sábado, 6 de dezembro de 2008

Maysa


Maysa Figueira Monjardim, mais conhecida como Maysa Matarazzo ou simplesmente Maysa (6 de junho de 1936 — 22 de janeiro de 1977), foi uma cantora, compositora e atriz brasileira. Ao longo da sua carreira gravou 17 álbuns de estúdio.

Cantora. Compositora. Filha de Inah e Alcebíades Monjardim, de uma rica e tradicional família do Espírito Santo. Com três anos mudou-se para São Paulo. Seu pai, Alcebíades Monjardim, Fiscal de Rendas, havia sido transferido para São Paulo. Maysa morreu no Rio de Janeiro, vítima de um acidente na Ponte Rio-Niterói, em 22 de janeiro de 1977.


Em 1947, a família de Maysa transferiu-se para Bauru, no interior paulista. Logo depois, mudaram-se novamente para a capital. Mesmo fixada em São Paulo, a família ainda mudaria de endereço várias vezes.

Maysa estudou nos tradicionais colégios paulistanos Assunção, Sacré-Cœur de Marie. As férias, ela passava em Vitória, onde reencontrava os tios e os primos. E ainda na sua infância, também estudou no Colégio do Carmo em Vitória.

Casou-se aos dezoito anos com o empresário André Matarazzo, dezessete anos mais velho, amigo de seus pais, e membro da conhecida família italo-brasileira Matarazzo de cuja união nasceu Jayme Monjardim Matarazzo, diretor de telenovelas e cinema, que foi criado pela avó e, posteriormente, num colégio interno na Espanha. A lua-de-mel com André Matarazzo consistiu numa viagem por toda a Europa, passando primeiro por Buenos Aires.

O envolvimento com a música, no entanto, veio muito antes, pois desde a adolescência já gostava de cantar em festas familiares, compor algumas músicas (aos 12 anos compôs o samba-canção "Adeus"), além de tocar piano.

Em 1956, já grávida de seu único filho, Jayme (que se tornaria o diretor de telenovelas da Rede Globo e da Rede Manchete Jayme Monjardim), conheceu o produtor Roberto Côrte-Real que, encantado com sua voz, quis contratá-la imediatamente para gravar um disco.

Maysa pediu então que ele esperasse o nascimento de seu filho. Quando este completou um ano de idade, a cantora gravou o primeiro disco, lançado a 20/11/56 pela RGE, que então deixava de ser um estúdio de gravações de jingles publicitários para se tornar uma das mais importantes gravadoras brasileiras.

Depois de dois anos de casamento, Maysa e André Matarazzo, que se opunha à carreira artística da esposa, se separaram. O fim do casamento abalou profundamente a cantora, levando-a à depressão. Mudou-se para o Rio de Janeiro, onde passou a se relacionar com a "turma da bossa nova".

(Maysa cantando "Ouça", de sua autoria, em cena do filme "O Camelô da Rua Larga", produção de 1958, dirigida por Eurides Ramos.)

Separada do marido (1959), que se opôs à carreira musical, e com o temperamento boêmio herdado de seu pai, teve relacionamentos amorosos com o compositor Ronaldo Bôscoli, o empresário Miguel Azanza, o ator Carlos Alberto, o maestro Julio Medaglia, dentre vários outros.

Foi a responsável pelo fim do noivado de Bôscoli com Nara Leão, ainda no Aeroporto do Galeão, na volta de uma tournée que fez à Argentina. Numa entrevista coletiva, anunciou seu noivado com o jornalista/compositor, para decepção de Nara, que estava no aeroporto.

Fez inúmeras temporadas de sucesso em diversas casas de São Paulo — como o João Sebastião Bar — e no Rio de Janeiro — como o Au Bon Gourmet dentre outras casas tradicionais e famosas. Excursionou pela América Latina, passando diversas vezes por Buenos Aires, Montevidéu e Lima. Apresentou-se em Paris, Lisboa e Luanda.

A partir dessa época, começou a ter problemas com a bebida e a se envolver em casos amorosos explorados pela mídia. Conheceu seu segundo marido, o advogado espanhol Miguel Azanza, quando fazia uma temporada na Europa. Depois de se casar, fixou residência na Espanha. Separada de Azanza, teve relacionamento amoroso com o ator Carlos Alberto, e, depois, com o maestro Júlio Medaglia.

O uso de álcool e moderadores de apetite deixavam seu temperamento instável. Foram conhecidos os escândalos que promoveu em hotéis e aviões de diversos países. Tentou o suicídio várias vezes. Supõe-se que o efeito de anfetaminas teria provocado o acidente de carro, na Ponte Rio-Niterói, que a matou, quando dirigia a "Brasilia azul" em alta velocidade, indo para a casa de praia em Maricá, litoral fluminense.


Vida Artística

Começa com Zé Carioca. Zé Carioca é o paulista José Patrocinio de Oliveira, que tocou nos "Chorões" de Presidente Altino com o pai do Boni e o excelente compositor e violonista Garoto - Augusto Anibal Sardinha – autor da célebre "Duas Contas", precursora da modernização da música brasileira sublimada pela bossa nova. Garoto veio para o Rio integrar com o violinista Fafá Lemos o "Trio Melodia", de Radamés Gnatalli. Zé, bandolinista, foi para o Bando da Lua com Aloysio de Oliveira, acompanhando Carmem Miranda. Viveu por 30 anos em Los Angeles onde foi a voz do Papagaio do Disney. Morreu lá em 1996.

Zé Carioca era amigo de boemia do Alcebíades Monjardim, pai de Maysa, e também amigo do Roberto Corte Real. Foi o Zé que levou o Roberto para ouvir Maysa. Zé Carioca, portanto, foi fundamental na descoberta de Maysa, foi quem "fecundou o óvulo". Roberto quis contratá-la na hora, mas, grávida, ela só aceitou um ano depois do parto. Maysa foi apresentada à equipe da RGE na casa do José Scatena, em uma reunião promovida pelo Roberto, através de um singelo cartão "Convite para ouvir Maysa" que, depois, virou o nome do primeiro LP de 10 polegadas.

Boni trabalhava na RGE na época e participou da reunião e do lançamento de todos os discos da Maysa. Roberto Corte Real também levou Roberto Carlos para a CBS Discos. Roberto Carlos era namorado da filha do Corte Real e ele só ouviu o Roberto muito tempo depois da filha torrar a paciência dele para dar uma chance para o garoto de Cachoeiro do Itapemirim e futuro ídolo da Jovem Guarda.

Maysa: Quando fala o coração, minissérie

A minissérie Maysa: Quando fala o coração resgatou o passado. Os jovens puderam conhecer sua história e sua música, que se fosse gravada agora, seria tão atual. Maysa estava além do seu tempo. Muito além. Como, em geral, estão os grandes artistas.


Maysa, no auge do sucesso, teve a coragem de seguir por um novo caminho, cantando num estilo totalmente diferente daquele que era a sua marca. A bossa nova era o contrário da música fossa, do samba-canção, da dor-de-cotovelo, estilo musical de Maysa. E saiu-se muito bem.

