domingo, 27 de outubro de 2013

Estakazero


A Estakazero nunca sai de moda! A frase poderia ter sido dita por qualquer um dos fãs que acompanham os 12 anos de trajetória da Estakazero que toca o ano inteiro em toda a Bahia. Liderada pelo carismático Leo Macedo, a banda se renova sempre e surpreende seus fãs, a cada ano, com um projeto novo que se identifique com seu público. Por isso, em 2013, foi lançado o DVD e o CD “A Festa Começou”, que retrata um pouco da nova fase do grupo. “A decisão de gravar o DVD foi diante o sucesso do Balada, que nos deu uma projeção maior e merecia que fosse feita o registro de um show”, revela Leo.


Este é o terceiro DVD da carreira da banda, sendo o primeiro intitulado “Estakazero Ao Vivo” e lançado em 2006 e o segundo “Dez anos na Estrada”, gravado em 2011. Além destes trabalhos, a banda tem em sua discografia os trabalhos “Botando o Pé na Estrada” (2003), “Lua Minha” (2005), “Arrastapé Pelas Estrelas” (2007) e “Viva Luiz!” (2010)

“Não sou de Ninguém” (Renato Moreno e Jujuba), “Solto na Farra” (Renato Moreno e Zé Maria), “Oh, Delícia” (Renato Moreno e Fábio Garrafinha), “Amor amigo” (Leo Corrêa), “Diz que eu posso ir embora” (Walter Lins) e “A festa começou” (Renato Moreno e Zé Maria), são algumas das canções que serão trabalhadas nesta temporada e que já tem a aceitação do público.



Como já vem sendo visto nos anos anteriores, a banda tem apresentado um trabalho mais versátil que além de forró e xote conta com diferentes ritmos como vaneirão, arrasta-pé, sertanejo e até um pouco de arrocha. “Entendemos que o forró é um som democrático e dentro da interpretação da Estakazero podemos acomodar qualquer ritmo”, revela Leo.

O novo álbum retrata esta fase da carreira da Estakazero que nos seus shows apresenta um trabalho quase todo autoral. “O show é mais espetáculo, atende ao público que gosta de ver e ouvir o nosso trabalho, além de dançar agarradinho”, revela Leo que a partir de abril lidera mais uma edição do Ensaios de São João. “Além de tocar em diversas festas, buscamos também os nossos espaços já que temos a nossa produtora, um exemplo dos Ensaios de São João que adoramos fazer”, completa.


É também da produtora Leke, que administra a Estakazero, outros projetos de sucesso como o Luau Estakazero, que durante cinco anos se consagrou pela inovação de levar o forró às praias em pleno verão soteropolitano, quando geralmente impera o axé music, o forró Encosta N’eu, evento que já entrou no calendário da cidade e que em cada edição enfatiza o sucesso da banda. A viagem à Europa abriu as portas para que o ano de 2011 começasse ainda mais especial.

No São João: Diferente da maioria das atrações de forró, a Estakazero tem agenda o ano todo. Tantos eventos foram refletidos na agenda de São João. Desde maio a banda tem como diria a canção “botando o pé na estrada”. A Estakazero deu a volta pela Bahia e fez show em vários outros estados.



Para a festa junina, Ibipitanga será a primeira cidade a ter a animação de Leo Macedo e sua turma. No dia 16 de junho, o grupo faz show na praça da cidade, no São João Antecipado. No dia 20, os fãs de Petrolina poderão assistir ao show na praça pública. No dia seguinte duas apresentações gratuitas. Santo Estevão e Cruz das Almas assistem ao show “A Festa Começou”. No dia 22, apresentação no Brega Ligth, em Ibicuí. Na noite seguinte, 23, Forró do Namoral, em Jequié, e Piatã, em praça pública. No dia 24, é a vez de Candeias receber o grupo e no dia 25, Cachoeira. Os festejos de São João terminam para a Estakazero no dia 28, quando participam do São João do Pelô, em Salvador. Para os festejos de São Pedro, a banda se apresenta em São Francisco do Conde (dia 29), Muritiba e Iguape (dia 30).

Contando História: Mostrar que a cultura musical da Bahia ia muito além do axé music, foi para o cantor e instrumentista Léo Macedo uma necessidade nos idos de 2001, quando criou a Estakazero. A banda é genuinamente baiana e há doze anos levanta a bandeira do forró na terra do axé. A essência do forró está presente não apenas no som da sanfona e no toque do triângulo, mas na escolha dos cenários e dos figurinos das apresentações.


Depois de despontar no cenário brasileiro com sucessos como “Encosta N’eu” (Cássio Sampaio) e “Sapatilha 37” (Kleofor Nunes), em 2011, ganhou novo destaque nacional com a sua música de trabalho “Balada”.



No inicio de 2012, lançou pelo Som Livre o CD ‘Na Balada - Ao vivo’, trabalho mais dançante que reúne xote e vaneirão e traz ao público um som mais pop. Nesta temporada junina apresenta o DVD “A Festa Começou”.

******Músico Paulo César Perrone Júnior (baterista) foi baleado durante saidinha bancária na capital. No dia 19 de julho de 2011, o baterista da banda Estakazero, sofreu uma “saidinha bancária” e foi baleado na cabeça, no Caminho das Árvores, em Salvador. Aos 34, ele se recupera da lesão neurológica e reage a alguns estímulos. Ele passou 35 dias em coma induzido na UTI do Hospital Geral do Estado (HGE) e dez dias em uma unidade semi-intensiva. O músico teve uma grave lesão neurológica. Ainda não consegue interagir, reage a alguns estímulos com os olhos. Ele melhorou, mas ainda está longe do desejado. O trabalho de reabilitação é lento, mas a chance existe. Perrone já movimenta os braços, as pernas, a cabeça e os olhos. O músico responde a alguns estímulos com o piscar dos olhos. A família tem um custo mensal de R$ 10 mil com o tratamento do músico, com alguns medicamentos, a maior parte é cedida pelo SUS, uma fonoaudióloga, dois fisioterapeutas, um neurocirurgião, uma cuidadora e um advogado, além do custo com alimentação. A Estakazero, banda que o músico integrava, paga outra fonoaudióloga que também cuida dele... leia + aqui

FONTE

http://www.estakazero.com.br/biografia/index.html

sábado, 26 de outubro de 2013

Athos Campos


Athos Campos, nasceu em 14 de julho de 1923 na cidade de Bebedouro, no interior do estado de São Paulo. Compositor, violeiro, folclorista, radialista.


Em 1939, com apenas 16 anos de idade, em parceria com Serrinha, compôs "Chitãozinho e Xororó", sua primeira música que foi justamente o seu maior sucesso, e que foi regravada pelos mais renomados intérpretes da música caipira raiz tais como Tonico e Tinoco, Serrinha e Caboclinho, Serrinha e Zé do Rancho e Pedro Bento e Zé da Estrada, entre outros.


