sábado, 3 de julho de 2010

Richard Marx





Em 1989 eu não gostava de perder um só capítulo de "Top Model" - telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo, entre 18 de setembro de 1989 e 4 de maio de 1990 - 
Assisti o reprise em 1991. Eu era fã de quase todos do elenco, ainda me lembro dos artistas que fizeram os papéis principais: Malu Mader, Taumaturgo Ferreira, Evandro Mesquita, Eva Todor, Denise del Vecchio, Gabriela Duarte, Cecil Thiré, Drica Moraes, Nuno Leal Maia, Maria Zilda Bethlem, Zezé Polessa, Alexandre Frota, Jonas Torres, Marcelo Faria, Jonas Bloch, Suzy Rêgo. A trilha sonora marcou minha história naquelas duas ocasiões. Minha filha Marianne adorava "Eu Só Quero ser Feliz" (Buana 4), música de abertura da novela. Eu gostava muito de "Oceano". de Djavan, "Dizer Não é Dizer Sim", de Kid Abelha e os Abóboras Selvagens; "Vida", de Fábio Junior; "Fica Comigo", de Placa Luminosa" Entre as nacionais e entre as internacionais Right Here Waiting, de Richard Marx. 

Richard Noel Marx (Chicago, 16 de setembro de 1963) é um cantor e compositor pop muito famoso nos anos 1980 com a canção "Right Here Waiting".


Marx é o único filho de Ruth, uma ex-cantora, e Dick Marx, um músico de jazz e fundador de uma empresa de jingles de sucesso na década de 1960.

Antes do primeiro álbum, Richard Marx cantou em comerciais e foi um vocalista de apoio de Lionel Richie. Aprendeu as habilidades comerciais que lhe fizeram uma estrela do rádio nos anos oitenta. Marx se deu bem no lançamento de seu primeiro trabalho em 1987. Não pode se deixar de falar de suas qualidades musicais, sendo um grande guitarrista, compositor, pianista e produtor. 

O primeiro hit foi Don't Mean Nothing, mas o forte mesmo são as baladas, como Right Here Waiting que o tornaram conhecido. 


Richard Marx de 1987 e Repeat Offender de 1989 foram os dois primeiros trabalhos mais importantes do início de sua carreira. Right Here Waiting é a sua mais conhecida música.


Now and Forever foi o maior hit do disco Paid Vacation de 1994, mas não teve tanto sucesso como os anteriores, e assim Marx entrou em um período de exclusão, voltando em 1997 com Flesh & Bone



Depois daquele ano, Richard Marx produziu um CD com os maiores sucessos, ao mesmo tempo em que produziu At The Beginning, um dueto com Donna Lewis que se tornou tema do filme Anastásia.



Não apenas as grandes baladas dele estão incluídas no álbum Greatest Hits, mas também há músicas mais movimentadas como Should've Known Better e Satisfied, além de outras viagens líricas - Don't Mean Nothing, Take This Heart e Hazard.





Em 1999, Richard Marx começou a trabalhar em seu próprio estúdio, enquanto isso já escrevia novas canções para o sexto álbum, além de ter tempo para se dedicar a instituições de caridade que ajudam pessoas com problemas, ou mesmo institutos de tratamento de doenças como a fibrose cística, e ainda uma lista longa de causas humanitárias.

O trabalho de Richard com outros artistas a partir de 1999 inclui a produção de músicas para Laura Pausini e Sarah Brightman. Mas ele também produziu If You Ever Leave Me para Barbra Streisand e Vince Gill. Produziu também This I Promise You para o 'N Sync, Still Holding Out For You para as garotas do grupo country SHeDAISY.




Em 2000, Marx co-escreveu e produziu canções como Angel On My Shoulder para Natalie Cole e To Where You Are para a ópera do cantor Josh Groban. Seu trabalho com Kenny Rogers incluiu duas canções, Crazy Me e I Do It For Your Love.




Por outro lado, Richard Marx escrevia as canções para o sexto álbum de estúdio. Days in Avalon foi lançado em 2000.


Depois disso, escreveu e produziu canções com Michael Bolton para o álbum Only a Woman Like You de 2001, e escreveu quatro canções com Kenny Loggins. No Japão, lançou seu álbum Days in Avalon em setembro de 2002.

Richard Marx ganhou um Grammy em 2004 para a canção Dance With My Father, que ele escreveu com Luther Vandross.


No mesmo ano, lançou o álbum My Own Best Enemy, um trabalho com 12 canções novas. 


Richard Marx escreveu todas as músicas, mas apenas com exceção de uma canção escrita por Fee Waybill. De acordo com Richard Marx, este álbum é um retorno as guitarras de base e ao rock iguais ao início de sua carreira, nos quais foi influenciado durante os anos pela R&B music e pela música country.

Quando o músico aspirante tinha 17 anos, uma fita com algumas de suas canções chegou nas mãos de Lionel Richie, que o encorajou a seguir uma carreira musical, ajudando-o a se mudar para Los Angeles. Após se formar na escola secundária, tornou-se backing-vocal dos The Commodores e também de Madonna, a partir dali, não parou mais.

Examinando os últimos anos, Marx diz que ele desfruta a sua vida nova e que não lamenta não estar mais em evidência:

- Eu não parei de cantar. Eu não parei de viajar. Eu não perdi nada disso. Eu realmente me sentia bem. Estive oito ou nove anos onde não falhamos e isso é muito ruim, pois eu pensei que ia ser sempre assim desde quando comecei.
- Não era como eu sentisse alguma amargura ou “O que vou eu fazer agora????”- eu me reinventei imediatamente como compositor e produtor para trabalhar com outras pessoas. E eu ainda penso que isso é meu futuro. Eu ainda penso que isso é onde minha carreira de 30 ano vai chegar.
- Eu fiz muito mais música nos últimos sete anos do que como um artista, pois estou saltando de um projeto a outro e a outro, e não me limito a fazer um álbum sempre a cada dois anos. Assim, eu escrevi e gravei estas canções durante os últimos sete anos. Não só consegui trabalhar com rock and roll, country, jazz, mas também com vários artistas e tipos diferentes de gravações.
- E ainda assim consegui levar minhas crianças a escola todas as manhãs e tomar café da manhã com minha esposa, quase diariamente, e voltava para casa para o jantar, quase diariamente. Eu realmente tenho uma vida normal.

Celebrando um Grammy numa pizzaria com a família pode não ter sido a primeira escolha para Marx quando foi indicado pela primeira vez em 1988, mas é aparente que ele tem uma perspectiva diferente das coisas hoje em dia. Isso se mostra nas suas letras para este novo álbum que soa mais confessional do que alguns dos trabalhos anteriores.