Segundo algumas fontes, Maysa teria nascido na capital paulista, numa tradicional família do estado do Espírito Santo que logo se mudou para o Rio de Janeiro. Outras fontes, porém, afirmam que seu nascimento foi mesmo no Rio.

Da capital paulista ou do Rio, é certo, no entanto, que em 1947 a família transferiu-se para Bauru, no interior paulista. Logo depois, mudaram-se novamente para a capital. Mesmo fixada em São Paulo, a família ainda mudaria de endereço várias vezes.

Maysa era neta do barão de Monjardim, que foi presidente da província do Espírito Santo por cinco vezes. Estudou no tradicional colégio paulistano Assunção e no Sacré-Cœur de Marie, em São Paulo. As férias eram passadas em Vitória, onde reencontrava os tios e primos.

Casou-se aos dezessete anos com o empresário André Matarazzo, dezessete anos mais velho, amigo de seus pais, e membro do ramo ítalo-brasileiro da família Matarazzo, de cuja união nasceu Jayme Monjardim Matarazzo, diretor de cinema e telenovelas.

Desquitou-se do marido em 1957, pois ele se opôs à carreira musical. Maysa teve vários relacionamentos amorosos, entre eles, com o compositor Ronaldo Bôscoli, o empresário espanhol Miguel Azanza, o ator Carlos Alberto, o maestro Julio Medaglia, entre vários outros.

Ao assumir o relacionamento com Miguel Azanza em 1963, Maysa estabeleceu residência na Espanha onde morou durante anos com o marido e o filho. Só retornou definitivamente ao Brasil em 1969.

Na década de 70, Maysa se aventuraria pelo mundo das telenovelas e do teatro participando de produções como O Cafona, Bel-Ami e o espetáculo Woyzeck de George Büchner.

Em 1977, um trágico acidente automobilístico na Ponte Rio-Niterói encerrava a carreira e o brilho da estrela, que foi um dos maiores nomes da música popular brasileira.

Vivendo isolada na casa de praia em Maricá, desde 1972, para onde ia todo o fim de semana, Maysa morreu a caminho da mesma casa de praia em Maricá, enquanto dirigia a “Brasília azul” em alta velocidade, no dia 22 de Janeiro de 1977, por volta das 5 horas da tarde, na Ponte Rio-Niterói.

O efeito de anfetaminas somado à ingestão excessiva de álcool e ao cansaço físico e psicológico que a cantora vinha sofrendo teriam provocado o fatídico acidente. Porém, a conclusão dos laudos periciais mostrou que no momento do acidente ela estava completamente sóbria, não havia resquícios de álcool em seu organismo.

Em uma de suas últimas anotações, registrou:

Hoje é novembro de 1976, sou viúva, tenho 40 anos, 20 de carreira e sou uma mulher só. O que dirá o futuro? — Maysa

Em 1956, Maysa foi convidada pelo produtor Roberto Côrte-Real para gravar um disco, durante uma reunião familiar. O álbum Convite para ouvir Maysa (todo preenchido com composições próprias) foi gravado logo após o nascimento de seu único filho Jayme Monjardim.

O disco gravado apenas em caráter beneficente (toda sua renda fora destinada ao Hospital do Câncer de Dona Carmen Annes Dias Prudente), logo começou a fazer sucesso, tocando nas rádios paulistas e cariocas. Pouco a pouco, a carreira de Maysa foi adquirindo um caráter profissional, o que descontentou seu marido André Matarazzo e logo levou seu casamento à ruína.

Já em 1957 (ainda não desquitada), Maysa era contratada da TV Record paulista, com um programa só seu patrocinado pela Abrasivos Bombril, acabava de gravar seu segundo disco, de 10 polegadas, intitulado Maysa.

Em 1957, com menos de um ano de carreira, no julgamento anual dos cronistas de Rádio de São Paulo, para a escolha de Os Melhores do Ano de 1956, Maysa foi apontada como 'A maior revelação feminina, O melhor compositor e O melhor letrista. O Clube dos Cronistas de Discos concedeu-lhe o título de A maior cantora do ano. No ano seguinte, foi premiada com o disputado Troféu Roquette Pinto de A melhor cantora de 1958.

No ano anterior, ela já havia recebido o mesmo prêmio como cantora revelação de 1957. O jornal O Globo, que em 1957 havia conferido a ela o Disco de Ouro de cantora revelação, agora também a premiava como a principal voz feminina do país. Também seria de Maysa naquele ano o Troféu Chico Viola, para o melhor disco de 1958.

Em 1958 (já desquitada) muda-se para o Rio de Janeiro, então Capital Federal e se torna também contratada da TV Rio, com um programa só seu patrocinado pelos Biscoitos Piraquê. Lança seu terceiro disco (agora de 12 polegadas) intitulado Convite para Ouvir Maysa nº 2.

O disco foi considerado pela crítica musicalmente irretocável, tornou-se campeão de vendas e lançou a canção Meu Mundo Caiu como o maior sucesso do ano. Até o fim da década Maysa seguiria sua carreira acumulando diversos prêmios, vendo a carreira e popularidade, em crescente ascensão.

Seus discos eram campeões de vendas e seus programas de televisão eram muito prestigiados. Ainda em 1958 ela se tornaria a melhor e mais bem paga cantora do Brasil.

Durante os anos 60, Maysa aprimorou constantemente a técnica vocal, registrando em discos de grande qualidade técnica o auge de sua carreira. A partir de 1960, empreendeu inúmeras excursões pelo mundo, se apresentando em vários países, além de aderir ao movimento da Bossa Nova, com o qual pode expandir referências musicais.

Junto a um grupo formado por Roberto Menescal, Luiz Eça, Luiz Carlos Vinhas, Bebeto Castilho, Hélcio Milito e Ronaldo Bôscoli, foram responsáveis pelo lançamento da Bossa Nova no exterior. Em um histórica turnê à Argentina e o Uruguai, em 1961. Maysa teve uma intensa carreira internacional.

Em 1960, tornou-se a primeira cantora brasileira a se apresentar no Japão, a convite da companhia área brasileira Real Aerovias, que acabara de estrear o vôo Rio de Janeiro - Tóquio. Excursionou pela América Latina, passando diversas vezes por Buenos Aires, Montevidéu, Punta del Leste, Lima, Caracas, Bogotá, Porto Rico e Cidade do México. Apresentou-se em Paris, Lisboa, Madri, Nova Iorque, Itália, Marrocos e Angola. Lá, se apresentava em casas noturnas e gravava discos.

Entre 1960 e 1961 realizou temporada nos Estados Unidos, gravando o lendário álbum Maysa Sings Songs Before Dawn pela Columbia Records norte-americana. Lá, também se apresentou no sofisticado Blue Angel Night Club, a mais requintada casa noturna de Nova Iorque, à época.

Ainda em 1963, empreendeu um histórico concerto no Olympia de Paris, naquela que é a mais famosa casa de espetáculos da capital francesa.

