domingo, 22 de junho de 2008

Danni Carlos


Daniela Carlos de Araújo (Rio de Janeiro, 2 de julho de 1975) é uma cantora e compositora brasileira.

Em 2003, vendeu mais de 130 mil cópias do seu álbum de estreia, Rock'n'Road, com releituras de faixas pop norte-americanas.

Danni Carlos lançou em 2006 o quarto disco de sua carreira, Rock 'N Road Movies, onde reuniu sucessos que marcaram a história do cinema.

Em 2007, lançou o CD Música Nova, com composições próprias, que inclui seu primeiro single da carreira, "Coisas Que eu Sei", que alcançou o 1° lugar nas paradas de todo o país, e foi tema da novela Duas Caras. O disco foi um sucesso e vendeu mais de 100 mil cópias.


Coisas que Eu Sei

Danni Carlos 
Composição: Dudu Falcão


Eu quero ficar perto de tudo o que eu acho certo
Até o dia em que eu mudar de opinião
A minha experiência, meu pacto com a ciência
Meu conhecimento é minha distração

Coisas que eu sei
Eu adivinho sem ninguém ter me contado
Coisas que eu sei
O meu rádio-relógio mostra o tempo errado...
aperte o ‘Play’

Eu gosto do meu quarto, do meu desarrumado
Ninguém sabe mexer na minha confusão
É o meu ponto de vista, não aceito turistas
Meu mundo tá fechado pra visitação

Coisas que eu sei
O medo mora perto das idéias loucas
Coisas que eu sei
Se eu for eu vou assim não vou trocar de roupa...
é a minha lei

Eu corto os meus dobrados
Acerto os meus pecados
Ninguém pergunta mais...
depois que eu já paguei
Eu vejo o filme em pausas
Eu imagino casas
Depois eu já nem lembro do que eu desenhei

Coisas que eu sei
Não guardo mais agendas no meu celular
Coisas que eu sei
Eu compro aparelhos que eu não sei usar...
eu já comprei

As vezes dá preguiça
Na areia movediça
Quanto mais eu mexo mais afundo em mim
Eu moro num cenário
Do lado imaginário
Eu entro e saio sempre quando to a fim

Coisas que eu sei
As noites ficam claras no raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes eu somente não sabia...(repete)
Agora eu sei (6x)

Filha de baianos, Danni Carlos começou a compor suas canções aos 16 anos e logo estava mostrando seu trabalho e se apresentando no circuito de bares da noite carioca. Estudante de astrologia, tarô e teatro, com 21 anos ela resolveu aventurar-se pela Europa, como mochileira, cantando e tocando para ganhar alguns trocados. Nessas andanças, chegou a morar por um curto período com um grupo de freiras, num convento italiano.


Ao voltar ao Rio de Janeiro, Danni Carlos procurou a editora da BMG para registrar 20 músicas que tinha composto. Acabou chamando a atenção dos executivos da gravadora e recebeu uma contraproposta: a de regravar, em formato acústico, alguns hits do rock internacional, como Wherever You Will Go (The Calling), I Was Born To Love You (tradução) (Freddie Mercury) e Missing (Everything But the Girl). O resultado foi o CD Rock 'N Road Acústico (2003).


Em pouco tempo, o disco bateu a marca de 130 mil cópias vendidas e empurrou Danni definitivamente para a carreira musical (nessa época, Danni chegou a participar como atriz do seriado Carga Pesada e da novela Agora é que são elas, ambos da Rede Globo).

Em 2004, a cantora repetiu a dose com o disco Rock 'N Road Again, no qual gravou canções como Sowing The Seeds Of Love (Tears For Fears), Wonderwall (Oasis), Like a Prayer (Madonna) e Não Leve a Mal – versão em português de Don't Get Me Wrong, hit dos anos 80 do grupo britânico Pretenders, aprovada pela própria compositora e líder da banda, Chrissie Hynde. Seu CD autoral, Música Nova, incluiu os sucessos Coisas Que Eu Sei e Doce Sal.

Dani Carlos With or without you

Em 2009, Danni Carlos participou do reality show A Fazenda, da Rede Record, ficando em segundo lugar ao final do programa.

Danni vence VI Prêmio de cinema da FIESP


Danni Carlos foi escolhida como a melhor atriz coadjuvante no VI Prêmio Fiesp/Sesi-SP do Cinema Paulista pela sua atuação no filme QUANTO DURA O AMOR.Os indicados para a final da categoria foram: Melhor Atriz Coadjuvante Claudia Missura (O MENINO DA PORTEIRA) Giovanna Antonelli (BUDAPESTE) Danni Carlos (QUANTO DURA O AMOR?).


Danni Carlos foi escolhida como a melhor atriz coadjuvante no VI Prêmio Fiesp/Sesi-SP do Cinema Paulista pela sua atuação no filme QUANTO DURA O AMOR.

