segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Sérgio Sampaio

Sérgio Moraes Sampaio (Cachoeiro de Itapemirim, 13 de abril de 1947 — Rio de Janeiro, 15 de maio de 1994) foi um cantor e compositor brasileiro.

Suas composições variam por vários estilos musicais, indo dos folclóricos samba e choro, ao rock'n roll, blues e balada. Sobre a poética de suas composições, em que se vê elementos de Kafka e Augusto dos Anjos, que lia e apreciava, declarou num estudo Jorge Luiz do Nascimento: "A paisagem urbana em geral, e a carioca em particular, na poética de Sérgio Sampaio, possui a fúria modernista. Porém, o espelho futurista já é um retrovisor, e o que o presente reflete é a impossibilidade de assimilação de todos os índices e ícones da paisagem urbana contemporânea."

No dizer do cantor Lenine, Sampaio foi um nome marginalizado que equipara a Tim Maia e Raul Seixas, como um dos "malditos" da música popular brasileira.

Filho de Raul Gonçalves Sampaio, dono de uma tamancaria e maestro de banda, e de Maria de Lourdes Moraes, professora primária, era primo do compositor Raul Sampaio Cocco, autor de sucessos na voz do conterrâneo Roberto Carlos. Ali assistiu o pai compor a canção "Cala a boca, Zebedeu", quando tinha 16 anos e que veio a gravar mais tarde. Tocando violão, era um artista nato que buscava mostrar seus trabalhos - "Ele estava sempre sedento para mostrar suas músicas, precisava de uma orelha e nunca fez doce para tocar", como registrou seu primo João Moraes.

Aficcionado pelos programas de rádio, onde acompanhava os cantores da época como Orlando Silva, Sílvio Caldas ou Nelson Gonçalves, que o inspiravam, veio a tornar-se imitador de radialistas como Luiz Jatobá e Saint-Clair Lopes, conseguindo trabalho numa emissora da cidade natal, a XYL-9.

Em 1964 tentou trabalhar no Rio de Janeiro na Rádio Relógio, retornando após quatro meses.

Em fins de 1967 muda-se definitivamente para o Rio, inicialmente para tentar a carreira como radialista, embora não tenha conseguido firmar-se em nenhum trabalho por frequentar a vida boêmia carioca, atraído pela música e a bebida; mora em pensões baratas e até na rua, chegando a mendigar comida.

Sergio tinha passado a cantar à noite, em bares, até que em fevereiro de 1970 demite-se da Rádio Continental para dedicar-se integralmente à música. Candidata-se no Festival Fluminense da Canção, etapa do Festival Internacional da Canção (III FIC) daquele ano, ficando entre os vinte finalistas com a música "Hei, você".

No Rio de Janeiro conhece o baiano Raul Seixas, então produtor musical da gravadora CBS (atual Sony BMG), dando início a uma longa amizade e parceria. Raul é considerado o "descobridor" do artista. Após ter feito um teste junto ao parceiro de Paulo Diniz, Odibar, acabou contratado no lugar deste, no ano seguinte, participando de diversas gravações, como parte do coro de Renato e seus Blue Caps.

Assina, com o pseudônimo de Sérgio Augusto, a letra da canção "Sol 40 graus", gravada pelo Trio Ternura e que foi sucesso em 1971. O Trio gravou outras de suas composições, como "Vê se dá um jeito nisso" - uma parceria com Raulzito, com quem partilhou também "Amei você um pouco demais", gravada por José Roberto. Raul produz seu primeiro compacto em que Sergio experimenta algum sucesso com "Coco Verde", logo regravada por Dóris Monteiro.

Volta a Cachoeiro em julho, onde participa do "II Festival de MPB", vencendo em primeiro lugar e ocupando também a quarta colocação. Dá início com Raul Seixas à produção de um projeto de ópera-rock, que tem as letras mutiladas pela censura do Regime Militar. Apesar disto as canções integram o primeiro disco de Raul Seixas: Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das Dez, em que participam Míriam Batucada e Edy Star.

Tenta mais uma vez vencer a quarta edição do FIC, no Maracanãzinho, com a música "No Ano 83", sendo eliminado na etapa inicial.

Começa a gravar, finalmente, em 1972, ano em que sua canção "Eu quero é botar meu bloco na rua" participa do IV FIC e integra um compacto do Festival, que graças a ela vende 500 mil cópias, tornando-se sucesso no carnaval de 1973, e rendendo a Sergio o Troféu Imprensa como revelação de '72, na Rede Globo, emissora em que trabalhava o apresentador Silvio Santos.[5]

Em 1973 lança seu primeiro LP, produzido por Raul e com o nome da canção de sucesso, com vários músicos de renome; o disco fracassa nas vendas, apesar da sua aparição em programas de televisão e da boa execução de canções como "Cala a boca, Zebedeu", de seu pai, nas rádios.[5]

Casou-se em 1974 com a também capixaba Maria Verônica Martins, afastando-se da carreira por algum tempo; o casamento durou até o final da década.[4] Tinha lançado, neste ano, com produção de Roberto Menescal, um compacto em que contraditoriamente reverencia e critica o conterrâneo Roberto Carlos.[5]

Em 1975 lança, agora pela gravadora Continental, outro compacto. No ano seguinte grava seu segundo LP, chamado "Tem que acontecer", e que conta com participações de artistas como Altamiro Carrilho e Abel Ferreira. Em 1977 mais um compacto pela Continental - "Ninguém vive por mim", último por essa gravadora. Realiza shows e tem composições gravadas por artistas como Zizi Possi, Marcos Moran e Erasmo Carlos, ficando cinco anos longe dos estúdios.[5]

Novamente se casa em 1981, com a arquiteta Ângela Breitschaft, com quem teve o filho João, afilhado de Xangai, separando-se em 1986.[4] A família da esposa patrocinara, em 1982, a gravação do compacto "Sinceramente", sem gravadora.[5]

Completamente afastado da mídia, após a separação volta para a casa paterna e em seguida para o Rio. A carreira só experimenta um recomeço quando se muda, no começo da década de 1990 para a Bahia, quando velhos sucessos são novamente lançados por Elba Ramalho, Luiz Melodia, Roupa Nova e outros. Em 1994 acerta com a gravadora Baratos Afins o lançamento de um disco com músicas inéditas, mas por consequência da vida desregrada, falece de pancreatite antes de concretizar o projeto.[5]

[editar] HomenagensAinda em 1975 tem um curta-metragem sobre sua vida exibido no Rio de Janeiro. Diversas homenagens ocorreram ao longo do tempo, em memória do artista, dos quais se destacam:[5]

Show "Balaio do Sampaio" - 1996, Rio de Janeiro, com cantores como Alceu Valença, Jards Macalé e outros, e poetas e músicos como Chico Caruso, Euclides Amaral, etc.
CD "Balaio do Sampaio" - 1996.
"Eu quero é botar meu bloco na rua" - 2000, biografia autorizada, por Rodrigo Moreira, Editora Muiraquitã
CD póstumo "Cruel" - 2005, lançado por Zeca Baleiro
"Velho bandido - O bloco de Sérgio Sampaio" - 2009, peça musical apresentada no Teatro de Arena.
CD "Hoje Não!" - 2009, 12 canções do Sérgio Sampaio (sendo uma delas inédita) interpretadas por Juliano Gauche & Duo Zebedeu.
[editar] Discografia[editar] ÁlbunsEu Quero É Botar Meu Bloco na Rua (LP, 1973)
(reeditado como CD em 1988 pela Warner, sob número 73145429932)

1.Viajei de Trem
2.Filme de Terror
3.Cala a Boca, Zebedeu (Raul Sampaio)
4.Pobre Meu Pai
5.Labirintos Negros
6.Eu Sou Aquele que Disse
7.Leros e Leros e Boleros
8.Não Tenha Medo, não
9.Dona Maria de Lourdes
10.Odete
11.Eu Quero É Botar Meu Bloco na Rua
12.Raulzito Seixas
Tem que Acontecer (LP, 1976)
1.Até Outro Dia
2.Que Loucura
3.Cada Lugar na Sua Coisa
4.Cabras Pastando
5.Velho Bode (Sérgio Sampaio/Sérgio Natureza)
6.O que Pintá, Pintô
7.A Luz e a Semente
8.Quanto Mais
9.Tem que Acontecer
10.O Filho do Ovo
11.Velho Bandido
12.O Teto da Minha Casa
13.Ninguém Vive por Mim
14.Quatro Paredes
Sinceramente (LP, 1982)
1.Homem de Trinta
2.Na Captura
3.Tolo Fui Eu
4.Só para o Seu Coração
5.Essa Tal de Mentira
6.Meu Filho, Minha Filha
7.Cabra cega (S. Sampaio/S. Natureza)
8.Sinceramente
9.Nem assim
10.Doce Melodia
11.Faixa Seis
Cruel (CD, 2006)
1.Em Nome de Deus
2.Roda Morta (Reflexões de um Executivo) (S. Sampaio/S. Natureza)
3.Polícia Bandido Cachorro Dentista
4.Brasília
5.Magia Pura
6.Rosa Púrpura de Cubatão
7.Muito além do Jardim
8.Real Beleza
9.Pavio do Destino
10.Quero Encontrar um Amor
11.Quem É do Amor
12.Cruel
13.Uma Quase Mulher
14.Maiúsculo
[editar] Antologias e participaçõesSociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10 (LP, 1971)
(com Raul Seixas, Miriam Batucada e Edy Star)