Em 1966 participou do II Festival da Música Popular Brasileira da TV Record, classificando para a finalíssima a canção Amor-Paz de sua autoria, com a compositora Vera Brasil, juntamente com Disparada, com Jair Rodrigues e A Banda, com Chico Buarque e Nara Leão.

No mesmo ano, Maysa também participou da primeira edição Festival Internacional da Canção. Neste último alcançou o terceiro lugar na fase nacional e o prêmio de melhor intérprete brasileira do festival, defendendo a canção Dia das Rosas de Luiz Bonfá e Maria Helena Toledo. Desbancando totalmente a vencedora Saveiros, interpretada por uma então novata: Nana Caymmi.

Retornou definitivamente ao Brasil em 1969. Neste ano, estreou Maysa Especial com Ítalo Rossi na TV Tupi carioca e o espetáculo A Maysa de Hoje, gravado em disco, com temporadas no Canecão do Rio de Janeiro e no Urso Branco de São Paulo, obtendo sucesso de crítica e público.

Pouco tempo depois, participou como jurada do V Festival da Música Popular Brasileira da TV Record. E do IV Festival Internacional da Canção, com a música Ave Maria dos Retirantes, de Alcyvando Luz e Carlos Coqueijo, que não se classificou para a final. Naquela edição, o Troféu Galo de Ouro (premiação máxima do festival), ganhou o nome de Maysa Monjardim.

Em 1970, Maysa lança pela Philips o álbum Ando Só numa Multidão de Amores, que não obteve sucesso de público. Maysa passou então a investir na carreira de atriz e já em 1971 estreou na telenovela O Cafona da Rede Globo, interpretando Simone, seu alter-ego. Por esse papel, Maysa acabou ganhando o prêmio de Coadjuvante de Ouro. No mesmo ano, integrou o elenco da telenovela Bel-Ami da TV Tupi, interpretando Márica, mas abandonou a produção. Ela ainda montaria o espetáculo teatral Woyzeck de George Büchner, sem sucesso.

Após algumas temporadas em boates do Rio de Janeiro e São Paulo, desde o fim de 1972, Maysa se afasta do meio artístico e vai morar em uma casa de praia, localizada no município de Maricá, litoral fluminense. Lá, Maysa morou até o fim da vida, na maior parte em companhia do namorado, o ator Carlos Alberto. Durante este período, quase não gravou discos nem fez shows, fazia poucas aparições na mídia e reservava suas aparições a participações especiais, como no Fantástico e no Brasil Especial, da TV Globo.

Realizou alguns dos últimos shows de sua carreira, na boate Igrejinha, localizada em São Paulo, em 1975. A temporada, pouco tempo depois, ficaria marcada como “a turnê do adeus”. Até ali já havia feito inúmeras temporadas de grande sucesso em diversas casas noturnas de São Paulo como a Cave, o Oásis, Urso Branco, Di Mônaco e Igrejinha. E do Rio de Janeiro como o Club 36, Au Bon Gourmet, Meia-Noite do Hotel Copacabana Palace, Canecão, Flag, Sucata, Fossa e Number One, dentre outras casas tradicionais e famosas.

As composições e as canções foram escolhidas de maneira a formar um repertório sob medida para o seu timbre, que não era o de uma voz vulgar, pelo contrário, possuía um viés melancólico e triste, que se tornou emblemático do gênero fossa ou samba-canção. Ao lado de Maysa, destacam-se Nora Ney, Ângela Maria e Dolores Duran. O gênero, comparado ao bolero, pela exaltação do tema amor-romântico ou pelo sofrimento de um amor não realizado, foi chamado também de dor-de-cotovelo.

O samba-canção (surgido na década de 1930) antecedeu o movimento da bossa nova (surgido ao final da década de 1950, em 1958), com o qual Maysa também se identificou. Mas este último representou um refinamento e uma maior leveza nas melodias e interpretações em detrimento do drama e das melodias ressentidas, da dor-de-cotovelo. O legado de Maysa, ainda que aponte para dívidas históricas com a bossa, é o de uma cantora de voz mais arrastada do que as intérpretes da bossa e por isso aproxima-se antes do bolero.

Contemporânea da compositora e cantora Dolores Duran, Maysa compôs 30 canções, numa época em que havia poucas mulheres nessa atividade. Maysa interpretava de maneira muito singular, personalista, com toda a voz, sentimento e expressão, sendo um dos maiores nomes da canção intimista. Um canto gutural, ensejando momentos de solidão e de grande expressão afetiva. Um dos momentos antológicos desta caracterização dramática foi a apresentação, em 1974, de Chão de Estrelas (Sílvio Caldas e Orestes Barbosa), e de Ne Me Quitte Pas (10 de junho de 1976), tendo sido apresentadas em duas edições do programa Fantástico da Rede Globo.

Todo este característico Estilo Maysa, influenciou ao menos meia dúzia de sua geração, e principalmente a geração posterior a sua. Este Estilo Maysa se tornou notável em cantores e compositores, como: Ângela Rô Rô, Leila Pinheiro, Fafá de Belém, Simone e também Cazuza e Renato Russo.

Celebrizaram-se as canções: Ouça, Meu Mundo Caiu, Tarde Triste, Resposta, Adeus, Felicidade Infeliz, Diplomacia e O Que? (todas de sua autoria) e mais: Ne Me Quitte Pas, Chão de Estrelas, Dindi, Por Causa de Você, Se Todos Fossem Iguais a Você, Eu Sei Que Vou Te Amar, Franqueza, Eu Não Existo Sem Você, Suas Mãos, Bouquet de Izabel, Bronzes e Cristais, Bom Dia Tristeza, Noite de Paz, Castigo, Fim de Caso, O Barquinho, Fim de Noite, Meditação, Alguém me Disse, Cantiga de Quem Está Só, A Felicidade, Manhã de Carnaval, Hino ao Amor (L'Hymne a L'Amour), Demais, Preciso Aprender a Ser Só, Canto de Ossanha, Tristeza, As Mesmas Histórias, Dia das Rosas, Se Você Pensa, Pra Quem Não Quiser Ouvir Meu Canto, Light My Fire, Chuvas de Verão, Bonita, As Praias Desertas, Bloco da Solidão, Tema de Simone e Morrer de Amor.

FONTE

domingo, 30 de novembro de 2008

João Gilberto


João Gilberto Prado Pereira de Oliveira (Juazeiro, 10 de junho de 1931) é um músico brasileiro, considerado o criador do ritmo bossa nova.



Biografia

Nascido na Bahia, na cidade sertaneja de Juazeiro, João ganhou um violão aos 14 anos de idade, e, desde então, jamais o largou.

Na década de 1940, adorava escutar de Duke Ellington e Tommy Dorsey até Dorival Caymmi e Dalva de Oliveira.

