sábado, 9 de fevereiro de 2013

Alberto Ribeiro



Assíduo freqüentador do Café Nice e do Café Suíço, Alberto Ribeiro foi um dos grandes compositores carnavalescos da MPB. Formou uma célebre parceria com João de Barro, o Braguinha, que conheceu em 1935 e de quem tornou-se grande amigo. Foi também parceiro de Nássara, Alcyr Pires Vermelho, Antônio Almeida, Radamés Gnattali e José Maria de Abreu. Começou a compor para o carnaval, principalmente para o bloco carnavalesco "Só de Tanga", do qual participava.

Compositor. Violonista. Cantor. Nasceu no bairro da Cidade Nova e foi criado no Estácio, área considerada como berço do samba. Começou a fazer o curso de Engenharia, mas não chegou a concluir, optando pelo curso de Medicina. Casou-se em 1926, e teve um filho. Em 1931, formou-se em Medicina com especialização em Homeopatia.

Foi padrinho do casamento da filha de Braguinha, Maria Cecília. Dedicou grande parte da vida aos direitos dos compositores, tendo sido um dos fundadores da ABCA (Associação Brasileira de Compositores e Autores), criada num ato de rebeldia contra a SBAT, que controlava os direitos autorais dos compositores. Da ABCA nasceu posteriormente a UBC (União Brasileira dos Compositores), da qual foi presidente por 10 anos. Durante a ditadura Vargas, foi preso várias vezes, por causa das composições de caráter político que fazia.

Exerceu a Medicina de forma humanitária, abnegada e generosa, atendendo a todos por preços simbólicos. Aposentou-se na Medicina, em 1959, em função de problemas cardíacos. Na década de 1960, gravou depoimento ao MIS, Museu da Imagem e do Som, do Rio de Janeiro, pouco tempo antes de morrer.

Alberto Ribeiro da Vinha (Rio de Janeiro, 27 de agosto de 1902 — Rio de Janeiro, 10 de novembro de 1971), ou simplesmente Alberto Ribeiro, foi um compositor e cantor brasileiro. Compôs, em parceria com João de Barro, o Braguinha, algumas da mais famosas marchas carnavalescas e juninas do Brasil. São de sua autoria, entre outras:


  • "Sonho de Papel", gravada por Carmen Miranda em 1935
  • "Yes! nós temos bananas " gravada por Almirante em 1938 e regravada em 1967 por Caetano Veloso
  • "Touradas em Madrid" também com Almirante em 1938
  • "Copacabana, princesinha do mar" Dick Farney em 1946
  • "Tem Gato Na Tuba" com Nuno Roland em 1948
  • "Chiquita Bacana" com Emilinha Borba em 1949 que foi a música mais cantada no Carnaval daquele ano.

Alberto Ribeiro tornou-se o nome de rua no Jardim Botânico (bairro do Rio de Janeiro).

O carioca Alberto Ribeiro da Vinha, nascido em 1902 na Cidade Nova e criado no Estácio, um dos maiores celeiros de bambas do Rio de Janeiro deixou uma vasta obra, cerca de 300 musicas entre marchinhas de carnaval, sambas e os mais variados estilos, da valsa ao fox trot. Uma simples pesquisa no acervo do IMS resulta em quase 500 gravações.

Alberto Ribeiro se formou em medicina, profissão que exerceu até a sua aposentadoria, mas foi na musica que construiu uma obra que ficará para a eternidade. Compositor do Estácio, frequentador assíduo do Café Nice, ponto de encontro dos bambas na época, Alberto Ribeiro teve em sua lista de parcerias nomes como Bide, Wilson Batista, Alcir Pires Vermelho, Lamartine Babo, Ataulfo Alves, Dorival Caymmi, Nássara, Radamés Gnattali, Roberto Martins, entre muitos outros. Mas foi ao lado do amigo Braguinha, o João de Barro, que Alberto se consagrou. Os dois se conheceram em 1935 e daí surgiu uma grande amizade, na musica e na vida pessoal.
 
