quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Paulo Padilha


Paulo Padilha é uma peça rara na MPB contemporânea: um cantor/compositor que baseia seu repertório em canções de sua própria lavra, que não teme o ecletismo na hora de criar e que, por isso mesmo, consegue imprimir uma marca bem pessoal a suas músicas.

Como cantor e compositor, lançou os álbuns Cara Legal, Certeza e o Samba Deslocado, Descolado Samba.

Preconceito com Paulo Padilha



Foi indicado ao Prêmio Apetesp (1991) pela composição da trilha sonora da peça Uma Rapsódia de Personagens Extravagantes. Integrou o grupo Aquilo Del Nisso desde sua formação (1986) até 2001, atuando como baixista, compositor e arranjador.

Em Certeza lançado em 2001, Padilha exercita seu estilo: uma curiosa mescla de influências das músicas negra e nordestina, espalhada em 12 canções de arranjos bem-construídos (todos em um registro low-profile, sem timbres bombásticos) e valorizadas pela interpretação igualmente sutil do cantor.

Há uma notável presença da black music no álbum, através da inflexão vocal de Paulo e do estilo particularmente balançante de algumas das canções - o melhor exemplo é Aquela Ginga, não por acaso dedicada a Luiz Melodia, um precursor da fusão blues/soul com o samba que parece nortear o trabalho de Padilha.

Neste contexto, faz pleno sentido a inclusão de um único cover no disco, justamente Não Vou Ficar, cavalo de batalha de Tim Maia. Com Padilha, a canção ficou sutil, com a adição de um naipe de metais e vocais femininos de apoio.

O samba-rock surge, descarado, em Juçara, pleno de guitarras com wah-wah, pandeiro, caixa e ganzá.


Abrindo o disco, ele escolhe Certeza É Ilusão, também gravada recentemente por sua companheira de gravadora Suzana Salles, e que aqui vem numa versão suingada. Para fechar o disco, Padilha concede-se um sambinha quase ortodoxo, com Novela.

Apesar da marcante influência black, Paulo Padilha não nega ter um pé ao Norte da Bahia. Várias faixas evidenciam isso, como o sabor nordestino que marca A Fome, com letra irônica sobre o miserê reinante no sertão e a intervenção de uma viola caipira. Há mais Nordeste - e mais humor - em Cachorro, curioso "rap-repente" com direito a flautinha emulando um pífano pernambucano. Uma contagiante batida de pandeiro, "prima" do samba do Recôncavo baiano, marca a irônica Rasguei o Papel, convivendo bem com o acordeon de Oswaldinho.

Fofoca de Maria - com Paulo Padilha e Marias do Vera

O cantor e compositor paulistano Paulo Padilha, que recentemente teve canções gravadas por Simone e Marcos Sacramento, além de ter excursionado pelo Projeto Pixinguinha 30 Anos. Seu mais recente trabalho, o CD “Samba Deslocado Descolado Samba”, mistura influências e referências criando um samba autoral, predominantemente acústico e que passa pela MPB, pop, o samba-rock e o samba de roda.



FONTE

CLIQUEMUSIC

Luiz Flavio Alcofra


Luiz Flavio Tournillon Alcofra (3/11/1961 Rio de Janeiro/RJ) Violonista, é graduado em música (licenciatura) pela Uni-Rio. É integrante do grupo de música brasileira Água de Moringa. Intrumentista. Professor de violão e educação artística (música). Graduou-se em 1988 pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) com Licenciatura em Educação Artística e Habilitação em Música. Atuou como professor de educação artística (música) na Escola Municipal Jonatas Serrano, no Rio de Janeiro, nos anos de 1991 a 1993.


Integrou a Orquestra de Cordas Brasileiras, com a qual conquistou o "Prêmio Sharp" nas categorias "Melhor Disco Instrumental" (1990 e 1991) e "Melhor Grupo Instrumental" (1990 e 1998). A partir de 1993 integrou o grupo Água de Moringa. Participou da "Orquestra de Violões Chiquinha Gonzaga", da "Orquestrim de Wagner Tiso", do grupo "Os Guanabaras", da "Camerata Universidade Gama Filho", do grupo "Terra Brasilis", do "Duo Verani/Alcofra", do "Quarteto Brasileiro", do grupo "Terno Carioca".


Em 2003, em duo com a clarinetista Lena Verani, lançou um CD em homenagem ao pianista e compositor Ernesto Nazareth. Nesse mesmo ano participou do projeto de recuperação e digitalização da obra de Radamés Gnattali.


Integrou a Orquestra de Cordas Brasileiras, a Camerata Gama Filho, regida por Paulo Sérgio Santos, e a Orquestra de Violões Chiquinha Gonzaga, dirigida por Maurício Carrilho.

Em 2004 participou do processo de digitalização da obra do compositor Radamés Gnattali, realizado pela Petrobras.

A partir de 2006 tornou-se professor de violão e Prática de Conjunto na Escola Portátil de Música, no Rio de Janeiro.


Recebeu "Moção de Louvor", concedida pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro, pela contribuição no movimento de revitalização da Lapa, em 2006, e pelo trabalho de execução e difusão do choro, em 2007.

A partir de 2006 integrou o bloco Cordão do Boitatá. Nesse mesmo ano cobtribuiu para a identificação do acervo musical do "Projeto Pixinguinha", realizado pela Funarte.

Em 2007 concluiu o Mestrado em Ciência da Arte pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

Em 2009 participou do processo de revisão das obras de Pixinguinha para Orquestra, realizada pelo Instituto Moreira Salles, no Rio de Janeiro.


Participou dos musicais "Chico Viola" (1998), "Atlântida" (2000), "Clara Nunes" (2001), "La Traviata" (2002), "Geraldo Pereira, Um Escurinho Direitinho" (2003), "Soppa de Letra" (2004/2005), "Otelo na Mangueira" (2005/2006), "Elizeth, a divina" (2008), "O bem do mar" (2009), "Vicente Celestino" (2010).

Teve composições gravadas por Marcos Sacramento, Telma Costa, Nadinho da Ilha e Walter Alfaiate.



FONTE


quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Adylson Godoy


O maestro, pianista, cantor e compositor Adylson Godoy apresentou o espetáculo solo “Um Piano, sua história, seus estilos e seus mestres”, no dia 19 de junho/2011, na Sala Guiomar Novaes do Complexo Cultural Funarte São Paulo. O artista tocou e contou a história do piano, desde seu surgimento, a partir do cravo, por volta do ano 1700.


Para ilustrar esta evolução, Godoy interpretou variados estilos (peças eruditas, jazz e ritmos brasileiros) e mostra, ao piano, as características particulares de músicos que dominaram este instrumento no Brasil e no mundo. Entre eles, Oscar Peterson, Errol Garner, Bill Evans, Dave Brubeck, Michel Legrant, Horace Silver, Winton Kelly, César Camargo Mariano e Amilton Godoy. Ao longo da apresentação, o compositor também falou das influências que recebeu e apresentou composições próprias.

Adylson Godoy Nasceu em Bauru (SP), em uma família de músicos. Iniciou seus estudos musicais aos dez anos, com Nida Machioni e Efisio Anneda. Foi diretor musical dos programas “Fino da Bossa”, “Corte Royal Show” e “Hebe Camargo”. Comandou o programa “Boa Tarde Cartaz”, na antiga TV Excelsior. Fez os arranjos do disco “Dois na Bossa” volume dois, de Elis Regina e Jair Rodrigues, e teve composições gravadas por Elis (“Tristeza que se foi”) e por Jair (“Santuário do morro”).

