domingo, 15 de janeiro de 2012

Tino Gomes


Tino Gomes (Belo Horizonte/Montes Claros, Minas Gerais, Brazil) é mineiro de Montes Claros e traz na sua bagagem 40 anos de trabalho pela cultura do povo de Minas e do Brasil.

Chicletes com Banana (Gordurinha e Almira Castilho)

Considerado um dos artistas mais completos de Minas, é ator, humorista, compositor e cantor com 13 discos gravados, apresentador de TV e escritor infantil.

Na TV, apresentou em BH o irreverente “Brechó do Troca-Troca” e o “Programa Clandestino”. Na TV Globo, fez participações em “Caminho das Índias”, “Malhação” e, recentemente, na minissérie “A Cura”. Na TV Alterosa, participa do programa jornalístico “TV Verdade”, como repórter e entrevistador na área de cultura.

No cinema, contracenou com o ator João Miguel no filme “Matraga - A hora e a vez”, do diretor Vinícius Coimbra, com estreia nacional prevista para 2011. Trabalhou também, no premiado filme “Minas Texas” de Carlos Alberto Prates.


Em 2009 estreou no Teatro Clara Nunes/RJ, o musical “Um lugar chamado recanto”, de Fred Mayrink. No espetáculo, além de atuar, Tino foi o responsável pelas oficinas de tambor para a preparação dos atores. Como humorista, Tino Gomes viaja com seu espetáculo solo, “CANTORIA E UNS CAUZIM DE SAFADEZA”, uma mistura inteligente de ‘causos’ e músicas engraçadas de duplo sentido.



Com treze discos gravados, TINO é ainda ator, escritor infantil, apresentador de TV e autor de mais de quinhentos jingles e trilhas para comerciais. Em discos e dividindo palcos, TINO GOMES já teve como parceiros Ivan Lins, Flávio Venturini, Nivaldo Ornelas, Elza Soares, Gorete Milagres, Zezé Di Camargo & Luciano, Beto Guedes, Milton Nascimento, Marcus Viana, Jackson Antunes, Sérgio Reis e outros. Como apresentador de TV, fez o Brechó do Troca-Troca (TV Contagem), Clandestino (canal 25 BH) e Alterosa Esporte (substituindo Dadá Maravilha). Participou de programas de TV como, Domingo Legal, Domingão do Faustão, Ratinho, Sem Censura, Ô Coitado, além da participação no programa de rádio Pânico, da Jovem Pan, entre outros.

FONTE

http://tinogomes.blogspot.com/

Paulinho Pedra Azul


Paulo Hugo Morais Sobrinho, mais conhecido como Paulinho Pedra Azul, é um cantor, poeta, artista plástico e compositor brasileiro. Nascido em Pedra Azul, no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, no dia 04 de agosto de 1954. Além de músico, também é autor de 200 telas a óleo e acrílico e de 15 livros.

Sua carreira artística teve início por volta dos 13 anos de idade, inicialmente com as artes plásticas. Enveredando pela música participou de um conjunto chamado “The Giants”, em que trabalhou com Rogério Braga, Mauro Mendes, Marivaldo Chaves, Salvador, Edmar Moreira e André, interpretando canções dos Beatles, The Fevers, Os Incríveis, Erasmo e Roberto Carlos, dentre outros.

A partir do final dos anos 1960 participou de festivais regionais de música e de poesia, tendo realizado inúmeros shows em cidades do interior de Minas Gerais. Nos anos 70, mudou-se para São Paulo onde morou por dez anos, período no qual trabalhou com o cantor, humorista e ator Saulo Laranjeira, também oriundo de Pedra Azul. Retornou depois para Minas, se fixando em Belo Horizonte onde até hoje reside.

Durante o tempo em que viveu em São Paulo gravou seus três primeiros discos. O LP de estréia fez grande sucesso com a canção que lhe dá o título: "Jardim da Fantasia", popularmente conhecida como "Bem-te-vi".


Com um estilo que varia do romântico à MPB, fortemente influenciada pelo Clube da Esquina, e com algumas composições de chorinhos, Paulinho Pedra Azul tem 21 discos gravados, a maioria deles independentes, tendo vendido cerca de 500 mil exemplares de toda a sua obra. É também autor de 200 telas a óleo e acrílico e de 15 livros, dentre eles “Delírio Habanero - Pequeno Diário em Cuba”, escrito durante visita à ilha de Fidel Castro.

Apesar de não ser um constante freqüentador da mídia de massa, Paulinho Pedra Azul consegue ser conhecido por um segmento específico que envolve principalmente universitários. Pesquisa feita pela AMAR (Associação de Músicos, Arranjadores e Regentes), o destacou como o segundo cantor mais conhecido de Minas Gerais, perdendo apenas para Milton Nascimento.

A sua canção mais conhecida é "Jardim da Fantasia", que, segundo o próprio Paulinho, á apelidada de Bem-te-vi. A música teria sido feita para uma noiva falecida do compositor, mas ele nega isto.

Discografia
1982 - Jardim da fantasia (RCA/BMG/Ariola) LP/CD
1984 - Uma janela dentro dos meus olhos (Independente) LP
1986 - Sonho de menino (Independente) LP
1988 - Pintura (Independente) LP
1989 - Papagaio de papel (Independente) LP
1990 - Mais uma vez (Clave de Lua) LP
1991 - Paulinho Pedra Azul-10 anos/Coletânea (Clave de Lua) LP/CD
1992 - Uma história brasileira (Clave de Lua) LP/CD
1994 - Quarenta (Velas/Clave de Lua) CD
1995 - Vivo (Velas/Clave de Lua) CD
1997 - 15 Anos (Clave de Lua) CD
1997 - O Instrumental Encantado (Clave de Lua) CD
1997 - As Estações Do Homem (Clave de Lua) CD
1998 - Alma Expressa (Coletânea) (1998) (Clave de Lua) CD
1999 - E Lá Vou Eu NEssa Estrada (Escola de Canto Babaia) (Independente) CD
1999 - Samba Canção (Clave de Lua) CD
2000 - As Canções de Godofredo Guedes - Paulinho Pedra Azul e Wagner Tiso (NS Produções) CD
2002 - 20 Anos (Clave de Lua) CD
2004 - Os 50 Anos de Paulinho Pedra Azul (Clave de Lua) CD
2006 - 25 Anos (Clave de Lua) CD
2008 - Lavando A Alma (Clave de Lua) CD
2011 - Paulinho Pedra Azul - 30 Anos (Som Livre) CD



Livros publicados
1978 - Pedaço de Gente – Independente.
1984 - Borboleta Branca com Cheiro de Cravo (Infantil) – Independente.
1989 - Uma fada nos meus olhos (Infantil) – Editora Lê.
1990 - Conta Gotas – Editora Dino Sávio / Clave de Lua.
1990 - Soltando os Bichos (Infantil) – Editora Lê.
1990 - Borboleta Branca com Cheiro de Cravo (Adulto) – Editora do Brasil.
1991 - De Versos – Edições Giordano.
1992 - A Canção do Circo (Infantil) – Editora Lê.
1995 - A Menina da Janela (Infanto-Juvenil) – Editora Lê.
1995 - Quando se Olha pra Dentro – Editora Dino Sávio / Clave de Lua.
1998 - Do Bico do Passarinho Para o Bico da Caneta – Clave de Lua.
1999 - Uma Pedra no Caminho – Clave de Lua.
2000 - Dois Mundos – Clave de Lua.
2002 - Delírio Habanero (Pequeno Diário em Cuba) – Clave de Lua.
2004 - Poesia Noite e Dia – Clave de Lua.


