro (c/ Téo Azevedo) • São Paulo (c/ Martinez Grau)
• Saravá, pai Leão (c/ Paixão) • Saudade da estância (c/ Frontalini) • Saudade do Japão (c/ Hiroshi Kurimori)
• Saudade do Recife (c/ Rielinho) • Saúde, paz e amor (c/ Luiz Gomes)
• Se eu pudesse ter sanfona (c/ Roberto Stanganelli) • Segunda moda dos meses • Segunda pátria (c/ J. M. Alvez)
• Semana do caboclo (c/ Alvarenga e Ranchinho) • Semeando ilusões (c/ Hélio Sindô)
• Sertão do Laranjinha (c/ Tonico e Tinoco) • Sertão moderno (c/ Radamés Gnatalli)
• Sesquicentenário (c/ Tonico) • Sexta-feira 13 (c/ Raul Torres) • Sina de beija-flor (c/ Palmeira e Piraci)
• Soca paçoca (c/ Xerém) • Sombra que passa (c/ Everaldo Ferraz) • Somente agora (c/ Dino Franco)
• Sonho do matuto (c/ Laureano) • Sou fronteiriça (c/ Cuates Castilha) • Sou roceira (c/ Cuates Castilha)
• Sou tão feliz (c/ Carlos Heim) • Tá pra mim (c/ O. Puzoni) • Tapera • Tarratatchim • Tenho visto (c/ Nhá Zefa)
• Terra brasileira (c/ J. M. Alves) • Terra de pistoleiros (c/ Everaldo Ferraz)
• Tira terra, bota terra (c/ V. Mugnai) • Tô maluco por você (c/ Zico) • TV da bicharada
• Um mundo novo surgirá (c/ Sônia Marcovna) • Vagas esperanças (c/ Piraci)
• Vai chorando, coração (c/ Braz Baccarin) • Vaivém (c/ Everaldo Ferraz) • Valsa feliz • Vamos rir e cantar
• Varão, Varela e Varunca (c/ Zé Cupido) • Vatapá da iaiá (c/ R. Stanganelli e Barreto)
• Vida de Gaudério (c/ Ivan Taborda) • Vida de um condenado (c/ Alvarenga e Ranchinho)
• Vida do Zé Luiz (c/ Alvarenga e Ranchinho) • Vida na fazenda (c/ Xerém) • Vinte e sete anos (c/ Tonico)
• Virado à paulista (c/ Domingos de Ramos) • Viva os noivos (c/ Enrico Simonetti)
• Viva os três santos (c/ Zé Cupido) • Você já viu o cruzeiro (c/ Palmeira e Piraci)
• Volte, pelo amor de Deus (c/ Everaldo Ferraz) • Zé Vicente (c/ Julião) • Zenílton e Perereca

DISCOGRAFIA
• Meu coração/Futebol (1936) Odeon 78 • Repartindo um boi/A baixa do café (1936) Odeon 78
• Lição de geografia/A moda do beijo (1936) Odeon 78 • Circuito da Gávea/Liga dos bichos (1936) Victor 78
• Os olhos da mulher/Vida do Zé Luiz (1936) Victor 78 • Natal no sertão/Presente de Natal (1936) Victor 78
• Italianinha/Violeiro triste (1937) Victor 78 • Semana de caboclo/A mulher e o telefone (1937) Victor 78
• Caboclo viajado/Adoração (1937) Odeon 78 • Moda do solteirão/Desafio (1937) Odeon 78
• Calango/Rancho abandonado (1937) Odeon 78 • O crime do restaurante chinês/Amanhecer no sertão (1938) Odeon 78
• Caipira em Hollywood (Artista de cinema)/Descobrimento da América (1838) Odeon 78
• Moda das meias/Em redor do mundo (1938) Odeon 78 • Brincadeira de roda/Meus três namorados (1938) Odeon 78
• Modos de cumprimentar/Repartindo papo (1939) Odeon 78 • Psicologia dos nomes/Cabocla triste (1939) Odeon 78
• Casá? Só assim/Fiquei só agora (1940) Odeon 78 • Agricultura hoje tem seu lugar/Me leva contigo (1941) Odeon 78
• Morena murtinhense/Pobre cego (1941) Odeon 78 • Ao Capitão Furtado - Marvada viola (1986) Funarte LP