Composição: Adilson Godoy

Toda tristeza já passou e
Agora um novo amor ver surgindo, sorrindo
Por isso bem feliz eu que sei que toda
A tristeza já passou e
Que agora um novo amor vem
Surgindo, sorrindo
Por isso eu vou cantando agora
Vou levando agora
A beleza de um novo amor que
Em mim nasceu
Vou cantando agora
Vou levando agora
Felicidade só
Felicidade só

Adylson obteve 17 prêmios em festivais, e tem mais de 150 músicas gravadas por nomes como Elizete Cardoso, Taiguara, Rosa Maria, Alaíde Costa, Silvia Maria, Zimbo Trio, Agnaldo Raiol, Márcia, Ronie Von e Clara Nunes. Atualmente dedica-se ao projeto Erudsom, com obras eruditas para piano e orquestra.

BATUKE - Adylson Godoy (camerata)

**Esta peça, composição de Adylson Godoy, faz parte do projeto Erudsom num formato de camerata. Este show foi realizado no Auditorio Ibirapuera em São Paulo durante a gravação do DVD "Três Irmãos Três Histórias". Esta peça foi escrita para 2 pianos, cello, clarinete, contrabaixo e bateria. Músicos participantes: Adylson Godoy (piano), Frederico Godoy (piano), Teresa Cato (cello), Gerson Galante (clarinete), Manoel Cruz (contrabaixo) e Lilian Carmona (bateria).

Em 1972, com a música “Heróica”, tocada por Zimbo Trio, interpretada por Sílvia Maria com arranjo do maestro Ciro Pereira, encerrou sua participação em festivais após obter primeiro lugar no Festival Mundial da Venezuela, “Onda Nueva”.

De 1998 a 2003 apresentou e dirigiu o “Programa Adylson Godoy – Vida e Arte” na Redevida de Televisão apresentando compositores, intérpretes e instrumentistas da música brasileira, levando mais de 200 artistas em rede nacional.

No direito autoral, em seu segundo mandato, é presidente da Associação de Intérpretes e Músicos (Assim), fundada por Elis Regina, Théo Barros e Amilson Godoy, uma associação que tem a finalidade e preocupação de lutar pelo aperfeiçoamento do processo de arrecadação e distribuição do direito de autor.

Com sua filha, a cantora Adriana Godoy, apresentou-se na conceituada casa de música brasileira “Bar Confraria MPB”, em São Paulo.


(Tristeza que se foi - lançada por Elis Regina em LP - arranjos e direção musical de Adylson Godoy - gravado ao vivo em 1966 no Teatro Record - SP, no programa OFino da Bossa. Esta apresentação foi realizada por ocasião da comemoração dos 40 anos de carreira de Adylson Godoy no Memorial da America Latina em 2004, tendo como regênte o maestro Roberto Sion, arranjo de Debora Gurgel e interpretação de Adriana Godoy).

Em maio de 2005, apresentou-se no Theatro Memorial da América Latina, em São Paulo, a convite da Orquestra Jovem Tom Jobim, sob direção e regência do Maestro Roberto Sion, sua peça: “Rapsódia Nº 1 Para Piano e Orquestra” e algumas de suas composições populares, com arranjos de Roberto Sion, Débora Gurgel, João Linhares e Amilson Godoy, interpretadas por Adriana Godoy e Rozana Martinazzi. Participação especial da baterista Lílian Carmona e do guitarrista Rogério de Oliveira.

Completaram em abril de 2006, mil apresentações do show “Canto, Piano e Canções”.

Como um de seus projetos, dedica-se a produção de seu Catálogo Musical, onde apresenta sua obra completa : gravações originais remasterizadas, regravações, composições inéditas, songbook e DVD. Num total de mais de cento e trinta composições. Participam do projeto artistas renomados que fazem parte de sua história e intérpretes da noite de São Paulo que mantém ativa a cultura de nosso país.

As apresentações no SESC Bauru continuam no dia 29 de julho/2011, com “Eternos Festivais”, entrada gratuita e no dia 27 de agosto com o show “O Fino da Bossa e sua História”, este com participação especial de Jair Rodrigues, ingressos à venda a partir de 1 de agosto.

Programa Som e Prosa - 26/11/2011 - Adylson Godoy e Adriana Godoy - TV Unesp

(Com 45 anos de carreira, Adylson Godoy traz para o Som e Prosa um pouco de sua música e de sua história como compositor. Carreira esta que começou na cidade de Bauru, ficando conhecido por tocar nos clubes da cidade. Neste programa, o simpático bauruense toca músicas como "Tristeza que se foi", "Meu tamborim", "Sou sem paz" entre outros clássicos. Adriana Godoy faz jus ao sobrenome e canta com maestria as composições do pai. No bate-papo durante o programa, Adylson fala da importância dos festivais de música brasileira, além de lembrar dos programas que atuou como diretor musical - Fino da Bossa, Corte Rayol Show).

CURIOSIDADES


IRMÃOS GODOY - ADYLSON, AMILSON E AMILTON - PROGRAMA CIDADE CONTRA CIDADE TV TUPI - 1971 - REPRESENTANDO BAURU CONTRA SANTOS

SHOW ETERNOS FESTIVAIS - 2004 - FINAL DO SHOW MÚSICA " AQUARELA DE BRASIL " - IRMÃOS GODOY PIANO A SEIS MÃOS

FONTE

FUNARTE

vivendobauru

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Caíto Marcondes


A música pode te levar para qualquer lugar,
pode criar um cenário, reinventar um sentimento,
resgatar uma memória...

João Carlos Marcondes Nassif, mais conhecido como Caíto Marcondes (1954 Rio de Janeiro/RJ) é um percussionista e compositor brasileiro, integrante da Orquestra Popular de Cordas. Seu primeiro disco solo, Porta do Templo, foi considerado um dos 150 melhores lançamentos de 1995 na Europa pelo World Music Charts Europe.


Nascido no Rio de Janeiro, Caíto Marcondes começou seus estudos de piano aos oito anos, continuando depois ao violão, e passando, na adolescência, a tocar bateria, vindo mais tarde a estudar o instrumento com Rubens Barsotti (Zimbo Trio) e percussão sinfônica com Cláudio Stephan. Sem nunca abandonar os instrumentos que aprendeu, estudou composição com Hans Joachin Koellreuter e harmonia tradicional e contraponto com Mário Ficarelli.

Viveu em Taubaté (SP) até os 17 anos de idade, quando foi para São Paulo cursar Arquitetura. Cursando Arquitetura na FAU-USP, freqüentou o ambiente musical de São Paulo, formando o primeiro grupo, "Platô", com Sizão Machado, Datcha, José Neto, Paulo Machado e Duda Neves.

Nessa época, recebeu convite para tocar com Hermeto Pascoal e passou a integrar o grupo do músico. Formou, então, uma segunda banda, "Pé Ante Pé", com Teco Cardoso, Mané Silveira, Beto Caldas e Chico Guedes, fazendo inúmeros concertos e gravando dois discos - "Pé ante pé", em 1980, considerado o melhor disco instrumental do ano pela crítica, e "Imagens do Inconsciente", em 1982, com formação de quinteto e participação de Nico Assumpção e Silvio Mazzuca Jr.



A partir da dissolução da banda, Caíto Marcondes montou um estúdio de gravação para propaganda e passou a compor trilhas para teatro, balé e cinema, entre estas, algumas premiadas, como "Canabraba", de Reinaldo Volpato, "O que move" e "Frio na Barriga", ambos do diretor Nilson Villas-Boas.

Depois começou um trabalho com Marlui Miranda, parceria que rendeu turnês pela Europa e Estados Unidos, além de arranjos para Marlui Miranda, Coral e Orquestra Jazz Sinfônica, no projeto do disco "Missa Indígena 2 Ihu-Rezar", lançado no Brasil, Alemanha e Estados Unidos.