Prêmios e Homenagens
1984 - Placa da Fundação Cultural do Alto Paranaíba - FUCAP - Patos de Minas.
1989 - Placa de Prata da AMAZUL – 1º Encontro do Pedrazulense Ausente.
1989 - Placa de Prata da Rádio Galáxia - Coronel Fabriciano.
1990 - Placa de Prata "Recordista de Público no Teatro Atiaia" – Governador Valadares.
1992 - Troféu Corpo Livre – Pedra Azul.
1992 - Comenda Tiradentes – Polícia Militar do Estado de Minas Gerais.
1992 - Mérito Artístico Godofredo Guedes – Montes Claros.
1992 - Título de Cidadão Honorário de Belo Horizonte.
1993 - Placa de Prata do Jequitibar – Belo Horizonte.
1994 - Placa de Prata do Colégio Imaculada Conceição – Belo Horizonte.
1995 - Prêmio "Altamente Recomendável" – Fundação Nacional do Livro Infantil e Infanto-Juvenil.
1995 - Placa de Prata do Colégio Delfim Moreira – Belo Horizonte.
1995 - Troféu Pró-Música melhor cantor – Belo Horizonte.
1995 - Troféu Faísca melhor cantor – Belo Horizonte.
1996 - Troféu Onda melhor cantor “AMIRT” – Belo Horizonte.
1996 - Mérito Artístico Rômulo Paes – Câmara Municipal de Belo Horizonte.
1997 - Título de Cidadão Honorário de Uberaba.
1998 - Convidado especial no 1º Encontro de Culturas Irmãs na cidade de Havana – Cuba.
1999 - Troféu Aplauso – Governador Valadares.
1999 - Placa de Prata Projeto Novas Onhas do Jequi – Belo Horizonte.
2000 - Título de Cidadão Honorário do Rio de Janeiro.
2000 - Placa de Prata do Colégio Pampulha – Belo Horizonte.
2000 - Placa de Prata do Colégio Pitágoras Cidade Jardim – Belo Horizonte.
2000 - Troféu SESC/SATED – Melhor trilha sonora peça infantil "Soltando os bichos" - Parceria com Gilvan de Oliveira.
2002 - Troféu SESC/SATED – Melhor trilha sonora peça infantil "História sem pé nem cabeça" – Parceria com Sérgio Abritta e Geraldinho Alvarenga.
2002 - Troféu Bonsucesso de Artes Cênicas – AMPARC – Melhor trilha sonora peça infantil "História sem pé nem cabeça" – Com Sérgio Abritta e Geraldinho Alvarenga (2002).
2004 - Troféu Carlos Drummond de Andrade "Noite dos Notáveis" – Itabira.
2006 - Comenda dos Inconfidentes (Maior Honraria do Estado de Minas Gerais) Governo Aécio Neves – Diamantina.
2006 - Diploma de Honra ao Mérito da Ordem dos Músicos do Brasil.
2007 - Troféu Pró-Música Músico do Ano – Belo Horizonte.
2011 - Comenda da Paz Chico Xavier (100 anos)- Uberaba



FONTE

http://pt.wikipedia.org/wiki/Paulinho_Pedra_Azul

Candinho Trombone

Candinho Trombone (Cândido Pereira da Silva), instrumentista e compositor nasceu no Rio de Janeiro/RJ em 30/1/1879 e faleceu na mesma cidade em 12/12/1960. Viveu parte da infância no Asilo de Meninos Desvalidos (depois Instituto João Alfredo).

Integrou a banda de música da Fábrica de Tecidos Confiança, de Vila Isabel, chegando a contramestre. Depois serviu na Brigada Policial, na banda de música do Primeiro Batalhão de Infantaria, sendo também seu contramestre no posto de sargento. Alem de trombone, tocava bombardão e bombardino, ingressando mais tarde na orquestra do Teatro São José.



Começou a compor e participar dos chorões a partir de 19 anos, tendo como companheiros mais constantes Irineu de Almeida, Licas, Luís Gonzaga e Anacleto de Medeiros. Organizou e manteve, por muitos anos, grupos de músicos em Vila Isabel e outros bairros. Alguns membros desses grupos se tornaram famosos, como Amora Cavaquinho e Nolasco.

Conviveu com os grandes chorões das primeiras três décadas do século XX, entre os quais Carramona, Luís de Sousa, Mano Cavaquinho, Cupertino de Menezes, Quincas Laranjeiras, Juca Kalut, General Gasparino, Paulino Sacramento, Catulo da Paixão Cearense, Donga e Pixinguinha, fazendo parte dos grupos Carioca e Malaquias.

Em 1933 ingressou por concurso na orquestra do Teatro Municipal, do Rio de Janeiro, onde permaneceu até 1951, quando se aposentou. Compôs uma obra extensa, mas pouco editada, formada em sua maior parte por choros, entre os quais se tornou famoso O nó, tido como modelo no gênero por suas modulações imprevistas.

O Nó (Candinho) - Conjunto Época de Ouro

Obras:

Abigail, polca, s.d.; Aldeiazinha, valsa, s.d.; Aniversario do Alarico, polca, s.d.; Artur virou bode, polca, s.d.; Bismarck brincando, polca, s.d.; Brandão no choro, polca, s.d.; Brincando, valsa, s.d.; Brincando de escrever, choro, s.d.; Candinho no choro, polca, s.d.; Carioca, polca, s.d.; Chorando, polca, s.d.; Colar de pérolas, valsa, s.d.; Coralina, valsa, s.d.; Dalba, valsa, s.d.; Dança do urso, polca, s.d.; Deixai-os penar, polca, s.d.; Deliciosa, xotis, s.d.; Um dia em Petrópolis, polca, s.d.; Dulcinéia leal, valsa, s.d.; É isso mesmo, polca, s.d.; Edelvira, valsa, s.d.; Elazir, valsa, s.d.; Floriano brincando, polca, s.d.; Glorinha, polca, s.d.; Graças a Deus, valsa, s.d.; Gratidão de um beijo, valsa, s.d.; Isaura, polca, s.d.; Ivone, valsa, s.d.; Leonila, valsa, s.d.; O Licas procurando, polca s.d.; Martirizando, tango, s.d.; Nadir, polca, s.d.; Não chores, valsa, s.d.; Não digas, polca, s.d.; Não escapa, polca, s.d.; Não se meta, polca, s.d.; O nó, choro, s.d.; Preludiando, xotis, s.d.; Queixosa, valsa, s.d.; Raios de sol, valsa, s.d.; Sapeca, polca, s.d.; Uma saudade, valsa, s.d.; Sílvia, valsa, s.d.; Solicitando, polca, s.d.; Soluçando, polca-marcha, s.d.; Sonho divinal, valsa, s.d.; Súplica, valsa, s.d.; O teu sinal, polca, s.d.; Tinguaciba, polca, s.d.; Trinta janeiros, valsa, s.d.; Triste alegria, polca, s.d.; Uianinha, valsa, s.d.; Vai levando, polca, s.d., Violinista, valsa, s.d.; Ziza, polca, s.d.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha.

FONTE

http://cifrantiga2.blogspot.com/2006/12/candinho-trombone.html#ixzz1hmopgvon

Marcus Caffé


Intérprete cantor brasileiro com mais de 20 anos de profissão, destaque no cenário da música cearense por interpretações fortes e apuro técnico com timbre de brilho peculiar. Produziu 3 discos autorais: DIGITAL 1994, MATIZ 1996 e DÉJÀ VU 2009.