Os indicados para a final da categoria foram :
Melhor Atriz Coadjuvante
Claudia Missura (O MENINO DA PORTEIRA)
Giovanna Antonelli (BUDAPESTE)
Danni Carlos (QUANTO DURA O AMOR?)

Danni Carlos - High and Dry

Clip do longa-metragem "Quanto Dura o Amor?", do cineasta Roberto Moreira. Os atores Paulo Vilhena e Silvia Lourenço também participam do clip que tem direção de Kiko Mollica e edição de Rui Calvo. Produzido pela "Coração da Selva", o filme foi fotografado por Marcelo Trotta e tem direção de arte de Marcos Pedroso. O responsável pela trilha sonora é o maestro e compositor Livio Tratenberg. O repertório inclui uma versão exclusiva da música High and Dry, do Radiohead, interpretada por Danni Carlos.

FONTE
Wiquipédia - Danni Carlos
Site Oficial

Roupa Nova


O Roupa Nova comemora em 2010 trinta anos de sucessos. Desde 1980 com o nome de Roupa Nova, Kiko, Serginho, Paulinho, Cleberson Horsth, Nando e Ricardo Feghali, alcançam esta data incrível que deve sim, ser muito comemorada.


O Roupa Nova é um fenômeno da música brasileira. O grupo começou sua lista de sucessos com a música “Canção de Verão” na década de 80 e desde então emplaca hits nas rádios e telenovelas brasileiras, com um público fiel e que se renova a cada ano.



Roupa Nova é uma banda brasileira formada na década de 1980 no estado brasileiro do Rio de Janeiro. Ainda hoje encontra-se em plena atividade. A banda já teve dezenas de músicas incluídas em trilhas de novelas, o que garante uma forte presença de suas canções no imaginário brasileiro.

História
A banda surgiu em 1980, formada por Paulinho (Voz, percussão e vocal), Serginho Herval (bateria, voz e vocal), Nando (baixo, voz e vocal), Kiko (guitarra, violões e vocal), Cleberson Horsth (teclados e vocal) e Ricardo Feghali (Teclados, voz e vocal).


Surgiu devido mudanças ocorridas após 1978 no grupo chamado Os Famks, e desde aí mantém até hoje a formação.



São os atuais recordistas em trilhas sonoras de novelas (mais de 32 temas), sendo "Videogame" a trilha sonora do Jornal da Manchete, da extinta TV Manchete. São os atuais recordistas em trilhas sonoras de novelas, com mais de 35 músicas.




Temas famosos são "Dona" (Roque Santeiro, 1985), "A Viagem" (A Viagem, 1994) e "Coração Pirata" (Rainha da Sucata, 1990).



Outro grande sucesso da carreira do Roupa Nova é "Whisky a Go Go", composição de Michael Sullivan e Paulo Massadas, gravada originalmente em 1985, tema de abertura da novela da Rede Globo Um sonho a mais. "Whisky a go-go" é um grande sucesso presente até os dias de hoje, tanto nos shows do Roupa Nova quanto em danceterias, clubes e festas.



Algumas novelas tiveram mais de uma música do Roupa Nova em sua trilha sonora. É o caso de Um sonho a mais de 1985 que além do hit "Whisky a Go Go", tema de abertura, tinha também "Chuva de Prata" na voz de Gal Costa com participação especial do sexteto.



Na novela Corpo Santo, exibida pela extinta Rede Manchete em 1987, o tema de abertura era "Um Lugar no Mundo" do Roupa Nova. Além desta canção o grupo estava presente em "Amor Explícito" (ao lado de Simone) e "Um Sonho a Dois" (ao lado de Joanna). O feito se repetia em Felicidade, de 1991.




Dessa vez, o Roupa Nova emplacaria dois grandes sucessos da sua carreira: "Felicidade", que era o tema de abertura, e "Começo, Meio e Fim", tema do casal principal Álvaro e Helena (formado por Tony Ramos e Maitê Proença).


A música "Ibiza Dance", que foi tema de abertura da novela Explode Coração, de 1995, ganhou versão remix (Ibiza Dance Remix) que também entrou para a trilha sonora da novela e foi faixa de uma compilação extra lançada no mesmo ano.


Ainda em novelas, a canção "Amor de Índio", gravada pelo Roupa Nova em 2001 para o álbum Ouro de Minas, fez parte da trilha sonora de duas novelas da Rede Globo. A primeira em 2001, Estrela Guia, tema dos personagens de Sandy e Guilherme Fontes, e a segunda em 2007, Desejo Proibido, tema da personagem Laura, vivida por Fernanda Vasconcellos.