Participou também de shows e gravações com Toninho Horta, Mauro Senise, Heraldo do Monte, Nelson Ayres, Milton Nascimento, Francis Hime, Paulo Moura, Chico César, Duofel, Rita Lee, Ná Ozzetti e Joyce, realizando com esta uma turnê para o Japão, junto com Arismar do Espírito Santo e Nailor Proveta Azevedo.

Em junho de 1995, gravou seu primeiro trabalho solo, CD "Porta do templo", na Califórnia, com o quarteto de cordas americano Turtle Island e François de Lima (participante, junto com o líder Proveta, da Banda Mantiqueira). O disco rendeu a admiração e amizade de Airto Moreira, que num fax entusiasmado, após ouvir o disco, chamou Caíto Marcondes de "o Villa-Lobos da percussão...". Indicado ao "Prêmio Sharp".

O CD "Porta do templo" foi editado na Alemanha e lançado em fevereiro de 1999, nos Estados Unidos.

Em 1997, compôs as trilhas sonoras para dois filmes de longa-metragem: "A Grande Noitada", de Denoy de Oliveira, e "O Cineasta da Selva" (em parceria com Teco Cardoso), de Aurélio Michiles, ambos premiados no Festival de Cinema de Brasília.

Como integrante da Orquestra Popular de Câmara, ganhou o "Prêmio Movimento", em 1999.

Em 2001, Caíto Marcondes gravou o CD "Sul Encontra Norte" ou "North Meets South", com Tracy Silverman. Este é um dos mais célebres encontros musicais das Américas. Os músicos em questão são o percussionista brasileiro Caito Marcondes e o violinista americano Tracy Silverman. Ambos dividem composição e arranjos nas 11 faixas do CD. A parceria deles começou ainda antes deste trabalho efetivo.

Em 1995, quando Caito gravou seu primeiro CD solo, “Porta do Templo”, Silverman integrava o Turtle Island String Quartet, que participou do disco.

Em 1999, Silverman participou com Caito do Festival Percussões do Brasil. Dali saiu o coração desde disco, como afirmou Caito.

É este, portanto, o novo trabalho desta dupla de músicos ecléticos e criativos, que se reuniram espontaneamente num encontro de latitudes geograficamente opostas, porém muito próximas no plano anímico e subjetivo, onde a música não conhece fronteiras nem estilos, e flui leve e verdadeira como o remar compassado do velho ribeirinho conduzindo sua piroga rio acima.


Ao fazer uso de instrumentos de percussão de várias partes do mundo, como as tablas indianas, o berimbau, o pandeirão da Península Ibérica também presente no boi do Maranhão, o pandeiro brasileiro, o djembê africano, Caito Marcondes desenha uma tapeçaria única e original, sobre a qual Tracy Silverman elabora suas melodias, num bordado que ora evoca as planícies americanas, o alaúde árabe ou a rabeca nordestina, fazendo uso de toda sua refinada técnica e capacidade de improvisação jazzística seja no violino tradicional ou no de seis cordas, um dos únicos no mundo, surpreendendo o ouvinte com a diversidade de timbres do seu arco, que faz seu instrumento por vezes soar como uma flauta (ouça-se a música “Last Word” ).

O CD começa com Repente, de Caito Marcondes. Uma variação de canção popular brasileira, improvisada no xilofone baixo, por Caito, e no violino elétrico com pedal wah-wah, por Silverman. Uma abundância musical acrescida ainda de tabla e a voz percussiva de Caito. Segue com o clássico O trenzinho do caipira, de Heitor Villa-Lobos, também com um belo e emocionante vocalise de Caito, que ainda se utiliza de pandeiro, tornozeleira indiana e caxixi, entre outros recursos.

O bom humor brasileiro abre passagem na interpretação e interatividade dos músicos executando Chicletes com banana, de Gordurinha e Almira Castilho. A quarta música é Olive Branch, de Tracy Silverman, com interpretações bem livres e vigorosas dos músicos. Ainda de composição de Silverman, a quinta faixa é Are you sleeping? Uma canção de ninar que ele escreveu com a ajuda de sua filha de oito anos. Depois vem Dança do sol, de Caito, que o instrumentista compôs quando já estava de volta ao Brasil.

O CD foi gravado em Nashville. Depois Caito mandou a base e outras partes para Tracy completar. Por falar em Nashville, até a pizzaria onde eles almoçavam durante a gravação foi homenageada. Assim nasceu Firehouse, de Silverman. Caito não deve ter resistido e aproveitou o inusitado utilizando uma frigideira entre seus instrumentos nessa faixa.

Paracamby, de Caito, é o nome de um rio numa estrada próxima ao Rio de Janeiro. O músico achou o nome sonoro e… lá vai composição. Zabumba e triângulo dão um ar bem nordestino à canção, apesar do violino elétrico de Silverman, que, aliás, o dedilha de vez em quando. Segue com Canon, de Silverman. Bonita canção com a ilusão de se escutar um vendaval.

A penúltima música é Canção da partida, de Dorival Caymmi, com arranjo de Caito. O músico procura criar uma certa tensão que simboliza a partida das jangadas dos pescadores, como sugere a música. O CD fecha com uma única parceria entre os dois músicos para esse trabalho. Last word tem também um fato curioso. Tracy usa o arco do violino para soar como uma flauta, sem ajuda de nenhum efeito eletrônico. Um som arrojado e viril, onde se percebe as sutilezas criativas de cada instrumentista.” - Sérgio Fogaça, Página da Música

Enquanto Marcondes faz seu show, Silverman contribui com outro, acrescentando o som de seu violino, que pode ser tanto o convencional como o elétrico, ou ainda o violino criado especialmente para ele, com seis cordas” - Gislaine Gutierre, Diário do Grande ABC

Ficha técnica

Tracy Silverman: violino acústico e elétrico.

Caito Marcondes: percussão (xilofone baixo, tabla, pandeirão, caxixis, tornozeleira indiana, pandeiro, tamborim, pandeirão, handdrums, canos de PVC, djembaby, chocalho nepalês, frigideira, zabumba, triângulo, castabaça, berimbau, pratos com arco, roda d’água).

Produzido por Caito Marcondes e Tracy Silverman. Lançado em julho de 2002 pela Gravadora Núcleo Contemporâneo.

Em novembro de 2003 faz várias apresentações com grande sucesso, ao lado do violinista Tracy Silverman e a Orquestra Sinfônica do Paraná e a Jazz Sinfônica de São Paulo, tocando entre outras coisas sua música Dança do Sol, com arranjo de sua autoria.

Participante ativo como percussionista, compositor e arranjador da Orquestra Popular de Câmara, que recentemente lançou o seu segundo CD “Danças, Jogos e Canções” participou de turnê pela Europa, apresentando-se no Festival de Rudolstadt, Alemanha, vários festivais na Espanha, no Sfinks em Antuérpia, Bélgica e no Nuits Atypiques de Langon, França.

Caito gravou ao vivo, em março de 2004, e lancou em março de 2005 o seu novo trabalho solo intitulado Auto-Retrato, onde concentra toda sua experiência e uma carreira de 35 anos como instrumentista, compositor e arranjador. O trabalho foi gravado ao vivo no Espaço Cachuera, com a participação especial de Marlui Miranda e Mônica Salmaso. O próprio público também participou sob a regência de Caito, compondo junto com o músico uma peça que será parte integrante do novo CD, usando suas vozes e dobraduras estalantes de papel.
Em 03 de novembro/2009,  aconteceu o encontro entre músicos franceses e brasileiros que produzem música contemporânea. O Claire Michael Quartet veio ao Brasil para se apresentar ao lado do percussionista Caíto Marcondes. O repertório reuniu composições francesas e brasileiras. Formado por Caíto Marcondes (percussão); Jean-Michel Vallet (piano); Claire Michael (flauta e saxofones); Patrick Chartol (contrabaixo); Thierry Le Gall (bateria).