MARCUS CAFFE,TANGO PARA TEREZA

Participou de inúmeros outros e é considerado pela imprensa especializada um dos maiores intérpretes da música nacional no Ceará. É autor e produtor de campanhas de áudio publicitário de grande veiculação e eficácia. Divide frequentemente o palco com artistas como Zezé Mota(RJ), Tom Zé, Emílio Santiago, Zé Renato, Fátima Guedes, Domiguinhos, Moraes Moreira, João Donato e Sr. Jorge.

MARCUS CAFFÉ (ex-Britto)- de descendência Portuguesa e indígena - nasceu na Maternidade Escola Assis Chateaubriam na quarta maior capital brasileira, Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção.

O profissional do canto que hoje é referência de qualidade em todo território Nacional por sua forte presença cênica e pelo registro peculiar teve suas matrizes musicais ligadas ao canto popular brasileiro da década de 60.

Aos 4 anos de idade participou do primeiro programa de entretenimento do Ceará intitulado Clube de Heróis produzido pela Televisão Verdes Mares. Aos dezessete inicia-se como compositor e começa a trilhar o percurso de festivais, onde destaca-se como intérprete e conquistas premiações por sua peculiaridade.

Ingressa no canto coral em Fortaleza pelo coral da UFC sob a regência de Izaíra Silvino onde se mantêm por dois anos e desenvolve sua técnica de canto com Leilah Carvalho Costa.

Reside em São Paulo entre 1990 e 1992 onde ingressa na Cia Coral (coro lírico), no Coral XI de Julho e no Coral do Estado de São Paulo, no mesmo período tem aulas de canto com o tenor Chico Campos Neto. Retornando ao Ceará ingressa ostensivamente no mercado publicitário e desenvolve peças para diversas campanhas politicas e de mercado.

Em 1994 ingressa no movimento NUCIM – e grava duas composições de artista cearense nesse CD apoiado pelo SEBRAE. No mesmo ano grava o primeiro CD solo de título” DIGITAL” sobre obras de compositores do Ceará e São Paulo. Lança em 1996 o CD MATIZ cujo projeto fora premiado pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura. O disco foi produzido em São Paulo pelo compositor Sérgio Sá e pós-produção de Belchior.

De 1999 à 2008 desenvolve diversos shows temáticos de grande repercussão à exemplo do show HUMBERTOS em homenagem ao compositor Humberto Teixeira – o Dr. Do Baião – show com o qual percorreu todo o estado e conheceu o Distrito Federal e se tornou especial televisivo transmitido e retransmitido Nacionalmente pela Tv Diário.


Em 2009 lança o CD DÉJÀ VU onde homenageia Evaldo Gouveia, Fausto Nilo entre outros grandes nomes da música Nacional.

Em 2011 executa dois projetos de shows com os quais circula pelos principais espaços culturais do Estado do Ceará entre eles as unidades SESC CE de Iguatú, Juazeiro do Norte, Crato, Sobral, Theatro Emiliano Queiróz e SESC SENAC Iracema, SESC DF.

Estréia o show MARCUS JACKSON que percorre espaços do Centro Cultural Banco do Nordeste e projetos como a Mostra Petrúcio Maia entre outros.

Cantor Intérprete com 22 anos de profissão. Passou por festivais, pela noite de Fortaleza e São Paulo. Atuou em peças teatrais como cantor, preparador vocal. Foi orientador vocal de corais em Fortaleza e participou como tenor nos corais da UFC e O POVO (Ce), Cia Coral e Coral do Estado de São Paulo. Já dirigiu cantores e produziu projetos especiais para Instituições de Ensino. Especialidade: Produção de shows temáticos.

Características principais: Timbre peculiar interpretação pautada na palavra. Forte presença cênica e comunicação com público ativa.

Três discos solo lançados: DIGITAL -1994, Matiz - 1996 e DÉJÀ VU 2009. Participação em diversos discos e shows pelo país. Convidado de Belchior para temporada no SESC Pompéia - SP em (1998). Convidado especial de Raimundo Fagner para gravação de DVD no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (2002) Dirigido por ele em 2007 na canção Solidão do Ministro César Asfor Rocha para CD Parceiros. Dirigido por Manassés em faixa do disco de Ubiratan Aguiar (2008 Convidado de Fátima Guedes uma participação em seu show no Bnb Projeto Musical - 2008. Na história mostra com Taigura, Zezé Mota, Tom Zé, Emílio Santiago, Ângela Rô Rô, Renato Braz, entre outros.


Em 2009 show com Dominguinhos - Praia de Iracema, Temporada de Pré Lançamentos CD DÉJÀ VU pelo CC Oboé. Temporada no CDMAC. Participação no Projeto BNB Clube de Cultura com Zé Renato. Aniversário de 284 anos de Fortaleza - Aterro de Iracema com Moraes Moreira e Sr. Jorge - Temporada O MUNDO DE 1 HOMEM SÓ - CDMAC e CCBJ - III e IV Mostra da Canção Brasileira Independente do CCBNB.

Convidado a Apresentar eventos de música pelo Estado a exemplo da Mostra BNB da Música Instrumental (2006) Mostra Petrúcio Maia (2007), Feira da Música 2008 e 2009, a Mostra da Canção Brasileira Independente O CCBN 2009.

Desenvolve projetos na área de televisão. Participa do mercado de áudio publicitário há 12 anos onde é autor de peças para campanhas políticas e institucionais de grande repercussão.

Convidado a compor o elenco de cantores que participarão das homenagens aos 284 anos da cidade de Fortaleza junto à Moraes Moreira e Sr. Jorge entre outros. Temporada do show O MUNDO DE 1 HOMEM SÓ - em tributo aos 95 anos de HUMBERTO TEIXEIRA - CDMAC/ CCBJ e VII Festival de Música da Ibiapaba em 2010. Em Novembro viajou a Brasília onde representou o Ceará no Prêmio Tom Jobim - SESC DF e realizou shows a divulgação nas rádios.


Em 2011 participou do tributo à Evaldo Gouveia (CD e SHOW) promovido pela prefeitura municipal de fortaleza durante o carnaval. Gravou Especial ENCANTA NORDESTE pela TV DIÁRIO - Fortaleza - Realizou Circuito pelas Unidades SESC CEARÁ com o Show MARCUS CAFFÉ em Música Brasileira - Evaldo Gouveia. Participou das Mostras Petrúcio Maia e Canção Independente do CCBnB. Participou da gravação do DVD Evaldo Gouveia no Theatro José de Alencar.


No Brasil: +55 85 3254.4302
+55 85 8844.6585

FONTE

sábado, 14 de janeiro de 2012

Luis Fonsi


Luis Alfonso Rodríguez López-Cepero (San Juan, 15 de abril de 1978), cantor, compositor e ator porto-riquenho vencedor do Grammy Latino. Filho de Alfonso Rodríguez e Delia López-Cepero, irmão mais velho de Jean Carlos e Tatiana, Luis Fonsi, nasceu em San Juan, Porto Rico.


Luis Fonsi desde pequeno, já dava sinais de que a música iria orientar a sua vida. Com apenas 18 anos, em setembro de 1998, gravou seu primeiro álbum, titulado "Comenzaré", que teve o reconhecimento da revista Billboard, como "artista revelação latino".

Comenzaré

Em 2001, obteve o incentivo para a gravação de um segundo álbum, "Eterno" que o lançou para o mercado internacional chegando à Espanha.