Outra canção do Roupa Nova que acabou se tornando tema de duas novelas foi "Sensual", de 1983, que embalou as novelas Voltei pra Você, da Rede Globo, e O Direito de Nascer, na época exibida pelo SBT. As mais famosas são Dona (Roque Santeiro, 1985), A Viagem (A Viagem, 1994) e Coração Pirata (Rainha da Sucata, 1990).



O grupo também esteve presente na gravação original de outra trilha bastante conhecida, Tema da Vitória. Usado nas transmissões das corridas de Fórmula 1, o tema virou um verdadeiro hino e imortalizou as vitórias do piloto brasileiro Ayrton Senna, imortalizado nas vitórias do piloto brasileiro Ayrton Senna, e o tema do Rock in Rio, em 1985.



Seu álbum mais bem sucedido é o do ano de 1985, que contém vários sucessos, tais como "Dona", "Seguindo no trem azul", "Linda Demais", "Sonho" e "Show de rock'n roll". O álbum alcançou a marca de 2,2 milhões de discos vendidos, alavancando de vez a carreira da banda, que a cada ano vinha se tornando mais popular.



O Roupa Nova se tornou presença marcante e constante em programas de auditório como o Programa Raul Gil, Discoteca do Chacrinha, Perdidos na Noite, Programa Hebe e Domingão do Faustão, entre outros.

Durante a sua carreira, o Roupa Nova fez parcerias com os grandes nomes da música brasileira e artistas internacionais, como The Commodores, com quem gravou a canção "Esse tal de repi enroll", tema da novela Meu Bem Meu Mal, de 1990, David Gates (ex-vocalista do Bread), com quem gravou "De Ninguém" para o álbum Através dos Tempos, de 1997, e a canção "Volte neste natal", para o álbum Natal Todo Dia, de 2007, e a banda Ben's Brother, que participou da faixa "Reacender", do CD e DVD Roupa Nova em Londres, de 2009.



O Roupa Nova também fez parcerias com Roberto Carlos, Ivete Sangalo, Rita Lee, Sandra de Sá, Zélia Duncan, Fagner, Luciana Mello, Marjorie Estiano, Pedro Camargo Mariano, Cláudia Leitte, Elba Ramalho, Ed Motta, Chitãozinho e Xororó, José Augusto, Hangar, Byafra, Tony Garrido, Padre Marcelo Rossi, Simone, Joanna, Milton Nascimento, Angélica e Gal Costa, entre outros.

Com as mudanças sofridas pela indústria fonográfica no início dos anos 2000, os músicos decidiram criar um selo próprio - o Roupa Nova Music - gerenciando e distribuindo o próprio trabalho. O Roupa Nova estreou seu selo próprio em 2004, com o lançamento do CD e DVD RoupaAcústico 1, o qual veio a ser um grande sucesso de público e crítica e teve até continução com RoupaAcústico 2, que em menos de uma semana vendeu mais de 60.000 cópias.



Seu álbum mais bem sucedido é o do ano de 1985 por conter vários sucessos como "Dona", "Seguindo no trem azul, "Linda demais", entre outros. A banda também é um dos maiores grupos vocais brasileiros,se não for o maior.


Os grandes incentivadores da carreira do Roupa Nova são Mariozinho Rocha, diretor musical da Rede Globo que é inclusive o responsável pelo nome da banda, o maestro Eduardo Souto Neto com quem o Roupa Nova gravou o Tema da Vitória e o cantor e compositor Milton Nascimento que homenageou a banda com a canção "Nos bailes da vida".




Vários artistas famosos também já regravaram canções compostas pelos integrantes do Roupa Nova, como é o caso de Sandy e Júnior com a canção "A lenda", a dupla sertaneja Rick e Renner com as canções "A Força do amor" e "De volta pro futuro", o cantor Eduardo Costa, com "Linda Demais" e "Volta pra mim", a dupla sertaneja Victor & Léo com "Retratos rasgados" e a banda KLB com "Whisky a go go".

O talento dos integrantes do Roupa Nova como compositores foi reconhecido no Programa Raul Gil, quando eles foram homenageados por calouros e por artistas consagrados no quadro Homenagem ao compositor, em 2005.


Em junho de 2005 o Roupa Nova foi o grande vencedor do Prêmio TIM de Música na categoria Canção Popular, recebendo dois prêmios: o prêmio de melhor disco com Roupacústico, disputando com Beleza Roubada de Dulce Quental e Outros Planos da banda 14 Bis, e o prêmio de melhor grupo, disputando com Red e 14 Bis.

É a banda brasileira que com mais de 30 anos de estrada ainda mantém sua formação original.