Em 2010, Caito Marcondes apresentou-se em Notorious, Buenos Aires, (5/03/2010), acompanhado de Oswaldo Fattorusso na bateria, Martin Sued no bandoneon, Ignacio Varchausky no contrabaixo, Arthur de Faria no piano e Mauricio Pereira no sax soprano e voz.




FONTE

DICIONÁRIO MPB

domingo, 11 de dezembro de 2011

Analfabitles


Grupo do rock nacional em 1968, os Analfabitles eram a grande sensação nos bailes domingueiros da zona sul carioca. Faziam cover de bandas descoladas americanas e inglesas, fugindo da formula tradicional, nada de versões. Ficaram apenas nos compactos, tocando música em inglês e de outros…

Compacto 1968
01 – Sunnyside Up
02 – She’s My Girl


Compacto 1969
01 – Magic Carpet Ride
02 – The Sun Keeps Shining
03 – Shake
04 – It’s Been Too Long


Os Analfabitles contabilizavam três anos de existência em 1968. No início eram um quarteto e atendiam pelo nome de The New Kings. Uma fase curta, movida por uma aparelhagem incipiente e muita disposição. Logo, o pretensioso nome foi abolido, substituído pelo trocadilho com o qual a banda viria a se tornar uma legenda no Rio de Janeiro.


Mimetizando os grupos ingleses e norte-americanos, dos quais sugavam o repertório, os Analfabitles seguiam rota divergente do estilo predominantemente brega da jovem guarda. De fato, compartilhavam com outras bandas beat e de garagem, como The Outcasts, The Bubbles, The Trolls, The Divers e The Crows, entre outras, um nicho distinto e exclusivo, porém sem muita atenção das TVs e dos jornais e revistas, como recebiam os artistas daquela vertente.


No entanto, em 1968, já como um sexteto, a banda atravessava um momento efervescente. Seus bailes sempre concorridos mantinham o grupo em permanente circulação pelos clubes da Zona Sul, com esticadas a Tijuca, ao Grajaú e a Niterói, do outro lado da baía. Mas foi no Caiçaras, um clube de elite às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas - na verdade, situado numa ilha - que a coisa começou a esquentar.


Ali, suas domingueiras foram se tornando tão disputadas durante o segundo semestre do ano que os bailes tiveram que ser transferidos do salão para o ginásio do clube. Com a fama se espalhando rapidamente entre os jovens antenados da cidade, não foi preciso muito tempo para Danilo, Léo, Maran, Luiz Carlos, Fernando e Daniel desfrutarem da reputação de pertencerem da melhor banda da região, ao lado de The Bubbles.


Pois foi em meio a esse panorama que os Analfabitles tiveram a chance de gravar um compacto simples para a RCA Victor. Chance essa proporcionada pelo gaitista e violonista Rildo Hora que, naquele momento, iniciava-se como produtor musical da gravadora. Reunidos no estúdio da CBS, no Rio, o grupo registrou os dois temas para o compacto numa curta sessão de gravação. Ao final de uma tarde de trabalho, depois de gravadas as bases, seguidas dos vocais em overdub, Rildo Hora dava por encerrada a sessão.

A escolha dos Analfabitles recaiu sobre dois números absolutamente obscuros, conhecidos apenas pelos freqüentadores mais assíduos dos bailes da banda. Foram eles "Sunnyside Up" e "She's My Girl". O primeiro, de uma banda de garagem de Boston (EUA) de pouca expressão fora de sua região de origem, chamada Teddy and The Pandas. A segunda, dos Coastliners, outro grupo norte-americano cujo legado discográfico limita-se a alguns compactos.

De certa forma, uma escolha surpreendente, pois contrariava a tendência da maioria dos artistas (e de bandas de sua época) de copiar os sucessos mais óbvios ou refazer temas de artistas já consagrados internacionalmente, quando da gravação de covers. Com inteligência, os Analfabitles evitaram comparações com as gravações originais que, no caso, ninguém conhecia, e tornaram "seus" os temas gravados. Portanto, se sucesso fizessem, seriam conhecidos como uma assinatura exclusiva da banda e de ninguém mais.

"Sunnyside Up" é um número em mid-tempo, com destaque para o caprichado vocal do grupo, em arranjo diferente, melhor e de efeito superior ao registrado por Teddy and The Pandas. Outro carimbo da banda presente na gravação é o atrevido solo de Maran ao órgão Hammond.

Já "She's My Girl", escolhida para ocupar o lado 2 do compacto, é uma balada delicada, cantada em falsete por Fernando tal qual a gravação original dos Coastliners, lançada nos Estados Unidos em 1966 através do selo Back Beat.

O disco, cujo lançamento foi celebrado com uma festa no Teatro Casa Grande em 13 de outubro de 1968, chegou às rádios através do legendário DJ Big Boy, que incluiu os dois números na programação da Rádio Mundial. Mas foi "She's My Girl" que caiu no agrado dos ouvintes. O sucesso foi tanto que a música acabou invadindo o dial de outras estações cariocas, garantindo a RCA uma vendagem de dez mil cópias do compacto. Um enorme alento para um grupo sem presença alguma na televisão e cuja fama ainda atingiria o ápice no ano seguinte.


Enquanto os Analfabitles seguiriam construindo a sua história, a do compacto já estava sedimentada. Duas grandes pequenas músicas, executadas com brilho e bom gosto, só poderiam resultar num dos melhores discos de beat music gravados no Brasil.

Texto de Nélio Rodrigues, publicado originalmente na revista virtual

FONTE

TOQUE MUSICAL

BRNUGGETS

Os Megatons

(Foto do inicio de 1966 quando Os Megatons começaram a ensaiar no almoxarifado da "Rodoviaria Estrela do Norte" cujo dono, sr. Morgado, era o "mecenas" da banda. Da esquerda para a direita: Joe Primo, Bitão, Renato, Luis e Edgard)

Banda paulista formada no inicio dos anos 1960 pelo baixista Joe Primo (ex Jet Blacks). Nos primordios era uma banda exclusivamente instrumental, alias era o que predominava na epoca. Com a entrada de Bitão (Wagner Benatti) em 1966 a banda passou por uma mudança radical e as musicas vocais passaram a dominar o repertorio.

Nessa ocasião a formação era: Bitão – guitarra/vocal; Joe Primo (PrimoMoreschi) - baixo/vocal; Renato – guitarra; Luiz Moreschi (irmão do Primo) – guitarra de 12 cordas/vocal e Edgar – bateria. Posteriormente houve a saida de Renato e a entrada de Sodinha (Antonio Carlos Cortez) grande amigo de Bitão com o qual já tinha tocado numa efêmera banda por volta de 1964 chamada “4 Sem e Um Com Óculos”.

Influenciados principalmente pelos Beatles e Byrds, a sonoridade dos Megatons tornou-se um diferencial entre outras bandas da época pelo uso das guitarras de 12 cordas, raridade naqueles dias... Foi assim que o produtor Serginho de Freitas os escolheu para gravar o compacto de reestréia de Bobby De Carlo que já tinha feito grande sucesso no final dos anos 50 com a musica “OH ELIANA”, as musicas escolhidas foram “TIJOLINHO” (clássico da Jovem Guarda) e “MINHA TRISTEZA” as duas músicas de autoria de Bitão.


O sucesso foi avassalador e logo os rapazes foram identificados com aquele som diferente e metalico das guitarras de 12 cordas que todos admiravam; logo outros artistas do então iniciante movimento “Jovem Guarda” quiseram ter Os Megatons para acompanha-los nas gravações, como por exemplo Marcos Roberto e Antonio Marcos.


