quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Maria Gadú


Maria Gadú, criada por uma mãe atenta e dedicada ao talento da filha, preferia a companhia dos adultos da casa – e da música - a das outras crianças. Sua mãe ao fazer de tudo para aproximar os pequenos amigos da filha, encheu a casa de atrações em tinta, discos e brinquedos, e propiciou assim o ambiente onde Gadú, sem saber, iniciaria a sua formação artística: um laboratório aconchegante e particular.

Na companhia da mãe e da avó, Maria conhecia o repertório de cantores e cantoras que a influenciariam: Carmem Miranda, Dolores Duran, Adoniran Barbosa, Maria Bethânia, Caetano, Chico Buarque, Gal Costa.

Na Escola Municipal de Educação Artística da prefeitura de São Paulo ajudou Gadú, ainda na infância, a dar os primeiros passos, mais tarde, ela não conseguiu adequar-se a qualquer método formal de música. Contraditoriamente, Gadú estudou sua própria voz e criou suas próprias técnicas, através de livros de métodos vocais de jazz e soul, sozinha, em frente ao espelho. Autodidata também para instrumentos, aprendeu a tocar piano e violão.

Aos 4 anos ela não titubeou quando viu um músico, em um shopping, largar o piano e descansar para o intervalo. Sentou-se no banquinho como se tivesse chegado sua vez e tocou um trecho de Chopin. Estupefata, a platéia da praça de alimentação perguntou a ela o que era aquilo. Maria respondeu: “a música do gás”.

Já aos 8, Maria Gadú tocava piano e violão e chamava a prima para a fazer a segunda voz nas canções que queria gravar. A outra criança não entendia o que fazer e seguia a voz de Maria, que chorava de raiva, dizendo: “Não me imite, canta diferente!”.

Com 10 anos, na paradisíaca Ilha Grande compôs “Shimbalaiê”, MPB de levada afro, uma das músicas mais populares de seus shows, que carrega o verso: “quando mentir, for preciso, poder falar a verdade” .

Shimbalaiê ઇ‍ઉ Maria Gadú (legendado)


Após a adolescência e a longa passagem pela formação da escola que é tocar em barzinhos, resolveu ir para a Europa com um amigo percussionista para se apresentar em festivais de música independente. De agosto a outubro, tocando na Itália e Irlanda em festivais, casas e shows e até na rua, Maria Gadú retornou ao Brasil para festas de fim de ano, com o objetivo de rever a família e rapidamente se organizar para voltar a Europa. Resolveu passar a virada do ano no Rio, para rever alguns amigos, e daqui não saiu mais, fazendo shows e desenvolvendo a carreira na cidade...

Maria Gadu - Tudo Diferente (com letra)


VIDA E OBRA

Maria Gadú (São Paulo, 1986) é uma cantora, compositora e violonista brasileira de MPB.

Mayra Corrêa Aygadoux mais conhecida como Maria Gadú , paulistana foi introduzida à prática musical ainda na infância. Aos 7 anos de idade, já gravava músicas em fitas cassetes. Fez poucos meses de aulas de violão, longe do suficiente para ler partituras, mas o possível para compor através da prática. Fez desde os 13 anos shows em bares e festas de família em sua cidade de São Paulo.

Mudou-se para o Rio de Janeiro no início de 2008, quando começou a tocar em bares da Barra da Tijuca e da Zona Sul. Sua carreira passou a ter ascensão ao despertar atenção de famosos ligados ao meio musical, como Caetano Veloso, Milton Nascimento, João Donato, dentre outros.

Maria Gadú ganhou destaque ao interpretar "Ne me quitte pas", de Jacques Brel, para o diretor Jayme Monjardim, que estava em fase de pré-produção da minissérie Maysa - Quando Fala o Coração. Maysa Matarazzo, cantora e mãe do diretor, fez muito sucesso nas décadas de 1950 e 60 cantando, dentre outras, esta canção. A versão de Gadú, logo, foi incluída na trilha sonora da minissérie que estreara em janeiro 2009, na qual a cantora, ainda, fez uma participação especial como atriz.

Ne Me Quite Pas - Maria  Gadú


No início de 2009, aos 22 anos de idade, Maria Gadú preparava seu primeiro álbum, homônimo, lançado pelo selo SLAP, da gravadora Som Livre, e produzido por Rodrigo Vidal. Além disso, iniciou uma temporada de shows no Cinemathèque, no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro. Após o lançamento do álbum em meados de 2009, a cantora, rapidamente, foi ganhando espaço na mídia brasileira.

A canção "Shimbalaiê", sua primeira composição aos 10 anos de idade, foi incluída na trilha sonora de mais uma produção da TV Globo, desta vez em horário nobre, a novela Viver a Vida. Ne me quitte pas foi regravada e, junto com "A história de Lilly Braun", está na trilha sonora da minissérie Cinquentinha, de Aguinaldo Silva.



Gadú, participou de um show do cantor e compositor sueco-americano Eagle-Eye Cherry em São Paulo, no dia 21 de Janeiro de 2010, realizado na Via Funchal. O show foi registrado para o DVD ao vivo do cantor.

Maria Gadú conta sempre com seu parceiro Leandro Léo em seus shows, quando cantam: Linda Rosa, Laranja,  "A falta que a falta faz", entre outras.

Também participou do CD e do DVD do álbum N9ve da cantora e compositora Ana Carolina cantando a música inédita "Mais que a mim".

No dia 21/02/2010, Maria Gadu ganhou disco de ouro pela vendagem de mais de 50 mil cópias do seu 1º CD.

A trilha sonora do filme Sonhos Roubados tem a participação de Maria Gadú na faixa principal. A faixa homônima ao longa saiu na internet em Abril e foi lançada para promover o filme.

Também em 2010, a cantora fez uma participação com XUXA no DVD XSPB-Xuxa Só Para Baixinhos, cantando a música "Leãozinho", de Caetano Veloso. No mesmo ano, recebeu sua primeira indicação ao Grammy Latino, na categoria Melhor Artista Revelação.

Discografia


2009 - Maria Gadú

2010 - Maria Gadú

Trilhas sonoras

2009
"Shimbalaiê" em Viver a Vida

"Linda Rosa" em Cama de Gato

"A História de Lilly Braun" em Cinquentinha

"Ne me quitte pas" em Cinquentinha e Maysa - Quando Fala o Coração

2010
"Sonhos Roubados" no filme Sonhos Roubados

"Lounge" em A Vida Alheia

"Rapte-me Cameleoa" em Ti Ti Ti (2010)

FONTE
Wikipédia - Maria Gadú

Um comentário:

Carol disse...

Eu amo a Maria Gadú!!
Ela é simplesmente Maravilhosa! Tem a voz mais doce que já ouvi!
Ela merece todo o Sucesso do mundo!