Êta Vida (com Raul Seixas)
Eu Vou Botar pra Ferver (com Raul Seixas)
Eu Acho Graça
Chorinho Inconsequente (com Erivaldo Santos)
Quero Ir (com Raul Seixas)
Todo Mundo Está Feliz
Eu não Quero Dizer Nada
Carnaval Chegou (LP, 1972)
(Philips, 6349.058)

Eu Quero É Botar Meu Bloco na Rua (primeira gravação)
Phono 73 (LP, 1973)
(PolyGram)

Eu Quero É Botar Meu Bloco na Rua (ao vivo)
Convocação geral nº 2 (LP, 1975)
(Som Livre)

Cantor de Rádio
Balaio do Sampaio (CD, 1998)
(MZA/Polygram)

1.Eu Quero É Botar Meu Bloco na Rua - Sérgio Sampaio
2.Em Nome de Deus - Chico César
3.Feminino Coração de Deus - Erasmo Carlos
4.Rosa Púrpura de Cubatão - João Bosco
5.Tem que Acontecer - Zeca Baleiro
6.Meu Pobre Blues - Zizi Possi
7.Pavio do Destino - Lenine
8.Até Outro Dia - João Nogueira
9.Velho Bode - Eduardo Dusek
10.Que Loucura - Renato Piau
11.Velho Bandido - Jards Macalé
12.Cala a Boca, Zebedeu - Luiz Melodia
13.Eu Quero É Botar Meu Bloco na Rua - Elba Ramalho
Sergio Sampaio (CD, 2002)
(Série Warner 25 Anos)

1.Até Outro Dia
2.Que Loucura
3.Cada Lugar na Sua Coisa
4.Cabras Pastando
5.Velho Bode
6.O Que Pintá, Pintô
7.A Luz e a Semente
8.Quanto Mais
9.Tem que Acontecer
10.O Filho do Ovo
11.Velho Bandido
12.O Teto da Minha Casa
13.Ninguém Vive por Mim
14.Quatro Paredes
[editar] Compactos simplesCoco verde/Ana Juan (1971) CBS
Classificados nº 1/Não adianta (1972) 33745
Eu quero é botar meu bloco na rua (1972) Phillips/Phonogram
Meu pobre blues/Foi ela (1974) 6069 090
Velho bandido/O teto da minha casa (1975) 1-01-101-155
Ninguém vive por mim/História de boêmio (Um abraço em Nélson Gonçalves) (1977) 101-101-264
[editar] VideografiaCachoeiro em Três Tons

FONTE

WIKIPÉDIA

domingo, 8 de janeiro de 2012

Nilo Amaro e seus cantores de Ébano


Nilo Amaro e Seus Cantores de Ébano foi um grupo brasileiro de MPB formado por Nilo Amaro (Moisés Cardoso Neves) e um coro de vozes negras femininas e masculinas (um soprano, um mezzo soprano, um contralto, dois baixos, um tenor e três barítonos), com destaque para o baixo Noriel Vilela (Noriel Vilela de Arantes “Nono”).

Nilo Amaro faleceu em Goiânia, aos 76 anos, no dia 18 de abril de 2004.

Discografia

Compacto/78 rpm (1961) (canções: A Noiva e Greenfields)
Os Anjos cantam (1962) (Luiz Américo, pesquisador de MPB, colocou "Os Anjos Cantam" como um dos 100 discos fundamentais da MPB).


Raízes (1963)
Os Anjos cantam Vol. 2 (1974)
Quase um Sonho ... (1984)

Nilo Amaro e Seus Cantores de Ébano


Um Pouco Mais de Nilo Amaro...

Todas as épocas da humanidade foram marcadas por momentos gloriosos e inesquecíveis que proporcionaram mudanças no desenvolvimento histórico responsáveis que foram pelos sucessos ou fracassos produzidos/
realizados pelo homem o sujeito da história.

Fatos e feitos notáveis de grande repercussão são estudados a exaustão e ao se situarem em um determinado tempo acabam ficando marcados como símbolos de uma época, desse modo ao falarmos por exemplo, no campo específico da musica das big bands norte americanas nos vem logo a mente o período compreendido entre os anos 40 e início dos 50 do século vinte. Se a memória nos remeter a Elvis Presley aos The Beatles e ao Pink Floyd o marco seria os anos cinqüenta, sessenta e setenta.

No Brasil apenas para situar também alguns exemplos quando se fala de Noel Rosa o período é os anos trinta, de Emilinha Borba, o auge dos programas de auditório entre o fim da década de quarenta e inicio da de cinqüenta, em Bossa Nova a partir da segunda metade dessa mesma década, dos festivais e da vanguarda musical tropicalista os anos sessenta.

Todos os artistas de modo geral incorporam aspectos de sua vivencia temporal e traduzem em suas musicas o clima de sua geração, contudo, muitos tornam-se celebridades e astros atemporais ou seja vão além de seu tempo, outros ficam marcados pelo curto período em que estiveram em evidência e na maioria das vezes acabam caindo no esquecimento ou são lembrados apenas por aqueles que se dizem saudosistas.

No entanto este é um comportamento que deve ser mudado, afinal de contas, o fato de alguns artistas não terem tido uma carreira longeva não significa que sua obra seja considerada menor, pois, o critério a ser utilizado é a qualidade de sua produção e o que ela representou ou representa enquanto referência.

Nesse aspecto é de suma importância que nos lembremos de um grupo musical que se destacou como um dos mais populares do país entre nos anos sessenta, trata-se de Nilo Amaro e Seus Cantores de Ébano. Idealizado por Moises Cardoso Neves, verdadeiro nome de Nilo Amaro, o conjunto formado por negros e composto de um soprano, um mezzo soprano, um contralto, dos baixos, um tenor e três barítonos, teve seu nome inspirado numa árvore da família das ebenáceas que fornece uma madeira escura, pesada e muito resistente, dando origem a expressão "negro" como Ébano.

Porém o ingrediente negro não estava representado apenas pela raça de seus integrantes e sim pelas características interpretativas de seu canto. Nilo Amaro e seu grupo foram os responsáveis pela introdução e versão brasileira do spirituals canto afro religioso dos negros americanos que daria origem aos blues e ao jazz e também o precursor da musica gospel em nosso país. O repertório do grupo também é marcado pela forte presença de clássicos da musica popular brasileira abrangendo desde temas folclóricos ate sambas, sambas canções, todas e outros gêneros.

Depois de muitas tentativas de mostrarem sua arte foram incentivados pelo diretor da Odeon, Ismael Corrêa a gravaram em 9 de junho de 1961 seu primeiro disco 78 rotações com as músicas A noiva , de J. Prieto e Fred Jorge e Greenfields , de T. Gilkyson, R. Deher, versão de Romeo Nunes, duas canções de sucesso que os projetaram definitivamente.

No entanto a consagração viria com o lançamento do LP Os anjos cantam, gravado em 1962 tendo como carro chefe o baião Leva eu sodade , de Tião Neto e Alventino Cavalcanti, transformada em toada por Nilo Amaro, destacando-se o solo de Noriel Arantes um dos mais destacados integrantes do conjunto.

Na ocasião era comum antes da realização de um LP gravar-se um disco 78 rotações ou compactos como também eram conhecidos para avaliar artistas iniciantes e depois de testado a sua penetração no mercado usar a mesma estratégia para relançar as musicas mais significativas de um LP de sucesso foi o que ocorreu com Leva eu sodade, relançada no formato econômico pela Odeon.

O LP dos Cantores de Ébano cujo título passou a ser uma referencia para identificá-los fez tanto sucesso que proporcionou a realização de outros excelentes trabalhos transformando o grupo num dos ícones mais marcantes da musica popular brasileira dos anos sessenta. A popularidade alcançada esta bem demonstrada numa nota do Jornal O Dia, de Porto Alegre, na seção Discomentando de 27 de julho de 1962:

Surpreendente o sucesso dos Anjos que Cantam – O grande sucesso que vem obtendo os discos de Nilo Amaro e os Cantores de Ébano é surpreendente. Por isto entramos em contato com diversas lojas especializadas em discos para que nos informassem sobre a venda dessas gravações. Na Casa do Rádio estavam esgotados os discos long-plays e somente havia um compacto a venda. Enquanto isto, a firma Studio Artes Reunidas conseguiu vender em apenas um dia 56 compactos. Na Casa Sonora estavam esgotados todos os discos de Nilo Amaro, tendo sido feito de imediato novo pedido a Odeon. Nas outras lojas que visitamos haviam poucos discos. Realmente merecem este êxito, Nilo Amaro e os Cantores de Ébano, os “anjos que cantam”.

No disco destacam-se ainda, Fiz a cama na varanda , de Dilu Melo e Ovídio Chaves; A lenda do Abaeté , de Dorival Caymmi; Azulão, de Jayme Ovalle e Manuel Bandeira; Minha graúna, de Tião Neto e Avarese, além de um clássico do spirituals, Down by The Riveriside.


Os pesquisadores de nossa musica popular não dimensionaram ainda a verdadeira importância que teve Nilo Amaro e seu grupo, talvez, o único em seu tempo que sofrendo influencias de conjuntos e cantores americanos como os The Platters, Nat King Cole, Ray Charles e outros soube incorporar e reinterpretar o estilo yankee ao mais puro sentimento, lamento e alegria de nossa raiz negra mais profunda.