FONTE

VEM PRA BROTAS

Lucas Santtana


Lucas Santtana é o tipo de artista que é difícil catalogar. Ao mesmo tempo que seus discos e suas composições tem uma ligação com a tradição da Música Popular Brasileira, elas absorvem influências que vão do Afrobeat ao Dance Hall, passando pelo Dub, Eletrônica, Funk Carioca,dentre outras. Esticando ainda mais a linha evolutiva da música Brasileira.


Em 2000 Lucas Santtana iniciou sua carreira solo lançando o cd “Eletro Ben Dodô”, produzido pelo renomado produtor Chico Neves e mixado no estúdio Realworld de Peter Gabriel. O cd recebeu críticas elogiosas no Brasil e em importantes publicações no mundo da música como a Village Voice, Down beat e o Chicago Tribune(E.U.A); Le monde e Vibrations ( França); Latino e Esquire (Japão) , além de estar incluído na seleta lista dos dez melhores cds independentes do ano de 2000 pelo The New York Times.



“…Mr. Santtana is a musician supremely conscious of his cultural coordinates…This is artist who know’s he’s postmodern, and who sees his reflection in a country where postmoderninsm is an act of historical consciousness, rather than merely of solipsism. Fiercely literate about the popular music not only of Brazil but also North America, Mr. Santtana smashes Net-surfing lingo up against scenarious of the urban poor, trying to conjure a natural synthesis of ancient and futuristic….. - Ben Ratliff –The New York Times, july 5, 2000.

Em julho de 2003 Lucas Santtana lançou o seu segundo cd, intitulado "Parada de Lucas". O cd é dedicado ao geógrafo Milton Santos. Assim como o primeiro, “Parada de Lucas” recebeu críticas elogiosas dos principais jornais e revistas do Brasil e mais uma vez ganhou matéria no The New york Times.

“.…This is a smart dance-floor album, Brazilian-style. Mr. Santtana, a young singer-songwriter from Bahia, has his circuits open to the international web of Afro-Brazilian rhythm, West African high life, Cuban funk, reggae and electronics…… his second album, "Parada de Lucas" (Diginois, available at www.dustygroove.com) is full of incredibly catchy music, and he doesn't take machines for granted….. “ - Ben Ratliff –The New York Times, august 12, 2003.



Como instrumentista, Lucas Santtana participou dos cd’s de Chico Science e Nação Zumbi, Marisa Monte, Fernanda Abreu, Caetano Veloso e Gilberto Gil. Como compositor teve suas músicas gravadas por Marisa Monte, Fernanda Abreu, Arto Lindsay, Adriana Calcanhoto ,dentre outros.

Lucas participou da trilha sonora do filme "Deus é Brasileiro" de Cacá Diegues e compôs a trilha da peça O Bispo do ator João Miguel (Cinema ,aspirinas e urubus, Estômago, etc).

Em 2006 lança o 3º cd “ 3 sessions in a greenhouse” acompanhado da banda Seleção Natural. Juntamente com o cd, Lucas Santtana transforma seu selo musical Diginóis records em um site-blogue-ponto de encontro: http://www.diginois.com.br/

No site é possível baixar gratuitamente o cd e as faixas abertas do cd para remixar e também enviar esses remixes para o site.

Em 2 anos e meio na internet o site já recebeu mais de 90.000 visitas e mais de 12.000 downloads do cd foram feitos. Mesmo com o cd disponibilizado gratuitamente, as 2.000 cópias do cd se esgotaram em 7 meses.

