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"Acho que finalmente me dei conta que o que você faz com a sua vida é somente metade da equação. A outra metade, a metade mais importante na verdade, é com quem está quando está fazendo isso."

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Maria Lúcia Godoy

Atração do Projeto Pixinguinha em 1979, a soprano Maria Lucia Godoy posa em frente ao Teatro Municipal do Rio de Janeiro
Maria Lúcia Godoy (Mesquita, 2 de setembro de 1929) é uma cantora lírica brasileira. É dela a gravação mais famosa das Bachianas brasileiras nº 5, de Villa-Lobos, compositor no qual se especializou. Teve participação especial nos filmes Os Senhores da Terra, Navalha na Carne e Poeta de Sete Faces — neste último entoando a "Cantiga do Viúvo", música de Villa-Lobos sobre poema de Carlos Drummond de Andrade.



Maria Lucia Godoy é mineira, nascida na cidade de Mesquita, de onde se mudou para Belo Horizonte ainda criança. Na capital mineira, ela se formou em Letras na Universidade Federal de Minas Gerais, e iniciou seus estudos musicais com Honorina Prates. No Rio de Janeiro, estudou com Pasquale Gambardella e, posteriormente, obteve bolsa de estudos para aperfeiçoamento com Margarete von Winterfeld na Alemanha.

"Luar de meu bem" - Claudio Santoro/ Vinícius de Moraes - por Maria Lúcia Godoy

Foi solista principal do Madrigal Renascentista. Venceu, entre outros, os concursos de canto Vera Janacópolus e Lorenzo Fernandez. Desde então, tem realizado importantíssimo trabalho de solista, interpretando os grandes papéis do repertório operístico. É também estimadíssima como cantora de câmara e solista sinfônica e realiza recitais nos principais centros musicais do Brasil e do mundo.

Maria Lucia Godoy é unanimemente reconhecida como a maior cantora brasileira de sua geração. Esse reconhecimento se dá pela sua inestimável contribuição à arte do canto da qual é a representante maior. Dotada de rara técnica e musicalidade, possui emissão de impecável afinação, invejável gama dinâmica e grande expressividade dramática. Mas não só a perfeição técnica de seu canto chama a atenção do ouvinte.

Maria Lucia se destaca, também, por sua capacidade interpretativa, que se faz pela compreensão, de singular lucidez, do texto cantado; pela dicção perfeita, presente mesmo nas mais intricadas partituras, e por uma versatilidade de repertório de que pouquíssimos artistas são capazes. É, ao mesmo tempo, uma cantora de rara sensibilidade que interpreta, e uma atriz de talento que canta.

Essa versatilidade permite que ela esteja à vontade tanto nas obras clássicas mais elaboradas quanto nas populares mais autênticas, e possua um imenso repertório, que vai das canções napolitanas, modinhas imperiais e serestas mineiras a autores contemporâneos como Edino Krieger, Cláudio Santoro, Ronaldo Miranda, Marlos Nobre, Waldemar Henrique, Hekel Tavares, Tom Jobim, Milton Nascimento, Chico Buarque de Holanda, Wagner Tiso, entre outros.



Maria Lucia interpreta, também, importantes papéis operísticos, como Mimi, em “La Bohème”, seu maior sucesso dramático; Lola, em “Cavalleria Rusticana”; Liú, em “Turandot”, Rosina, em “O Barbeiro de Sevilha”, Siebel, em “Fausto”, Cherubino, em “Bodas de Fígaro”, orabella, em “Cosi Fan Tutte”, Pamina, em “Orfeu” etc. Canta, ainda, obras de grande envergadura, como o ciclo de canções sinfônicas “Shéhérazade, de Maurice Ravel, com a Houston Simphony.

Maria Lucia Godoy é considerada a maior intérprete de Heitor Villa-Lobos, cuja obra é presença obrigatória em seu repertório. Do compositor carioca ela gravou a série das 14 Serestas, a Bachianas nº 5, várias canções e a Suíte Para Voz e Violão. Neste CD, ela nos brinda com uma histórica “Floresta do Amazonas”, a obra final de Villa-Lobos, sendo essa a primeiragravação brasileira completa, realizada em 1988 - em comemoração ao centenário do grande mestre.

Maria Lúcia Godoy - Foi boto, Sinhá! (1969)

Considerada a maior intérprete de Heitor Villa-Lobos — presença obrigatória em seu repertório —, ela gravou as 14 Serestas, a Bachianas nº 5, várias canções e a Suíte Para Voz e Violão.

Ligada culturalmente momentos marcantes da história brasileira, cantou em homenagem ao translado dos restos mortais de dom Pedro 1º ao Brasil, no Mosteiro dos Jerônimos (Lisboa). Convidada pelo presidente Juscelino Kubitschek, apresentou-se na cerimônia de inauguração de Brasília.

É condecorada com a Grã-Cruz da Inconfidência, pelo governo de Minas Gerais.

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