Richard Marx foi casado com a atriz Cynthia Rhodes, durante 25 anos. O casal teve 3 filhos: Brandon (nascido em 1990), Lucas (nascido em 1992), e Jesse (nascido em 1994).

Richard e Cynthia Rhodes conheceram-se em 1983 no filme «Staying Alive», em que a atriz fazia par romântico com John Travolta. Casaram-se em 1989 e estabeleceram-se em Chicago onde criaram os seus três filhos.


Atividades recentes

Em junho de 2008, Marx participou do programa de TV "Songwriters In The Round Presents: Legends & Lyrics." no Episodio 102 da primeira temporada, Marx aparece com Kenny Loggins, Nathan Lee, e com a banda Three Doors Down. Neste episódio aparece também uma entrevista com Diane Warren.

Numa entrevista publicada na revista Rolling Stone em Junho de 2009, Marx disse que se sentiu "envergonhado" ao ser vinculado a uma multa de $ 1,92 milhão de dólares contra Jammie Thomas-Rassetby, por conta do processo aberto pela RIAA (Recording Industry Association of America). Rasset tinha compartilhado 24 músicas no site de compartilhamento de arquivos Kazaa em 2005, e "Now and Forever" de Marx era uma das musicas.

Marx tocou piano na canção "Here", alem de produzir para Matt Scannell, participando nos vocais em duas musicas do álbum Vertical Horizon's de 2009.Também apareceu em um vídeo no YouTube "ASK KevJumba 2," cantando com KevJumba.

Em Março de 2011, Marx canta uma prova da NASCAR. Em Maio de 2011, Marx foi convidado para o palco do Curran Theatre de São Francisco, onde ocorria a noite de abertura de uma apresentação de Hugh Jackman. Ao apresentar o visitante misterioso, Jackman disse que era fundamental para ajudá-lo no show, pois já haviam ensaiado. O visitante misterioso foi revelado como sendo Marx. Eles então cantaram "Right Here Waiting", e acabaram mudando a letra do último refrão para "Right Here Waiting for Hugh".


No verão de 2011, Marx colabora com a dupla de comediantes da internet Rhett and Link.

Entre 2016 e 2017, Marx apareceu num programa de TV na Austrália, cantando "Right Here Waiting" num comercial do HotelsCombined.

O cantor também ajudou a prender um passageiro desordeiro num voo da Korean Air. Foi o próprio músico que partilhou a história nas redes sociais. Segundo Marx, o incidente aconteceu num voo de Seul, na Coreia do Sul, para Hanói, no Vietnam. O homem começou a atacar outros passageiros, criando um "caos" no avião, contou o cantor, que considerou a situação "perigosa". Numa imagem divulgada por Marx no Twitter é possível ver o cantor segurando uma corda para imobilizar o passageiro.

Richard Marx no Brasil

A primeira vez que Richard se apresentou no Brasil foi em junho de 2010, apesar de já conhecer o País. “Quando contei para meus amigos que iria fazer show no Brasil, eles ficaram muito animados. Disseram que eu tinha muita sorte”, conta. O público brasileiro conferiu a apresentação do artista norte-americano na casa de shows Via Funchal, na capital paulista, e contou com a participação do cantor Matt Scannell, parceiro de longa data de Marx. A dupla de amigos e colaboradores vieram ao país mostrar ao público brasileiro as canções dos álbuns “Emotional Remains”, “Sundown” e “Duo”, além de sucessos dos anos 80 e 90 em formato acústico.

Right Here Waiting fez parte da trilha sonora da novela Top Model, sendo o tema de amor de Duda (Malu Mader) e Lucas (Taumaturgo Ferreira). Já a musica Hazard foi tema de Stella (Beatriz Segall), na novela De Corpo e Alma.


terça-feira, 15 de junho de 2010

Katy Perry



Katheryn Elizabeth Hudson (Santa Bárbara, 25 de outubro de 1984), conhecida pelo nome artístico Katy Perry,[6] é uma cantora e compositora norte-americana.


Filha de um casal de pastores evangélicos, começou sua carreira cantando em igrejas e chegou a lançar um álbum de estúdio de música gospel em 2001, intitulado Katy Hudson (mesmo nome artístico usado por ela na época), mas que teve suas vendas canceladas devido ao fechamento da Red Hill Records, gravadora responsável pela produção do álbum. Após mudar seu nome artístico para Katy Perry e seu estilo musical para o pop-rock, ela conheceu o produtor Glen Ballard e assinou com a Island Def Jam Records em 2004, gravando um álbum chamado (A) Katy Perry (também conhecido como Diamonds), mas que foi cancelado antes de seu lançamento.


Em 2005, ela assinou contrato com a Columbia Records e gravou com o grupo The Matrix um álbum com o mesmo nome; alguns dias antes de seu lançamento, o álbum também foi cancelado.


A cantora assinou com a Capitol Records em 2007 e, no ano seguinte, finalmente lançou seu primeiro álbum de estúdio de música pop e pop rock, One of the Boys. O primeiro single do álbum, "I Kissed a Girl", ficou na primeira posição das paradas musicais da Austrália, Canadá, Estados Unidos, Nova Zelândia e Reino Unido, tornando-o o primeiro hit de sua carreira, apesar de tornar-se mundialmente polêmica.


O segundo single do disco, "Hot n Cold", também obteve um bom desempenho nas paradas musicais de diversos países, ficando no pódio das paradas americana e irlandesa. Com mais de 6 000 000 de cópias vendidas mundialmente, One of the Boys foi classificado como Disco de Platina nos Estados Unidos pela Associação da Indústria de Gravação da América, com mais de 1 500 000 cópias vendidas.


Ainda desse mesmo álbum, Perry lançou sua terceira canção de trabalho, intitulada "Thinking of You", e também o quarto e último single, chamado "Waking Up in Vegas".



Em 2010, seu segundo disco, intitulado Teenage Dream, foi lançado. O CD gerou seis singles até o momento — "California Gurls", a faixa-título, "Firework", "E.T.", "Last Friday Night (T.G.I.F.)" e "The One That Got Away". As cinco primeiras alcançaram o topo da parada Hot 100 da Billboard, tornando Teenage Dream o segundo álbum da história a conseguir tal feito e convertendo Perry na única mulher em 53 anos da parada musical a alcançar tal marca - e a segunda artista após Michael Jackson, o primeiro e até então único cantor a emplacar cinco canções de seu álbum Bad no primeiro lugar, em 1987. Além disso, quando "E.T." permaneceu no primeiro lugar do gráfico em 12 de abril de 2011, Perry se tornou a primeira artista da História a passar um ano inteiro - 52 semanas consecutivas - no top 10 da principal parada da Billboard.