Produções em trabalhos de outros artistas

  • Ricardo Feghali e Cleberson Horsth atuaram como produtores na maioria dos CDs da cantora gospel Aline Barros. A parceria iniciou-se em 1995 com o CD Sem Limites, que foi sucesso de público e crítica, levando Aline a tocar nas principais rádios seculares e emissoras do país. A parceria se manteve em 1998, com o lançamento de Voz do Coração, em 2000, com O Poder do Teu Amor e em 2003, com o multipremiado Fruto de Amor. Este último conquistou o "Oscar" da música, o Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Cristã em 2004 Aline foi a primeira cantora evangélica brasileira a conquistar o prêmio, feito este repetido outras duas vezes, em CDs de outros produtores. Ricardo e Feghali produziram ainda os dois primeiros CDs do conhecido cantor gospel Kléber Lucas...
O Roupa Nova possui vários singles como "Whisky a Go-go", "Dona", "Linda Demais" e "A Viagem".


Você Sabia?

*No início o grupo chamava-se OS FAMKS (nada a ver com o ritmo funk e sim com as iniciais dos rapazes da banda).

Roupa Nova - Linda Demais - acústico ao vivo



Roupa Nova: Amar é


FONTE

http://www.roupanova.com.br

http://pt.wikipedia.org/wiki/Roupa_Nova

Cyro Monteiro


Cyro Monteiro (Rio de Janeiro, 28 de maio de 1913 — 13 de julho de 1973), sendo o quarto de nove irmãos, todos com nomes começados com "C", foi um cantor e compositor brasileiro. Passou a infância e a juventude em Niterói. Filho do capitão Monteiro, um dentista e funcionário público, Cyro Monteiro foi talvez o mais típico dos cariocas. Nascido no bairro do Rocha (do qual ele tinha muito orgulho e se proclamava símbolo), em 28 de maio de 1913, o destino só poderia reservar-lhe a música como futuro. 


Sobrinho do pianista Nonô, um dos mais famosos do Rio de Janeiro, à época, acompanhador de Sílvio Caldas, que ensaiava na casa da família Monteiro.Ciro cresceu em ambiente musical (que no futuro geraria seus sobrinhos Cauby, Andiara, Araken e Moacir Peixoto, cantores e instrumentistas), ouvindo e aprendendo. Costumava cantar informalmente em casa para os amigos.

Em 1933, Sílvio Caldas, que frequentava sua casa, chamou-o para substituir Luís Barbosa em um programa da Rádio Philips. Levado para um teste na Rádio Mayrink Veiga, Cyro Monteiro foi aprovado e escalado para um programa diurno, mas logo subiria para os noturnos, com Carmen Miranda, Francisco Alves, Mário Reis, Custódio Mesquita, Noel Rosa, Gastão Formenti e outros cartazes.


Se Luiz Barbosa marcava o ritmo no chapéu de palha, e Joel de Almeida foi seu seguidor, Cyro descobriu na caixa de fósforo sua característica "instrumental". Como de hábito naquele momento, cantava em todas as emissoras, ao lado dos grandes nomes.

Cyro gravou seu primeiro disco na Odeon, para o carnaval de 1936, com sambas Vê Se Desguia e Perdoa que cantou ao lado de Carmen Miranda, Francisco Alves e Mário Reis.


Em 1937, por encomenda, para promoção da Festa da Uva de Jundiaí/SP, Cyro gravou dois discos particulares na R.C.A. Victor. O sucesso veio do compositor gaúcho Lupicínio Rodrigues, com o samba Se Acaso Você Chegasse (Lupicínio Rodrigues-Felisberto Martins), em 1937, que ele gravaria na Victor, em 1938. Era seu primeiro disco na R.C.A. Victor. Cyro tinha voz, ritmo, sabia modular e improvisar. Notável também era sua capacidade de fazer amigos.


Cyro teve muitos outros sucessos nos anos 40, como: Falsa baiana, Escurinho (ambas de Geraldo Pereira) e Boogie-woogie na favela (Denis Brean).


Em 1956, Cyro participou como ator da peça Orfeu da Conceição, de Vinicius de Moraes. Ainda nos anos 50 e 60 participou de programas de televisão, como: O Fino da Bossa e Bossaudade, gravou discos e fez muitos espetáculos.


Nem mesmo a enfermidade pulmonar impedia Cyro de cantar. Com voz pequena, mas conservando a bossa, a divisão e o vibrato, suas características marcantes, Ciro Monteiro foi senhor de uma das mais bonitas carreiras da música popular brasileira.


"Formigão" para os amigos, e "O Cantor das Mil e uma Fãs", para todos os seus admiradores, torcedor do Flamengo, mas um flamenguista de que até os "adversários" gostavam.

Ciro Monteiro canta Chico Buarque - 1972
Imagem rara do "Formigão". Na mesa, Sérgio Cabral, Elke Maravilha, Carminha Mascarenhas, Lúcio Alves e outros.

