domingo, 1 de maio de 2011

Paulo Diniz



O cantor Paulo Diniz (Pesqueira/PE - 24 de janeiro de 1940) já musicou poemas de autores como Carlos Drummond de Andrade (E Agora, José?), Gregório de Matos (Definição do Amor), Augusto dos Anjos (Versos Íntimos), Jorge de Lima (Essa Nega Fulô) e Manuel Bandeira (Vou-me Embora pra Pasárgada); "Ciranda do Mar" (lançada em 30 países). Musicou, também, trechos do Poema Sujo, de Ferreira Gullar.

Órfão de pai, dos 12 aos 16 anos trabalhou numa fábrica de doces da sua cidade. Depois, mudou-se para o Recife, onde tentou ganhar a vida engraxando sapatos...

Paulo foi para o Recife trabalhar como crooner e baterista em casas noturnas. Foi locutor e ator de rádio e televisão, em Pernambuco e no Ceará. Trabalhou como locutor de casas comerciais e, em seguida, locutor da Rádio Jornal do Commercio, de onde foi demitido por pronunciar um nome errado.

Do Recife, seguiu para Caruaru, e, depois, para Fortaleza, Ceará. Em 1964 foi para o Rio de Janeiro, onde consultou a Rádio Tupi em substituição ao radialista Paulo Porto. Durante algum tempo, foi locutor esportivo. Nesse período, enveredou pela Jovem Guarda, cantando iê-iê-iê.  Passou a compor com mais frequência; é contratado pela Rádio Globo.


No Rio de Janeiro, gravou seu primeiro disco - um compacto simples com as músicas "Quem Desdenha Quer Comprar" e "O Chorão", de Edson Mello e Luís Keller; esta última estourou nas emissoras de rádio de todo o Brasil e ele passou a freqüentar o programa de maior sucesso na televisão à época, o Jovem Guarda, comandado por Roberto Carlos.

Em 1967, foi morar no Solar da Fossa, onde conviveu com Paulinho da Viola, Caetano Veloso e outros artistas. No mesmo ano lançou o LP "Brasil, brasa, brasileiro", pela Copacabana.

Em 1970, lançou o LP "Quero voltar para a Bahia", pela Odeon, onde se destacam "Um chop pra distrair" e a música título, ambas de sua parceriacom Odibar.

No ano seguinte, gravou pela mesma gravadora "Paulo Diniz", no qual fez sucesso com "O meu amor chorou", de Luiz Marçal Neto e "Pingos de amor", em parceria com Odibar, um de seus maiores sucessos e que recebeu inúmeras regravações.

Gravou, também no mesmo ano, "Asa Branca", de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira.

Em 1974, fez sucesso com a gravação de "E agora José", poema de Carlos Drummond de Andrade musicado por ele.

Em 1976, fez sucesso com "Vou me embora pra Pasárgada", poema de Manuel Bandeira que ele musicou.

Em 1978 lançou o LP "É marca ferrada", onde fizeram sucesso as composições "Me leva morena", parceria com Marconi Norato e Juhareiz Correya e "Severina cooper (It'S not mole não)", de Accioly Neto.

Em 1984, Paulo Diniz lançou "Canção do exílio".

Foi um dos poucos cantores/compositores que seguiram carreira com sucesso depois de passado o modismo da Jovem Guarda. Entre 1987/1996, não gravou nenhum disco, em decorrência de graves problemas de saúde que quase o deixaram paralítico.

Recuperado, em 1997 retomou a carreira, quando novamente já tinha residência fixa no Recife; grava um especial para a TV Educativa da Bahia e prepara-se para lançar novo CD com canções a partir de poemas de grandes poetas brasileiros, como Drummond, Augusto dos Anjos, Gonçalves Dias, Ferreira Gullar, Manuel Bandeira e outros.

Ao longo de sua carreira, musicou diversos poemas de consagrados poetas brasileiros, entre os quais Augusto dos Anjos, "Versos íntimos", e Gregório de Mattos, com "Definição do amor".

Suas composições foram gravadas por diversos intérpretes, entre os quais Fagner, com "Quero voltar pra Bahia", Simone, que gravou "Chega", Emílio Santiago, com "Um chope pra distrair", Clara Nunes, com "Canseira", Elizeth Cardoso, com "Símbolo de paz".

Sua composição "Pingos de amor" conheceu diversas regravações, entre as quais as de Kid Abelha, Neguinho da Beija-Flor, Ricardo Chaves, Sula Miranda, Fernando Mendes e Araketu.

Em 2002, teve relançados os LPs "Brasa, Brasil, braseiro" e "Quero voltar pra Bahia" em CD na série "Dois em um".


Suas músicas foram gravadas por Clara Nunes, Emílio Santiago, Simone e outros. Entre seus sucessos destacam-se Pingos de Amor, gravado por vários intérpretes, Canoeiro, Um Chopp pra Distrair, I Want to Go Back to Bahia (uma homenagem a Caetano Veloso, então exilado em Londres) e Quem Tem um Olho É Rei, todas em parceria com Odibar.


Atualmente Paulo Diniz continua realizando apresentações, com a mesma voz vibrante de antes, porém numa cadeira de rodas, já que contraiu uma doença em 2005 que paralisou seus membros inferiores.

Discografia

Brasil, Brasa, Braseiro, 1967
Quero Voltar Pra Bahia, 1970
Paulo Diniz (álbum de 1971), 1971
Lugar Comum, 1973
Paulo Diniz (álbum de 1974), 1974
Estradas, 1976
É Marca Ferrada, 1978
Canção do Exílio, 1984


FONTE

Wikipédia

2 comentários:

Luciano Ricardo disse...

SEU LEGADO CONTINUA...
SOMOS APRECIADORES DE UMA BOA MÚSICA...
CONTINUEMOS JUNTOS...
O MUNDO GIRA...

Luciano Ricardo disse...

SEU LEGADO CONTINUA...
SOMOS APRECIADORES DE UMA BOA MÚSICA...
CONTINUEMOS JUNTOS...
O MUNDO GIRA...