Nilo Amaro faleceu em Goiânia aos 76 anos em 18 de abril de 2004, mas seu legado não deve nunca ser silenciado nem ficar nos escaninhos de nossa memória, muito pelo contrário devemos divulgá-lo permanentemente para que ele possa ser cada vez mais conhecido e admirado a fim de demonstrar aos de hoje em dia que influencia estrangeira não é copia, nem adaptação feita de qualquer jeito misturada com comentários sem nexo, pois o verdadeiro artista é aquele que sabe perceber o valor do outro não esquecendo o seu e incorporar elementos de suas raízes numa releitura própria e autentica, desse modo Nilo Amaro e Seus Cantores de Ébano souberam muito bem fazer uma ponte única entre a Cabana do Pai Tomaz e nossas tradições folclóricas, unir Kunta Kintê com Zumbi cantando o spirituals e o gospel com nossos gêneros musicais mais autênticos produzindo uma musica de excelente qualidade e brasileiríssima. Leva eu, sodade!



Luiz Américo Lisboa Junior
Itabuna, 1 de novembro de 2005

FONTE

http://pt.wikipedia.org/wiki/Nilo_Amaro_e_seus_Cantores_de_%C3%89bano

http://www.luizamerico.com.br/fundamentais-nilo_amaro.php

Ana Fonteles


Piauiense de Parnaíba, Ana fez-se cantora no Ceará, onde chegou ainda na década de 70. Em 1979, uniu-se a Ednardo e companhia no Massafeira, movimento artístico-musical que mudou os rumos da música cearense, revelando nacionalmente, além do próprio Ednardo, o talento de cantores como Fausto Nilo, Fagner e Belchior, integrantes do coletivo de artistas que ficou conhecido como O Pessoal do Ceará.


Ana participou ainda do primeiro produto cria do movimento musical, o histório LP “Massafeira Livre”, lançado no ano seguinte. Sua reconhecida versatilidade musical a levou ainda a gravar participações em discos tão heterogêneos quanto “Melhor que mato verde”, de Petrúcio Maia; “Brilho”, de Stélio do Valle; “Liberato”, de Alano e Francis Valle; “Cria do Mundo”, de Jabuti e “Geléia Gerou”, coletânea de compositores e intérpretes nordestinos.


O primeiro disco solo, no entanto, só viria em 1990, de forma independente. O LP “Ana Fonteles” registra o ecletismo musical da cantora, passeando entre baiões, maxixes, tango e blues em canções de, entre outros, Eugênio Leandro, Osvald Barroso, Amaro Pena, Fausto Nilo e Geraldo Azevedo. O disco conta ainda com a participação de Sivuca, Gilson Peranzzetta, Maurício Einhorn, Sebastião Tapajós e o grupo Boca Livre.


Em 1995, cansada da falta de apoio aos artistas, Ana Fonteles mudou-se para Nova York, onde passou a se dividir entre a música e o trabalho numa agência de turismo. Lá, se apresentou em bares e locais freqüentados pelos apreciadores de música brasileira nos Estados Unidos.


A vida no exterior não afastou a cantora do cenário musical cearense, onde se apresentava sempre que vinha passar férias. Um dos projetos de Ana era a gravação de um CD em homenagem aos ritmos nordestinos difundidos internacionalmente através da obra de Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, que redescobriu em suas andanças pelos Estados Unidos e Europa.


Em Nova York e Fortaleza diversos artistas se reuniram em eventos a fim de arrecadar recursos para bancar o tratamento de saúde da cantora. O último deles, realizado no dia 20, uniu no mesmo palco Ricardo Black, Kátia Freitas, David Duarte, Isaac Cândido, Falcão, Késia, Paulo Façanha, Marimbanda, Eugênio Leandro, Edmar Gonçalves, Teóphilo e Banda, Alegoria da Caverna, Téti, Régis e Rogério, Cristiano Pinho e Marcus Britto (Marcus Caffé).


Ana Fonteles faleceu em julho/2004, aos 45 anos, vitima de câncer no pâncreas.

FONTE

Karla Karenina


Karla Karenina, comediante, atriz dramática, cantora, poetisa, voluntária de programas sociais, começou sua carreira com um programa na TVC, para em seguida se tornar uma das comediantes do programa de Chico Anísio, “Escolinha do Professor Raimundo”, com sua personagem “Meirinha”. Logo depois ela participou do elenco da novela da Globo “Andando nas nuvens”. Atuou também no curta-metragem “Cada um com seus problemas” em 2004 e no longa “Verdades e mentiras sobre o sexo” de Euclydes Marinho.

Em 2000 Karla lançou, no Crato, seu livro de poesias chamado “Era uma vez”.

A preocupação de Karla com o bem estar de seu povo e com sua cidade já fizeram com que ela trabalhasse no IPREDE ( que cuida da recuperação de crianças subnutridas do Ceará) e também se engajasse na campanha contra a discriminação de portadores de hanseníase.

Em 2007, ela foi convidada pelo governador do Ceará Cid Gomes a integrar o “Fórum Ceará”, uma grande discussão com membros representativos de vários segmentos da sociedade para definir as tendências e estratégias visando o desenvolvimento econômico e social do Ceará para os anos vindouros.

Já na música, Karla participou do disco "Solo Feminino 2", produzido por Pingo de Fortaleza, onde interpreta a canção "Xote Saudade" (Pingo de Fortaleza/Rogério Franco/Alan Mendonça).

Em seu CD solo "Jóia de Jade", lançado em 2002 optou por interpretar canções de autores cearenses de várias épocas, como Lauro Maia e Eudes Fraga. O CD tem participação especial de Ednardo, Marcus Caffé e, claro, de Meirinha (em "Gírias do Norte"). A direção de arte do CD é de Marcus Caffé e os músicos que participam são Pantico Rocha (bateria), Jorge Elder (baixo), Ricardo Bacelar (teclados) e Rogério Persi (violão e guitarra).

KARLA KARENINA - JÓIA DE JADE
1-Cor de sonho (Mona Gadelha)
2-Saudade boa (Dilson Pinheiro/Adauto Oliveira)
3-As ondas imensas do mar (Eugênio Leandro)
4-Trem de ferro (Lauro Maia)
5-Gírias do norte (Onildo Almeida)
6-Dono dos teus óio (Humberto Teixeira)
7-Enquanto engomo a calça (Ednardo/Climério) - Part. de Ednardo
8-Sensual (Belchior/Tuca)
9-Bailarina (Eudes Fraga/Dudu Falcão)
10-Palavra de amor (Manassés/Fausto Nilo)
11-Lupiscínica (Petrúcio Maia/Augusto Pontes)
12-Jóia de jade (Belchior/Dominguinhos)
13-Manera fru fru manera (Fagner/Ricardo Bezerra)

FONTE

http://aracatiaquieagora.blogspot.com/2011/12/atriz-karla-karenina-esta-em-aracati.html

Rodger de Rogério


Cantor, compositor, professor de Física da Universidade Federal do Ceará (UFC), ator de teatro e de cinema, homem de rádio e, agora também, roteirista, Rodger, junto com Ednardo e Teti, participou do antológico disco Meu corpo, minha embalagem, todo gasto na viagem, gravado em 1973, e que ficou conhecido como Pessoal do Ceará.

Rodger Rogério, um dos maiores compositores da geração do “Pessoal do Ceará”, lançou em 2004 seu primeiro disco-solo, resultado de participação especial na Feira da Música 2003. O álbum dá vazão a parte de uma obra esmerada, tecida desde a década de 60...


Aos 60 anos, Rodger Rogério recebeu com entusiasmo a proposta de gravar um disco ao vivo, ano passado. Detalhe: em apenas duas horas e meia, com apenas um ensaio com os músicos. “Pense num desafio grande!”, sintetiza o cantor e compositor, que juntamente com Téti e Ednardo lançou, em 1973, o antológico LP “Meu Corpo, Minha Embalagem, Todo Gasto na Viagem”, mais conhecido por “Pessoal do Ceará”.

Naquele álbum, Ednardo já mostrava “Ingazeiras”, “Terral” e “Beira-mar”; Téti revelava o encanto de sua voz em faixas como “Dono dos teus olhos” e “Curta-metragem”. Esta, de autoria de um compositor cujas marcas pessoais podiam ser percebidas já naquela primeira amostra: Rodger Rogério.

Integrante de primeira hora da turma que em finais da década de 60 se revezava entre os campi da UFC, o bar do Anísio e os programas musicais da TV cearense, Rodger acumula quatro décadas dedicadas ao ofício da composição -o primeiro parceiro, ele revela, foi o “papa” Augusto Pontes, autor, entre letras de canções e tiradas memoráveis, do longo nome oficial do disco já citado.

Artistas em potencial como Fagner, Belchior, Petrúcio Maia, Fausto Nilo, Jorge Mello e Amelinha davam corpo à turma que então se encontrava pelos caminhos de uma outra Fortaleza. Revezando-se entre os corredores do Curso de Física da UFC (em que passou de estudante a professor, até se aposentar como docente) e a música, Rodger se deixou seduzir pelo sonho: juntamente com a esposa, Téti, pegou a estrada para buscar no “Sul maravilha” as oportunidades de dar vazão a uma obra que não mais cabia nos palcos alencarinos.

