segunda-feira, 18 de abril de 2011

Marina Lima


A 7ª edição da Virada Cultural aconteceu nos dias 16 e 17 de abril/2011, com início às 18 horas do sábado. Foram 24 horas ininterruptas de programação, com atrações gratuitas espalhadas por diversos palcos da cidade, numa realização da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo em parceria com o SESC e a Secretaria de Estado da Cultura, e adesão das mais importantes instituições culturais da cidade.

7ª edição da Virada Cultural, ofereceu 93 locais e 121 espaços de apresentação espalhados pela cidade, 952 atrações apresentadas. Marcada pela infinidade de opções, a virada superou a marca dos 4 milhões de visitantes previstos.

Pelos diversos palcos espalhados pelo centro da cidade passaram muitos outros artistas nacionais e internacionais, como Elymar Santos, Rita Lee, Richie, Luiz Melodia, Eunir Deodato, Dominguinhos, Marina Lima, Almir Sater, Erasmo Carlos, Frejat, e também novos talentos, como Duani, Cibelle, Thaís Gullin e Rumpilezz. Entre os internacionais, São Paulo recebeu Armando Manzanero, Skatalites, Fred Wesley and the New JB’s, Steel Pulse e Edgar Winter, entre inúmeros outros...

Marina Lima apresentou-se na 7ª edição da Virada Cultural. A cantora reclamou diversas vezes da qualidade do som e brindou o público presente, em ironia à proibição de venda de bebidas alcoólicas, com um copo de uísque. A ação inesperada de Marina aconteceu antes da música "Keep walking", fazendo um trocadilho com uma conhecida marca de bebida. "Vou brindar com todos vocês", disse Marina.

A apresentação misturou canções antigas e recentes da cantora. Os sucessos "Me Chama", de Lobão (que ela chamou de Chapeuzinho Vermelho) e "Uma Noite e Meia" marcaram o ponto alto do show, interrompido várias vezes pela cantora. Em muitos momentos a cantora reclamou da qualidade do som e dos equipamentos. A situação ficou constrangedora pouco antes dela cantar um samba da sua autoria: "A Parte que Nos Cabe", que interrompeu no meio.


Ao recomeçar a canção, Marina falou que estava muito feliz por participar da Virada Cultural. "Eu sei o que é bom pra vocês. Acreditem em mim", soltou em tom de desabafo. Ao final da show, a cantora avaliou a sua própria performance. "Eu me dou nota 7, mas para vocês [público] dou nota 1.000".

Marina Correia Lima (Rio de Janeiro, 17 de setembro de 1955) é uma cantora, compositora e apresentadora brasileira. Filha de pais nordestinos; irmã de Roberto, que seguiu a mesma carreira do pai, e Antônio Cícero, poeta e filósofo.

Marina morou nos Estados Unidos durante a infância e o início da adolescência. Neste período ganhara um violão do pai, como um pretexto para sentir menos falta do país natal.

Iniciou a carreira em 1977, quando teve uma canção gravada por Gal Costa, Meu Doce Amor. Decidiu musicar um dos poemas do irmão mais velho, Antônio Cícero e obteve reconhecimento. Estabelecida essa conexão "emocional", Marina e Cícero esqueceram antigas divergências ocasionadas pela idade e, a partir de então, trilhariam uma parceria de sucesso.

De volta ao Rio de Janeiro, assina um contrato e lança o primeiro LP, Simples Como Fogo em 1979. No começo dos anos 1990, assina como Marina Lima, e não apenas Marina.

Desde a década de 1960, quando surgiram os especiais do Festival de Música Popular Brasileira (TV Record) até o final da década de 1980, a televisão brasileira foi marcada pelo sucesso dos espetáculos transmitidos; apresentando os novos talentos registravam índices recordes de audiência.

Marina Lima participou do especial Mulher 80 (Rede Globo), um desses momentos marcantes da televisão; o programa exibiu uma série de entrevistas e musicais cujo tema era a mulher e a discussão do papel feminino na sociedade de então, abordando esta temática no contexto da música nacional e da inegável preponderância das vozes femininas, com Maria Bethânia, Fafá de Belém, Zezé Motta, Marina Lima, Simone, Elis Regina, Joanna, Gal Costa, Rita Lee e as participações especiais das atrizes Regina Duarte e Narjara Turetta, que protagonizaram o seriado Malu Mulher.