Perry já vendeu aproximadamente 134,6 milhões de singles e 16,1 milhões de álbuns mundialmente e atualmente é a terceira artista que mais vendeu canções digitais nos Estados Unidos com mais 79,6 milhões de canções vendidas. Ela já foi diversas vezes indicada em prêmios da indústria da música, como o Grammy Award, MTV Video Music Awards, MTV Europe Music Awards, People's Choice Awards, Teen Choice Awards e Kids Choice Awards. Considerada uma sex symbol, a cantora foi eleita a "Mulher Mais Sexy do Mundo de 2010" pelos leitores da revista Maxim.


Está confirmado que seu nome ocupará a nova estrela da Calçada da Fama em 2016.



FONTE

https://pt.wikipedia.org/wiki/Katy_Perry

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Fleetwood Mac


Fleetwood Mac é um grupo anglo-americano de rock, formado em 1967, quando o guitarrista e compositor Peter Green e o baixista John McVie deixaram o John Mayall & the Bluesbreakers para formar seu próprio grupo. A formação completou-se com o vocalista e guitarrista Jeremy Spencer e o baterista Mick Fleetwood.

Baseado na Califórnia desde os anos 70, o 'Mac' já teve diversas formações, a mais famosa delas depois da entrada de Stevie Nicks e Lindsey Buckingham em 1974, mas sua seção rítmica, com Mick Fleetwood na bateria e John Mcvie no contrabaixo, permanece a mesma desde a sua criação, há mais de quarenta anos

Apareceram pela primeira vez no British National Jazz & Blues Festival, em agosto daquele ano, com o nome de Peter Green's Fleetwood Mac, assinando em seguida com o empresário/produtor de blues Mike Vernon, do selo Blue Horizon. Peter Green já era conhecido como cantor de blues e guitarrista, e o Fleetwood Mac, como passou logo a ser chamado, tornou-se pioneiro no movimento de blues na Inglaterra, tendo sucesso imediato.

No final de 1968, Peter Green introduziu no grupo seu protegido, o jovem guitarrista Danny Kirwan, sendo substituído por Bob Weston (guitarrista) em 1972 (e demitido em 1974). O Fleetwood Mac se tornou assim, a única banda com três guitarristas, sendo eles capazes de criar e tocar seu próprio repertório. Estavam entre os maiores sucessos da Grã-Bretanha, embora ainda não conseguissem atingir o mercado norte-americano.

Em 1969, o estilo de Peter Green começou a revelar um afastamento do puro blues e, em maio de 70, num acesso de misticismo, ele resolveu deixar o grupo e a vida musical.

Com sua estrutura profundamente abalada, o Fleetwood Mac se afastou por alguns meses, voltando no fim do ano com o álbum "Kiln House", que seria o trampolim para seu futuro sucesso nos EUA.

Kiln House

No ano seguinte, foi a vez de Jeremy Spencer: durante uma turnê pelos EUA, ele desapareceu em Los Angeles, sendo encontrado dias depois num templo da seita Meninos de Deus, disposto a ficar por lá e abandonar a carreira musical. Sua decisão fora tomada após ter sido abordado na rua por um membro da seita, e era mais surpreendente devido ao fato dele ser um verdadeiro humorista de palco, fazendo memoráveis sátiras de Elvis Presley e Buddy Holly, e normalmente alheio à religiosidade.

Depois de novo afastamento devido a este último golpe, o grupo voltou. Mas devido também às muitas alterações ocorridas na formação e o fracasso dos LP lançados então, chegou novamente à dissolução.

Foi nessa época, em 1972, que o empresário Clifford Davis criou um outro Fleetwood Mac, sem nenhum dos integrantes originais, para substitui-los. Mas John McVie entrou com uma ação na justiça contra o grupo falso e ganhou.

O verdadeiro grupo: o casal Nicks e Buckingham se associou ao grupo e, com nova formação (Christine McVie nos vocais e teclados, Mick Fleetwood na bateria, John McVie no baixo, Stevie Nicks nos vocais e Lindsey Buckigham na guitarra), o grupo voltou a ocupar seu lugar nas paradas de sucesso e a ganhar discos de ouro e platina.

Fleetwood Mac - Seven Wonders (Live Video)

Fleetwood Mac - Everywhere (1987)


Stevie Nicks tem uma carreira solo, com vários álbuns lançados. Mick Fleetwood e Lindsey Buckingham em 1982 também lançaram LP's individuais: "The Visitor", e "Law And Order", respectivamente.

Fleetwood Mac- Mirage Tour 1982



FONTE

https://pt.wikipedia.org/wiki/Fleetwood_Mac

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Baden Powell


Baden Powell, considerado um dos maiores violonistas de todos os tempos e um dos compositores mais expressivos da nossa música, foi o violonista mais influente de sua geração, tornando-se uma referência entre os violões havidos e a haver. 


Sua música rompe as barreiras que separam a música erudita da música popular, trazendo consigo as raízes afro-brasileiras e o regional brasileiro. 

Baden Powell de Aquino nasceu em Varre-Sai, no Norte fluminense, em 6 de agosto de 1937. Seu pai, Lilo de Aquino, militante do escotismo, deu-lhe o nome do general britânico fundador do movimento. Lilo tinha o apelido de "Tic", era sapateiro de profissão e chef de escoteiro. 

A música faz parte da história da sua família há algumas gerações, seu avô, Vicente Thomaz de Aquino, foi um fazendeiro negro que fundou talvez uma das primeiras e únicas bandas de escravos que tocavam e cantavam suas raízes. 

A família decidiu se mudar para o Rio de Janeiro, ainda em 1937, e com apenas três meses Baden tornou-se carioca do bairro de São Cristóvão. Seu Lilo, Dona Adelina, Baden e a irmã, Vera (o irmão mais velho, Jackson, já havia morrido) - mudou-se para o Rio, indo morar primeiro em Vila Isabel, depois na Saúde e logo em São Cristóvão, onde Baden Powell passou toda a infância e a adolescência. 

Baden cresceu ouvindo música, seu pai, violinista amador, fazia reuniões musicais em casa com os amigos Pixinguinha, Donga, João da Baiana, Jaime Florence (o "Meira"), entre outros bambas da música dessa época. Contava também que costumava acompanhar os saraus batucando no armário do quarto. 