Athos Campos é autor da toada que deu nome a duas duplas sertanejas, uma nos anos 1950 e outra, mais famosa, a partir dos anos 1970, Chitãozinho e Xororó. Foi seu cunhado Geraldo Meirelles quem sugeriu o nome “Chitãozinho e Xororó” a dois jovens cantores paranaenses. A ideia veio da canção justamente com esse nome, composta por Athos Campos.
                    

Além de compositor, também atuou como radialista em várias emissoras de São Paulo, além de produzir programas televisivos para Geraldo Meirelles, um dos pioneiros em mostrar a música sertaneja na TV.

Athos Campos passou a residir em Mairiporã/SP, no final da década de 30, tendo inclusive composto o Hino Municipal da respectiva cidade, a qual se orgulha de ter sido a terra querida e amada pelo compositor.

Além de "Chitãozinho e Xororó", Athos Campos também compôs outras belíssimas obras-primas, entre elas, "Sinhazinha", "Bate na Viola", "Samba de Roda e "Viola Sem Defeito" entre outras.


Athos Campos foi um dos artistas mais importantes do nosso país e sempre defendeu as raízes culturais do povo. Através de seus programas de rádio e TV, costumava sempre denunciar o mercantilismo que já começava a deturpar a música caipira raiz.


Lamentavelmente veio a falecer no dia 01 de novembro de 1992, em Bragança Paulista/SP.

Em 2002, teve as composições "Não sei o que é que eu tenho", parceria com Aleixinho, e "Viola sem defeito" gravadas pelas Irmãs Galvão pelo selo Chantecler.


Algumas composições de Athos Campos:
- A Saudade Continua (Athos Campos e Índio Vago)
- Bate na Viola (Athos Campos)
- Boiada Saudosa (Athos Campos e Serrinha)
- Chitãozinho e Xororó (Athos Campos e Serrinha)
- Divertimento de Violeiro (Serrinha e Athos Campos)
- Não Sei o que é que Eu Tenho (Athos Campos e Aleixinho)
 - Onde Canta O Chororó (Athos Campos)
- Samba de Roda (Athos Campos e Geraldo Meireles)
- Sinhazinha (Athos Campos e Índio Vago)
- Viola Sem Defeito (Athos Campos)



FONTE

http://www.recantocaipira.com.br/athos_campos.html

Pedro e Paulo


Os irmãos Jorge Alves Monteiro (Pedro) e Antonio Alves Monteiro (Paulo) são filhos de família humilde, naturais do estado do Ceará, descendentes de mineiros, foram criados em Jateí, pequena cidade do interior de Mato Grosso do Sul.

Posteriormente, foram para a fronteira com o Paraguai, indo trabalhar na lavoura da erva-mate. Formaram uma dupla e começaram a se apresentar em feiras agropecuárias. Tocaram em cinemas e clubes.



Em 1975, saíram de Jatei (MS) indo a Presidente Prudente (SP), onde ficaram conhecendo os irmãos Capuá. Certo dia, num programa de rádio, a dupla Rock e Ringo ouviu a dupla cantar e imediatamente deu-lhes o nome de PEDRO E PAULO.

Em São Paulo no mês de novembro de 1977, a dupla Pedro e Paulo foi levada pela primeira vez à televisão no Programa Canta Viola, produzido e apresentado por Geraldo Meirelles (o “Marechal da Música Sertaneja") e Athos Campos (compositor, violeiro, folclorista, radialista), na TV Record.

A história do Programa Canta Viola começou em 1960 tendo como seu criador e idealizador o Sr. Geraldo Meirelles, na extinta TV Associadas, hoje TV Cultura. O primeiro programa de musica sertaneja lutou contra preconceitos dos mais diversos, passou por outras emissoras como Tupi, Bandeirantes e chegando a TV Record, ficando assim mais de 25 anos nesta mesma emissora.

O Programa Canta Viola foi celeiro dos grandes cantores, duplas e trios sertanejos da atualidade como Chitãozinho e Xororó, Cristian e Ralf, João Paulo e Daniel, Leandro e Leonardo, Zezé Di Camargo Luciano, Sérgio Reis, Irmãs Galvão, João Mineiro e Marciano, Marcelo Costa e muitos outros. Por isso foi e continua sendo a única porta para as duplas e trios iniciantes e por este motivo possui o respeito de todos os artistas do gênero.

A primeira grande vitória a dupla Pedro e Paulo foi com "Transnoronha" de autoria de Capuá, que preencheu todos os requisitos dos jurados e telespectadores, do Programa Canta Viola, mas para a dupla ainda faltava o mais importante... a gravadora... o disco... o sonho que mais tarde tornou-se realidade. Ringo levou a dupla até Raimundo Carlos, um conhecedor por excelência da música sertaneja, que ouviu, e não mediu sacrifícios para encaminhá-los.



Numa reunião familiar sertaneja da qual participavam Ringo, Tony Damito, Carlos Cézar e outros, tiveram a ideia de telefonar para Horácio Faustino da gravadora CBS, onde produzia para o selo sertanejo UIRAPURU.

Horácio pediu que colocassem a dupla no aparelho telefônico, e os ouviu cantar "Transnoronha". Ele teve a certeza que conseguiria um repertório bom pelo estilo da dupla, bem a gosto do público. Foi então que em 1978 lançaram seu primeiro LP, destacando-se neste disco as músicas "Transnoronha" "Calvário da Vida" e "Tropas e Boiadas".

Em 1979 lançam o segundo LP, o disco levava o nome da dupla: PEDRO E PAULO - 1979 - Uirapuru/CBS 350049. Destacando-se a música "Eu Amo Demais a Vida".

01 Mais Uma Noite Que Passa Sem Você Dormir Comigo (Marciano-Darci Rossi)
02 Saudade Danada (Ringo)
03 Mulher Meio-termo (Compadre Lima-Mabel)
04 Amor Por Piedade (Praense-Raimundo Prates)
05 A Carta Que Musiquei (Praense-Jardel)
06 Mãe É Uma Só (Noel Fernandes-Sabino)
07 Eu Amo Demais a Vida (Jorge Silva-Pedro)
08 Maria (Marciano-Darci Rossi)
09 Quatro Paredes (Paulo-Waldemar de Freitas Assunção)
10 As Flores Que Não Colhi (Itapuã)
11 Passageiro da Terra (Compadre Lima-Mabel)
12 Provas de Deus (Capuá-Pedro-Paulo)

Ouça aqui Pedro & Paulo - Mãe é Uma Só

No início dos anos 1980, apresentaram-se no programa "Viola minha viola", na TV Record. Gravaram o primeiro disco pela CBS.  Passaram a se apresentar semanalmente no famoso programa "Linha Sertaneja Classe A" da Rádio Record.

O Linha Sertaneja Classe A apresentado de segunda a sexta pelo comunicador José Russo era dividido em blocos de 15 e 30 minutos e cada bloco dedicado a uma dupla ou cantor sertanejo. Lourenço e Lourival, Milionário e José Rico, Matogrosso e Mathias, Pedro Bento e Zé da Estrada, Roberto e Meirinho, Léo Canhoto e Robertinho e muitas outras duplas mostravam suas músicas atendendo os fãs por carta. José Russo chamava Zé Bettio que durante os intervalos, fazia propaganda dos mais variados produtos, e no fim, quando devolvia o comando o chamava carinhosamente com um “Fala Zé” e Russo respondia com um “falo, falo sim”.

