quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Favela dos meus amores:o filme



"De ilusão também se vive. Este é o maior filme brasileiro de todos os tempos, jamais alguém chegou perto na cinematografia deste país", afirmava Fausto Visconde, o maior conhecedor da sétima arte tupiniquim.

Favela dos Meus Amores foi o primeiro a retratar a vida no morro, em condições menos favorecidas, moradias pobres e a contar a história de uma escola de samba. A película contou a Escola de samba Portela, tanto na criação das cenas, como contagiando com o seu samba.


Produzido por Humberto Mauro, falecido em Volta Grande/MG, em 1983, sem dúvida foi este filme dos anos de 1935, o um precursor do neo-realismo tupiniquim. A Voz do Carnaval e Favela dos Meus Amores (1932 e 1935).

Favela dos meus amores contém musicas de Lamartine Babo, Noel Rosa, Carlos Braga e participação especial de Carmem Miranda. Mauro abriu um filão explorado pelo cinema brasileiro no período, derivando para os filmes musicais e as chamadas chanchadas.


Favela dos Meus Amores não é só uma demonstração paisagística, turística folclórica. Desperta o interesse da intelectualidade de esquerda, devido ao apelo do filme que realça a miséria que sempre reinou nos morros cariocas.

O argumento de Henrique Pongetti, o mesmo que chamou Humberto Mauro de"Freud de Cascadura", por causa de suas incursões psicanalíticas em Ganga Bruta.


A filmagem foi quase que inteiramente no Morro da Providencia, na Saúde, Rio, e por essa razão, Humberto Mauro diria na década de 60, que tal autenticidade poderia razoavelmente lhe colocar como “precursor do neo-realismo italiano”. Tal frase levou Mauro à polícia para se “enquadrar”, pois ”numa cena importantíssima, que a censura queria cortar, alegando que mostrávamos muitos pretos, era triste demais.

Entretanto, Favela dos Meus Amores, porém foi sua acolhida na trincheira da intelectualidade da esquerda brasileira, que montada nos seus principais expoentes dos diversos ramos das artes, haja vista que, já empregava uma luta surda contra o autoritarismo reinante. Humberto Mauro, jamais deixou de se envolver abertamente nessa luta.

É um filme com ares grandiosos, notável e dessa simbiose foi feito assim, Favela dos Meus Amores: o melhor filme já realizado no Brasil em todos os tempos. A começar pelo elenco que tem os principais nomes da época como português Jayme Costa, Norma Geraldy, Rodolfo Mayer, e a vedete Eros Volúsia entre outros. (Na foto maior: Carmen Santos e Antonia Marzullo (tia da Marília Pêra). Foto Menor: Antônia Marzullo, Carmen Santos e Rodolfo Mayer).

Elenco completo: Sílvio Caldas, Jaime Costa, Belmira de Almeida , Russo de Pandeiro, Pedro Dias , Itala Ferreira, Norma Geraldy, Armando Louzada, Antonia Marzullo , Rodolfo Mayer Leopoldo Prata, Carmen Santos, Oswaldo Teixeira, Eduardo Viana e Eros Volusia.

FONTE

sábado, 17 de novembro de 2012

Luíz Galvão



Luíz Dias Galvão, mais conhecido como Luíz Galvão (Juazeiro, 1937), é um poeta e músico brasileiro. Mudou-se para Salvador, onde conheceu Moraes Moreira e Paulinho Boca de Cantor, com os quais criou o conjunto Novos Baianos, em 1968.


Conhecia João Gilberto desde a adolescência em Juazeiro, o que permitiu que, quando os Novos Baianos fossem para o Rio de Janeiro após realizarem É Ferro na Boneca (1970) em São Paulo, ele contatasse o pai da bossa nova e este influenciasse todo o grupo, culminando no álbum mais aclamado deles, Acabou Chorare (1972). Sua trajetória na música popular brasileira é extensa.


Em 1968, Galvão participou do V Festival de Música Popular Brasileira, da TV Record (SP), com a canção De Vera (em parceria com Moraes Moreira), interpretada pelo grupo Novos Baianos.


Nos anos 70, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde passou a viver comunitariamente com todos os músicos do grupo, em um sítio localizado em Vargem Grande, onde gravaram Acabou Chorare, comunicando-se constantemente com Gilberto.

Escreveu a maioria das canções gravadas pelo conjunto, musicadas por Moraes Moreira, entre elas "Acabou Chorare", "Preta Pretinha" e "Mistério do Planeta".

O grupo se desfez em 1978, voltando a se reunir no final do século passado, para a gravação do CD ao vivo Infinito Circular.





Publicou, em 1997, o livro Anos 70: Novos e Baianos, lançado pela Editora 34 (SP), relatando a trajetória do grupo.

Hoje em dia mora em Salvador e tem dois cd's de poesias inéditas, lançados de forma independente.

FONTE