Aos 18 anos decide se mudar para Salvador com intenção de ser cantor de rádio e crooner. Em seguida, foi para o Rio de Janeiro, em 1950, e teve algum sucesso cantando no grupo Garotos da Lua. Entretanto, foi posto para fora da banda por indisciplina, passando alguns anos numa existência marginal, ainda que obcecado com a ideia de criar uma nova forma de expressar-se com o violão.



Seu esforço finalmente foi recompensado e, após conhecer Tom Jobim - pianista acostumado à música clássica e também compositor, influenciado pela música norte-americana da época (principalmente o jazz) - e um grupo de estudantes universitários de classe média, também músicos, lançaram o movimento que ficou conhecido por bossa nova.

Bossa Nova - O ritmo da bossa nova é uma mistura do ritmo sincopado da percussão do samba numa forma simplificada e a ao mesmo tempo sofisticada, que pode ser tocada num violão (sem acompanhamento adicional), cuja técnica foi inventada por João Gilberto.



Quanto à técnica vocal (parte integral do conceito de bossa nova), é uma técnica de cantar em tom de voz uniforme, com voz emitida sem vibrato, e com um fraseado disposto de forma única e não-convencional (ora antecipando, ora depois da base rítmica), e de forma a eliminar quase todo o ruído da respiração e outras imperfeições.

Apesar da fama com a então recém-criada bossa nova, sua primeira gravação lançada comercialmente foi uma participação como violonista no disco de Elizeth Cardoso de 1958 intitulado Canção do Amor Demais, composto por canções de Tom Jobim e Vinicius de Moraes

 Pouco depois desta gravação, João Gilberto gravou seu primeiro disco, Chega de Saudade. A faixa-título, composta por Tom e Vinicius e que também aparecia no álbum de Elizeth Cardoso, foi sucesso no Brasil, lançando a carreira de João Gilberto e, por consequência, todo o movimento da bossa nova. Além de Chega de Saudade no lado "A", o disco trazia no outro lado a canção Desafinado, de Tom e Newton Mendonça.



Este disco foi seguido de outros dois, em 1960 e 1961, nos quais ele apresentou músicas novas de uma nova geração de cantores e compositores, como Carlos Lyra e Roberto Menescal.

Por volta de 1962, a bossa nova tinha sido adotada por músicos de jazz norte-americanos, tais como Herbie Mann, Charlie Byrd e Stan Getz.

A convite de Getz, João Gilberto e Tom Jobim fizeram aquele que se tornou um dos melhores álbuns de jazz de todos os tempos, Getz/Gilberto. Com este álbum, Astrud Gilberto esposa de João Gilberto na época, se tornou uma estrela internacional, e a composição de Jobim "Garota de Ipanema" (em sua versão em inglês, "The Girl from Ipanema") se tornou um sucesso mundial, e modelo pop para todas as idades.

João Gilberto continuou a fazer espetáculos na década de 1960, porém não lançou outros trabalhos até 1968, quando gravou Ela é Carioca, durante o tempo em que residiu no México.

O disco João Gilberto, algumas vezes chamado de "o álbum branco" da bossa nova (em alusão ao álbum branco dos Beatles) foi lançado em 1973, e apresenta uma sensibilidade musical quase mística, sua primeira mudança de estilo perceptível após uma década.



O ano de 1976 viu o lançamento do disco The Best of Two Worlds, com a participação de Stan Getz e da cantora Miúcha, que se tornara a segunda esposa de João Gilberto em abril de 1965, com quem tem uma filha, a cantora Bebel Gilberto. Amoroso, de 1977, teve os arranjos de Claus Ogerman, que buscou uma sonoridade similar à de Tom Jobim. O repertório era composto de velhos sambas e alguns padrões musicais norte-americanos da década de 1940.

Nos anos 80 no Brasil, João Gilberto colaborou com Gilberto Gil, Caetano Veloso e Maria Bethânia (criadores, em fins da década de 1960, do movimento conhecido como Tropicália).



Em 1991 lançou o disco João, que não tinha nenhuma composição de Tom Jobim.

Ao invés disso, teve trabalhos de Caetano, Cole Porter e de compositores de língua espanhola. João Voz E Violão, lançado em 2000, assinalou um retorno aos clássicos da bossa nova, como "Chega de Saudade" e "Desafinado". O CD, uma homenagem à música de sua juventude, foi produzido por Caetano Veloso.

Intercaladas com estas gravações em estúdio, surgiram também gravações ao vivo, como Live in Montreux, Prado Pereira de Oliveira ou Live at Umbria Jazz.

A última de raras turnês de João aconteceu em 2008 no Brasil, em duas apresentações no Auditório Ibirapuera em São Paulo e tiverem todos os ingressos vendidos em aproximadamente uma hora e no Rio de Janeiro, para uma apresentação no Theatro Municipal, o mesmo aconteceu.



Nos concertos de São Paulo as grandes surpresas foram a execução de canções não antes registradas por João, como 13 de Ouro, Dor de Cotovelo, Hino Ao Sol / O Mar, Chove Lá Fora, Dobrado de Amor a São Paulo, e uma música inédita de sua própria autoria, em homenagem ao Japão.

FONTE

Wikipédia

domingo, 16 de novembro de 2008

Cheiro de Amor


Cheiro de Amor, comumente reduzido para Cheiro, é uma banda brasileira de axé. Foi fundada em 1985 em Salvador pelos empresários Totó, Marcos Santana e Windson Silva. Inicialmente, tinha Márcia Freire como vocalista. Com a cantora, a banda foi uma das primeiras bandas baianas de axé a fazer sucesso fora da região nordeste do Brasil. Márcia saiu da banda em Fevereiro de 1996, logo após o carnaval , para seguir carreira solo. A partir desse ano, passou a ter, como vocalista, Carla Visi, que ocupou o cargo até 2000, quando deixou-o também para seguir carreira solo. Com isso, Márcia Freire retornou temporariamente à banda como vocalista entre 2001 e 2003.


Em 2003, foi realizado um concurso pela produtora Cheiro Produções visando a escolher uma nova vocalista. Foi escolhida Alinne Rosa.

Em 2014, Alinne deixou a banda para seguir carreira solo, sendo substituída por Vina Calmon.

1985–96: Márcia Freire e primeiros sucessos
Em 1985, a banda foi formada pelos empresários Marcos Santana, Totó e Windson. Márcia Freire e alguns instrumentistas formaram a banda, então intitulada Pimenta de Cheiro, e lançaram seu primeiro álbum. O trabalho logo foi reconhecido em toda a Bahia, porém o nome do grupo não agradou ao público, fato este que fez com que os integrantes mudassem-no para "Cheiro de Amor" em 1988. No mesmo ano, lançaram seu segundo disco, Salassiê, com os sucessos "Salassiê" e "Roda Baiana".


Em 1989, foi a vez de o disco Festa chegar às lojas, tornando, a banda, conhecida em todo o Brasil e quebrando o paradigma de as bandas de axé music fazerem sucesso apenas na Bahia. A canção "Auê" ficou conhecida em todo o território nacional, fazendo o disco vender em torno de 100 mil cópias.