Outros discos de Pedro e Paulo vieram, e depois se afastaram por um tempo da carreira artística.

Pedro e Paulo gravaram a música Poeira do Norte, de Gordurinha (Esta música - composição de Florentino Coelho e Eloide Warthon - foi gravada por Gordurinha com o nome de "Poeira de Morte".)

 
Tá vendo essa roupa cáqui
Ela é branca meu patrão
Acontece que eu vim de longe
Em cima de um caminhão
E a poeira é de morte
Naquela estrada do Norte
Tem dó de mim meu patrão
E vê se ajuda o teu irmão

Eu quero trabalhar o dia inteiro,
Nem que seja pra ganhar um tostão
Eu já não posso mais
E voltar para trás
Eu não quero não

Chega de viver torrado
pelo sol malvado
Que só quer matar
Chega de saber que a fome
É direito do homem
Que não quer roubar

Doutor o que me traz aqui
Não é me divertir
Nem ver o carnaval
Apesar do que sofri no Norte
Sou caboclo forte
Quero trabalhar



Gravação: Gordurinha
Disco: Mamãe! Estou Agradando
Gravadora: Continental
Ano: 196101. Bossa quase nova (Gordurinha)
02. Súplica cearense (Gordurinha / Nelinho)
03. Tô doido pra ficar maluco (Rodrigues da Silva / Ataide Pereira)
04. Poeira de morte (Florentino Coelho / Eloide Warthon)
05. Na marca do penalty (Erasmo Silva)
06. Não sou de nada (Gordurinha / Valter Silva)
07. Passe ontem (Umberto Silva / Luis Mergulhão)
08. Eu preciso namorar (Gordurinha)
09. Meio termo (Gordurinha)
10. Calouro teimoso (Gordurinha / Nelinho)
11. Quando os baianos se encontram (Oscar Bellandi)
12. O marido da vedete (Gordurinha)
 





 
Pedro & Paulo (2008) As 20 Mais
Pedro & Paulo
(2008) As 20 Mais

01 Casa dos Prazeres (Praense-Alcino Alves)
02 Eu Amo Demais a Vida (Jorge Silva-Pedro)
03 Tropas e Boiadas (Tony Damito-Carlos Cesar)
04 Poeira do Norte (Gordurinha)
05 Morrerei de Saudade (Jorge Silva-Manoel)
06 Perdido Na Noite (Caiobá)
07 O Sem Vergonha Aqui Sou Eu (Nonô Basilio-Wanderley Basilio)
08 Alô Motorista (Manoelito-Marazul)
09 Quatro Paredes (Paulo-Waldemar de Freitas Assunção)
10 Ultimo Trago (Marciano-Darci Rossi)
11 Ela Voltou a Dormir Comigo (Marciano-Darci Rossi)
12 Transpantaneira (Capuá-Ringo)
13 Saudade Danada (Ringo)
14 Bandeira dos Paulistas (Capuá-Pedro)
15 Ânsia Louca (Morandi-Nelson Gomes)
16 Maria (Marciano-Darci Rossi)
17 Transnoronha (Capuá-Pedro)
18 Calvário da Vida (Compadre Lima-Praense)
19 Amor Por Piedade (Praense-Raimundo Prates)
20 História de Um Índio Civilizado (Goiá-Mizael)
 
Em 2009 retomaram a carreira e lançam o CD "A Volta".
 
FONTE
 
 
 
 
 

Juanita Cavalcanti


Em pleno auge da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, foi uma das cantoras mais requisitadas para interpretar boleros e música latina em geral, então em grande moda e quase constantemente nas paradas de sucesso. Chegou a ser uma das cantoras preferidas pelos grandes maestros nos programas noturnos da emissora.

Em 1952, gravou pela Continental o baião "Meu limão, meu limoeiro", do folclore brasileiro, com arranjos de Carolina Pereira e o samba "Lamento de uma raça", de Manuel Coelho e Alfredo Godinho.
Sh-Boom (Sh-Boom)
Versão de Juvenal Fernandes, lançada na Sinter pelos Trigêmeos Vocalistas em em dezembro de 1954 (78 rpm 376-A, matriz S-816). Em janeiro de 55 saiu a gravação de Juanita Cavalcanti, pela Continental.


No mesmo ano, gravou de Mário Albuquerque o samba "Noite de carnaval", e de Mário Vieira e Guilherme Leite, a toada-baião "Oi-lê, oi-lá".


Em 1953, gravou a buleria "A lua enamorada", de Villajos, Durango e Bolaños, com versão de Juracy Rago, e o samba "Tortura sem par", de Ricardo Rangel e Lupicínio Martins. No mesmo ano, gravou o samba "João Valentão", do compositor baiano Dorival Caymmi, e o baião "Vaidoso", de Poli e Juracy Rago.


São de 1954 as gravações do baião "Acordei cansado", de Euclides da Cunha e Arlindo Pinto, e do samba "Esta indecisão", de Cláudio Passos e Juracy Rago.


Em 1955, gravou as marchas "Tanaka", de Beduíno e Moacir Braga, "Pombinha branca", de J. M. Alves e Reinaldo Santos, e o bolero "Confesso", de Scorza Neto, e pela Todamérica, a marcha "Pau d'água", de Juracy Rago, e o samba "O samba não pode parar", de João de Barro e Alcir Pires Vermelho.


Em 1956, gravou o rojão "Chapa 13", de Rubem Melo, e o samba-choro "Não convém", de Antônio Rago e João Pacífico.

Em 1957, lançou a marcha "A taça é nossa", de Antônio Sergi e José Luiz da Silveira. No outro lado do disco, apresentou com Otávio Muniz o trio Cláudio, Brandão e Goiano gravando a marcha "Os jogadores falam", de José Luiz da Silveira. Gravou, ainda na Copacabana, com a cantora Maristela o chimbole "Venho de longe", de Scorza Neto e a guarânia "Sozinha e descrente", de Zé Cavalcanti.



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Galo Preto


Em 2010, o conjunto Galo Preto (1975) completou 35 anos. Integram o grupo atualmente os seguintes músicos: Diego Zangado (percussão), Alexandre Paiva (cavaquinho), José Maria Braga (flauta), Bartolomeu Wiese (violão), Afonso Machado (bandolim e arranjos) e Alexandre de la Peña (violão de 7 cordas).

Além de ser um dos mais antigos grupos de choro em atividade, o Galo sempre primou por um trabalho instrumental inovador, por isso, cada novo disco lançado desperta um interesse enorme no meio artístico-musical e é sempre muito elogiado pela crítica. O conjunto é hoje, com certeza, uma referência no cenário da moderna música instrumental brasileira.