O cd recebeu críticas recentes do The New York Times, Downbeat, The Beat, Revista Veja, O globo, Estadão, dentre outros.

Mensagem de Amor - Lucas Santtana

Desde o lançamento do cd Lucas Santtana & Seleção Natural fizeram shows no encerramento do Tim Percpan, do Festival Riocenacontemporânea, no Festival Indie Rock no Circo Voador, do Festival M.O.L.A e no programa “Som Brasil Noel Rosa” na TV Globo, dentre outros.

Em julho de 2008 fez a direção musical de um show em homenagem a Tropicália no Sesc Pompéia com a participação de Tom Zé.

Em agosto de 2008 fez a trilha Sonora da Exposição que inaugurou o Museu do Meio Ambiente no Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

Em abril de 2009 fez a direção musical do projeto Trilhando com o diretor Bruno Barreto e Gal Costa para o Sesc Pompéia, misturando música e cinema.



Lançado em julho de 2009, seu 4º disco, intiutlado Sem Nostalgia traz uma releitura moderna do formato voz e violão, um clássico da Música Brasileira. Assim como os 3 primeiros discos, Lucas Santtana continua suas alquimias sonoras tendo a canção como centro, mas sobrepondo a ela diversas texturas musicais.

A obra do cantor, compositor e instrumentista Lucas Santtana é um moto-contínuo aberto a atualizações e interpretações infinitas. Com esse espírito de interação com o público - hoje em dia, em tempo real, graças ao amplo leque de possibilidades providas pela internet -, o músico lança seu quarto CD, Sem Nostalgia, nesta sexta-feira, 4, no Sesc Pompeia.

O título do disco, extraído de uma das faixas ("Sem ilusão, sem nostalgia, só o querer que acende!"), além de fazer uma brincadeira com o formato voz e violão, é um alerta de Lucas Santtana de que é possível fazer música boa, bebendo nas fontes do passado, mas sem olhar para trás com amarras e saudosismo.

É uma espécie de abaixo-assinado dos incansáveis - e coerentes - pedidos de Hermeto Pascoal para que as novas gerações interpretem as músicas de gênios do passado, como Mozart e Pixinguinha, com arranjos atuais. "Não faria o menor sentido eu gravar meu disco com voz e violão, formato em que ele foi feito, nos mesmos moldes de Gil e Caymmi. A gente vive uma época rica, com possibilidades incríveis. Não tem por que ficar preso ao passado", diz Santtana.

Mergulhado na era da superinformação, o compositor observa hoje um avanço e uma influência significativos na relação entre criação artística e mundo virtual. Ele conta que mal tinha acabado de lançar seu último disco, e um rapaz de São Carlos, no interior de São Paulo, enviou-lhe um remix que havia feito de uma música de seu penúltimo CD, 3 Sessions in a Greenhouse.

Coerente com o discurso do autor, Sem Nostalgia está disponível na internet, no www.diginois.com.br, site do compositor criado em 2006, pelo qual o público pode ouvir os discos, baixá-los e remixá-los da maneira que bem entender.

"Eu acho fundamental esse diálogo. Cada vez que alguém faz um remix, o disco renasce, ele está sempre vivo. Eu mesmo sempre curti baixar música de outros artistas, recortar e colar algumas partes, queria que os outros pudessem fazer isso com minha obra também. A internet quebra essas barreiras. O computador não é uma televisão com a qual você interage passivamente", comenta o compositor.

No show, que contará com participações de Curumim, Buguinha Dub e Gil Monte, o cantor e a banda Seleção Natural apresentarão as sete primeiras músicas de Sem Nostalgia, seis do CD anterior e a inédita Rua 23, parceria dele com Arnaldo Antunes.

