terça-feira, 3 de maio de 2011

Oscar Bellandi


Dia 26/03/2011 comemorou-se os 100 anos de nascimento de Oscar Bellandi, um baluarte da MPB. Oscar Bellandi (26/3/1911 Salvador - BA) filho da Baiana Maria Pureza e do Italiano Bellando Bellandi, Oscar tornou-se um virtuoso violonista e compositor de grande sucesso nas décadas de 40 a 60, nas Rádios, Cassinos e Clubes do Rio de Janeiro (Capital Federal do Brasil).

Oscar Bellandi surgiu no prelúdio da bossa nova. Pertenceu ao Quarteto Copacabana. Atuou na Rádio Mayrink Veiga como violonista de diversos conjuntos regionais. Compôs em parceria com Aldo Cabral, Ataulpho Alves, Herondino Silva e Vargas Júnior, entre outros. Organizou e dirigiu o conjunto Milionários do Ritmo, atuando durante muitos anos no Hotel Quitandinha, em Petrópolis/RJ.

Foram várias as gravadoras, entre os quais: Continental, Odeon, Victor, Copacabana, Colúmbia, Todamérica, Mocambo e Regency.

Em 1944, o conjunto vocal Milionários do Ritmo gravou o samba "Ela foi embora", parceria com Djalma Ferreira.

No ano seguinte, o mesmo grupo vocal gravou os sambas "Mulher de ninguém" e "Se queres ir embora", e Heleninha Costa o samba "Não posso perdoar", parceria com Dias da Cruz.

Em 1946, a vedete Virgínia Lane gravou a marcha "Maria Rosa", parceria com Dias da Cruz.

Em 1947, Dick Farney lançou o samba "Foi e não voltou", parceria com Chuca-Chuca.

Em 1948, teve o samba "Meu Rio de Janeiro", parceria com Nelson Trigueiro, gravado por Dick Farney na Continental.

Dick Farney - Meu Rio de Janeiro



Em 1952, Elizeth Cardoso lançou pela Todamérica o samba "Caixa postal zero zero", parceria com Luiz de França. Em 1955, teve gravado por Lana Bittencourt na Columbia o samba "Pobre menino rico", parceria com Vargas Jr.

Em 1958, foi homenageado pelo cantor Carlos Roberto que lançou pelo selo Ritmo o LP "Música de Oscar Bellandi na voz de Carlos Roberto" com suas composições: "Meu Rio de Janeiro"; "Sei que voltarás"; "Caravana azul"; "Baião do cego"; "Sinhá moça"; "Ela foi embora"; "Briguei com Sinhá Moça" e "Uma existência".

Em 1961, Gordurinha gravou "Quando os Baianos se Encontram", de Oscar Bellandi no LP Mamãe! Estou Agradando, pela Continental.



Em 1980, Raul de Barros gravou "Entardecer", com Paulo Gesta no LP "O máximo do trombone", da gravadora Copacabana.

Oscar casou-se em 1941 com a morena Baiana, Nilza e tiveram três filhos: Saul, Jorge(falecidos) e Marco Antonio. Que geraram sete neto(a)s entre eles 2 que seguem a carreira de cantores: Bruno e Marcos Paulo, três bisnetos.

Oscar e Nilza viveram juntos até 1965, ano da morte de Oscar, aos 54 anos.

Autor de mais de 100 músicas, Bellandi deixou um grande legado musical a MPB, nas vozes de Ângela Maria, Elizeth Cardoso, Lana Bitencurt, Núbia Lafaiete, Roberto Faissal, Chico Anísio, Djalma Ferreira, Ataulfo Alves, Paulo Gesta, Dick Farney, Ciro Monteiro, Gordurinha, Odette Amaral, Lana Bittencourt, Nuno Roland, Laila Cury, Gilberto Alves; Carlos Henrique, Luiz Cláudio, Dalva Andrade, Fernando Barreto, Neuza Maria, Darci Rezende, Neila Graça, Maria Lopes, Djalma Ferreira, Augusto Calheiro, entre outros.

Em sua discografia destaques são as composições: Pobre Menino Rico, Caixa Postal 00, com Elizete, Meu Rio de Janeiro e Olhos Tentadores com Dick Farney.

Pobre Menino Rico

Pobre menino rico
Da zona sul da cidade
Embora tenhas de tudo
Não tens a felicidade
Não jogas bola de gude
Não sabes rodar peão
Não podes pisar descalço
A terra seca do chão
Não jogas bola de meia
Não sabes soltar balão
Pareces um passarinho
Dentro de um alçapão
Aquele menino pobre
Sem conforto
Quase nu
Vivendo livre no morro
É mais feliz do que tu

Não jogas bola de meia
Não sabes soltar balão
Pareces um passarinho
Dentro de um alçapão
Aquele menino pobre
Sem conforto
Quase nu
Vivendo livre no morro
É mais feliz do que tu

FONTE

Dicionário MPB

Marco Bellandi

Um comentário:

Marco Bellandi disse...

Oi muito legal
Sou O filho mais novo do Oscar Bellandi ,meu nome é Marco Antonio BELLANDI, COMO VC CONHECEU AS MUSICAS DO MEU PAI.
ENTRE EM CONTATO.MBELLANDI50@HOTMAIL.COM
ABRAÇOS