Valendo-se do filão engajado da pós-ditadura e feminismo, cantou no coro da versão brasileira de We Are the World, o hit americano que juntou vozes e levantou fundos para a África ou USA for Africa. O projeto Nordeste Já (1985), abraçou a causa da seca nordestina, unindo 155 vozes num compacto, de criação coletiva, com as canções Chega de mágoa e Seca d´água. Elogiado pela competência das interpretações individuais, foi no entanto criticado pela incapacidade de harmonizar as vozes e o enquadramento de cada uma delas no coro.

Após a morte do pai, no período de confecção de O Chamado (1993) e o cancelamento da turnê do CD posterior a este, Abrigo, de 1995, provocado por este e outros problemas pessoais, Marina entra em depressão por causa da morte do pai e da separação de uma mulher que até então ela amava.

Na época alegava que o empecilho eram problemas nas cordas vocais. Mesmo neste estado, inspiradíssima e notavelmente cheia de vontade de cantar, lança em 1996 o CD Registros à Meia-Voz, com versões próprias para letras de Paulinho da Viola, Zélia Duncan, Christiaan Oyens, Roberto Carlos e Erasmo Carlos.

Somente em 1998 é que se pode notar os danos que a depressão causou à voz, após romper com uma namorada que morava fora do Brasil: Pierrot do Brasil é um disco magistral, mas que traz uma voz sussurrada, falada, um tanto castigada e algo angustiante.

Em novembro de 1999, Marina fez um ensaio para a revista revista Playboy, recebendo R$2,5 milhões para posar.

Em 2000, retorna aos palcos com Síssi na Sua, um grandioso espetáculo, com influência teatral. É nítida a deficiência vocal, apesar de não ter problemas físicos, a voz ficou comprometida com os problemas emocionais.

Em 2003, no acústico MTV, apesar de ainda deficiente, é nítida a melhora na voz.


Em outubro de 2005, Marina estreia o novo show Primórdios com duas temporadas, por duas semanas em São Paulo, seguida de outra temporada em Janeiro. Essa foi a estratégia. Experimentar como funcionam as novas ideias ao vivo para depois gravar com a certeza de agradar o público.

Em Agosto de 2006, lança o CD Lá Nos Primórdios, com a voz mais firme e forte. Anuncia que está fazendo aula de canto e fono, para reaprender a usar a voz. Em Novembro de 2006 registrou o show "Primórdios" em DVD com show fechado no Auditório do Ibirapuera (SP). O DVD ainda se mantém inédito, sem data para edição.

Em 2007, Marina se lança na estrada com um novo show, o "Topo Todas Tour". O show é um apanhado de seus maiores sucessos com as canções inéditas de seu último disco, o "Lá nos Primórdios". O show foi encerrado na metade de 2008 e deu lugar para que Marina concebesse o "Marina Lima e Trio em Concerto".

Em 2009 Marina planejava lançar o registro em DVD do show "Primórdios" e o CD de inéditas que veio preparando desde o início deste ano, contando com a produção de Edu Martins, que ficou para 2011.

Em 2010 Marina planejava lançar seu primeiro livro, o qual se chamaria "Marina Lima Entre as Coisas", mas problemas com gráfica e editora impossibilitaram a cantora de lançar. Além de entrar na estrada com a turnê do disco "Clímax", lançado com os sucessos "Não Me Venha Mais Com Amor" e "Doce de Nós".

Clímax contabiliza nove inéditas autorais - entre elas, A Parte que me Cabe, Doce de Nós, Lex e Keep Walking - e três ou quatro regravações. Uma das releituras é Call me, o tema de Tony Hatch que ficou famoso ao ser lançado em novembro de 1965 pelo cantor norte-americano Chris Montez (a gravação original, também de 1965, é da cantora inglesa Petula Clark). Outro destaque do disco - o primeiro de Marina desde Lá nos Primórdios, CD lançado no início de 2006 - é Não me Venha Mais com Amor, parceria da cantora com Adriana Calcanhotto.

Após a morte da mãe, Marina vendeu sua cobertura na Lagoa Rodrigo de Freitas (RJ) e se mudou para São Paulo, no bairro de Higienópolis, e lá compôs todas as novas canções do seu álbum, "Climax".

O principal letrista parceiro de Marina é o irmão Antônio Cícero, também musicado por outros grandes nomes da MPB. Durante um bom tempo Cícero esteve quase que onipresente nas composições. Buscando novos ares, parcerias com Alvin L. e William Magalhães tornam-se mais presentes na carreira de Marina a partir da década de 1990.


FONTE

2 comentários:

tevezinhaloock disse...

Marina Lima outra das minhas paixões musicais...

Beth disse...

Oi dei um giro rápido pelo seu Blog e gostei. Eu me considero uma apreciadora e divulgadora da música, uma linguagem multifacetada
e universal...