terça-feira, 5 de novembro de 2013

Denise Dumont


Denise Dumont, nome artístico de Denise Bittencourt Teixeira (Fortaleza, 20 de março de 1955) é uma atriz brasileira. É filha de Humberto Teixeira, principal parceiro de Luiz Gonzaga, inclusive em Asa Branca. Denise participou de diversas novelas e filmes no Brasil, mas, depois de se casar com o produtor Matthew Chapman, passou a morar em Nova Iorque. Denise tem dois filhos: Diogo (com o ator Cláudio Marzo) e Anna Bella (com Matthew Chapman).

Em agosto de 1980 e janeiro de 1981 posou para ensaios da Playboy, e, em outubro de 1981, da revista Status. Voltou recentemente para a televisão, na TV Cultura, onde fez o papel de Katia Forton na série Elas por Elas. Um dos grandes nomes do cinema nacional na primeira metade dos anos 80, Denise Dumont foi uma atriz fetiche e uma verdadeira sex simbol do público masculino de sua época.


Denise Bittencourt Teixeira nasceu em 1955, no Rio de Janeiro. Iniciou sua carreira artística na novela “Semideus”, de Janete Clair na Rede Globo. Ela fazia uma ponta, porém já roubava a atenção dos espectadores.


O pai de Denise, o compositor Humberto Teixeira (parceiro de Luiz Gonzaga em canções como “Asa Branca”, “Baião” entre outras) era contrário ao ingresso de sua filha nas artes cênicas. Por isso mesmo, proibiu ela de usar o sobrenome verdadeiro no meio artístico.

Daniel Filho e Walter Avancini foram os responsáveis por elaborar o pseudônimo da musa, dando a ela o pseudônimo de Denise Dumont, por qual ela ficou conhecida. Para conseguir realizar seu sonho de atriz, a moça foi estudar arte dramática na New York University e no Actor´s Studio, se dedicando verdadeiramente a nova profissão.


Voltando ao Brasil, continuou fazendo diversas novelas. Mas foi pela novelinha “Marina” (1980), na qual fez a personagem título que se tornou conhecida nacionalmente.

A estreia no cinema tinha de ser feita logo. Isso aconteceu no filme policial “Terror e Êxtase” de Antônio Calmon pelo qual Denise chegou a ser premiada. Um de seus grandes trabalhos cinematográficos nessa fase foi “Eros, o Deus do Amor” do diretor paulista Walter Hugo Khouri pelo qual interpreta a personagem Ana, fixação amorosa do personagem Marcelo (Roberto Maya). Após a estreia no meio do cinema, a moça foi capa de diversas revistas masculinas mas continuando seu trabalho na Rede Globo, embora o foco de sua carreira tenha sido mesmo o cinema.


Mais uma vez seu porte sensual e de mulher fatal se fez presente em trabalhos como “Filhos e Amantes” e “Rio Babilônia”. Neste último, Denise participa da famosa e polêmica cena da transa na piscina, que ficou marcada em toda sua filmografia.

Também esteve presente em trabalhos mais suaves e mesmo cômicos. São marcas desta faceta da atriz sua presença em produções como “Os Vagabundos Trapalhões” de J.B. Tanko; no comovente “Bar Esperança” de Hugo Carvana ou mesmo em “Jorge, Um Brasileiro” de Paulo Thiago.

Com a grande repercussão internacional de “O Beijo da Mulher Aranha” de Hector Babenco, a musa vai em busca da carreira feita fora do Brasil.

Denise Dumont resgata as raízes - A atriz casou-se com um roteirista inglês, que é bisneto de Charles Darwin, mora em Nova York há 15 anos e atualmente produz documentário sobre seu pai, principal parceiro de Luiz Gonzaga

Há pouco mais de dois meses, a atriz Denise Dumont vasculhava o acervo do museu do Lincoln Center, em Nova York, quando se deparou com a música “Wandering Swallow”, gravada pela cantora americana Peggy Lee, em 1951, e assinada pelos americanos Irvin Taylor e Harold Stevens. O nome e os autores eram novidade para Denise, mas a melodia ela reconheceu de imediato. Trata-se de uma cópia fiel de “Juazeiro”, lançada em 1949 por Luiz Gonzaga e seu principal parceiro, Humberto Teixeira, pai da atriz e tema do documentário O Homem que Engarrafava Nuvens. O Filme, sua primeira investida como produtora, terá a participação de astros da MPB como Caetano Veloso, Chico Buarque e Gal Costa.


Há 15 anos radicada em Nova York, a atriz, que participou de várias novelas da Globo e filmes como Rio Babilônia, de Neville D’Almeida e O Beijo da Mulher Aranha, de Hector Babenco, garante que não abandonou o País, e mantém-se na ponte-aérea Brasil-Estados Unidos. “Venho todo ano e trago meus filhos. Meu lado brasileiro é importantíssimo para eles”, diz a mãe de Diogo, 25 anos, do casamento com o ator Cláudio Marzo, e Anabela, 14, filha do atual marido, o escritor e roteirista inglês Matthew Chapman, bisneto do cientista Charles Darwin.