A consolidação do Cheiro de Amor como uma das maiores bandas do axé music veio com os álbuns Suingue, em 1990, que colocou a canção "Rebentão" no primeiro lugar nas rádios de todo país.


Em 1991 com o disco É o Ouro, que trouxe um dos maiores sucessos de sua carreira: a faixa "Canto ao Pescador".


Em 1992, a banda atinge as rádios com os sucessos "Doce Obsessão" e "Mente e Corpo", singles retirados do disco Bahia. Isso abriu espaço para outros artistas do gênero no resto do país.


Em 1993, a banda lançou seu primeiro disco ao vivo, Cheiro de Amor - Ao Vivo, e atingiu, novamente, o primeiro lugar nas rádios com a canção "Lero Lero". No mesmo ano, com a proliferação de outros artistas da axé music como Asa de Águia e Banda Eva, o grupo lançou o disco Adrenalina, comparecendo a diversos programas de televisão e de rádio. O trabalho colocou as canções "Pureza da Paixão" e "Adrenalina" entre as dez mais tocadas do país.


Em 1994, porém, o disco Fantasia é lançado em meio a alguns conflitos de opiniões dentro da banda e apenas a canção "Macarena" ganham destaque nacional.


Em 1995, a banda lança seu décimo disco Agitando Todas, que teve o sucesso "Pega no Balanço" . Depois do seu lançamento Márcia Freire anuncia a sua saída , devido algumas divergências e pela vontade de seguir carreira solo.

1996–00: Carla Visi, álbuns ao vivo e ápice
No meio do ano de 1995, os produtores do Cheiro de Amor entraram em contato com Carla Visi, até então vocalista da Companhia Clic, onde havia entrado como substituta de Daniela Mercury, e a convidam para se tornar a nova vocalista do grupo. A orientação, na época, foi para que Carla não divulgasse seu nome em programas de televisão, mas que apenas fosse divulgado o nome da banda. A proposta foi uma forma de evitar que seu nome se tornasse mais conhecido, em alguma altura da carreira, que o do grupo, como acontecera com Márcia Freire, e que Carla também deixasse o grupo para ser solista.


Em 1996, apostando no sucesso das gravações com público presente, o grupo lança o décimo álbum de estúdio, É demais Meu Rei, o primeiro na nova formação. Os primeiros singles dele retirados ("É demais meu rei", "Vai sacudir vai abalar" e "Abre coração") "Vai Sacudir Vai Abalar" tornou - se o maior sucesso de toda a carreira da banda , sendo uma das faixas mais executadas em 1996 e 1997 no Brasil. A faixa "Abre Coração", foi tema da novela da rede Globo "O Amor Está no Ar"


Em 1997, para ganhar tempo no período de transição para o primeiro trabalho inédito com Carla Visi, é lançado o disco Cheiro de Amor - Ao Vivo, que continha os sucessos "Olha eu aí" e "Quixabeira".


O disco vendeu 1,5 milhões de cópias e deu ao grupo o primeiro disco de platina pela ABPD.

Em 1998, chega, às lojas, o nono álbum de estúdioda banda, Me Chama, que colocou a canção "A Dança da Sensual" em primeiro lugar nas rádios no verão de 1998. As faixas "A Dança da Sensual" e "Aviãozinho" consolidaram-se como sucessos, estabelecendo o segundo disco de platina da banda, com vendas em torno de 250 mil cópias.


Em 1999, foi lançado o terceiro álbum ao vivode Carla Visi com a banda, Cheiro de Festa Ao Vivo. As canções "Ficar com Você" e "Simpatia", alcançaram a primeira colocação nas rádios, igualando os sucessos "Vai sacudir vai abalar", "A Dança da Sensual" e "Aviãozinho".


No final daquele ano, Carla Visi anunciou sua saída do grupo após receber a proposta do presidente da Universal Music para se lançar como artista solo. Carla assinou contrato com a gravadora, a mesma do Cheiro de Amor, e deixou a banda em Dezembro de 2000. Algum tempo depois, porém, a cantora confessou ter se arrependido da decisão.

“ Foi um equívoco [sair do Cheiro de Amor] porque não consegui manter a mesma projeção midiática que possuía com a banda. E, de fato, não achei que seria fácil, pois não possuía aquela estrutura empresarial. Acreditei apenas no talento e aceitei a sugestão do presidente da gravadora Universal Music, Marcelo Castelo Branco, e de Mazzola da MZA. Porém foi uma decisão errada. ”

2001–03: Retorno de Márcia Freire e instabilidade
Em 2001, Márcia Freire é convidada a retornar para o Cheiro de Amor como vocalista com a saída de Carla Visi. Na ocasião, Márcia aceitou o convite por sua carreira solo estar parada, sem uma gravadora. No mesmo ano, o grupo lança o disco Tô Na Multidão, que se mostra um grande fracasso nas vendas. O disco não embalou nenhuma canção de sucesso nas rádios. Na ocasião, Márcia Freire confessou que dispensou a faixa "Beleza Rara", que havia se tornado um grande sucesso na voz de Ivete Sangalo com a Banda Eva.

Em 2002, a banda é demitida da Universal Music pelos baixos resultados obtidos e assina com a gravadora independente Indie Records. No mesmo ano, é lançado o disco Ballet de Rua, que mistura elementos de música pop, MPB, samba-reggae e forró. O disco, porém, teve um desempenho inferior ao anterior.

Em setembro de 2003 Márcia deixa o grupo. A cantora declarou que a culpa da falta de sucesso da fase do grupo era dos empresários, que retiraram o repertório antigo do grupo e adicionaram canções de outros artistas.

“ A gente esqueceu do passado, deixou de incluir em nosso repertório os grandes sucessos do Cheiro. Na verdade eu não esqueci, mas Windson achava que o repertório da banda tinha que mudar, atualizar. Eu e ele cansamos de brigar feio por causa disso. O Chiclete faz sucesso até hoje porque sempre respeitou a sua trajetória musical. ”

2003–14: Alinne Rosa e retomada do sucesso
Em 2003, a Cheiro Produções realiza uma série de seletivas para escolher uma nova cantora para o grupo. Depois de fazer diversos testes com garotas de toda a Bahia, os empresários da banda conhecem Alinne Rosa, até então conhecida Alyne Rosa nos shows que realizava em Salvador. Apesar do cabelo rosa e dos piercings, a cantora chamou atenção dos empresários pela voz e foi convidada a realizar uma audição, que acabou tornando-a a nova vocalista da banda.


Na ocasião, Alinne fez diversas apresentações em cima do trio elétrico em Salvador comandando o Bloco Cheiro de Amor antes de ser anunciada como vocalista oficial, para ganhar a aceitação do público. Ainda em 2003, o grupo lançou o primeiro disco com a nova vocalista no final do ano, Adrenalyne Pura - Ao Vivo. A canções "Amassadinho", e "Caras e Bocas" atingiram o primeiro lugar nas rádios de todo país, marcando a retomada do sucesso do grupo e fazendo com que o disco vendesse em torno de 120 mil cópias.