Cyro Monteiro faleceu no Rio, em 13.7.1973, aos 60 anos. Foi sepultado, com grande acompanhamento, no São João Batista, "ao som da marcha do Flamengo, cantada por integrantes da torcida jovem, coberto com a bandeira do clube e da Estação Primeira de Mangueira".


samba do café

Sucessos

  • Beija-me, Mário Rossi e Roberto Martins (1943)
  • Beijo na boca, Augusto Garcez e Ciro de Sousa (1940)
  • Boogie-woogie na favela, Denis Brean (1945)
  • Botões de laranjeira, Pedro Caetano (1942)
  • Deus me perdoe, Humberto Teixeira e Lauro Maia (1946)
  • Escurinho, Geraldo Pereira (1955)
  • Falsa baiana, Geraldo Pereira (com Benedito Lacerda & Seu Regional, 1944)
  • Linda flor da madrugada, Capiba (1941)
  • Meu pandeiro, Ari Monteiro e Luís Gonzaga (1947)
  • Nêga Luzia, Jorge de Castro e Wilson Batista (1956)
  • O bonde de São Januário, Ataulfo Alves e Wilson Batista (1940)
  • O que se leva dessa vida, Pedro Caetano (1946)
  • Oh, seu Oscar!, Ataulfo Alves e Wilson Batista (1939)
  • Os quindins de Iaiá, Ari Barroso (1941)
  • Pisei num despacho, Elpídio Viana e Geraldo Pereira (1947)
  • Rosinha, Heber de Bóscoli e Mário Martins (com Orlando Silva e Sílvio Caldas, 1941)
  • Rugas, Ari Monteiro, Augusto Garcez e Nelson Cavaquinho (K-Ximbinho, Benedito Lacerda & Seu Regional, 1946)
  • Se acaso você chegasse, Felisberto Martins e Lupicínio Rodrigues (1938)
  • Sereia de Copacabana, A. F. Marques e Antenor Borges (1948)

Zélia Duncan


A cantora e compositora Zélia Duncan (Niterói, 28 de outubro de 1964) começou a carreira em Brasília, com Oswaldo Montenegro na Oficina dos Menestréis, como Zélia Cristina.

Certas Coisas
Zélia Duncan e Lenine
Composição: Lulu Santos / Nelson Motta
Não existiria som
Se não
Houvesse o silêncio
Não haveria luz
Se não
Fosse a escuridão
A vida é mesmo assim
Dia e noite, não e sim...

Cada voz que canta
O amor não diz
Tudo o que quer dizer
Tudo o que cala, fala mais
Alto ao coração
Silenciosamente
Eu te falo com paixão...

Eu te amo calado
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncios e de luz
Nós somos medo e desejo
Somos feitos de silêncio e som
Tem certas coisas
Que eu não sei dizer...

Vou te contar
Os olhos já não podem ver
Coisas que só coração
Pode entender
Fundamental é mesmo o amor
É impossível ser feliz sozinho...

O resto é mar
É tudo que eu não sei contar
São coisas lindas
Que eu tenho pra te dar
O amor se deixa surpreender
Enquanto a noite
Vem nos envolver...

Fundamental é mesmo o amor
É impossível ser feliz sozinho
Fundamental é mesmo o amor
É impossível ser feliz sozinho...

Tem certas coisas
Que eu não sei dizer
Nós somos feitos desejos
Somos feitos de silêncio e som...

VIDA E OBRA

Zélia Duncan despontou no cenário da MPB juntamente com Cássia Eller e Selma Reis. Usando seu nome de batismo, Zélia Cristina, lançou seu primeiro disco pela Eldorado, em 1990; mas insatisfeita, passou um semestre nos Emirados Árabes, cantando em um hotel.

No primeiro disco, teve que enfrentar o grande problema de quem tem talento mas ainda sem nome: um disco bastante comercial, mesmo sendo pela Eldorado, mas contendo algumas pérolas escondidas dentro dele, como a gravação de "Segredo" de Luiz Melodia com a participação dele; e "Astúcia", de Jussi Campelo.

Em 1992 e gravou uma faixa no songbook de Dorival Caymmi produzido pela editora Lumiar. Mudou o nome para Duncan e passou a ser incluída numa nova safra de cantoras que surgiu na década de 90, ao lado de Adriana Calcanhoto, Cássia Eller e Marisa Monte.

Em 1994 lançou o CD "Zélia Duncan", incluindo o hit "Catedral"(versão do sucesso da cantora alemã Tanita Tikaram), que jogou os holofotes sobre a violonista, compositora e cantora de voz grave.

ZELIA DUNCAN - Catedral (live)

Foi no segundo CD que mudou o nome para Zélia Duncan (sobrenome de sua avó) - seu trabalho se consagrou e foi reconhecida como a grande revelação Pop/Rock nacional - desde Marina Lima, no final dos anos 70, ninguém ainda aparecera, individualmente, para mostrar a força da nova geração, como aconteceu com Zélia e também Cássia Eller.