Para Rodger e Téti, Ednardo e Belchior, uma das primeiras chances em São Paulo foi o programa “Proposta”, da TV Cultura. A idéia era compor canções que ilustrassem a história de cada entrevistado - cerca de oito músicas para cada programa, semanal.

O “Pessoal do Ceará”, alcunha informal do radialista Júlio Lerner, topou a parada (o MPB-4 fora convidado, mas recusou a “proposta”). Dessa verborrágica criação, ficaram canções como “Ingazeiras” (que ilustrou o programa dedicado a Ademir Martins) e “Chão Sagrado” - singular parceria entre Rodger e Belchior, composta a partir de uma menção, vejam só, de Paulo Vanzolini ao Ceará.

Enxergando o potencial daqueles jovens, o polêmico radialista e produtor Walter Silva, o “Pica-Pau”, bancou a aposta. Conseguiu para a turma o contrato de gravação do primeiro disco. Nesse ínterim, porém, Fagner e Belchior já tinham boas perspectivas para discos próprios. Ainda buscando acesso à indústria fonográfica, estavam Rodger, Téti e Ednardo, que conceberam coletivamente “Meu Corpo,...”. Lançado nacionalmente pela Continental, o álbum surpreendeu, mais do que ninguém, o próprio público cearense, tão acostumado a desconfiar dos santos de casa.

Passado o impacto inicial, Ednardo fechou contrato para cuidar de sua carreira solo. Téti e Rodger gravaram então, em 75, “Chão Sagrado”, pela RCA, trazendo mais uma leva de boas composições de Rogério - como a faixa-título, “Bye, bye baião”, “Retrato Marrom” e “O Lago” - e de outros autores cearenses. Os caminhos do tempo levaram o casal, já com os filhos Daniela e Pedro Rogério, a retornar a Fortaleza, onde Rodger era chamado a reassumir suas funções na universidade.

Ao contrário do que pode parecer, mesmo com menor visibilidade desde então, Rodger nunca abandonou a música. Tem canções gravadas por intérpretes como Fagner e Ney Matogrosso e elenca ainda parceiros como Fausto Nilo, Ricardo Bezerra, Dedé Evangelista, o piauiense Clôdo e o pernambucano Capinam. Dedicou-se intensamente à carreira acadêmica e, descobrindo-se ator e participando de diversos filmes, superou a timidez que antes prejudicara sua carreira musical. Entre uma coisa e outra, nunca parou de compor e de se apresentar, em bares e centros culturais da capital.

No entanto, seus encontros com a fonografia se vinham resumindo à participação como convidado em discos de outros autores e projetos especiais. Por incrível que possa parecer - e eis aqui um dado exemplarmente revelador da deficiência das políticas culturais e das dificuldades de um modo geral enfrentadas pelos artistas cearenses, em seu próprio terreiro -, somente agora, aos 60 anos completos em janeiro último, Rodger Rogério lança seu primeiro disco-solo.

O álbum foi gravado ao vivo em 2 de agosto do ano passado, no Café Musical, espaço da Feira da Música. O clima de improviso da apresentação é amenizado pela categoria dos músicos: Aroldo Araújo (baixo), Manassés (violão e viola de 12), Mingo Araújo (percussão) e Pedro Rogério (isso mesmo, o filho do compositor) ao violão. “Em um estúdio, apresentei as partituras, conversamos, tocamos um pouco. Depois, já foi a gravação”, resume Rodger, ressaltando “a emocionante harmonia entre músicos, técnicos e uma platéia de amigos queridos”.

Se é de se pensar que só mesmo no Ceará um artista com a obra e a bagagem de Rodger Rogério seria obrigado a uma estréia tão tardia, melhor é receber esse primeiro registro, compreendendo o contexto que o leva a virtudes e deficiências. São apenas nove faixas, uma amostra mais do que sintética do baú de canções do autor, que assim constrói um breve retrato de sua trajetória. “Preparamos dez faixas, mas uma não teve qualidade. Levamos mais de uma hora passando o som, o que é sempre complicado, em todo disco ao vivo”, testemunha Rodger. “Mas, dentro das condições, gostei do resultado. O instrumental está ótimo, são músicos excelentes, que já conheciam parte do repertório. E a qualidade do som também está muito boa”, avalia.

Quanto ao repertório, o músico reconhece a ausência de canções mais conhecidas, como “Falando da Vida” e “Bye-bye, baião”. “Mas ‘Falando da Vida’ já tem gravações minha, da Téti e do Rogério (Franco, irmão mais novo de Rodger). E ‘Bye-bye, baião’, pela necessidade rítimica, ficava um pouco fora da proposta desse disco”, pontua. “Mesmo enxuto, o repertório mostra bem a minha criação”, emenda.

Ressaltando que já procurou caminhos como a Lei Estadual de Incentivo à Cultura - “Acabou não dando certo...” -, Rodger festeja o “primeiro disco” e já se entusiasma para novos projetos. “Penso em gravar um disco em estúdio, nem que seja só voz e violão, contemplando o repertório que não entrou neste CD. Mas tenho projetos pra um disco de música nordestina, um disco romântico, um instrumental, um infantil em parceria com o Augusto Pontes...”, esmiúça, enquanto revela ainda se estar acostumando à condição de “sessentão”. “São 40 anos de carteira da Ordem dos Músicos e 60 de idade. Qualquer coisa, já ando com o estatuto do idoso no bolso...”, brinca.

Depois de fazer história ao colocar a expressão "Pessoal do Ceará" como sinônimo da boa música feita em seu estado, no início dos anos 70, Rodger de Rogério registra no encarte do disco: "Há uns 30 anos só gravo em discos como convidado e a primeira proposta para um disco solo, em todo esse tempo, me chega em forma de desafio." Desafio que ele venceu do melhor jeito que sabe fazer: composições incríveis e um jeito de cantar só seu.

Com sua voz rouca, Rodger registrou canções famosas de seus discos em dupla com Téti e Ednardo como "Barco de Cristal", a espetacular "Ponta do lápis", uma parceria sua com Clodo Ferreira que foi sucesso na voz de Fagner em dupla com Ney Matogrosso, no compacto simples de 1975 e "Retrato Marron", parceria com Fausto Nilo.


Rodger de Rogério é um disco essencial na discografia da música cearense, um registro histórico. Músicos: Manassés no violão de aço, Pedro Rogério no violão de nylon, Aroldo Araújo no baixo e Mingo Araújo na percussão.

RODGER DE ROGÉRIO - RODGER DE ROGÉRIO


1-Balão da Baía (Rodger de Rogério/Augusto Pontes)
2-Quando você me pergunta (Rodger de Rogério/Antonio José Silva Lima)
3-Barco de Cristal (Rodger de Rogério/Clodo/Fausto Nilo)
4-Curta-metragem (Rodger de Rogério/Dedé Evangelista)
5-Diamond (Rodger de Rogério)
6-Ponta do lápis (Rodger de Rogério/Clodo)
7-Castelo Encantado (Rodger de Rogério/Pepe Capello)
8-Retrato marron (Rodger de Rogério/Fausto Nilo)
9-O lago (Rodger de Rogério/Augusto de Pontes)



Um Pouco Mais de Rodger
Menino nos campinhos das Damas à Gentilândia, Rodger Rogério sonhou pilotar avião, como fez o pai. Cresceu para cantar, mas não esqueceu os sabores e aventuras da infância

Rooodger...!

O grito de dona Monavon acostumou os pés do menino deslizarem pela madeira meio solta dos degraus ligando o quarto à sala de jantar. As paredes da casa eram então amarelas. A João Pessoa já era tida por avenida de bastante movimento na capital cearense, mas ainda não poderia adivinhar o furor com que os motores do século XXI rasgariam o asfalto, substituindo a atmosfera calma por uma polifonia de desafiar os ouvidos e impedir a conversa na calçada, entre o ronco das motos, a buzina dos carros e os freios dos ônibus, que hoje param em frente ao velho sobrado.

Casa de memórias várias para o menino de 64 anos que volta a assuntar o que vai pelas paredes, hoje de cor diferente, mas de idêntica disposição, do sobrado que chama atenção dos olhares mais dispersos da velocidade urbana. Rodger Rogério, cantor, compositor, ator, físico, professor aceita o convite para um passeio pela cidade e alguns dedos de prosa sobre seu tempo de criança na capital cearense.

Um olhar mais de reminiscências agradáveis que de saudades melancólicas para quem, pai de seis filhos, de dois casamentos, se habituou a percorrer diversas vezes os passos desse mistério chamado infância. E cresceu longe do excesso de zelo de hoje, mas também cercado de cuidados. ´Até os 18 anos fui filho único´, conta, citando o nascimento do meio-irmão, Rogério Franco, também compositor. Menino mimado? ´Acho que sim...´, ri-se Rodger, lembrando os cuidados de dona Monavon, hoje aos 88 anos, para ele ainda a mesma ´mãezinha´ dos dias de criança, com quem segue em uma convivência que não prescinde, ao menos, de um telefonema diário.