Com oito anos Baden se apaixonou por um violão que sua tia ganhara numa rifa. Ela não tocava nada e por isso o deixou pendurado na parede da sala. Baden ficava "namorando" o instrumento, mas era muito tímido pra pedir emprestado. 

Um dia não resistiu e pegou escondido o violão, enrolou-o em uma toalha e guardou debaixo da cama. Ficava descobrindo o som do instrumento e se encantando cada vez mais por ele, dizendo para si mesmo: "Eu vou tocar você!". 

Até que a mãe dele, limpando o quarto, achou o instrumento escondido e reagiu muito mal, exigindo que Baden o devolvesse a sua tia, coisa que ele se recusou. 

Quando "Seu Tic" chegou do trabalho, soube da história e entendeu que havia algum interesse se manifestando, ele decidiu iniciar o Baden nas primeiras posições de acordes do instrumento. 

Aos 8 anos, foi estudar violão com Jaime Florence, o Meira dos regionais de Benedito Lacerda e Canhoto. Na Escola Nacional de Música, estudou teoria musical, harmonia e composição. 

Em poucas aulas Baden já havia esgotado o pouco conhecimento violonístico do pai e foi ecaminhado aos cuidados do Meira, grande mestre violonista que foi também professor de Rafael Rabello e Maurício Carrilho. 

Baden aprendeu muito rápido, estudou violão clássico pela Escola de Tárrega e participava ainda iniciante das rodas de choro organizadas pelo professor: "O Meira colocava a gente sentado em volta da mesa e eu tinha que tocar tudo de ouvido, sem direito a erro, senão o pessoal brigava!", relembrava Baden. 

A prática e convivência com os melhores músicos da época lhe valeram boa parte da sua sabedoria musical. Baden era um prodígio gênial e seu talento se desenvolveu muito rápido. 

No ano em que completou nove anos participou do programa de calouros "Papel Carbono", apresentado por Renato Murce na Rádio Nacional, e conquistou o primeiro lugar como calouro/solista de violão, interpretando o choro "Magoado" de Dilermando Reis. 


Concluiu o curso de violão em quatro anos, aos treze tinha no repertório uma transcrição própria do Muoto Perpetuo de Paganini. 

Um dia seus pais foram chamados por Meira, que lhes disse não ter mais nada a ensinar ao jovem virtuose. 

A partir daí, começou a atuar profissionalmente recebendo seus primeiros cachês em bailes e festas no suburbio e na boemia Lapa. O primeiro conjunto que formou foi um trio composto por Milton Banana na bateria e Ed Lincoln ao contrabaixo. 

Aos 10 anos, havia vencido o programa Papel Carbono, de Renato Murce, porta de entrada para o rádio. Aos 15, munido de uma autorização do Juizado de Menores, era músico profissional. 

Terminado o ginásio no Instituto Cyleno, em São Januário, Baden começou a trabalhar como músico de orquestra na Rádio Nacional, e fez excursões pelo Brasil organizadas por Renato Murce onde os convidados principais eram artistas de cinema da época como Adelaide Chiozzo, Carlos Mattos, Eliana e Cyl Farney. 




Durante a década de 1950 integrou o Trio do pianista Ed Lincoln, atuando na Boite Plaza em Copacabana: ponto de encontro dos amantes da boa música, entre os quais figurava um certo jovem Antonio Carlos Jobim (Tom Jobim), admirador do violonista e também atuante na noite carioca.










Sua fama de exelente músico se espalhou rápido e em pouco tempo ele já era um dos músicos mais requisitados entre cantoras, como Alaíde Costa e Elizeth Cardoso, e estúdios de gravação. Nessa mesma época Baden começou a compor com seus primeiros parceiros: Nilo Queiroz, Aloysio de Oliveira, Geraldo Vandré e Ruy Guerra.

Nessa primeira leva nasceram "Deve ser amor", "Não é bem assim", "Rosa flor", "Conversa de poeta", "Vou por aí", "Canção à minha amada", mas seu primeiro grande sucesso veio em 1956: "Samba Triste" em parceria com Billy Blanco. No final da década de 50 ele gravou seu primeiro disco, "Apresentando Baden Powell e seu Violão", lançado pela gravadora Philips, que hoje é Universal.

Em 1962, conhece Vinicius de Moraes, com quem formaria uma das mais importantes parcerias da música popular brasileira. No início da década de 60, Baden tocava na boate Arpège, em Copacabana, e recebeu a visita do poetinha Vinicius de Moraes, que foi assistí-lo. 

A parceria Tom & Vinicius já fazia barulho e Baden ficou muito entusiasmado com o convite do poeta para que fizessem umas "musiquinhas" juntos. "O Vinicius chegou me mostrando uma letra que ele disse ter feito pra toccata 147 de Bach, Jesus Alegria dos Homens, e cantarolou: - Entre as prendas com que a natureza… Aí eu pensei que ele era maluco, hahaha!". 

Marcaram uns três "bolos" (encontros aos quais, um dos dois sempre faltava) e depois se trancaram no apartamento do Vinicius durante quase três meses; violão, máquina de escrever e o melhor amigo do homem, segundo Vinicius, o cão engarrafado: Whiskie. 

O Vinicius, que ainda era diplomata, pediu uma licença ao Itamarathy e ligou para os pais do Baden avisando que ele ia ficar em sua casa uns dias. Imagina, o Baden mal havia entrado na casa dos vinte e tomava guaraná! 

Durante esse período nacseram diversas composições, a primeira paerceria chama-se "Canção de ninar meu bem" e da mesma safra outras viraram clássicos da Bossa Nova e da MPB, como "Samba em Prelúdio", "Só por amor", "Bom dia amigo" e "O Astronauta".

E assim o movimento "Bossa Nova" ganhou uma nova vertente. O sucesso da dupla foi muito grande, Baden e Vinicius eram figurinhas fáceis no programa "O Fino da Bossa" apresentado por Elis Regina, que fez com que muitas dessas parcerias se tornassem sucessos. 


Paulo César Pinheiro também foi um parceiro musical da maior relevância na obra de Baden. Juntos compuseram uma obra influenciada pelo samba e pelo choro, com letras inspiradas na liguagem popular e erudita. Paulo César Pinheiro é um letrista cuja poesia traduz fielmente as melodias de Baden. 

A obra desta parceria é uma evolução harmônica, melódica e poética do samba. O primeiro samba composto pela dupla foi "Lapinha", vencedor da I Bienal do Samba no ano de 1968, defendido por Elis Regina, que também imortalizou "Cai dentro", "Aviso aos navegantes", "Samba do perdão" e "Vou deitar e rolar". 