Com voz grave e suave, Zélia se consagrou com o segundo CD, como cantora e compositora pop - mas marca também sua presença na MPB compondo pérolas com Lucina, como Miopia, A Fé, Coração na Boca e Inteira Pra Mim, ou ainda em gravações para a Série SongBook, de Almir Chediak - a música Sábado em Copacabana, de Dorival Caymmi, ganhou nova roupagem e interpretação deliciosa por parte dela.


Em 1997 gravou "Intimidade", que a levou para uma temporada no Japão e Europa. No ano seguinte, é a vez de "Acesso", produzido por Christiaan Oyens, com maior teor folk e pop e com participações de Jacques Morelenbaum e do grupo Uakti.


Em seu CD de 2004, Zélia presta um verdadeiro tributo à música - com direção musical e produção de Bia Paes Leme, "Eu me transformo em outras" traz deliciosas recriações do repertório de grandes cantoras brasileiras de todos os tempos, uma belíssima homenagem de Zélia a suas referências musicais, com arranjos cuidadosos e interpretação impecável.


O álbum seguinte foi “Pré Pós Tudo Bossa Band”, lançado em 2005 pela Duncan Discos. A canção título, que abre o CD, é um composição de Zélia com Lenine. Além disso, o trabalho também traz parceria com Mart'nália, Moska, Pedro Luís, Beto Villares e Christiaan Oyens.

Em 2006, a cantora se uniu aos irmãos Serginho e Arnaldo Baptista e o baterista Dinho e saiu em turnê internacional na badalada volta dos Mutantes, substituindo os vocais que um dia foram de Rita Lee. O sucesso das apresentações na Europa foi tão grande, que Zélia foi convidada a integrar oficialmente a banda.

Zélia Duncan - Alma

Em 2007, além da carreira solo, substitui Rita Lee nos vocais femininos de Os Mutantes, saindo do grupo no mesmo ano. Em 2008 dedica-se ao lançamento e apresentações em turnês pelo país do espetáculo Amigo É Casa ao lado de um dos ídolos da juventude, a cantora Simone.

Também se dedica ao selo Duncan Discos, estuda choro e cursa a faculdade de Letras na Universidade Cândido Mendes.

Zélia Duncan pratica corrida regularmente, tendo, em 2010 participado de sua primeira meia maratona em Nova York. "Correr foi se tornando uma terapia, um alívio, uma meditação...bem, dia 17/3, desembarquei em NYC, para minha primeira meia-maratona(21km)."

Relações Artísticas

Zélia Duncan é parceira e amiga de grandes nomes da MPB, como Rita Lee, John Ulhoa, Fernanda Takai, Isabella Taviani, Lenine, Ana Costa, Mart'nália, Paulinho Moska, Lucina, Christiaan Oyeens, Simone, Lulu Santos, Erasmo Carlos, Alcione, Zeca Baleiro, Oswaldo Montenegro, Roberto Frejat, Teresa Cristina, Marcelo Jeneci, Beto Villares, Anelis Assumpção, Dinho Ouro Preto, Leci Brandão, Nando Reis, Ná Ozzetti, Rodrigo Santos. Também é amiga de Lúcia Veríssimo, Cláudia Jimenez, Ana Beatriz Nogueira, Leilane Neubarth, Leda Nagle e Jean Wyllys, tendo inclusive declarado seu voto a ele como Deputado Federal nas Eleições 2010.

Tudo sobre você - Zélia Duncan (com letra)

Discografia

1990 - Outra Luz - (Eldorado)

1994 - Zélia Duncan - (Warner Music)

1996 - Intimidade - (Warner Music)

1998 - Acesso - (Warner Music)

2001 - Sortimento - (Universal Music)

2002 - Sortimento Vivo - (Universal Music)

2004 - Eu me Transformo em Outras - (Universal Music)

2005 - Pré-Pós-Tudo-Bossa-Band - (Universal Music)

2006 - Os Mutantes - Live In Barbican Theatre (Com os Mutantes) - (SonyBMG)

2008 - Amigo é casa (Ao Vivo Com Simone) - (Biscoito Fino)

2009 - Pelo Sabor do Gesto (Universal Music)

Todos os verbos - Zélia Duncan (Legendado)

Errar é útil
Sofrer é chato
Chorar é triste
Sorrir é rápido
Não ver é fácil
Trair é tátil
Olhar é móvel
Falar é mágico
Calar é tático
Desfazer é árduo
Esperar é sábio
Refazer é ótimo
Amar é profundo
E nele sempre cabem de vez
Todos os verbos do mundo
Abraçar é quente
Beijar é chama
Pensar é ser humano
Fantasiar também
Nascer é dar partida
Viver é ser alguém
Saudade é despedida
Morrer um dia vem
Mas amar é profundo
E nele sempre cabem de vez
Todos os verbos do mundo

PRÊMIO MELHOR CANTORA(POP/ROCK)/2010

Zélia Duncan recebeu o prêmio de Melhor Cantora na categoria pop/rock do Prêmio da Música Brasileira 2010.