O Galo é dono de um vasto currículo e já se apresentou ao lado dos maiores artistas da música brasileira, no Brasil e no exterior (Portugal, França, Suécia, México) tendo, além de suas apresentações, ministrado oficinas de choro, master classes e workshops. Entre os nomes que o grupo acompanhou estão Cartola, Elza Soares, Arthur Moreira Lima, Elton Medeiros, Nelson Cavaquinho, Paulinho da Viola, Nelson Sargento e Rafael Rabello.

Já em seu primeiro disco, de 1978, em plena redescoberta do choro, ao invés de regravar temas tradicionais, a exemplo de outros grupos, o Galo optou por pesquisar e registrar material inédito dos grandes nomes, como Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Ernesto Nazareth e Anacleto de Medeiros.


Nos dois discos seguintes (1981 e 1991) o grupo definiu sua linha de trabalho que é a de buscar nos compositores contemporâneos, que também transitam pelo choro, temas originais. Com isso o Galo pretende provar que o choro, além de ser uma forma de tocar a música brasileira, também é um gênero vivo, em constante movimento e evolução, ao contrário do espírito saudosista, que muitas vezes a ele se imprime.


Nestes dois trabalhos o grupo gravou choros inéditos de Hermeto Pascoal, Sivuca, Tom Jobim, Hélio Delmiro, Cristóvão Bastos e outros grandes músicos brasileiros.

No quarto disco (1994) o Galo homenageou um dos maiores compositores de nossa música, Paulinho da Viola, grande sambista, mas que teve toda sua formação baseada no choro, e sempre exerceu grande influência em todos os músicos do conjunto. Ao lado de temas conhecidos, foram gravados também outros inéditos, inclusive o Maxixe do Galo , especialmente escrito para o disco.

Entre 1994 e 2002, o Galo Preto gravou dois discos homenageando grandes do samba: o Só Cartola (com Nelson Sargento e Elton Medeiros) e o Dono das calçadas – Nelson Cavaquinho (com Soraya Ravenle e Nelson Sargento).


Em 2004, com a cantora Andréa Pinheiro, registrou clássicos da música brasileira no CD Diz que fui por aí. Estes discos, e também os anteriores receberam sempre a mais alta cotação da crítica especializada e algumas indicações a prêmios, como o Sharp, em 1991.

Na celebração dos 30 anos de carreira, lançou o CD Galo Preto – 30 anos. Todas as músicas são inéditas e os arranjos se caracterizam pela forma camerística, moderna e original, que sempre foi a linha que o Galo seguiu em toda a sua história. Luiz Moura, Laércio de Freitas, Elton Medeiros, Carlinhos Vergueiro, Nelson Sargento, Marcus Ferrer e Rildo Hora escreveram temas especiais para este disco, e este último escreveu na dedicatória do seu Cantando de Galo: “aos meninos do Galo, grandes brasileiros.”




FONTE

Música de Gordurinha no Simuladão ENEM/2010 - Editora Abril


O Enem é uma etapa fundamental do processo de ensino-aprendizagem, sendo feito por milhões de alunos de todo país - por isso a importância de uma boa preparação, pois o aluno que valoriza a leitura, a curiosidade, a criatividade e que se mantém atualizado tem enorme chance de sucesso na prova.

Sabe-se que o Ministério da Educação (MEC) elabora o Enem, a cada ano, tendo como base uma Matriz de Referência publicada em maio de 2009. Nela, resumem-se conhecimentos e habilidades esperadas nos alunos, aferidas por meio de questões de complexidade variada: há questões fáceis, médias e difíceis.

Além de ficar atento ao conteúdo curricular dos cursos regulares do Ensino Médio, o MEC preza pela interdisciplinaridade em quatro linhas gerais de conhecimento (Linguagens e Códigos; Matemática; Ciências da Natureza; Ciências Humanas) e espera que o estudante apresente desenvolvimento cognitivo em cinco competências básicas comuns a quaisquer áreas de conhecimento: domínio de diferentes tipos de linguagens, compreensão e interpretação de fenômenos, solução de problemas, construção de argumentações para a defesa de pontos de vista e elaboração de propostas novas.

Nos dias 15 e 16 de maio de 2010 o Guia do Estudante da Editora Abril em parceria com a Universidade Anhembi Morumbi realizou a terceira edição do mais conceituado simulado para o Enem. O Simuladão elaborado pela equipe do Guia do Estudante apresentou 180 questões objetivas de múltipla escolha divididas nas quatro áreas gerais de conhecimento; e redação. A aplicação e a correção das provas ficaram sob a responsabilidade dos mestres da Anhembi Morumbi. Veja o regulamento do Simuladão ENEM Guia do Estudante/2010 - da Editora Abril (aqui) As inscrições gratuitas a todos estudantes do Brasil estiveram abertas no site.

Os candidatos tiveram que apresentar documento de identidade original e e-mail impresso comprovando a inscrição. Tanto rigor se justifica: além de preparar os estudantes de segundo e terceiro anos de Ensino Médio para o Enem 2010, o Simuladão premiou os três melhores desempenhos. O campeão ganhou um carro 0km, vice e terceiro colocado levaram um notebook cada.

No Simuladão do ENEM/2010 - da Editora Abril - a música "Chicletes com Banana", de Gordurinha está na questão 16 da página 12, na área "Linguagens, Códigos e suas Tecnologias":
 
 

QUESTÃO 16

Só a antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente.
Única lei do Mundo. Expressão mascarada de todos os individualismos,
de todos os coletivismos. De todas as religiões. De todos os tratados de paz.

(Fonte: Andrad, Oswald de. Manifesto Antropófago. In : A Utopia
Antropofágica. 3ed. São Paulo: Globo, 2001, p. 47)

Em seu Manifesto Antropófago, Oswald de Andrade defende uma antropofagia cultural com a absorção de elementos de outras culturas como forma de enriquecer e aprimorar a cultura local. Identifique nas letras a seguir, retiradas da Música Popular Brasileira, ideias que se aproximem à do poeta modernista.

a) Só ponho bebop no meu samba/ Quando Tio Sam pegar o tamborim/ Quando ele pegar no pandeiro/ E no zabumba/ Quando ele entender/ Que o samba não é rumba/Aí eu vou misturar/ Miami com Copacabana/ Chiclete eu misturo com banana/ E o meu samba vai ficar assim... (Chiclete com Banana, Gordurinha/ Almira Castilho)

b) Aquilo que era mulher / Pra não te acordar cedo / Saía da cama na ponta do pé / Só te chamava tarde, sabia teu gosto / Na bandeja, café / Chocolate, biscoito, salada de frutas / Suco de mamão / No almoço era filé mignon / Com arroz à la grega, batata corada / Um vinho do bom. (Vacilão – Zé Roberto)

c) Carcará / Pega, mata e come / Carcará / Num vai morrer de fome / Carcará / Mais coragem do que home / Carcará. (Carcará – João do Vale e José Cândido)

d) No sinal fechado / Ele vende chiclete / Capricha na flanela / E se chama Pelé / Pinta na janela / Batalha algum trocado / Aponta um canivete / E até. (Pivete – Francis Hime e Chico Buarque)

e) Eduardo e Mônica eram nada parecidos / Ela era de Leão e ele tinha dezesseis / Ela fazia Medicina e falava alemão / E ele ainda nas aulinhas de inglês / Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus / De Van Gogh e dos Mutantes / Do Caetano e de Rimbaud / E o Eduardo gostava de novela / E jogava futebol de botão com seu avô. (Eduardo e Mônica – Renato Russo)
 
 

Marcus Vinile


O Verbo é o álbum de estreia de Marcus Vinícius, o jovem cantor mineiro que foi o vencedor da segunda edição do programa Fama da TV Globo, com 380 mil votos da audiência. O trabalho apresenta 11 faixas com o melhor do pop, entre elas "Me Abraça e Me Beija", "Tempo Rei" e "Pro Meu Futuro".