(Foto no barco do sr. Morgado. Da esquerda para a direita: Luis, Bitão, Renato, Edgard e Joe Primo).

Com todo este sucesso o caminho natural era que a banda fosse convidada a gravar seu proprio disco o que aconteceu através da gravadora Mocambo/Rozenblit com as músicas “MEU MACHUCADINHO” e “NELMA” as 2 de autoria de Wagner Bitão e PrimoMoreschi.

O 2° compacto - tambem pela Mocambo/Rozenblit - tinha as músicas: “CUIDADO” (Marcos Roberto & Dori Edson) e “SÓ PENSO EM MEU BEM” (Henrique Adriani). O 3° e ultimo compacto saiu pela Odeon e tinha as musicas: “TARZAN (Wagner Bitão - PrimoMoreschi) e “VIAJANDO” (Wagner Bitão - Antonio Sodinha).

CUIDADO

Escritas por Marcos Roberto & Dori Edson e Henrique Adriani, respectivamente, as músicas apresentam uma levada rítmica empolgante, remetendo à 'era Revolver'. O compacto foi lançado em 1967, pela gravadora Mocambo/Rozenblit.

SÓ PENSO EM MEU BEM


No 2° semestre de 1967 foram convidados a participar do inovador programa "Quadrado e Redondo" dirigido à juventude e apresentado pela dupla Serginho Galvão  e Debora Duarte na então recem inaugurada TV Bandeirantes e que foi um grande sucesso na época; chegaram ainda a participar no final daquele ano da gravação do único LP de Bobby de Carlo.

No inicio de 1968 Os Megatons estavam preparando a gravação do seu 1° LP mas não chegou a ser concretizado pois houve a dissolução da banda.

Com o fim do grupo, no final dos anos sessenta, Wagner Benatti passou a integrar o grupo Pholhas. Nos anos oitenta, ele ainda também fez parte, paralelamente, do Cokeluxe, banda de rockabilly liderada por Eddy Teddy.


FONTE

PHOLHAS

Franco


Francesco Finatto Scornavacca, conhecido como Franco, nasceu no dia 28 de maio na Itália e veio para o Brasil (Porto Alegre) aos oito anos de idade. Como baixista, integrou a banda Os Brasas (1960-1969 - banda gaúcha formada por Luis Vagner - vocal e guitarra; Anyres Rodrigues -guitarra; Franco Scornavacca - baixo; e Eddy -bateria). Após algum tempo Franco resolveu seguir carreira solo, ficando diversas vezes entre os mais pedidos nas rádios e nos programas de televisão. Franco lançou catorze compactos e dois álbuns.


Pai dos três integrantes do KLB, Kiko, Leandro e Bruno, Franco já recebeu os títulos mais importantes do mercado fonográfico e empresarial brasileiro, entre eles: Empresário Artístico da Década e Midas do Show Business.

ROCK ENREDO - de São Bento e Voltaire

Em depoimento a Revista Bizz de agosto de 1999, Franco lamentou que  nos anos 70 o pessoal do rock e do samba não entendia o som suingado que produzia. "Rock Enredo" foi seu primeiro sucesso, porém, seu trabalho que obteve maior êxito foi o LP Franco (Continental, 1978) em que figuravam composições de Luis Vagner, Hélio Matheus, Bedeu, Alexandre, Antonio Marcos, Voltaire, entre outros.


Músicas como a divertida "O Rock do Rato" e o sambablackrock "Black Samba", são clássicos dos bailes, mais a venenosa "Fazer Molho Na Cozinha", a de levada latina "Bloco Maravilha", a lírica e essencial "Como?", a introspectiva "Moro No Fim Da Rua" e as canções que sintetizam a pluralidade musical do álbum por suas melodias, pelo cenário apresentado, pela citação de seus ídolos nas letras, que pode ser conferido em "Guitarreiro", "Coqueluche", "Coisas Antigas" e "Nostalgia Transviada".


Um conjunto formidável de instrumentistas participou das sessões de gravação, entre eles Luis Vagner (guitarra e violão), Branca Di Neve (ritmo), Armandinho (piano), Hector Costita (sax) e Roberto Sion (sax), que com excelência e balanço, protagonizaram esse suntuoso disco.


Antonio Carlos de Paula


Antonio Carlos de Paula (advogado/poeta/compositor/produtor musical) iniciou sua carreira no Programa Gente Jovem da TV Cultura de São Paulo, declamando o poema, DESPERTA POETA, no mesmo ano, 1975, conseguiu a 5ª colocação no Festival da Canção Popular do Município de Mauá/SP, com a música QUERO CANTAR O AMOR!

Profissionalmente sua trajetória como letrista e compositor teve início em 1977 quando gravou com o cantor Franco, considerado o rei do samba-rock, a música BLACK SAMBA, que contestava a invasão da musica negra norte-americana, (movimento black) nas escolas de samba do Rio de Janeiro, sucesso absoluto que alcançou marca superior a 200.000 cópias vendidas e foi regravada inúmeras vezes.


Franco Scornavacca é italiano e aos oito anos veio para Porto Alegre. Como baixista, integrou a banda Os Brasas. Lançou catorze compactos e dois álbuns. Atualmente é um dos empresários artísticos mais conhecidos do cenário musical, e responsável pela carreira de sucesso de grandes nomes da musica popular e sertaneja, como: Fábio JR., Leandro e Leonardo, Zezé Di Camargo e Luciano, Frank Aguiar; grupo KLB (banda pop composta pelos seus filhos).

Ainda com Franco, A. C. de Paula gravou Bloco Maravilha, música envolvente e contagiante que repetiu o sucesso de Black Samba, e foi inclusa na trilha sonora do filme MEUS HOMENS MEUS AMORES, estrelado pela cantora Rosemary, ainda no elenco atores como JOHN HERBERT; SILVIA SALGADO; RODOLFO MAIA; ARLETE MONTENEGRO, entre outros.

Em seguida, continuando na rota do sucesso Antonio Carlos gravou, também com o cantor Franco a música Na Cara do Povo, melodia alegre, polêmica,irônica e socialmente contestatória. Com Jair Rodrigues gravou a música Filha da Filha da Chiquita Bacana!, que foi fundo musical do programa XOU DA XUXA, e ainda a música Canto Livre, ambas ainda hoje interpretadas pelo cantor em todos os shows.


Ache outros vídeos como este em Clube Caiubi de Compositores

Com Beto Scala, parceiro mais constante, gravou, entre outras, SAMBA FUTEBOL E PAZ, considerada pela equipe de esportes da RÁDIO GLOBO AM, o Hino das Torcidas.


A música Arrepia My Brother! é música tema da decisão da RÁDIO GLOBO no CAMPEONATO BRASILEIRO de 1995, além de Coração Sabe o Que Faz!, Qual é a Tua? e Sem Censura, regravada pelo GRUPO TÔ Q TÔ. Com o GRUPO KOQLUXE gravou a música Se Rolar Rolou!

No jornal TAL & QUAL RIOGRANDENSE, eleito pela International Writer and Artists Association, como um dos melhores jornais culturais do mundo, teve publicado os poemas CAMINHADA e APARÊNCIAS.

Em 2006 produziu grupos de samba para o CD Vitrine do Samba, onde, como intérprete gravou a música, SE SEGURA MULEKE!


No primeiro concurso de poesias das Faculdades Franciscanas, foi classificado com o poema POLICROMIA, que foi publicado em edição antológica de premiação. Publicou ainda crônicas, poemas e artigos em veículos como A Gazeta Esportiva; Jornal das Faculdades Franciscanas; Jornal Cassino (RS), etc.