´Nasci no São Gerardo. Fomos morar na Major Facundo e depois mudamos pra cá. O motivo é engraçado: meu pai andava muito pela Praça do Ferreira, e minha mãe achou melhor ir morar mais longe´, conta, lembrando que as Damas eram ´um fim de mundo´ na Fortaleza dos anos 40 e 50. ´Era tudo de barro. Eu assisti à terraplanagem dessa rua´, testemunha, ao passar pela Samuel Uchôa´. A memória afia o olhar. ´Era muito tranqüilo, não tinha esse casario todo. Aqui era a bodega do seu Válter. A gente ficava lá antes de ir jogar bola, que era a grande diversão da meninada´.

Os vários campinhos despertados pela lembrança ao longo do caminho atestam a importância do futebol. Recordações de freqüentar o campo do Ceará Sporting e de jogar no Cearazim - ´Ganhando uniforme e tudo´. De chegar à categoria juvenil, no Nacional. De disputar as peladas nos campos da outrora fidalga Gentilândia. ´Na praça que hoje é a feirinha era a pelada dos mais parrudos. Ali não era qualquer um que jogava, porque eles jogavam apostando, a dinheiro´.

A emoção fica clara na visita à casa, hoje habitada por Dona Elizete, que atende com gentileza ao pedido de visita do ex-morador. ´Essa casa chama muita atenção, sempre tem gente pedindo pra olhar. Meu sonho era morar aqui´, revela, sobre a casa onde vive há cinco anos. Com Rodger, troca impressões sobre o que mudou e o que permaneceu. ´Os degraus já eram meio soltos, no meu tempo. Agora, esse piso tá igualzinho´, palmilha, visitando o quarto de cima, com janela pra avenida. ´Era o meu quarto. Subia na janela, saía do outro lado. Não sei como eu fazia isso. Daqui se via a rua, que já era movimentada. Era conhecida como avenida da morte, porque os acidentes de trânsito eram tudo aqui´.

A vida escolar do físico que com menos de 30 anos já era professor da USP guarda uma peculiaridade. ´Fui alfabetizado pela minha tia-avó, a vó Goisinha, tia da minha mãe. Ela era aposentada e tinha uma escolinha em casa. Cada fileira de carteira era aluno de uma série diferente. Ela dava aula simultânea, era incrível!´.

´Quando o meu pai morreu, em 53, eu tinha nove anos. Nessa mesma época eu fui atropelado e tive que ir pro Rio de Janeiro, estudei um ano lá´, detalha. ´Voltei e fui pro 7 de Setembro. Depois fiz admissão no Cearense, fiz a 1ª série ginasial lá. Levei pau e pedi pra mudar de colégio´, revela. ´Aí minha mãe arranjou meia bolsa pra eu estudar no Batista, que era colégio de rico. Ainda voltei pro Rio de Janeiro um ano, mas terminei o científico no Liceu, em 63. Em 64, já entrei na Física´.

Trajetória do menino que sonhava em ser aviador. ´Até os oito anos minha vida era no aeroclube. Tinha certeza que ia ser aviador, como meu pai´, destaca. ´Lembro do comandante Ariston, que hoje tem a TAF, e do Celso Filho, um menino que o apelido dele era Piloto. Era filho do Celso Tinoco, piloto do avião do acidente do Castello Branco. O pai morreu, e ele foi o único sobrevivente´, detalha. ´Na infância, meu grande sonho era voar´.

A música não tardaria, porém, a embalar outros sonhares. ´Nessa casa, eu, com uns 12 anos, tava com meu primeiro violão. Minha avó chegou, perguntou de quem era, eu disse que era meu. Perguntou quem tinha me dado, e eu: ´Foi mãezinha´. Aí ela chegou pra minha mãe: ´Ô, Monavon, não comprou logo também a garrafa de cachaça junto não?´.

Na passagem pela praça, o cinema vem à tona. ´Aqui ficava o Cine América. A gente vinha todo dia, só falhava na segunda. Muito caubói, Oscarito e Grande Otelo... Fazia fila´. Depois, a praça, obrigatória. ´Era o lugar do encontro, o ´point´, né?´.

A paixão pelo futebol se estendia ao botão, outra brincadeira ´pule de dez´ entre a meninada. ´Eu fazia botão de quenga de coco, era exímio pra fazer isso. Tinha o time do Ceará, o Flamengo, o campeonato cearense, o carioca... A gente ouvia também, desde pequeno, os jogos no rádio´.

Entre outros amigos de infância, Luciano Diogo Siqueira (´Não gostava muito de ser jogador, mas foi. Era craque!´), Chico Farias (´Era presidente da UNE em 64, quando veio o golpe´) e Heitor Gentil (´Era neto do patriarca´). ´O sonho da meninada era bola, patinete, patins. Tinha também álbum de figurinha, até com artistas locais. Eu preferia as flâmulas. Tentei colecionar uma vez, mas não consegui muito não´, lembra Rodger. ´A praia era outro programa. A gente ia de ônibus, com os meninos mais velhos. Praia do Meireles, Praia Formosa, Praia de Iracema...´.

E o Rodger, pai e avô, arriscaria uma comparação entre sua infância e a de seus filhos e netos? ´Brinquedo eletrônico não tinha, né?´, brinca. ´Mas não dá pra comparar não. Era uma infância boa. Agora, meus primeiros filhos ainda foram bem livres. O Pedrão foi criado solto. Quando a gente foi ver, ele tava pulando da ponte no mar...´, recorda. ´Hoje a criançada fica mais no condomínio. Não digo que seja ruim. É diferente´. A infância persiste.

FONTE

http://musicadoceara.blogspot.com/2007/06/rodger-de-rogrio.html

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=160023

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=580199

Ednardo


Ednardo é o nome artístico do cantor e compositor brasileiro, José Ednardo Soares Costa Sousa, nascido em (Fortaleza, Ceará, em 17 de abril de 1945).

Ednardo iniciou a carreira musical em Fortaleza, Ceará, no início da década de 1970, juntamente com outros artistas conterrâneos, como Fagner, Belchior e Amelinha.


Já no início da carreira, Ednardo venceu o Festival Nordestino da Música Brasileira, momento a partir do qual passou a ter maior projeção na cena musical cearense.

Atualmente possui projeção internacional, sendo suas músicas tocadas em vários países da América Latina, Europa e EUA. Lançou 14 albuns musicais e fez várias parcerias, possuindo mais de 300 músicas compostas. Atua também no cinema e no teatro, onde compõe inúmeras trilhas musicais.

Ednardo teve importantíssimo papel no cenário musical cearense, com grande contribuição para a promoção da cultura, musica e artistas do Ceará.

Em 1979, em plena Ditadura Militar, foi protagonista do movimento Massafeira, que reuniu vários artistas cearenses, inclusive o poeta sertanejo Patativa do Assaré, no Teatro José de Alencar, onde foi gravado o disco homônimo.

"Enquanto Engoma a Calça" (de Ednardo e Climério)

Dentre seus maiores sucessos constam: Terral, Ingazeiras, Lagoa de Aluá, Longarinas, Artigo 26, Pavão Mysteriozo, Enquanto Engoma a Calça, Flora, A Manga Rosa, Beiramar, Carneiro, etc.

Suas músicas têm sido interpretadas por vários cantores da MPB, como Elba Ramalho, Fagner, Belchior, Ney Matogrosso, Vânia Abreu, Amelinha, Nonato Luiz, dentre muitos outros.
  • Curiosidades
A música "Pavão Mysteriozo", teve grande projeção após sua utilização como tema da novela "Saramandaia"
(1976), havendo hoje mais de 20 regravações. A música é considerada sagrada pelos índios do Xingu nos rituais religiosos; tem regravações na Europa orquestrada por Paul Mauriat; por grupos chilenos (Inti-Aymará e Nacha), por Elba Ramalho, Ney Matogrosso, por bandas de rock e maracatu, e muitos outros. A composição também é usada por outros tantos como hino à liberdade, a beleza humana e sua capacidade de realizar a vida acima das aparentes impossibilidades.


Ednardo é pai da atriz Joana Limmaverde.
  • Discografia
**Álbuns solo
1974 - O Romance do Pavão Mysteriozo
1976 - Berro
1977 - O Azul e o Encarnado
1978 - Cauim
1979 - Ednardo
1980 - Ímã
1982 - Terra da Luz
1983 - Ednardo
1985 - Libertree
2000 - Única Pessoa

**Álbuns em colaboração
1973 - Meu Corpo Minha Embalagem Todo Gasto na Viagem - Pessoal do Ceará (com Rodger Rogério e Teti)
1987 - Terramérica - Arapuê - (com Terramérica
1993 - Lauro Maia 80 Anos - (com vários intérpretes)
1995 - Sirano - Cabra Namorador (com vários intérpretes)
1997 - Jóia de Jade - Karla Karenina
1998 - Litoral - Régis e Rogério (com Régis Soares e Rogério Soares
1980 - Massafeira (com vários intérpretes)
2001 - Graco Silvio - Kizumba Mass (com vários intérpretes)
2002 - Pessoal do Ceará (com Belchior e Amelinha)
2003 - Memória das Águas (com vários intérpretes)
2003 - Nonato Luiz - Canções (com vários intérpretes)
2009 - Ubiratan Aguiar - Sina do Cabra da Peste (com vários intérpretes)
  • Trilhas sonoras
1994 - O Calor da Pele (Trilha de Cinema)
1991 - Ceará Quatro Estações (Vídeo)
1987 - Luzia Homem (Trilha de Cinema)
1985 - Tigipió (Trilha de Cinema)
1982 - Ednardo Especial (Vídeo)
1980 - PUTZ, A Menina que Buscava o Sol (Trilha de Teatro)
1978 - Cauim (Trilha de Cinema)
1976 - Cidade dos Artesões (Trilha de Teatro)


FONTE

wikipédia

sábado, 7 de janeiro de 2012

Christina Perri


Christina Perri (Filadélfia, 19 de agosto de 1986) é uma cantora e compositora americana. Christina se mudou para Los Angeles, Califórnia, em seu aniversário de 21 anos. se casou e começou a produzir videoclipes. Se divorciou após 18 meses e voltou para Filadélfia no final de 2009; foi durante este tempo que escreveu "Jar of Hearts". Voltou para Los Angeles, se tornando garçonete no Melrose Cafe, onde conheceu uma amiga que a apresentou a um coreógrafo. Este gostou tanto da música "Jar of Hearts" que perguntou se Christina gostaria de gravar uma versão profissional da música.