Marcus Vinicius vive dos direitos autorais de suas músicas, além dos shows em Belo Horizonte. O cantor, que agora assina como Marcus Vinile, já teve até uma de suas composições gravada pelo grupo Jeito Moleque.

Marcus relembra toda a jornada para conseguir entrar no reality show. O cantor explica que, em 2002, foi convidado a participar da primeira edição do programa, mas ainda não tinha 21 anos: “Foi horrível assistir. Comentei com os amigos sobre as audições e fiquei como mentiroso”. A Rede Globo voltou a entrar em contato e ele conseguiu, em 15 dias, que Patrícia Lino, sua produtora, se tornasse sua tutora legal. “Tenho vontade de escrever um livro sobre essa história”, diz.

O desafio que mais o deixou tenso foi a berlinda com o cantor Thiaguinho: “Depois de vencê-lo, fiquei mais tranquilo. Ele é carismático e com sua saída tinha mais chances de ganhar”. Mas a rivalidade ficou só no programa. A amizade rendeu uma composição. “Seria ótimo se ele gravasse. Vou fazer uma campanha ‘Grava Thiaguinho’”, brinca.

Depois da vitória, apareceram vários parentes. “Muitos deles acharam que gastei 500 mil em gandaias e drogas. Só que não ganhei nenhum prêmio em dinheiro. O ‘Fama’ me deu tudo, menos grana”, diz.



Leia mais:

extraglobo

Léa Freire


Léa Freire, flautista e compositora, ouvia desde cedo eruditos brasileiros como Guarnieri, Villa Lobos, Radamés Gnattali e Souza Lima entre outros, durante seus estudos de piano, onde também conheceu a obra de Bach, Debussy e os muitos autores estrangeiros. Também se interessou pelo rock and roll e depois o jazz, que a trouxe de volta para a bossa nova, que chamou o choro e que mostrou o caminho para os inúmeros ritmos brasileiros. Agora começa uma nova etapa - a de unir o popular ao erudito - o formalismo à improvisação, com sotaque brasileiro.



Já tocou com muita gente : Alaíde Costa, Filó Machado, Nelson Ayres, Marlui Miranda, Hermeto Pascoal, Arismar do Espírito Santo, Djamandu Costa, Evandro (bandolim), Rosinha de Valença, Arrigo Barnabé, Itiberê Zwarg, Nenê, Nailor "Proveta Azevedo", Nico Assumpçâo, Elton Medeiros, Manezinho da Flauta, Guilherme Vergueiro, Michel Freidenson, Thomas Clausen, Leny de Andrade, Bocato, Guello, Mozar Terra e muitos outros, representantes das mais diversas tendências musicais.

Tem parcerias com Joyce, que gravou músicas da dupla no Japão, Alemanha, Inglaterra e Brasil. Lançou seu primeiro CD, Ninhal, em Dezembro de 97, gravado no período de 94 a 96 através do selo Maritaca, onde constam participações especiais da Banda Mantiqueira, Quarteto Livre, Joyce, Filó Machado e muitos outros músicos de primeira linha, entre músicos, arranjadores e compositores.



Em 1998 integrou-se também ao grupo de Teco Cardoso, com o qual fez várias apresentações, inclusive na Universidade de Miami e no Blue Note de Nova York, montando com este um repertório que gerou o CD "Quinteto", gravado em Nova York, em Outubro de 98, e lançado em Novembro de 99, que contou com Benjamim Taubkin (piano), AC Dal Farra (bateria) e Sylvio Mazzucca Jr (contrabaixo).



Para 2005 Lancou dois CDs: "Antologia da Canção Brasileira - vol. 1 e Antologia da Canção Brasileira - vol. 2" em parceria com o trombonista Bocato, pelos quais recebeu cinco indicações pela imprensa como melhor CD do ano e também como melhor show.

Em 2006 realizou turnê pela Europa e no Brasil com Thomas Clausen, pianista dinamarquês de renome internacional e Teco Cardoso, tendo gravado CD a ser lançado no Brasil e na Europa em 2007, intitulado “Water Bikes”, contando com a participação de Fernando Demarco (baixo) e Afonso Correa (bateria).



Em Maio de 2007 realizou o lançamento do CD Cartas Brasileiras – seu novo CD cujas gravações se iniciaram em 2005 – produzido por Teco Cardoso e com a participação especial do maestro Gil Jardim. Trata-se de um CD com um viés sinfônico e que conta com arranjos de Lea, Gil, Nailor Proveta Azevedo, Mozar Terra, Luca Raele (Sujeito a Guincho) e Tiago Costa. O lançamento se dará no Auditório Ibirapuera junto com a orquestra da OCAM mais convidados como Paulo Belinatti, Isaias Almeida, Israel Almeida, Paulo Braga (piano), Guello e outros, num total aproximado de 50 músicos.



Como produtora e editora de música instrumental Brasileira, sua gravadora e editora - Maritaca - já lançou mais de 25 CDs e dois livros. Ministra regularmente cursos de percepção musical para improvisação em oficinas de música realizadas em todo o pais.




FONTE

MARITACA

Laís Marival


Laís Marival (Maria Neomésia Negreiros), paulista de Taquiritinga, ganhou o pseudônimo do maestro Gaó. Cantora desde o início da década de 30, estreou em disco na gravadora Columbia em 1936, com os sambas Condenada (João Pacífico e Correia Leite) e Cada um dá o que tem (Raul Torres), acompanhada pelo Conjunto Regional Bandeirantes.


Em 1937 gravou os maracatus Onde o sol descamba (Ascenco Ferreira e Capiba) e Eu sou do forte (José Gonçalves, depois famoso como Zé da Zilda). Gravou nesse mesmo ano o samba Amanhã tem mais (Silvino Neto e Lírio Panicali) e a marcha Gorro de meia, (Silvino Neto) com acompanhamento de Otto Wey e sua orquestra.


Ainda em 37 gravou o samba É de virada e a marcha A quem queremos (ambas de Miguel Sandini e J. P. Camargo) e também o maracatu Meu ganzá e o samba-canção Saudades do morro (ambas de H. Celso e A . Santos), com a orquestra de Gaó.