 

A marchinha "deixa a lua sossegada" foi a primeira parceria da dupla, gravada pelo cantor Almirante. Seguiram-se então um sem número de composições, entre elas alguns clássicos dos carnavais como "Yes, nós temos bananas" e "Chiquita Bacana".
 
Em 1923, teve sua primeira composição editada, "Água de coco".
 
Em 1930, organizou um conjunto chamado "Grupo dos Enfezados", integrado, além dele, por Sátiro de Melo, Nelson Boina e o "Mesquita da Mayrink Veiga".
 
Em 1931, ingressou na Odeon e gravou a embolada "A lua já vem saindo", de Sátiro de Melo e a canção "Minha casa", de sua autoria, primeira composição sua gravada, ambas com acompanhamento do Grupo dos Enfezados. Gravou em seguida a valsa "O nazareno" e o samba "Pra que eu vim", de autores desconhecidos.
 
Em 1932, foi levado para a Columbia pelo amigo e cineasta Moacir Fenelon. Nesse ano, gravou em dueto com Luciano Perrone a rumba "O vendedor de pipoca", de sua autoria e Bonfíglio de Oliveira.
 
Em 1933, gravou a marcha "As brabuletas", de sua autoria. Nesse ano, fez com Júlio de Oliveira o fox-trot "Um sorriso...uma lágrima..." gravado pelos Irmãos Tapajós na Victor.

Em 1934, alcançou sucesso com a marcha "Tipo sete", em parceria com Nássara, gravada por Francisco Alves na Odeon, e que se referia a um tipo de café muito em voga na época, produto de exportação essencial do Brasil. Com essa música venceram o concurso de carnaval da prefeitura naquele ano. Ainda nesse ano, Francisco Alves gravou a marcha "Dois amores", também com Nássara e Aurora Miranda as marchas "Avião do amor", com André Filho e "Vai sudindo...vem caindo...", esta, em dueto com João Petra de Barros que por sua vez, gravou sozinho a valsa "A lua não mudou!...", parceria com Vicente Paiva.
 
Também no mesmo ano, fez com Alcebíades Barcelos a marcha "São Tomé" e o samba "Implorando o meu perdão" gravadas por Sílvio Caldas na Odeon e o samba "O que será de nós dois?" e a marcha "A benção Papai Noel", gravadas por Almirante e a marcha "Se eu fosse pintor" gravada por Mário Reis, as três na Victor.
 
Em 1935, foi apresentado a Braguinha pelo editor Mangione, que os convidou para fazer a trilha sonora do filme "Alô, alô Brasil!", de Wallace Downey. Nasceu então a famosa parceria, que logo depois produziu a primeira obra, "Deixa a lua sossegada", marchinha gravada por Almirante na RCA Victor.
 
Nesse ano, Carmen Miranda gravou a marcha "Sonho de papel", que fez parte da trilha sonora do filme "Estudantes", de Wallace Downey, para o qual fez o roteiro com João de Barro, Barbosa Júnior gravou a marcha "Mulher vampiro", com Alcyr Pires Vermelho e Mário Reis as marchas "Fra Diavolo no carnaval", com João de Barro e Carlos Martinez e "Cadê Mimi", com João de Barro, todas na Odeon, esta última um grande sucesso, até hoje cantada.
 


Em 1936, Mário Reis gravou a marcha "Você é quem brilha", com Nássara, Carlos Galhardo a valsa "Sonhos azuis" e Aurora Miranda as marchas "Trenzinho do amor" e "Amores de carnaval" e Carmen Miranda as marchas "Balancê" e "Minha terra tem palmeiras", todas com João de Barro e ambas sucesso permanente a partir daí.
 
 
Nesse ano, fez com João de Barro o roteiro para o filme "Alô, alô Carnaval!", com direção de Adhemar Gonzaga. Ainda no mesmo ano, teve outras composições gravadas na Victor: as marchas "Manhãs de sol", por Francisco Alves e "Maria acorda que é dia", por Joel e Gaúcho, parcerias com João de Barro e os sambas "Uma voz de longe me chamou", com Hervê Cordovil, nas vozes do Bando da Lua e "Comprei uma fantasia de pierrô", com Lamartine Babo na voz de Francsico Alves.
 