Naquele ano de 1962, Baden iria pela primeira vez à Europa, onde se tornaria o artista brasileiro de maior prestígio e chegaria a permanecer, às vezes, até cinco anos, apresentando-se e gravando em vários países. 

Ele permaneceu na França por vinte anos e depois mais 5 na Alemanha, acho que ele realmente gostou de lá. O fato é que Baden se apaixonou por Paris e pelo povo francês, que o acolheu tão calorosamente. 

Chegando em Paris foi logo encaminhado ao Quartier Latin, bairro boêmio, onde se concentrava toda a juventude parisiense - reduto dos artistas e da efervecência cultural. Baden começou a tocar em pequenos restaurantes e bares e logo chamava atenção pela sua singularidade sonora. 

Ao final de três meses, prazo de isenção de visto concedido pela França a todo visitante, o compositor, ator e cineasta francês Pierre Barouh conseguiu que o Baden fizesse uma apresentação na primeira parte do show do cantor Jacques Brel. 

Foi a grande oportunidade de Baden: uma apresentação para um público entendido e apreciador de música. Estavam na platéia agentes e empresários, diretores de gravadoras e jornalistas, todos impressionados e surpresos por uma música original e cheia de energia, que misturava samba com batuque, música clássica com improvisação, e lindas melodias dos já sucessos da Bossa Nova. 

Aquele foi o início de sua carreira internacional, a partir dali foram uma sucessão de propostas que resultaram em vários discos, tournées pelo mundo e parcerias inesquecíveis com diversos artistas com Stéphane Grappelli, Michel Legrand, Liza Minelli e Claude Nougaro, entre outros. 


Baden Powell trilhou um caminho de sucesso, respeitado e reverenciado por sua musicalidade e genialidade como instrumentista. Ganhou reconhecimento mundial, deixando seus acordes gravados no coração de vários fãs pelo mundo. Gravou mais de 70 discos e recebeu diversos prêmios pelo conjunto de sua obra, deixando um imenso legado a todos os músicos e amantes da música. Sua influência é marcante e está presente nas novas gerações de músicos, contribuindo para a evolução da música brasileira. 

Baden faleceu em 26 de setembro de 2000.


Fonte: Site Letras

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Fiuk


Filipe Kartalian Ayrosa Galvão (São Paulo, 25 de Outubro de 1990)[3] mais conhecido pelo seu nome artístico Fiuk, é um cantor, ator e apresentador conhecido por interpretar Bernardo Oliveira na décima sétima temporada na telenovela Malhação e por ter feito parte da banda Hori, e ex-membro da banda No Name.


Fiuk nasceu em São Paulo, é filho do cantor de música romântica Fábio Júnior, e de Cristina Kartalian. Ele tem quatro irmãos: Cleo Pires (filha da também atriz Glória Pires), Krizia, Tainá e Záion (filho da também atriz Mari Alexandre). Também é primo do também ator Guilherme Boury. Possui ascendência armênia por parte de mãe. Fiuk nasceu em Blumenau em 1990.

Após sair da banda No Name, Fiuk procurando por parceiros para ensaiar, conheceu o baterista Xande Bispo em um estúdio no condomínio paulista de Alphaville. Para o posto de baixista, foi escolhido Alex, que entrou em 2005, assim como o novo guitarrista, Cleiton Galvão (primo de Xande).

A banda gravou o EP independente Mentes Inquietas, com cinco faixas. A formação durou até o início de 2008, com a saída de Cleiton Galvão. Por intermédio de Mi Vieira (Vocalista da banda Glória), Fiuk conheceu Max Klein, que já havia tocado no Glória e em outras bandas independentes como Enjoy , além de ser compositor e produtor musical. Na época, a banda passava por mudanças e Fiuk convidou Max para ir até um ensaio para conhecê-lo melhor. Max tinha acabado de perder o pai, estava tenso e cometeu alguns erros técnicos, porém, mesmo assim agradou o líder da banda. Com a saída de Cleiton, Max foi efetivado como guitarrista solo. Fiuk também fez pelo menos 1 ano de Propaganda e Marketing na Universidade Paulista - UNIP em Alphaville próximo da onde morava (Santana de Parnaíba).

Dois meses depois, a banda assina contrato com a Warner Music Brasil[5] e, durante a pré-produção do álbum, o guitarrista rítmico Alex deixou a banda, tendo seu lugar assumido por Renan Augusto. Mesmo sem um baixista a banda começou a compor as faixas que formariam o primeiro álbum oficial. A partir do início das gravações, Fê Campos assume o baixo.


Em 2009 Fiuk fez parte do elenco do filme As melhores coisas do mundo, do Laís Bodanzky, que estreiou em 2010.

A partir deste momento Fiuk foi convidado para fazer testes para participar da décima sétima temporada da telenovela Malhação. Seguindo os passos de seu pai, Fiuk foi escolhido para interpretar o personagem Bernardo Oliveira, protagonista da temporada junto com Cristiana Araújo (interpretada por Cristiana Peres).


A música Quem eu sou da banda Hori foi escolhida como tema de abertura da nova temporada. No ano de 2010, a banda Hori compôs uma música chamada "Eterno pra Você", que fez parte, como faixa bônus, da versão brasileira da trilha sonora do filme A Saga Crepúsculo: Eclipse.


Em 2010, Fiuk decide se desligar da banda Hori para seguir carreira solo.


No dia 17 de agosto de 2011 Fiuk lança seu primeiro cd solo, "Sou Eu". Os singles do cd são, "Sou Eu", "Quero toda noite" e "Abre os olhos".


A partir de 2013, Fiuk passou a apresentar o programa Coletivation na MTV (Agora da Viacom no Brasil).

No final de 2013 anunciou a saida da MTV (Agora da Viacom no Brasil).

No final de 2013 Fiuk lança seu segundo CD solo '' Vira-Lata'' com a participação de Manu Gavassi, Mc Sapão, Fábio Jr, Thiaguinho e Rappin Hood.


Em 2014 Fiuk é um dos protagonistas do filme ''Julio Sumiu''.

Em 2014, retornou para a Rede Globo, e interpretou o vilão Alex, em Geração Brasil.

fonte

https://pt.wikipedia.org/wiki/Fiuk

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Engenheiros do Hawaii


Engenheiros do Hawaii é uma banda brasileira de rock, formada em 1984 na cidade de Porto Alegre por Humberto Gessinger(vocal e guitarra), Carlos Stein (guitarra), Marcelo Pitz (baixo) e Carlos Maltz (bateria) , que alcançou grande popularidade com suas canções líricas e críticas. Antes de chegarem à sua formação atual, a banda passou por algumas mudanças de formação, sendo Gessinger o último integrante da formação original a permanecer na banda até a "pausa" ocorrida em 2008, por motivos particulares da banda.