Em 1995 a Rádio Atual levou ao ar o seu texto SAMURÁIS DA ALEGRIA em homenagem ao grupo musical Mamonas Assassinas.Em 2002 foi o segundo classificado no Concurso de Poesias promovido pela Subsecção Jabaquara da OAB/SP,com o poema MISSIONÁRIO.

Em janeiro de 2006 venceu o concurso de frases quinzenais sobre o site de literatura Blocos Online.

Em maio de 2007 foi o segundo colocado no XXII Concurso de Poesia Brasil dos Reis,promovido pelo ATENEU ANGRENSE DE LETRAS E ARTE (Angra dos Reis), modalidade verso livre, tema MEDO, com o poema, BEIJO QUEBRADO.

Em Setembro de 2007 foi classificado no Terceiro Concurso Nacional de Poesia CNEC/FACECAP, (CAPIVARI - SP)categoria adulto, com o poema TUDO OUTRA VEZ!

Em Outubro de 2007 teve classificado o poema DISSE NÃO DISSE, no concurso de poesia da UNIFEOB, na cidade de São João da Boa Vista,SP.

EM 2008 e 2009 fez parte da comissão julgadora do Concurso de Poesias Brasil dos Reis em Angra dos Reis-RJ, publicou o seu primeiro livro de poemas, POLICROMIA e produziu o programa O GÊNIO DA BOLA, exibido pela REDEBRASIL de televisão.

Atualmente divide seu tempo entre a advocacia, prepara seu TCC ( pós graduação em DIREITO IMOBILIÁRIO). Em 2010 lançou seu primeiro livro infantil, VÔ SEM PARAFUSO em SHEIK e OS CAÇADORES DO BAÚ VERMELHO.

Em 2009 lançou o livro VENDER VENCER Crônicas e Anotações, que tem como fundo os bastidores do mercado imobiliário no qual atuou por duas décadas, além de prestar assessoria jurídica a imobiliárias e corretores autônomos.

É responsável pelo departamento jurídico da VITRINE DO FUTEBOL, empresa criadora do Projeto Genios da Bola e promotora de torneios esportivos visando revelar novos craques, onde atua com ex-jogadores mundialmente conhecidos (DORVAL, MENGÁLVIO,COUTINHO,PEPE,FELIX(goleiro da Copa de 70), IVAIR (O Príncipe), DINO SANI e o técnico VANDERLEI LUXEMBURGO.

Em agosto/2010 sua musica Quanto Vale Uma Paixão, sua composição em parceria com São Beto, foi uma das 12 finalistas entre 541 musicas inscritas na 3ª EDIÇÃO do FAM Festival da Alta Mogiana- realizado na cidade de Ribeirão Preto/SP.


FONTE
http://www.antoniocarlosdepaula.com/

http://www.blocosonline.com.br/

http://www.usinadeletras.com.br/

http://www.vendendoeaprendendo.blogspot.com/

http://www.rededeescritoresindependetes.ning.com/
acdepaula@ig.com.br

antonio.carlosdepaula@bol.com.br

RECANTO DAS LETRAS

Beto Scala


Nascido no Rio de Janeiro, irmão do Trio Ternura, grande nome da MPB (Samba e samba Rock), cantor, compositor e músico, Beto Scala participou do Festival da Globo com a música A Volta do Ponteiro, composição sua em parceria com São Beto.


A música A volta do ponteiro, de Beto Scala e São Beto foi regravada pelos Originais do Samba em 1972 no álbum O Samba é a Corda... os Originais a Caçamba.

Em 1973, os Originais do Samba gravaram a música Carnaval, de Reginaldo Santos, Beto Scala e São Beto, no álbum É Preciso Cantar.

Beto Scala participou do Festival Shell. Alguns de seus sucessos são: Não Bota no Meu, Bleck is Bleck, A Noite da Despedida.


Revista Pop Janeiro/1971 - Editora Abril
Seu Novo Trabalho "PAZ NO FUTEBOL", traz as Canções: Samba Futebol e Paz; Tô Preparado; País dos Carnavais; Vai Faltar um Samba; Tem Pena...

Cantor e compositor de vários sucessos gravados por Alcione, Jair Rodrigues, Angela Maria, Franco (considerado o rei do samba-rock), Trio Ternura, e tantos outros. Com Antonio Carlos de Paula (advogado/poeta/compositor/produtor musical), parceiro mais constante, Beto Scala gravou, entre outras, SAMBA FUTEBOL E PAZ, considerada pela equipe de esportes da RÁDIO GLOBO AM, o Hino das Torcidas.

Em 1973, Jair Rodrigues gravou a música Certeza, de Beto Scala e São Beto, em seu álbum Orgulho de um Sambista.

Música - "Certeza" (Beto Scala & São Beto)
Eu quero mais é voltar aos meus dias passados,
Deixar a tristeza de lado,
Fingir que chegou o carnaval,
Eu quero mais é a moça bonita que passa,
E meu povo sambando na praça,
Esquecidos do bem e do mal,
E no balanço, as horas da noite e do dia,
Homenagear a folia,
Cadência de um samba rasgado,
Eu quero um verso calcado nas rimas antigas,
Formando uma alegre cantiga,
Forçando a moçada pular.

Mas, só não quero,
Que a vida se acabe em tristeza,
Pois quero morrer na certeza,
Do meu samba continuar.

Em 1974, Jair Rodrigues interpretou em seu álbem Jair Rodrigues Dez ASnos Depois a música Depois do Carnaval de Beto Scala e São Beto. Os Originais do Sambra gravaram a música Quem me dera, de Beto Scala e São Beto no álbum Pra que Tristeza.

Em 1975, Angela Maria interpretou em seu álbum homonimo as músicas A Noite e a Despedida de J. Ribamar e Beto Scala e A Qualquer Jura de Beto Scala e São Beto. Em 1975, Jair Rodrigues gravou a música Pula, pula amarelinha, de Beto Scala, São Beto, em seu álbum Eu Sou o Samba. Ainda em 1975 os Originais do Samba gravaram a música De álcool ou poesia, de Beto Scala e São Beto, no álbum Alegria de Sambar.

Em 1976, Alcione interpretou em seu álbum Morte de um Poeta a música Traje de Princesa, de Beto Scala e São Beto. Ainda em 1976 no álbum Minha Hora e Vez Jair Rodrigues gravou as músicas Minha Hora E Vez de Beto Scala e Di Galvão e Qualquer Hora é Hora de Beto Scala e São Beto. Em 1977, Jair Rodrigues interpretou no álbum Estou com o Samba e não Abro! a música Retalhos da Glória de Beto Scala e São Beto.

Tem Que Ser Agora - Beto Scala


Em 1978 Jair Rodrigues gravou a música É, pois é!, de Beto Scala, São Beto, em seu álbum Pisei Chão.



Em 1987, Jair Rodrigues gravou as músicas Filha da filha da Chiquita Bacana (Alô alô) e Canto livre, de Beto Scala, Antônio Carlos de Paula, em seu álbum homônimo.

Trio Ternura e Beto Scala em Brazópolis. Show no Clube Wenceslau em 17/01/1976 - Maria Tereza, Dirceu Rosa, Toninho Vizoto, Vicente Mendes, Beto Scala e as meninas do Trio Ternura





Beto Scala - Tô Preparado SHOW IBIRAPUERA/SP
Ache outros vídeos como este em Clube Caiubi de Compositores

José Ricardo


José Alves Tobias (6/3/1939 Rio de Janeiro/RJ - 11/5/1999 Rio de Janeiro/RJ). Iniciou a carreira artística ainda criança, apresentando-se no programa "Ritmos da Polícia Militar", na Rádio Guanabara. Posteriormente apresentou-se num programa de calouros comandado por Isaac Zaltman, na Rádio Mauá.