Eterno

Em 2001 conheceu a atriz Adamari López, no México no ano de 2001, quando ela namorava com o também ator Mauricio Ilhas. Em 2002 eles se reencontram nos Estados Unidos, durante um concerto que Luis Fonsi estava sendo homenageado; e, onde Adamari era apenas espectadora. Ao saber que ela estava presente Luis Fonsi a convidou para passar em seu camarim. Depois disto começaram a se encontrar, mas sempre como amigos. Em Outubro de 2002 se consolidou o namoro.

Em 2002, Luis Fonsi lança "Amor Secreto" produzindo também a sua versão em Inglês "Fight The Feeling", que foi lançado nos Estados Unidos com grande sucesso.

Amor Secreto

Fight The Feeling

Luis Fonsi também se aventurou como ator em duas séries mexicanas: "Taina" e "Corazones al limite". Durante esse tempo, Luis Fonsi fez algumas participações e escreveu diversas músicas para vários artistas. Entre eles estão Christina Aguilera, Laura Pausini, Wisin y Yandel, Jose Feliciano, Olga Tañon e Ednita Nazario. Conta também com uma apresentação no Grammy Latino junto ao guitarrista Billy F Gibbons. Além de contribuir para a música, Fonsi também é o porta-voz de campanhas beneficentes do St. Jude Children's Research Hospital dos EUA que cuida de crianças com câncer.

Todo este destaque também pode ser confirmado pelos mais de 50 prêmios recebidos em toda sua carreira, vários discos de Ouro e Platina em países como Porto Rico, Estado Unidos, Venezuela, Chile e Espanha, entre outros; e por várias vezes como número 1 da revista Billboard.

Luis Fonsi é um dos artistas mais reconhecidos na América Latina, graças à sua bem sucedida carreira. Já tendo se apresentado nos mais importantes palcos e em diversos países; este grande cantor, compositor, músico e produtor, conta com mais 3 milhões de discos vendidos no mundo.

A musicalidade do Luis Fonsi evolui a cada disco lançado, depois de "Fight The Feeling", lançou em 2003 "Abrazar La Vida", em 2005 "Paso A Paso", em 2006 "Exitos 98:06" e em 2008 "Palabras Del Silencio".

Abrazar La Vida

Paso A Paso

Exitos 98:06

Palabras Del Silencio

No dia 30 de dezembro de 2004, depois de 2 anos de relacionamento, ficaram noivos; e, depois de pedir formalmente a mão de Adamari a família se deslocam para o restaurante de propriedade de Luis fFnsi e deTony Mojena. Pouco tempo depois do casal anunciar seu compromisso, Adamari deu a conhecer que estava passando por um momento difícil, uma vez que havia sido diagnosticada com câncer de mama. O casal contraiu núpcias em 3 de junho de 2006 na igreja são José de Caparra, em Porto Rico. A recepção foi realizada no Hotel Caribe Hilton, em San Juan, onde receberam a 400 convidados. Em 8 de novembro de 2009, Luis Fonsi e Adamari López anunciaram a imprensa a sua separação, alegando estarem atravessando um "processo difícil", como casal. Posteriormente, o cantor passou a relacionar-se com a modelo espanhola Águeda Lopez.

Seu mais recente álbum "Tierra Firme" foi lançado dia 28 de junho de 2011. "Tierra Firme" representa, tanto nas letras quanto na música, a sua evolução como pessoa e artista.

Tierra Firme

Fonsi e Agueda são pais de uma menina, Mikaela Ailed, nascida em 20 de dezembro de 2011. "Sem dúvida, nos mudou a vida, a maneira de ver a vida, de fazer as coisas" diz Fonsi sobre o nascimento de Mikaela. Os dois se casaram em 10 de setembro de 2014, em uma cerimônia privada realizada em Napa Valley, Califórnia.

Luis Fonsi escreveu mais de 120 canções e levou 1 ano e meio para selecionar as 10 musicas que estão no álbum. Trata-se de um disco muito variado com suas canções "corta venas" e as mais dançantes como o cover dos anos 80 do Grupo Menudo "Claridad". 

corta venas

Claridad

Discografia

Comenzaré (1998)

Eterno (2000)

Amor secreto (2002)

Abrazar la vida (2004)

Paso a paso (2005)



Palabras del silencio (2008)


Tierra firme (2011)

8 (2014)


Luis Fonsi lançou a música " Você chegou , "segundo single de seu novo álbum "8". Escrito por si mesmo e Luis Fonsi Claudia Brant, "Você chegou" com a participação do dominicano Juan Luis Guerra .

Com "8", o vencedor dos prêmios Grammy Latino , Billboard e Premio Lo Nuestro, tem um dos melhores álbuns de sua carreira e gerencia a impressionar até mesmo os seus seguidores mais fiéis, pela qualidade musical impecável que acompanha as grandes composições o disco.

Sob a produção do compositor sueco e o produtor Martín Terefe (Jason Mraz, Mary J Blige e James Blunt) e um grupo de grandes músicos, Fonsi é renovada e interpreta cada sujeito, sem reserva, refletindo o verdadeiro significado por trás das letras.

O processo de gravação ocorreu em estudos Kensaltown, enquanto masterização foi realizada no lendário Abbey Road Studios em Londres.


Que Quieres de Mi


Llegaste Tú

Despacito (2017)

Luis Fonsi, o rei do Spotify, iniciou sua carreira começou há quase duas décadas, mas foi a música, 'Despacito', que consolidou a coroação do cantor Porto-Riquenho. Um som cativante que convida a dançar, um refrão repetitivo e a participação do cantor Daddy Yankee: "passo a passo e suave, suave", fez de Luis Fonsi o rei de Spotify. Nem mesmo o britânico Ed Sheeran e o americano Kendrick Lamar (ambos ocupam a segundo e terceiro lugares, respectivamente, na lista dos mais ouvidos) conseguiram ultrapassar o ritmo caribenho de 'Despacito' ("Devagarzinho").

Em especial, mais de 327 milhões de vezes-e aumentando-os usuários do Spotify, a plataforma mais grande de música em streaming, deram play: " Devagar / quero respirar o teu pescoço devagar / deixa-me dizer-te coisas Ao ouvido / para que te lembres se não estás comigo ". assim até transformá-lo na primeira música latina e em espanhol em coroar o número um da lista global de temas mais ouvidos. "Eu sinto que é uma grande conquista para a música latina que uma música em espanhol ocupe essa posição", agradeceu o artista. Foi preciso quase 20 anos para Luis Fonsi romper, de vez, as barreiras do idioma e abraçar o sucesso internacional; alcançando espaço em países onde o seu nome, até há alguns meses, não era muito conhecido.



Afrojack - Wave Your Flag ft. Luis Fonsi

Maluma, Nicky Jam, Luis Fonsi, Daddy Yankee, Justin Bieber
Reggaeton Mix Lo Mas Nuevo 2017

Fiesta Latina 2017 - Pitbull, Luis Fonsi, Enrique Iglesias -
Lo Mas Nuevo Reggaeton 2017



FONTE

https://pt.wikipedia.org/wiki/Luis_Fonsi

https://www.vagalume.com.br/luis-fonsi/biografia/

http://luisfonsiadamlambert.blogspot.com.br/2014/05/luis-fonsi-mejor-cantante-nivel-mundial.html

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Myrlla Muniz



Instrumentista e cantora, revelada nos festivais de música do Ceará, no final da década de oitenta, a voz de Myrlla traz sonoridade e timbres únicos, um diferencial que determinou o início de sua multifactada carreira que abrange a música erudita e a música popular brasileira. Myrlla começou sua carreira em 1988, participando do Syntagma, grupo de música barroca e nordestina, que serviu de base para a musicista.