O vaivém entre Rio e Nova York começou em 1985, quando a atriz levou Diogo para passar o Natal com a avó materna nos Estados Unidos e acabou ficando para a estreia de O Beijo da Mulher Aranha, a convite de Sônia Braga e Hector Babenco. Empolgada com a boa acolhida da crítica, conseguiu um agente e permaneceu no país para estudar teatro na Universidade de Nova York (NYU).


A aposta rendeu frutos. Ela foi convidada para uma entrevista com o diretor Woody Allen: “Ele perguntou se eu sabia cantar e dançar. Disse que faria qualquer coisa e na hora ganhei o papel, que só depois fui saber qual era”, lembra Denise, que fez uma ponta cantando “Tico-Tico no Fubá” em A Era do Rádio.

Por conta do casamento com Matthew e dos filhos, a atriz deixou a carreira temporariamente de lado. “Foi legal porque pude curtir meus filhos. Num piscar de olhos eles estão crescidos e somem”, diz ela. Foi exatamente o crescimento dos filhos a senha para que Denise deixasse de ser só dona-de-casa e decidisse pôr a criatividade em prática novamente. Diogo e Anabela também foram a grande motivação para Denise se empenhar em redescobrir e divulgar a obra do pai, conhecido como Doutor Baião. “Percebi que minha filha não tem ideia de quem foi o avô e que o Diogo só sabe um pouco, porque o conheceu. Se meus filhos não conhecem, imagina o resto do País.”


"O Homem que Engarrafava Nuvens"

Em 2010, é lançado o filme "O Homem que Engarrafava Nuvens", que apresenta a história de uma das mais surpreendentes personalidades brasileiras: Humberto Teixeira o “Doutor do Baião”.

Produzido por Denise Dummont, filha de Humberto Teixeira, o filme conta a história do baião, envolvida com a de seu pai.

"O projeto nasceu entre 2000 e 2001, quando fui apresentada em Nova York a Ana, viúva de Tom Jobim, pela Luciana de Moraes, filha de Vinicius. Percebi como elas cuidavam e tinham consciência da obra de seus parentes. Fiquei com vergonha de não ter feito nada pela memória de meu pai. Todo mundo canta Asa Branca, mas nem todos sabem que se trata de uma parceria de Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga", disse ela em uma entrevista.

Com fotografia de Walter Carvalho, direção musical de Guto Graça Mello e videografismos de Gringo Cardia e Fabio Arruda, "O Homem Que Engarrafava Nuvens" ganhou os prêmios de melhor roteiro, melhor som e ainda o prêmio Oscarito, da Câmara Municipal de Fortaleza, no 19º Cine Ceará, realizado em julho de 2009.

"A viagem foi uma descoberta de suas origens, do baião e de minha mãe. Meu pai era extremamente prolífico e eclético. Tinha um lado feminino, de fazer tudo ao mesmo tempo: estudou medicina, direito, compôs 400 músicas. Meu pai era doce e salgado, ele era nordestino, rígido e conservador”, disse Denise a respeito do pai e do filme.

Para Denise, o filme incluiu um outro desafio, este de ordem pessoal. Foi a sua produção, afinal, que lhe permitiu superar definitivamente algumas mágoas do passado, marcado por uma relação difícil com o pai e o afastamento, imposto por ele, de sua mãe, a atriz Margot Bittencourt. No filme, Denise tem uma conversa muito franca com a mãe - que morreu em 2007 - em que esclarece definitivamente questões sobre o difícil desquite entre os dois, depois do qual ela foi viver nos EUA com o novo marido, Luiz Jatobá. Advogado, Teixeira não permitiu à mãe levar a filha, que cresceu com ele no Brasil.

"Não sei se foi coragem ou necessidade. Quando se começa uma coisa assim, não dá para ficar no meio do caminho", explica Denise, ao ser perguntada sobre a dificuldade desta exposição de sua história familiar. Por isso, acrescenta, este filme é, para ela, "muito pessoal e intransferível".

Presente no documentário, o cantor Fagner faz coro a Denise. “Humberto Teixeira inventou o baião e descobriu Luiz Gonzaga, que antes de conhecê-lo usava a sanfona para tocar músicas francesas em feiras.” Amigo de longa data da atriz, o cantor lembra de um episódio engraçado dos anos 70. “Não conheci o Humberto direito porque chegava em horas pouco apropriadas na casa da Denise. Ela estava na onda do Rá, do paranormal Thomas Green Morton, e vivia entortando os garfos da casa. Tive que desentortar um para comer”, recorda, citando a prática mais conhecida do paranormal.