Quatro estudantes da Faculdade de Arquitetura da UFRGS - Humberto Gessinger (vocal e guitarra), Carlos Stein (guitarra), Marcelo Pitz (baixo) e Carlos Maltz (bateria) - resolveram formar uma banda apenas para uma apresentação em um festival da faculdade, que aconteceria por protesto à paralisação de aulas. O primeiro show da banda foi em 11 de janeiro de 1985.

Escolheram o nome Engenheiros do Hawaii para satirizar os estudantes de engenharia que andavam com bermudas de surfista, com quem tinham uma certa rixa. Começaram a surgir propostas para novos shows e, após, algumas apresentações em palcos alternativos de Porto Alegre juntamente com uma série de shows pelo interior do Rio Grande do Sul. A banda, em menos de quatro meses de carreira já consegue gravar duas músicas na coletânea Rock Grande do Sul (1985) com diversas bandas gaúchas, em razão de uma das bandas vencedoras do concurso adicionador à coletânea ter desistido da participação do álbum na última hora.


Quando a banda seguiu com seus ensaios, durante a greve da faculdade, Carlos Stein realizou uma viagem, o que acabou inviabilizando sua permanência no grupo, e, tempos depois, ele passa a integrar a banda Nenhum de Nós. Meses passaram, e os Engenheiros do Hawaii gravam o seu primeiro álbum: Longe Demais das Capitais, em 1986.


O norte musical do disco apontava para um som voltado à música pop, muito próximo ao ska de bandas como o The Police e Os Paralamas do Sucesso. Destacam-se as canções "Toda Forma de Poder", que foi tema das novelas Hipertensão da Rede Globo e Vitória da Rede Record. "Segurança", além de "Sopa de Letrinhas" e "Longe Demais das Capitais".



Antes de começarem as gravações do segundo disco, Marcelo Pitz deixa a banda por motivos pessoais. Com Gessinger assumindo o baixo, entra o guitarrista Augusto Licks, que havia trabalhado com Nei Lisboa, conhecido músico gaúcho. Os Engenheiros lançam o disco A Revolta dos Dândis, em 1987. 


A banda muda o direcionamento temático, iniciando uma trilogia baseada no rock progressivo, com discos com repetições de temas gráficos e musicais e letras em que ocorre a auto-citação. Os arranjos musicais são influenciados pelo rock dos anos 60, as letras são críticas, com ocorrência de várias antíteses e paradoxos e aparecem citações literárias de filósofos, como Albert Camus e Jean-Paul Sartre.

Destaque para os hits "Infinita Highway", "Terra de Gigantes", "Refrão de Bolero" e a faixa título, dividida em duas partes. Começam os shows para grandes plateias nos centros urbanos do país, como o festival Alternativa Nativa, realizado entre 14 e 17 de junho de 1987. A partir desta data, os Engenheiros encheriam ginásios e estádios pelo Brasil afora. Porém, houve polêmicas e a banda chegou mesmo a ser acusada de elitista e fascista pelo conteúdo de suas letras. As polêmicas se intensificaram quando membros da banda se apresentaram com camisetas estampadas com a Estrela de Davi e a Suástica.

O disco seguinte, Ouça o que Eu Digo: Não Ouça Ninguém, de 1988, pode ser visto como uma continuidade do anterior, tanto pelo trabalho da capa do álbum como pelo tema e estilo de suas canções. Destaque para as músicas "Somos Quem Podemos Ser", "Cidade em Chamas", "Tribos & Tribunais", a faixa-título e "Variações Sobre o Mesmo Tema", esta última uma homenagem à banda Pink Floyd, com sua estética progressiva e dividida em três partes.

O álbum também marca a saída dos Engenheiros da cidade de Porto Alegre, indo morar no Rio de Janeiro. Consolidada a nova formação, os Engenheiros lançam Alívio Imediato, de 1989, quarto disco da banda e o primeiro registro ao vivo. Suas canções mostram uma retrospectiva de suas principais canções e as novas perspectivas a serem incorporadas, em especial o som mais eletrônico, presente na faixa título e na música "Nau à Deriva", ambas gravadas em estúdio e as demais gravadas ao vivo no Canecão, no Rio de Janeiro.


Mudança para o Rio de Janeiro 

O disco seguinte, O Papa é Pop, de 1990 consolida a mudança de sonoridade da banda. Puxados pelo sucesso "Era um Garoto Que Como Eu Amava os Beatles e os Rolling Stones", regravação de uma velha canção do grupo Os Incríveis (por sua vez versão da canção "C'era un ragazzo che come me amava i Beatles e i Rolling Stones" de Gianni Morandi), e a faixa-título, o quinto disco dos Engenheiros investe no som progressivo, calçado nos solos de guitarra de Licks e em uma base mais eletrônica de teclados e bateria. 


Gessinger passa a assumir também o piano elétrico e começam a surgir as baladas de piano e voz da banda. São dele as canções "Anoiteceu em Porto Alegre", "O Exército de um Homem Só" (dividida em duas partes), "Pra Ser Sincero" e "Perfeita Simetria" (versão alternativa da canção "O Papa é Pop").


Em meio aos novos sucessos, uma antiga canção, "Refrão de Bolero", oriunda do segundo disco, A Revolta dos Dândis, também era bastante executada pelas rádios. Aclamados pelo público e massacrados pela crítica, os Engenheiros do Hawaii consagram-se no Rock in Rio II, arrancando elogios do jornal americano New York Times, apesar de ignorados pela Folha de S. Paulo.


O ano de 1991 marca o lançamento do sexto disco, Várias Variáveis, que completa a trilogia iniciada no segundo e terceiro discos da banda. Há redução dos efeitos eletrônicos e a retomada de um som mais rock 'n' roll, mas não repete o mesmo sucesso do anterior, mesmo tendo a canção "Herdeiro da Pampa Pobre", regravação de um antigo sucesso de Gaúcho da Fronteira, bastante executada nas rádios.


Este é um dos discos que contém as melhores letras do grupo, porém, o som não é o forte do álbum, sendo o mesmo questionado hoje até pelo próprio Gessinger. Pode-se dizer que foi um disco seminal, pois canções como "Piano Bar", "Muros & Grades" e "Ando Só", em regravações em outros discos, estabeleceram-se como algumas das melhores da banda. No ano seguinte, 1992, é lançado o sétimo disco, Gessinger, Licks & Maltz, ou GLM, inspirado no famoso logotipo ELP de Emerson, Lake & Palmer.