Em 1963, recebeu da Revista do Rádio o prêmio de "Revelação do ano". Contratado pela RCA Victor, gravou em 1964, um compacto simples com a canção "Eu que amo somente a ti", versão de Aldacir Louro para a canção italiana "Io che amo solo te", de Sérgio Endrigo. A gravação foi hit em programas de Rádio como "Grande parada Pastilhas Valda", apresentado por César de Alencar na Rádio Nacional.

Nesse mesmo ano, "Eu que amo somente a ti" foi incluída no LP "Juventude esquema 64", da RCA Victor, que contou com as particpações de Rosemary, Sergio Murilo, Adilson Ramos e outros. Participou, ainda em 1964, do LP "Rio de Janeiro (400)", da RCA Victor, lançado em homenagem ao quarto centenário de fundação da cidade, interpretando "Terra carioca", de Antônio Almeida, e "Rio de Janeiro", de Ary Barroso.

Com o sucesso de sua primeira gravação, lançou, em 1965, seu primeiro LP, intitulado "Eu que amo somente a ti", e que, além da música título, incluiu as músicas "Por que só penso em ti" e "Canção da serra", ambas de Evaldo Gouveia e Jair Amorim; "Me disseram que", versão de Mojica para "M'hanno detto che", de Del Turco, Meccia e Endrigo; "Travesseiro", de José Messias; "Somente uma saudade" e "Delírio de amor", de Hélio Justo e Dayse Justo; "Choro de amor", de Erasmo Carlos e Renato Barros; "O meu mundo (Il mio mondo", de Bindi, Paoli e E. Guerrieri; "Amor traiçoeiro", de Tito Climent; "Quando é hora de adeus", de Jorge Smera e Paulo Gesta, e "Anamaria", de Sérgio Endrigo, e versão de Aldacir Louro.

ANAMARIA - JOSÉ RICARDO

Com o sucesso alcançado, foi contratado pela Rádio Nacional e passou a ter um horário dentro do programa Manoel Barcelos. Nesse ano, recebeu o "Troféu Cidade do Rio de Janeiro", entregue pela Prefeitura no ano do IV centenário da cidade e ganhou o título de "Favorito da Nova Geração".

Ainda em 1965, participou de três coletâneas na RCA Victor: "Carnaval quatrocentão" cantando a marcha "Cem", de José Messias; "Nova geração", com as músicas "Delírio de amor", de Hélio Justo e Dayse Justo, e "Me disseram que (M'hanno detto che)", de Turco, Meccia, Endrigo e Mojica, e no LP "Carnaval RCA 66", visando o carnaval do ano seguinte, cantou a marcha "Abrigo", de Anicio Bichara.

No mesmo período, particiou do programa "Encontro com os brotos", apresentado por José Messias na Rádio Guanabara, o que lhe permitiu ser um dos precursores da Jovem Guarda que, na mesma época, começava a estourar em São Paulo a partir do programa da TV Record. Também nesse ano, venceu o Festival da Canção, com a música "Gina".

Em 1966, lançou o LP "Lembra de mim", com música título de A. Bernabini e H. Djian, com versão de Rossini Pinto. Esse LP incluiu ainda as composições "Por que foi", de Renato Correia e Neusa de Souza; "Além do adeus", de Carlos Cruz e Almeida Rego; "Minha amargura", de Silvinha e Adelaide Chiozzo; "Dá-me", de Adilson Godoy; "Eu te amo (Ti amo)", de Reverberi e Calabrese, com versão de Paulo Queiros; "Tudo que te quero", de Donaldson Gonçalves e Renato Correia; "Você nunca poderá partir (You can never stop me loving you", de I. Samwell e J. Slater, em versão de Rossini Pinto; "Pelo bem maior", de Elizabeth, "Canção para nem chorar", de Ribamar e Roberto Faissal; "Eterna paixão", de Adelaide Chiozzo e Carlos Matos, e "O homem que não sabia amar (Love theme from "The Carpetbaggers", de E. Bernstein, com versão de sua autoria. No mesmo ano, sua gravação para a canção "O homem que não sabia amar" foi incluída no LP "14 sucessos VOL. 2" da RCA Victor.

Em pleno sucesso, foi convidado para atuar nas TVs Rio e Record e apresentou-se nos históricos programas "Corte Rayol Show", "O fino da bossa", "Esta noite se improvisa" e "Jovem Guarda".

Em 1967, participou de duas coletâneas da RCA Victor: "14 sucessos do yê-yê-yê", com a canção "Gina", e "Carnaval jovem", cantando a marcha "Se tudo na vida é amor", de José Messias e Anicio Bichara. Em 1969, juntamente com a cantora Marília Barbosa e o cantor Victor Hugo, participou do LP "Para viver um grande amor", com músicas de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, no qual interpretou as canções "Brigas nunca mais" e "Se todos fossem iguais a você", de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, e "Primavera", de Carlos Lyra e Vinicius de Moraes, além de cantar em dueto com Marília Barbosa as músicas "Este seu olhar" e "Só em teus braços", de Tom Jobim.

Nesse ano, gravou a balada "Algum dia", versão de Rossini Pinto para "I shall be released", de Bob Dylan, para o LP "As 13 de mais sorte", da gravadora Caravelle. Participou ainda do LP "Juventude e ritmo", da RCA Victor, interpretando as músicas "Preciso de você demais", de Roberto Correia e Sylvio Son, e "A palavra é você", de Welton Sant'Ana.

Em 1970, lançou, pela gravadora Caravelle, o LP "José Ricardo", no qual interpretou "Samba da madrugada", de Dora Lopes, Carminha Mascarenhas e Herotides Nascimento; "Sertaneja", de René Bittencourt; "Ninguém me ama", de Fernando Lobo e Antônio Maria; "Leva meu samba", de Ataulfo Alves; "Ai que saudades da Amélia" e "Atire a primeira pedra", de Ataulfo Alves e Mário Lago; "Pela rua" e "Quem foi", de Dolores Duran e Ribamar, "Violão", de Wilson Ferreira e Vitório Júnior, "A última canção", de Guilherme Augusto Pereira, "Tudo acabado", de J. Piedade e Osvaldo Martins, "Olhando o céu" e " Vê que luar", de José Messias, "Serenata do adeus", de Vinicius de Moraes, e "Noite chuvosa", de Britinho e Fernando César.

No mesmo ano, participou do LP "As 13 de sorte", da gravadora Caravelle, com a interpretação da música "Esta noite (Stasera)", de Palumbo e Tayolí, em versão de Ernâni Campos. Em 1971, participou do LP "Nosso carnaval", Outra coletânea carnavalesca da gravadora Caravelle, interpretando a marcha "Meus cabelos grisalhos", de José Messias.

Em 1972, a gravadora Odeon lançou duas coletâneas com gravações suas: "Só sucessos - VOL. 10", com a canção "Oração de um jovem triste", e "Em tempo de romance" com a música "São coisas da vida". No ano seguinte, sua gravação da música "A rosa", de Lourival Faissal, foi incluída no LP "Só sucessos VOL. 11", da Odeon.

Em 1974, lançou, pela Odeon, o LP "José Ricardo", que contou com a direção musical do maestro Gaya, e no qual gravou "A canção que eu fiz (La chanson pour Anna)", de André Popp e J. C. Massoulier, e versão de Rossini Pinto; "Não vou te esquecer", de Fernando Vespar; "Vem tirar-me da fossa", de Roberto Correia e Jon Lemos; "Sempre no meu coração (Always in my heart)", de Ernesto Lecuona, e versão de Mário Mendes; "É tarde pra recomeçar", de Miguel, Rossini Pinto e José Augusto; "Minha solidão", de J. Ricardo e Sebastião Ferreira da Silva; "Pensando bem", de Jovenil Santos e Paulo Debétio; "Negue", de Adelino Moreira e Enzo Almeida Passos; "Tenho vontade de dizer", de Dora Lopes e Clayton Werre; "Como eu queria voltar a ser criança", de Roberto Correia e Jon Lemos; "Chega", de Paulo Debétio e Mercier, e "Descobri meus erros", de Miguel, Iracema Pinto e José Augusto.


