domingo, 9 de janeiro de 2011

Eliana Macedo


A atriz e cantora Eliana nasceu Ely de Souza Macedo (depois Murce) em Portela, no Rio de Janeiro. É considerada a primeira "namoradinha do Brasil" (bem antes de Regina Duarte). Filha de Élio Lourenço de Souza e Elia Macedo de Souza, adotou o nome artístico de Eliana para homenagear uma grande amiga de infância, que se chamava Ana. Sua vocação para a música veio do avô paterno que, desde cedo, incentivou filhos e netos um tocar instrumentos, formando uma banda denominada "XV de Novembro", na qual uma menina Ely era cantora.

Eliana Macedo, a "namoradinha do Brasil" começou sua carreira dirigida pelo tio Watson Macedo. Como cantora, o Brasil inteiro conheceu seus sucessos, como "Beijinho doce" (Nhô Pai), lançado com Adelaide Chiozzo. Inesquecível, também, sua interpretação de "No tabuleiro da baiana" (Ary Barroso), com Grande Otelo, em "Carnaval Atlântida".

Eliana e Adelaide Chiozzo - 'Beijinho Doce' (1950)

VIDA E OBRA

Eliana Macedo, nome artístico de Ely Macedo de Sousa (Itaocara, 21 de setembro de 1926-Rio de Janeiro 18 de julho de 1990) foi uma atriz e cantora brasileira.

Nasceu em Portela, terceiro distrito do município de Itaocara. Seu avô incentivou filhos e netos a tocarem algum instrumento musical, formando a banda XV de novembro e tendo Eliana como intérprete da banda.

Sua primeira atuação em filmes foi no "E o mundo se diverte", em 1948, sendo dirigida por Watson Macedo (seu tio) ao lado de Carlos Manga, que foi responsável pela época áurea da Atlântida Cinematográfica. Watson Macedo dirigiu Eliana por quase toda a sua vida artística. Nos filmes, em vários números musicais imitou por diversas vezes os trejeitos de Carmen Miranda.

Seu grande momento como atriz foi no filme "Carnaval de fogo" de 1949, em que ela fez dois papéis (de duas mulheres). Watson Macedo tinha preferência pelas atrizes Maria Della Costa e Cacilda Becker, mas os diretores da Atlântida impuseram Eliana e foi um sucesso.

Estrela das chanchada da Atlântida fez cerca de 26 filmes. Contracenou com artistas que marcaram época tais como Oscarito, Anselmo Duarte, Cyll Farney, Trio Irakitã, José Lewgoy, Grande Otelo, entre muitos outros.

Cantou, gravou e interpretou seus filmes com a Adelaide Chiozzo e seu acordeão, sobressaindo os sucessos Pedalando, de Anselmo Duarte/Bené Nunes, Bate o bombo Sinfrônio, Encosta sua cabecinha e Vem cá sabiá.

BATE O BOMBO SINFRÔNIO



Casou-se com o pioneiro do rádio no Brasil, o radialista da rádio Nacional, do Rio de Janeiro,atual CBN, Renato Murce, em 1950, causando muitos comentários devido a grande diferença de idade.


**Bondes no Largo da Lapa (Cena do filme "Maria 38") - Material cedido por Mário Motta, que foi o ator mirim da produção, no desempenho do personagem "Marinho". Cena do Filme "Maria 38", na qual vemos a protagonista "Maria" (Eliana Macedo) - mulher envolvida com o crime, que se regenera no final da trama - em fuga, esforçando-se por escapar de seus perseguidores, a quem furtara. Vemos o Largo da Lapa na Década de 1950, no Rio de Janeiro, com diversos bondes e outros veículos em movimento, e a conclusão do esforço fugitivo da personagem, embarcando num bonde...
 
Em 1954 foi agraciada com o Prêmio Saci - de melhor atriz, com o filme A outra face do homem; participou também do filme Malandros em Quarta Dimensão, de Luiz de Barros.

Em 1979, Participou de uma novela da TV Globo, "Feijão Maravilha", onde contracenava com uma antiga colega Adelaide Chiozzo, Relembrando alguns sucessos que a dupla cantava em filmes da Atlântida.

Ficou viúva do radialista Renato Murce, com quem esteve casada durante 36 anos.
Faleceu de enfarte, aos 63 anos de idade, no Rio de Janeiro .

PARTICIPAÇÃO ESPECIAL

Na telenovela "Feijão Maravilha", contracenou com a sua amiga de chanchadas Adelaide Chiozzo, e cantavam alguns sucessos dos musicais dos filmes da Atlântida Cinematográfica = 1979 - TV Globo.