Sua canção "Jar of Hearts" ganhou destaque nos Estados Unidos depois que ela foi ao programa de televisão So You Think You Can Dance do canal Fox em 2010, porém foi com a canção "A Thousand Years" que obteve sucesso a nível mundial.

Jar of Hearts

A Thousand Years

2010–2012: Primeiro EP e Lovestrong

A canção "Jar of Hearts" foi apresentada no So You Think You Can Dance, em 30 de junho de 2010. Seu primeiro single, "Jar of Hearts", vendeu 48 mil cópias digitais, e estreou na Billboard Hot 100 na posição 63 e na Billboard Hot Digital Songs na posição 28. Dentro de um mês, vendeu mais de 100.000 cópias. Em seguida, o videoclipe da música ficou no topo do Top 20 VH1 e com mais de 100 milhões de visualizações no Youtube.

Fez sua estreia em horário nobre da televisão, tocando a música ao vivo no dia 10 de julho de 2010, no The Early Show na CBS, e também no dia 15 de julho de 2010 no So You Think You Can Dance. Assinou um contrato com a Atlantic Records em 21 de julho de 2010. Também apareceu no The Tonight Show with Jay Leno em 29 de julho de 2010. Lançou um EP chamado The Ocean Way Sessions, em 9 de novembro de 2010.

A grande virada na vida de Christina Perri foi com a música "A Thousand Years", lançada em 2011, e fez parte do filme Amanhecer, da Saga Crepúsculo. A cantora afirmou ser uma fã convicta da saga. O videoclipe da música foi lançado em 26 de outubro de 2011, no Youtube, contando com mais de 527 milhões de visualizações.


Antes, já havia lançado seu primeiro álbum de estúdio chamado Lovestrong, em 10 de maio de 2011, com outro sucesso de sua autoria, "Jar of Hearts", com mais de 245 milhões de visualizações no Youtube, além da canção "Arms", com mais de 46 milhões de visualizações.

Em 2013, começou regularmente a colocar no Tweety e colocar imagens no Instagram sobre o progresso do segundo álbum de estúdio usando o hashtag "#albumtwo". Em fevereiro, Perri partilhou com a organização de caridade To Write Love On Her Arms sobre um terceiro tour para obter dinheiro para a instituição e lançar uma nova canção de seu segundo álbum de estúdio, intitulada "I Believe", nos shows. Em 21 de junho, Perri tweetou anunciando que o segundo álbum de estúdio sairia em breve.



Em 11 de novembro de 2013, Perri anunciou que o primeiro single do novo álbum se chamaria "Human", que conta com mais de 104 milhões de visualizações no Youtube. A canção foi lançada em 18 de novembro de 2013 no iTunes e Christina Perri tocou a canção no The Queen Latifah Show no mesmo dia.


Em 28 de novembro de 2013, Christina Perri revelou que seu segundo álbum de estúdio se chamaria Head or Heart e seria lançado em 31 de março de 2014, sendo adiado posteriormente para 1 de abril de 2014. Em 29 de maio, anunciou que ela iria realizar a abertura do novo North American World Tour de Demi Lovato.

Seu segundo tour de concertos mundiais Head or Heart Tour, começou em abril de 2014.



FONTE

https://pt.wikipedia.org/wiki/Christina_Perri

Jorge Mello


O cantor, compositor, arranjador e produtor piauiense Jorge Mello que iniciou sua carreira musical como mentor intelectual dos principais músicos e artistas do movimento do Pessoal do Ceará. Nascido em Piripiri no Estado do Piauí, estudou em Teresina Fortaleza e São Paulo (concluiu o curso de Música e Direito). É músico desde os nove anos de idade.

Na capital cearense venceu festivais de música, dirigiu a parte musical de programas da TV Ceará, que foram os embriões do chamado "movimento cearense de música", pois dali saíram os grandes nomes da MPB de hoje como Fagner, Belchior, Ednardo e Amelinha.

Jorge Mello veio ao sul em 1971 com essa turma e com eles vem abrindo espaços para a música nordestina. Enfrentou os dias difíceis no Rio de Janeiro em 1971 com: Belchior, Fagner, Cirino e Téti eram como ele diz: “Uns Pobres” que dormiam no chão do kit net.

Nesse período o Fagner foi “adotado” por um casal de franceses que eram amigos de artistas como: Elis, Ronaldo Bôscoli, Cidinha de Campos (jornalista, radialista e política brasileira). Sendo a ponte da aproximação da música desses músicos com a cantora Elis Regina que proporcionou os primeiros reconhecimentos musicais para Belchior e Fagner. Jorge era o mais centrado e como era arranjador e maestro conseguiu emprego em programas musicais no Rio, mas São Paulo seria a próxima parada para a continuidade dos trabalhos e organização pessoal e profissional.

Apareceu no Festival Universitário do Rio de Janeiro de 72, conquistando o primeiro lugar em Comunicação e levando ainda o prêmio de melhor intérprete. Em 1972 lançou um compacto duplo com a música Felicidade Geral, vencedora de um festival universitário de música.

De 72 a 76, fez cinema e trilhas de publicidade; período em que concluiu o curso de música, formando-se em “Composição e Regência” e em “Licenciatura Plena”, vindo a lecionar em três faculdades.

Em 1976 lançou Sou do Tempo do Baião de Dois que a Besta Fera não Comeu, disco aclamado pela mídia e critica especializada (escolhido pela crítica como o melhor do ano).

Em 1977 lançou: Jorge Mello Integral pela Warner - disco baseado nas formas da poesia tradicional nordestina, só que gravadas  com arranjos eletrônicos, misturados à sanfona e à viola. Outra vez surpreendeu a crítica, ganhando prêmios. Confirmou o que poderia se esperar desse músico, preocupado com a descoberta.

Em 1978 lançou Coração Rochedo pela Continental.

LP: "DENGO DENGUE" - 1981 - foi o primeiro artista da nova geração a gravar lambadas, merengues, registrando a latinidade que mais tarde tomaria conta da música universal.

Nesse período inicia a atividade de Produtor, para a gravadora Continental e para a Música Independente. Com essa experiência abre o próprio selo. Nasce a J. M. T.  PRODUÇÕES onde já produziu e lançou dezenas de artistas.

LP: "TROVADOR ELETRÔNICO" - Vol. 1 - 1987, pelo seu Selo Paraíso Disco. LP: "TROVADOR ELETRÔNICO VOL II" - 1990 -  discos moldados nos shows. Em ambos tem a participação de Belchior, seu parceiro mais constante.


Jorge Mello e Belchior formaram uma parceria musical e profissional que duraram vinte anos. Abriram uma gravadora na década de oitenta: Paraíso Disco. A sociedade foi desfeita em 1990. Com Jorge Mello abrindo seu próprio selo e produtora.

CD  "MAIS QUE DE REPENTE" 1997 - onde interpreta clássicos da MPB, além de composições suas e de seus parceiros.


CD  "RIMA" 1999.
Além de excelente músico, compositor, arranjador e pesquisador na área musical e de literatura de Cordel. Jorge vem se destacando com suas showlestras pelo Brasil.
 
Ligado ao chamado Pessoal do Ceará, grupo de intérpretes e compositores que marcaram a MPB dos anos 70 (Ednardo, Fagner, Belchior, Rodger, Téti e Cirino, entre outros) com gêneros musicais e ritmos do Nordeste, Jorge Mello já tem mais de 30 anos de estrada profissional.

Os cabelos longos desse cantor, compositor e violonista (nascido na interiorana Piripiri, no Piauí) ficaram nas fotos do passado, mas sua ligação com os ritmos e gêneros da música nordestina continua forte e presente. É o que sugerem as músicas do CD CLARAMENTE - lançado em 2002. Faixas: 1.Embolada; 2.Água Barrenta; 3.Numa Cidade do Interior; 4.Suplica Cearense; 5.Imã de Mato; 6.Amanhã eu Vou; 7.Constelações; 8.Feriado; 9.Claramente; 10.Num País Feliz; 11.Aristocracia.