O som continua mesclando elementos de MPB e rock progressivo, com destaque para as canções "Ninguém = Ninguém", "A Conquista do Espaço", "Pose (Anos 90)" e "Parabólica", canção que Gessinger fez em homenagem a sua filha Clara, nascida em fevereiro do mesmo ano.

O oitavo disco dos Engenheiros é o semi-acústico Filmes de Guerra, Canções de Amor, de 1993, gravado ao vivo na Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro. A banda considerava este disco como acústico, pois condicionava tal formato à ausência de bateria e às guitarras semi-acústicas. Na época não existia a febre de acústicos gravados pelos grandes nomes nacionais, o que denota o caráter visionário da banda.

O disco foi gravado ao vivo por uma decisão da banda de gravar um álbum ao vivo a cada três álbuns, uma ideia da banda Rush, que faz o mesmo. Com guitarras acústicas, percussão, piano, acordeão e participação da Orquestra Sinfônica Brasileira em três faixas, regida por Wagner Tiso, as velhas canções – como "Muros & Grades", "O Exército de um Homem Só" e "Crônica" – e novas composições – como "Mapas do Acaso" e "Quanto Vale a Vida?", ganharam arranjos que apontavam para o blues, a música tradicionalista e a erudita, ressaltando a excelente qualidade das letras dos Engenheiros do Hawaii.


A banda chegou a participar, ainda no mesmo ano, do festival Hollywood Rock Brasil, junto com os brasileiros do Biquini Cavadão, De Falla, Dr. Sin e Midnight Blues Band. Entretanto não foram bem recepcionados e receberam muitas vaias. Eles se apresentaram no mesmo dia de L7 e Nirvana.

O ano de 1993 marca também a primeira excursão dos Engenheiros pelo Japão e Estados Unidos. Porém, no final deste mesmo ano, discussões e rixas internas acabaram por resultar na saída do guitarrista Augusto Licks. Inicia-se uma longa disputa jurídica pela marca "Engenheiros do Hawaii", tendo Gessinger e Maltz finalmente ficado com o nome da banda.

Tempos de tempestade e Gessinger Trio (1994 – 2000)
O passo seguinte foi remontar os Engenheiros, com a entrada do guitarrista Ricardo Horn. Posteriormente, também ingressam na banda: Paolo Casarin (acordeom e teclados) e o guitarrista Fernando Deluqui (ex-RPM). Após dois anos sem gravar, os Engenheiros lançam em 1995 o álbum Simples de Coração. O som é mais pesado, com climas regionais gaúchos dados pelo acordeão de Casarin. Destaque para as canções "A Promessa", "A Perigo", "Lance de Dados", "Ilex Paraguariensis" e "Simples de Coração". Havia ainda a canção "O Castelo dos Destinos Cruzados", em que o baterista Maltz assume os vocais. O disco Simples de Coração também teve uma versão em inglês, que não chegou às vendas. Os fãs mais assíduos têm apenas as MP3s. Paralelamente às gravações do Simples de Coração, Gessinger monta o trio "33 de Espadas", para tocar música instrumental. Ao fim da turnê de Simples de Coração, a banda passou por uma grave crise, pois a formação "quinteto" era temporária. Longe do sucesso de outros tempos, os Engenheiros começam a pensar em seguir outros caminhos. O "33 de espadas" faz sua estréia já com a formação que viria se chamar "Humberto Gessinger Trio", tendo Luciano Granja na guitarra e Adal Fonseca na bateria.


O grupo lançou o disco, também intitulado "Humberto Gessinger Trio" (HG3), em 1996. O clima enxuto do disco, basicamente com bateria, baixo e guitarra, lembra os primeiros trabalhos de Gessinger, como exemplificam as canções "Vida Real", "Freud Flintstone", "De Fé" e "O Preço". Paralelo a esse fato, Carlos Maltz envolve-se numa trilha mística e resolve abandonar os Engenheiros. A partir daí, o baterista monta o grupo "A Irmandade". Durante a turnê do Humberto Gessinger Trio, há uma constante troca de nome das bandas. Os shows que deveriam ser anunciados como HG3 ainda eram apresentados como Engenheiros do Hawaii.

A verdade é que para um produtor anunciar um show dos Engenheiros do Hawaii, banda nacionalmente conhecida era muito mais fácil e rentável que apresentar como Humberto Gessinger Trio, nome absolutamente desconhecido. Reconhecendo que era inviável seguir com o nome da nova banda, Gessinger volta a admitir-se como um Engenheiro do Hawaii. Para que haja alguma diferença entre o HG3 e o "novo" Engenheiros do Hawaii, ele convida Lúcio Dorfmann a assumir os teclados do grupo, configurando um novo som ao grupo, bem próximo ao pop que predominava no mercado musical da época.


O disco Minuano, de 1997, marca a volta dos Engenheiros do Hawaii com este nome. O álbum mescla influências regionalistas, tecnologia e que conta com arranjos de violino que lembram o folk, tornam este o disco mais leve e com a sonoridade mais vaga da banda. Emplaca o sucesso "A Montanha", além de outras belas canções como "Nuvem", "Faz Parte" e "Alucinação", uma cover para uma antiga canção de Belchior.

O disco ainda marcou a saída dos Engenheiros do Hawaii da BMG. A saída se deu com o lançamento de um box em formato de lata, intitulado Infinita Highway, contendo o relançamento de todos os dez discos da banda até então. Todos foram remasterizados, com exceção dos dois últimos (Simples de Coração e Minuanoforam gravados já para o formato CD). ¡Tchau Radar!, de 1999, marca a entrada dos Engenheiros para a Universal Music Group e exibe uma maior maturidade do grupo, onde as influências musicais da banda ficam mais evidentes (folk rock, rock'n roll dos anos 60, rock progressivo e MPB) com belas composições de Gessinger, como "Eu Que Não Amo Você", "Seguir Viagem" e "3 X 4" além de duas covers: "Negro Amor" ("It's All Over Now Baby Blue", de Bob Dylan) e "Cruzada" (de Tavinho Moura e Marcio Borges), esta contando com arranjos de orquestra, como é comum em várias faixas do álbum.