Myrlla Muniz encontrou no maestro Paulo Abel do Nascimento (de grande prestígio internacional) as primeiras orientações sobre música erudita. Começou então a estudar música e canto com renomados professores. Uma nova fase se iniciou para ela, em 1988, quando juntamente com Nara Vasconcelos, Cláudia Leitão, Angelita Ribeiro, David Castelo, Ricardo Pereira, Duda de Cavalcanti, Ocello Mendonça, Liduíno Pitombeira, Henrique Torres e Sônia Barroso, participa do Syntagma, grupo de música antiga, barroca e nordestina, que, para Myrlla Muniz, representou um grande aprendizado.


Com o Syntagma, Myrlla participou de recitais e viagens por todo o Brasil, com o cancioneiro popular nordestino e com as correntes musicais barrocas e eruditas contemporâneas. Myrlla descobre, assim, os elos entre a música nordestina e o barroco europeu, através das semelhanças das estruturas melódicas e harmônicas, o que seria decisivo para o futuro da sua carreira e a levaria a uma original interpretação da música popular brasileira.

Participa, ainda nesse período, da Orquestra de Cordas do SESI, da Camerata da Universidade Federal do Ceará e da Orquestra Sinfônica de Fortaleza, como violista.

Em 1990, juntamente com Ocello Mendonça, Duda de Cavalcanti e Liduíno Pitombeira, Myrlla funda o Quarteto Ars Musiqua, que se propôs a divulgar a música erudita em concertos e recitais realizados em todo o País.

Em 1992, a cantora passou a residir em Brasília aonde se formou como musicista pela UnB. Como violista e cantora, Myrlla Muniz integra a Orquestra Jovem de Brasília e a Orquestra Filarmônica de Brasília, participando de apresentações e concertos no Brasil e no exterior. Em carreira solo, Myrlla faz recitais de música barroca e renascentista em várias capitais brasileiras. Ainda em Brasília, fez os seus primeiros shows e é convidada a cantar na abertura de espetáculos de importantes nomes como Paulo Moura, Wagner Tiso, Zezé Mota, Joyce, o cantor angolano Mito Gaspar e Banda Zimbo, Falamansa e outros.

Em 2002, em Fortaleza, Myrlla Muniz lança o seu primeiro CD, Pedra Rara, em show realizado no teatro José de Alencar. Realiza o lançamento do seu CD O Leite das Baleias e Outros Sertões, no Teatro da Funarte, em Brasília, em novembro de 2004.

Ainda em 2004, lança em Fortaleza o CD Melodias Sentimentais com Vagner Rebouças. No mesmo ano, Myrlla Muniz participou ativamente, como cantora e atriz, do filme de longa-metragem Cine Tapuia, do cineasta Rosemberg Cariry.

Em 2005, Myrlla Muniz gravou o CD Doze Canções de Amor e um Blues Desesperado, que será lançado em várias capitais brasileiras, e produziu o DVD A Violeira, gravado ao vivo no I Festival Internacional de Trovadores e Repentistas. Ainda no mesmo ano, participou do Projeto Arte Por toda Parte, em Brasília, realizando vários shows. Em dezembro de 2005, no II Festival Internacional de Trovadores e Repentistas, no Ceará, realizou o show Cocos, Pandeiros e Ganzás, gravado ao vivo para CD e DVD.


Myrlla Muniz consegue realizar, nos seus CDs, DVDs e shows, momentos de grande beleza, aliando a originalidade da sua voz a uma técnica precisa da arte de cantar e encantar. O resultado é sempre surpreendente e chega em um bom momento, quando a música popular brasileira precisa de alma nova e de novos caminhos.
 
Em 2007 Myrlla lançou seu quinto disco: Notícias do Brasil. O álbum é um registro da apresentação da cantora no I Festival Internacional de Trovadores e Repentistas no Ceará.

O espetáculo, que será apresentado no Teatro Nacional, conta a história de uma cantora que sai do sertão e passeia por várias regiões do Brasil, representadas por canções de Jackson do Pandeiro, João do Vale, Luiz Ganzaga, Patativa do Assaré, Gordurinha, Luiz Vieira, Elomar, Vital Farias e Xangai, até chegar ao Rio de Janeiro com Chico Buarque e São Paulo com Adoniran Barbosa.

Myrlla Muniz - Notícias do Brasil - Tributo a Patativa do Assaré

Combinando a originalidade de sua voz, a poesia da música nordestina e a harmonia do barroco europeu, Myrlla Muniz criou um resultado surpreendente!

Em 2010 o Refrão apresentou a cantora cearense Myrlla Muniz. Flautista, violista, professora de canto popular e cantora profissional desde 1995, ela canta a música "Notícias do Brasil", de Milton Nascimento e Fernando Brant. A canção ressalta a importância da cultura do interior do país. A cantora conversa com a jornalista Noemia Colonna sobre o fato da riqueza interiorana do Brasil não chegar à todos.



FONTE

http://www.overmundo.com.br/agenda/myrlla-muniz-noticias-do-brasil

Eudes Fraga


Compositor. Violonista. Cantor. Eudes Fraga - Antônio Eudes Fraga de Queiróz (21/11/1962 Quixadá, CE). Em 1984, foi convidado pelo Quinteto Agreste para percorrer o interior do Ceará com o projeto Aratacanto.

Em 1986, participou do Projeto Pixinguinha, ao lado de Zezé Mota e Rosa Passos. No mesmo ano, apresentou-se no Projeto Pixingão (Sala Funarte-Rio), ao lado de Marcos Valle.

EUDES FRAGA NO SOM BRASIL
(Apresentação em 1988 / Arquivo de Elton Ribeiro - Música: Mestiço (Eudes Fraga / Joãozinho Gomes)
 
É um dos músicos mais premiados em festivais pelo Brasil, tendo conquistado mais de 180 prêmios, incluindo cerca de 60 primeiros lugares e mais de 40 como Melhor Intérprete.

Em 1995, lançou seu primeiro CD, "Por todos os cantos" (Vinnil/Outros Brasis). O disco contou com a participação de Geraldo Azevedo, Dominguinhos, Jacques Morelembaum, Claudio Nucci e Manassés.

Em 2002, lançou o CD “Tudo que me Nordestes”, com show no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza. O espetáculo contou com a participação especial de Fausto Nilo, Waldonys, Manassés, Quinteto Agreste, Dílson Pinheiro, Luizinho Calixto e Rossé Sabadia, além da banda formada por Pantico Rocha (bateria e percussão), Adelson Viana (piano elétrico e acordeon), Aroldo Araújo (baixo acústico) e Hoto Júnior (percussão).

No repertório, suas composições “Pra fazer o meu baião” e “Paixão”, ambas com Paulo César Pinheiro, “Na contramão” (c/ Joãozinho Gomes e Paulo Fraga), “Amor de reis” (c/ Fausto Nilo), “Urubu mestre do vôo” (c/ Joãozinho Gomes), “Abençoado” (c/ Paulo César Feital), “Tem que ser nordestino pra dar valor ao Nordeste brasileiro” (c/ Luís Homero e Ivanildo Vilanova), “Dragão do mar” e “Zoím camaleão”, além de “Sinal de inverno” (Luiz Fidélis), Romeiros (Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro), “Verdes mares” (João Lira e Paulo César Pinheiro) e “Sertão da minha alma” (Marcos Quinam e Chico Sena).

Flor de Açucena

Tem parcerias com Paulo César Pinheiro, Paulo César Feital, Fausto Nilo, Dudu Falcão, Joãozinho Gomes, Arlindo Araújo, Airtinho Montezuma, Ivanildo Vilanova, Rafael Altério, Kleber Albuquerque, Claudio Nucci, Thiago de Mello e Marcos Quinan, em músicas gravadas por vários artistas, como Jane Duboc, Nilson Chaves, Flavio Venturini, Selma Reis, Eliana Printes, Sergio Santos e Quinteto Agreste, entre outros.