Em 1938, gravou com a Orquestra Columbia o samba Apanhar não é prazer (Elpídio de Faria) e a marcha Você gosta de brincar (Lina Pesce), músicas classificadas em primeiro lugar nos gêneros samba e marcha do Concurso Oficial da Divisão de Turismo e Divertimento Público da Prefeitura de São Paulo para o carnaval daquele ano.

Laís Marival gravou apenas seis discos na Columbia além de se apresentar em programas de rádios paulistanas, sumindo do cenário musical nacional ainda na década de 30.

Em 1987 a gravadora Revivendo lançou o LP Grandes Cantoras - Odete Amaral, Laís Marival, Aracy Cortes, Carmen Barbosa, relançando em disco as músicas Saudades do morro, Condenada e Cada um dá o que tem.

Em 2002, no volume 5 da série Carnaval - Sua História, sua glória, também da Revivendo, foi relançada sua interpretação para a marcha Você gosta de brincar. No volume Capiba - O poeta do frevo - 100 Anos, da mesma série, foi relançada sua interpretação para o frevo "Onde o sol descamba".

FONTE

Alcymar Monteiro


Alcymar Monteiro dos Santos (Aurora (Ceará), 13 de Fevereiro de 1953), é um cantor e compositor brasileiro de Forró e Frevo. É considerado um dos grandes intérpretes da música nordestina, mais especificamente do Forró tradicional, sendo conhecido como o Rei do Forró.


O cantor e compositor Alcymar Monteiro nasceu no distrito de Ingazeiras, em Aurora, no Ceará, e se mudou para Juazeiro do Norte, onde passou sua infância. Estudou música no Conservatório Alberto Nepomuceno, em Fortaleza. Porém foi em Recife, onde reside atualmente, que Alcymar Monteiro conseguiu se destacar no cenário musical.



Pesquisador dos ritmos nordestinos, Alcymar faz um trabalho versátil sem perder o foco na autêntica música nordestina. Em mais de três décadas de carreira já teve suas músicas gravadas por grandes nomes da MPB como Zé Ramalho e Alceu Valença. Já fez duetos com Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Elba Ramalho, Marinês entre outros.



É totalmente contra o forró eletrônico, pois o considera como um forró lambadeado, mal tocado, mal cantado, que não vale um tostão furado.



Discografia
  • 1980 - Nossas Vidas, Nossa Flores (MPB) - Continental
  • 1985 - Música Popular Nordestina
  • 1986 - Forroteria
  • 1987 - Rosa dos Ventos
  • 1987 - Portas e Janelas
  • 1989 - Pirilampos
  • 1990 - Forró Brasileiro
  • 1991 - O Rei do Forró
  • 1992 - Cantigas e Cantorias
  • 1993 - Forró Nosso de Cada Dia
  • 1994 - Nordestinidade
  • 1995 - Vaquejadas Brasileiras - 1º Circuito
  • 1996 - Cultura Popular
  • 1996 - Vaquejadas Brasileiras - 2º Circuito
  • 1997 - Nordestino
  • 1997 - Vaquejadas Brasileiras - 3º Circuito
  • 1998 - Forró e Vaquejada, vol. 1
  • 1998 - Eterno Moleque
  • 1998 - Ao Vivo, vol. 1
  • 1999 - Festa Brasileira
  • 2000 - Toques e Batuques
  • 2000 - Os Grandes Sucessos da Vaquejada
  • 2000 - Imaginário Popular
  • 2001 - O Maior Forró do Mundo
  • 2002 - Levanta Poeira
  • 2003 - Ao Vivo, vol. 2
  • 2003 - Forró de Todos Nós
  • 2003 - Carnaval Multicultural
  • 2004 - Aboios e Vaqueiros
  • 2005 - Frevação, vol. 1
  • 2005 - Meu Forró é Meu Canto
  • 2006 - Frevação, vol. 2
  • 2006 - O Verdadeiro Forró
  • 2007 - Frevação, vol. 3
  • 2007 - Cultura Brasileira (Ao Vivo) [CD/DVD]
  • 2007 - Forró Brasileño
  • 2007 - Festrilhas, vol. 1
  • 2008 - Frevação, vol. 4
  • 2008 - Como Antigamente, vol. 1
  • 2009 - Cantorias Brasileiras
  • 2010 - Tradição e Tradução (Ao Vivo) [CD/DVD]
  • 2010 - Vaquejadas e Cavalgadas Inesquecíveis
FONTE

http://pt.wikipedia.org/wiki/Alcimar_Monteiro

Haroldo Tapajós


Haroldo Tapajós Gomes (19/11/1915 Rio de Janeiro, RJ -18/4/1994 Rio de Janeiro, RJ). Cantor. Compositor. Filho de Manoel Tapajós Gomes, crítico de arte e poeta, e de Alice Sabino Maia, Haroldo formou-se em Direito pela Faculdade de Direito do Estado do Rio de Janeiro. De 1934 a 1945, trabalhou no Departamento Nacional de Estradas de Rodagem - DNER.

Em 1945, já afastado da música, entrou para o Itamaraty, tornando-se redator do Ministério das Relações Exteriores e iniciando carreira diplomática na qual exerceria diversos cargos, inclusive como vice-cônsul em Chicago, nos Estados Unidos, até aposentar-se, em 1985. Casou-se com Maryse Lafayette, em 1940, tendo com ela três filhos.

Integrou com o irmão Paulo, na década de 1930, a dupla Irmãos Tapajós e foi parceiro de Vinicius de Moraes na primeira canção gravada do poeta, "Loura ou Morena". O histórico remonta a 1928, quando os três irmãos Paulo, Haroldo e Oswaldo Tapajós, respectivamente com 15, 13 e 11 anos, apresentaram-se na Rádio Sociedade do Rio de Janeiro.


Em 1932 Oswaldo deixou o trio. Nesse mesmo ano, a dupla Irmãos Tapajós, formada por Paulo e Haroldo, gravou seu primeiro disco, um 78 rpm lançado pela Columbia contendo "Loura ou morena" e "Doce ilusão", ambas de Haroldo Tapajós e Vinicius de Moraes.

Em 1933 (1934) a dupla Irmãos Tapajós gravou mais um 78 rpm, lançado pela RCA Victor, o fox-trote  "Um sorriso... Uma lágrima", de Júlio de Oliveira e Alberto Ribeiro e "Canção para alguém" , de sua autoria com Vinicius de Moraes.


Em 1939 gravou "O beijo que você não quis dar" (Haroldo Tapajós e Vinicius de Moraes" e "Canção da noite" (Paulo Tapajós e Vinicius de Moraes), 78 rpm lançado pela Columbia, e "Decadência de pierrot" (Lamartine Babo e Alcir Pires Vermelho) e "Eu chorei" (Alvaiade e Alcides Lopes), 78 rpm lançado pela gravadora Odeon.