No carnaval de 2004, Alinne Rosa conquistou o Troféu Dodô e Osmar e o Troféu Band Folia como "cantora revelação".


No começo do ano de 2005, é lançado o disco De Bem com a Vida que foi lançado pela a EMI, traz o single "O Seu Adeus" como grande sucesso, atingindo o primeiro lugar nas rádios. O álbum vendeu mais de 100 mil cópias.

No final do mesmo ano, o disco Cheiro de Amor - Ao Vivo marca os 25 anos de criação do Bloco Cheiro de Amor (20 anos dos quais correspondem ao período da banda propriamente dita). O trabalho foi lançado em DVD, sendo o primeiro registro em vídeo do grupo em toda carreira e trazendo a participação das antigas vocalistas Márcia Freiree Carla Visi. O álbum vendeu em torno de 250 mil cópias e trouxe o disco de ouro para o grupo. Na época, o disco recebeu boas críticas e foi considerado a grande retomada do sucesso pela banda, dando, também, o título de Furacão Baiano à vocalista.


No verão de 2006 o disco Tudo Mudou de Cor marca o segundo álbum de estúdio com a nova formação, e a sua volta a Universal Music , trazendo, o single "Esperando na Janela", que se tornam grande sucesso radiofônico. O álbum trouxe boa recepção da crítica, que declarou que a nova fase do Cheiro "vem mostrando cada vez mais que 'chegou pra ficar', e que a aposta em Alinne deu bons resultados".


Em 2008 chega, às lojas, o disco Cheiro de Amor Acústico, que traz antigos sucessos e canções inéditas em versões acústicas, reavivando o repertório do grupo. Com o disco, foi realizado, também, o segundo DVD. Ambos ganharam disco de ouro. O disco vendeu em torno de 30 mil cópias, colocando as canções "Dias de Sol" e "Pense em mim" em primeiro lugar nas rádios brasileiras, fazendo, também, a faixa "Chama da Paixão " um dos grandes sucessos do carnaval de 2010. Na gravação do trabalho, porém, uma grande polêmica gerou-se quando Daniela Mercury, uma das convidadas, trocou um beijo com Alinne Rosa.


No início de 2010, é lançado o disco Axé Mineirão, gravado no Estádio Governador Magalhães Pinto, conhecido como Mineirão, em Belo Horizonte. Nos shows realizados em três dias no local, que contaram com um público de 120 mil pessoas, ocorreram as gravações do DVD e do álbum ao vivo.

O álbum trouxe, como maiores sucessos, as canções "Lua de São Jorge", "Dias de Sol" e "Xequerê": este último, um dos maiores sucessos no carnaval de 2011.


No início de 2012, a banda lança "Me Agarra", tema do verão e canção utilizada para divulgar o carnaval de 2012, atingindo a posição de número nove nas rádios. Em julho de 2012, a banda lança as canções "Ê Naná" e "Na Lata" durante o "réveillon fora de época" de Salvador.


Em 2013, a banda é demitida da Universal Music, que alegou que não estava satisfeita com a atuação do grupo , em Setembro é lançado o novo disco da banda, intitulado Flores.

Em 2014, Alinne deixa a banda após o carnaval para seguir carreira solo.

2014–presente: Vina Calmon
Após o carnaval de 2014, a cantora pernambucana Vina Calmon assume os vocais da banda, é contratada pela a Sony Music. No dia 29 de março, a nova formação grava o oitavo álbum ao vivo do grupo, com direito a palco flutuante montado sobre o Dique do Tororó. Foi gravado em Salvador no dia da comemoração dos seus 465 anos de fundação e contou com participações de Levi Lima, Felipe Pezzoni, Mariene de Castro, Tomate e Olodum.


Em 14 de maio, é lançado o single "Jasmim". Em outubro de 2014, é lançado o DVD Cheiro de Amor Nas Águas. Foram também lançados os singles "Swing de Manhã " e "Oyá", retirados do CD/DVD.


Em 2015, é gravada à música "Proposta Indecente", com participação especial do cantor Lucas Lucco, tendo mais de 6.000.000 de visualizações pelo canal Youtube.


Logo depois, a banda grava à canção "Dodói", sendo, em menos de um mês à música mais acessada pela Internet.


Controvérsias
Durante o carnaval de 1996, o trio elétrico da banda veio a se encontrar com o da ex-vocalista Márcia Freire, que acabou ignorando a líder do Cheiro de Amor, Carla Visi, enquanto ela tentava cumprimentá-la. Na época, Carla Visi declarou ter ficado extremamente chateada coma situação.

Já em 2005, em entrevista para o Carnasite, Márcia Freire fez declarações ácidas sobre Carla Visi e Alinne Rosa, dizendo que, enquanto vocalistas do Cheiro de Amor, Carla tinha uma boa voz, porém não tinha animação em cima do trio elétrico. Já Alinne, segundo Márcia, teria animação, porém ainda era inexperiente vocalmente.

“ Eu sempre fui aquele furacão, que não deixava ninguém ficar parado, mesmo que ela [Carla Visi] não tivesse a minha energia. (...) Alinne é um pouco imatura, tem pouca experiência. Mas eu já percebi que ela sabe agitar bem a galera. ”

No entanto, ainda em 2005, a cantora aceitou o convite da banda para participar de seu primeiro DVD, Cheiro de Amor - Ao Vivo, deixando de lado os boatos de inimizades com a banda, especialmente com os empresários desta.

Em 2009, Márcia rebateu as críticas de que teria qualquer diferença com as posteriores vocalistas do grupo, dizendo que era amiga de ambas. Na ocasião, disse que Alinne Rosa tinha evoluído muito e fazia um excelente trabalho: "Adoro a Alinne, pois ela é linda e faz um trabalho belíssimo de palco. Ela amadureceu.". A cantora ainda explicou o fato ocorrido em 1996, dizendo que não havia falado com Carla Visi por estar brigada com os músicos do Cheiro de Amor na época.

fonte

https://pt.wikipedia.org/wiki/Cheiro_de_Amor

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Sex Pistols



Sex Pistols foi uma banda inglesa de punk rock formada em Londres em 1975, considerada responsável por ter começado o movimento punk no Reino Unido e ter influenciado muitos músicos de punk rock e rock alternativo. Ainda que originalmente a banda tenha durado apenas dois anos e meio, lançando apenas quatro singles e um álbum de estúdio — Never Mind the Bollocks, Here's the Sex Pistols —, os Sex Pistols são considerados por alguns críticos uma das mais influentes bandas da história da música popular.


A banda era composta originalmente pelo vocalista Johnny Rotten, o guitarrista Steve Jones, o baterista Paul Cook e o baixista Glen Matlock. Matlock foi substituído por Sid Vicious no início de 1977. Sob a condução do empresário Malcolm McLaren, a banda provocou diversas controvérsias que tornaram-se o centro das atenções entre a opinião pública britânica. Seus shows frequentemente eram fonte de problemas para os organizadores e as autoridades, e suas aparições públicas quase sempre terminavam em confusões.