FONTE

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

A arte de transformar madeira em música



Mostra no Canal da Música presta homenagem aos que constroem instrumentos - A prática da construção dos instrumentos musicais é o tema da exposição “A Música da Madeira ao Som”, que abriu 08/01/2012, às 19h, no Canal da Música (R. Júlio Perneta, 695). A mostra presta uma homenagem ao trabalho dos artistas que concebem e dedicam seu tempo à construção de instrumentos de corda, sopro e percussão. Esses profissionais são os encarregados também do restauro e da manutenção dos instrumentos.

O luthier Gilmar Rabone é o responsável por uma das atrações da exposição. Entre os dias 10 e 18 de janeiro, estará instalada, no hall do Canal da Música, uma oficina de luteria. Nela, o público poderá conhecer os processos artesanais de confecção de violões, além de esclarecer dúvidas e curiosidades a respeito do universo da luteria. Além disso, nos dias 9 e 13 de janeiro, às 19h, o designer de ilustração José Marconi apresentará a intervenção “Croquis Musicais”, em que fará representações em imagem do trabalho do luthier Rabone.

Seguindo no tema da transformação da madeira em belos instrumentos musicais, a exposição “A Música da Madeira ao Som” também irá expor um piano de meia-cauda em processo de restauração, cedido pelo afinador e restaurador de pianos Donizete Bonifácio. Profissional remanescente da tradicional Pianos Essenfelder de Curitiba, Bonifácio é hoje considerado um dos melhores profissionais em restauração e afinação de pianos.

O visitante da exposição poderá também apreciar, em parceria com a Fundação Cultural de Curitiba, uma mostra fotográfica que fará um apanhado das edições (anteriores a 2012) da Oficina de Música de Curitiba, que vai contar com trabalhos dos fotógrafos Luiz Cequinel, Alice Rodrigues, Lucilia Guimarães e Marcos Campos.

Serviço: Exposição “A Música da Madeira ao Som”, mostrando o universo da construção de instrumentos. Aberta para visitação no hall de entrada do Canal da Música (R. Júlio Perneta, 695 - Mercês) no dia 09 de janeiro, a partir das 19h. Entre os dias 10 a 29 de janeiro, das 9 às 19h. Entrada franca.

FONTE

http://www.bemparana.com.br/index.php?n=201456&t=a-arte-de-transformar-madeira-em-musica

Sérgio Sampaio

Sérgio Moraes Sampaio (Cachoeiro de Itapemirim, 13 de abril de 1947 — Rio de Janeiro, 15 de maio de 1994) foi um cantor e compositor brasileiro.

Suas composições variam por vários estilos musicais, indo dos folclóricos samba e choro, ao rock'n roll, blues e balada. Sobre a poética de suas composições, em que se vê elementos de Kafka e Augusto dos Anjos, que lia e apreciava, declarou num estudo Jorge Luiz do Nascimento: "A paisagem urbana em geral, e a carioca em particular, na poética de Sérgio Sampaio, possui a fúria modernista. Porém, o espelho futurista já é um retrovisor, e o que o presente reflete é a impossibilidade de assimilação de todos os índices e ícones da paisagem urbana contemporânea."

No dizer do cantor Lenine, Sampaio foi um nome marginalizado que equipara a Tim Maia e Raul Seixas, como um dos "malditos" da música popular brasileira.

Filho de Raul Gonçalves Sampaio, dono de uma tamancaria e maestro de banda, e de Maria de Lourdes Moraes, professora primária, era primo do compositor Raul Sampaio Cocco, autor de sucessos na voz do conterrâneo Roberto Carlos. Ali assistiu o pai compor a canção "Cala a boca, Zebedeu", quando tinha 16 anos e que veio a gravar mais tarde. Tocando violão, era um artista nato que buscava mostrar seus trabalhos - "Ele estava sempre sedento para mostrar suas músicas, precisava de uma orelha e nunca fez doce para tocar", como registrou seu primo João Moraes.

Aficcionado pelos programas de rádio, onde acompanhava os cantores da época como Orlando Silva, Sílvio Caldas ou Nelson Gonçalves, que o inspiravam, veio a tornar-se imitador de radialistas como Luiz Jatobá e Saint-Clair Lopes, conseguindo trabalho numa emissora da cidade natal, a XYL-9.

Em 1964 tentou trabalhar no Rio de Janeiro na Rádio Relógio, retornando após quatro meses.

Em fins de 1967 muda-se definitivamente para o Rio, inicialmente para tentar a carreira como radialista, embora não tenha conseguido firmar-se em nenhum trabalho por frequentar a vida boêmia carioca, atraído pela música e a bebida; mora em pensões baratas e até na rua, chegando a mendigar comida.

Sergio tinha passado a cantar à noite, em bares, até que em fevereiro de 1970 demite-se da Rádio Continental para dedicar-se integralmente à música. Candidata-se no Festival Fluminense da Canção, etapa do Festival Internacional da Canção (III FIC) daquele ano, ficando entre os vinte finalistas com a música "Hei, você".

No Rio de Janeiro conhece o baiano Raul Seixas, então produtor musical da gravadora CBS (atual Sony BMG), dando início a uma longa amizade e parceria. Raul é considerado o "descobridor" do artista. Após ter feito um teste junto ao parceiro de Paulo Diniz, Odibar, acabou contratado no lugar deste, no ano seguinte, participando de diversas gravações, como parte do coro de Renato e seus Blue Caps.

Assina, com o pseudônimo de Sérgio Augusto, a letra da canção "Sol 40 graus", gravada pelo Trio Ternura e que foi sucesso em 1971. O Trio gravou outras de suas composições, como "Vê se dá um jeito nisso" - uma parceria com Raulzito, com quem partilhou também "Amei você um pouco demais", gravada por José Roberto. Raul produz seu primeiro compacto em que Sergio experimenta algum sucesso com "Coco Verde", logo regravada por Dóris Monteiro.

Volta a Cachoeiro em julho, onde participa do "II Festival de MPB", vencendo em primeiro lugar e ocupando também a quarta colocação. Dá início com Raul Seixas à produção de um projeto de ópera-rock, que tem as letras mutiladas pela censura do Regime Militar. Apesar disto as canções integram o primeiro disco de Raul Seixas: Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das Dez, em que participam Míriam Batucada e Edy Star.

Tenta mais uma vez vencer a quarta edição do FIC, no Maracanãzinho, com a música "No Ano 83", sendo eliminado na etapa inicial.