Como convidada do Projeto Adoniran, Zélia Duncan subiu ao palco do Memorial da América Latina, em São Paulo, no dia 16 de setembro/2010. O show integrou a temporada de lançamento de seu mais recente CD, Pelo Sabor do Gesto, com direção assinada por Ana Beatriz Nogueira e cenário de Analu Prestes e Luiz Martins.

O espetáculo mostra Zélia Duncan numa performance mais ousada, não só na escolha do repertório, mas também na forma de apresentá-lo ao público. Sem eliminar o tom intimista característico de suas apresentações, a cantora lança mão de artifícios teatrais para intensificar a comunicação com a plateia.

Além das canções inéditas, o novo disco traz regravações (Ambição, de Rita Lee, Os Dentes Brancos do Mundo, de Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle e Telhado de Paris, de Nei Lisboa ) e versões de músicas do artista francês Alex Beaupin, inseridas na trilha sonora do filme Canções de Amor, de 2008 ( Boas Razões e a faixa título Pelo Sabor do Gesto ).

Para plena alegria dos fãs, o roteiro do show contempla também os sucessos que marcaram sua carreira.

No palco, trajando figurino de Luiza Marcier, a artista conta com o talento dos músicos Ézio Filho (direção musical e baixo), Webster Santos ( violão, bandolim e guitarra ), Jadna Zimmerman ( bateria e flauta ) e Leo Brandão (teclados e acordeon).

Zélia Duncan participou em Toronto do show de encerramento do Brazil Film Fest em outubro/2010. Além de apresentar um repertório de altíssima qualidade, a cantora ainda sambou, contou piadas e histórias de início de carreira, e fez o público cantar.


O público, formado na sua maioria por brasileiros, desafiou o frio e a chuva em Toronto para acompanhar com grande entusiasmo o show, aplaudindo os grandes sucessos da cantora, como: “Alma”, “Sentidos”, “Catedral”, “Telhados de Paris”e tantos outros. Supersimpática, ao final do show Zélia ainda posou para fotos com seus fãs.



FONTE

Wiquipédia- Zélia Duncan

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Gian e Giovani


Gian e Giovani é dupla sertaneja formada em Franca/SP pelos irmãos Aparecido dos Reis Morais, o Gian - Franca/SP - 20/1/ 1967 e Márcio dos Reis Morais, o Giovani - Franca/SP - 20/8/1970. Quando crianças haviam formado um trio com outro irmão, batizado de Sereno, Sereninho e Gauchinho. Apresentavam-se em bares e restaurantes.

O irmão Arnaldo desistiu de prosseguir na carreira musical com as dificuldades enfrentadas. Aparecido foi trabalhar como balconista e Márcio como entregador de jornais. Largaram os estudos mas continuaram tentando a carreira artística. Adotaram o nome de outros dois irmãos: Gian e Giovani. Arrecadaram dinheiro em uma festa no Castelinho Camp Clube de Franca e venderam um carro que possuíam para gravar um tape.


O primeiro LP da dupla foi gravado em 1988, pela Chantecler/Continental, com destaque para "Amante anônimo", de Monetário e Financeiro, "Espuma de cerveja", de Tomj Gomide e Benedito Seviero e "Você em minha vida", de Domiciano e Rionegro. A partir desse disco, a carreira da dupla foi alcançando sucesso com a gravação de vários outros discos.


Em 1990, a dupla lançou o segundo disco, também pela Chantecler Continental, que destacou as músicas "Nem dormindo consigo te esquecer", de César Augusto, "Caçador de corações", de Mário Maranhão e Jefferson Farias e "Roupa de lua de mel", de Carlos Randall e Dimarco.


Em 1992 a dupla gravou em seu terceiro disco "Eu quero te amar", de Jeferson Farias e Sula Miranda e "Não dá pra te esquecer", de Chico Roque e Carlos Colla.


Em 1993, gravaram "De que planeta você veio", de Fátima Leão e Elias Muniz, "Faz de conta", de Minellono e Cutuño e "Sai dessa coração", de Jeferson Farias e Carlos Randall.


Em 1994, passaram a gravar na BMG pela qual lançaram o disco Gian e Giovani, volume 5.