No carnaval de 1936, Dircinha Batista gravou duas composições de sua parceria com João de Barro, o Braguinha: as marchas "Muito riso, pouco siso" e "Pirata", esta considerada o primeiro sucesso da jovem Dircinha, que a apresentava no filme "Alô, alô, carnaval".

Em 1937, Carmen Miranda gravou o samba-choro "Cachorro vira lata", Carlos Galhardo a valsa "Amar até morrer" e o samba "Eu sei de alguém", ambas com João de Barro e, Francisco Alves, a valsa "Meu sonho de criança", todas na Odeon. Também nesse ano, Almirante gravou duas marchas de sua parceria com João de Barro que além de fazerem enorme sucesso tornaram-se clássicas do repertório carnavalesco: "Yes! Nós temos banana..." e "Touradas em Madrid". Esta última, chegou a vencer o concurso carnavalesco de 1938, mas acabou desclassificada, pois o júri alegou tratar-se de um ritmo estrangeiro, um "paso doble".
 
Em 1938, fez as marchas "Dia sim, dia não" e "Quando a lua vem saindo" e o samba "Canário de revista" gravadas por Aurora Miranda. No mesmo ano, fez com João de Barro o samba "Veneno pra dois" gravado por Carmen Miranda e as marchas "Barquinho pequenino", gravada por Almirante e "Nada de novo na frente ocidental", gravada por Francisco Alves, na Odeon e, também com João de Barro, as valsas "Mares da China" e "Linda borboleta" e as marchas "Sem banana" e "Marcha para o oeste" gravadas por Carlos Galhardo na Victor.

Em 1939, compôs com Alcyr Pires Vermelho o samba "Você sambou pra mim", gravado por Aurora Miranda; com João de Barro as marchas "Pirolito" e "Havaiana" gravadas por Nilton Paz, a primeira, também gravada pela estreante Emilinha Borba, e com Jorge Faraj o samba-canção "Garota do dancing" gravada por Nestor Amaral.
 
Em 1940, Carlos Galhardo gravou a canção "Conversando com a saudade" e a valsa "Preso ao teu sorrriso", parcerias com Antônio Almeida. Nesse ano, obteve grande sucesso com o samba "Onde o céu azul é mais azul". Parceria com João de Barro e Alcyr Pires Vermelho gravado por Francisco Alves na Columbia.
 
Em 1941, teve a valsa "Tin-do-lê-lê", com Antônio Almeida gravada pelos Anjos do Inferno; a marcha "Não te cases Beatriz", com Antônio Almeida e Arlindo Marques Junior, por Beatriz Costa e Leo Vilar e o choro "Acabou-se o que era doce", com Antônio Almeida, gravado por Leo Vilar, todos na Columbia. Nesse ano, Vassourinha gravou na Colúmbia o choro "Seu Libório", composto com Braguinha cinco anos antes e que se tornaria um clássico futuro.
 


Em 1942, seus sambas "O sorriso do presidente" e "Maria o céu" e a "Valsa do balancê", com Alcyr Pires Vermelho, foram gravados por Deo na Columbia. Nesse ano, a marcha "Adolfito Mata-Mouros", parceria com João de Barro, uma sátira ao ditador alemão Adolf Hitler foi gravada por Orlando Silva.
 
Em 1943, fez sucesso com a marchinha "China pau", sátira política em plena II Guerra Mundial, parceria com João de Barro gravada por Castro Barbosa na Columbia. Nesse ano, suas marchas "Noites de junho" e "Adolfito mata-mouros", com João de Barro foram gravadas na Continental respectivamnente por Dalva de Oliveira com a Dupla Preto e Branco e, Orlando Silva. Teve também gravados por Déo, os sambas "O sorriso do presidente" e "Maria do céu", parcerias com Alcyr Pires Vermelho.
 