Nova fase (2000 – 2003)
Da turnê de ¡Tchau Radar!, surgiu o terceiro disco ao vivo da banda, e o décimo segundo de sua carreira: 10.000 Destinos. Novamente, Gessinger repassa o repertório consagrado da banda em novas versões divididas em um set acústico e um elétrico e conta com a participação de Paulo Ricardo, cantando "Rádio Pirata" do RPM, e do gaiteiro Renato Borghetti nas canções "Refrão de um Bolero" e "Toda Forma de Poder".


Como faixas-bônus, gravadas em estúdio, acompanham as inéditas "Números" e "Novos Horizontes", além da regravação de "Quando o Carnaval Chegar", de Chico Buarque. Alguns meses após a apresentação no Rock in Rio III (2001), Lúcio, Adal e Luciano saem da banda e montam outro grupo, Massa Crítica, mudando novamente a formação dos Engenheiros.


Lúcio, Adal e Luciano são substituídos por Paulinho Galvão (guitarra), Bernardo Fonseca (baixo) e Gláucio Ayala (bateria). Gessinger volta a tocar guitarra, após 14 anos responsável pelo contrabaixo dos Engenheiros. Com essa nova formação eles regravam algumas músicas da banda e lançam uma re-edição de seu último disco, agora intitulado 10.001 Destinos. Duplo, traz as mesmas faixas do disco precursor, e novas versões de estúdio das canções "Novos Horizontes", "Freud Flinstone", "Nunca Se Sabe", "Eu Que Não Amo Você", "A Perigo", "Concreto e Asfalto" e "Sem você".


Começava com esta formação, seguindo novamente o mercado musical (quando bandas mais pesadas começaram a ter mais espaço), de som mais limpo e pesado. Isso se confirma em 2002, com o lançamento do disco Surfando Karmas & DNA, disco que consolida a nova fase da banda, e que tem a participação especial do ex-Engenheiros Carlos Maltz na faixa "E-stória". São destaques do disco a faixa título e as canções "Terceira do Plural", "Esportes Radicais", "Ritos de Passagem" e "Nunca Mais". Há influência do punk rock e pop rock nas novas canções.

O disco seguinte, Dançando no Campo Minado, de 2003, mantém a regra: sonoridade muito similar ao seu antecessor com músicas curtas, guitarras pesadas e poesia crítica de Gessinger denunciando os males da globalização, da desilusão política e ideológica e da guerra, nas canções "Fusão a Frio", "Dançando no Campo Minado", "Dom Quixote" e "Segunda Feira Blues" (partes I e II, esta última novamente com a participação de Carlos Maltz), porém, convivendo com um certo otimismo na parte mais emotiva da vida. Emplaca nas rádios a canção Até o Fim.


Acústico MTV e Acústico II: Novos Horizontes (Turnês Acústicas) (2004 – 2008)
Para comemorar os vinte anos de banda, completados em 2005, os Engenheiros do Hawaii lançaram o CD e DVD Acústico MTV. O acústico tem as participações especiais dos músicos Humberto Barros (órgão Hammond) e Fernando Aranha (violões). Este último já havia feito uma participação especial no disco anterior.


O disco se diferencia dos demais por não trazer participações especiais, apenas "fraternais": Clara Gessinger, filha de Humberto, divide os vocais com o pai na canção Pose (executada com parte da letra cortada) e Carlos Maltz, co-fundador e ex-baterista dos Engenheiros, que canta junto com Gessinger a canção Depois de Nós, de sua autoria. Além dos grandes sucessos, como Infinita Highway, Somos Quem Podemos Ser e O Papa é Pop e das canções recentes, como Surfando Karmas & DNA e Até o Fim, o disco traz as canções O Preço e Vida Real, ambas do álbum Humberto Gessinger Trio. Por fim, acrescentam-se ainda as canções inéditas "Armas Químicas e Poemas" e "Outras Frequências". Durante a turnê do Acústico, Paulinho Galvão deixa a banda e seu posto é assumido por Fernando Aranha. Nos teclados, por sua vez, o jovem Pedro Augusto assume o lugar de Humberto Barros, que já fazia parte da banda de apoio do Kid Abelha.

O novo disco, Acústico II: Novos Horizontes, foi gravado nos dias 30 e 31 de maio de 2007, em São Paulo, no Citibank Hall, e foi lançado em agosto de 2007 com nove faixas inéditas, além de nove regravações.

O disco quebrou a seqüencia de a cada 3 discos em estúdio, ser gravado um "ao vivo". Também foi palco de novas experiências para Gessinger, como a viola caipira que usa em algumas músicas do álbum. Segundo ele, se tivesse que rever todas as obras dos Engenheiros do Hawaii, 'Novos Horizontes' é o que não mexeria em nada. Destaque maior para as faixas inéditas "Guantánamo", "Coração Blindado", "No Meio de Tudo, Você" e "Quebra-Cabeça".

No fim de 2007, o então baixista Bernardo Fonseca sai da banda e Humberto Gessinger assume o baixo. Desde então a banda voltou a utilizar guitarras em seus shows. No ano de 2008, após shows pelo Brasil inteiro, a banda termina a turnê acústica, começada em 23 de julho de 2004 com o lançamento do Acústico MTV.


Atividades interrompidas
Junto com a turnê terminam, pelo menos temporariamente, as atividades d'os Engenheiros do Hawaii. O vocalista e líder da banda, Humberto Gessinger, declarou no site oficial da banda que os planos de retorno da banda são somente no ano de 2017. Lembrando que já é a quinta vez que Gessinger adia o retorno dos Engenheiros.

Entre 2008 e 2012 Gessinger se dedicou ao Pouca Vogal, parceria com Duca Leindecker, vocalista do Cidadão Quem. Juntos eles cantavam novas baladas e grandes sucessos de suas bandas. Gessinger atualmente se dedica em sua carreira solo que começou em 2013 com o lançamento do CD Insular, e continuou com o CD/DVD Insular ao vivo em 2014, no ano de 2016 ele começa uma nova turnê denominada "Louco Pra Ficar Legal" trecho da música: "Pra ficar legal" de 2002. Também lançou 5 livros: Meu Pequeno Gremista, Pra Ser Sincero - 123 Variações Sobre Um Mesmo Tema no final de 2009, Mapas do Acaso - 45 Variações Sobre Um Mesmo Tema em fevereiro de 2011, o livro Nas Entrelinhas do Horizonte em abril de 2012 e o livro Seis Segundos de Atenção em agosto de 2013.

Formações
Humberto Gessinger é o único integrante da fundação do grupo que conseguiu sobreviver a todas as mudanças de formação ocorridas durante toda a trajetória da banda.

fonte

https://pt.wikipedia.org/wiki/Engenheiros_do_Hawaii