Embolada - composição de Mello que abre o disco com um leve sabor forrozeiro, graças à participação de Cezar do Acordeon - e o xote Água Barrenta, outra sacolejante composição própria. A ingênua Numa Cidade do Interior (parceria com Cezar) imprime uma atmosfera mais nostálgica, que prossegue na versão da clássica toada Súplica Cearense (de Gordurinha e Nelinho), faixa que ressalta a habilidade de Mello como intérprete. O tom de lirismo se estende à triste Amanhã Eu Vou (de Beduíno) e à curiosa Constelações (adaptação de Mello para uma composição de Hermes Fontes e Cupertino de Menezes), com uma letra tipicamente parnasiana: “constelações, que fulgurais / iluminai as minhas lágrimas finais / carbonizai meu coração / para domar e sufocar / e exterminar essa paixão”. Já em Claramente, a faixa que empresta título ao disco, o piauiense exibe sua faceta de cantador. Já na pele de um repentista, ele fecha o álbum com uma canção indignada, a curta mas incisiva Aristocracia.

  • SHOW - JORGE MELLO é um artista que tem um mercado de trabalho cativo, mantém boa média de apresentações por ano. O sucesso desse show deve-se ao fato do cantor ser REPENTISTA, faceta que só ele faz, entre os artistas da nova geração. A rapidez de raciocínio e o humor dos seus versos impressionam qualquer platéia.
  • TEATRO - Participou de dezenas de montagens de peças teatrais, na criação de trilhas e na Direção Musical, tanto no Rio, como em São Paulo.
  • CINEMA - Em “A NOITE DO ESPANTALHO”,de Sérgio Ricardo, atuou como ator e fez a Direção de Coreografia. Em ANGÉLICA E O MÁGICO DE OZ”, compôs e produziu a trilha de abertura. Em “ O GATO DE BOTAS EXTRA-TERRESTRE”, de Wilson Rodrigues, compôs e produziu toda a trilha musical.
  • PARCEIROS - JORGE MELLO compôs com uma infinidade de parceiros. Entre eles: Belchior, Tom Zé, Vicente Barreto, Anastácia, Evaldo Gouveia, Cesar do Acordeon, Carlos Pitta, Jairo Mozart, Gereba, Capenga, Pekin, Lumumba, Antonio J. Brandão, Paulo Soledade, Graco, Yeda Estergilda, Ricardo Bezerra, Malcom Roberts e outros.

DISCOGRAFIA:

1972 - Compacto Duplo FELICIDADE GERAL (Poligran)
1976 - LP BESTA FERA (Crazy/Copacabana)
1978 - LP JORGE MELLO - INTEGRAL ( WEA)
1979 - LP CORAÇÃO ROCHEDO ( Continental)
1980 - Compacto Simples NASCENDO DE NOVO (Continental)
1981 - Compacto Simples CONSTELAÇÕES (Continental)
1981 - LP DENGO DENGUE ( Continental)
1985 - Compacto Simples NA ASA DO AVIÃO ( Paraíso/Odeon)
1987 - LP UM TROVADOR ELETRÔNICO(Paraíso/Continental)
1990 - LP UM TROVADOR ELETRÔNICO - Vol. 2 (J.M.T.)
1997 - CD MAIS QUE DE REPENTE ( Brasidisc)
1999 - CD RIMA ( J. M. T. /Camerati)
2002 = CD CLARAMENTE ( CPC/UMES)


JORGE MELLO tem se apresentado em todos os tipos de lugar e para as mais diferentes platéias. Fez temporadas em São Paulo nos teatros: São Pedro, Aplicado, Paulo Eiró, Martins Pena, FUNART, TUCA. Também apresentou-se nos espaços: Centro Cultural de São Paulo, Centro Cultural do Jabaquara, Em praticamente todas as unidades do SESC no Estado e em inúmeras casas noturnas como Inverno e Verão, Vou vivendo, Peña Don Fernando, Bar Armazém, Galpão 16 etc.

Canta e faz sucesso em programações e convenções nos maiores hotéis do país e para inúmeras empresas.
JORGE MELLO viaja com seu show por todo o Brasil. Nessas viagens apresenta-se em feiras (agro-pecuárias, de indústria, de moda e de tecnologia). Também canta nos espaços culturais ou casas noturnas que esses lugares oferecem (clubes, boates, churrascarias), e em palanques e palcos ao ar livre nos festejos cívicos ou religiosos.



FONTE



30ª Oficina de Música de Curitiba



A partir deste domingo (08/01/2012) - Curitiba recebe a 30ª edição da Oficina de Música. Com o patrocínio do Petrobras Cultural, o evento reúne anualmente cerca de 1.200 alunos de todas as regiões do país que participam dos cursos com músicos nacionais e internacionais.

A  Oficina de Música, que teve início em 1983, reunindo 200 alunos em oito cursos oferecidos no Solar do Barão, é promovida pelo Instituto Curitiba de Arte e Cultura (ICAC), por meio da Fundação Cultural de Curitiba. Em 30 anos interruptos de realização, multiplicou o número de cursos e alunos, atraiu renomados professores e firmou-se como espaço para o desenvolvimento acadêmico e profissional de músicos brasileiros e estrangeiros, tornando-se uma verdadeira instituição em prol da valorização de variadas vertentes musicais.

A abertura, no dia 08, será marcada por um concerto especial da Camerata Antiqua de Curitiba, celebrando os 30 anos da Oficina de Música, sob a regência de Osvaldo Ferreira, no Teatro Guaira, e contará com a presença de autoridades e convidados.

No repertório está uma peça composta especialmente para a ocasião pelo pianista fluminense André Mehmari, que se baseou em poemas de Helena Kolody, falecida em 2004. Um dos símbolos da autêntica cultura do Paraná, a poeta terá o centenário de nascimento comemorado em 2012. O espetáculo, que tomará conta do grande auditório do Teatro Guaíra, também leva ao palco a premiada pianista brasileira Cristina Ortiz, atualmente radicada na Inglaterra.

8 de janeiro - CONCERTO E CERIMÔNIA DE ABERTURA DA 30ª OFICINA DE MÚSICA DE CURITIBA

Celebrando os 30 anos da Oficina de Música de Curitiba com a Camerata Antiqua de Curitiba

Horário: 20h30
Local: Auditório Bento Munhoz da Rocha Netto – Guairão
Ingresso: R$20 e R$10

Solista: Piano Cristina Ortiz
Regente: Osvaldo Ferreira
Programa: Rondó em Ré Maior K 382, de Wolfgang Amadeus Mozart; Concerto para piano e orquestra nº 2Fá Maior Op.102, de Dmitri Shostakovich; Infinito Presente – obra para coro e orquestra, encomendada ao compositor André Mehmari, com poemas de Helena Kolody; Acordes poéticos – obra para coro e orquestra, de Liduíno Pitombeira, com textos de Júlia da Costa.

Esta edição terá 84 cursos divididos entre as categorias “Música Erudita e Antiga”; e “Música Popular Brasileira”, que também contempla os núcleos “Música Latino-americana” e “Música e Tecnologia”.

Os interessados poderão escolher entre 31 cursos de música erudita, 10 de música antiga e 41 da fase popular, além dos cursos de musicalização infantil e construção de instrumentos com material reciclável, que acontecerão nos Espaços Culturais da Fundação Cultural da Cidade. O custo de cada curso varia entre R$ 10 e R$ 100, com descontos para quem fizer mais de um.

Além da programação musical dividida em dez dias para música erudita e outros 10 dias para música popular – a Oficina terá uma programação gratuita de filmes relacionados à música. Um deles é o documentário "Prova de Artista", também patrocinado pelo Petrobras Cultural. Este é o terceiro documentário do cineasta José Joffily que aborda o tema da vocação. Dessa vez, o diretor acompanha o dia-a-dia de cinco jovens músicos em suas audições, estudos e ensaios para orquestras de Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo.

De um lado, a arte, representada pela música; do outro, os músicos, suas vidas, suas relações com o ofício. Na sessão do dia 26, às 20h, na Cinemateca de Curitiba, o diretor José Joffily e a produtora Isabel Joffily participarão de um bate-papo com a plateia.

A programação inclui 90 concertos que acontecerão em diversos locais, como teatros, parques, praças e igrejas – estes com entrada gratuita. Além disso, o programa Cidadania Musical fará apresentações em asilos, penitenciárias e hospitais, numa iniciativa que privilegia a inclusão social.
  • Petrobras Cultural
Esta é a segunda vez que o evento curitibano é selecionado pelo Petrobras Cultural, na categoria “festivais de música”. Criado em 2003, o programa baliza as ações de patrocínio da Companhia em torno de uma política cultural de alcance social e de afirmação da identidade brasileira.

SERVIÇO
Evento: 30ª Oficina de Música de Curitiba
Data: de 8 a 28 de janeiro
Locais, horário e programação completa em: http://www.oficinademusica.org.br/

A fase da Oficina de Música dedicada à Música Popular Brasileira começa no dia 19 de janeiro, com um show a cargo da Orquestra À Base de Sopro e Vocal Brasileirão, que se unem à cantora Joyce para uma apresentação memorável Teatro da Reitoria.

Até o dia 28 de janeiro, o público contará com uma agenda repleta de atrações. Serão 90 concertos, realizados em diferentes espaços para espalhar a música por teatros, parques, praças e igrejas, permitindo que toda a população participe desta grande festa musical. Também será desenvolvido o programa Cidadania Musical, pensando nas pessoas que não têm condições de frequentar locais habituais de concertos. Serão promovidas apresentações em asilos, penitenciárias e hospitais, numa iniciativa que privilegia a inclusão social.