Também na década de 1930, gravou com o irmão outras composições suas em parceria com Vinicius de Moraes, como o fox-canção "Namorado da lua" e o fox-trote "O nosso amor de criança".

Em 1940, gravou o último disco com o irmão interpretando a marcha "Decadência de pierrô", de Lamartine Babo e Alcyr Pires Vermelho e o samba "Eu chorei", de Alvaiade e Alcides Lopes.



Em 1945, já afastado da música, entrou para o Itamaraty, tornando-se redator do Ministério das Relações Exteriores e iniciando carreira diplomática.

FONTE




Paulo Tapajós



Paulo Tapajós Gomes (Rio de Janeiro, 20 de outubro de 1913 — 29 de dezembro de 1990) foi um cantor, compositor, produtor e radialista brasileiro. Filho do escritor, jornalista e poeta Manoel Tapajós Gomes. Irmão do compositor e cantor Haroldo Tapajós.
Pai dos cantores e compositores Paulinho Tapajós, Maurício e da cantora Dorinha Tapajós.

Participou de diversos festivais de música pelo país. Por vários anos apresentou, produziu e dirigiu o programa radiofônico Domingo Musical, do Projeto Minerva - Rádio MEC. Em 1926, iniciou seus estudos de piano (com a professora Maria Siqueira) e violão. Estudou com Cecília Rudge e Riva Pasternack (canto) e com o Maestro Lourenzo Fernandes (música).


 
Em 1927 escreveu sua primeira música, a modinha Meu bem, que recebeu letra de seu pai, Manoel Tapajós Gomes. A canção foi editada na Casa Vieira Machado, embora não tenha sido registrada em disco.

O trio Irmãos Tapajós foi formado em 1927, com seus irmãos Haroldo e Osvaldo. Em 1928 estreou na rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Com a saída do irmão Osvaldo do trio. forma uma dupla com o irmão Haroldo, gravando Loura e Morena (Haroldo Tapajós/Vinícius de Moraes; Decadência de Pierrô (Lamartine Babo/Alcir Pires Vermelho); Eu Chorei e Noite Azul. Compôs com Vinicius de Moraes o fox-canção Canção da Noite.

Em 1932, com a desistência de Oswaldo, o trio transformou-se na dupla Irmãos Tapajós, gravando seu primeiro disco na Columbia com as canções Loura ou morena e Doce ilusão, ambas de Haroldo Tapajós e Vinicius de Moraes. Estas músicas marcam a estreia do poeta Vinicius de Moraes como letrista.



Ainda em 1932, Paulo Tapajós ingressou na Escola de Belas Artes, onde estudou desenho técnico, artístico e comercial.

Atuou como desenhista profissional do Departamento de Aeronáutica Civil e da Companhia Siderúrgica Nacional, entre 1936 e 1942.

Em 1942, com a dissolução da dupla Irmãos Tapajós, iniciou sua carreira solo, abandonando a profissão de desenhista para dedicar-se exclusivamente à música. Foi cantor, diretor e produtor de diversos programas da Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, em 1942.

Três anos depois, criou e integrou o Trio Melodia, ao lado de Albertinho Fortuna e Nuno Roland. Criou e dirigiu a Turma do Sereno, conjunto brasileiro de serenata formado por Abel Ferreira (clarinete), João de Deus (flauta), Irani Pinto (violino), Sandoval Dias (clarone), Rubem Bergman (violão), Carlos Lentini (violão) e Waldemar de Melo (cavaquinho).

Como radialista, integrou a equipe do Departamento Artístico da Rádio Nacional, onde exerceu as funções de Assistente de Direção, Diretor de Broadcasting, Diretor de Programação e Diretor Musical. Saiu da rádio Nacional em 1946 e foi contratado pela rádio Tupi como diretor artístico.

Em 1946, transferiu-se para a Rádio Tupi do Rio de Janeiro, como artista e diretor artístico. Dois anos depois retornou à Rádio Nacional, onde trabalhou até 1974. Nessa emissora, produziu os programas "Um milhão de melodias", "Turma do sereno", "Quando os maestros se encontram", "O assunto é música", "A pausa que refresca" e "Quando canta o Brasil".  



Em 1951 compôs o samba Morreu o Anacleto, junto com o compositor Donga. Em 1952, atuou como gerente da Gravadora Continental, desligando-se da função no ano seguinte. 

Em 1956 gravou o longplay (Lp), chamado Luar do Sertão.

Em 1958 organizou e dirigiu a série "Festivais de Música Popular Brasileira", com artistas e orquestra da Rádio Nacional, dirigida pelo Maestro Radamés Gnattali, em um total de 16 concertos realizados no Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo.


Ainda na década de 50, foi responsável pela produção, arranjos e regência da série de discos coloridos contendo cantigas de roda e histórias infantis lançados pela gravadora Carroussell, destacando-se O peixe vivo/Frei Martinho, Ciranda cirandinha/Meu limão, meu limoeiro, Teresinha de Jesus/Capelinha de melão, Onde está a margarida?/Nesta rua tem um bosque, O cravo brigou com a rosa/Eu fui no tororó, Pirulito que bate bate/Atirei um pau no gato, Feliz aniversário/Prenda minha, Marré marré/Passa passa gavião, Meu barco é veleiro/Senhora viúva, O pobre peregrino/Os escravos de Jó, A mão direita tem uma roseira/Pai Francisco, Carneirinho carneirão/Mulher rendeira, O gato de botas, O urso e o sabiá, Porque o galo canta, Zé Carrancudo, Na Bahia tem/Samba le-le, Garibaldi/Olha o boi, Chapeuzinho vermelho/O patinho feio, O boi barroso/Cachorrinho, Vamos maninha/Minha machadinha, Noite feliz/Feliz Natal, É natal (Jingle Bells)/Feliz ano novo, Pinheiro de Natal (O Tannenbaum)/Sapatinho na janela, A velha e o porco, Dorinha e seus sapatos de prata, O leão Golias, Lili/Sapo Cururu, O coelhinho/Marcha soldado, A canoa virou/Sinhá Aninha. A minha gatinha parda/Bela pastora, O meu boi morreu/Vem cá Bitu, A moda de tal anquinha/São João Dararão, A gaiola dourada, O casamento da raposa, Tinta Preta e Bola de Neve, Os três ursos, A raposa e a sacola, O macaco e o crocodilo, Caranguejo não é peixe/Rebola bola, Mais uma boneca/Você me chamou de feio, Vi sentada uma barata/Ai, eu entrei na roda, Roda pião/Pulga toca flauta, Oh, Suzana/O ba be bi bo bu, Passarás, não passarás/A linda rosa juvenil, Noite santa e Paulinho e a tuba. Ainda na área dos discos infantis, produziu para a gravadora Mirim Seguimos nosso guia/Você pode voar, Oh, mamãe/Porque o índio é assim, Ao clarão da lua (Au clair de la lune)/Ainda não comprei, Prenda minha/Senhora viúva, Atirei um pau no gato, São João Dararão, O peixe vivo/Garibaldi foi à missa, Rosa amarela/Eu choro, choro lá, Carneirinho carneirão/O cravo brigou com a rosa, Margarida vai à fonte/Escravos de Jó, Passa passa gavião/A mão direita tem uma roseira, O soldadinho de chumbo, O galo Luizinho, O pequeno carro de bombeiros, Newton, o bonde fora de moda, Trica e troca e O gato que queria viajar. Em alguns desses discos, participou também como cantor.
 