Seu single de 1977, God Save the Queen, que atacava o conformismo social da sociedade britânica e a submissão à coroa, precipitou a "última e maior epidemia de pandemônio moral com base no pop".

Em janeiro de 1978, ao fim de uma turbulenta turnê nos Estados Unidos, Rotten abandonou a banda e anunciou seu fim. Ao longo dos próximos meses, os três outros integrantes gravaram músicas para a versão cinematográfica da história da banda, The Great Rock 'n' Roll Swindle. Vicious morreu de overdose de heroína em fevereiro de 1979.


Em 1996 Rotten, Jones, Cook e Matlock reuniram-se para a Filthy Lucre Tour e, desde 2002, reunem-se esporadicamente para algumas turnês e concertos.

Em 24 de fevereiro de 2006, os Sex Pistols — os quatro membros originais e Vicious — foram indicados para o Hall da Fama do Rock and Roll, porém recusaram-se a comparecer à cerimônia, chamando o museu de "uma mancha de mijo".



fonte

https://pt.wikipedia.org/wiki/Sex_Pistols

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Dominguinhos


José Domingos de Morais (Garanhuns, 12 de fevereiro de 1941 — São Paulo, 23 de julho de 2013), conhecido como Dominguinhos, foi um instrumentista, cantor e compositor brasileiro. Exímio sanfoneiro, teve como mestres nomes como Luiz Gonzaga e Orlando Silveira. Teve em sua formação musical influências de baião, bossa nova, choro, forró, xote e jazz.

José Domingos de Morais nasceu na cidade de Garanhuns, agreste pernambucano, em 12 de fevereiro de 1941, oriundo de uma família humilde e numerosa, eram ao todo dezesseis irmãos. O pai, "mestre Chicão", era um conhecido sanfoneiro e afinador de sanfonas e sua mãe era conhecida como "dona Mariinha", ambos alagoanos.


Desde menino José Domingos já se interessava por música, por influência do pai, que lhe deu de presente uma sanfona de oito baixos. Aos seis anos de idade aprendeu a tocar o instrumento e começou a se apresentar em feiras livres e portas de hotéis em troca de algum dinheiro, junto com dois de seus irmãos, Moraes e Valdomiro, formando o trio Os Três Pinguins. No início da formação, tocava triângulo e pandeiro, passando depois a tocar sanfona. Praticava o instrumento por horas a fio e tornou-se um exímio "sanfoneiro", passando a ser conhecido em Garanhuns como "Neném do acordeon". O nome artístico "Dominguinhos" só lhe seria dado por Luiz Gonzaga em 1957, já no Rio de Janeiro.


Encontro com Luiz Gonzaga
Conheceu Luiz Gonzaga quando tocava no hotel em que este estava hospedado, em Garanhuns. O nome do hotel era Tavares Correia e o trio, que sempre tocava na porta, foi convidado naquele dia a tocar dentro do hotel para Gonzaga e seus acompanhantes.

Luiz Gonzaga se impressionou com a desenvoltura do menino e o convidou a ir ao Rio de Janeiro, onde morava. Essa viagem aconteceria anos mais tarde, pois algum tempo depois deste encontro, em 1948, Neném do acordeon foi para Recife estudar.


Ida ao Rio de Janeiro
Alguns anos depois, em 1954, seu pai decide ir para o Rio de Janeiro procurar Gonzaga, devido às dificuldades que passavam em Garanhuns. Junto com o pai, foi também o menino Neném do acordeon, então com treze anos de idade, numa viagem de pau de arara que durou onze dias. Foram morar em Nilópolis, onde já estava o seu irmão Moraes.

Em pouco tempo foram procurar Luiz Gonzaga, que morava no bairro do Méier, zona norte do Rio de Janeiro. Este deu-lhe de presente uma sanfona de oitenta baixos logo neste primeiro encontro. A partir de então, o menino passou a frequentar a casa de Gonzaga, o acompanhando em shows, ensaios e gravações.

Nos anos seguintes, o menino que ainda era conhecido como Neném do acordeon, passou a participar de programas de rádio e se apresentar em casas noturnas, aprendendo outros estilos de música, como o chorinho, samba e outros estilos da época.


Somente em 1957, receberia o nome artístico de Dominguinhos dado pelo próprio Gonzaga. Neste mesmo ano faz sua primeira gravação profissional, tocando sanfona na música Moça de feira, com seu famoso padrinho artístico.

De 1957 a 1958, integra a primeira formação do grupo de forró Trio Nordestino, ao lado de Miudinho e Zito Borborema, que haviam deixado o grupo que acompanhava Gonzaga. Neste mesmo ano de 1958 casa-se com Janete, sua primeira mulher. Deste casamento nascem os filhos Mauro e Madeleine.


Depois de deixar o Trio Nordestino em 1958, continuou a se apresentar em programas de rádio e casas noturnas, até gravar seu primeiro disco, o LP Fim de festa em 1964.

Viagens com Gonzaga e consagração
Depois de mais dois discos gravados, volta a integrar o grupo de Gonzaga em 1967, viajando pelo nordeste e dividindo as funções de sanfoneiro e motorista. Em uma dessas viagens, naquele mesmo ano, conhece uma cantora de forró, a pernambucana Anastácia, com quem compôs mais de 200 canções, inclusive um de seus maiores sucessos, Eu só quero um xodó, em uma parceria que durou onze anos.


Anastácia revelou em 2013 que se arrependeu de ter destruído 150 fitas cassete com melodias inéditas de Dominguinhos, depois de ter sido abandonada por ele.

A sua integração ao grupo de Luiz Gonzaga fez com que ganhasse reputação como músico e arranjador, aproximando-se de artistas consagrados dos movimentos bossa novae MPB, nos anos 70 e 80. Fez trabalhos junto a músicos de renome, como Nara Leão, Gilberto Gil, Gal Costa, Maria Bethânia, Elba Ramalho, Chico Buarque e Toquinho.

Acabou por se consolidar em uma carreira musical própria, englobando gêneros musicais diversos como bossa nova, jazz e pop.

No final dos anos 70, Dominguinhos conhece a também cantora Guadalupe Mendonça, com quem se casa em 1980. Deste casamento, nasceria uma filha, a cantora Livys Morhays.


Morte
Em decorrência de um tratamento contra um câncer de pulmão, que já durava seis anos, Dominguinhos teve problemas relacionados a arritmia cardíaca e infecção respiratóriae foi internado no Recife em dezembro de 2012. Um mês depois foi transferido para o Hospital Sírio-Libanês em São Paulo. No decorrer dos meses seguintes seu quadro se agravou, tendo sofrido várias paradas cardíacas. Em março seu filho Mauro declarou à imprensa que o cantor não deveria mais retornar do coma em que se encontrava, informação não confirmada pelos médicos, que, segundo os boletins divulgados, afirmavam que Dominguinhos estava minimamente consciente e apresentava leve quadro de melhora.

Em 13 de julho, o cantor deixou a UTI, mas ainda permaneceu internado, com quadro considerado estável.