Até o fim do ano (2009) o músico estava com 15 shows marcados. Depois de São Paulo a turnê seguiu para o Rio de Janeiro (Teatro Odisseia, na Lapa) e Salvador (Boomerangue, no Rio Vermelho). Em outubro, antes de retornar para a capital paulista, o show do quarto álbum do compositor, cujas faixas foram comparadas com Pink Floyd, Radiohead e com o disco gravado por Gilberto Gil, em Londres, na década de 1970, segue para Buenos Aires. "Quando a gente ouve uma música, naturalmente projeta referências do passado. Essas comparações não me incomodam, acho isso saudável", diz Santtana.



SEM NOSTALGIA – CRÍTICAS

FOLHA DE SÃO PAULO
“…Sem Nostalgia, disco raro, cool e inventivo”… - Marcos Augusto Gonçalves, Folha de São Paulo, 31 de agosto 2009.

…”É uma declaração de amor às avessas. Não à tradição, simplesmente – mas ao caráter subversivo que ela carregava em seus tempos iniciais, antes de se chamar “tradição”. E uma declaração desse quilate só funcionaria dessa maneira, com boas doses de subversão.” - Marcus Preto, Folha São Paulo, dia 31 de agosto de 2009.

ESTADÃO
“..É arriscado falar em originalidade a essa altura da História, mas já em seus certeiros 3 álbuns anteriores – Parada de Lucas e 3 sessions in a greenhouse – Lucas estabeleceu seu território. Embora varie as experiências de um trabalho para o outro, a essência de sua originalidade, seja no formato da composição, na pegada rítmica ou no canto, tem sua impressão digital. Sua musicalidade é inconfudível e sempre prazerosa de descobertas para quem acompanha. Naturalmente com Sem Nostalgia não é diferente…” - Lauro Lisboa Garcia, Estadão, 1 de agosto de 2009.

O GLOBO
“...Quando escolhe abrir seu disco com um mashup de violões de Caymmi, Baden e Jorge Ben, tudo processado digitalmente, arrancando dali um batidão funkcarioca, Lucas Santtana é muito mais que um brincalhão munido de tecnologia e de ignorância. Santtana sabe o que está fazendo.” - Leo Linchote. O Globo, 4 de agosto de 2009.

CARTA CAPITAL
“…Lucas tributa e belisca a tradição de instrumentistas-inventores como Caymmi, Baden Powel e Jorge Ben, sem se escravizar ao violão. Ao contrário, na faixa de abertura, Super Violão Mashup, a batida de Caymmi de Noite de Temporal dialoga com ferramentas tecnológicas dos anos 2000, com resultados excepicionais…” - Pedro Alexandre Sanches, 30 de setembro de 2009.

REVISTA VEJA
…”Versátil, o cantor e compositor Lucas Santtana já foi do pop ao funk e ao dub em seus 3 discos anteriores. Seu experimentalismo, porém, não compromete o apelo pop – Cira Regina e Nana e Amor em jacumã são bem radiofônicas…” - Sergio Martins, Revista Veja, 12 de agosto de 2009.

SIGNAL TO NOISE
“…On his latest and best album Sem Nostalgia(yb music) he’s at it again, limiting himself to only voice and guitar sounds, but manipulating the concert to produce a rich sound…” - Peter Margasak, august 2009.

3 SESSIONS IN A GREENHOUSE - – CRÍTICAS
NEW YORK TIMES
”One of the best of the younger Brazilian rock musicians and songwriters is back with his third album, “3 Sessions in a Greenhouse.” Mr. Santtana comes from Bahia, and his whole world is the crossed wires of Afro-Brazilian rhythm, samba, dub reggae, rock and funk. If that sounds like a contrived fusion, you should gauge the power of this record. Here the high, scratchy strumming of the cavaquinho shares space with deep, cropped bass lines, and Jamaican-style horn arrangements with atmospheric guitar noise. It’s naturally polycultural and a great groove record. He has released it on his own label, Diginóis; until an American distributor is secured, some of the tracks can be downloaded at his Web site, diginois.com.br .” - Ben Ratliff, New York Times, 20 de agosto de 2006.