Dublou diversos desenhos para os estúdios Disney. Participou como cantor das primeiras dublagens de desenhos animados de Walt Disney, destacando-se "Pinóquio", em que interpreta a canção-tema do Grilo Falante (When you wish upon a star) Alice no país das maravilhas e Branca de Neve e os sete anões. 



Planejou e organizou emissoras de rádio no interior do Brasil, em Curitiba (Rádio Cruzeiro do Sul), Londrina (Rádio Paiquerê), Salvador (Rádio Cruzeiro) e Ribeirão Preto (Rádio Brasiliense). 

Formava a comissão executiva do I Festival Internacional da Canção - TV Rio, Rio de Janeiro, em 1966. Tendo ficado com o cargo de diretor artístico da emissora até 1970. Ainda nesse ano, passou a integrar o Conselho Superior de Música Popular Brasileira do Museu da Imagem e do Som (RJ). 

Em 1969 representou o Brasil no X Festival Internacional de la Canción realizado em Viña del Mar (Chile), na qualidade de juiz do Gran Juri Internacional, tendo sido eleito, por unanimidade, Presidente do Júri. Ainda nesse ano, representou o Brasil no Festival de Música de Budapest (Hungria), também como juiz. 



Em 1971 grava pela RCA Victor - Os saraus de Jacob - Jacob do Bandolim recebe o modinheiro Paulo Tapajós.

Em 1972 escreveu o capítulo "Música popular brasileira", para o livro "Brasil, uma história dinâmica" (2º volume), considerado um dos cinco melhores livros didáticos pela Unesco. No ano seguinte, foi admitido na Rádio Ministério da Educação e Cultura, tendo sido responsável pela produção dos programas "Histórias de engambelar", "Coisas da província", "MPB ao cair da tarde", "Antologia do choro" e "O assunto é Noel", além do programa "O nosso domingo musical", do Projeto Minerva, que permaneceu no ar até sua morte, em 1990.



Em 1975, colaborou na fundação da Associação Brasileira de Música Popular, exercendo as funções de vice-presidente (1975) e, em seguida, presidente (1976 a 1982). Ainda nesse ano, participou, como cantor, do programa "MPB-100, ao vivo", veiculado pelo Projeto Minerva, e gravado em LP.

Ainda como produtor de discos, foi responsável pelos LPs "Carlos Galhardo: Fascinação"
(EMI/Odeon), "40 anos da Rádio Nacional" (Philips), "A modinha" (Companhia Internacional de Seguros), "80 anos de música carioca" (companhia Nacional de Tecidos Nova América), "Garoto"
(Museu da Imagem e do Som), "Orlando Silva" (Museu da Imagem e do Som), "Terezinha de Jesus" (Funarte) E "Rosaly" (Funarte), entre outros. Exerceu a função de vice-presidente social do Fluminense Futebol Clube, tendo sido benemérito, proprietário e membro vitalício de seu Conselho Deliberativo. 


 
Em 1978 participou do espetáculo "Do chorinho ao samba". 
 
Na década de 80 fez parte do júri de diversos festivais de música como "X Califórnia Canção Nativa do Rio Grande do Sul" (Uruguaiana, RS), "Comunica-Som" (Goiânia, GO) e "Seara da Canção Gaúcha" (Carazinho, RS), entre diversos outros. 


 
Em 1986 produziu um LP gravado pelos seresteiros da cidade de Conservatória. Dois anos depois, a Collector's Editora Ltda. lançou o LP "Paulo Tapajós", vol. XV da série "Os ídolos do rádio", contendo uma coletânea de suas gravações. No disco, o cantor interpreta seis músicas acompanhado por Pixinguinha e o Regional de Benedito Lacerda e outras seis com a Orquestra da Rádio Nacional ou a Turma do Sereno (seis cantadas na Tupi e seis na Rádio Nacional), destacando-se Melodia do meu bairro, samba de Dorival Caymmi, entre outras. 
 

Fez parte do Conselho de Música Popular, do Conselho de Rádio do Museu da Imagem e do Som e da Associação Brasileira de Propaganda. Ocupou a cadeira de Roquette Pinto como membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio de Janeiro. Foi sócio fundador e secretário geral da Academia Brasileira de Música Popular, ocupando a cadeira de Eduardo das Neves. 
 
Ao longo de sua vida, foi um estudioso da música popular brasileira. Acumulou um acervo de documentos, partituras, discos, livros, revistas, recortes, impressos e alguns manuscritos originais, em viagens realizadas por todo o Brasil, que até hoje vem sendo consultado por gravadoras, editoras, emissoras de rádio e televisão, jornais e revistas, além de profissionais do meio artístico e do meio acadêmico. 
 

Foi contemplado com inúmeros diplomas, títulos, troféus e medalhas, como a Medalha de Prata do Centro Brasileiro de Rádio Educativo (pelos 55 anos de Rádio sem interrupção no microfone) e a Placa de Prata (pelos 62 anos de inestimáveis serviços em prol da preservação e divulgação da Música Popular Brasileira), conferida pelo Centro Austragésilo de Athayde, entre outras. Recebeu várias homenagens póstumas como as conferidas pela Rádio Nacional, Rádio MEC, Instituto Histórico e Geográfico (RJ), Assembleia Legislativa de São Paulo, União Brasileira de Compositores, Associação Brasileira de Imprensa, Museu da Imagem e do Som e Fluminense Futebol Clube, entre outras.

Conservatória, cidade de seresteiros localizada no Rio de Janeiro, pela qual o cantor e pesquisador se apaixonou e para onde costumava viajar nos finais de semana, realizou várias homenagens à sua memória, como a inauguração do edifício Solar Paulo Tapajós, do monumento Paulo Tapajós (Hotel Pousada), do Restaurante Tapajós, do Auditório Paulo Tapajós (UBS) e do Salão Nobre de Convenções Paulo Tapajós (Hotel Vilarejo). Em 20 de outubro de 2001, data em que o cantor e compositor faria 88 anos, foi inaugurada, no Rio de Janeiro, a Avenida Paulo Tapajós (antiga Avenida AW) na Praia da Macumba, no Recreio dos Bandeirantes.


 
No dia seguinte, em emocionado depoimento, sua viúva recordou algumas passagens de sua vida durante homenagem prestada à sua memória pelo Espaço Cultural Toca do Vinícius, que também homenageava Vinícius de Moraes, cuja data de nascimento era 19 de outubro de 1913. Os dois parceiros tinham, portanto, apenas um dia de diferença de idade.
 
 

FONTE

http://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_Tapaj%C3%B3s

http://www.collectors.com.br/CS06/cs06p01b.shtml