sábado, 24 de março de 2012

Onéssimo Gomes


Li no trackfinderbrazil sobre o cantor Onéssimo Gomes,sucesso do rádio nos anos 40 e 50, e me interessei em pesquisar e postar sobre vida e obra desse mesmo artista. Grande seresteiro, Onéssimo trabalhou muito tempo na administração da Rádio Mayrink Veiga apesar de ser um grande intérprete de serestas. Na Mayrink ele era quase tudo, de administrador a contra-regra. Foi Onéssimo quem "descobriu" Jamelão, o grande cantor da Mangueira e o levou para gravar, o que na época não era fácil os sambistas conseguirem, principalmente de Escolas de Samba.

Segundo a Revista Veja de 22/09/1999 - Silvio Caldas chegou a intitular Onéssimo de "o seresteiro de ouro do Brasil". Ao lado de Herivelto Martins, Grande Otelo e Cyro Monteiro, Onéssimo era muito requisitado pelo Ministério do Trabalho para shows. Como seu cachê era muito alto, o ministério preferiu contratá-lo como funcionário público com salário fixo. Onéssimo exerceu a profissão de fiscal, paralelamente à de cantor, até a aposentadoria.

Onéssimo Gomes Souza Leite (28/10/1914 Rio de Janeiro/RJ - 13/9/1999 Rio de Janeiro/RJ) gravou em 1945, na Continental, seu primeiro disco com a marcha "Não vou com a sua cara" e o samba "Bravos de Monte Castelo", ambos de Edgar Nunes, Horácio Rosário e J. Pereira.

Em 1946, gravou de Herivelto Martins e Aldo Cabral a valsa "Brinquedo do destino" e de Humberto Carvalho e Erasmo Silva o samba "É sempre assim".

Em 1947, gravou na Star a marcha "Seu visconde", de Dias da Cruz e Osvaldo Martins e o samba "Ando louco", de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira.

Em 1948, registrou o samba "Voltei", de Valdemar de Abreu e a marcha "Cabrocha boa", de Valdemar de Abreu e Cristóvão de Alencar.

Em 1949, gravou os sambas "Violão", de Vitório Júnior e Wilson Ferreira e "Enfermeira", de Edgar Nunes e Zeca do Pandeiro.

Em 1950, ainda na Star gravou de Herivelto Martins e Aldo Cabral a valsa "Brinquedo do destino" e de Edgar Nunes e Zeca do Pandeiro o samba-canção "Não te iludas".

Em 1951, gravou de Genival Macedo e Popeye do Pandeiro o samba-canção "Náufrago do amor" e de Edgar Nunes e de Zeca do Pandeiro o samba-canção "Assim é o amor".

Onéssimo Gomes - Dono do meu nariz (1951)
(Paródia de Noel Rosa para a canção "Dona da minha vontade", de Francisco Alves e Orestes Barbosa).

Em 1953, gravou na Copacabana os sambas-canções "Vai com Deus", de J. Cascata e Leonel Azevedo e "Realidade", de Nelson Cavaquinho, Antônio Braga e Geraldo Cunha.

Em 1956, gravou na Todamérica os sambas-canções "Violão", de Vitório Jr. e Wilson Ferreira e "Exaltação à mulher", de Aristóteles Faria, Oto Mendes e Átila Aranha.

Em 1957, gravou os sambas-canção "Manicure", de Carlos Morais e Luis Vassalo e "Risquei", de Átila Aranha. No mesmo ano, gravou o LP "Serestas do Brasil" no qual interpretou entre outras, a valsa "Mimi", "Noite cheia de estrelas" e "Brinquedo do destino".

Em 1958, gravou o samba "Pra não sofrer", de Luiz Bittencourt e J. Cascata e a marcha "Pega no caniço", de Murilo Caldas. Atuou durante muito tempo na Rádio Nacional.

Em 1959, lançou o LP "Serestas do Brasil nº 3", no qual interpretou os sambas-canção "Violão", de Vittorio Junior e Wilson Ferreira; "Professora", de Benedito Lacerda e Jorge Faraj; “Saudade do meu barracão", de Ataulfo Alves; "Transformação", de Herivelto Martins; "Por causa desta cabocla", de Ary Barroso e Luiz Peixoto, e "Um caboclo apaixonado", de Benedito Lacerda e Herivelto Martins; as valsas "A deusa da minha rua", de Newton Teixeira e Jorge Faraj; "Soluços", de Silvio Caldas e Orestes Barbosa, e "Roxa saudade", de Heitor Catumbi; a canção "Meu companheiro", de Francisco Alves e Orestes Barbosa; o tango-canção "Cicatrizes", de Adolfo R. Avilés e Lamartine Babo, e a valsa-canção "Ave Maria", de Erotides de Campos.



Na contra capa do LP se pode ler: "Se a Fonográfica Brasileira S.A., edita mais um LP de Onéssimo Gomes, com o seu já famoso título de "Serestas do Brasil", se lhe dá o nº 3, e ainda se lhe assegura uma chapa de 12" é, indubitavelmente, porque o público pediu! A honra não cabe a Onéssimo Gomes somente! Ela é nossa em muito maior sentido, posto que, quando lançamos o primeiro já nos animava a idéia de êxito. Tínhamos somente a impressão de que acabando, como está, a geração de seresteiros, um Onéssimo Gomes teria que reviver velhas e bonitas serenatas".

Em 1969, participou do LP "I Festival Brasileiro de seresta" da gravadora Ritmos/Codil interpretando a canção "Noite de seresta", de Cícero Nunes.

Em 1980, lançou pela Musidisc o LP "Serestas brasileiras" no qual interpretou clássicos da seresta brasileira. Estão presentes nesse disco as valsas-canção "Lágrimas", de Cândido das Neves, e "Mágoas de um trovador", de J. Cascata e Manezinho Araújo; as valsas "Brinquedo do destino", de Herivelto Martins e Aldo Cabral; "Mimi", de Uriel Lourival, e "Boneca", de Benedito Lacerda e Aldo Cabral; as canções "A pequenina cruz do teu rosário", de Fernando Weyne e R. X. de Castro; "A última estrofe", de Cândido das Neves; "Lua branca", de Chiquinha Gonzaga, "Pierrot", de Joubert de Carvalho e Pascoal Carlos Magno; e "Flor do mal (Saudade eterna)", de Santos Coelho e Domingos Correa, e o tango "Noite cheia de estrelas", de Cândido das Neves.



FONTE

DICIONÁRIO MPB

cariricaturas

2 comentários:

The Trackfinder disse...

A Internet não é fantástica?
E ainda querem limitar o uso dela...
Obrigado pelo complemento.
Abraços.

Beth disse...

A internet nestes ultimos anos tem sido meu passatempo preferido!! Leio muito. Aprendo muito. E gosto de divulgar o que encontro.

Abçs!