DOWNBEAT
"Lucas Santtana has been one the most promising figures in Brazilian music for nearly a decade, and he pushes the envelope hard on his third album, 3
sessions in a greenhouse(Diginois), favoring groove and ambience over songwriting. It's not that he doesn't know his way arround a sweet melody, but his longterm interest in funk and reggae elasticizes his compositions, where looping bass line, dubby horn charts and atmospheric keyboards resonate in a warm, leisurely glow. Tom Zé joins in a cover of his "Ogodô Ano 2000" and Santtana gives a tender if distant reading to "Into Sahde." - Peter Margasak, Downbeat, march 2007.

REVISTA VEJA
"O cantor e compositor Lucas Santtana é um dos artistas mais criativos do pop brasileiro atual. Ele tem ligações estreitas com o tropicalismo e seu tio é o compositor Tom Zé. Mas Lucas nunca se prendeu a um estilo muiscal. Seus dois discos anteriores tinham samba, namoros com o funk e música eletrônica. 3 sessions in a greenhouse foi gravado em três tacadas. As reuniões foram suficientes para Lucas e a banda Seleção Natural criarem um punhado de canções sólidas, que casam cavaquinho, dub(um reggae pisicodélico) e um naipe de metais que incendeia qualquer pista de dança."  - Sergio Martins, Revista Veja, 30 de agosto 2006.

JORNAL O GLOBO
...”O melhor de tudo é que “3 sessions in a greenhouse” não está calcado apenas em uma postura bacana e inovadora. O disco é simplesmente brilhante. Gravado em três sessões no estúdio AR, como se fosse ao vivo, ele abraça o dub, a genial criação dos magos de estúdio jamaicanos, não como estilo, mas como ferramenta.

De fato, é difícil dizer exatamente que som faz Lucas Santtana em “3 sessions in a greenhouse”. Sinuosas como o estilo que as inspirou, as músicas do disco flutuam de um lado para o outro. Guitarras, metais, cavaquinho, samplers e tambores se misturam, criando formas inusitadas.... - Carlos Albuquerque, O Globo, 23 de junho de 2006.

JORNAL ESTADO DE SAO PAULO
“…A ascensão livre de Lucas Santtana

…."Baiano radicado no Rio, o compositor, guitarrista e cantor Lucas Santtana é um dos cérebros mais criativos de uma geração independente do pop brasileiro, que vem tomando atitudes arrojadas e inovadoras…” - Lauro Lisboa Garcia, Estadão, 07 de junho de 2006.

REVISTA CARTA CAPITAL
“…Mistura de gravadora, produtora, blog, sala de audição e ponto de encontro, a casa virtual segue o sistema Creative Commons – a obra pode ser copiada, distribuída e executada livremente, desde que para fins não comerciais, e com crédito ao autor. Musicalmente, enfim, os ares novos só fazem bem ao artista, que aponta para o futuro se apropriando sem fronteiras de rock, reggae, MPB (seu tio,Tom Zé, participa de Ogodô Ano 2000), funk, eletrônica etc…” - Pedro Alexandre Sanches, 22 de junho de 2006.

REVISTA ROLLING STONE
“…Lucas Santtana é um ativista digital. Seu espaço na web prova que ousadia na rede é capaz de proporcionar experiências diferenciadas. Mais do que abusar das interfaces de publicação de audio e video, ele disponibiliza faixas abertas que podem ser baixadas e remixadas pelos usuários…” - Renata Honorato, Julho 2007.

Lucas Santtana - Cira, Regina e Nana (clipe)

FONTE

CONEXÃO AO VIVO

Geraldo Meirelles


Geraldo Meirelles (24/2/1926 Casa Branca/SP) Radialista. Compositor. Foi criado numa fazenda no Vale do Paraíba em São Paulo. Veio para São Paulo na década de 40, já órfão de mãe e dependendo de seu próprio trabalho para sobreviver, trabalhou como vendedor, jornaleiro, motorista e etc.