Começa a gravar, finalmente, em 1972, ano em que sua canção "Eu quero é botar meu bloco na rua" participa do IV FIC e integra um compacto do Festival, que graças a ela vende 500 mil cópias, tornando-se sucesso no carnaval de 1973, e rendendo a Sergio o Troféu Imprensa como revelação de '72, na Rede Globo, emissora em que trabalhava o apresentador Silvio Santos.[5]

Em 1973 lança seu primeiro LP, produzido por Raul e com o nome da canção de sucesso, com vários músicos de renome; o disco fracassa nas vendas, apesar da sua aparição em programas de televisão e da boa execução de canções como "Cala a boca, Zebedeu", de seu pai, nas rádios.[5]

Casou-se em 1974 com a também capixaba Maria Verônica Martins, afastando-se da carreira por algum tempo; o casamento durou até o final da década.[4] Tinha lançado, neste ano, com produção de Roberto Menescal, um compacto em que contraditoriamente reverencia e critica o conterrâneo Roberto Carlos.[5]

Em 1975 lança, agora pela gravadora Continental, outro compacto. No ano seguinte grava seu segundo LP, chamado "Tem que acontecer", e que conta com participações de artistas como Altamiro Carrilho e Abel Ferreira. Em 1977 mais um compacto pela Continental - "Ninguém vive por mim", último por essa gravadora. Realiza shows e tem composições gravadas por artistas como Zizi Possi, Marcos Moran e Erasmo Carlos, ficando cinco anos longe dos estúdios.[5]

Novamente se casa em 1981, com a arquiteta Ângela Breitschaft, com quem teve o filho João, afilhado de Xangai, separando-se em 1986.[4] A família da esposa patrocinara, em 1982, a gravação do compacto "Sinceramente", sem gravadora.[5]

Completamente afastado da mídia, após a separação volta para a casa paterna e em seguida para o Rio. A carreira só experimenta um recomeço quando se muda, no começo da década de 1990 para a Bahia, quando velhos sucessos são novamente lançados por Elba Ramalho, Luiz Melodia, Roupa Nova e outros. Em 1994 acerta com a gravadora Baratos Afins o lançamento de um disco com músicas inéditas, mas por consequência da vida desregrada, falece de pancreatite antes de concretizar o projeto.[5]

[editar] HomenagensAinda em 1975 tem um curta-metragem sobre sua vida exibido no Rio de Janeiro. Diversas homenagens ocorreram ao longo do tempo, em memória do artista, dos quais se destacam:[5]

Show "Balaio do Sampaio" - 1996, Rio de Janeiro, com cantores como Alceu Valença, Jards Macalé e outros, e poetas e músicos como Chico Caruso, Euclides Amaral, etc.
CD "Balaio do Sampaio" - 1996.
"Eu quero é botar meu bloco na rua" - 2000, biografia autorizada, por Rodrigo Moreira, Editora Muiraquitã
CD póstumo "Cruel" - 2005, lançado por Zeca Baleiro
"Velho bandido - O bloco de Sérgio Sampaio" - 2009, peça musical apresentada no Teatro de Arena.
CD "Hoje Não!" - 2009, 12 canções do Sérgio Sampaio (sendo uma delas inédita) interpretadas por Juliano Gauche & Duo Zebedeu.
[editar] Discografia[editar] ÁlbunsEu Quero É Botar Meu Bloco na Rua (LP, 1973)
(reeditado como CD em 1988 pela Warner, sob número 73145429932)

1.Viajei de Trem
2.Filme de Terror
3.Cala a Boca, Zebedeu (Raul Sampaio)
4.Pobre Meu Pai
5.Labirintos Negros
6.Eu Sou Aquele que Disse
7.Leros e Leros e Boleros
8.Não Tenha Medo, não
9.Dona Maria de Lourdes
10.Odete
11.Eu Quero É Botar Meu Bloco na Rua
12.Raulzito Seixas
Tem que Acontecer (LP, 1976)
1.Até Outro Dia
2.Que Loucura
3.Cada Lugar na Sua Coisa
4.Cabras Pastando
5.Velho Bode (Sérgio Sampaio/Sérgio Natureza)
6.O que Pintá, Pintô
7.A Luz e a Semente
8.Quanto Mais
9.Tem que Acontecer
10.O Filho do Ovo
11.Velho Bandido
12.O Teto da Minha Casa
13.Ninguém Vive por Mim
14.Quatro Paredes
Sinceramente (LP, 1982)
1.Homem de Trinta
2.Na Captura
3.Tolo Fui Eu
4.Só para o Seu Coração
5.Essa Tal de Mentira
6.Meu Filho, Minha Filha
7.Cabra cega (S. Sampaio/S. Natureza)
8.Sinceramente
9.Nem assim
10.Doce Melodia
11.Faixa Seis
Cruel (CD, 2006)
1.Em Nome de Deus
2.Roda Morta (Reflexões de um Executivo) (S. Sampaio/S. Natureza)
3.Polícia Bandido Cachorro Dentista
4.Brasília
5.Magia Pura
6.Rosa Púrpura de Cubatão
7.Muito além do Jardim
8.Real Beleza
9.Pavio do Destino
10.Quero Encontrar um Amor
11.Quem É do Amor
12.Cruel
13.Uma Quase Mulher
14.Maiúsculo
[editar] Antologias e participaçõesSociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10 (LP, 1971)
(com Raul Seixas, Miriam Batucada e Edy Star)

Êta Vida (com Raul Seixas)
Eu Vou Botar pra Ferver (com Raul Seixas)
Eu Acho Graça
Chorinho Inconsequente (com Erivaldo Santos)
Quero Ir (com Raul Seixas)
Todo Mundo Está Feliz
Eu não Quero Dizer Nada
Carnaval Chegou (LP, 1972)
(Philips, 6349.058)

Eu Quero É Botar Meu Bloco na Rua (primeira gravação)
Phono 73 (LP, 1973)
(PolyGram)

Eu Quero É Botar Meu Bloco na Rua (ao vivo)
Convocação geral nº 2 (LP, 1975)
(Som Livre)

Cantor de Rádio
Balaio do Sampaio (CD, 1998)
(MZA/Polygram)

1.Eu Quero É Botar Meu Bloco na Rua - Sérgio Sampaio
2.Em Nome de Deus - Chico César
3.Feminino Coração de Deus - Erasmo Carlos
4.Rosa Púrpura de Cubatão - João Bosco
5.Tem que Acontecer - Zeca Baleiro
6.Meu Pobre Blues - Zizi Possi
7.Pavio do Destino - Lenine
8.Até Outro Dia - João Nogueira
9.Velho Bode - Eduardo Dusek
10.Que Loucura - Renato Piau
11.Velho Bandido - Jards Macalé
12.Cala a Boca, Zebedeu - Luiz Melodia
13.Eu Quero É Botar Meu Bloco na Rua - Elba Ramalho
Sergio Sampaio (CD, 2002)
(Série Warner 25 Anos)

1.Até Outro Dia
2.Que Loucura
3.Cada Lugar na Sua Coisa
4.Cabras Pastando
5.Velho Bode
6.O Que Pintá, Pintô
7.A Luz e a Semente
8.Quanto Mais
9.Tem que Acontecer
10.O Filho do Ovo
11.Velho Bandido
12.O Teto da Minha Casa
13.Ninguém Vive por Mim
14.Quatro Paredes
[editar] Compactos simplesCoco verde/Ana Juan (1971) CBS
Classificados nº 1/Não adianta (1972) 33745
Eu quero é botar meu bloco na rua (1972) Phillips/Phonogram
Meu pobre blues/Foi ela (1974) 6069 090
Velho bandido/O teto da minha casa (1975) 1-01-101-155
Ninguém vive por mim/História de boêmio (Um abraço em Nélson Gonçalves) (1977) 101-101-264
[editar] VideografiaCachoeiro em Três Tons

FONTE

WIKIPÉDIA

domingo, 8 de janeiro de 2012

Nilo Amaro e seus cantores de Ébano


Nilo Amaro e Seus Cantores de Ébano foi um grupo brasileiro de MPB formado por Nilo Amaro (Moisés Cardoso Neves) e um coro de vozes negras femininas e masculinas (um soprano, um mezzo soprano, um contralto, dois baixos, um tenor e três barítonos), com destaque para o baixo Noriel Vilela (Noriel Vilela de Arantes “Nono”).

Nilo Amaro faleceu em Goiânia, aos 76 anos, no dia 18 de abril de 2004.