Com um novo agravamento no seu quadro, voltou para a UTI, onde morreu às 18h do dia 23 de julho de 2013, após sofrer complicações infecciosas e cardíacas.

Devido a uma disputa judicial entre seus familiares, quanto ao local do sepultamento, o corpo de Dominguinhos teve dois sepultamentos. O primeiro foi no Cemitério Morada da Paz em Paulista, Região Metropolitana do Recife, no dia 25 de julho de 2013.

Dois meses depois, em 26 de setembro, seu corpo foi transferido para Garanhuns, onde houve um novo sepultamento no mesmo dia, no Cemitério São Miguel. O desejo de Dominguinhos era ser sepultado na sua terra natal.


Prêmios
Em 2002, Dominguinhos foi vencedor do Grammy Latino com o CD Chegando de Mansinho.

Após cinco anos sem lançar um trabalho solo, Dominguinhos voltou em 2006 a gravar pela Eldorado na qual Conterrâneos 2006, agraciado no Prêmio TIM (2007) na categoria Melhor Cantor Regional.

Em 2007, Dominguinhos, concorreu ao 8º Grammy Latino com mesmo álbum na categoria melhor disco regional.

Em 2008, Dominguinhos foi o grande homenageado do Prêmio Tim de Música Brasileira.

Em 2010, foi o vencedor do Prêmio Shell de Música 2010.

Em 2012, Dominguinhos foi novamente agraciado com um Grammy Latino: Melhor Álbum de Raiz Brasileiro, com o CD e DVD Iluminado.


fonte

https://pt.wikipedia.org/wiki/Dominguinhos

sábado, 1 de novembro de 2008

Erasmo no DirecTV Music Hall


A noite de 29 de setembro de 2001 foi histórica para a música popular brasileira. Os objetivos eram divulgar o CD "Pra Falar de Amor" e gravar um DVD e um CD ao vivo, que devem sair em janeiro. Mas ali, no DirecTV Music Hall, Erasmo Carlos acabou promovendo a festa alguns meses atrasada de seus 60 anos e uma grande (e provavelmente inédita) retrospectiva de quase 40 anos de estrada.


Aos 60 e responsável por metade do sucesso de seu parceiro Roberto Carlos, Erasmo parece hoje um homem cansado e não demonstra nenhuma preocupação em camuflar esse dado.

Não tenta encarnar o roqueiro doidão, não pula no palco, não dança, não busca reeditar a rebeldia ingênua do iê-iê-iê. Depois de tomar um gole d'água entre uma canção e outra, observa ironicamente o autor de "Cachaça Mecânica": "Os tempos mudam".


Mais que tudo isso, não simula paixão pelo palco, porque na verdade já não a possui mais mesmo. Deve ser por isso que recebe os aplausos todos com melancolia, sem a febre jovem do desejo de reconhecimento.

Os vários anos de afastamento que viveu até este retorno de 2001 parecem, então, voluntários até certo ponto. Erasmo está ciente do papel que já desempenhou nessa história épica, do rock ao samba, da jovem guarda ao pop, do soul à MPB, da parceria com Roberto Carlos à solidão.


Não tem como esconder que o alcance de sua voz diminuiu muito nos últimos anos, mas isso não significa que ele não saiba que ela é bem colocada, quase sempre afinada, segura por trás da aparente insegurança do gentil grandalhão. Retraído e generoso, desperdiçou o grande intérprete que já foi e que ninguém viu.

Soa anedótico -e uma platéia lotada de ídolos depostos da jovem guarda colabora para essa impressão- quando, no bis, tem de simular a velocidade de outrora e cantar "Eu Sou Terrível" (67), "É Proibido Fumar" (64), bibelôs desse porte. É a parte do show que cumpre de mais mau grado e também a menos convincente.



Talvez autocrítico demais, apresenta poucas canções de seu novo CD: "Seu Bicho de Estimação" (aquela em que diz, para quem será?, que "não sou mais seu cão"), "O Impossível" (com participação equivocada de Kiko Zambianchi) e a divertida "Quem Vai Ficar no Gol?". Ah, e "Mais Um na Multidão" (sem Marisa Monte).




Evita as mais confessionais entre as novas canções, como "Ela Conversava com o Olhar" e "A Família". Mas não se exime de citar a ex-mulher, Narinha, ao cantar "De Noite na Cama" (71), que, conta, Caetano Veloso escreveu para ele, do exílio, em Londres.



"De Noite na Cama", levada em arranjo bastante próximo do original, abre o cenário para que Erasmo faça a emocionante revisão de sua tão pouco conhecida obra solo. É nesse bloco que canta, por exemplo, a emocionante "Meu Mar" (72). Talvez o ponto mais alto de todo o show, evidencia que sua melancolia musical não é de hoje, mas sim traço forte de sua compleição musical.


Pouco depois ataca a pretensamente ingênua "Análise Descontraída" (76), que ousa, no pós-11 de setembro de 2001, proclamar que talvez este mundo "precise urgentemente se acabar para começar de novo", ulalá. 

Análise Descontraída
Roberto Carlos - Erasmo Carlos 

Morro sem entender
porque a ciência constrói por um lado
e destrói pelo outro

morro sem entender
porque já pisaram na lua
se não se sabe da Atlântida
do homem das neves
ou do monstro de lock ness

morro sem entender
porque fazem cidades
que crescem fogosas debaixo de vulcões

morro sem entender
a espécie que fez
30 milhões de leis
prá se fazerem cumprir os 10 mandamentos

êta mundo velho
você me parece ainda um ovo
ou então precisa urgentemente se acabar
pra nascer de novo

morro sem entender
buscando meu tempo perdido
estudando latim que era uma língua morta
não se deve matar , mas na guerra pode
e entra ano , sai ano em qualquer carnaval
o rei momo é sempre gordo

êta mundo velho
você me parece ainda um ovo
ou então precisa urgentemente se acabar
pra nascer de novo


É evidente o contraste com "Todos Estão Surdos" (71), com que Roberto Carlos vem aí. E Roberto e Erasmo se mantêm opostos complementares, tanto tempo depois.


Lembrando as pungentes -e perdidas- "Cachaça Mecânica" (74) e "Panorama Ecológico" (78), Erasmo deixa só nas entrelinhas uma outra ambição sufocada que talvez em outro tempo fosse dele: o de ser um compositor da verve de Chico Buarque. Ora, se não há tantos erasmos de que "todo mundo se esqueceu", como cantará Roberto...



E não são menos notáveis os erasmos mais conhecidos, que se derramam, amorosos, por sobre as clássicas "Mesmo que Seja Eu" (82) e "Sentado à Beira do Caminho" (70). Antes de cantar tenuemente que "preciso lembrar que eu existo", explica, galhofeiro, que adora ir aos seus próprios shows para poder ouvir sua canção favorita. O prazer, naquele instante, é dele para ele mesmo (sim, Erasmo ainda adora o palco), e o resto são "detalhes tão pequenos". É preciso saber ouvir.





FONTE