Sozinho em São Paulo era a Musica Sertaneja o único traço de identificação que o mantinha ligado as suas origens; musica da roça, musica caipira, enfim não ser ouvida ou cantada nos círculos sociais mais altos da poderosa capital, tendo que lutar contra aquele preconceito, afinal os roceiros, os caipiras trabalhavam arduamente para alimentar aquela gente, como é que sua musica, a expressão mais sincera dos seus sentimentos não podia ser ouvida. Tomou para si a dor de todos os marginalizados, ergueu sua bandeira e mantém erguida até hoje, por esta razão recebeu a alcunha carinhosa de Marechal da Musica Sertaneja.

Iniciou a carreira na década de 1940, como locutor de rádio e ator de circo. Em 1947 começou a fazer radioteatro no Alto Sumaré, com Lulu Belencase.

Na década de 50 criou um programa na Rádio Nove de Julho que durou 20 anos, até que a rádio fosse fechada pelos militares. Trabalhou ainda nas rádios Tupi, Nacional e Aparecida do Norte.

Começou a atuar na música sertaneja em 1961, levado por seu cunhado, o compositor Athos Campos, para o programa "Crepúsculo Sertanejo", na Rádio Nove de Julho.

Em 1962 passou a apresentar na TV Cultura o programa Canta Viola, que foi o primeiro do gênero sertanejo a ter mais de uma hora de duração. Em 1966 o programa passou a ser apresentado na TV Tupi de São Paulo.

De 1970 até 1973 trabalhou como diretor artístico da gravadora Copacabana. Esteve um ano na TV Bandeirantes, voltou para a Tupi e a partir de 1971 passou a ser apresentador na TV Record, onde permaneceu até 1995.

A partir de 1985, quando sofreu um acidente automobilístico, o programa passou a ser apresentado por seu filho Marcelo. Geraldo Meirelles, entretanto, permaneceu apresentando o quadro "Na beira do forno", dirigido à música de raiz.

No "Canta Viola" se apresentaram diversos astros da música sertaneja, entre os quais, Liu e Léu, Zilo e Zalo, Irmãs Galvão, Zezé Di Camargo e Luciano e Leandro e Leonardo. Geraldo Meirelles foi o grande impulsor da carreira da dupla Chitãozinho e Xororó, que adotou esse nome artístico por sua sugestão.

SAUDADES DE GOIÁS - DUPLA PLATINO E PLANALTO

Como compositor, teve as composições "Poema sertanejo" de parceria com Tony Damito, "Carrossel da vida", com Goiá, "Eta saudade", com Marcelo Costa e "Palavras de amor e fé", com Marciano, gravadas pela dupla Chitãozinho e Xororó. Também teve o samba de roda "Samba de roda", parceria com Athos Campos, gravado por Pena Branca e Xavantinho.

Samba de roda (Geraldo Meireles - Athos Campos)

Abel & Caim -Pinha No Pinheiro (Geraldo Meireles-Nhô Fio)

Em julho de 2007, Geraldo Meirelles participou do encontro de locutores e radialistas voltados para o universo da canção sertaneja, ocorrido em Pirassununga, no interior de São Paulo, ocorrido na 12ª Semana Nenete de Música Sertaneja, realizado pela Secretaria de Cultura e Turismo da cidade.

FONTE



Ivo de Souza

Em 2010 o músico Ivo de Souza - que interpreta músicas sertanejas de raiz e o chamamé Sulmatogrossense - lançou seu CD CHALEIRA PRETA - em um churrasco dançante na Antiga Chácara da Antártica e contou com o apoio da Fundação Municipal de Cultura (Fundac). Para animar o churrasco foram convidados os grupos Castelo, Chapéu de Palha e Batidão.