Discografia

Compacto/78 rpm (1961) (canções: A Noiva e Greenfields)
Os Anjos cantam (1962) (Luiz Américo, pesquisador de MPB, colocou "Os Anjos Cantam" como um dos 100 discos fundamentais da MPB).


Raízes (1963)
Os Anjos cantam Vol. 2 (1974)
Quase um Sonho ... (1984)

Nilo Amaro e Seus Cantores de Ébano


Um Pouco Mais de Nilo Amaro...

Todas as épocas da humanidade foram marcadas por momentos gloriosos e inesquecíveis que proporcionaram mudanças no desenvolvimento histórico responsáveis que foram pelos sucessos ou fracassos produzidos/
realizados pelo homem o sujeito da história.

Fatos e feitos notáveis de grande repercussão são estudados a exaustão e ao se situarem em um determinado tempo acabam ficando marcados como símbolos de uma época, desse modo ao falarmos por exemplo, no campo específico da musica das big bands norte americanas nos vem logo a mente o período compreendido entre os anos 40 e início dos 50 do século vinte. Se a memória nos remeter a Elvis Presley aos The Beatles e ao Pink Floyd o marco seria os anos cinqüenta, sessenta e setenta.

No Brasil apenas para situar também alguns exemplos quando se fala de Noel Rosa o período é os anos trinta, de Emilinha Borba, o auge dos programas de auditório entre o fim da década de quarenta e inicio da de cinqüenta, em Bossa Nova a partir da segunda metade dessa mesma década, dos festivais e da vanguarda musical tropicalista os anos sessenta.

Todos os artistas de modo geral incorporam aspectos de sua vivencia temporal e traduzem em suas musicas o clima de sua geração, contudo, muitos tornam-se celebridades e astros atemporais ou seja vão além de seu tempo, outros ficam marcados pelo curto período em que estiveram em evidência e na maioria das vezes acabam caindo no esquecimento ou são lembrados apenas por aqueles que se dizem saudosistas.

No entanto este é um comportamento que deve ser mudado, afinal de contas, o fato de alguns artistas não terem tido uma carreira longeva não significa que sua obra seja considerada menor, pois, o critério a ser utilizado é a qualidade de sua produção e o que ela representou ou representa enquanto referência.

Nesse aspecto é de suma importância que nos lembremos de um grupo musical que se destacou como um dos mais populares do país entre nos anos sessenta, trata-se de Nilo Amaro e Seus Cantores de Ébano. Idealizado por Moises Cardoso Neves, verdadeiro nome de Nilo Amaro, o conjunto formado por negros e composto de um soprano, um mezzo soprano, um contralto, dos baixos, um tenor e três barítonos, teve seu nome inspirado numa árvore da família das ebenáceas que fornece uma madeira escura, pesada e muito resistente, dando origem a expressão "negro" como Ébano.

Porém o ingrediente negro não estava representado apenas pela raça de seus integrantes e sim pelas características interpretativas de seu canto. Nilo Amaro e seu grupo foram os responsáveis pela introdução e versão brasileira do spirituals canto afro religioso dos negros americanos que daria origem aos blues e ao jazz e também o precursor da musica gospel em nosso país. O repertório do grupo também é marcado pela forte presença de clássicos da musica popular brasileira abrangendo desde temas folclóricos ate sambas, sambas canções, todas e outros gêneros.

Depois de muitas tentativas de mostrarem sua arte foram incentivados pelo diretor da Odeon, Ismael Corrêa a gravaram em 9 de junho de 1961 seu primeiro disco 78 rotações com as músicas A noiva , de J. Prieto e Fred Jorge e Greenfields , de T. Gilkyson, R. Deher, versão de Romeo Nunes, duas canções de sucesso que os projetaram definitivamente.

No entanto a consagração viria com o lançamento do LP Os anjos cantam, gravado em 1962 tendo como carro chefe o baião Leva eu sodade , de Tião Neto e Alventino Cavalcanti, transformada em toada por Nilo Amaro, destacando-se o solo de Noriel Arantes um dos mais destacados integrantes do conjunto.

Na ocasião era comum antes da realização de um LP gravar-se um disco 78 rotações ou compactos como também eram conhecidos para avaliar artistas iniciantes e depois de testado a sua penetração no mercado usar a mesma estratégia para relançar as musicas mais significativas de um LP de sucesso foi o que ocorreu com Leva eu sodade, relançada no formato econômico pela Odeon.

O LP dos Cantores de Ébano cujo título passou a ser uma referencia para identificá-los fez tanto sucesso que proporcionou a realização de outros excelentes trabalhos transformando o grupo num dos ícones mais marcantes da musica popular brasileira dos anos sessenta. A popularidade alcançada esta bem demonstrada numa nota do Jornal O Dia, de Porto Alegre, na seção Discomentando de 27 de julho de 1962:

Surpreendente o sucesso dos Anjos que Cantam – O grande sucesso que vem obtendo os discos de Nilo Amaro e os Cantores de Ébano é surpreendente. Por isto entramos em contato com diversas lojas especializadas em discos para que nos informassem sobre a venda dessas gravações. Na Casa do Rádio estavam esgotados os discos long-plays e somente havia um compacto a venda. Enquanto isto, a firma Studio Artes Reunidas conseguiu vender em apenas um dia 56 compactos. Na Casa Sonora estavam esgotados todos os discos de Nilo Amaro, tendo sido feito de imediato novo pedido a Odeon. Nas outras lojas que visitamos haviam poucos discos. Realmente merecem este êxito, Nilo Amaro e os Cantores de Ébano, os “anjos que cantam”.

No disco destacam-se ainda, Fiz a cama na varanda , de Dilu Melo e Ovídio Chaves; A lenda do Abaeté , de Dorival Caymmi; Azulão, de Jayme Ovalle e Manuel Bandeira; Minha graúna, de Tião Neto e Avarese, além de um clássico do spirituals, Down by The Riveriside.


Os pesquisadores de nossa musica popular não dimensionaram ainda a verdadeira importância que teve Nilo Amaro e seu grupo, talvez, o único em seu tempo que sofrendo influencias de conjuntos e cantores americanos como os The Platters, Nat King Cole, Ray Charles e outros soube incorporar e reinterpretar o estilo yankee ao mais puro sentimento, lamento e alegria de nossa raiz negra mais profunda.

Nilo Amaro faleceu em Goiânia aos 76 anos em 18 de abril de 2004, mas seu legado não deve nunca ser silenciado nem ficar nos escaninhos de nossa memória, muito pelo contrário devemos divulgá-lo permanentemente para que ele possa ser cada vez mais conhecido e admirado a fim de demonstrar aos de hoje em dia que influencia estrangeira não é copia, nem adaptação feita de qualquer jeito misturada com comentários sem nexo, pois o verdadeiro artista é aquele que sabe perceber o valor do outro não esquecendo o seu e incorporar elementos de suas raízes numa releitura própria e autentica, desse modo Nilo Amaro e Seus Cantores de Ébano souberam muito bem fazer uma ponte única entre a Cabana do Pai Tomaz e nossas tradições folclóricas, unir Kunta Kintê com Zumbi cantando o spirituals e o gospel com nossos gêneros musicais mais autênticos produzindo uma musica de excelente qualidade e brasileiríssima. Leva eu, sodade!



Luiz Américo Lisboa Junior
Itabuna, 1 de novembro de 2005

FONTE

http://pt.wikipedia.org/wiki/Nilo_Amaro_e_seus_Cantores_de_%C3%89bano

http://www.luizamerico.com.br/fundamentais-nilo_amaro.php