**As Frenéticas cantaram e atuaram na inesquecível abertura da novela "Feijão Maravilha", de Braulio Pedroso, grande sucesso do horário das 19h da Globo, que foi uma homenagem ao cinema brasileiro (chanchadas). A novela contou com atores como Lucélia Santos, Maria Cláudia, Stepan Nercessian e Marco Nanini e também antigos astros do cinema brasileiro dos anos 40/60, como José Lewgoy, Grande Otelo, Eliana Macedo, Adelaide Chiozzo, Ivon Cury e Anselmo Duarte. A abertura fez um tremendo sucesso, na voz do grupo feminino "Frenéticas". Feijão Maravilha homenageava as chanchadas, tando no enredo, quanto nos personagens e elenco (como o próprio Lewgoy, Grande Otelo, Eliana Macedo, Adelaide Chiozzo, Ivon Cury e Olney Cazarré fazendo uma paródia de Oscarito).

DISCOGRAFIA

Queria ser patrona/"Com pandeiro na mão" - 1953 - Discos Copacabana = 78rpm
Beijinho Doce/Cabeça inchada - 1954 - Discos Copacabana - 78rpm
Ele...ela...e o outro/Procura do samba - 1955 - gravadora Continental - 78rpm.

FILMOGRAFIA

1948 - E o mundo se diverte
1949 - Carnaval no fogo (Marina)
1950 - A sombra da outra
1950 - Aviso aos navegantes (Cléia) - Anselmo Duarte entra definitivamente no cinema.
1951 - Aí vem o barão (Norma)
1952 - Carnaval Atlântida (Regina) - canta com Grande Otelo, a música No tabuleiro da baiana, de Ary Barroso
1953 - Amei um bicheiro (Laura)
1954 - A outra face do homem
1954 - Malandros em quarta dimensão
1954 - Nem Sansão nem Dalila (Dalila)
1955 - Sinfonia Carioca (Susana)
1955 - Guerra ao samba (Sonia)
1956 - Vamos com calma (Sandra)
1956 - Depois eu conto
1957 - Doutora é muito viva
1957 - Rio fantasia
1957 - O barbeiro que se vira (Rosinha)
1958 - E o espetáculo continua (Celinha)
1958 - Alegria de viver (Elizabeth) - contracena com Augusto Cesar Vanucci




Este é o mais lendário filme de rock no Brasil, "Alegria de viver" de 1958. Mesmo tendo o Rei do Rock brasileiro Sérgio Murilo no filme apenas como ator, ele fez uma ótima representação para a história do cinema brasileiro, como também apra o rock Brasil. Segundo alguns autores, este é o primeiro filme em que Roberto Carlos participa, como figurante na bilheteria do cinema no filme. Mesmo sendo atores, Eliana Macedo e Augusto Cesar Vanucci fizeram uma ótima interpretação do rock´n´roll para a juventude da época e é fantástico até hoje.

1959 - Titio não é sopa
1960 - Maria 38 (Maria)
1960 - Samba em Brasília (Teresa) - contracena com Herval Rossano
1961 - Três colegas de batina (Celina)
1964 - Um morto ao telefone (Helena)
1974 - Assim era a Atlântida
1978 - Mulheres de cinema (curta-metragem)

Eliana canta 'Primavera no Rio' (1955) - Sinfonia Carioca

Ivon Curi 1956 "Delicadeza"

Ivon Curi canta no filme "Depois eu Conto", de José Carlos Burle & Watson Macedo, de 1956. Na cena ainda estão Dercy Gonçalves e Eliana Macedo.

PRÊMIOS

1953 - Eliana recebeu o prêmio Menção Honrosa por sua atuação em "Amei um bicheiro", dirigido por Jorge Ileli e Paulo Wanderley, Iº Festival de Cinema do Distrito Federal, no Rio de Janeiro.
1954 - Eliana recebeu o prêmio Saci de melhor atriz por sua atuação em "A outra face do homem", dirigido por J.B.Tanko, em São Paulo
1954 - Eliana recebeu o prêmio Governador do Estado de São Paulo de melhor atriz por sua atuação em "A outra face do homem", dirigido por J.B.Tanko, em São Paulo.
1957 - Eliana recebeu o prêmio Governador do Estado de São Paulo de melhor atriz por sua atuação em "A doutora é muito viva", dirigido por Ferenc Fekete, em São Paulo.
1959 - Eliana recebeu o prêmio de melhor atriz por sua atuação em "E o espetáculo continua", dirigido por José Cajado Filho, no II Festival de Cinema de Curitiba, em Curitiba, no estado do Paraná.
1964 - Eliana recebeu o prêmio Troféu Dedo de Deus de melhor atriz por sua atuação em "Um morto ao telefone", dirigido por Watson Macedo, no I Festival de Cinema de Terezópolis, no estado do Rio de Janeiro.


FONTE


Um comentário:

TATTO disse...

OI, ASSISTI O FILME ALEGRIA DE VIVER NO CANAL BRASIL, NO ULTIMO SÁBADO. ENTÃO PESQUISEI NO GOOGLE
ACHEI ESSA ATRIA FANTÁSTICA, COM MUITO TALENTO.
PARABENS PELO BLOG!
SOU HUMORISTA DO SBT/CAMPINAS - SP
VALEU!