Em 1944, Nelson Novais gravou a valsa "Na beira do cais", Dircinha Batista e Déo a valsa "Continuas em meu coração", com João de Barro e Déo, o choro "Cochichando", com João de Barro e Pixinguinha, as três na Continental.

Em 1945, fez com Janet de Almeida a marcha "Eu fiz um fado" gravada na Odeon por Joel e Gaúcho e com Peterpan o samba "Eu quero um samba", gravado por Dircinha Batista na Continental. Também nesse ano, Os Trovadores gravaram o samba "Lá vem formosa", com Dorival Caymmi e a marcha "Adeus, priminha!", com João de Barro e Nuno Roland os choros "Mulata Risoleta" e "Olha bem pra mim", parcerias com Radamés Gnattali.
 
No ano seguinte, fez com Antônio Almeida a letra para a "Polonaise", de Chopin, gravada em ritmo de samba por Alcides Gerardi. Fez também os sambas "Barra azul" e "Vem morena", com Alcyr Pires Vermelho e "Não fale mal de mulher", com Saint Clair Sena gravados por Abílio Lessa na RCA Victor e "Eu nem te ligo", com Antônio Almeida e o samba-choro "A semana de Maria", lançados por ircinha Batista na Continental.
 
Também em 1946, fez com João de Barro o samba "Copacabana", um dos grandes sucessos da MPB, que ganhou expressão internacional. A música foi gravada pelo então jovem cantor Dick Farney, na Continental tornando-se um clássico.

Em 1947, Carlos Galhardo gravou a marcha "Ré misteriosa", parceria com Roberto Martins. Nesse ano, conheceu dois novos sucessos com João de Barro, o samba "Fim de semana em Paquetá" e a marcha "Tem gato na tuba", gravados por Nuno Roland.
 
 
Ainda nesse ano, teve gravados os sambas "A orquestra está mudada" e "Vingança", com Roberto Martins, por Roberto Paiva, "Ciúme e nada mais", com Raul Marques, por Jorge Veiga e "Casadinha triste", com João de Barro, por Ruy Rey.
 
Em 1948, Orlando Silva gravou na Odeon a valsa "Flor mulher", parceria com Paulo Barbosa e Ronaldo Lupo gravou na Continental o fox-blue "Capricho de mulher", parceria dos dois. Ainda nesse ano, teve mais dois sambas gravados, "Ser ou não ser", parceria com José Maria de Abreu, por Dick Farney, que obteve grande sucesso, e "Sem você", com Alcyr Pires Vermelho, por Nuno Roland, além da marcha "Fantasia escocesa", lançada por Marlene na Star.

Em 1949, outro sucesso, com a marchinha existencialista "Chiquita bacana", também em dupla com João de Barro, o Braguinha, gravada por Emilinha Borba na Continental. Essa música recebeu versões no estrangeiro, inclusive na França, pela cantora Josephine Baker com o título "Chiquita Madame de la Martinique".
 
 
 
Nesse ano teve gravadas mais três marchas "Boca negra", com Antônio Almeida, por Emilinha Borba, "Corsário", com João de Barro, por Nuno Roland e "O circo chegou", com Antônio Almeida e João de Barro, por Sílvio Caldas. Teve ainda regravado por Radamés Gnattali ao piano o samba "Barqueiro do São Francisco", com Alcyr Pires Vermelho.

Em 1950, a marcha "Touradas em Madrid" acabou transformando-se em trilha sonora espontânea de um fato da história do futebol brasileiro quano foi entoada por cerca de 200 mil espectadores na partida realizada pela Copa do Mundo daquele ano, no Maracanã, ocasião em que o Brasil goleou a Espanha por 6 x 1. Nesse ano, seu samba-canção "Cansada de tudo", com Osvado Sá foi lançada por Lúcio Alves, e a marcha "João Paulino" e o samba "Adeus, vou-me embora", ambas com José Maria de Abreu foram gravadas por Ademilde Fonseca. Também com José Maria de Abreu fez a marcha "Mimoso jacaré" lançado por Carmélia Alves no mesmo ano.