Ivo de Souza iniciou sua carreira artística em 1965 fazendo parceria com Janguinho. Primos criados na mesma região de Anhanduí, em Mato Grosso do Sul, cantaram juntos desde a juventude completando trinta anos de carreira. Naquela época, os dois se apresentavam em circos, abrilhantavam shows e tocavam em festas e bailes por todo o Estado do então Mato Grosso.


(Brenno Reis e Marco Viola imitando IVO DE SOUZA & JANGUINHO Em Curitiba-PR na sede da Anastácio Imóveis em Curitiba).

Anos depois, Ivo de Souza formou dupla com Florito, quando gravou o primeiro LP. Após o falecimento de Florito, Ivo retomou sua parceria com Janguinho. Nessa época gravaram mais dois CDs. Cantando juntos desde a juventude, completaram trinta anos de carreira.

Em 2001, com o parceiro Edinelson, gravou mais um álbum.


Composição: Batista dos Santos / Ivo de Souza

Passei muitos anos tocando boiada
Morando na estrada desses pantanais
Pelo peso dos anos eu fui dominado
E pra lida de gado não servia mais
Na última viagem em tempo de cheia
Foi semana e meia dormindo molhado
Meu corpo sentiu o peso do estradão
A minha profissão ficou no passado
São tantos Janeiros que perdi a soma
Das tropeadas e domas em cima do arreio
Até que o cansaço tirou-me de cena
Me afastando da arena dos grandes rodeios

Aqui neste rancho de beira da estrada
Minha vida passada ainda está presente
E revive comigo nas minhas lembranças
Tal como uma herança gravada na mente
Quando o dia nasce eu vejo lá fora
O romper da aurora trazendo o clarão
E mais uma vez a malvada saudade
O meu peito invade sem ter compaixão
Viajando nas asas do meu pensamento
Revejo momentos de um tempo saudoso
Nas rodas de prosa com a peonada
As estórias contadas no galpão de pouso

Vejo meu berrante no canto da sala
Ao lado da pala as esporas prateadas
O meu couchonilho de lã de carneiro
Ainda traz o cheiro da poeira da estrada
A velha "baldrana" toda enfeitada
Eu guardo enrolada no velho bacheiro
Também o meu laço de argola de ouro
A calça de couro e o chapéu pantaneiro
Os restos de tralha que ainda sobrou
Prova que eu sou um herói da estória
Enquanto eu podia manejar o laço
Construí nos braços meu dia de glória

No mês de Agosto eu arrumava a "traia"
Minha mula baia sabia o caminho
Ia pra Barretos na Festa do Peão
Naquele estradão eu seguia sozinho
Na volta eu trazia um belo troféu
Guaiaca e chapéu de palha novinho
O maior presente que eu sempre ganhava
A platéia me dava com aplauso e carinho
Quando neste mundo eu fizer a partida
Vou buscar noutra vida o mais belo troféu
Que Deus me conceda como recompensa
Na sua presença o reino do céu

Entre as músicas mais conhecidas e premiadas em festivais estão: "Terra Nua", "Lembranças de Candieiro", "Relíquias de Um Velho Peão", "Estrada", "Cabelos Brancos", "O Ultimo Troféu", "Velho Pianga" e "Desabafo de Peão".

Em 2008,  o cantor e violeiro Ivo de Souza se apresentou no espetáculo beneficente 11º Canto do Sul - do Pampa ao Pantanal, realizado pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho do Mato Grosso do Sul (MTG-MS) e o Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Tropeiros da Querência. O evento aconteceu no dia 31 de maio no auditório Manoel de Barros, Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande. Os recursos arrecadados com o espetáculo foram revertidos para a campanha do agasalho 2008, realizada em parceria com o Fundo de Apoio à Comunidade (FAC).

Atualmente Ivo de Souza interpreta músicas sertanejas de raiz, no estilo de Tião Carreiro e Pardinho e o também o tradicional chamamé sul mato grossense.

FONTE