Os 30 anos ininterruptos da Oficina de Música de Curitiba delinearam um histórico de sucesso, que pode ser comprovado por músicos que passaram por seus cursos como alunos e depois tornaram-se profissionais de destaque, integrando orquestras e instituições de ensino espalhadas pelo mundo. Entre eles figuram nomes como Alexandre Klein, que já ocupou o cargo de primeiro oboísta da Chicago Symphony Orchestra e atualmente responde pela direção artística dos Festivais de Música de Jaraguá e Uberlândia; Cristiano Alves e Carlos Prazeres, respectivamente primeiro clarinete e primeiro oboísta da Petrobras Sinfônica; Carlos Moreno, que comandou a Orquestra Sinfônica da USP e hoje rege a Orquestra Sinfônica de Santo André; e Nelson Kunze, editor da Revista Concerto.

Outro exemplo é o violinista curitibano Rodolfo Richter, que irá responder pela direção do Núcleo de Música Antiga da 30ª Oficina de Música de Curitiba. Aluno das primeiras Oficinas, Richter partiu para uma carreira internacional e vive há 14 anos em Londres, onde é professor da conceituada Royal College of Music. Solista e líder de diversas orquestras, tem se apresentado nas principais salas de concerto da Europa e dos Estados Unidos, além de gravar discos na sua especialidade, a música barroca.

  • Atrações
A primeira fase da Oficina de Música de Curitiba, que tem como foco a música erudita, colocará em cartaz espetáculos com festejados instrumentistas, entre eles os violinistas David Lefevre (Canadá) e Nicolas Koeckert (Alemanha), o violoncelista Tomasz Zieba (Polônia), o trombonista Scott Hartmann (Estados Unidos), o flautista Carlo Jans (Luxemburgo) e o oboísta brasileiro radicado na Suíça, Isaac Duarte. No núcleo de Música Antiga, destaque para o cravista e organista Lorenzo Ghielmi (Itália), a violoncelista Phoebe Carrai (Estados Unidos), o tenor Rodrigo dal Pozzo (Chile) e a flautista inglesa Rachel Brown.

Na segunda parte do evento, sob o domínio da música popular brasileira, shows com a cantora Ná Ozzeti, o pianista Gilson Peranzzetta, o guitarrista Victor Biglione, a percussionista Simone Soul, o clarinetista Gabriele Mirabassi (Itália) e o guitarrista mineiro Toninho Horta. Do Núcleo Latino-americano, apresentações do panamenho Edwin Vasques e do cubano Julio Barreto, enquanto o Núcleo de Música e Tecnologia promove espetáculo do brasileiro André Abujamra, entre muitas outras atrações.

A agenda da Oficina de Música ainda oferece concertos da Camerata Antiqua de Curitiba, Orquestra Sinfônica do Paraná e Fry Street Quartet (EUA), além de recitais de música de câmara – com performances dos professores de música antiga – e apresentações do organista italiano Lorenzo Ghielmi. Para os amantes do canto lírico, a oportunidade de conferir a produção da ópera “A Flauta Mágica”, de Wolfgang Amadeus Mozart, a cargo do Núcleo de Ópera Studio.

A música também invade a tela da Cinemateca de Curitiba, que exibirá uma programação especial sobre o tema. Nos parques e praças, música e responsabilidade ambiental se completam, em shows que contam com o plantio de árvores nativas, contribuindo para a neutralização da emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) produzida no evento. A ação será realizada em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

  • Cursos
Para atender perto de 1,5 mil estudantes serão ofertados 37 cursos de música erudita, 12 cursos de música antiga e 42 cursos de MPB, além de dez cursos em Ruas da Cidadania, com a novidade de musicalização e construção de instrumentos voltados às crianças. Os cursos, em sua maioria, acontecem nas dependências da UTFPR – Universidade Tecnológica do Paraná, que pelo terceiro ano consecutivo sedia o evento.

As aulas dos 101 cursos serão ministradas por 99 professores de todo o Brasil e de 18 países convidados. São 27 mestres estrangeiros, vindos de Portugal, Alemanha, Canadá, Estados Unidos, Austrália, Polônia, Eslovênia, Luxemburgo, Inglaterra, França, Itália, Rússia, África do Sul, Argentina, Chile, Uruguai, Panamá e Cuba. Muitos desses professores integram instituições como Juilliard School (EUA), Royal Academy e Guildhall School (Inglaterra), Schola Cantorum Basilensis e Tonhalle Orchestra (Suíça), Orquestra Filarmônica de Monte Carlo (Mônaco), Orquestra Calouste Gulbenkian (Portugal), Mahler Chamber Orchestra (Alemanha), Theatro Municipal de São Paulo e OSESP – Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo.

  • Linguagem universal
A 30ª Oficina de Música de Curitiba, que tem o patrocínio da Petrobras, será uma festa para aproximar países, pessoas, ideais e arte, tendo como denominador comum a linguagem universal da música. A programação preparada para comemorar a conquista de três décadas voltadas à formação e divulgação musical promete ser um presente para os curitibanos e a todos os participantes desse evento marcante.

Para efetivar a proposta de levar a música a diferentes plateias, a Fundação Cultural de Curitiba tem como parceiros a Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR e o SESC-Paraná. Também conta com o apoio cultural do Escritório do Quebec, Consulado Geral dos Estados Unidos (São Paulo), Consulado Geral da República da Polônia em Curitiba, Air France KLM Brasil, Goethe-Institut Curitiba, Igreja Senhor Bom Jesus, Secretaria de Estado da Cultura, Centro Cultural Teatro Guaíra, E-Paraná, Sesc da Esquina e Paço da Liberdade, Escola de Música e Belas Artes do Paraná, Faculdade de Artes do Paraná, Universidade Federal do Paraná/Pró-Reitoria de Extensão e Cultura, Família Farinha e Foxlux.

FONTE

http://www.oficinademusica.org.br/

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Obras de Tom Jobim e Villa-Lobos abriram Festival de Música de Cartagena

Maestro Celso Antunes, regente associado da Osesp

Composições do polonês Frédéric Chopin e dos brasileiros Tom Jobim e Heitor Villa-Lobos abriram nesta sexta-feira (06/01/2012) o 6º Festival Internacional de Música da cidade colombiana de Cartagena. Interpretadas pela Orquestra Sinfônica de São Paulo, a obra "Banzaglia", de Jobim, o "Concerto para piano n.º 1 em mi menor, Op. 11", de Chopin, e as "Bachianas Brasileiras Nº.4", de Villa-Lobos, se misturaram no Teatro Adolfo Mejía.

A Osesp foi a orquestra residente do VI Festival Internacional de Música de Cartagena, na Colômbia. Com o tema “El Sonido de las Américas”, o festival que acontece entre os dias 6 e 14 de janeiro/2012. A Orquestra, que ali estará composta por 42 músicos, fará cinco concertos no Festival, quatro sob regência de Celso Antunes – regente associado a partir deste ano – e um sob a batuta de Cláudio Cruz. Os músicos também realizarão concertos de câmara.

No concerto inaugural a Osesp interpretou Banzaglia, de Antonio Carlos Jobim, Bachianas brasileiras nº 4, de Heitor Villa-Lobos, e o Concerto para piano nº 1, de Chopin, com a participação da pianista Blanca Uribe. A orquestra também participa do encerramento do Festival, interpretando a Paixão segundo São Marcos, de Osvaldo Golijov, no Centro de Convenções situado ao lado da muralha da cidade fortificada e da Alcadía, prédio histórico em que funciona a sede do governo local. Golijov, um dos grandes nomes da música contemporânea e compositor residente da Osesp na Temporada 2010, estará presente no concerto.

Bachiana Brasileira No. 4 for piano (1930-41) - orch. in 1941, IV. Dança (Miudinho)

Bachiana Brasileira No. 4 for piano (1930-41) - orch. in 1941, IV. Dança (Miudinho) - Composta por Heitor Villa-Lobos, executada por Nashville Symphony Orchestra.

BACHIANAS nº 4
I. Preludio: Introducao
II. Coral: Canto do Sertao (Song of the Bush)
III. Aria: Cantiga
IV. Danza: Miudinho

Bachianas brasileiras nº 4 foi composta em 1930 para piano solo, tendo estreado com Vieira Brandão, em 27 de novembro de 1939. O arranjo para orquestra, de 1941, foi mostrado ao público em 15 de julho de 1942, regido pelo autor. O pianista Arthur Moreira Lima destaca, do ponto de vista do intérprete, "a grandiosidade do 'Prelúdio (Introdução)', a riqueza de timbres do 'Coral (Canto do Sertão)', a nostalgia da 'Ária (Cantiga)', interrompida por um ritmo sincopado típico do Nordeste, e a complexidade técnica da 'Dança (Miudinho)'".

Esta seleção de músicas representou o espírito desta edição, que procura unir a obra de clássicos europeus aos "sons das Américas".

"Temos algumas obras de compositores europeus, mas estamos centrados nas Américas, então cada concerto tem uma obra que foi escrita por algum compositor desde o Canadá até o Chile", disse à Agência Efe o diretor artístico do festival, o pianista Stephen Prutsman.

O festival, que irá até 14 de janeiro de 2012, oferecerá 33 concertos com uma seleção excelente de música para todos os gostos, com a expectativa de lotar as coloniais praças e capelas da turística Cartagena das Índias.

O festival ainda enfeitará as noites mágicas do balneário com diversas apresentações, entre elas a de "Brasil Mágica", a cargo do grupo Maracatu Nação Pernambuco.

FONTE

TERRA