Em 1951, Déo lançou na Continental a marcha "Os gregos eram assim", com Nássara e Jorge Goular com o Trio Madrigal e o Trio Melodia gravou a canção "Falua", com João de Barro. Ainda nesse ano, fez com Ivon Curi e José Maria de Abreu a toada "Noite de luar", gravada por Emilinha Borba e Ivon Curi e com José Maria de Abreu o samba "Quem diria?" gravado por Elizeth Cardoso na Todamérica. Ainda nesse ano, gravou sete discos na Copacabana interpretando entre outras, os fados "Ana Maria", de sua autoria e Jair L. Barbosa, "Lenço branco", com Saul de Almeida e "Linhas trocadas", com Frederico Brito e a canção "Casinha branca", com Miguel Ramos

Em 1952, sua marcha "Noites de junho" foi gravada por João Goulart juntamente com os trios Melodia e Madrigal. Nesse ano, gravou na Continental os fados "Catraia do porto", parceria com F. de Brito e "Rosa morena", de sua autoria e teve o samba "Bate um sino além", com José Maria de Abreu gravado por Dóris Monteiro na Todamérica.
 
Em 1953, fez com José Maria de Abreu o samba "Linguagem dos olhos" gravado por Dóris Monteiro na Todamérica. Nesse ano, gravou na Copacabana a "Canção do Alentejo", de sua autoria e Gabriel de Oliveira e o fox-trot "Não é amor", de João Nóbrega.
 
Em 1954, K-Ximbinho e sua orquestra regravou o samba "Fim de semana em Paquetá". Nesse ano, gravou o fox-trot "Mondego", de João Nobre e a "Canção o pescador", de Jaime Mendes e Cardoso dos Santos.
 
Em 1955, gravou o fado "Foi Deus", de Alberto Janes e o samba "Tudo é Brasil", de Vicente Paiva e Sá Róris.

Em 1956, gravou um LP de 10 polegadas pela Continental, intitulado "Aviso aos navegantes", segundo ele um disco de protesto, só com composições suas feitas nas décadas de 1930 e 1940, e que lhe custaram algumas prisões na época. O disco teve problemas com a censura de diversões públicas, tendo sido proibido durante algum tempo.

 
Nesse ano, Juanita Cavalcanti gravou o samba-canção "Convite ao Rio" e o grupo Vagalumes do Luar a polca "Polquinha dos meus amores", as duas com João de Barro, Jamelão gravou o samba "Definição" e Jorge Goulart o samba "Onde o céu azul é mais azul" com João de Barro e Alcyr Pires Vermelho, as quatro na Continental. Ainda no mesmo ano fez duas versões de cha cha cha gravados pela vedete Virgínia Lane na Todamérica, "Aprenda o cha cha cha" e "Um beijinho por telefone".
 

Em 1957, fez o fox "Amor verdadeiro", uma versão para música de Cole Porter gravado por Cauby Peixoto na RCA victor. Foi também autor de alguns dos grandes sucessos de São João: "O balão vai subindo" e "Capelinha de melão", além de "Noites de junho".
 
Em 1959, Jamelão gravou o samba "Esquina da saudade", com Radamés Gnattali e Chiquinho. Em 1960, gravou na Todamérica os sambas "Enfim, sós" e "Não levam meu samba", ambos de sua autoria.
 
Em 1967, Caetano Veloso, no auge do Movimento Tropicalista, recriou a marcha "Yes! Nós temos bananas". Nesse ano, gravou depoimento no Museu da Imagem e do Som. Em 1980, Gal Costa regravou com sucesso a marcha "Balancê", com João de Barro.