Em 1975, sua gravação para a canção "Sempre no meu coração (Always in my heart", foi incluída no LP "Flashback nacional", da gravadora Coronado/EMI-Odeon. No mesmo ano, o LP "Preferência nacional", da gravadora Odeon, incluiu sua interpretação para as músicas "Diga a verdade", de José Augusto, Miguel e Rossini Pinto, e "Pressentimento", de Elizabeth.

Em 1976, lançou, ainda pela Odeon, outro LP com seu nome como título, no qual interpretou as canções "Só quis fazer de ti uma mulher", de Mita; "Não se vá (Tu t'em vas", de Alain Barrière, e versão de Thyna, em faixa que contou com a participação especial da cantora Sônia Melo; "Perdoa meu amor perdoa", de Paulo Debétio; "Ela é tudo (She's my girl)", de Morris Albert, e versão de Rossini Pinto; "Guacyra", clássico de Hekel Tavares e Juraci Camargo; "Não volto mais", de Édson Ribeiro; "Tanto amor jogado fora", de sua autoria; "Amor de verdade", de Malvin e Livi; "Voltarei voltarás (Tornerai torneró)", de R. Vecchioni, R. Pareti e Vermar, em versão de Silvia Boarato; "Diga que sim", de Malvin e José Augusto,;"Flor sertaneja", de César Roberto e Pedro Paulo; "Mil razões para chorar", de Roberto Correia, Jon Lemos e Eros, e "Dez anos (Diez años)", de R. Hernandez, e versão de Lourival Faissal, além da regravação de "Eu que amo somente a ti", seu primeiro sucesso.


Em 1977, o LP "Preferência nacional - VOL. 3"; da gravadora Coronado/EMI-Odeon, que contou com as presenças de artistas como Simone, Zé Rodrix, Agnaldo Timóteo e outros, incluiu sua gravação para a música "Amor de verdade". No mesmo ano, sua gravação da clássica canção "Guacyra" foi incluída no LP "Clube dos artistas"; da gravadora GTA.

Em 1979, interpretou a canção "Meu cantinho", de Roberto de Souza Lopes, no "1º Festival dos estudantes - programa Flávio Cavalcanti", que foi lançada em disco pela WEA.

Em 1989, lançou, de forma independente, com o apoio da SOMARJ, o LP "25 anos cantando o amor", no qual interpretou as músicas "Luz dos meus sonhos", de Roberto Correia e Orestes; "Serenata suburbana", clássico do pernambucano Capiba; "Amor bandido", de Michael Sullivan e Paulo Massadas; "Preciso de você demais", de Roberto Correia e Sylvio Son; "Foi Deus", de Alberto Janes; "Abandono", de Nazareno de Brito e Presyla de Barros; "Tudo de mim", de Evaldo Gouveia e Jair Amorim; "Não tenho você", de Paulo Marques e Ari Monteiro, "O que eu faço amanhã", de José Augusto; "Não adianta mais", de Michael Sullivan e Paulo Massadas; "Falta, excesso ou talvez", de Paulo e Regina Correia, e "Gina", de L. Reed e M. Murray, com versão de Romeo Nunes.


Em 35 anos de carreira fez mais de 6.000 apresentações e realizou excursões aos Estados Unidos, diversos países da América latina, Europa e Ásia. O país onde mais se apresentou fora do Brasil foi Portugal, onde chegou a receber uma homenagem especial do presidente Mário Soares.

Em Portugal, apresentou-se no "Teatro Coliseu de Lisboa" e no "Casino de Estoril". Também em terras portuguesas, ajudou a divulgar o Rancho Folclórico Brasil-Portugal. De voz possante, não se limitou ao repertório romântico da jovem guarda, realizando ainda diversas gravações para o carnaval.

A partir de 1991, foi um dos que mais lutou pela criação dos bailes populares da Cinelândia, projeto que abriu novo campo de trabalho para inúmeros artistas. No Reveion de 1998 para 1999, realizou, na Praia de Copacabana, aquele que seria seu último show.

Além dos fãs, sua memória é cultivada com carinho entre o meio artístico, como exemplifica o depoimento escrito do cantor Jorge Goulart, para o filho do artista, transcrito a seguir: "JOSÉ RICARDO, UM AMIGO!" "Na década de 60, eu cantava na Rádio Record, junto com alguns nomes do elenco da Rádio Nacional, como Nora Ney, Orlando Silva, Marlene, Emilinha Borba, Nélson Gonçalves e outros que marcaram uma época. Lá encontrei um grupo de Jovem Guarda, entre eles Roberto e Erasmo Carlos, Antônio Marcos, Wanderléa e companhia. Havia ali uma pessoa muito especial... Existia na sua conduta uma filosofia única, que estava no mais recôndito do seu ser. Conjugava o verbo servir na primeira pessoa, de noite e de dia. Seria ele um escolhido daquele que o enviou e que para tanto o capacitou para auxiliar seus companheiros em conflitos?

Sua meta foi moldada ao longo de sua vida! Numa época em que a sociedade sentia as marcas da ditadura, ele era mais um entre os demais que sonhavam e acreditavam num amanhã sem muros, num Brasil sem violência, num mundo sem tirania, onde a classe artística pudesse ir e voltar, levar adiante a arte de cantar, de poder expressar através da música seu desejo de ser livre, de fazer permanecer o verde das matas, o brilho do sol, o perfume das rosas, a brisa da natureza e construir seu próprio caminho, caminho se faz caminhando. Era um discípulo que vivera boa parte da sua vida semeando mais ou menos o socialismo primitivo. Estou falando do cantor José Ricardo, que após me conhecer tornou-se meu fã, meu amigo, meu irmão e dizia me ver como um pai.

Em 1964, com o golpe militar, eu e Nora Ney morávamos em Guarujá, e precisamos vir ao Rio para tratarmos de passaporte. José Ricardo nos emprestou um apartamento, onde nós ficamos por três meses, durante este período, José Ricardo nos levava, pessoalmente, duas quentinhas no almoço e no jantar. Esse fato continua vivo na minha memória, por isso tenho muita estima pela sua família, sua viúva Hercy Maria e seus filhos, Luiz Murillo e José Ricardo Filho.

Quando as irmãs Batista entraram em depressão, José Ricardo deu-lhes assistência, afeto e reconhecimento. Conduziu-as para a Casa de Saúde Doutor Eiras, onde as mesmas tiveram um tratamento devido e merecido. Com o falecimento de José Ricardo, sua viúva Hercy Maria e seus filhos Luiz Murillo e José Ricardo Filho, continuaram prestando assistência a Dircinha, porém a Linda e a Odete já haviam sido chamadas para perto de Deus, antes mesmo do que José Ricardo.

No ano 2000, surgiu a proposta de se fundar uma Instituição com o propósito de auxiliar o artista em declínio, aquelas pessoas que vivem da arte e também apoiar aqueles que estão iniciando na carreira artística. Graças à boa vontade daqueles que se dedicaram a essa tão nobre causa, foi fundada a FUNJOR- Fundação Sócio-Cultural José Ricardo, que fica situada à Rua Francisco Serrador, nº. 90, no Centro, no Rio de Janeiro - RJ. No meu entender, esse projeto José Ricardo já teria sido idealizado e hoje, nós somos convidados a assumirmos a bandeira que ele defendia! Um abraço carinhoso do amigo, Jorge Goulart."

FONTE