Denise tem vontade de voltar a atuar. “O frustrante na vida de atriz é que você depende de alguém te oferecer um papel. Produzindo, você gera o trabalho.” Aliás, é o que não falta na família de Denise. Além de escrever um roteiro para o canal de filmes HBO, Matthew produz o piloto de um seriado para a NBC americana estrelado por seu sócio, o ator David Schwimmer, o Ross do seriado Friends. “Ele foi a uma reunião em Los Angeles e fiquei em Nova York esperando. Ele chegou na sexta à noite e no sábado vim para o Rio. Mas é legal, aumenta a saudade”, brinca a atriz, que, pelo menos por hora, não pensa em mudar de vida.

CURIOSIDADES

Carta de Cazuza para a atriz Denise Dumont.
***Rio, 22/7/86.

a saudade é grande, mulher vermelha tiro no coração. estou escrevendo numa tarde cinzenta e fria daí resolvi bater à maquina elétrica. estou ouvindo o último disco do the smiths e me sentindo meio hemisfério norte. o cara na sala conserta o meu vídeo. estou com um da Billie Holiday lindo, filmados numa boate, ela escarrando antes de cantar com os olhos molhados boca amarga sorriso de criança baby porque nossos corações são tão atormentados? ainda não estive com Rita pra saber novidades, eu sou tão difícil de escrever, mas aqui vão novidades que não dão no telefone. tenho trabalhado bastante, pra espantar a solidão e os maus pensamentos. hoje, pela 456° vez resolvi que preciso fazer análise, porque tenho sentido muito medo. medo de voar, de entrar no palco, de amar, de morrer, de ser feliz. medo de fazer análise e não ter mais problemas e perder a inspiração... eu fiz 28 anos e descobri um cara solitário sem vocação pra solidão. ultimamente eu passo mal quando não tem ninguém perto, chego a ter febre, é uma loucura. o menino sozinho brincando de cidades desertas cresceu e quer amar, mas é tão difícil. eu vou chegar pro analista e vou dizer: eu quero aprender a mar. estou gravando um disco, está quase pronto, e as músicas revelam muito isso que eu tô te contando, só que de um jeito sarcástico, debochado e por isso mesmo profundamente triste. viver é bom nas curvas da estrada, solidão que nada! viver é bom partida e chegada, solidão que nada! esse é o refrão de uma balada blue que talvez seja a música de trabalho, e é a minha vida nesses meses, de aeroporto em aeroporto (cada aeroporto é um nome num papel, um novo rosto atrás do mesmo véu). daqui a pouco eu escrevo a letra toda! tem um blues que fala "ando apaixonado por cachorros e bichas, duques e xerifes, porque eles sabem que amar é abanar o rabo, lamber e dar a pata". forte, né? ah, estou ficando careca, fico passando minoxidil pra fingir que é possível parar o tempo. eu queria parar o tempo e voltar e voltar pra barriga da mamãe, mas ia ficar tudo tão parado você vai continuar gostando de mim se eu ficar careca? eu penso muito em você aí, menina linda tentando o grande sonho americano. eu ando muito cansado pra ir à NY, vou tirar férias depois do disco na chapada dos Guimarães, onde uma amiga minha tem um sítio. às vezes eu fico pensando no porque disso tudo, ganhar dinheiro cantando as minhas aventuras de desventuras. comprar uma fazenda e fazer filhos talvez fosse uma maneira de ficar na terra pra sempre,. porque discos arranham e quebram... mas eu acho que no fundo não passa de uma grande viadagem minha esses papos. Caju.


Em 1963, Denise gravou um disco pela Philips, do qual consta registro na Discoteca do Centro Cultural a música "Eu Quero te Dizer", de José A. de Oliveira e Gordurinha.

No Cinema
  • 1980 - Terror e Êxtase
  • 1981 - Os Vagabundos Trapalhões
  • 1981 - Eros, O Deus do Amor
  • 1981 - Filhos e Amantes
  • 1982 - Rio Babilônia
  • 1983 - Bar Esperança
  • 1984 - O Beijo da Mulher-Aranha ... Michele
  • 1984 - Amenic - Entre o Discurso e a Prática
  • 1987 - Allnighter
  • 1987 - Radio Days
  • 1988 - Jorge, um Brasileiro
  • 1989 - Minas-Texas
  • 1989 - Heart of Midnight

Na televisão

  • 1973 - O Semideus.... Analu
  • 1978 - Ciranda, Cirandinha.... amiga de Hélio
  • 1978 - Gina.... Elizabeth
  • 1979 - Marron Glacê.... Andréa
  • 1980 - Marina.... Marina
  • 1981 - Baila Comigo.... Xuxa
  • 1982 - Quem Ama Não Mata.... Júlia
  • 1983 - Voltei pra Você.... Maraísa
  • 1987 - Corpo Santo.... Turista
  • 1994 - Confissões de Adolescente… Dra. Sônia
  • 2010 - As Cariocas… Taci (episódio "A Atormentada da Tijuca")
FONTE

http://pt.wikipedia.org/wiki/Denise_Dumont

http://www.terra.com.br/istoegente/169/reportagens/denise_dumont.htm

http://revistazingu.blogspot.com.br/2007/11/musaseternas.html

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