Em 2002, foi homenageado pelo Mis por ocasião do centenário de seu nascimento com a audição de sua entrevista ao MIS e do LP com suas músicas políticas, além da projeção do filme "Alô, alô carnaval" e de uma palestra com o crítico e jornalista R. C. Albin. Houve ainda um show com as cantoras Carmélia Alves, Carminha Mascarenhas, Violeta Cavalcanti e Ellen de Lima, que interpretaram os grandes sucessos do compositor, para um grande público, concentrado em frente ao Museu.
 
Alberto Ribeiro foi interpretado pelos maiores nomes do rádo: Mário Reis, Francisco Alves, Sílvio Caldas, Carlos Galhardo, Vassourinha, Jorge Veiga, Almirante, Jamelão, Carmem Miranda, Dircinha Batista e muitos outros.
 
Recentemente, dois sambas seus foram gravados por cantores da "nova geração do samba". O cantor Pedro Miranda interpretou a musica "Coração" no disco Lembranças Cariocas, de 2003 e o grupo Tuco e Batalhão de Sambistas regravaram "Não há de que", parceria com Bide, no disco Peso é Peso, lançado em 2010.
 
Aqui uma coletânea com 40 sambas e 10 marchinhas de carnaval de Alberto Ribeiro e seus parceiros, gravados em 78 rpm e disponibilizados pelo Instituto Moreira Salles.
 
FONTE
 
 
 
 

3 comentários:

Sjulio disse...

Elizabeth,
Sou um fã do seu blog. Sempre visito. Mesmo já tendo passado bastante tempo, só hoje entrei na página do ALBERTO RIBEIRO. Há um equívoco na foto que você postou. Esse não é o Alberto Ribeiro, parceiro do João de Barro em tantos sucessos. Esse é um homônimo, cantor português, que teve discos editados no Brasil na década de 50.
Um abraço.
Silvio Julio Ribeiro

Sjulio disse...

Elizabeth,
Sou um fã do seu blog. Sempre visito. Mesmo já tendo passado bastante tempo, só hoje entrei na página do ALBERTO RIBEIRO. Há um equívoco na foto que você postou. Esse não é o Alberto Ribeiro, parceiro do João de Barro em tantos sucessos. Esse é um homônimo, cantor português, que teve discos editados no Brasil na década de 50.
Um abraço.
Silvio Julio Ribeiro

Beth disse...

Realmente, você está certo e eu vou corrigir o equivoco. E parece que não sou a única a confundir...
Abraços.

Obrigada!

ALBERTO RIBEIRO (DA VINHA)- cantor, compositor e Violonista brasileiro

http://carmen.miranda.nom.br/comp_ar.html

http://rzeusnet-ventonolitoral.blogspot.com.br/2012_02_01_archive.html

**ALBERTO RIBEIRO cantor português)
De 1951 em diante, Alberto Ribeiro quase exclusivamente se dedicou à sua carreira no Brasil, onde passou a maior parte do tempo, até porque, entretanto, se dedicou a uma vida comercial e adquiriu vários imóveis, que lhe absorveram grande parte do tempo. Em 1958 é produtor associado do filme «O Homem do Dia». No seu regresso definitivo a Portugal, no inicio dos anos sessenta, Alberto Ribeiro reaparece nos palcos do Parque Mayer, na opereta «Nazaré», ao lado de Deolinda Rodrigues e Mimi Gaspar. O reaparecimento de Alberto Ribeiro é um sucesso. Volta a fazer várias digressões por vários países, regressando a Portugal, justamente no momento em que começavam as filmagens do filme «Canção da Saudade», um filme de características musicais, e onde não podia faltar o então nosso mais representativo cantor. Neste filme de Henrique de Campos, uma co-produção com Espanha, Alberto Ribeiro surge na versão portuguesa, cantando o «Fado Hilário», enquanto que na versão espanhola surgia cantando o fado «Coimbra». De repente, no auge de sua popularidade e prestígio, sem qualquer explicação, abandona a vida artística, não mais voltando aparecer em público. Morre em 2000, longe da ribalta e do público que sempre o admirou.

http://osreformados.com/index.php?topic=60190.0