Em 1995, Gian e Giovani fizeram sucesso com "O que é que a gente não faz por amor", de Zezé Di Camargo, "Dói", de Paulo Debétio e Paulo Rezende e "Viola caipira", de Gilson e Carlos Colla.


Em 1996, gravaram "Te amo menina", de Danimar e Carlos Randall.



Em 1997, fizeram a versão de "Eu busco uma estrela", Rick Orosco e Miguel Spinola. No mesmo ano, gravaram "Não vivo sem você", de Luís Carlos e Elias Muniz e "Que raio de amor é esse", de Valdir Luz e Tivas.


Em 2000, Gian e Giovani retornaram à gravadora Continental e lançaram o CD "Dois corações", que vendeu cerca de 400 mil cópias.


Em 2001, lançaram o 11º disco da carreira e o segundo após a volta para a gravadora Continental, com produção de César Augusto e tendo como destaque a música "Aperte o play", de Paulo Debétio e Paulinho Rezende, também gravada em video-clipe. Destacaram-se ainda, as músicas "Disk paixão", de Jeferson farias, Nino e Giovani, "Sete dias", de Dermes, Eder jr e Lucas Paragoni, "Vida de peão", de Zé Henrique e "Amor da minha vida", da cantora Martinha.


Em 2002 lançaram o 12º disco, estreando na gravadora Sony Music, com produção de Pinóchio, com destaque para as músicas "Sempre te amei", "Ela se foi", "Tatuagem" e "O nome dela", de autoria da dupla, além de "O beijo da mulher amada", de Fátima Leão, "Cuidei de mim", de Peninha e "Te perdi", de Fátima Leão, Roberto Levi e Juan Marcelo; "Nossa Senhora Aparecida", de Paulo Debétio. No mesmo ano, participaram do show de abertura da Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos, SP.

Em 2003, lançaram novo CD com destaque para "Aperte o play".
 
Em 2004, lançaram seu primeiro álbum acústico, pela Sony Music: "CD Gian & Giovani Acústico - Ao Vivo", cujo maior destaque foi a faixa "Vida Cigana".
 
Vai...
Valeu demais
Foi um lindo sonho
Foi um grande amor
Só que terminou
Como eu já sabia
Que terminaria

Vai...
Cuide-se bem
Segue a sua vida
Tente não chorar
Quando encontrar
Numa poesia
Coisas que eu dizia

Mas se uma lembrança transformar
Seu sorriso em lágrima no olhar
Limpe o rosto e minta um novo amor
Olha pra ele e diz
Que emoção e que jamais foi tão feliz

Vai me procurar em outras pessoas
Em outros abraços
Vai se torturar
Nessas tentativas
De encontrar meus passos
Pena que você
Vai perder o rumo
Dos seus próprios passos

Mas se uma lembrança transformar...


Em 2007, lançaram o seu décimo sexto álbum, pela Atração Fonográfica, "Uma história de sucesso". A gravação contou com participações especiais de Cesar Menotti & Fabiano, na faixa "Caçador de Corações"; de Chitãozinho & Xororó, em "Página de Amigos"; e do grupo Inimigos da HP, na música "Bons Momentos".

Gian e Giovane part. Chitãozinho & Xororó - Página de Amigos

Ela ligou terminando tudo entre eu e ela,
E me disse que encontrou outra pessoa
Ela jogou os meus sonhos todos pela janela
E me pediu para entender encarar numa boa.

Como se o meu coração fosse feito de aço
Pediu pra esquecer os beijos e abraços
E pra machucar ainda brincou comigo.

Disse em poucas palavras por favor entenda
O seu nome vai ficar
Na minha agenda na página de amigos.

Como é que eu posso ser amigo de alguém
Que eu tanto amei se ainda
Existe aqui comigo tudo dela e eu não sei.

Não sei o que eu vou fazer para continuar
Com a minha vida assim se o amor que morreu
Dentro dela ainda vive em mim.

Discografia

1988 - Vol. 01 (Amante Anônimo)
1990 - Vol. 02 (Nem Dormindo Consigo Te Esquecer)
1992 - Vol. 03 (Olha Amor)
1993 - Vol. 04 (Sai Dessa Coração)
1995 - Vol. 05 (Depois Do Adeus)
1996 - Vol. 06 (Um, Dois, Três)
1997 - Vol. 07 (Eu Busco Uma Estrela)


1998 - Vol. 08 (Meu Brasil)
1999 - Vol. 09 (Ao Vivo Duplo)
2000 - Vol. 10 (Aperte O Play)
2001 - Vol. 11 (Dois Corações)
2002 - Vol. 12 (Tatuagem)
2003 - Vol. 13 (Na Batida Do Seu Coração)
2004 - Vol. 14 (Acústico Ao Vivo)
2006 - Vol. 15 (Te Amo)
2007 - Vol. 16 (Uma História De Sucesso)


FONTE